6 Dores que NÃO são normais na Gravidez – E o que fazer com elas

Categorias: Dicas, Gestantes
Data: 21/03/2022   530 Views  

Sentir algumas dores, como cólicas abdominais, não é necessariamente um motivo de preocupação durante a gestação. Isto porque as próprias alterações da gravidez podem causar um pouco de dor ou desconforto. Entretanto, embora uma boa parte das dores sejam normais e esperadas, existem algumas situações que merecem atenção. Podem ser sinais de algo mais grave.

Durante a gestação você precisa se acostumar com algum desconforto. Os seios aumentam de tamanho e ficam dolorosos. Para equilibrar a barriga é necessário encurvar a coluna para trás, causando um pouco de dor lombar. O próprio crescimento do útero para acomodar o bebê pode causar um pouco de cólica. Entenda neste post quando você precisa se preocupar.

Sentir cólica na gravidez é normal?

Um pouco de cólica abdominal é bastante comum e não é um sinal para se preocupar. Na verdade, como já falamos em outro post, o crescimento do útero faz com que alguns ligamentos fiquem estirados, provocando um pouco de dor e desconforto, por vezes associado a alguma cólica.

Já por volta da metade da gravidez, as contrações de treinamento, chamadas de contrações de Braxton Hicks, podem até mesmo confundir a gestante fazendo ela achar que está em trabalho de parto. Estas situações são normais e você precisa se acostumar com elas.

Entretanto, a dor abdominal durante a gravidez pode ser um sinal de uma condição que requer atenção médica. Problemas como a infecção do trato urinário, o aborto, trabalho de parto prematuro ou pré-eclâmpsia podem provocar sintomas semelhantes. É sempre importante faze um contato com o seu médico sobre qualquer sintoma que a preocupe. Vejamos como identificar as principais causas de dor que podem estar associadas a problemas na gravidez!

Dores que NÃO são normais na Gravidez

1 – Cólicas de Abortamento

Na eventualidade de ocorrer um abortamento, é bastante comum o sintoma de cólicas uterinas. Geralmente as cólicas uterinas são mais fortes do que aquelas que são sentidas quando o útero está crescendo. Elas geralmente são percebidas no abdômen e região pélvica e podem irradiar também para as costas. Em alguns casos podem estar associadas ainda com sangramentos vaginais de intensidade variada.

Mas atenção, nem todos as formas de abortamento causam dores ou sangramento. Em algumas situações, pode ocorrer o óbito do embrião sem nenhum tipo de sintoma apresentado pela mãe. Esta forma de abortamento também é conhecida como aborto retido.

2 – Dor da Gravidez Ectópica

Chamamos de gravidez ectópica quando o embrião e o saco gestacional estão implantados em um local diferente que não seja a cavidade uterina. Neste tipo de situação a gravidez geralmente ocorre na trompa uterina. E ela poderá romper provocando um sangramento para dentro da cavidade abdominal.

Uma gravidez ectópica nas suas fases mais iniciais costuma ser assintomática. Entretanto quando ocorre a rotura da trompa, geralmente por volta da oitava semana de gestação, inicia-se um quadro de dor abdominal importante.

Como após a rotura da gravidez ectópica existe um sangramento para dentro da cavidade abdominal, esta situação pode estar acompanhada de sintomas com a pressão baixa ou palidez.

3 – Infecção do Trato Urinário

Chamamos de infecção do trato urinário quando alguma bactéria contamina a bexiga ou rins, multiplicando-se e causando algum problema. As mulheres em geral são mais propensas a terem infecções urinárias pois possuem a uretra mais curta.

Durante a gravidez os riscos de uma infecção urinária aumentam. As alterações hormonais provocadas pela gravidez favorecem a ocorrência de infecções urinárias. Por isso durante as consultas de pré-natal seu obstetra deverá solicitar exames de urina em cada trimestre da gravidez.

Habitualmente os sintomas de uma infecção urinária são o aumento da frequência de vezes que a mulher vai ao banheiro urinar e ardência ao urinar. Durante a gravidez é relativamente difícil o diagnóstico da infecção urinária pois meio dos sintomas pois a compressão que o útero faz sobre a bexiga provoca o aumento do número de micções, sem que haja necessariamente uma infecção.

A infecção urinária pode ainda desencadear o trabalho de parto prematuro. Por isso é imprescindível que durante o pré-natal sejam feitos os exames de urina.

Caso a infecção urinária acometa os rins o quadro passa a ser mais grave e gestante irá apresentar um quadro de febre e dor lombar, na região dos rins. Especialmente neste caso você deve procurar seu médico com a maior brevidade possível pois o tratamento com antibióticos é fundamental para preservar a mãe e o concepto.

4 – Descolamento prematuro de placenta

O descolamento prematuro da placenta ocorre quando a placenta se separa da parede uterina de maneira abrupta, provocando um quadro de dor bastante forte associada a sangramento vaginal importante.

O descolamento prematuro da placenta é um problema que ocorre na segunda metade da gravidez e geralmente está associado a picos de hipertensão ou trauma abdominal (batida muito grave no útero). Também pode ocorrer o descolamento prematuro da placenta quando algumas drogas ilícitas como a cocaína ou o crack são utilizados pela gestante.

Trata-se de uma emergência obstétrica e neste caso a gestante deverá ir ao hospital o mais breve possível para que o devido atendimento médico possa ser iniciado.

A dor geralmente é bastante importante. Ela ocorre em função de uma contração uterina bastante intensa e duradoura, chamada de hipertonia uterina. Ao palparmos o abdômen de uma gestante com o útero em hipertonia a impressão é de que ele é tão duro que parece um tronco.

5 – A pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma doença complexa, caracterizada pelo aumento da pressão arterial acima de 140 x 90 mmHg na segunda metade da gravidez. Trata-se de um problema obstétrico grave e que só tem o tratamento definitivo após o parto.

Muitas vezes a pré-eclâmpsia pode apresentar-se com quadros graves, associados a edema cerebral ou aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia). Nestas duas situações existem alguns sintomas dolorosos que devem ser considerados.

A paciente com pré-eclâmpsia grave que apresenta edema cerebral geralmente queixa-se de dores de cabeça. Por um outro lado, o aumento no tamanho do fígado poderá provocar dores no estômago da gestante. Portanto a gestante com pressa alta que apresente sintomas de dor de cabeça ou dor de estômago deve procurar o serviço médico.

6 – O trabalho de parto prematuro

Em algumas situações o útero da futura mamãe poderá começar a apresentar contrações fortes antes da hora. Isto pode ser um trabalho de parto prematuro. Sempre que a gestante perceber que o útero está contraindo é importante ver com que frequência isto está acontecendo.

A presença de 2 ou mais contrações que duram cerca de 30 segundos ou mais num intervalo de 10 minutos podem indicar um trabalho de parto prematuro. Caso você perceba que isto está acontecendo com você é importante que procure atendimento médico para verificar se realmente é um quadro de trabalho de parto ou se são apenas contrações de treinamento.

Quando procurar atendimento médico?

Para evitar qualquer problema é interessante que você converse com o seu médico sobre qualquer dor que possa parecer mais preocupante. É razoavelmente difícil diferenciar a dor normal de uma dor que deve preocupar para um leito. Muitas vezes até mesmo para o médico.

É prudente entrar em contato com a equipe que estiver assistindo você nas seguintes situações:

  • Dor abdominal importante não diminui (mesmo que não seja acompanhada de sangramento)
  • Dor de cabeça intensa que não desaparece, alterações na visão, inchaço súbito e/ou ganho de peso inexplicável (que são sintomas de pré-eclâmpsia)
  • Febre ou calafrios
  • Sangramento intenso, ou sangramento com cólicas ou dor intensa na parte inferior do abdômen
  • Dor ou ardor ao urinar, dificuldade em urinar ou sangue na urina
  • Tonturas ou sensação de desmaio
  • Duas ou três contrações a cada 10 minutos, principalmente se isto ocorrer antes de 37 semanas 

Na maioria das vezes as dores serão “normais” e não estarão associadas a nenhum problema. Entretanto é importante conhecer quais são as principais dores que devem fazer você procurar o seu médico.

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Data: 21/03/2022   530 Views