Coceira na Vagina? Pode ser Candidíase!

Categorias: Dúvidas, Gestantes, Termos
Data: 01/09/2020   170 Views  

Uma queixa comum das mulheres quando visitam o seu ginecologista é o prurido (coceira) vaginal. Esse sintoma pode se tornar mais comum ainda durante a gravidez em função das próprias alterações fisiológicas causadas pela gestação.

A queixa de coceira vaginal é comumente causada por uma infecção fúngica do gênero Candida. Essa infecção recebe o nome de candidíase ou monilíase. Entre todas as espécies deste fungo, a Candida albicans é a mais comum, sendo responsável por até 90% dos casos. Antes de iniciar qualquer tratamento é importante que a paciente consulte o seu ginecologista para ele confirmar a infecção e prescrever o tratamento apropriado. Isso é especialmente importante em gestantes pois algumas medicações podem ter restrição de uso na gravidez.

Quais são os sintomas de candidíase vaginal?

Apesar do sintoma mais comum ser a coceira no canal vaginal, alguns outros sintomas também podem aparecer. Entre eles podemos destacar:

  • Coceira (prurido);
  • Dor para urinar;
  • Inchaço ou irritação da vulva;
  • Dor nas relações sexuais;
  • Vermelhidão na vulva;
  • Corrimento esbranquiçado e com grumos.
Corrimento da Candidíase Vaginal

Exame ginecológico evidenciando colo uterino recoberto por corrimento esbranquiçado e grumoso, compatível com candidíase vaginal.

Os sintomas da infecção vaginal por cândida podem ser semelhantes a diversas outras condições como uma infecção bacteriana (vaginose bacteriana), tricomoníase e dermatite. Para o diagnóstico adequado é importante consultar o seu ginecologista.

Como se pega a candidíase?

A Candida é um fungo que faz parte do trato gastrointestinal e muitas vezes da vagina. Em situações normais a Candida não causa nenhum sintoma. Em algumas situações, como por exemplo após o uso de algumas medicações ou alterações dos sistema imune, este fungo pode crescer de maneira exagerada. Nesta situação os sintomas acima podem aparecer.

Apesar da candidíase poder ser sexualmente transmissível, mas maioria das vezes não é. Geralmente a doença é causada por um simples desequilíbrio da flora vaginal. Muitas vezes alguns fatores de risco podem aumentar a chance de ter candidíase, como por exemplo o diabetes, a falta de higiene com as partes íntimas, o uso de roupas muito apertadas e que diminuem a aeração da região íntima.

Como a candidíase é tratada?

O tratamento para candidíase é feito com a administração de antifúngico. Para mulheres não grávidas a medicação pode ser via oral, mas para gestantes recomenda-se a aplicação de creme vaginal para minimizar a exposição do feto a medicação. Em algumas situações o tratamento também pode ser combinado, usando a medicação via oral e o creme vaginal. O tratamento dura entre 1 e 2 semanas, a depender de cada caso.

O que fazer se você tem candidíase recorrente?

Algumas mulheres podem ter vários episódios de candidíase no ano. Nestes casos é importante conversar com o seu médico por ele irá pesquisar a causa dessas infecções de repetição. Você por exemplo pode estar com diabetes e não sabe.

Além da investigação habitual, algumas medidas comportamentais também podem ajudar a evitar a candidíase de repetição:

  • Diminuir o consumo de doces;
  • Evitar usar roupas apertadas;
  • Realizar a higiene íntima de maneira adequada;
  • Secar bem as partes íntimas após o banho;
  • Fazer atividade física e ter alimentação saudável.

A candidíase pode passar para o bebê?

Se no momento do parto vaginal houver uma infecção por Candida na vagina da paciente, a pele do bebê será contaminada por uma grande quantidade de fungos. Como o bebê não tem o sistema imunológico completamente desenvolvido, ele poderá desenvolver uma infecção de pele causada pela Candida.

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