Ducto venoso hepático (Arantius) é um vaso sanguíneo fetal. Ele é a continuação da veia umbilical com a veia cava inferior. Posteriormente ao nascimento, oblitera-se, formando o ligamento venoso. Por meio dele, o sangue rico em oxigênio, proveniente da veia umbilical, chega ao átrio direito. Em seguida, pelo forame oval, ganha o átrio esquerdo e a circulação sistêmica, favorecendo o fluxo para o cérebro fetal. Além disso, em obstetrícia, a ultrassonografia Doppler tem sido amplamente utilizada para se examinar o sistema arterial fetal.
Em resumo o ducto venoso é um vaso que leva sangue oxigenado da veia umbilical para o cérebro fetal.
Ducto venoso (assinalado em amarelo). Abaixo seu traçado com as ondas S (sístole ventricular), D (diástole ventricular) e a (contração atrial).
Enquanto o ducto venoso é uma comunicação normal entre a veia umbilical e a veia cava inferior no período fetal, o seu fluxo reflete o que está acontecendo no compartimento cardíaco. Como grande parte dos fetos com síndrome de Down possui algum tipo de doença cardíaca, provavelmente a disfunção cardíaca nesses pacientes seria a responsável pela alteração no fluxo do ducto venoso.
Ducto Venoso no Rastreamento de Cromossomopatias
O aumento da impedância ao fluxo no ducto venoso fetal entre 11-13 semanas de gestação está associado a aneuploidias fetais, defeitos cardíacos e outros resultados adversos da gravidez. A maioria dos estudos que examinam o fluxo do ducto venoso classificou as formas de onda como normais, quando a onda a observada durante a contração atrial é positiva ou anormal, quando a onda a está ausente ou invertida. Entretanto a alternativa preferida na estimativa de riscos específicos do paciente para complicações na gravidez é a medida do índice de pulsatilidade para veias (PIV) como uma variável contínua.
A inclusão do fluxo sanguíneo do ducto venoso no rastreio combinado no primeiro trimestre melhora a taxa de detecção da trissomia 21 para cerca 90% a 95% para uma taxa de falsos positivos de 3%.
Meu bebê engoliu líquido na hora do parto e agora?
“Meu filho na hora de nascer engoliu líquido“, essa é uma frase relativamente comum de se ouvir.
Os fetos mostram movimentos de deglutição já na 11ª semana de gestação, enquanto movimentos de sucção mais complexos podem ser identificados após a 18ª semana.
No passado, o movimento relacionado à deglutição era geralmente considerado como uma mera aquisição de um mecanismo necessário para a vida pós-natal. Entretanto, recentemente foi comprovado que tal função é necessária para o desenvolvimento do trato gastrointestinal e para o crescimento fetal. Estudos experimentais, nos quais as ligaduras do esôfago de fetos de coelhos e ovelhas foram realizados, confirmaram essas hipóteses documentando atrofia grave da mucosa gastroentérica.
A ultrassonografia permite a visualização direta das estruturas anatômicas envolvidas no processo de deglutição no feto. De acordo com a figura abaixo podemos ver o esôfago como uma linha preta (cheia de líquido amniótico) e ao Doppler observamos a presença de fluxo durante a deglutição.
É possível ver quando o feto engoliu líquido?
Sim, no ultrassom dinâmico é possível ver o momento em que o feto degluti. No vídeo abaixo o esôfago fica colorido quando existe fluxo no esôfago.
Conclusão
Engolir líquido amniótico é absolutamente normal e o feto faz isso durante toda a gestação. Portanto não é necessário ficar preocupada com engolir líquido amniótico. Por outro lado, existe a síndrome de aspiração de mecônio, que pode causar problemas para o bebê. O mecônio é a principal excreção intestinal do recém-nascido. Sobretudo, é composto por células epiteliais, cabelo fetal, muco e bile.
Em síntese, a síndrome de aspiração de mecônio é uma dificuldade respiratória em um recém-nascido que inalou (aspirou) mecônio para os pulmões antes ou perto da ocasião do parto.
Sinéquia uterina é uma “cicatriz” que ocorre no revestimento interno do útero. De tal sorte que podem causar uma sintomatologia variada, podendo ser desde assintomáticas até causa infertilidade ou ausência de menstruação (Síndrome de Asherman). As sinéquias são “pontes” de tecido cicatricial que conectam paredes uterinas opostas. Assim sendo tais pontes podem envolver apenas endométrio, camada basal ou miométrio, com repercussões distintas e complexidade terapêutica diferente. Podem aparecer em lugares diferentes e ocorrer em qualquer área do canal cervical ou cavidade uterina.
Imagem ultrassonográfica e histeroscópica de sinéquia uterina.
Causas
A principal causa da formação de sinequia uterina é a curetagem uterina realizada imediatamente após parto ou aborto. A camada basal do endométrio, ou até mesmo o miométrio uterino, é exposta e, quando em contato com a parede oposta, formará uma reação de cicatrização anexando uma parede à outra. Outras causas menos comuns são a infecção e cirurgias uterinas como a remoção de pólipos ou mesmo uma operação cesariana.
Sinéquia Uterina e Gravidez
Em princípio, a sinéquia uterina não causa complicações na gestação. Muitas vezes, durante o exame de ultrassom pode ser confundida com uma banda amniótica. Às vezes uma sinéquia uterina pode causar uma apresentação fetal anômala por dificultar a movimentação do feto na cavidade uterina. Mais raramente pode causar um parto prematuro ou um abortamento.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio da histeroscopia – técnica complementar de diagnóstico que serve para observar os tecidos da parte interna do útero (endocolo e endométrio) bem como as características da cavidade uterina. Neste exame uma pequena câmera de vídeo é inserida na cavidade uterina através do colo uterino para identificar problemas e eventualmente já realizar o tratamento. O diagnóstico também pode ser feito por ultrassom, entretanto muitas vezes uma sinéquia uterina não será vista ao ultrassom. Idealmente, para identificar uma sinéquia uterina ao ultrassom precisamos colocar líquido na cavidade uterina e este exame é chamado histerosonografia.
Tratamento
O tratamento de uma sinéquia uterina é feito durante a histeroscopia com a lise (quebra) das aderências. Eventualmente pode ser feito também por uma curetagem uterina. Em seguida é colocado um dispositivo intrauterino para evitar que volte a ocorrer seguido de terapêutica com doses elevadas de estrogénio durante dois a três meses para estimular o pleno desenvolvimento do revestimento do útero nas zonas de ferida cirúrgica.
Fumar na gravidez pode ser prejudicial para o bebê? Na segunda quinzena de agosto de 2018 uma imagem foi bastante compartilhada no WhatsApp. Ela mostra um curioso cartaz antigo que seria de uma marca de cigarros. Na peça publicitária, a marca ressalta que o fumo auxilia na gravidez. Afinal propicia um parto fácil, com um bebê magro e elegante!
A imagem é falsa. Entretanto as marcas de cigarros vendiam – no passado – a idéia de que fumar faz bem, que quem fuma é livre etc… Até algumas vezes, as propagandas extrapolavam o bom senso.
Fumar na Gravidez
A maioria das pessoas sabe que fumar causa câncer, doenças cardíacas e outros problemas de saúde importantes. Fumar durante a gravidez causa problemas de saúde adicionais, incluindo parto prematuro (nascer cedo demais), certos defeitos congênitos e morte infantil.
A fumaça do cigarro contém mais de 4.000 substâncias químicas. Inegavelmente incluindo coisas realmente prejudiciais como cianeto, chumbo e pelo menos 60 compostos causadores de câncer. Quando você fuma durante a gravidez, essa mistura tóxica entra na corrente sanguínea. Certamente a única fonte de oxigênio e nutrientes do bebê.
Enquanto nenhum desses mais de 4.000 produtos químicos é bom para o seu bebê (você nunca adicionaria uma dose de chumbo ou cianeto a sua comida), dois compostos são especialmente prejudiciais: nicotina e monóxido de carbono. Essas duas toxinas são responsáveis por quase todas as complicações relacionadas a fumar na gravidez.
O tabagismo é completamente contraindicado durante a gravidez, pois aumenta a chance de partos prematuros, dos bebês nascerem abaixo do peso, de ocorrer descolamento de placenta e, consequentemente, do óbito fetal
Quando é melhor parar de fumar?
Um estudo com mais de 4.000 gestantes tentou avaliar os efeitos do tabaco na gestação. Então as gestantes foram divididas em grupos que pararam de fumar durante a gestação e um grupo que continuou fumando. Enfim, todos os grupos que pararam de fumar tinham bebês maiores do que os fumantes persistentes.
Os bebês daquelas que pararam de fumar antes de 6 semanas ou entre 6 e 16 semanas foram 217 g e 213 g respectivamente mais pesados que os bebês das fumantes que não interromperam o vício. Os bebês daquelas que pararam depois de 16 semanas foram 120 g mais pesados que os das fumantes. Contudo 100 g mais leves do que os das que interromperam no início da gestação. Parar de fumar a qualquer momento até 30 semanas resulta em aumento do peso ao nascer. Embora os maiores efeitos resultam da interrupção antes das 16 semanas.
Assim como o cigarro, diversas outras substâncias podem ser nocivas durante a gestação, consulte nosso post sobre o assunto: Substâncias Prejudiciais para a Gravidez
Comer chocolate antes do exame de ultrassom vai fazer as imagens ficarem melhores ou vai fazer o bebê mostrar o sexo? Essa é uma dúvida comum entre as grávidas e não passa de um mito. Entretanto toda gestante já ouviu alguém fazer a recomendação de comer um pouco de chocolate antes do exame de ultrassom.
Mas não se iluda. De fato comer chocolate faz o bebê se movimentar mais, mas isto não significa que a imagem será melhor ou que será possível ver o sexo do bebê. Para produzir imagens boas é necessário que o bebê esteja em uma boa posição e que as características do tecido materno sejam favoráveis. Caso você queira saber nossas recomendações para conseguir imagens em 3D bonitas, leia nosso post sobre este assunto.
Já para saber o sexo do bebê, além de uma condição favorável é preciso ter no mínimo 13 semanas de gestação. Também temos um post sobre quando é possível ver o sexo do bebê.
É importante salientar que não existe relação da qualidade da imagem com a movimentação excessiva do bebê. Na verdade se ele movimenta muito a tendência é que a imagem fique pior. Dessa forma o médico tem inclusive maior dificuldade para realizar o exame.
Há algum problema em consumir chocolate na gestação?
O chocolate é perfeitamente seguro para a maioria das gestantes. Desde que consumido com moderação. De fato, há algumas evidências de que comer chocolate durante a gravidez pode inclusive reduzir o risco de pré-eclâmpsia.
Mas você não deve exagerar por dois motivos. Número um é que comer muito chocolate fará com que você tenha menos fome de outros alimentos saudáveis que você precisa para uma dieta equilibrada. Ele também tende a ser rico em calorias e pode contribuir para um ganho de peso.
A segunda razão é que o chocolate contém cafeína. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas recomenda que as mulheres grávidas mantenham sua ingestão de cafeína abaixo de 200 miligramas (mg) por dia.
Um pouco de chocolate não faz mal a ninguém. Entretanto, se você também gosta de alguma bebida com cafeína, tenha cuidado para não acabar ultrapassando o limite.
O consumo deve ser evitado nas situações abaixo:
Se você está tendo problemas para controlar seu nível de açúcar no sangue
Se você foi diagnosticado com diabetes gestacional
Ou se você está ganhando muito peso
Efeitos do chocolate sobre o feto
Do ponto de vista técnico, a sua ingestão pela gestante tem efeitos estimulantes agudos sobre a reatividade fetal e o efeito de redução da pressão arterial nas mães. Em resumo, ele basicamente faz com que o bebê se movimente mais. Ele não é teratogênico e não altera a fertilidade. Distúrbios metabólicos em recém-nascidos de mães alimentadas com chocolate foram relatados, mas não são significativos.
Interessantemente a resposta dos fetos do sexo feminino é muito mais exacerbada que nos fetos do sexo masculino. Esse achado suporta a existência de uma diferença de inata de gênero para os efeitos do chocolate, presente mesmo no período fetal.
Mas de onde vem este mito?
Algumas vezes, durante o exame de ultrassom o feto pode estar parado em uma posição que dificulta o exame, por exemplo, do coração ou da face. Diante deste tipo de situação o médico poderá necessitar que o feto se mova. Para isso ele pode chacoalhar o seu útero para estimular o bebê. Se isto não tiver o efeito desejado o médico poderá solicitar que você caminhe um pouco ou coma um pedaço de chocolate para que o feto se movimente. Mas atenção, ele só irá solicitar isso se julgar necessário. Não há necessidade de comer uma barra de chocolate antes de vir para o exame!
A Restrição de Crescimento Intra-Uterino (RCIU) é uma condição em que o feto tem peso menor do que deveria, porque não está crescendo conforme deveria dentro do útero.
Frequentemente o atraso no crescimento coloca o bebê em risco de certos problemas de saúde durante a gravidez, parto e após o nascimento. Eles incluem:
Baixo peso ao nascer
Sofrimento fetal durante o trabalho de parto e parto vaginal
Diminuição dos níveis de oxigênio
Hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue)
Baixa resistência à infecção
Baixos escores de Apgar (avaliação aplicada imediatamente após o nascimento para avaliar a condição física do recém-nascido e determinar a necessidade de cuidados médicos especiais)
Aspiração de mecônio (material evacuado pelo feto), que pode levar a problemas respiratórios
Problema na manutenção da temperatura corporal
Contagem anormalmente alta de glóbulos vermelhos (policitemia)
Nos casos mais graves, a RCIU pode levar ao óbito.
Da mesma forma, a restrição de crescimento intra-uterino também pode causar problemas de crescimento a longo prazo.
Causas da restrição de crescimento intra-uterino
A restrição de crescimento intra-uterino tem várias causas diferentes. Uma causa comum é a insuficiência placentária. Uma vez que a placenta é o tecido que une a mãe e o feto, ela transporta oxigênio e nutrientes para o bebê e permite também a passagem de resíduos do bebê para a circulação da mãe.
Além disso, a RCIU também pode ocorrer como resultado de certos problemas de saúde na mãe, como:
Diabetes avançado
Pressão alta ou doença cardíaca
Infecções como rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose e sífilis
Doença renal ou doença pulmonar
Desnutrição ou anemia
Anemia falciforme
Fumar, beber álcool ou abusar de drogas
Outras possíveis causas fetais incluem defeitos cromossômicos no bebê ou gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos ou mais).
Sintomas da Restrição de Crescimento Intra-Uterino
A principal manifestação da RCIU é um feto pequeno para a idade gestacional. Às vezes isto pode ser identificado na consulta de pré-natal, simplesmente por meio da medida da altura uterina, ou durante um exame de ultrassom quando o peso estimado do feto está abaixo do percentil 10. Leia o post “O que é o percentil fetal” para entender tudo sobre como o percentil é utilizado para dizer se o bebê é pequeno.
Dependendo da causa da RCIU, o bebê pode ficar pequeno em todo o corpo proporcionalmente ou apresentar uma redução maior do abdômen, parecendo mais desnutrido. Dessa forma ele pode ser magro e pálido e ter pele seca e solta. Igualmente o cordão umbilical é muitas vezes fino e opaco, em vez de espesso e brilhante como normalmente se espera.
Entretanto, nem todos os bebês que nascem pequenos têm restrição de crescimento intra-uterino. Em contrapartida uma parte da população é naturalmente pequena sem que nenhum problema esteja impedindo o seu crescimento.
Diagnóstico de Restrição de Crescimento Intra-Uterino
Os médicos têm muitas maneiras de estimar o tamanho dos bebês durante a gravidez. Um dos mais simples e comuns é medir a distância do fundo do útero da mãe até a pube. Após a 20ª semana de gestação, a medida em centímetros geralmente corresponde ao número de semanas de gestação. Logo uma medida abaixo do esperado pode indicar que o bebê não está crescendo como deveria.
Outro método para verificar o crescimento fetal é a ultrassonografia. Com o intuito de teimar o peso fetal, o ultrassom pode ser usado para medir a cabeça, o abdome e o fêmur do bebê. Com estas medidas o médico pode estimar o peso do bebê e comparar o valor encontrado com curvas de referência. O ultrassom também pode ser usado para determinar a quantidade de líquido amniótico que está no útero. Uma baixa quantidade de líquido amniótico poderia sugerir uma restrição de crescimento intra-uterino.
Além do exame de ultrassom de rotina, o seu médico poderá também solicitar uma avaliação dopplerfluxométrica. O fluxo Doppler é uma técnica que utiliza ondas sonoras para medir a quantidade e a velocidade do fluxo sanguíneo dentro dos vasos sanguíneos. Os médicos podem usar este teste para verificar o fluxo de sangue no cordão umbilical e vasos no cérebro do bebê.
Existe inclusive uma classificação com diferentes estágios da restrição de crescimento. Essa classificação é utilizada por alguns médicos inclusive para determinar a conduta de acordo com cada caso.
Tratamento da Restrição de Crescimento Intra-Uterino
Não existe tratamento específico para a restrição de crescimento intra-uterino. Algumas drogas já foram avaliadas como um possível método de tratamento mas estudos não conseguiram mostrar vantagem na sua utilização.
O manejo desta condição é feito por meio da escolha do melhor momento para realizar o parto. O seu médico terá que avaliar o risco de continuar a gestação versus o risco de um parto prematuro. Além disso terá que decidir se é necessário usar corticóides para amadurecer os pulmões do bebê.
Embora a RCIU possa ocorrer mesmo quando a mãe está perfeitamente saudável, há coisas que as mães podem fazer para reduzir o risco de RCIU e aumentar as chances de uma gravidez saudável.
Compareça a todas as consultas de pré-natal. Se acaso um problema for detectado, quanto antes você os trate melhor.
Igualmente controle os movimentos do seu bebê. Visto que um bebê que não se move com frequência ou que pára de se movimentar pode ter algum problema. Se você notar alterações no movimento do seu bebê, informe o seu médico.
Verifique se medicamentos que você usa são adequados para mulheres grávidas. Às vezes, uma medicação que uma mãe está tomando para outro problema de saúde pode levar a problemas com o feto.
Tenha uma alimentação adequada. Certamente alimentos saudáveis e calorias adequadas ajudam a manter seu bebê bem nutrido.
Descanse bastante. O descanso irá ajudá-la a se sentir melhor e pode até ajudar seu bebê a crescer. Em princípio tente dormir oito horas (ou mais) a cada noite. Da mesma forma, uma hora ou duas de descanso à tarde também é bom para você.
Em síntese pratique hábitos de vida saudáveis.
Se você bebe álcool, toma drogas ou fuma, pare antes de engravidar.
A mielomeningocele é um tipo de espinha bífida. Espinha bífida é um defeito congênito que ocorre quando os ossos da coluna não se formam completamente. Primordialmente isto ocorre no início da gravidez. Como resultado observamos uma abertura da coluna nas costas, geralmente no fim da coluna (região sacral).
A espinha bífida pode ser leve a grave. Assim sendo, a forma mais branda, chamada espinha bífida oculta, geralmente não causa problemas de saúde.
Tipos de Espinha Bífida
Os tipos mais graves de espinha bífida incluem mielomeningoceles, meningoceles, lipomielomeningoceles e outras lesões menos comuns.
A mielomeningocele, é um tipo de espinha bífida aberta. Logo é a forma mais grave da doença. Na mielomeningocele, uma porção da medula espinhal do bebê e dos nervos adjacentes se projetam através de uma abertura na coluna vertebral. Um disco ou bolsa exposta e plana é visível nas costas. Isso expõe a medula espinhal do bebê ao líquido amniótico no útero da mãe e pode ser prejudicial ao desenvolvimento do bebê. Portanto a mielomeningocele é o único tipo de espinha bífida que expõe a medula espinhal do bebê ao líquido amniótico.
A meningocele ocorre quando a medula espinhal e o tecido nervoso não se projetam para dentro do saco. Neste caso, a lesão é geralmente coberta pela pele.
A lipomielomeningocele é um tipo de espinha bífida em que a medula espinal no saco é coberta por gordura e pele.
As crianças que nascem com mielomeningocele podem ter sérios problemas de saúde, como hidrocefalia (acumulação excessiva de líquido no cérebro) e paralisia. A gravidade da paralisia depende de onde a abertura ocorre na coluna. Quanto mais alta a abertura geralmente pior é o prognóstico.
Causa e Prevenção da Mielomeningocele
A causa da espinha bífida não é completamente conhecida, entretanto algumas pesquisas sugerem que genes, diabetes materno, certos medicamentos e nutrição podem ter um papel importante. Desse modo, a espinha bífida ocorre em cerca de três a quatro bebês por 10.000 nascidos vivos. Entretanto é possível reduzir a incidência de espinha bífida e outros defeitos abertos do tubo neural com o uso do ácido fólico muito antes da barriga de grávida aparecer. Na verdade cerca de 3 meses antes mesmo de ficar grávida.
Diagnóstico da Mielomeningocele
Geralmente a mielomeningocele é detectada durante o exame de ultrassom realizado perto da 20ª. semana de gestação. A imagem da herniação, hidrocefalia, o sinal do limão ou o sinal da bana podem ser vistos no ultrassom. Entretanto, às vezes, já é possível suspeitar do defeito no exame realizado entre 11 e 14 semanas, especialmente se houver alteração na translucência intra-craniana. A translucência intra-craniana pode ser avaliada por medida ou de maneira subjetiva pelo Sinal do Polvo. A mielomeningocele pode ser tratada por cirurgia fetal ou pós-natal e sua identificação pode ocorrer no primeiro trimestre com avaliação da translucência intracraniana.
A cirurgia intra-uterina traz benefícios como menor necessidade de derivação ventrículo peritoneal e maior chance de deambular sozinho. Estes benefícios comprovadamente persistem até a idade escolar.
Como resultado, outros problemas ocasionalmente podem estar associados em crianças nascidas com mielomeningocele, como dificuldade para respirar ou engolir. Isso ocorre em função de uma alteração cerebral chamada de malformação de Chiari tipo II. Esta malformação ocorre em virtude de uma alteração (herniação) de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral.
Em síntese, dificuldades de aprendizado, problemas com coordenação olho-mão, escoliose e disfunção sexual podem tornar-se perceptíveis à medida que a criança cresce.
Idade Gestacional em Meses
A idade gestacional em meses é utilizada por algumas pessoas. Entretanto, sempre sugerimos à gestante que se habitue a contar a idade gestacional em “semanas” e não em “meses”. Todas as condutas em obstetrícia, idade gestacional para realizar os exames são definidos de acordo com a semana que sua gestação se encontra. Se você está completamente perdida pode usar nossa calculadora de idade gestacional.
Porém, para os familiares e amigos, às vezes é muito complicado explicar com quanto tempo de gestação você está ou quanto tempo falta para o bebê nascer quando você fala sua idade gestacional em semanas. Por isso, fizemos essa tabela, que pode auxiliar na correlação aproximada de semanas x meses de gravidez.
* Lembre-se que para programar um parto eletivo é preferível que você esteja com NO MÍNIMO 39 semanas.
Tem um jeito mais fácil?
Sim! Se você ainda tem dificuldade preparamos um conversor de Semanas em Meses e assim você pode calcular o seu tempo de gravidez mais facilmente.
Quais são os tipos de Gestações Gemelares?
Todos sabem que os gêmeos podem ser idênticos ou não. Entretanto existem mais tipos de gestações gemelares. Os gêmeos idênticos são chamados de monozigóticos (por resultarem da fertilização de apenas um óvulo). Enquanto os gêmeos diferentes são conhecidos como dizigóticos (resultam da fertilização de dois óvulos por dois espermatozóides distintos).
Os gêmeos monozigóticos são geneticamente idênticos e possuem características físicas semelhantes. As pequenas diferenças dos gêmeos monozigóticos são produto da interferência do fator ambiental sobre o desenvolvimento dos mesmos. Já os gêmeos dizigóticos podem ter até sexo diferente e não são geneticamente iguais. Tanto os gêmeos monozigóticos como os dizigóticos pode ser concebidos naturalmente.
Além disso, as gestações gemelares são também classificadas de acordo com o número de placentas e bolsas. Os fetos podem ter bolsas e placentas independentes ou compartilhar a mesma bolsa e placenta. Para o obstetra é muito importante saber o número de placentas pois existem complicações com a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal que ocorrem apenas em gestações monocoriônicas (com uma placenta apenas).
No caso de gemelaridade dizigótica teremos invariavelmente duas placentas, duas bolsas e dois fetos.
Já nas gestações gemelares monozigóticas poderemos ter: (a) uma placenta, uma bolsa ou; (b) uma placenta, duas bolsas ou; (c) duas placentas, duas bolsas.
O que significa “córion” e “amnio” em Gestações Gemelares?
Dessa forma, utilizamos o radical “córion” para designar o número de placentas e “amnio” para o número de bolsas. Assim sendo, as gestações gemelares poderão ser classificadas como monocoriônicas ou dicoriônicas com relação ao número de placentas e monoamnióticas ou diamnióticas de acordo com o número de bolsas (veja figura ilustrativa abaixo).
O fato de existirem gêmeos monozigóticos na família não aumenta a chance de uma gestação gemelar para a paciente. Já no caso de gêmeos dizigóticos existe um aumento de risco. Isto acontece pois para termos gêmeos dizigóticos a mulher precisa ovular mais de um óvulo num mesmo ciclo menstrual e isto não é o habitual. Esta característica de ovular mais de um óvulo em alguns ciclos pode ser geneticamente herdada e portanto passar para outros membros na família.
Portanto, a única situação que nos permite dizer, com certeza, que os gêmeos são diferentes é quando vemos no ultrassom que o sexo dos gêmeos é diferente (um menino e uma menina). Como é pouco comum que as gestações monozigóticas tenham duas placentas, quando vemos duplicidade de todas as estruturas existe uma chance maior de estarmos diante de uma gestação dizigótica. Imagem de capa: Studio Gaea
O parto das gestações gemelares
Agora que você já aprendeu sobre os tipos de gestações gemelares é importante saber que o momento adequado do parto também é definido pelo número de placentas e bolsas. As gestações gemelares dicoriônicas devem ter seu parto realizado preferencialmente entre 37 e 38 semanas.
Já as monocoriônicas diamnióticas devem ter o parto realizado um pouco mais cedo, entre 36 e 37 semanas. Quando os bebês dividem a mesma bolsa e placenta (monocoriônica monoamniótica) a chance de complicações são maiores e o parto deve ser consideravelmente mais cedo, entre 32 e 34 semanas.
Além disso é importante comentar também com relação a via de parto. Apesar de poder ser feito parto normal em gestações gemelares na maioria das vezes acaba-se optando pela realização de cesárea.
Qual é a frequência cardíaca normal do feto?
Esta é uma pergunta que você provavelmente tem. Certamente desde a primeira vez que você ouviu bater o seu coração do bebê. Em síntese a frequência cardíaca fetal varia durante as fases da gravidez.
Clique na barra abaixo para ouvir como é o batimento cardíaco de um feto.
Com cerca de 5 semanas de gestação, o coração do seu bebê começa a bater. Nesta fase, a frequência cardíaca fetal é um pouco maior que a da mãe: cerca de 100 batimentos por minuto (BPM). A partir deste ponto, a frequência vai aumentar cerca de 3 batimentos por minuto por dia durante esse primeiro mês. Isto é tão preciso que o seu médico poderia usar a freqüência cardíaca para ajudar a determinar a idade gestacional do seu bebê.
Até o início da 9ª semana de gravidez, a frequência cardíaca fetal normal é uma média de 175 BPM. Neste ponto, começa uma rápida desaceleração da freqüência cardíaca fetal passando para cerca de 110-160 BPM na metade da gestação. Há também uma lenta desaceleração da frequência cardíaca fetal nas últimas dez semanas de gravidez. É importante salientar que a frequência cardíaca de um bebê normal irá variar naturalmente, assim como sua freqüência cardíaca faz. Dormir, movimento e outras atividades podem causar uma variação normal um pouco acima ou um pouco abaixo da frequência esperada. Oriente-se com o seu médico.
Tabela de Referência da Frequência Cardíaca Fetal
Idade Gestacional/Tamanho do Feto
Frequência Cardíaca Normal
Embrião de 2 mm
75 bpm
Embrião de 5 mm
100 bpm
Embrião de 10 mm
120 bpm
Embrião de 15 mm
130 bpm
5 Semanas
inicia com 80 e termina com 103 bpm
6 Semanas
inicia com 103 e termina com 126 bpm
7 Semanas
inicia com 126 e termina com 149 bpm
8 Semanas
inicia com 149 e termina com 172 bpm
9 Semanas
155-195 bpm (média 175 bpm)
12 Semanas
120-180 bpm (média 150 bpm)
Após 12 Semanas
110-160 bpm (média 140 bpm)
É possível dizer o sexo do bebê pela frequência cardíaca?
Diziam os antigos: se a frequência cardíaca do seu bebê for maior que 140 batimentos por minuto, o bebê é feminino. Freqüência cardíaca abaixo de 140 bpm significa que é um menino. É difícil resistir a um teste tão fácil. Contudo não alimente esperanças pois a frequência cardíaca do seu bebê não tem relação nenhuma com o que o bebê tem no meio das pernas. Este mito não se comprovou em um estudo científico realizado em 2006. Outro estudo realizado na década de 80 com mais de 10.000 bebês demonstrou que não existe relação com a frequência cardíaca fetal e o sexo do bebê.