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Por que não divulgamos valores no site ou em redes sociais?

É cada vez mais importante se comunicar bem com as pessoas. E na medicina não é diferente. Para que as informações sejam passadas de maneira correta e ética, foi criada a Resolução CFM 1974/11.

Normas Conselho Federal de Medicina Valores

Essa importante norma trata das regras da publicidade médica e visa impedir o sensacionalismo, a autopromoção e a mercantilização do ato médico. Também evita abusos em propagandas e publicidades, que podem levar a processos ético-disciplinares. Isso é bom para a medicina, para o paciente e para toda a sociedade.

De modo geral, na propaganda ou publicidade de serviços médicos é vedado divulgar preços de procedimentos, conforme o inciso XIV das proibições contidas no manual de publicidade médica do Conselho Federal de Medicina.

Resolução CFM 1974/11

cfm1974_11

Mobilograma

O mobilograma ou teste de movimentação fetal é um instrumento para registro dos movimentos fetais, permite avaliar o bem-estar fetal na gravidez a partir da 34ª semana de gestação. A presença de pelo menos seis movimentos fetais em uma hora representa uma situação tranquilizadora.

mobilograma e movimento fetal

Imagem de ressonância mostrando os movimentos fetais no terceiro trimestre da gestação.

É uma maneira prática, barata e fácil para avaliar o bem estar fetal. Em situações aonde a função da placenta está comprometida e a oxigenação fetal é reduzida os movimentos fetais também diminuem. A movimentação reduzida é uma forma do feto economizar energia em situações aonde a função placentária não está ideal. Esta metodologia pode ser utilizada por qualquer gestante, porém tem maior aplicação nas gestações de alto risco.

A movimentação fetal pode variar de 4 a 100 movimentos por hora, a depender do horário do dia e das condições intra-uterinas. Eventualmente os movimentos fetais podem estar reduzidos pelo fato do bebê estar  simplesmente dormindo. Outras situações que podem reduzir a movimentação do bebê são o uso de drogas ou medicações pela mãe, a redução do líquido amniótico ou o sofrimento fetal. Os padrões de atividade fetal também mudam durante a evolução da gravidez.

Os movimentos iniciam-se já na fase embrionária, com cerca de 7 a 8 semanas de gestação. Entretanto a gestante só irá perceber os movimentos por volta da 20ª semana de gestação. A gestante uma vez instruída capta 70 a 80% dos movimentos maiores do feto. Entretanto, movimentos mais delicados (abrir e fechar os olhos e dedos), não são perceptíveis. Se você tem curiosidade de ler sobre a movimentação do bebê no útero, leia nosso post explicando com quantas semanas o bebê começa a mexer.

Quando é que o bebê movimenta mais?

Cada bebê se movimenta de uma maneira diferente. Por isso não espere que o seu segundo bebê se movimento com o primeiro movimentava. Além disso, você pode notar que seu bebê está mais ativo em determinados momentos do dia. É comum que as pessoas grávidas percebam mais movimento depois de comer uma refeição. Isto é devido ao aumento do açúcar (glicose) no sangue. Por isso que existe aquele mito de comer chocolate antes do exame de ultrassom, mas nós já desmitificamos isso em outro aqui no site!

Outros gestantes notam mais movimento à noite, quando vão para a cama. Isso provavelmente acontece pois nesse momento não há outra coisa tirando a atenção da gestante. Dessa forma, naturalmente ela percebe mais movimentos, mesmo que o bebê esteja mexendo até menos do que mexia durante o dia. Também pode acontecer de você simplesmente não sentir seu bebê se mexendo durante o dia porque está ocupada, no trabalho ou cuidando de seus outros filhos.

De uma maneira geral, sabemos que os bebês costumam mexer mais à noite. Isso acontece provavelmente porque durante o dia os movimentos do corpo da mamãe acabam embalando o bebê. Por isso ele acaba dormindo mais durante o dia.

Os bebês mexem menos no fim da gestação

Sim, isso é verdade. Com o fim da gestação o bebê acaba encaixando. Além disso o espaço para que ele possa se movimentar é menor. Em função destas duas situações é comum que a mamãe perceba menos movimentos fetais no fim da gestação. Portanto se você está preocupada que o bebê está mexendo menos, faça um mobilograma! Dessa forma você poderá controlar exatamente se ele está movimentando de maneira adequada ou não.

Como fazer o mobilograma?

Para realizar o mobilograma a gestante deve inicialmente se alimentar (o jejum prolongado reduz a movimentação fetal). Depois é importante que a atenção da gestante esteja voltada para a captação dos movimentos, então é recomendado deitar-se do lado esquerdo ou sentar-se em um local calmo, colocando sem a mão sobre o abdômen. Depois é só ficar contando por uma hora quantas vezes o bebê mexeu e anotar em um papel ou aplicativo. Sempre que o bebê mexer menos de 6 vezes por hora é importante procurar a maternidade ou conversar com o seu médico para verificar se existe necessidade de mais alguma forma de avaliar o bem estar do bebê. Alguns exames como a cardiotocografia, perfil biofísico fetal ou Dopplervelocimetria poderão ser solicitados.

Você pode baixar aqui nosso modelo de mobilograma abaixo para controlar a movimentação do seu bebê.

MOBILOGRAMA

Referências

  1. Ministério da Saúde

Achei a imagem do meu exame ruim, o que aconteceu?

Muitas mães ficam emocionas e por que não impressionadas com as imagens obtidas no ultrassom. Por outro lado algumas podem achar a imagem ruim. Isso acontece por uma série de fatores. Claro que o aparelho de ultrassom influencia, entretanto nos últimos anos, assim como nos computadores, a qualidade e velocidade dos equipamentos melhorou muito.

Além do equipamento, outros fatores tem uma influencia muito maior na obtenção das imagens de ultrassom. Já comentamos sobre o assunto no post sobre ultrassom 3D, mas vamos dar aqui maiores detalhes sobre os fatores que podem comprometer a qualidade da imagem.

Fatores que comprometem a qualidade da imagem

  • A espessura da parede abdominal – uma característica do som é o fato de que sua energia se dissipa ao longo do trajeto que ele percorre. Quando uma pessoa fala algo muito longe, temos dificuldade em ouvir. Assim, quanto mais profundo estiver o bebê maior será a dificuldade do aparelho em gerar uma imagem bonita. Além da espessura, algumas características da barriga de grávida e seus tecidos também podem interferir. Portanto em pacientes com o panículo adiposo avantajado ou com cicatriz no tecido da parede abdominal (como cesáreas anteriores) produzem imagens piores que as pacientes com pouco tecido adiposo e sem cicatrizes. Estudos científicos já identificaram que a obesidade materna pode comprometer a qualidade do exame de ultrassom.
  •  Idade gestacional – a imagem muda bastante com a idade gestacional. Não podemos esperar que um bebê de 15 semanas produza imagens semelhantes a um de 27 semanas pois são muito diferentes em tamanho e composição corporal. Enquanto um bebê de 15 semanas pesa cerca de 120 gramas (quase só pele e osso) um bebê de 27 semanas pesa cerca de 1 Kg, ou seja 10x mais! 
  • Posição do bebê – uma posição adequada é fundamental. Quando o bebê está olhando para o umbigo da mãe as imagens da face são muito boas. Por um outro lado se o bebê estiver olhando “para dentro” é impossível obter imagens bonitas da face. Isso acontece pois os ossos do crânio não permitem a passagem adequada do som para termos imagem da face fetal nestes casos.
  • Quantidade de líquido amniótico na frente do rosto do bebê – outro detalhe de extrema importância é quanto líquido tem na frente do rosto do bebê. O líquido amniótico é escuro, enquanto a pele e outros tecidos possuem diferentes tons de cinza. Quando temos líquido em volta do rosto, a pele (branca) fica cercada por imagens em preto, o que fica muito bonito. Por um outro lado quando o rosto está encostado na placenta ou na parede do útero é mais difícil de identificarmos a face do bebê.
  • Posição da placenta – a posição da placenta também pode interferir. Quando ela é “anterior” ela fica entre o transdutor de ultrassom e a face do bebê, aumentando a distância que o som precisa recorrer para formar a face fetal. E assim, como já comentados, quanto maior a distância pior a imagem.
  • Presença de membros na frente da face – a presença de membros compromete bastante a imagem do que se encontra atrás do mesmos. Os ossos são “inimigos” do ultrassom e impedem a passagem dele para formar imagens do que se encontra atrás do membros.

E só pra lembrar, comer chocolate não faz a imagem ficar melhor, apesar de aumentar a quantidade de movimentos que o bebê faz. Para ficar mais fácil de entender alguns fatores limitantes traduzimos um pôster para ajudar a compreender quando a imagem do ultrassom não é boa.

Veja com a imagem pode ficar diferente no mesmo aparelho

Selecionamos abaixo algumas imagens, feitas no mesmo aparelho, por vezes durante o mesmo exame. Entretanto o resultado é completamente diferente, quando não havia condição ideal para a formação de uma imagem.

Exemplo Imagem Ruim 1

Na imagem acima estamos vendo o mesmo feto. Feitas no mesmo dia e durante o mesmo exame, com cerca de 1 minuto de diferença. Note que a imagem do perfil no lado direito é bem melhor que no lado esquerdo. O que aconteceu? O feto estava com um membro na frente da face e movimentou ele, deixando a imagem bem melhor.

Exemplo Imagem Ruim 2

Neste segundo exemplo novamente estamos vendo o mesmo bebê com apenas um minuto de diferença. O que mudou? O bebê estendeu um pouco mais a cabeça. Isso fez com que a face ficasse encostada na parede do útero.

Exemplo Imagem Ruim 3

Aqui novamente a face do bebê encontrava-se completamente encostada na parede do útero, sem líquido na sua frente. Isso fez com que a imagem do perfil do bebê ficasse bastante comprometida e de difícil compreensão.

Exemplo Imagem Ruim 4

Aqui podemos observar a diferença quando o feto está voltado para cima (A) e com o rosto para baixo (B). Por ser um feto de 12 semanas e portanto com pouca ossificação ainda é possível observar a face. Porém com uma qualidade bastante inferior. Já em um feto de cerca de 20 semanas ou mais na mesma situação seria impossível identificar a face.

Todas as imagens usadas neste artigo foram produzidas no mesmo aparelho WS-80 Elite, atualmente um dos aparelhos High-End da Samsung.

Laudo Online – Pacientes

As pacientes que fazem exames na Fetalmed podem ter acesso a seus laudos online. Durante 30 dias os laudos ficam disponíveis e basta ter acesso à internet para pegar uma nova cópia, baixar as imagens e também ter acesso ao vídeo do exame. O vídeo do exame é disponível apenas para pacientes que contrataram este serviço antes da realização do mesmo.

Mas lembre-se, tudo fica disponível por apenas 30 dias, então se você deseja guardar por mais tempo as imagens ou o vídeo, é importante que você baixe uma cópia para seu computador.

Preparamos um pequeno tutorial (que você pode baixar clicando aqui), caso prefira ler as instruções. Se você prefere assistir um pequeno vídeo de demonstração basta clicar no vídeo abaixo!

Fetalmed Social 2019

Todos podem contar com acesso a médicos altamente qualificados e equipamentos de ponta.

A Fetalmed trabalha diariamente para oferecer às gestantes e seus bebês um futuro melhor. Faz isso num cenário em que é cada vez mais clara a consciência da interdependência entre sociedade civil, poder público e iniciativa privada.

Nossos projeto Fetalmed Social caracteriza-se por tornar acessível para pacientes do sistema público o acesso a médicos e exames de ponta.

Como Funciona?

Em abril de 2016 fizemos nossa primeira ação social, aonde durante um sábado várias pacientes do sistema público foram atendidas gratuitamente. Este evento foi repetido em outros momentos e agora em 2019 queremos que ele se torne contínuo. Para isso a clínica irá atender mensalmente cerca de 100 pacientes do sistema público. Cada paciente será atendida pelo programa apenas uma vez em cada gestação.

Como faço para ser atendida?

Para ser atendida basta utilizar o nosso formulário de pré-agendamento informando no campo convênio a opção “Sem Ônus – Limitado a 100 Exames/mês”, conforme a imagem abaixo. Uma de nossas atendentes irá retornar com uma ligação para confirmar o exame.

Pré-Agendamento Fetalmed Social

É importante frisar que o preenchimento do formulário não significa que o exame está agendado, é necessário a confirmação por telefone pois no momento o programa irá atender um número máximo de 100 pacientes/mês que serão agendadas conforme disponibilidade da clínica.

Quem pode participar?

O programa é restrito para pacientes que são usuárias do sistema público de saúde. Para o atendimento é necessário que a paciente tenha em mãos a requisição do SUS. Não serão realizados exames sem requisição médica que obrigatoriamente terá que ser oriunda do sistema público de saúde.

Quais Exames estão Disponíveis no Fetalmed Social?

Os seguintes exames de ultrassom estão disponíveis no programa:

Também não serão realizado pelo programa exames múltiplos (por exemplo, obstétrica e transvaginal em uma mesma paciente).

Não consegui fazer o exame gratuitamente, existe alguma outra forma de ser atendida?

Sim, para pacientes que são usuárias do sistema público de saúde a Fetalmed pode subsidiar parte do valor do exame, tornando-o mais acessível. Para informações sobre valores você poderá utilizar um dos seguintes canais de contato:

  • WhatsApp com o número (41) 9275-7500 (sim, é o nosso número fixo mesmo – o WhatsApp permite números fixos para telefones comerciais).
  • Telefone usando nossa central de atendimento (41) 3087-7500
  • Formulário de contato

Fetalmed Social 2019

É perigoso beijar recém-nascido?

Recentemente um post no Facebook de uma mãe alerta sobre os riscos de beijar recém-nascido. Pode parecer totalmente inocente mas o contato com o recém-nascido, tanto um toque quanto um beijo, pode esconder um grande perigo.

beijar recém-nascido

No momento em que você vê um bebezinho aconchegado e fofo, você fica instantaneamente sobrecarregada e cheia de carinho. Não podemos deixar de querer beijar e nos aconchegar com o bebê recém-nascido. Todos nós estamos familiarizados com o sentimento e o fazemos desde sempre. Embora façamos isso puramente por amor, sabemos que podemos estar, sem querer, prejudicando o bebê ao fazê-lo. Beijar um bebê nos lábios ou mais perto da boca pode resultar na propagação do vírus herpes simples tipo 1 (HSV 1), pois este é um dos germes mais comuns encontrados na nossa boca. É inofensivo para adultos, mas pode levar a herpes labial, bolhas perto ou dentro da boca ou até mesmo infecções graves, como doenças cerebrais, pulmonares e hepáticas em recém-nascidos.

“Parem de querer beijar bebê que não é seu” — este é o pedido de Rafaela Moreira feito em um post no Facebook no início do ano. Ela afirma que o filho, Gustavo, foi infectado com herpes aos 17 dias de vida — por causa do beijo de uma visita. A publicação viralizou, com mais de 185 mil compartilhamentos e 25 mil “likes”.

Post Rafaela Moreira

Segundo a Organização Mundial da Saúde, até dois terços das pessoas com menos de 50 anos, ou 67% da população, estão infectadas pelo herpes simples tipo 1. Em muitos casos, as pessoas que são infectadas têm sintomas muito leves ou mesmo são assintomáticas, portanto podem até não saber que são portadoras do vírus. Além da herpes, outras doenças podem ser transmitidas ao recém-nascido durante o parto ou nos primeiros meses de vida, como o citomegalovírus  ou o HPV.

O Sistema de Defesa dos Bebês

Para entender como um simples beijo pode afetar um bebê, precisamos compreender como funciona nosso sistema imunológico. Possuímos uma imunidade inata, entretanto ela é eficaz contra um número bastante limitado de infecções. Ao longo da vida desenvolvemos uma imunidade adquirida ao tomar contato com germes (vírus e bactérias). Além disso o uso das vacinas faz com que o sistema imunológico, de forma induzida, produza anticorpos para defesa contra infecções específicas. Portanto germes que para os adultos não são grande problema podem ser muito graves quando  bebê entra em contato muito cedo com eles, principalmente nos 3 primeiros meses de vida.

Por isso, ao visitar um recém-nascido, é fundamental higienizar as mãos, mesmo se não for segurá-lo. Evite fumar por, no mínimo, quatro horas antes do encontro e, se estiver doente, a dica é postergar a visita. O cuidado deve ser maior se o bebê tiver algum tipo de imunodeficiência, como portadores de doenças crônicas ou prematuros.

Dicas para Visitar o Bebê

1. Pergunte para os pais o melhor momento para a visita

Não é a todo o momento que os pais querem receber visitas. Algumas pessoas irão preferir o hospital, outras irão preferir visitas em casa. Dessa forma é interessante ligar antes para perguntar qual é o melhor momento para fazer a visita.

2. Não leve crianças

Crianças perdem o interesse rapidamente pelo bebê. Além disso as mãos das crianças costumam carregar mais germes que a dos adultos. Dessa forma para segurança do bebê é interessante evitar a visita de outras crianças.

3. Não vá se estiver doente

Não corra o risco de levar com você alguma infecção que pode ser grave para o bebê. A herpes não é a única doença que pode ser transmitida. Se você estiver doente é mais seguro postergar a visita.

4. Tome cuidados de higiene

Lave bem as mãos, lembre-se que isso protege o bebê. Se tiver um frasco de álcool-gel utilize ele nas mãos ao entrar no ambiente aonde o bebê se encontra, isso não é frescura nem exagero.

5. Não fume nem use perfumes ou cremes

O olfato do bebê é muito sensível e possivelmente se ele tem alguma alergia poderá apresentar ela ao entrar em contato com alguma substância que compõe estes produtos.

6. Não pegue na mão do bebê, não beije e nem pegue no colo, caso a mãe não queira

O contato com o bebê pode eventualmente contaminar ele com algum germe. Quanto menor o contato menor a chance de transmissão de germes.

7. Faça visitas rápidas

Visitar o bebê e a família é uma demonstração de carinho. Mas não precisa ficar horas e horas!

8. Hora de amamentar = hora de ir embora

 

Deu vontade de limpar a casa? Pode ser o parto se aproximando….

Segundo um estudo publicado na revista Evolution & Human Behaviour, o desejo de uma gestante limpar, organizar e colocar a sua vida em ordem pode ser um instinto primitivo que objetiva proteger o bebê que vai chegar em breve. Este impulso é conhecido por síndrome do ninho arrumado.

ninho arrumado

A síndrome do ninho pode ser definida como um estado de hiperatividade, muito frequente nas últimas semanas de gravidez, especialmente em mães de primeira viagem que estão prestes a entrar em trabalho de parto. Estas mães fazem todo o tipo de trabalhos de casa, que anteriormente nunca tinham feito, para que, quando o bebê chegar, tudo esteja “preparado”. Por exemplo, limpar tetos, polir o chão, arrumar os armários de uma maneira diferente ou pintar os quartos de outras cores.

As mulheres também se tornam mais seletivas em relação a suas companhias, preferindo apenas passar tempo com as pessoas em quem confiam. Em resumo, ter controle sobre o ambiente parece ser um ponto chave para a maternidade, incluindo decisões sobre aonde o parto irá acontecer assim como quem poderá acompanhar o parto.

Aparentemente esse impulso é mais intensificado no terceiro trimestre. No reino animal outras fêmeas, como pássaros, tem comportamento semelhante, fazendo seus ninhos (por isso pode ser também chamado de nidificação ou aninhamento). Embora para cada mulher seja diferente e isso possa experimentado em diferentes níveis de intensidade ou não, é comum este sentimento em muitas gestantes.

Como saber se você tem está com a síndrome do ninho arrumado?

Algumas situações são comuns em mães que apresentam a síndrome do ninho arrumado. Entre elas podemos citar:

  • Uma baixa vontade de fazer faxina
  • Vontade de mudar a mobília de lugar
  • Você vira um eremita e não quer ficar com ninguém além dos familiares mais próximos
  • Você tem uma super energia (só pra fazer faxina mesmo)
  • Você está jogando tudo que não tem utilidade no lixo
  • Você evita qualquer coisa arriscada
  • Você se sente inundada por diferentes emoções

É muito importante que as mães saibam que, se fazer tudo isto as faz ficarem mais calmas, podem fazê-lo com normalidade. Mas nunca é bom ficarem obcecadas. O ideal é darem prioridade às coisas importantes e pedirem ajuda com as tarefas domésticas para não fazerem esforços em excesso. Ainda, as últimas semanas de gravidez devem ser dedicadas, principalmente, a cuidarem de si e a prepararem-se para o parto.

Se você tem a síndrome do ninho arrumado, o melhor será encarar o assunto com naturalidade usando o instinto mas tentando canalizar essa hiperatividade para não acabar esgotada.

Referências

  1. Evidence of a nesting psychology during human pregnancy
  2. VIX – Mães dizem que vontade de arrumar a casa é um dos sinais de que o bebê vai nascer

Síndrome de Aspiração de Mecônio

A Síndrome de Aspiração de Mecônio (SAM) ocorre quando um recém-nascido inala mecônio espesso e particulado. O mecônio é uma substância escura, de tom esverdeado, viscosa. Constitui-se nas primeiras fezes eliminadas por um recém nascido ou mesmo pelo feto ainda dentro do útero. Sua eliminação pelo recém-nascido é creditada ao estímulo provocado pela ingestão do colostro. Isto ocorre em razão do seu elevado índice de colesterol, ao qual se atribui propriedades laxantes.

Líquido Amniótico com Mecônio

Líquido amniótico esverdeado em função da presença de mecônio.

Quando eliminado pelo feto (ainda dentro do útero), isso geralmente é secundário à hipóxia fetal que causa aumento do peristaltismo, relaxamento dos esfíncteres anais e respiração agônica (gasping).

A maioria dos partos com mecônio envolve alguma coloração meconial do líquido. Entretanto os bebês são vigorosos e não precisam de maiores intervenções (veja nosso post Meu bebê engoliu líquido na hora do parto e agora?). O líquido amniótico manchado de mecônio pode ser aspirado antes ou durante o trabalho de parto e o parto.

Como o mecônio raramente é encontrado no líquido amniótico antes de 34 semanas de gestação, a aspiração de mecônio geralmente afeta bebês nascidos a termo e pós-termo. Existem vários mecanismos patogênicos que participam da SAM, particularmente obstrução das vias aéreas, disfunção do surfactante, inflamação, edema pulmonar, vasoconstrição pulmonar e broncoconstrição.

Epidemiologia da Síndrome de Aspiração de Mecônio

A prevalência para bebês nascidos com líquido mecônial no mundo industrializado é 8-25% dos nascimentos após 34 semanas de gestação. A SAM ocorre em cerca de 1-3% dos nascidos vivos.

Fatores como insuficiência placentária, hipertensão materna, pré-eclâmpsia, oligodrâmnio ou abuso de drogas maternas (tabaco, cocaína) aumentam a passagem in utero do mecônio. A aspiração de mecônio pode ocorrer no útero com os movimentos respiratórios fetais ou após o nascimento. A SAM é definida como um desconforto respiratório que se desenvolve logo após o nascimento, com evidência radiográfica de pneumonite por aspiração e presença de líquido amniótico meconial. Sofrimento fetal e asfixia estão associados à SAM grave.

Referência

  1. Meconium Aspiration. About Meconium Aspiration syndrome

Síndrome do Desconforto Respiratório Neonatal

Uma gestação a termo (completa) dura entre 37 e 42 semanas. Isso dá tempo para o feto para crescer e se desenvolver. No termo os órgãos geralmente estão totalmente desenvolvidos e o bebê está pronto para nascer. Se um bebê nasce cedo demais (prematuro), os pulmões podem não estar totalmente desenvolvidos e podem não funcionar adequadamente.

A síndrome do desconforto respiratório neonatal, ou SDR neonatal, pode ocorrer se os pulmões não estiverem completamente desenvolvidos. Geralmente ocorre em bebês prematuros. Bebês com SDR neonatal têm dificuldade em respirar normalmente.

A SDR neonatal também é conhecida como doença da membrana hialina e síndrome do desconforto respiratório infantil. Para estimar o risco de desenvolver a doença da membrana hialina você pode usar nossa calculadora de morbidade neonatal.

O que causa a síndrome do desconforto respiratório neonatal?

O surfactante é uma substância que permite que os pulmões se expandam e contraiam. Também mantém os pequenos sacos de ar nos pulmões, conhecidos como alvéolos, abertos. Bebês prematuros não têm surfactante. Isso pode causar problemas nos pulmões e problemas para respirar. A SDR também pode ocorrer devido a um problema de desenvolvimento ligado à genética.

Quem tem maior risco para desenvolver a síndrome do desconforto respiratório neonatal?

Os pulmões e a função pulmonar se desenvolvem ainda no útero. Quanto mais cedo um bebê nascer, maior o risco de SDR. Bebês nascidos antes das 28 semanas de gestação estão especialmente em risco. Outros fatores de risco incluem:

  • um irmão com SDR
  • gravidez múltipla (gêmeos, trigêmeos)
  • fluxo sanguíneo prejudicado para o bebê durante o parto
  • parto por cesárea
  • diabetes materno

Quais são os sintomas da síndrome do desconforto respiratório neonatal?

Uma criança geralmente exibe sinais de SDR logo após o nascimento. No entanto, às vezes, os sintomas se desenvolvem nas primeiras 24 horas após o nascimento. Os sintomas a serem observados incluem:

  • tom azulado para a pele
  • batimento da asa do nariz
  • respiração rápida ou superficial
  • redução da produção de urina
  • grunhindo enquanto respira

Como é diagnosticada a síndrome do desconforto respiratório neonatal?

Se um médico suspeitar de SDR, ele solicitará exames laboratoriais para descartar infecções que possam causar problemas respiratórios. Também pode ser solicitada uma radiografia de tórax para examinar os pulmões. Uma análise de gases do sangue irá verificar os níveis de oxigênio no sangue.

Síndrome do Desconforto Respiratório

Quais são os tratamentos para a síndrome do desconforto respiratório neonatal?

Quando uma criança nasce com RDS e os sintomas são imediatamente aparentes, a criança é geralmente internada em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTI neonatal).

Os três principais tratamentos para o RDS são:

  • terapia de reposição de surfactante
  • um ventilador ou máquina de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) nasal
  • oxigenoterapia

A terapia de reposição do surfactante dá ao recém nascido o surfactante que falta. O surfactante é administrado através de um tubo de respiração. Isso garante que ele entre nos pulmões. Depois de receber o surfactante, o médico conectará a criança a um ventilador. Isso fornece suporte respiratório extra. Eles podem precisar desse procedimento várias vezes, dependendo da gravidade da condição.

A criança também pode receber tratamento exclusivo com ventilador para suporte respiratório. Um ventilador envolve colocar um tubo na traquéia. O ventilador então respira para o bebê. Uma opção de suporte respiratório menos invasiva é uma máquina nasal de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP). Isso administra oxigênio através das narinas por uma pequena máscara.

A oxigenoterapia fornece oxigênio para os órgãos do bebê através dos pulmões. Sem oxigênio adequado, os órgãos não funcionam adequadamente. Um ventilador ou CPAP pode administrar oxigênio. Nos casos mais leves, o oxigênio pode ser administrado sem um ventilador ou uma máquina de CPAP nasal.

Como posso prevenir a síndrome do desconforto respiratório neonatal?

Impedir o parto prematuro reduz o risco de RDS neonatal. Para reduzir o risco de parto prematuro, obtenha cuidados pré-natais consistentes durante toda a gravidez e evite fumar, drogas ilícitas e álcool.

Se um parto prematuro é provável, a mãe pode receber corticosteroides. Essas drogas promovem o desenvolvimento pulmonar mais rápido e a produção de surfactante, o que é muito importante para a função pulmonar fetal.

Quais são as complicações associadas à síndrome do desconforto respiratório neonatal?

A SDR neonatal pode piorar nos primeiros dias de vida do bebê, podendo ser fatal. Também pode haver complicações a longo prazo devido ao excesso de oxigênio ou à falta de oxigênio nos órgãos. As complicações podem incluir:

  • acúmulo de ar no saco ao redor do coração ou ao redor dos pulmões
  • dificuldades intelectuais
  • cegueira
  • coágulos de sangue
  • sangramento no cérebro ou nos pulmões
  • displasia broncopulmonar (um distúrbio respiratório)
  • pulmão colapsado (pneumotórax)
  • infecção no sangue (sépsis)
  • insuficiência renal (em SDR grave)

Referências

  1. Diagnosis of respiratory distress syndrome in premature babies
  2. Neonatal Respiratory Distress Syndrome

Injeções de Corticoide para Amadurecer o Pulmão do Bebê

Caso exista o risco eminente de um parto prematuro, o seu médico poderá prescrever injeções de corticoide. Dessa forma irá amadurecer o pulmão do bebê mais rapidamente. Corticoide ou corticosteroide é o nome dado a um grupo de hormônios esteróides produzidos pelas glândulas suprarrenais, ou a derivados sintéticos destes. Os corticosteroides possuem diversas ações importantes no corpo humano. Dessa forma possuindo um papel de relevo no balanço eletrolítico, e na regulação do metabolismo.

Em um ensaio clínico realizado de 1969 a 1972, Sir Graham Collingwood Liggins e Ross Howie mostraram que, se os médicos administrarem corticoides para mulheres grávidas antes delas terem um parto prematuro, os bebês têm menos casos de síndrome do desconforto respiratório do que bebês nascidos prematuramente de forma semelhante sem o tratamento com corticoides.

Sir Graham Liggins - Injeções de Corticóide para Amadurecer o Pulmão do Bebê

Sir Graham Liggins (1926-2010)

Antes do estudo, bebês prematuros nascidos antes de 32 semanas de gestação freqüentemente morriam. Afinal apresentavam a síndrome do desconforto respiratório, que é a incapacidade de inflar os pulmões imaturos. Liggins e Howie, ambos na Universidade de Auckland, Auckland, Nova Zelândia, publicaram seus resultados em “A Controlled Trial of Antepartum Glucocorticoid Treatment for Prevention of the Respiratory Distress Syndrome in Premature Infants”, em 1972. O estudo baseou-se nos experimentos iniciais de Liggins com ovelhas. Os experimentos com corticosteroides de Liggins mudaram a forma como os médicos tratam as mulheres grávidas que vivenciam o trabalho de parto prematuro e melhora a expectativa de vida dos bebês nascidos prematuramente.

Hoje já sabemos que podemos prevenir o parto prematuro com a medida do colo uterino que deve ser realizada na época do exame morfológico e utilizando progesterona para as gestantes que tiverem colo curto.

Benefícios para o bebê prematuro

  • Os corticoides podem reduzir o risco de:
    • Doença pulmonar após o nascimento, chamada Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR).
    • Sangramento no cérebro, chamado hemorragia intraventricular (HIV).
    • Outros problemas que podem causar danos a bebês que nascem prematuros, como a morte de tecido intestinal, chamada enterocolite necrosante (ECN)
  • Efeitos colaterais
    • Para o bebê
      • Não afeta o crescimento físico e o desenvolvimento do bebê.
      • O bebê pode não ser tão ativo 2 a 5 dias após essas injeções.
    • Para a mãe
      • Leve risco de infecção se a bolsa de água ao redor do bebê estiver quebrada.
      • Dor no local da injeção.
      • Visão embaçada.
      • Cãibras musculares ou fraqueza.
      • Dificuldade para dormir, nervosismo, humor incomum.

Para saber o risco que o bebê tem de apresentar complicações de acordo com a idade gestacional você pode usar a calculadora de morbidade neonatal.

Quem deve utilizar corticoides?

Os benefícios da administração pré-natal de corticosteroides em fetos com risco de parto prematuro superam amplamente os riscos potenciais. Esses benefícios incluem não apenas uma redução no risco de RDS, mas também uma redução substancial na mortalidade e HIV.

Todos os fetos entre 24 e 34 semanas de gestação com risco de parto prematuro devem ser considerados candidatos ao tratamento pré-natal com corticosteroides. A decisão de usar corticosteroides antenatais não deve ser alterada por raça ou sexo fetal ou pela disponibilidade de terapia de reposição de surfactante.

Pacientes elegíveis para terapia com tocolíticos também devem ser elegíveis para tratamento com corticosteroides antenatais. O benefício começa 24 horas após o início da terapia e dura 7 dias.

Na ruptura prematura de membranas com menos de 30 a 32 semanas de gestação e na ausência de corioamnionite clínica (infecção das membranas), recomenda-se o uso de corticosteroide antenatal devido ao alto risco de HIV nestas idades gestacionais precoces.

Em gestações complicadas, onde o parto antes de 34 semanas de gestação é provável, recomenda-se o uso de corticosteróide antenatal, a menos que haja evidência de que os corticosteroides tenham um efeito adverso na mãe ou o parto seja iminente.

Referências

  1. Corticosteroids’ Effect on Fetal Lung Maturation (1972), by Sir Graham Collingwood Liggins and Ross Howie
  2. Obituary – Sir Graham Collingwood Liggins
  3. Corticosteroids for Fetal Lung Maturity