(41) 3087 7500
Rua Goiás, 70 — Curitiba

Banco de Leite: o que é e como funciona?

O Banco de Leite ou Banco de Leite Humano (BLH) é o local responsável pela coleta, processamento e armazenamento de leite. Nos primeiros meses de vida não há alimento melhor para o recém-nascido do que o leite materno. O leite materno é capaz de suprir todas as necessidades nutricionais do bebê, além de melhorar o sistema imunológico, previnir alergias e melhorar a ligação entre o bebê e a mamãe durante a amamentação.

Os Bancos de Leite Humano são iniciativas públicas vinculadas a hospitais infantis e maternidades, responsáveis por promover o aleitamento materno e executar as atividades de coleta, controle de qualidade, pasteurização e distribuição do leite pasteurizado

Infelizmente em algumas situações a mamãe pode ter algum problema e não conseguir amamentar e aí que entram os bancos de leite humano. Pouca gente sabe, mas o Brasil possui uma das maiores redes de bancos de leite humano do mundo, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Quem pode doar leite materno?

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano. Para doar basta atender aos seguintes critérios:

  • Ter feito pré-natal;
  • Ser saudável;
  • Não fumar;
  • Ter as vacinas em dia;
  • Não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação;
  • Ter leite suficiente para o seu próprio bebê e para o do próximo. Isso é avaliado pelo vazamento espontâneo de leite nos intervalos ou mesmo durante a mamada. Ou, também, ter as mamas “pesadas”, doloridas e quentes.

Qualquer quantidade de leite pode ajudar. 1 ml já é suficiente para nutrir um recém-nascido a cada refeição, dependendo do peso. O pote não precisa estar cheio para doar e fazer a diferença.

Como faço para doar leite materno?

Basta entrar em contato com um Banco de Leite Humano. Para saber qual é o mais próximo da sua casa basta visitar a página da Rede Global de Bancos de Leite Humano.

Banco de Leite Humano - Veja como Doar

Banco de Leite em Curitiba e Região Metropolitana

Bancos de Leite

Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Rua General Carneiro, 181 Centro
80060-900 CURITIBA , PR
Telefone: 41-3360-1867

Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie
Alameda Augusto Stellfeld , 1.908 Bigorrilho
80730-150 CURITIBA , PR
Telefone: 41-3240-5117

Banco de Leite Humano do Hospital e Maternidade São José dos Pinhais
Rua Coronel Luiz Victorino Ordine , 1747 São Pedro
83005-040 SAO JOSE DOS PINHAIS , PR
Telefone: 41-3283-5280

Postos de Coleta

PCLH – Vila Leonice
Rua Anita Garibaldi, 1.070 Cachoeira
82220-000 CURITIBA , PR
Telefone: 41-3355-2670

Posto de coleta do Hospital Pequeno Principe
Av. Desembargador Motta, 1.070 centro
80250-060 CURITIBA , PR
Telefone: 41-3310-1174

As seguintes unidades municipais de saúde também possuem postos de coleta: Taiz Viviane Machado, Eucaliptos, Irmã Tereza Araújo Solitude, Vila Leonice, Umbará e Mãe Curitibana.

Quem reside fora da área de abrangência dessas unidades de saúde e também deseja colaborar, pode se informar no Programa do Aleitamento Materno (Proama), que funciona junto à Unidade Mãe Curitibana. Os telefones do Proama são 41 3225-6407 e 41 9951-3987. O endereço é Rua Jaime Reis, 331, ao lado da Cúria Metropolitana.

Referência

  1. Doação de Leite Materno – Campanha Nacional – Ministério da Saúde
  2. Curitiba tem seis postos de coleta para os bancos de leite materno

O que é o Estrogênio?

Os estrógenos (sim, no plural!) são hormônios importantes para o desenvolvimento sexual e reprodutivo, principalmente em mulheres. O termo “estrogênio” refere-se a todos os hormônios quimicamente semelhantes nesse grupo, que são estrona, estradiol (principal em mulheres em idade reprodutiva) e estriol.  Eles também são chamados de hormônios sexuais femininos. 

A maioria das pessoas conhece o estrogênio por seu papel ao lado da progesterona no ciclo menstrual, na saúde sexual e reprodutiva feminina.

Estrogênio no ciclo Menstrual

Alterações hormonais no ciclo menstrual. Os níveis de estrogênio durante o ciclo menstrual estão marcados em cinza.

Os ovários, glândulas supra-renais e tecidos gordurosos produzem estrogênio. Tanto o corpo feminino quanto o masculino possuem esse hormônio, mas as as mulheres produzem mais do que os homens.

Estrona

Este tipo de estrogênio está presente no corpo após a menopausa. É uma forma mais fraca de estrogênio e que o corpo pode converter para outras formas de estrogênio, conforme necessário.

Estradiol

Tanto homens quanto mulheres produzem estradiol, e é o tipo mais comum de estrogênio nas mulheres durante seus anos reprodutivos.

O excesso de estradiol pode resultar em acne, perda de desejo sexual, osteoporose e depressão. Níveis muito altos podem aumentar o risco de câncer de útero e mama. Por outro lado, baixos níveis podem resultar em ganho de peso e doenças cardiovasculares.

Estriol

Os níveis de estriol aumentam durante a gravidez, pois ajudam o útero a crescer e prepara o corpo para o parto. Os níveis de estriol atingem o pico imediatamente antes do nascimento.

Quais são as funções dos estrogênios?

Os estrogênios possuem diversas funções em diferentes órgãos. As principais funções dos estrogênios são:

  • Ovários: os estrogênios ajudam a estimular o crescimento do folículo ovariano, sendo primordiais para que ocorra a ovulação;
  • Vagina: na vagina os estrogênios ajudam a manter a espessura da parede vaginal adequada e promovem a lubrificação vaginal;
  • Útero: os estrogênios ajudam a regular também a espessura do endométrio, camada mais interna do útero;
  • Mamas: o corpo utiliza o estrogênio para o crescimento e desenvolvimento das mamas. Este hormônio também ajuda a interromper a produção de leite no fim da amamentação.

Existem alimentos que possuem estrogênio?

Existem alguns alimentos de origem vegetal, como os frutos secos, as oleoginosas ou os produtos de soja, que contêm compostos muito semelhantes com os estrogênios humanos e que, por isso, exercem uma função similar. Esses compostos são compostos são conhecidos como fitoestrogênios.

Além da soja e da linhaça, outros alimentos que também são fontes de fitoestrógenos são:

  • Frutas: maçã, romãs, morango, oxicocos, uva;
  • Legumes: cenoura, inhame;
  • Grãos: aveia, cevada, germe de trigo;
  • Óleos: óleo de girassol, óleo de soja, óleo de amêndoas.

Referência

  1. Hormônios: parceiros fiéis das mulheres

O que é a pré-eclâmpsia e como ela pode ser evitada?

A palavra “eclâmpsia” é derivada do grego eklampsis que significa brilho ou explosão. Eclâmpsia é a presença de convulsões na gravidez induzidas por hipertensão arterial. A primeira descrição médica de um caso de eclâmpsia foi feita por Hipócrates no século 5 antes de cristo.

A pré-eclâmpsia é o quadro clínico que costuma anteceder a eclâmpsia. Ele é caracterizado pela tríade de hipertensão, edema e proteinúria. Geralmente a pré-eclâmpsia se manifesta após a 20ª semana de gestação. Nas formas graves da doença podem haver alterações sanguíneas como a destruição de hemácias e plaquetas. Também pode ocorrer insuficiência hepática e renal.

pré-eclâmpsia e eclâmpsia são caracterizadas pela pressão alta na gravidez

A avaliação da pressão arterial deve ser realizada em todas as consultas do pré-natal.

A pré-eclâmpsia aumenta o risco de desfechos desfavoráveis para a mamãe e para o bebê. Se não tratada de forma adequada pode resultar em convulsões, que é o quadro de eclâmpsia. Mas não se preocupe, apenas 1 em cada 200 pacientes com pré-eclâmpsia chegam no quadro de eclâmpsia.

Quais são os sintomas da pré-eclâmpsia?

Como a pré-eclâmpsia pode levar à eclâmpsia, você pode ter sintomas de ambas as condições. Como a principal característica da doença é a pressão alta, você pode ter pré-eclâmpsia e não apresentar sintoma nenhum. Mas não se preocupe, em todas as consultas do pré-natal o seu médico irá medir a pressão para verificar se você tem algum sinal da doença.

Os principais sintomas da pré-eclâmpsia são:

  • Pressão arterial elevada (acima de 140/90 mmHg)
  • Inchaço nas pernas, mãos e rosto
  • Ganho de peso excessivo (em função da retenção de líquido do inchaço)
  • Dores de cabeça
  • Náuseas e vômitos
  • Alterações na visão (visão turva, escura, perda visual ou enxergar pontos brilhantes)
  • Urinar pouco
  • Dor abdominal, principalmente do lado direito na porção mais superior do abdômen
  • Dificuldade para respirar

Algumas alterações normais da gravidez podem produzir sintomas semelhantes (como inchaços, náuseas e dores). Portanto sempre que tiver estes sintomas converse com o seu médico para que ele possa fazer a orientação adequada. A pré-eclâmpsia pode ter diversas apresentações clínicas e nem sempre o diagnóstico é simples.

Já os principais sintomas da eclâmpsia são:

  • Convulsões
  • Perda da consciência
  • Agitação

O que causa a pré-eclâmpsia?

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia permanece incerta, existem fortes evidências de que uma das principais causas seja uma implantação deficiente da placenta. Essa placenta anormalmente implantada pode resultar em uma má perfusão placentária, produzindo um estado de hipóxia e aumento de estresse oxidativo com consequente liberação de proteínas anti-angiogênicas juntamente com mediadores inflamatórios no plasma materno. Como a placenta é o órgão que leva nutrientes e oxigênio para o bebê, na pré-eclâmpsia é relativamente comum termos associado a restrição de crescimento fetal.

Outras doenças também como problemas renais ou hepáticos (como o Fígado Gorduroso Agudo) podem causar sintomas semelhantes a pré-eclâmpsia. Por isso é sempre importante consultar o seu médico.

Como evitar a pré-eclâmpsia?

Apesar da manifestação da pré-eclâmpsia iniciar apenas após a 20ª semana de gestação a doença provavelmente começa quando a placenta implanta no útero, ou seja, logo no começo da gravidez. Na época do exame de ultrassom da translucência nucal é possível utilizar o ultrassom para avaliar a implantação da placenta. Para isto o seu médico deve solicitar o exame de Dopplervelocimetria.

Por meio do exame de Dopplervelocimetria podemos avaliar o fluxo de sangue para o útero e determinar se o risco para desenvolver pré-eclampsia nesta gestação é maior ou menor. Para as pacientes com risco alto é possível tomar a aspirina. Um estudo chamado ASPRE publicado em 2017 demonstrou que a aspirina, quando administrada antes de 16 semanas, pode reduzir a chance de pré-eclâmpsia, principalmente das formas graves.

Portanto para evitar que a doença ocorra e importante realizar o rastreamento precoce (entre 11 e 14 semanas de gestação) e iniciar muito precocemente o uso da aspirina. Tomar a aspirina depois que os sintomas já apareceram (depois de 20 semanas) não irá melhorar a doença.

Como é tratada a pré-eclâmpsia?

Não existe um tratamento eficaz para a pré-eclâmpsia. Tratamos a pressão alta com anti-hipertensivos. A única forma de curar a doença é realizando o parto. Por isso em casos mais graves o médico poderá antecipar o seu parto.

Referência

  1. Um bate papo sobre Hipertensão Gestacional

 

O que fazer e o que não fazer na gravidez: mitos e verdades

A gravidez é um momento de emoção e ansiedade. A realidade para as mulheres grávidas é que suas ações podem afetar a gravidez e o feto. Como tal, elas precisam saber o que devem ou não fazer para minimizar os riscos e otimizar os resultados.

Antigamente, este tipo de conselho costumava vir de médicos, livros, familiares e alguns amigos. Na era da Internet, as mulheres agora são bombardeadas com informações e recomendações, que muitas vezes são confusas na melhor das hipóteses e conflitantes na pior das hipóteses. Se você quiser saber mais sobre os mitos mais comuns vejo nosso post sobre os 10 mitos mais comuns na gravidez.

O objetivo desta revisão é apresentar recomendações atuais, baseadas em evidências, para algumas das coisas que as mulheres grávidas devem e não devem fazer rotineiramente durante a gravidez.

O que fazer e o que não fazer na gravidez

Vitaminas pré-natais

As mulheres grávidas devem consumir o seguinte todos os dias através de dieta ou suplementos:

  • Ácido fólico de 400 a 800 microgramas (até o final do primeiro trimestre)
  • Ferro 30 mg (ou seja rastreado para anemia)
  • 600 unidades internacionais de vitamina D
  • Cálcio 1.000 mg

É pouco provável que as vitaminas pré-natais sejam prejudiciais. Portanto, eles podem ser usados ​​para garantir o consumo adequado de várias vitaminas e minerais durante a gravidez. No entanto, sua necessidade para todas as mulheres grávidas é incerta, especialmente para mulheres com dietas bem equilibradas.

Não existe uma formulação ideal conhecida para uma vitamina pré-natal.

Nutrição e ganho de peso

As mulheres grávidas devem ser aconselhadas a seguir uma dieta saudável e bem equilibrada e, normalmente, devem aumentar sua ingestão calórica em uma pequena quantidade (350-450 calorias / d).

Mulheres com IMC pré-gestacional mais alto não precisam ganhar a mesma quantidade de peso que mulheres com IMC normal ou baixo. Veja nosso post sobre alimentação na gravidez e lactação.

Álcool

Embora os dados atuais sugiram que o consumo de pequenas quantidades de álcool durante a gravidez (menos de sete a nove doses / semana) não pareça prejudicial ao feto, o limiar exato entre seguro e inseguro, se existir, é desconhecido. Portanto, o álcool deve ser evitado durante a gravidez.

Adoçantes artificiais

Adoçantes artificiais podem ser usados ​​na gravidez. Os dados referentes à sacarina são conflitantes. Baixo consumo (típico) é provavelmente seguro.

Cafeína

A ingestão baixa a moderada de cafeína na gravidez não parece estar associada a nenhum resultado adverso.

As mulheres grávidas podem consumir cafeína, mas provavelmente devem limitá-la a menos de 300 mg / d (uma xícara comum de café com aproximadamente 30 ml contém aproximadamente 130 mg de cafeína. Uma xícara de chá com 30 ml ou 30 ml de refrigerante tem aproximadamente 50 mg cafeína), mas as quantidades exatas variam de acordo com a bebida ou alimento específico.

Consumo de peixe

As mulheres grávidas devem tentar consumir duas a três porções por semana de peixe com alto DHA (ácido docosahexaenóico) e baixo teor de mercúrio.

Para as mulheres que não conseguem isso, não se sabe se a suplementação com DHA e n-3 PUFA (ácidos gordurosos poliinsaturados) é benéfica, mas é improvável que sejam prejudiciais.

Peixe Cru e Mal Cozido

De acordo com as recomendações atuais, as mulheres grávidas geralmente devem evitar peixes mal cozidos. No entanto, é improvável que o sushi que foi preparado em um estabelecimento limpo e respeitável represente um risco para a gravidez.

Outros alimentos a evitar

  • As mulheres grávidas devem evitar carne crua e mal cozida.
  • As mulheres grávidas devem lavar legumes e frutas antes de comê-los.
  • As mulheres grávidas devem evitar laticínios não pasteurizados.
  • Carnes frias (frios) também podem potencialmente aumentar o risco de Listeria, mas o risco nos últimos anos é incerto (muito baixo).
  • As mulheres grávidas devem evitar alimentos que estão sendo recolhidos para possível contaminação por Listeria.

Tabagismo, nicotina e vaping

As mulheres não devem fumar durante a gravidez. Se eles não conseguirem parar completamente, devem reduzir o máximo possível.

A substituição da nicotina (com adesivos ou goma) é apropriada como parte de uma estratégia de cessação do tabagismo.

Maconha

Não se sabe que o uso de maconha esteja associado a nenhum resultado adverso na gravidez.
No entanto, faltam dados sobre os resultados do desenvolvimento neurológico a longo prazo; portanto, atualmente, o uso de maconha não é recomendado na gravidez.

Exercício e repouso

As mulheres grávidas devem ser incentivadas a se exercitar regularmente.
Não há benefício conhecido para restrição de atividade ou repouso na cama de mulheres grávidas.

Evitando Lesões

As mulheres grávidas devem usar cinto de segurança no colo e no ombro enquanto estiverem em um veículo a motor e não devem desativar os airbags.

Saúde Oral

A saúde bucal e os procedimentos odontológicos podem continuar conforme o programado durante a gravidez.

Banheiras de hidromassagem e natação

Embora os dados sejam limitados, as mulheres grávidas provavelmente devem evitar o uso de banheira de hidromassagem no primeiro trimestre. O uso da piscina não deve ser desencorajado durante a gravidez.

Repelentes de insetos

Os repelentes tópicos de insetos (incluindo o DEET [N,N-Dietil-m-toluamida]) podem ser usados ​​durante a gravidez e devem ser usados ​​em áreas com alto risco de doenças transmitidas por insetos.

Tinturas de cabelo

Embora os dados sejam limitados, como a absorção sistêmica é mínima, presume-se que a tintura de cabelo seja segura na gravidez.

Viagem

Viajar de avião é seguro durante a gravidez. As mulheres grávidas devem estar familiarizadas com as exposições à infecção e os cuidados médicos disponíveis para cada destino específico.

Não há idade gestacional exata em que as mulheres devem parar de viajar. Cada mulher grávida deve equilibrar o benefício da viagem com o potencial de uma complicação em seu destino. Veja nosso post sobre viagens de avião para grávidas.

Relações sexuais

Mulheres grávidas sem sangramento, sem placenta prévia com mais de 20 semanas de gestação e sem rotura de membranas não devem ter restrições quanto às relações sexuais.

Posição de dormir

Atualmente, não se sabe se, e com que idade gestacional, as mulheres grávidas devem ser aconselhadas a dormir do lado delas.

Artigo original: Fox NS. Dos and Don’ts in Pregnancy: Truths and Myths. Obstet Gynecol. 2018 Apr;131(4):713-721.

Bolsa Maternidade: como organizar e o que levar

A Bolsa Maternidade é um acessório indispensável e vai acompanhar você nos momentos mais importantes da gravidez e dos primeiros meses do bebê. Depois de usar ela no dia em que você for para a maternidade, irá também aproveitar a bolsa para visitinhas, passeios e viagens. As bolsas podem ser compradas avulsas ou em conjuntos completos. Mas como escolher e preparar a bolsa maternidade?

Como escolher a bolsa maternidade?

Existem diversas opções no mercado de bolsas maternidade, com cores, tamanhos e formatos diferentes. Escolha uma que seja mais adequada para a sua necessidade levando em conta as seguintes características:

  1. Escolha Bolsas com Materiais Leves e Duráveis.
  2. Escolha o Tipo de Bolsa Adequada para a Sua Rotina.
  3. Divisões, Bolsos Térmicos e Impermeabilidade. Atenção aos Aspectos Funcionais!
  4. Verifique os Acessórios Extras Inclusos.
  5. Prefira Bolsas com Cores e Design Mais Neutro.

O que levar na bolsa maternidade?

Lembre-se que a maioria dos internamentos para partos duram de 2 a 3 dias. Você precisa manter o bebê limpinho e quentinho. Se o parto for numa época mais fria lembre-se de levar toucas, luvas e cobertores.

O recém nascido tem dificuldade em controlar a temperatura corporal. Por isso não leve roupas curtas, ainda não é o momento de deixar o bebê muito exposto. Abaixo temos uma lista de sugestão. O ideal é que você entre em contato com a maternidade aonde ocorrerá o parto e pergunte se eles tem alguma sugestão do que levar. Lembre-se que neste momento os itens de decoração são dispensáveis.

Itens para o bebê

  • 6 body
  • 6 mijões
  • 6 macacões
  • 6 pares de meia
  • fraldas de boca
  • 2 casaquinhos com botões na frente
  • 1 xale ou cobertor
  • 1 conjunto de roupa para saída da maternidade
  • 2 mantas
  • 1 pacote de fralda descartável
  • 1 escova para cabelo
  • 2 toalhas fraldas (algumas maternidades oferecem as toalhas de banho, mas caso precise, esse modelo é o indicado para a pele sensível do bebê)
  • sabonete líquido de glicerina (PH neutro)
  • cotonetes
  • álcool 70%
  • bolinhas de algodão
  • pomada para assadura
  • 1 sacolinha para roupas sujas

Itens para a mamãe

  • 2 ou mais camisolas, ou pijamas com abertura frontal
  • 1 roupão
  • calcinhas confortáveis
  • meias
  • sutiãs próprios para amamentação
  • absorventes para os seios
  • produtos de higiene pessoal, incluindo absorvente noturno
  • chinelo para o banho
  • chinelo ou pantufa para o quarto (opte por modelos que sejam fáceis de calçar e não sejam escorregadios)
  • 1 muda de roupa para a saída da maternidade
  • 1 cinta pós-parto
  • produtos de higiene pessoal, como escova de dentes, creme e fio dental, shampoo, condicionador, sabonete, desodorante, hidratante e escova de cabelo
  • kit maquiagem (batom, rímel ou delineador, blush, demaquilante)
  • presilhas, caso você tenha cabelo longo
  • 1 sacola para roupas sujas

Quando começar a arrumar a bolsa maternidade?

A gestação é um período que pode ser de muitas surpresas. Apesar de esperamos que o bebê nasça a termo, alguns imprevistos podem acontecer e exigir que o parto aconteça antes do esperado.

Por isso, a dica é começar a preparar a mala três meses antes da data prevista para o parto. Pelo menos com um mínimo de itens, como garantia. Assim, caso você seja pega de surpresa, os itens essenciais da maternidade já estarão organizados.

Se você ainda não conhece os sinais do trabalho de parto leia o nosso post sobre o assunto.

O que não pode esquecer de levar para a maternidade?

Claro, além dos itens acima que devem compor a bolsa da maternidade não esqueça de levar seus documentos pessoais, cartão do convênio e a carteirinha de gestante. Se você fez um plano de parto leve-o junto também!

Outros itens indispensáveis são: celular e carregador, câmera fotográfica, bebê conforto, lembrancinhas e o álcool gel.

O que é a Progesterona?

Progesterona é um hormônio feminino produzido pelo corpo lúteo e pela placenta. Ela tem um papel importante na regulação do ciclo menstrual e na manutenção da gestação. Aliás o seu nome tem os radicais “pro”  e “gest” em função dessa contribuição na manutenção da gestação.

O que a progesterona faz?

A progesterona prepara o endométrio (revestimento interno do útero) para a gravidez após a ovulação. Ela aciona este revestimento para ficar mais espesso e receber um óvulo fertilizado. Ela também inibe as contrações musculares do útero, o que poderia levar o útero a “expulsar” um óvulo fertilizado. Além disso, enquanto o corpo estiver produzindo altas quantidades progesterona, não há nova ovulação (por isso também pode ser usado em anticoncepcionais).

Ciclo Menstrual (os níveis de progesterona estão marcados na cor lilás).

O níveis de progesterona estão marcados na cor lilás na figura.

Se a mulher não engravidar, o corpo lúteo se decompõe, diminuindo os níveis de progesterona no corpo e encerrando essa fase do ciclo. Essa mudança precede a menstruação. Se houver gravidez, a progesterona continuará a ser produzida.  Estimulando também a formação de vasos sanguíneos no endométrio que alimentarão o feto em crescimento.

Uma vez que a placenta se desenvolve, ela também começa a secretar progesterona, substituindo o corpo lúteo. Isso faz com que os níveis de progesterona permaneçam elevados durante a gravidez, para que o corpo não produza mais óvulos.

A deficiência de progesterona no início da gravidez pode causar o abortamento. Chamamos esta situação de insuficiência de corpo lúteo. Nestes casos a reposição hormonal com uma progesterona natural micronizada pode ser utilizada.

Problemas relacionados com a produção de progesterona

As mulheres que têm baixos níveis de progesterona terão ciclos anormais ou podem ter dificuldades para engravidar porque a progesterona não prepara o endométrio para receber o óvulo fecundado. Mulheres com baixos níveis de progesterona e que conseguem engravidar correm maior risco de aborto espontâneo ou parto prematuro, porque o hormônio ajuda a manter a gravidez.

A progesterona exógena, em forma de medicamento também pode ser utilizada para prevenir o trabalho de parto prematuro ou ainda pode ser suplementada para reduzir o risco de abortamento em casos específicos.

 

Qual a influência da lua no parto?

Todo mundo já ouviu que a mudança na fase da lua tem alguma influência sobre o parto, mas será que isso é verdade ou é um mito?

fases da lua

Existe no folclore a crença de que existe uma associação entre a fase da lua e a quantidade de partos. Nos EUA acredita-se que a lua cheia seja associada com o maior número de partos. Já na Índia é a lua nova a responsável pelo aumento no número de partos. Já no Brasil costuma-se acreditar que a mudança da lua provoque, de alguma forma, um aumento no número de mulheres que entram em trabalho de parto.

Existe alguma evidência científica sobre a influência da lua no número de partos?

A relação entre as fases da lua e a obstetrícia (principalmente a taxa de natalidade) já foi o foco de diversas pesquisas. Muitos pesquisadores, tanto no passado quanto mais recentemente, estudaram a possível influência das fases da lua na frequência e no tempo do parto. A relação da tua cheia com as taxas de natalidade foi o foco de muitos desses estudos, porque ainda persiste a superstição de que a incidência de partos aumenta significativamente durante essa fase da lua.

Um estudo realizado na Alemanha coletou dados de mais de 6.000 partos realizados entre os anos de 2000 e 2006 e correlacionou a ocorrência dos mesmos com a fase da lua. A análise dos dados não identificou nenhuma correlação relevante entre a fase da lua e a ocorrência dos partos.

Fase da Lua e Incidência de partos

Relação entre a fase da lua e o número de partos, segundo estudo publicado por Staboulidou e colaboradores Acta Obstetricia et Gynecologica. 2008. Em rosa o número total de partos, em azul o número de partos sem considerar cesáreas eletivas e em verde o número de parto sem considerar induções ou cesáreas eletivas.

Como podemos notar no gráfico acima e também foi demonstrado pela análise estatística do trabalho, não existe correlação com a fase da lua e o aumento no número de partos. Neste mesmo estudo foram analisadas também a presença ou não de complicações do parto – como o parto prematuro –  com a fase da lua, e novamente nenhuma correlação foi identificada.

Um outro estudo publicado em 2005 no American Journal of Obstetrics and Gynecology avaliou a relação de mais de meio milhão de partos com o ciclo lunar. Os partos realizados na Carolina do Norte entre os anos de 1997 e 2001 foram correlacionados com 62 ciclos lunares e a análise estatística também não conseguiu demonstrar correlação entre a fase da lua e o número de partos.

Afinal de onde vem esse mito então?

A crença popular de que a fase do ciclo lunar afeta a taxa de natalidade tem base no passado distante. À medida que as civilizações se desenvolviam, a lua ganhava importância e influência crescentes em relação à vida humana. No mundo antigo, os romanos acreditavam que a lua tinha influência enorme na mente das pessoas. Para o povo babilônico, a lua era um símbolo da vida através de mudanças regulares na aparência. Devido à correlação com o ciclo menstrual feminino (o ciclo menstrual tem 28 dias e o mês lunar também), eles associaram o ciclo lunar à fertilidade das mulheres.

Outra tentativa de correlacionar a lua com o trabalho de parto é em função da influência da lua sobre as marés. A maré sobe mais na lua cheia e de maneira semelhante a lua poderia, de alguma forma interferir nos líquidos corporais. Entretanto, como vimos isso é apenas um mito!

Referências

  1. Staboulidou I, Soergel P, Vaske B, Hillemanns P. The influence of lunar cycle on frequency of birth, birth complications, neonatal outcome and the gender: a retrospective analysis. Acta Obstet Gynecol Scand. 2008;87(8):875-9.
  2. Arliss JM, Kaplan EN, Galvin SL. The effect of the lunar cycle on frequency of births and birth complications. Am J Obstet Gynecol. 2005 May;192(5):1462-4.

O que as gestantes devem saber sobre o Coronavírus

Atualmente, existem muitas incertezas sobre o coronavírus de Wuhan, mas as autoridades estão fazendo o possível para proteger as pessoas. É provável que a maioria das mulheres grávidas esteja a salvo do vírus – com base nas informações que temos no momento. É importante saber que as mesmas precauções que devem ser tomadas para evitar o resfriado comum se aplicam a esse novo e preocupante vírus.

Para orientar as gestantes sobre o assunto, disponibilizamos este conjunto de perguntas e respostas sobre o assunto. As informações tem como fonte a Sociedade Brasileira de Infectologia e em outras mídias.

O que é Coronavírus?

Coronavírus (CoV) é uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que podem causar um resfriado comum ou síndromes respiratórias graves como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome, (SARS-CoV) e a síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome (MERS-CoV). Esses vírus receberam esse nome devido às espículas na sua superfície que lembram uma coroa.

Uma nova variante do vírus foi identificada recentemente, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro/2019 e janeiro/2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei. Essa nova variante não havia sido identificada previamente em humanos e foi denominada 2019-nCoV. Centenas de casos já foram detectadas em outras cidades da China, além de Tailândia, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos da América.

Estou grávida, devo ficar preocupada?

Sim, mas não mais do que você ficaria preocupada com a gripe. Durante a gravidez, partes do seu sistema imunológico ficam deprimidas, o que o torna mais suscetível a complicações de vírus como gripe e varicela. As gestantes, por exemplo, têm quase 3,5 vezes mais chances de acabar no hospital devido à gripe do que as mulheres que não estão grávidas, de acordo com um estudo publicado em junho de 2019 no Journal of Infectious Diseases. Por isso as campanhas sempre recomendam que as gestantes tomem a vacina contra gripe.

Lembram da época em que tivemos um surto de H1N1? Assim que vacina este disponível foi recomendado seu uso em gestantes.

Faz sentido esperar que uma mulher grávida tenha maior risco de complicações por esse vírus do que uma não gestante. Mas você também precisa ter em mente que, em geral, seu risco de contrair essa doença é muito baixo.

Uma das dificuldades para os médicos é que, nos estágios iniciais, é muito difícil distinguir um resfriado comum do coronavírus. O coronavírus, no entanto, tem capacidade para progredir rapidamente e causar febre alta, infecção grave e pneumonia. Parece que as mortes que ocorreram pela infecção pelo vírus Wuhan ocorreram em idosos e pessoas com outras doenças associadas.

O coronavírus pode passar para o feto?

Em que pese termos alguma evidência de transmissão vertical, ainda não está claro se a gestante pode passar a doença para o seu feto. Já para o recém nascido sim, ele pode contrair a doença da mesma maneira que um adulto.

Qual a origem deste surto?

Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.

Há outros coronavírus com transmissão de animais para humanos?

Investigações detalhadas descobriram que o SARS-CoV foi transmitido de gatos selvagens para humanos na China, em 2002, e o MERS-CoV de dromedários para humanos na Arábia Saudita, em 2012. Vários coronavírus conhecidos estão circulando em animais que ainda não infectaram humanos.

A transmissão do coronavírus acontece entre humanos?

Sim. Todos os coronavírus podem ser transmitidos de pessoa a pessoa. Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membros da família que tenham tido contato físico com o paciente e/ou permanecidos no mesmo local que o paciente doente.

Qual é o tempo de incubação desta nova variante do coronavírus?

Ainda não há uma informação exata. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de cerca de duas semanas.

Quais são os sintomas de uma pessoa infectada por um coronavírus?

Depende do vírus, mas os sinais comuns incluem sintomas respiratórios, febre, tosse e falta de ar/desconforto respiratório. Em casos mais graves, a infecção pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e morte. Idosos e pessoas com problemas de saúde podem apresentar manifestações mais graves.

Contágio e Sintomas do Coronavírus

Contágio e Sintomas do Coronavírus. Fonte: G1 – https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2020/01/28/secretaria-de-saude-confirma-primeiro-caso-suspeito-de-coronavirus-no-parana.ghtml

Qual é a letalidade desta nova variante do coronavírus?

Não se sabe até o momento. Porém, acredita-se que a letalidade do 2019-nCoV seja inferior a do SARS-CoV e do MERS-CoV. Pelos dados iniciais publicados, a estimativa inicial é de que a letalidade seja em torno de 3% (26 mortes em 912 casos), inferior à do SARS-CoV e do MERS-CoV.

Existe um tratamento para o coronavírus?

Não há tratamento específico. No entanto, muitos dos sintomas podem ser tratados. Além disso, os cuidados de suporte às pessoas infectadas podem ser altamente eficazes. Antes de usar qualquer medicação, como a ivermectina, procure orientação com seu médico.

Existe uma vacina para o novo coronavírus?

Sim, atualmente (03/02/21) já temos algumas vacinas disponíveis. Entretanto ainda carecemos de estudos sobre a sua eficácia e segurança em gestantes. Preparamos um post específico sobre o uso da vacina do COVID-19 em gestantes. Dispomos já de estudos que mostram que a resposta imunológica da gestante é semelhante a não gestante com relação a administração da vacina.

Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o coronavírus?

Não. Esta vacina protege somente contra o vírus influenza.

Como reduzir o risco de infecção pelo coronavírus?

Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas; realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Como a clínica está lidando com o coronavírus?

Estamos seguindo as recomendações das autoridades sanitárias, intensificando a higienização de superfícies, barrando casos suspeitos e reduzindo o número de acompanhantes. Veja mais detalhes na página sobre Enfrentamento do Coronavírus.

Estão contraindicadas as viagens para a China e para os países com casos importados?

Não. Com base nas informações atualmente disponíveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda nenhuma restrição de viagens ou comércio. A OMS corrobora para que as medidas de preparação para emergências de saúde devem ser fortalecidas pelos países em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional (2005).

Temos casos da nova variante do coronavírus no Brasil?

Sim, temos notícia de casos importados e casos comunitários em algumas localidades no Brasil. Para conhecer a situação do Paraná, veja o boletim epidemiológico do estado. Veja aqui em tempo real o mapa com os casos de coronavírus no mundo.

Lei Garante à Gestante o Direito a Escolher o Tipo de Parto no Paraná

No dia 17/01/2020 foi sancionada e publicada pelo Governador do Estado, a lei 20127 da deputada Mabel Canto, que altera a lei de combate a violência obstétrica e dá o direito à todas as gestantes do Paraná escolher sua via de parto, seja ele normal ou cesáreo.

“Parto adequado é aquele em que se promove uma experiência agradável, confortável, tranquila e segura para a mãe e para o bebê”. Essa afirmação faz parte de um dos parágrafos do primeiro projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), pela deputada Mabel Canto (PSC), que ocupa pela primeira vez uma das cadeiras do Legislativo paranaense.

“Eu quis o meu primeiro projeto beneficiasse diretamente as mulheres do nosso estado”, afirmou a parlamentar ao falar sobre o projeto durante a sessão plenária na Assembleia. Ela fez um retrospecto da lei aprovada no ano passado e afirmou que não ficava clara esse aspecto. “A Lei contra a violência obstétrica ( Lei 19.701/18) aprovada no ano passado, é de suma importância na eficácia dessas políticas de violência obstétrica, contudo, é preciso garantir o direito de escolha, um parto tranquilo, seguro e confortável”, afirmou Mabel. “Respeitar o poder de escolha da gestante”, acrescentou. Ela lembrou que nas suas duas gestações teve a oportunidade de escolher a modalidade de parto que preferia dentro de suas condições físicas. “A forma mais adequada é a de nascer bem”, completou.

Para reforçar sua posição, Mabel Canto convidou a palestrar da tribuna, durante o horário do Grande Expediente, o médico José Jacyr Leal Junior, presidente do Centro Fetal Batel, de Curitiba. “No SUS, por questões técnicas, de localização ou por falta de condições, os médicos acabam levando o máximo possível de mulheres para a cesariana e as outras para o parto normal, daquelas que está mais fácil e aí os desvios acontecem. Existem partos fáceis e difíceis, mas só se pode saber qual é o melhor quando a criança já nasceu”, frisou o ginecologista que listou, também durante sua explanação aos deputados, os riscos e complicações do parto natural.

Dr. Jacyr Leal e a deputada Mabel Canto

Dr. Jacyr Leal e a deputada Mabel Canto

De acordo com Mabel Canto, garantir o direito de escolha da modalidade de parto que as mães decidirem é fundamental. “Não devemos obrigar ninguém a fazer aquilo que não quer. Se uma mãe decide pelo parto natural, ela deve ter esta opção, mas se quiser fazer o cesariano, seu direito deve ser garantido a ela. Com nosso projeto, queremos que as gestantes e parturientes, durante o pré-natal, sejam orientadas pelo médico, saber os prós e contras, mas vantagens de cada tipo de parto e só então escolher, de acordo com suas crenças e convicções”, ressaltou. Se você ainda não conhece as vantagens e desvantagens da cesárea leia nosso posto sobre esse assunto.

Parto Adequado Segundo a Agência Nacional de Saúde

A ANS (Agência Nacional de Saúde), também possui um projeto com o nome Parto Adequado. O projeto Parto Adequado, desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), com o apoio do Ministério da Saúde, tem o objetivo de identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas sem indicação clínica na saúde suplementar. Essa iniciativa visa ainda a oferecer às mulheres e aos bebês o cuidado certo, na hora certa, ao longo da gestação, durante todo o trabalho de parto e pós parto, considerando a estrutura e o preparo da equipe multiprofissional, a medicina baseada em evidência e as condições socioculturais e afetivas da gestante e da família.

A opinião da Organização Mundial de Saúde sobre a Via de Parto

Desde 1985, a comunidade médica internacional considera que a taxa ideal de cesárea seria entre 10% e 15%.
Porém as cesáreas vêm se tornando cada vez mais frequentes tanto nos países desenvolvidos como naqueles
em desenvolvimento. Quando realizadas por motivos médicos, as cesarianas podem reduzir a mortalidade e
morbidade materna e perinatal. Porém não existem evidências de que fazer cesáreas em mulheres ou bebês
que não necessitem dessa cirurgia traga benefícios. Assim como qualquer cirurgia, uma cesárea acarreta
riscos imediatos e a longo prazo. Esses riscos podem se estender muitos anos depois de o parto ter ocorrido
e afetar a saúde da mulher e do seu filho, podendo também comprometer futuras gestações. Esses riscos são
maiores em mulheres com acesso limitado a cuidados obstétricos adequados.

Segundo a Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas os esforços devem se concentrar em garantir que cesáreas
sejam feitas nos casos em que são necessárias, em vez de buscar atingir uma taxa específica de cesáreas.

O que pensa o Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o assunto

É ético o médico atender à vontade da gestante de realizar parto cesariano, garantida a autonomia do profissional, da paciente e a segurança do binômio materno fetal. É o que afirma o Conselho Federal de Medicina (CFM) na Resolução 2144/2016, publicada no Diário Oficial da União (DOU) neste dia 22 de junho. A norma, que está em vigor desde sua publicação, define critérios para cesariana a pedido da paciente no Brasil e estabelece que, nas situações de risco habitual e para garantir a segurança do feto, somente poderá ser realizada a partir da 39ª semana de gestação.

Nas primeiras consultas de pré-natal, o CFM orienta que médico e paciente discutam de forma exaustiva sobre benefícios e riscos tanto do parto vaginal quanto da cesariana, bem como sobre o direito de escolha da via de parto pela gestante. Para o pediatra e 2º secretário do CFM, Sidnei Ferreira, “a escolha do tipo de parto como decisão conjunta médico/gestante é bem-vinda, devendo ser respeitado o desejo da mulher. Entretanto, não se pode perder de vista que o mais importante é preservar a saúde e a vida da mãe e do concepto”.

Para realização de parto cesariano a pedido, passa a ser obrigatória a elaboração de um termo de consentimento livre e esclarecido pelo médico para que seja registrada a decisão da parturiente. O documento deve ser escrito em linguagem de fácil compreensão, respeitando as características socioculturais da gestante e o médico deve esclarecê-la e orientá-la tanto sobre a cesariana quanto sobre o parto normal.

“A paciente, quando devidamente esclarecida, decide com o médico as suas opções de tratamento. O fulcro é a harmonização entre o princípio da autonomia do paciente e a do médico, que deve se basear na melhor evidência científica, sendo que o foco é garantir a segurança fetal e materna”, ressalta o conselheiro José Hiran Gallo.

Gostou deste post? Para conhecer outros direitos da gestante leia nosso post sobre direitos da gestante e puérpera.

Como saber que estou em trabalho de parto?

Muitas gestantes se perguntam como será o trabalho de parto, quanto tempo levará e como saber se realmente é trabalho de parto ou apenas um alarme falso. É difícil responder todas essas perguntas, já que cada parto é diferente. Entretanto, conhecer os sinais de trabalho de parto, vai dar alguma pista de que está quase na hora de conhecer seu bebê!

Quais os sinais de trabalho de parto?

Desde a metade da gravidez, o útero apresenta algumas contrações irregulares, que são as contrações de treinamento, conhecidas como contrações de Braxton-Hicks. Quando a gestação chega próxima ao seu fim, essas contrações ficam progressivamente mais longas e tem um intervalo mais curto. Num primeiro momento existe uma fase conhecida como pródromos do trabalho de parto. A fase dos pródromos pode começar alguns dias ou até semanas antes do trabalho de parto propriamente dito.

Durante o verdadeiro trabalho de parto as contrações são bastante rítmicas. Elas ocorrem a cada 3 ou 4 minutos e duram no mínimo 30 segundos cada uma. Então para saber se o verdadeiro trabalho de parto está começando, basta deitar, relaxar e colocar a mão sobre o abdome, próximo ao fundo uterino. Quando a contração iniciar o útero ira vir um pouco pra frente e ficar mais duro, como uma pedra. Ao perceber que a contração começou, utilize um relógio para contar a duração da contração. As contrações podem ou não estar associadas a dor, vai depender da intensidade da contração e da sensibilidade da mamãe. Estas dores geralmente estão localizadas na parte baixa do ventre mas podem irradiar para as costas. Faça isso por cerca de 10 minutos, se ocorrerem 3 contrações isso pode ser um sinal, talvez o mais importante, de que você está em trabalho de parto.

Sinais de Trabalho de Parto - Avaliação da Dinâmica Uterina

Como avaliar as contrações uterinas para identificar o trabalho de parto.

Atente que em algumas situações o útero pode ser estimulado e ter algumas contrações seguidas, entretanto depois de um tempo de repouso elas cessam. É o que acontece, por exemplo, quando a paciente caminha um pouco ou quando está muito estressada. Esse é o falso trabalho de parto.

Como ter certeza de que começou?

Para ter certeza se você está em trabalho de parto o ideal é fazer uma avaliação mais prolongada que 10 minutos. Nossa dica é, se você teve 3 contrações em 10 minutos, espere mais uma meia hora e faça uma nova avaliação. Se as contrações persistirem é o momento de você ir até o hospital para que possa ser avaliada pelo médico.

Além das contrações uterinas, alguns outros sinais podem ajudar a indicar que o momento do parto está se aproximando, veja abaixo alguns destes sinais:

  • O útero diminui de tamanho – próximo ao parto (alguns dias ou até semanas), o bebê encaixa. Neste momento a altura uterina diminui e parece que a “barriga caiu”;
  •  O colo do útero dilata – esse sinal você não irá ver pois é necessário um exame vaginal para avaliar a dilatação do colo uterino
  • Ocorre a perda do tampão mucoso – uma substância que parece um “catarro” e veda a cavidade uterina acaba saindo quando o colo começa a dilatar. O tampão mucoso geralmente é perdido alguns dias ou semanas antes do trabalho de parto
  • A bolsa rompe – você irá perder um volume considerável de líquido amniótico pela vagina

E se eu tiver dúvidas?

Não esqueça, o diagnóstico de trabalho de parto é difícil. Se estiver em dúvidas vá ao hospital para que um obstetra possa avaliar e dizer o que está acontecendo. Principalmente se você tem menos de 37 semanas pois eventualmente você pode estar em trabalho de parto prematuro. O trabalho de parto prematuro é aquele que acontece antes de 37 semanas e talvez você tenha feito um exame para avaliar o risco de trabalho de parto prematuro junto com o exame morfológico de segundo trimestre.

Na eventualidade de um trabalho de parto prematuro é interessante chegar o quanto antes ao hospital para que o médico possa tomar alguma conduta no sentido de inibir as contrações ou fazer uma medicação para amadurecer mais precocemente os pulmões do bebê.

Quanto tempo pode durar?

O tempo de duração do trabalho de parto é bastante variável, mas geralmente é de 12 a 24 horas. Se considerarmos a fase dos pródromos do trabalho de parto (aquela aonde as contrações estão bem no começo), a duração pode ser até de alguns dias.

Quando as contrações efetivas começarem é importante que você procure seu obstetra ou maternidade para o acompanhamento adequado. Essa é a fase mais importante para preservar a saúde de seu bebê em especial se você estiver planejando parto normal de gêmeos! Nestes casos algumas complicações podem acontecer e será importante estar assistida por uma equipe especializada.

O que fazer para ajudar a entrar em trabalho de parto?

Apesar da medicina ter evoluído bastante, não está completamente esclarecido o mecanismo pelo qual o trabalho de parto se inicia. Na maioria das vezes é difícil determinar quando a natureza irá fazer com que o bebê venha a nascer. Apesar de ouvirmos com frequência que a lua influencia o parto isto não é verdade! Na maioria das vezes, quando o bebê estiver pronto a mãe irá entrar em trabalho de parto! Mas será que existe alguma maneira de dar uma ajudinha para a natureza? Algumas situações, podem ajudar a desencadear o trabalho de parto, são elas:

  • Exercícios físicos leves como pequenas caminhadas ou o Yoga;
  • Relações sexuais fazem o útero contrair por 3 mecanismos distintos: pelo orgasmo, pela liberação de ocitocina (hormônio que faz o útero contrair) e por meio do sêmen que também pode provocar contrações;
  • Estimulação dos mamilos – pequenos beliscões também ajudam a liberar ocitocina! Se você já amamentou deve lembrar que durante a amamentação é comum sentir cólicas. Isso ocorre em função da liberação de ocitocina desencadeada pelo estímulo no mamilo durante a amamentação;

Muito legal não é? Agora que você já sabe identificar se está em trabalho de parto, aproveite para ler nosso post sobre a diferença entre um parto normal e um parto humanizado.