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O que é prolapso de cordão umbilical?

Antes ou durante o parto, o cordão umbilical pode sair através do colo do útero aberto na vagina antes do bebê. Essa complicação recebe o nome de prolapso do cordão umbilical e precisa ser tratada imediatamente para que o feto não fique sem oxigênio.

O que é prolapso do cordão umbilical?

O prolapso do cordão umbilical é uma situação em que o cordão umbilical cai – ou prolapsa – entre o feto e o colo do útero.

Imagine que o cordão umbilical é como um tubo que liga o bebê à mãe. Esse tubo é uma linha de vida do bebê, pois transporta oxigênio para o bebê e retira o gás carbônico que foi gerado no processo de “respiração”. Além disso, ele também traz os nutrientes e leva embora os resíduos do feto.

Portanto o cordão umbilical exerce a função dos pulmões e da nutrição do bebê. Se o fluxo de sangue no cordão umbilical é interrompido é como se nós interrompêssemos o processo de respiração e de alimentação do bebê.

Quando o cordão umbilical fica entre o bebê e o colo do útero, ele pode ficar comprimido, o que pode resultar em perda de oxigênio e até mesmo na morte do feto. Justamente por isso, é uma situação que exige atenção imediata.

Prolapso de Cordão Umbilical

Imagem explicando como é o prolapso de cordão umbilical.

Com relação a função de nutrição o prolapso de cordão não irá causar um problema tão grande. Afinal para que a nutrição do bebê seja comprometida seriam necessários vários dias de compressão do cordão. Muito antes do bebê ter algum prejuízo pela falta de nutrientes o problema da função respiratória já seria muito mais grave.

Quais são os fatores de risco para prolapso do cordão umbilical?

Há algumas situações durante a gravidez que podem aumentar o risco de prolapso de cordão umbilical:

  • Caso a mãe esteja grávida de mais de um bebê (gêmeos, trigêmeos…);
  • No caso de trabalho de parto prematuro;
  • Um bebê com baixo peso ao nascer;
  • Apresentação pélvica (situação em que a posição do bebê está de modo que os pés ou nádegas estão apontados para o canal do parto);
  • Excesso de líquido amniótico (polidrâmnio);
  • A ruptura prematura das membranas amnióticas.

Normalmente a bolsa rompe apenas no final da fase de dilatação do colo uterino, quando a cabeça do bebê já está bem encaixada e baixa. Isso é importante pois a cabeça ajustada na pelve da mãe não permite que o cordão prolapse.

Quando a ruptura da bolsa ocorre numa fase mais inicial do trabalho de parto, ou mesmo antes do trabalho de parto iniciar, há uma chance maior do líquido amniótico carregar consigo parte do cordão, provocando assim o prolapso.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através do exame médico: vendo ou palpando o cordão prolapsado no exame de toque vaginal.

Além disso, o bebê pode apresentar uma frequência cardíaca anormal (inferior a 120 batimentos por minuto). Isso acontece porque o cordão umbilical está sendo esticado e comprimido, o que reduz o fluxo de sangue para o bebê.

Essa redução do fluxo sanguíneo que ocorre no prolapso de cordão irá alterar a frequência cardíaca fetal.

Como o prolapso do cordão umbilical é tratado?

O prolapso de cordão umbilical é uma emergência obstétrica que, embora incomum, quando diagnosticada, necessita de uma ação rápida do obstetra, devido ao grande risco de óbito fetal ou de sequelas neurológicas graves.

Caso o cordão umbilical esteja saindo da vagina, o parto do bebê precisa ser feito o mais imediatamente possível. Se a mãe ainda estiver primeira ou segunda fase do trabalho de parto, o médico poderá optar por fazer uma cesariana. 

Por fim, a assistência nos casos de prolapso do cordão umbilical visa manter a circulação pelo cordão umbilical. O médico vai tentar aliviar a compressão do cordão elevando manualmente a parte da apresentação fetal até que a cesariana seja realizada. A apresentação fetal é a parte do bebê que está aparecendo no canal vaginal. Se o bebê está cefálico é a cabeça e quando o bebê está pélvico (sentado) são as nádegas. O médico utiliza esta manobra para tentar reduzir o risco da perda de oxigênio para o bebê.

Manobras para o Prolapso de Cordão

A, Elevação manual transvaginal. B, Enchimento da bexiga urinária materna. C, Posição joelho-peito. D, Posição de Trendelenburg. E e F, Elevação da
pelve materna em decúbito dorsal e lateral, respectivamente. Fonte: Wong. Umbilical cord prolapse: a revisit. Am J Obstet Gynecol 2021.

Contudo, se o problema do cordão prolapsado for resolvido imediatamente, pode ser possível salvar o bebê sem que ele sofra lesões permanentes.

Mas quanto maior for o atraso, maior será a chance de que a criança nasça com problemas – dano cerebral ou morte.

Complicações que podem ocorrer

A complicação mais temida é o óbito do bebê. Infelizmente isso pode ocorrer em poucos minutos após o prolapso do cordão. Caso a compressão sobre o cordão umbilical permita ainda a circulação de sangue, mas em quantidade insuficiente para a oxigenação do bebê, poderemos ter outras complicações como lesões cerebrais graves decorrentes de hipóxia.

Como eu evito o prolapso de cordão?

Não há como evitar o prolapso de cordão. Também não pode ser previsto. O cordão umbilical se move muito durante a gravidez. Assim sendo, um exame de ultrassom não pode prever se irá ocorrer ou não um prolapso do cordão. Ele pode acontecer em gestantes sem nenhum fator de risco.

Conclusão

Por fim, o prolapso do cordão umbilical é uma situação urgente em que o melhor é agir o mais rápido possível. Essa complicação é muitas vezes imprevisível e por isso a recomendação de que a assistência ao parto normal seja sempre prestada dentro do hospital e por um médico obstetra com condições de realizar uma cesariana de emergência, caso seja necessário.

Não é possível prever se ocorrerá um prolapso de cordão umbilical no período pré-natal. Mesmo que o cordão umbilical esteja em uma posição adequada, o prolapso poderá ocorrer no momento em que a bolsa rompe.

É possível ter parto normal de gêmeos?

Muitas mães se perguntam se é possível ter parto normal de gêmeos, afinal, pode ser que a prática seja perigosa. No entanto, veremos em nosso artigo que essa modalidade de parto pode ser muito mais segura do que se imagina. Na verdade esta é uma opção desde que o primeiro bebê esteja de cabeça para baixo.

Contudo, alguns fatores podem acabar complicando a situação da mãe e dos bebês, e por isso, é sempre interessante estar atento. Abaixo, vamos falar sobre a possibilidade desse parto, além de outros fatores que influenciam nessa prática. 

Entendendo os tipos de gêmeos

A primeira coisa que é importante de se compreender é que nem toda gestação gemelar é igual. Existem diversos tipos de gestação gemelar! Os gêmeos pode ter placentas diferentes ou dividir a mesma placenta. Além disso nos casos onde os gêmeos dividem a mesma placenta eles ainda podem estar em bolsas diferentes ou na mesma bolsa.

Quando cada gêmeo tem sua placenta

Quando cada bebê tem a sua própria placenta chamamos de gestação gemelar dicoriônica. O vocábulo grego “khórion”, que pode ser traduzido como “membrana” é utilizado para indicar o número de placentas.

Quando cada bebê tem a sua própria placenta eles estão obrigatoriamente em bolsas diferentes pois cada placenta tem a sua bolsa. Na maioria das vezes que cada bebê tem sua própria placenta eles são indivíduos geneticamente diferentes. Mas eventualmente podem ser também idênticos. Por isso numa gravidez gemelar não é possível dizer se os gêmeos são iguais ou diferentes apenas pelo fato de cada um ter sua placenta. Isso só é possível quando o sexo dos bebês é diferente.

Quando os gêmeos dividem uma mesma placenta

Numa segunda situação os bebês podem dividir uma mesma placenta, o que chamamos de gestação gemelar monocoriônica. Nas gestações gemelares monocoriônicas geralmente cada bebê ê tem a sua própria bolsa. Entretanto é possível também que eles estejam na mesma bolsa.

Quando temos uma placenta e duas bolsas chamamos de gestação monocoriônica monoamniótica. Já no caso de uma placenta e uma bolsa chamamos de monocoriônica e monoamniótica (ou gestação mono mono).

As gestações gemelares monocoriônicas podem apresentar algumas complicações durante o pré-natal e por isso o parto pode ser um pouco mais complicado nestes casos. O acompanhamento pré natal deste tipo de gestação é geralmente acompanhado por um especialista em medicina fetal para que os devidos cuidados e exames sejam feitos para preservar a saúde dos bebês e da mulher.

Tipos de Gestações Gemelares - Monocoriônica e Dicoriônica

Tipos de gestações gemelares, conforme o número de placentas e de bolsas.

Complicações como a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal ou a Restrição de Crescimento Seletiva podem acontecer e uma antecipação do parto ou cirurgia fetal pode ser necessária. Por isso nestes casos eventualmente as chances de ter um parto normal podem ser menores.

Por vezes o obstetra poderá inclusive optar por antecipar um pouco o parto ou fazer uma cesárea para evitar as complicações que podem ocorrer como o sofrimento fetal.

É possível que o parto seja normal?

A boa notícia para as mamães é que é possível ter parto normal de gêmeos, não representando grandes riscos para os envolvidos. No entanto, assim como em outras modalidades, é necessário respeitar uma série de fatores.

O peso das crianças, além da sua posição, são alguns dos pontos mais importantes quando falamos do parto de gêmeos. A seguir vamos responder algumas das principais dúvidas, para te ajudar a entender melhor a questão do nascimento dos bebês.

O bebê pode estar com qualquer peso?

Um dos fatores que influenciam no parto normal de gêmeos é o peso das duas crianças, que não podem estar com grande diferença. Habitualmente espera-se que a diferença de peso entre os bebês não seja maior do que 25%. Nestes casos o seu obstetra poderá suspeitar de uma restrição de crescimento seletiva e medidas como a realização de uma cesárea poderá ser necessário para resguardar a saúde dos bebês.

No geral, também é interessante que os bebês estejam com um peso entre 1,5 kg e 3,5 kg. Bebês muito pequenos, ou seja, com menos de 1500 g, tem um maior risco de lesões no canal do parto por sua fragilidade e por isso muitas vezes se prefere o parto por cesárea.

Por outro lado, bebês muito grandes também podem trazer alguma dificuldade. Em todo caso, caso as crianças sejam muito prematuras, o mais indicado é que o parto normal não seja adotado.

A idade gestacional pode variar conforme o tipo de gestação gemelar

Em função das complicações que podem acontecer nas gestações gemelares, o obstetra poderá optar por antecipar o parto. Recomenda-se que o nascimento dos gêmeos dicoriônicos ocorra entre 37 e 38 semanas. Já as monocoriônicas diamnióticas o parto é recomendado um pouco mais cedo, entre 36 e 37 semanas. As monocoriônicas monoamnióticas são as de maior risco e por isso o parto destes gêmeos idealmente deve ser realizado entre 32 e 34 semanas para evitar maiores riscos que podem acontecer ainda dentro do útero.

A posição dos bebês também pode dificultar o parto normal de gêmeos

O principal ponto a ser considerado no parto normal de gêmeos é a posição que as crianças estão no útero. O ideal é que as duas crianças estejam com a cabeça para baixo, para que a sua saída seja facilitada e o parto possa acontecer normalmente.

No entanto, caso só o primeiro esteja na posição certa (cefálico), ainda é possível que o parto seja normal, porém, é preciso experiência e habilidade do obstetra para evitar um possível cavalgamento de partes do corpo do bebê dentro do útero.

A situação que deve ser evitada é a realização de partos vaginais quando o primeiro gemelar está pélvico. Nesta situação a emergência de cavalgamento dos polos cefálicos poderá acontecer e isto é uma situação dramática e de difícil solução.

Cavalgamento Cabeça Gemelar

O cavalgamento das cabeças é um tipo de distócia (parto difícil) que pode acontecer em partos gemelares.

Como é feito o parto do primeiro bebê

O parto do primeiro gemelar é feito de maneira muito semelhante ao de uma gestação única. Logo após o nascimento do bebê o cordão é clampeado e o primeiro bebê entregue para o pediatra. Neste momento o obstetra não irá retirar a placenta e irá aguardar o nascimento do segundo bebê.

Qual o intervalo normal entre o parto do primeiro e do segundo gêmeo?

Após o nascimento do primeiro bebê a posição do segundo bebê poderá mudar um pouco dentro do útero. Algumas vezes o segundo bebê irá assumir uma situação transversal. Ou seja, poderá ficar “atravessado”.

Nestes casos novamente a habilidade do obstetra é fundamental pois poderá ter que realizar uma manobra chamada de “versão interna”. De uma maneira bastante simplista, a versão interna seria algo como colocar uma mão dentro do útero para “puxar” um bebê pelos pés.

Não há um limite de tempo para o nascimento do segundo bebê. Um auxiliar do obstetra deverá ficar controlando a frequência cardíaca do bebê para detectar sinais de sofrimento fetal e evitar qualquer risco para o bebê.

Não dá para dizer com exatidão quanto tempo dura um parto normal de gêmeos, afinal, isso varia em cada caso. Pode ser que seja rápido, com apenas algumas horas de processo, porém, o procedimento pode se alongar por um período até maior do que uma hora.

Irei sentir mais dor por serem gêmeos?

Na verdade não. A dor que você irá sentir é semelhante a dor de um parto de gravidez única. As mulheres não costumam se queixar de dores mais fortes em partos de gemelares.

Riscos que a prática pode trazer

Pode ser que a segunda criança demore muito para nascer, o que representa um risco para a mãe e o próprio bebê. Um dos maiores riscos são lesões por conta das manobras que ajudam a criança a nascer, além de possíveis sequelas neurológicas. Além disso algumas complicações como o prolapso de cordão umbilical são mais frequentes nos partos de gestações múltiplas.

Para evitar que isso aconteça, é necessário que a via de parto esteja bem indicada para a criança, o que exige um trabalho bem feito da equipe para minimizar as chances de problemas.

O tamanho da equipe necessária

A equipe para realizar um parto normal de gêmeos também é maior do que a equipe que normalmente atende as gestantes em partos onde apenas um bebê irá nascer.

São necessários 2 obstetras, um para realizar o parto e o outro para ajudar a cuidar da vitalidade do segundo bebê. Além disso são necessários dois pediatras por serão dois recém nascidos!

Portanto não é apenas a gravidez gemelar que é diferente, é necessário estar preparada para um trabalho de parto e parto diferentes, com dois nascimentos.

É possível que um bebê nasça de parto normal e o outro de cesárea?

Essa é uma dúvida bastante interessante. E sim, por vezes isso pode acontecer. A obstetrícia é uma especialidade intrigante e cheia de surpresas. Se por exemplo durante um parto normal de gêmeos, após o nascimento do primeiro bebê o segundo apresentar sinais de sofrimento fetal o obstetra poderá ter que realizar uma cesárea para retirar o segundo bebê em segurança.

O pós-parto normal de gêmeos

No pós-parto de gestações gemelares espera-se que tudo transcorra de maneira bastante semelhante ao que ocorre em uma gravidez única. O útero irá contrair de maneira semelhante e a barriga da grávida irá progressivamente retornar ao seu tamanho normal.

Gestação de Gêmeos

O pós-parto da gestação gemelar também pode ser mais complicado que em o de uma gestação única.

Novamente aqui temos que considerar algumas possibilidades de complicações como a hemorragia puerperal. O útero que ficou mais distendido que o normal poderá apresentar uma dificuldade em contrair fazendo com que o sangramento seja mais volumoso.

Na verdade o seu médico já estará preparado para isso pois este fenômeno é bem conhecido em obstetrícia e poderá ser tratado com a administração de medicações que ajudam o útero a contrair, como a ocitocina.

Com os cuidados adequados e uma equipe bem treinada fique tranquila! Em várias situações o parto normal é possível e você poderá curtir seus filhos gêmeos nascidos de parto normal!

Por que acontecem sonhos estranhos na gravidez?

Os sonhos estranhos na gravidez são muito comuns e, em muitos casos, são super realistas. Segundo uma pesquisa publicada em 1993 pelo Journal of the American Board of Family Medicine, 67% das mulheres grávidas relataram sonhos relacionados à gravidez. Além disso, 60% relataram ter tais sonhos uma vez por semana. Esse fato é recorrente até mesmo em alguns dias após o parto.

Mas, por que as grávidas têm pesadelos?

Para começar a entender, é preciso ter consciência que esse período gera muita insegurança nas mulheres. Então, é normal ter certos medos que podem aparecer nos sonhos.

Depois, os temidos hormônios! Mais uma vez eles são os protagonistas. Dessa vez, para explicar os sonhos estranhos na gravidez. Eles podem mudar o padrão do sono ao afetar as emoções e causar mais ansiedade.

Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa do Sono, do Hospital Sagrado Coração em Montreal, Canadá, comprovou o fato. Foram analisadas 273 mulheres logo depois do parto, grávidas e que nunca tiveram filhos. Cerca de 90% diziam lembrar de seus sonhos. Observou-se que as mães tinham mais pesadelos que as outras (gestantes ou aquelas que nunca tiveram filhos). Os sonhos ruins eram mais frequentes entre as que tinham acabado de passar pelo parto.

Nas grávidas, 59% sonhavam com a criança em perigo; 24% se mexiam; e 37% falavam dormindo. Nessa fase, os sonhos estranhos na gravidez podem ser com traições, que não há leite para amamentar o bebê e até que esqueceu o pequeno em algum lugar.

Entre as mulheres no pós-parto: 75% relataram sonhos ansiosos; 73% tiveram pesadelos com a criança em perigo; 57% se mexiam durante o sono; e 27% expressavam emoções enquanto sonhavam.

Percentual de Sonhos Estranhos na Gravidez

Prevalência de mulheres nos grupos de não gestante (barras azuis), gestantes (barras verdes) e pós-parto (barras cinza) que recordaram sonhos, pesadelos, sonhos com o bebê e pesadelos com o bebê durante a entrevista. Adaptado de Nielsen, T. et al. Sleep, 2007.

Influência dos hormônios nos sonhos estranhos na gravidez

A progesterona, por exemplo, foi um dos hormônios apontados pelos especialistas como responsável por aumentar a tendência dos sonhos estranhos na gravidez. Somado aos medos naturais do momento, é natural que ocorram.

Outro fator que influencia é a dificuldade para dormir e o cansaço. Principalmente quando a barriga incomoda pelo peso e tamanho e já não há posição confortável para dormir, além da necessidade de levantar várias fazer xixi ou pelas náuseas. O sono leve favorece o aumento dos sonhos estranhos na gravidez.

Gestante no Terceiro Trimestre com Sonhos Estranhos na Gravidez

O final da gravidez é um período de imagens de sonhos disfóricos acentuadamente aumentados que podem ser um dos principais contribuintes para o sono prejudicado neste momento.

Sonhos vívidos de pesadelos

Sabe-se que durante a gravidez o padrão dos sonhos pode sofrer mudanças. Mulheres grávidas costumam relatar que durante a gestação os sonhos costumam ter o seguinte padrão:

  • A freqüência dos sonhos aumenta em relação ao período pré-gestacional;
  • É mais comum ter pesadelos;
  • Os sonhos são mais intensos, muitas vezes provocados pela ansiedade;
  • Os sonhos são mais vívidos;
  • É comum desenvolver a habilidade de lembrar dos sonhos com maior clareza durante a gestação.

A temática sobre problemas na relação conjugal ou com a saúde e bem estar do bebê são recorrentes. Tudo isso graças as transformações físicas e hormonais sofridas durante a gestação. A preocupação e as inseguranças com essa nova fase que a mulher irá enfrentar são também fatores que podem influenciar essa questão dos sonhos estranhos na gravidez. O corpo passa por mudanças intensas durante a gravidez, e seu estado físico está conectado ao mental e ao emocional.

Além disso, o corpo passa por outras mudanças intensas, como a necessidade frequente de urinar durante a noite e o crescimento do bebê, que pode causar desconforto para dormir. Isso impacta a qualidade do sono e pode prejudicar o sono REM (“Rapid Eye Movement”), momento em que ocorrem os sonhos vívidos. Conforme a gravidez avança, a tendência é que os sonhos estranhos ocorram com maior frequência.

Outra preocupação recorrente é se a gestante pode dormir de barriga para cima! Esta é uma dúvida bastante comum na gravidez e já fizemos um post explicando o motivo por que grávida deve evitar dormir de barriga para cima.

Como lidar com tudo isso?

Mamãe, tenha certeza que sonhar não significa que aquilo vai acontecer. A melhor coisa é manter a calma e compartilhar sobre o assunto com pessoas de sua confiança. Esse papo pode render bons conselhos e manter a tranquilidade.

Durma o necessário. Recomenda-se para a gestante entre 7 e 9 horas de sono por dia. A genética e a qualidade do sono podem afetar esses números, mas esta é uma boa diretriz geral para quanto tempo é necessário fechar os olhos.

Outra dica é tentar mudar de posição para dormir, registrar os sonhos em um diário e sempre que houver dúvidas sobre o desenvolvimento do bebê, buscar ajuda de alguém que realmente entende: o médico. Leia também nosso post sobre como dormir bem durante a gravidez!

Referência

  1. Dream-associated Behaviors Affecting Pregnant and Postpartum Women

O que é o Comprimento Cabeça-Nádegas na Gravidez?

Após um teste de gravidez positivo, a próxima grande emoção é fazer um exame de ultrassom e ver o seu bebê para se certificar que está tudo bem.

Nos primeiros exames de ultrassom o seu médico irá fazer a medida do comprimento cabeça-nádegas do embrião. Essa medida será de extrema importância durante toda a gestação.

É neste primeiro exame de ultrassom que o médico irá calcular a sua idade gestacional, e a partir dela todas as questões relacionadas ao pré-natal serão determinadas.

O que é o comprimento crânio caudal?

O CCN (Comprimento Cabeça Nádegas) nada mais é do que uma medida para estimas a idade gestacional do seu bebê. Ela é feita medindo a distância do topo da cabeça até a nádega do seu bebê, como na figura abaixo.

O que é a medida do CCN Fetal

Como a medida do CCN (Comprimento Cabeça-Nádegas) fetal é feita no ultrassom.

Observe que esta medida não incluí as pernas e pés do bebê, é apenas o comprimento da sua cabeça até a sua nádega.

Esta medida foi padronizada para ser utilizada como método para calcular a idade gestacional desde os primeiros exames onde o bebê aparece (com cerca de 6 semanas) até a 14 semana de gestação.

Para evitar erros na estimativa da idade gestacional as imagens obtidas por ultrassonografia devem seguir alguns critérios técnicos para a medida do CCN.

Sabemos que a medida do CCN é bastante precisa para datar a idade gestacional pois a margem de erro é de apenas 3 a 5 dias. Ou seja, se você não tem certeza das datas do seu período menstrual poderá confiar no ultrassom para dizer de quanto tempo você está grávida.

Qual a importância do comprimento cabeça-nádegas no feto?

1. Determinar a idade gestacional

A idade gestacional é um termo médico comumente utilizado para indicar o tempo de gestação. Ele é contado a partir do primeiro dia da última menstruação conhecida.

Em cerca de 40% das gestações a idade gestacional não bate com a idade calculada pela menstruação ou a paciente não lembra quando foi a sua última menstruação.

Nestes casos o Comprimento Cabeça-Nádegas pode ser utilizado com excelente precisão para determinar a idade gestacional.

2. É utilizado como critério para o diagnóstico de abortamento

Quando o seu bebê tiver 7 mm de comprimento cabeça-nádegas o seu médico deverá obrigatoriamente identificar os batimentos cardíacos, quando realizando o exame de ultrassom transvaginal.

Em embriões com 7 mm ou mais de CCN onde não é visto batimento cardíaco pode-se concluir que houve um óbito embrionário.

Caso o embrião tenha menos de 7 mm de CCN e os batimentos cardíacos não sejam identificados é importante repetir o exame com pelo menos 10 dias de intervalo. Neste tempo o embrião deverá crescer significativamente (cerca de 1 cm por semana) e os batimentos deverão ser identificados.

3. Pode ajudar a identificar problemas na gestação

Em função da precisão do CCN para datar a gestação, quando existe uma diferença entre o CCN esperado e o CCN medido, isto pode indicar algum problema.

Diferenças pequenas entre o comprimento esperado e o medido podem ajudar a predizer aqueles bebês que irão ter baixo peso ao nascer, segundo alguns estudos.

Em casos onde a diferença entre o CCN medido e o esperado é muito grande, deve-se considerar a possibilidade de doenças genéticas que cursam com restrições de crescimento grave, como as triploidias.

Portanto, o comprimento cabeça-nádegas também é utilizado no cálculo de risco quando fazemos o exame da translucência nucal. A sua medida ajuda na determinação de risco para anomalias do bebê.

Entretanto é sempre importante conversar com seu médico sobre qual é a opinião dele sobre um Comprimento Cabeça-Nádegas diferente do esperado. Na maioria das vezes isto será apenas uma pequena diferença na sua idade gestacional. Lembre-se que em quase metade das vezes a idade gestacional verdadeira não bate com a calculada pela última menstruação.

Exemplos de Como o CCN é medido

Figura comparando a medida do CCN em embriões/fetos e no ultrassom.

Quais são os fatores que podem influenciar a medida do CCN?

A medida do comprimento cabeça-nádegas pode ser influenciada por alguns fatores durante o exame. Os principais deles são:

  • Obesidade Materna
  • Posição do Bebê
  • Idade Gestacional

Em mulheres obesas ou com muita gordura abdominal existe dificuldade para o ultrassom atravessar a parede abdominal e produzir imagens ideais. Muitas vezes a paciente poderá achar a imagem ruim ou difícil de compreender. Nestes casos o seu médico poderá tentar utilizar a via transvaginal para visualizar o bebê.

Idealmente o bebê deve estar numa posição de repouso, sem estar hipertextendido ou hiperfletido. Entretanto o posicionamento do bebê dentro do útero da mulher não pode ser alterado com facilidade.

Muitas vezes o médico poderá chacoalhar a barriga da mamãe para tentar fazer o bebê mudar de posição. Outra maneira de tentar fazer com que o bebê se mova é pedir para que a mãe tente tossir. Isto faz com que o abdomen se movimente e eventualmente poderá fazer o bebê se movimentar.

A idade gestacional também poderá influenciar a medida do CCN. Em idades gestacionais mais precoces é mais fácil de obter uma imagem do bebê em posição neutra. Já próximo a 14 semana de gestação o bebê costuma ficar um pouco “apertado” dentro do útero. Isto faz com que ele vire a cabeça para o lado, produzindo uma imagem que falsamente reduz a medida do CCN.

O que pode significar um CCN pequeno?

Em primeiro lugar deve ser considerada a possibilidade de um pequeno erro na idade gestacional. Isto é sempre mais comum do que qualquer problema.

Em casos onde o CCN é significativamente menor do que o esperado para a idade gestacional deve ser considerada a possibilidade de alguma anomalia cromossômica. A síndrome de Edwards, Patau e triploidia são as mais frequentes. A síndrome de Down também pode causar uma diferença na medida do CCN, mas isto não costuma ser muito significativo.

O que pode significar com CCN grande?

Quando encontramos um comprimento cabeça-nádegas maior do que o esperado, a hipótese mais provável é que exista um simples erro de data. Ou seja, a idade calculada utilizando-se a menstruação não bate com a idade gestacional verdadeira. São extremamente raros os problemas ou doenças que podem provocar um aumento no comprimento cabeça-nádegas.

Como é medido o CCN em gestação gemelar?

Em gestações múltiplas a medida do CCN é realizada de maneira independente em cada um dos bebês. A idade gestacional é calculada utilizando-se o CCN do bebê maior.

Data Provável do Parto (DPP): o que é e como calcular

Na primeira consulta do pré-natal, certamente toda gestante vai ouvir o seu médico obstetra falar na famosa DPP, mas o que é isso afinal? DPP é a abreviação que os obstetras usam para Data Provável do Parto ou DPP.

A Data Provável do parto por definição é o dia em que a gestação completa 40 semanas, contadas a partir do primeiro dia da última menstruação. Note que a data provável do parto não é o dia que o seu bebê vai nascer, é apenas um marco temporal das 40 semanas.

 

 
 
 
 
 
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Quando é mais provável que o bebê vai nascer

Apesar de chamarmos de “data provável do parto” isso não significa que o seu bebê vai nascer nesta data. Em uma gestação normal, o parto costuma ocorrer entre 37 e 42 semanas. Ou seja, também é possível que o parto passe um pouco da data provável do parto sem que isso signifique algum problema. Lembre-se que cada bebê tem o seu tempo para nascer.

No gráfico abaixo podemos ver a freqüência de partos que ocorrem conforme a idade gestacional. Note que realmente a maioria acaba ocorrendo por volta da quadragésima semana de gestação.

Frequência de Partos Por Idade Gestacional

Freqüência de partos de acordo com a idade gestacional. Adaptado de Sairam, Obstet Gynecol 2002.

Como você pode notar os partos começam a acontecer com 37 semanas, quando teoricamente o desenvolvimento do bebê está completo (chamamos de gestação à termo). A maioria dos nascimentos ocorre realmente por volta de 40 semanas. E, alguns bebês tem o nascimento um pouco mais cedo, antes do termo.

O nascimento acima de 42 semanas atualmente já é bastante incomum. Com as técnicas de indução do parto e a operação cesariana o problema chamado gestação prolongada já está praticamente erradicado.

Como o médico calcula a DPP

Existem duas maneiras de calcular a data provável do parto. A mais antiga e conhecida é a regra de Nägele. Esta regra foi desenvolvida pelo obstetra alemão Franz Carl Naegele.

Basicamente o que a regra ensina é que para determinar a data provável do parto você precisa saber a data da última menstruação da mulher, aí basta somar 7 no número do dia e subtrair 3 no número do mês. Por exemplo, se a última menstruação foi em 13/08, a DPP será 20/05.

Apesar de muito prática para fazer o cálculo da data provável do parto a regra de Nägele não é perfeita. Para sabermos com exatidão a data provável do parto teríamos que somar 280 dias (40 semanas) na data da última menstruação. E isso seria um trabalho bastante árduo e demorado se não tivéssemos a regra de Nägele e por isso ela é tão usada.

Entretanto, hoje temos a nossa disposição computadores e nossos smartphones. Portanto é muito simples abaixar um aplicativo para calcular a data provável do parto. Os aplicativos e sistemas de computadores irão calcular rapidamente e com precisão quando a gravidez irá completar exatamente 40 semanas.

Você também pode usar para calcular a sua DPP calculadoras online como nossa calculadora de idade gestacional.

A DPP calculada pelo Ultrassom

Em cerca de 40% das vezes a idade gestacional (o tempo de gravidez) não “bate” com a última menstruação da gestante. Por vezes por que a mulher não sabe exatamente quando foi a sua última menstruação. Em outros casos isso pode ocorrer por que a mulher não tem um ciclo menstrual regular.

Nestes casos utilizamos o ultrassom para determinar a idade gestacional e a data provável do parto. A idade gestacional calculada pelo ultrassom é bastante confiável. O método utilizado nestes casos é fazer a medida da cabeça do bebê, do seu abdômen e do fêmur. Com estes parâmetros é possível determinar a idade do bebê com uma margem de erro bem pequena.

Em gestações iniciais ao invés de medir todos estes parâmetros do bebê, o ultrassonografista irá medir apenas o comprimento cabeça-nádegas do bebê. Este é o parâmetro mais confiável para calcular a idade gestacional. A margem de erro é de apenas 3 a 5 dias nestes casos.

Uma vez que a sua idade gestacional foi determinada a data provável do parto será calculada tomando como base a duração de 40 semanas da gestação. E se você chegou nas 40 semanas e não sente nada, leia nosso post no link: “Estou com 40 semanas de gestação e não sinto nada“.

Qual exame de ultrassom é mais preciso, o primeiro ou o último?

Lembre-se que sempre o primeiro exame de ultrassom é mais preciso para determinar a idade gestacional e consequentemente calcular a data provável do parto. Entretanto leve em consideração que isso não passa de uma previsão da época mais provável do bebê nascer.

A cesárea é marcada na Data Provável do Parto?

Geralmente a cesárea é agendada na 39 semana de gestação. Apesar de considerarmos que teoricamente o feto já está “maduro” com 37 semanas é necessário ter uma margem de segurança. Lembre-se que a medicina não é uma ciência exata e quando o assunto é a segurança e saúde da mamãe e do bebê, precisamos saber lidar com estas “imprecisões”.

Calculando a Data Provável do Parto (DPP)

Entendendo o ciclo menstrual

Para muitas mulheres a questão da idade gestacional é um pouco confusa. De fato isso pode ser um pouco complexo num primeiro momento mas na verdade é bem simples. O fato é que os obstetras contam a idade gestacional a partir do primeiro dia da sua última menstruação. Sim, quando a menstruação inicia é o dia 1.

Entendendo a sua idade gestacional

Certamente você deve estar se perguntando como pode estar grávida se está menstruada. Sim, sabemos que a ovulação irá acontecer apenas cerca de 2 semanas após a menstruação, e a concepção apenas ocorre após a ovulação. Mas havia necessidade de determinar um marco temporal para contar o início da gravidez. A menstruação foi escolhida pois é um evento único no mês (para a maioria das mulheres).

Afinal de contas, quando eu engravidei?

Para saber o dia mais provável da concepção do seu bebê é preciso entender em detalhes o seu ciclo menstrual, o período fértil e saber com precisão quando aconteceu a sua última menstruação. Nesse sentido, se você quer saber quando engravidou, recomendamos que use a nossa calculadora da concepção.

A idade fetal é igual a idade gestacional?

Não. Conta-se a idade fetal a partir da concepção. Por outro lado conta-se a idade gestacional da menstruação. Ou seja, a idade gestacional utilizada em obstetrícia é sempre 2 semanas a mais do que a idade que o feto realmente tem.

Gostou das informações disponíveis aqui? Lembre-se de sempre consultar a opinião do seu obstetra se tiver dúvidas.

Com quantos dias depois da menstruação posso engravidar?

Para casais que tentam conceber, uma das perguntas mais comuns é “com quantos dias depois da menstruação posso engravidar?” Esta pergunta pode ser difícil de responder, uma vez que o corpo de cada mulher é diferente. No entanto, existem algumas orientações gerais que podem ser seguidas de modo a aumentar as suas chances de engravidar. Se você tem ciclos menstruais regulares, pode usar nossa calculadora de período fértil para descobrir sua melhor época para engravidar.

A maioria das mulheres tem um ciclo menstrual de aproximadamente 28 dias. Nestes casos a ovulação ocorre aproximadamente no meio do ciclo, ou seja, no 14 dia do ciclo.

Como saber o período fértil

O período fértil é a janela de oportunidade que a mulher tem de engravidar durante um ciclo menstrual. Ele vai de 5 dias antes da ovulação até um dia depois da ovulação.

Portanto, para mulheres com ciclos de 28 dias seria possível engravidar cerca de 9 a 10 dias após o início da menstruação. Como se espera que a ovulação ocorra no 14 dia do ciclo, o período fértil será até o 15 dia do ciclo.

Probabilidade de Gravidez de acordo com a fase de ciclo menstrual

Figura ilustrando a chance de engravidar de acordo com a data da ovulação (dia zero).

Qual o melhor dia para engravidar depois da menstruação?

O momento de maior fertilidade vai do dia que antecede a ovulação até a ovulação, dia em que é liberado o óvulo. Dessa forma a maior probabilidade de engravidar ocorre por volta de 13 a 14 dias após o início da menstruação.

Esta janela de oportunidade ocorre pois o espermatozóide tem a capacidade de sobreviver no organismo da mulher por 5 dias. Portanto uma relação que ocorreu cerca de 5 dias antes da ovulação ainda poderá resultar em gravidez.

Por um outro lado o óvulo sobrevive cerca de apenas um dia após a ovulação. Ou seja, se ele não for fecundado no dia da ovulação ou no máximo 24 horas após ela ter acontecido ele perde a sua capacidade de gerar uma gravidez.

É importante ressaltar que o exemplo acima funciona no caso da mulher que tem o ciclo regular de 28 dias. Entretanto não é incomum que mulheres tem ciclos com duração um pouco diferente ou mesmo ciclos irregulares. Nestes casos o cálculo pode ser um pouco diferente.

Além de poder determinar o seu período fértil pela época do ciclo menstrual, existem também alterações no seu corpo que poderão ajudar a identificar se você está ovulando ou não. É possível por exemplo controlar a temperatura basal ou verificar as características do muco cervical para ajudar o casal a identificar o período fértil.

Existem inclusive técnicas, como o método de Billings, para ensinar as mulheres a identificar o seu período fértil. Este método pode ser utilizado tanto para engravidar como para evitar a gravidez de forma natural.

Como contar os dias do ciclo menstrual

Por padrão o ciclo menstrual é contado a partir do primeiro dia da menstruação. Ou seja, se você menstruou no dia 05/08 esse será o primeiro dia daquele ciclo.

Você não deve contar os dias do ciclo menstrual a partir do dia que a menstruação acaba. Se fizer desta forma não estará contando da maneira adequada.

É possível engravidar logo após o fim da menstruação?

Em um ciclo menstrual, para que a gravidez seja possível, o endométrio é preparado para receber o óvulo fecundado. Quando isso não ocorre, o endométrio descama. A menstruação é a descamação do endométrio.

Portanto, logo após a menstruação não há chance de engravidar pois o endométrio não estará receptivo para óvulo fecundado. Para conhecer mais detalhes sobre o seu ciclo menstrual não deixe de ler nosso post sobre as 5 coisas para observar no seu ciclo menstrual.

Posso engravidar antes da menstruação?

Nos dias que antecedem a menstruação o óvulo já perdeu a sua capacidade de ser fecundado e as chances de engravidar são mínimas. Portanto os casais que tiverem relações sexuais nos dias que antecedem a menstruação tem baixa possibilidade de engravidar. Se você deseja engravidar e o período fértil já passou o método mais adequado é calcular quando será a próxima menstruação e aguardar o próximo período fértil.

E durante a menstruação é possível engravidar?

Também não é possível engravidar durante a menstruação. Isso por que o endométrio está descamando e a liberação do óvulo já ocorreu a muito tempo. Portanto o risco de gravidez nesta fase do ciclo é mínima. Como regra geral, não é possível engravidar fora do período fértil.

Existe uma idade certa para congelar os óvulos?

São muitos os perfis de mulheres que possuem dúvidas ou problemas que as impedem de engravidar mais jovens. 

Daí surge a incerteza sobre a idade certa para congelar os óvulos. Porque em muitos casos, como pacientes oncológicas, mulheres em dúvida sobre filhos, entre outros, é importante usar o tempo ao seu favor.

As mulheres já nascem com uma reserva ovariana

Diferente do que acontece na dinâmica masculina de reprodução, as mulheres já nascem com uma reserva pronta de óvulos a serem amadurecidos e liberados. Isso quer dizer que, após a primeira menstruação, a cada mês essa reserva vai reduzindo até o momento da menopausa.

Fertilidade e Idade da Mulher

Reserva Ovariana e perda de óvulos ao longo da vida da mulher.

Os especialistas em reprodução humana entendem que antes mesmo da menopausa a fertilidade da mulher pode estar chegando ao fim. Cerca de 10 anos antes da menopausa acontecer, a fertilidade já começa seu declínio.

Por isso a importância de realizar o congelamento de óvulos em uma época onde a quantidade de óvulos é boa e também a qualidade deles é adequada. Dessa forma o congelamento de óvulos é mais recomendado antes dos 35 anos de idade.

A quantidade de óvulos também é varia de mulher para mulher. Algumas podem chegar em determinada idade com muitos óvulos e outras com a mesma idade podem ter poucos óvulos. Esse contexto impacta de maneira significativa na fertilidade feminina, não apenas por quantidade, como também qualidade desses óvulos.

Chance de Gravidez e Aborto

Chance de gravidez e risco de aborto, conforme a idade da mulher. Note que quanto maior a idade menor é a chance de gravidez e maior o risco de aborto.

Conforme pode ser observado no gráfico acima, quanto maior a idade da mulher, menor a chance de gravidez e maior o risco de aborto. Isto ocorre por que com o passar do tempo a qualidade dos óvulos é pior. Portanto, mesmo mantendo relações no período fértil a chance de gravidez é consideravelmente menor com o aumento da idade da mulher.

Existem duas teorias para tentar explicar essa redução na qualidade dos óvulos. A primeira é que como a mulher já nasce com todos os óvulos, ao longo da vida eles são expostos a radiação e substâncias teratogênicas. Portanto os óvulos que serão ovulados no fim da vida reprodutiva sofreram maior exposição a teratógenos.

Outra teoria é que os óvulos de melhor qualidade possivelmente respondem melhor ao estímulo, e portanto são liberados no início da vida reprodutiva. Nos últimos anos infelizmente acabam restando os de pior qualidade.

Por estes motivos você deve escolher o momento certo para o congelamento de óvulos. A demora em procurar um especialista em reprodução humana poderá comprometer a chance de sucesso em um tratamento de fertilização in vitro.

A idade certa para congelar os óvulos

A menopausa habitualmente ocorre entre 45 e 55 anos. Entretanto, d maneira geral, a fertilidade já começa a declinar 10 anos antes. É uma idéia equivocada pensar que a fertilidade acaba apenas na menopausa. Na verdade algumas mulheres já não conseguem mais engravidar ainda mesmo quando estão menstruando.

Conforme os anos se passam, reduzem as chances da concepção, principalmente se a vida foi na sua maior parte cheia de hábitos ruins. Fumar, usar drogas ou bebidas alcoólicas por exemplo são fatores que podem reduzir a fertilidade da mulher.

Então, a idade recomendada para congelamento é de até 35 anos. Quanto mais tarde, menor a chance de obter sucesso na captação de um óvulo para congelamento e menor a chance de gravidez futura utilizando este óvulo.

Quando o congelamento de óvulos está indicado?

Hoje, em função do fácil acesso a métodos anticoncepcionais, e como os casais tendem a adiar a primeira gestação, muitas mulheres acabam por engravidar após os 30 anos. O grande problema do ponto de vista reprodutivo é que a fertilidade nesta fase já pode estar em declínio. Portanto, o principal motivo que leva a paciente a congelar óvulos é o seu desejo em postergar a gravidez para uma idade mais avançada.

Além disso, outros motivos para o congelamento de óvulos são:

  • Histórico familiar de menopausa precoce;
  • Falência ovariana precoce;
  • A necessidade de tratamento para câncer;
  • Congelamento de óvulos que sobraram de uma coleta de um ciclo de fertilização in vitro.

Independente do motivo que leva a paciente a optar pelo congelamento de óvulos recomendamos sempre a procura de uma equipe especializada para orientação e para que se obtenha o melhor resultado possível.

Quanto mais tarde, menor quantidade e qualidade alertam os especialistas em reprodução humana

Os óvulos ficam na reserva, nos ovários, até que o momento certo do ciclo menstrual aconteça, em que hormônios e outras substâncias são produzidas para amadurecer o próximo óvulo a ser liberado. Quando um óvulo é liberado, chamamos de ovulação. Com o tempo, não é apenas a reserva que vai reduzindo.

A qualidade desses óvulos também diminui, possivelmente por dois motivos, como citamos anteriormente. Os óvulos de melhor qualidade respondem melhor ao estímulo hormonal e por isso acabam sendo ovulados primeiro. Em segundo lugar os óvulos que são liberados no fim da vida reprodutiva tiveram maior tempo de exposição a teratógenos.

O resultado disso é que os óvulos nos últimos anos de fertilidade têm uma qualidade inferior àqueles produzidos e liberados quando as mulheres estão mais jovens.

O momento de fazer a coleta

Você pode ter observado uma imensidão de mulheres ao seu redor após os 35 anos que engravidaram naturalmente, inclusive sem planejamento. Isso pode acontecer, é muito comum, mas não quer dizer que todas as mulheres podem esperar esse tempo.

Como dissemos antes, quantidade e qualidade dos óvulos diminuem. Então, não se engane sobre a idade dos 35 anos, é uma alternativa para realizar uma coleta com óvulos enquanto eles podem apresentar uma qualidade maior e mais chances de gerar embriões saudáveis. 

Como é o procedimento de congelamento de óvulos

A coleta de óvulos é realizada após a estimulação ovariana por meio de medicamentos. É o que chamamos de ciclo artificial. Após o início da menstruação há uma análise do útero e administração de hormônios para estimular o ovário a produzir óvulos maduros. Todos este processo é acompanhado com um exame de ultrassonografia chamado de controle de ovulação.

Quando os óvulos estiverem maduros o especialista em reprodução humana irá fazer a coleta do maiso número possível de óvulos. Esta coleta é realizada pela via transvaginal. O médico irá realizar uma ultrassonografia transvaginal e utilizando uma pequena agulha irá puncionar o folículo ovariano para aspirar o óvulo.

Coleta de óvulos para congelamento

Procedimento de coleta de óvulos sendo realizado por meio da ultrassonografia transvaginal.

A coleta é um pouco desconfortável e eventualmente a mulher poderá ter um pouco de dor abdominal após o procedimento. Entretanto este processo habitualmente não traz riscos para a mulher.

O número de óvulos que serão congelados depende da resposta ovariana. Em mulheres que tiveram uma boa resposta o número de óvulos captados será maior do que em mulheres que tem uma resposta ruim.

Os óvulos captados são colocados em nitrogênio líquido a 196ºc negativos para o congelamento onde podem ser armazenados por cerca de 10 anos. Esta técnica é chamada de vitrificação dos óvulos.

Quanto tempo os óvulos podem ficar congelados antes da fertilização in vitro

Em tese não há limite de tempo para o armazenamento dos óvulos congelados em nitrogênio líquido. Entretanto recomenda-se que o óvulo seja utilizado em no máximo 10 anos após o seu congelamento. O congelamento de óvulos já existe a cerca de 30 anos, e tornou-se uma técnica mais popular de reprodução assistida nos últimos 15 anos.

A técnica de vitrificação dos óvulos permitiu que as perdas destes óvulos durante o processo de congelamento e descongelamento fique em torno de 5%. Isto também ajudou a popularizar o método para a paciente com baixa reserva ovariana que deseja guardar seus óvulos para realizar uma fertilização in vitro (FIV) em outro momento da sua vida, com óvulos congelados.

Qual a chance de engravidar a partir de óvulos congelados

A chance de obter sucesso com uma gestação a partir de óvulos congelados é em torno de 5 a 6%. Ou seja, a chance é baixa. Não basta ter um óvulo guardado para garantir uma gestação. Numa conta simples, seria necessário cerca de 10 óvulos guardados para se ter uma chance de cerca de 50% de gestação.

Apesar da chance de gestação aumentar com o número de óvulos congelados, obviamente este número jamais cegará a 100%. Portanto, a maneira mais segura de engravidar é naturalmente, preferencialmente antes dos 34 anos.

Quanto custa o congelamento de óvulos

O congelamento de óvulos tem um valor razoavelmente alto. Isso decorre da necessidade do uso de medicações para a estimulação ovariana, do processo de coleta dos óvulos e seu congelamento. Todo esse procedimento inicial tem um custo aproximado de 20 mil reais.

Depois há necessidade do armazenamento e guarda destes óvulos por uma empresa habilitada. O custo é cobrado na forma de anuidade e é de aproximadamente mil reais.

Existe a possibilidade de realizar o procedimento pelo SUS ou gratuitamente?

Em função do alto custo dos tratamentos de preservação de fertilidade, como o congelamento de óvulos, eles habitualmente não são disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) de uma maneira ampla.

Em São Paulo, o Hospital Pérola Byington, centro de referência da saúde da mulher, possui serviço de referência em reprodução assistida e dispõe do serviço de congelamento de óvulos. Para participar do programa é necessário que a paciente seja encaminhada pela unidade básica de saúde.

Além disso, algumas clínicas de reprodução humana também dispõem de programas onde, através da doação de óvulos uma mulher pode conseguir subsidiar o seu tratamento de preservação de fertilidade.

Agora você sabe a idade certa para congelar óvulos, sendo importante avaliar diversas questões sobre o assunto. Quanto mais você aprende, melhor será na hora de tomar decisões como essas.

O que é o Método de Billings e como utilizá-lo

O método de ovulação Billings é uma maneira de as mulheres identificarem o seu período fértil por meio das características do seu muco cervical. Este método foi desenvolvido por casal de médicos austalianos: Dr. John Billingse Dra. Evelyn Billings.

O Dr. John começou a trabalhar no método na década de 50 e sua esposa se juntou a ele na década de 60. O casal fundou a Organização Mundial do Método de Ovulação Billings Billings (WOOMB) como o órgão responsável por ensinar o método em todo o mundo. O Método de Billings foi aprovado pela Igreja Católica e é utilizado pela Organização Mundial da Saúde.

Eficácia do Método de Billings

O método Billings é cerca de 90% eficaz quando usado de forma correta e consistente. No entanto, como todos os métodos naturais de planejamento familiar, o método de ovulação Billings só é eficaz quanto você reconhece os sinais de fertilidade do seu corpo. Se você tiver alguma dúvida sobre sua capacidade de usar o método corretamente, é uma boa ideia conversar com seu médico sobre outro método anticoncepcional.

O que preciso observar para usar este método

Para usar o método de ovulação Billings é necessário que você:

  • Registre sua secreção cervicais por vários ciclos. Começando no dia seguinte ao término da menstruação, observe e registre a secreção cervical em um gráfico diário – seja em papel ou com um aplicativo para controlar sinais de fertilidade.
  • Para evitar confundir secreções cervicais com sêmen ou lubrificação vaginal normal, evite sexo ou use um método contraceptivo de barreira durante o primeiro ciclo. Evite também a ducha, que pode lavar as secreções cervicais e dificultar a percepção de alterações.
  • Verifique suas secreções cervicais antes e depois de urinar. Limpe – da frente para trás – com papel higiênico. Registre a cor (amarelo, branco, claro ou turvo), consistência (grosso, pegajoso ou elástico) e sensação (seco, molhado ou escorregadio) de suas secreções. Observe também sensações de secura, umidade ou umidade em sua vulva.
  • Planeje o sexo com cuidado durante os dias férteis. Você é mais fértil quando suas secreções cervicais são abundantes, claras, elásticas, úmidas e escorregadias – como uma clara de ovo. Se você está tentando engravidar, esta é a hora de ter relações. A ovulação provavelmente ocorre durante ou um dia após o último dia desse tipo de secreção cervical.
Tabela do Método de Billings

Exemplo de tabela do método de Billings.

Como o muco cervical muda durante o ciclo menstrual e no período fértil

O muco cervical é bastante seco e pegajoso durante a maior parte do ciclo menstrual da mulher. O método de Billings chama esse período de Padrão Infértil Básico (PIB). À medida que a ovulação se aproxima, o PIB termina e o colo do útero produz o que é conhecido como muco cervical fértil.

Sob a influência da produção de estrogênio neste momento, o muco cervical torna-se mais abundante, escorregadio e elástico. A ovulação normalmente ocorre no último dia em que o muco cervical tem essas características, que o método Billings chama de dia de pico. Após a ovulação, a progesterona faz com que o muco cervical se torne mais espesso, pegajoso e opaco.

Aspectos do muco cervical ao longo do período menstrual

Aspectos do muco cervical durante o ciclo menstrual.

É importante comentar que interpretar e mapear as secreções cervicais pode ser bastante desafiador. A maioria das mulheres precisa de mais de uma sessão de instrução para reconhecer o padrão de secreções em um ciclo menstrual típico.

Como funciona o Método Billings

O colo do útero produz muco cervical durante todo o ciclo menstrual, com quantidade e consistência do muco mudando em um padrão previsível ao longo do ciclo. Quando você observa as características e quantidade do muco você pode ajudar a identificar o momento em que está mais ou menos fértil.

Apesar do muco ser produzido no colo do útero, ele geralmente pode ser percebido na vulva (parte mais externa da vagina). O método Billings necessita que as mulheres observem as sensações secas ou molhadas de sua vulva ao longo do mês, registrando o que sentiram a cada dia, observando também qualquer corrimento na roupa íntima.

Como o uso desse método de planejamento familiar requer muita atenção as secreções corporais, existem quatro regras que orientam o processo para ajudar a garantir a eficácia ao longo do tempo – três regras para os primeiros dias de um ciclo e uma para o pico de fertilidade (dia da ovulação).

  • Evite sexo em dias de sangramento menstrual intenso. O sangramento mascara o muco cervical que determinaria se você é ou não fértil.
  • Faça sexo em dias alternados durante o seu PIB. Como o fluido seminal liberado durante o sexo pode mascarar as alterações do muco cervical, esperar um dia entre a atividade sexual permitirá que essas alterações sejam vistas mais facilmente.
  • Quando uma mudança no muco durante o seu PIB for observada, espere um dia antes de fazer sexo. As alterações indicam uma possível fertilidade, mas esperar um dia pode ajudar a determinar se você atingiu ou não seu dia de pico.
  • Uma vez que você atinge seu dia de pico e está ovulando, você está mais fértil. Sexo para aquele dia e os próximos três têm a melhor chance de conseguir a gravidez. Se estiver tentando evitar a gravidez, espere quatro dias após o dia de pico para fazer sexo.

Quem pode usar o método de ovulação Billings

Este é um método barato de anticoncepção. Entretanto a sua eficácia está diretamente ligada a capacidade da mulher de identificar a sua secreção vaginal. Para pessoas com dificuldade de identificar estas características do muco cervical é importante considerar a utilização de outros métodos contraceptivos.

Outras questões que merecem ser comentadas é que mulheres utilizando anticoncepcionais hormonais não irão observar as alterações do muco cervical. Os hormônios estrogênio e progesterona estão presentes no anticoncepcionais hormonais e durante o seu uso o muco cervical não sofre as alterações que ocorrem num ciclo natural.

Além disso o método de Billings não fornece proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

Saiba como evitar varizes durante a gestação

A gravidez é um período em que o corpo da futura mãe passa por várias mudanças, entre elas está o aparecimento das indesejadas varizes nas pernas. Espera-se que cerca de 70% das gestantes apresentem varizes.

Durante a gestação, é preciso que uma maior quantidade de sangue circule pelo organismo. Além disso, o útero gravídico comprime os vasos que trazem o sangue dos membros inferiores para o coração. Com isso, as veias se dilatam para suportar a demanda extra exigida. Assim, ocorre um aumento patológico do diâmetro dos vasos venosos.

A maior produção de hormônios como o estrogênio e a progesterona e o aumento do índice de massa corporal também contribuem na formação de varizes na gravidez.

As varizes causam dor e, muitas vezes, podem até comprometer o movimento de marcha, ademais, prejudicam a beleza das pernas e a vaidade feminina.

Está grávida e quer saber como evitar as varizes? Então, chegou ao lugar certo. Este artigo traz detalhes sobre métodos para prevenir as varizes na gestação. Anote as dicas e tenha uma gestação muito mais saudável.

O que são varizes na gestação

As varizes são veias dilatadas que surgem nas pernas e podem causar dores, incômodos, inchaços e complicações mais sérias como uma trombose, hemorragia e úlcera. Nos últimos três meses da gestação existe uma tendência natural ao aparecimento de varizes nos membros inferiores. Podem ser desde pequenos vasinhos dilatados até grandes veias varicosas.

A presença de varizes na gravidez é bastante comum em função de todas as alterações na circulação sanguínea. Durante a gestação espera-se um aumento do volume circulatório, o crescimento do útero também irá provocar a compressão da veia cava.

Compressão da Veia Causa Varizes na Gravidez

O útero comprime a veia cava, dificultando o retorno venoso para o coração. Esse é um fato importante do aparecimento de varizes na gravidez.

Além das varizes que aparecem nos membros inferiores, em algumas mulheres podem ocorrer dilatação de veias na vulva (parte externa da genitálias). Também não é incomum o aparecimento de hemorróida no terceiro trimestre da gestação. A hemorróida também pode ser considerada um tipo de variz pois são veias inchadas, inflamadas e doloridas localizadas na parte inferior do reto ou do ânus.

Prática de atividades físicas

Isso mesmo. As gestantes podem colocar o corpo em movimento numa atividade física, o que gera melhora na circulação do sangue e alívio de dores e inchaço. Portanto, ficar o tempo todo parada não é interessante na gravidez.

Os exercícios mais recomendados na prevenção às varizes são aqueles em que são feitos movimentos constantes sem, no entanto, realizar muita força com as pernas. A caminhada é uma excelente atividade física para gestantes.

Outras alternativas são corridas, bicicleta, natação, hidroginástica e danças. A musculação não está banida da rotina das grávidas, contudo, devem ser feitos exercícios com pouca carga e um número bem mais elevado de repetições.

Meias de compressão

Essas meias fazem uma pressão nas pernas e facilitam a circulação do sangue pelo organismo. Há diversos modelos atualmente, por isso, é importante que a escolha tenha orientação médica para que os resultados sejam os desejados.

Você sabe como as meias de compressão funcionam? Quando elas pressionam as pernas, o sangue é bombeado dos pés de volta ao coração, assim, atuam como uma bomba artificial que faz o sangue ir e vir pelo corpo.

Meias de Compressão Combatem as Varizes na Gravidez

As meias de compressão elástica são um aliado importante no combate às varizes na gravidez.

Esse produto é indicado para vários quadros, porém, é especialmente favorável para gestantes, que por conta das modificações corporais do período, estão muito mais propensas a inchaço, dores e aparecimento de varizes nas pernas.

O momento de iniciar o uso de meias de compressão varia de mulher para mulher. Em geral elas são recomendadas quando os sintomas de inchaço das pernas e aparecimento de varizes começa na gestação. Isso habitualmente ocorre no segundo trimestre.

Levantar as pernas durante o repouso

Essa é uma estratégia simples e eficiente na prevenção a dilatação negativa das veias. Com a colocação das pernas para cima, o corpo é obrigado a enviar o sangue de volta para o coração e, assim, a circulação do sangue é facilitada.

A ação retira a alta concentração de sangue das veias dos membros inferiores, com isso, diminui o fluxo de sangue nas veias dessa região e impede a expansão excessiva dos vasos venosos, o que evita a formação das varizes.

Basta erguer um pouco os pés, cerca de 30 centímetros, para reduzir a concentração de líquido nas pernas. Caso esse desconforto ocorra quando não puder realizar esse procedimento, ficar em pé e caminhar já ajuda no inchaço.

Perigo das Varizes na Gestação

Em geral as varizes que aparecem durante a gestação não costumam causar grandes complicações. Sim, elas podem provocar um incômodo pelo aspecto mas habitualmente não irão trazer um problema para a gestante ou para o bebê.

Eventualmente elas podem provocar alguns problemas de menor complexidade como flebite (infecção), varicorragia (sangramento) ou úlceras (feridas). Em casos extremos poderão causar a formação de trombos (coágulos).

A formação de trombos é uma situação mais complexa que poderá comprometer a saúde da mamãe e do bebê. Especialmente se estes trombos se deslocarem e formarem o que é chamado de êmbolo. O êmbolo é um trombo que se desloca da veia, e geralmente ele se aloja nos vasos dos pulmões, condição chamada de embolia pulmonar.

Quem tem varizes pode ter parto normal?

Sim. Não há contra-indicação de parto normal para quem tem varizes. Seu médico poderá orientar o uso de meias de compressão para evitar que elas piorem. As meias compressivas pode ser utilizadas inclusive durante o trabalho de parto e logo após o parto.

É possível tratar as varizes durante a gestação?

O tratamento das varizes geralmente consiste em cirurgias para remoção da veia varicosa ou aplicação de espuma nos vasos afetados. Durante a gestação e a lactação estes tratamentos estão contra-indicados.

Entretanto logo após o fim do período de amamentação, se a mamãe desejar poderá consultar um cirurgião vascular para tratar as varizes.

Direitos da Gestante e Puérpera

Direito ao acopanhamento de pré-natal pelo Sistema Único de Saúde

Um dos primeiros direitos é o acesso ao atendimento pré-natal garantido pela Lei 9.263/96, que trata do planejamento familiar prevendo que a mulher deve ter acesso à atenção integral à saúde, atendimento pré-natal e a assistência ao parto, ao puerpério e ao neonato através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Direito a acompanhante de escolha da gestante no pré-parto, parto e pós-parto

A mulher grávida pode ser acompanhada por seu marido, parceiro ou outra pessoa de sua escolha. Podendo ser o pai do bebê, o parceiro atual, a mãe, um(a) amigo(a) ou outra pessoa de sua escolha. Este direito é garantido pela Lei do Acompanhante (Lei Federal nº 11.108/2005). Se ela preferir pode decidir não ter acompanhante.

Os prestadores de serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), da rede própria ou conveniada, são obrigados a permitir que o(a) acompanhante escolhido(a) da gestante esteja presente durante o trabalho de parto, parto e no puerpério.

Direito a atestado médico nos dias de realização de acompanhamento pré-natal (consultas e exames)

A gestante tem direito a dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de no mínimo seis consultas médicas de pré-natal e exames complementares.

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), Art. 392. § 4o É garantido à empregada, durante a gravidez, sem prejuízo do salário e demais direitos: […]

II – dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas médicas e demais exames complementares.

Direitos da Gestante Empregada

A CLT garante alguns direitos para a gestante e puérpera.

Licença Maternidade

A Licença Maternidade é o direito de afastamento do trabalho para cuidar do recém nascido. A licença maternidade mínima é de 120 dias, e pode ser gozada antes (a partir de 36 semanas) ou depois do parto. A lei também prevê a possibilidade de estender este período por mais 30 dias, de forma voluntária, com o consentimento do empregador.

O início do período de afastamento deve ser comunicado ao empregador, mediante atestado médico. O pai também tem direito a tirar cinco dias consecutivos de folga do trabalho.

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), Art. 392. A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário.

§ 1o A empregada deve, mediante atestado médico, notificar o seu empregador da data do início do afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 28º (vigésimo oitavo) dia antes do parto e ocorrência deste.

Ampliação da Licença Maternidade para 6 meses

Caso a gestante seja empregada de empresa pertencente ao Programa Empresa Cidadã, poderá ter a duração da licença-maternidade prorrogada por mais 60 dias, conforme a lei 11.770/2008:

Art. 1o É instituído o Programa Empresa Cidadã, destinado a prorrogar:

I – por 60 (sessenta) dias a duração da licença-maternidade prevista no inciso XVIII do caput do art. 7º da Constituição Federal;     

II – por 15 (quinze) dias a duração da licença-paternidade, nos termos desta Lei, além dos 5 (cinco) dias estabelecidos no § 1o do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

Direito a pausa para amamentar no retorno ao trabalho até o 6º mês de vida da criança

Para que possa manter a amamentação por mais tempo, a trabalhadora tem direito a dois descansos especiais, de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho até o bebê completar 6 meses de vida. O horário das pausas deverá ser definido em comum acordo entre a mulher e o empregador.

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), Art. 396. Para amamentar seu filho, inclusive se advindo de adoção, até que este complete 6 (seis) meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos especiais de meia hora cada um.

Estabilidade no emprego após retorno ao trabalho

A Constituição Federal garante à empregada gestante estabilidade provisória no emprego desde a descoberta da gravidez até cinco meses após o parto. Entretanto, caso cometa uma falta grave pode ser dispensada por justa causa. As faltas graves são: improbidade, incontinência de conduta, mau procedimento, negociação habitual, condenação criminal, desídia, violação de segredo da empresa, entre outros.

Em caso de contrato temporário de trabalho a gestante não faz jus a estabilidade. O contrato de trabalho temporário, como modalidade de contrato com prazo determinado e em razão da sua natureza de transitoriedade, é incompatível com o instituto da estabilidade provisória.

Direitos das mães adotantes

A mãe adotante tem direito a licença-maternidade de 120 dias, a contar da data da assinatura do termo judicial de guarda. Caso esteja amamentando a criança adotada menor de 6 meses, também tem direito a dois descansos de meia hora quando retornar ao emprego.

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), Art. 392-A. À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos do art. 392, observado o disposto no seu § 5o.

§ 1o No caso de adoção ou guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade, o período de licença será de 120 (cento e vinte) dias.

§ 2o No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 1 (um) ano até 4 (quatro) anos de idade, o período de licença será de 60 (sessenta) dias.

§ 3o No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 4 (quatro) anos até 8 (oito) anos de idade, o período de licença será de 30 (trinta) dias.

§ 4o A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do termo judicial de guarda à adotante ou guardiã.

§ 5o A adoção ou guarda judicial conjunta ensejará a concessão de licença-maternidade a apenas um dos adotantes ou guardiães empregado ou empregada. 

Entrega Voluntária de Bebê para Adoção

A gestante ou mãe pode manifestar o interesse de entregar seu filho para adoção antes ou logo depois do nascimento, em postos de saúde, hospitais, conselhos tutelares ou qualquer órgão da rede de proteção à infância.