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Tudo o que você precisa saber sobre a exterogestação

Apesar de pouco conhecida, a teoria da exterogestação defende que os primeiros meses de vida do bebê são, na verdade, o quarto trimestre de gravidez. Seria como se o recém-nascido continuasse sendo gestado fora do útero.

Apesar de parecer uma teoria maluca, esse conceito tem respaldo científico e foi criado pelo antropólogo Ashley Montagu, após observar o desenvolvimento fetal em diversas espécies de animais.

Mas, antes de abordar melhor a teoria de Montagu, vamos explicar melhor o conceito do termo. Chamamos de termo quando o bebê nasce entre 37 e 42 semanas de gestação. Do ponto de vista médico neste período o bebê está “maduro” para nascer. Se quiser entender um pouco mais sobre como são contadas as semanas de gestação sobre como se calcula a idade gestacional.

Início da Exterogestação

Os primeiros momentos após o parto – o início da exterogestação.

Exterogestação

O prefixo “extero” significa “fora” ou “externo”. Neste sentido, o termo exterogestação é utilizado para descrever o período gestacional realizado fora do útero, ou seja, após o parto.

Nessa fase, os pais devem tentar recriar o ambiente uterino fora do corpo da mulher para aumentar o conforto da criança e tornar possível que o desenvolvimento do bebê continue ocorrendo de forma apropriada.

Mas, de onde surgiu a teoria da exterogestação?

Conforme explicado, o termo foi inventado pelo antropólogo Ashley Montagu, no século passado, ao observar várias espécies e perceber que os humanos estão entre aquelas cujos filhos desenvolvem menos ao nascer.

Para ele, o motivo de termos bebês tão imaturos (do ponto de vista biológico) está no desenvolvimento de nossa espécie.

Comparados a outros filhotes de mamíferos, os bebês humanos são muito mais dependentes dos cuidados materno e paterno para a sobrevivência. O desenvolvimento é lento até conquistarem a capacidade de se locomoverem e se alimentarem sozinhos ou, pelo menos, conseguirem manter um padrão de sono e alimentação mais semelhante ao de um adulto.

Por isso, baseado nessas observações, o Montagu defende que os primeiros meses de vida após o parto poderiam ser considerados parte da gestação e são essenciais para que o bebê continue o desenvolvimento e se adapte completamente à vida extrauterina.

Como o bebê fica na exterogestação?

Dentro do útero, o bebê tem contato integral com a mãe e um contínuo suprimento de alimento, não sente sede ou fome, se mantém aquecido, limpo e consegue dormir sem luzes ou barulhos altos provocando sustos frequentes.

Já fora do útero, acaba toda a sensação de segurança. Ele sente frio e fome, precisa tomar banho e trocar as fraldas sujas para se manter limpo e acaba passando algumas horas sem a presença reconfortante da mãe.

Sem contar que, agora, o bebê precisa chorar para chamar a atenção dos adultos e comunicar suas necessidades, que garantem a sua sobrevivência ao mesmo tempo que geram barulhos e estímulos (muitas vezes) desconfortáveis para ele.

Em suma, a transição da vida uterina para a vida no mundo exterior é um momento de estresse e insegurança para a criança.

Papel do Pai na Exterogestação

O pai também participa na exterogestação, oferecendo conforto e proteção para o bebê.

Quais as vantagens da exterogestação?

Tornar a transição do útero para o ambiente externo algo mais tranquilo, tanto para o recém-nascido quanto para a mãe, é a grande vantagem da exterogestação. Pois, desse modo, reduz o estresse da fase de recém-nascido e o ajuda a aliviar as terríveis cólicas.

Isso porque, dentro da barriga, ele tem contato o tempo todo com a mãe, se mantém aquecido, não sente fome, nem precisa enfrentar luzes e sons altos para dormir tranquilo. Já do lado de fora, tudo isso deixa de existir, o que gera mais insegurança nele.

Outra vantagem é que ela reforça a criação de um laço emocional forte entre o bebê e os pais, que pode ter um impacto positivo em aspectos físicos e psicológicos da criança em médio e longo prazo.

É importante observar que a intenção da exterogestação não é recriar por completo o ambiente uterino (até porque seria impossível), mas simulá-lo, dentro das possibilidades reais, em alguns momentos para que a criança passe por esse período de transição com mais segurança e os pais tenham mais tempo para se adaptar aos cuidados que são demandados.

Quanto tempo dura a exterogestação?

3, 4, 9 ou 18 meses. São algumas das respostas encontradas para essa pergunta que varia de acordo com o que se considera como o final da exterogestação.

Entretanto, o 4º trimestre é o período mais aceito e, apesar do nome, pode durar de 3 a 4 meses após o nascimento, período em que o bebê ainda está se ajustando. Afinal, é grande o contraste entre a vida dentro e fora do útero, o que torna o processo desafiador.

Este período é super importante para o desenvolvimento neurológico dos bebês, além de seus sistemas circulatório, respiratório, endócrino e digestivo.

No livro “Touching: The Human Significance of the Skin” (1986), Ashley Montagu descreveu este momento de mudança:

“O nascimento não constitui mais o início da vida de um indivíduo do que o fim da gestação. O nascimento representa uma série complexa e altamente importante de mudanças funcionais que servem para preparar o recém-nascido para a passagem pela ponte entre a gestação dentro do útero e a gestação continuada fora do útero”.

A tese de Montagu ganhou ainda mais notoriedade graças ao livro “The Happiest Baby on the Block” (2002), do pediatra estadunidense Harvey Karp.

Para Karp, os primeiros meses de vida requer muitos abraços. “Um recém-nascido certamente gostaria de passar mais alguns meses dentro do útero se tivesse esta opção”, afirmou.  Por isso, criar um ambiente que faça-o achar que ainda está no útero é o ponto principal.

O que fazer na exterogestação

Enrolar o bebê e fazer um balanço suave são boas práticas na exterogestação.

O que fazer durante a exterogestação?

Agora, você deve estar se perguntado sobre o que fazer para ajudar o bebê. Por isso, listamos 11 dicas para tornar esse período o mais tranquilo possível.

  1. Iluminação: Como dentro do útero não existe uma fonte de luz, é importante manter os ambientes com luz baixa na maior parte do tempo. Além de não agredir os olhos da criança, isso pode deixá-la mais calma.
  2. Enrole-o: O bebê gosta de ficar enroladinho, por isso use o cueiro tradicional ou swaddle. Dessa forma, ele vai ter mais limites, assim como tinha na vida uterina.
  3. Sono: Embora não haja um padrão ou ritmo determinado, é importante respeitar essa falta de horários e permitir que ele durma sempre que quiser.
  4. Balanço suave: Com o bebê nos braços, você pode simular um balanço suave com o corpo para acalmá-lo.
  5. Shushing: O Shushing ou ruído branco são sons suaves que simulam aqueles que o bebezinho ouvia de dentro do útero. Todos os sons exteriores eram abafados, portanto para fazer o shushing você pode repetir o som “shhh shhh” não tão baixo, mas não tão alto. Existem músicas e vídeos que simulam esses sons, mas a voz da mãe tem um efeito bem maior pois já está familiarizado.
  6. Alimentação: O aleitamento materno simula a conexão do bebê com a mãe por meio do cordão umbilical. Dessa forma, o leite materno através do seio se torna essa fonte após o nascimento até entrar na rotina que permita mamadas mais espaçadas.
  7. Toque: O tato é um dos primeiros sentidos desenvolvidos pelo bebê e deve ser estimulado o máximo possível com beijos, carinhos, abraços, massagens e aconchegos. Por meio desse contato constante, a criança consegue sentir o coração dos pais batendo e se manter aquecida, o que traz segurança e tranquilidade.
  8. Sling: O ideal é transportar o recém-nascido bem coladinho à mãe com o uso do sling. Dessa forma, ele se movimentará junto com ela ao longo do dia e conseguirá ouvir sua voz e seus batimentos cardíacos o tempo todo, como se ainda estivesse dentro do útero.
  9. Banho: Para simular o ambiente uterino durante o banho, é indicado o banho de ofurô ou de balde com água morna (similar à temperatura corporal, entre 36 e 37,5ºC). Naquele espaço apertadinho, cercado de água morna, a criança experimenta as mesmas sensações que tinha quando estava dentro da bolsa amniótica.
  10. Choro: Nas primeiras semanas de vida, o choro é sempre representação de algum incômodo: fome, frio ou calor, fralda suja, dores ou apenas necessidade de afeto e aconchego. Por isso, não é aconselhável deixá-lo chorar por muito tempo. Procure identificar a causa do desconforto e alivie.
  11. Colo, carinho e amor: Dar muito colo e amor ao bebê. O contato é essencial, o cheiro, a temperatura do corpo e sua voz são como mágica e fazem toda diferença para o recém-nascido que por meses esteve unido a mãe.
Colo, carinho e amor na exterogestação

Colo, carinho e amor são fundamentais na exterogestação.

Existe algum sinal que indica o fim da exterogestação?

Na teoria, a exterogestação vai até os 3 meses após o nascimento e, a partir disso, os pais podem começar a transição. No entanto, os bebês costumam demonstrar que já estão preparados para isso ao ter curiosidade por buscar objetos e ao expressarem vontade de mais liberdade.

Como você viu, a exterogestação representa uma fase de muita adaptação. Por isso, é preciso ter muita paciência com o recém-nascido, que chora e está tentando descobrir esse novo mundo. Bem como, é importante cuidar do seu bebê, tendo sempre em mente que ele acabou de sair do útero e tudo aqui fora é novidade, inclusive, não estar mais ligado ao corpo da mãe.

Direitos da Gestante e Puérpera

Direito ao acopanhamento de pré-natal pelo Sistema Único de Saúde

Um dos primeiros direitos é o acesso ao atendimento pré-natal garantido pela Lei 9.263/96, que trata do planejamento familiar prevendo que a mulher deve ter acesso à atenção integral à saúde, atendimento pré-natal e a assistência ao parto, ao puerpério e ao neonato através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Direito a acompanhante de escolha da gestante no pré-parto, parto e pós-parto

A mulher grávida pode ser acompanhada por seu marido, parceiro ou outra pessoa de sua escolha. Podendo ser o pai do bebê, o parceiro atual, a mãe, um(a) amigo(a) ou outra pessoa de sua escolha. Este direito é garantido pela Lei do Acompanhante (Lei Federal nº 11.108/2005). Se ela preferir pode decidir não ter acompanhante.

Os prestadores de serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), da rede própria ou conveniada, são obrigados a permitir que o(a) acompanhante escolhido(a) da gestante esteja presente durante o trabalho de parto, parto e no puerpério.

Direito a atestado médico nos dias de realização de acompanhamento pré-natal (consultas e exames)

A gestante tem direito a dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de no mínimo seis consultas médicas de pré-natal e exames complementares.

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), Art. 392. § 4o É garantido à empregada, durante a gravidez, sem prejuízo do salário e demais direitos: […]

II – dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas médicas e demais exames complementares.

Direitos da Gestante Empregada

A CLT garante alguns direitos para a gestante e puérpera.

Licença Maternidade

A Licença Maternidade é o direito de afastamento do trabalho para cuidar do recém nascido. A licença maternidade mínima é de 120 dias, e pode ser gozada antes (a partir de 36 semanas) ou depois do parto. A lei também prevê a possibilidade de estender este período por mais 30 dias, de forma voluntária, com o consentimento do empregador.

O início do período de afastamento deve ser comunicado ao empregador, mediante atestado médico. O pai também tem direito a tirar cinco dias consecutivos de folga do trabalho.

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), Art. 392. A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário.

§ 1o A empregada deve, mediante atestado médico, notificar o seu empregador da data do início do afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 28º (vigésimo oitavo) dia antes do parto e ocorrência deste.

Ampliação da Licença Maternidade para 6 meses

Caso a gestante seja empregada de empresa pertencente ao Programa Empresa Cidadã, poderá ter a duração da licença-maternidade prorrogada por mais 60 dias, conforme a lei 11.770/2008:

Art. 1o É instituído o Programa Empresa Cidadã, destinado a prorrogar:

I – por 60 (sessenta) dias a duração da licença-maternidade prevista no inciso XVIII do caput do art. 7º da Constituição Federal;     

II – por 15 (quinze) dias a duração da licença-paternidade, nos termos desta Lei, além dos 5 (cinco) dias estabelecidos no § 1o do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

Direito a pausa para amamentar no retorno ao trabalho até o 6º mês de vida da criança

Para que possa manter a amamentação por mais tempo, a trabalhadora tem direito a dois descansos especiais, de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho até o bebê completar 6 meses de vida. O horário das pausas deverá ser definido em comum acordo entre a mulher e o empregador.

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), Art. 396. Para amamentar seu filho, inclusive se advindo de adoção, até que este complete 6 (seis) meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos especiais de meia hora cada um.

Estabilidade no emprego após retorno ao trabalho

A Constituição Federal garante à empregada gestante estabilidade provisória no emprego desde a descoberta da gravidez até cinco meses após o parto. Entretanto, caso cometa uma falta grave pode ser dispensada por justa causa. As faltas graves são: improbidade, incontinência de conduta, mau procedimento, negociação habitual, condenação criminal, desídia, violação de segredo da empresa, entre outros.

Em caso de contrato temporário de trabalho a gestante não faz jus a estabilidade. O contrato de trabalho temporário, como modalidade de contrato com prazo determinado e em razão da sua natureza de transitoriedade, é incompatível com o instituto da estabilidade provisória.

Direitos das mães adotantes

A mãe adotante tem direito a licença-maternidade de 120 dias, a contar da data da assinatura do termo judicial de guarda. Caso esteja amamentando a criança adotada menor de 6 meses, também tem direito a dois descansos de meia hora quando retornar ao emprego.

Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), Art. 392-A. À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos do art. 392, observado o disposto no seu § 5o.

§ 1o No caso de adoção ou guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade, o período de licença será de 120 (cento e vinte) dias.

§ 2o No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 1 (um) ano até 4 (quatro) anos de idade, o período de licença será de 60 (sessenta) dias.

§ 3o No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 4 (quatro) anos até 8 (oito) anos de idade, o período de licença será de 30 (trinta) dias.

§ 4o A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do termo judicial de guarda à adotante ou guardiã.

§ 5o A adoção ou guarda judicial conjunta ensejará a concessão de licença-maternidade a apenas um dos adotantes ou guardiães empregado ou empregada. 

Entrega Voluntária de Bebê para Adoção

A gestante ou mãe pode manifestar o interesse de entregar seu filho para adoção antes ou logo depois do nascimento, em postos de saúde, hospitais, conselhos tutelares ou qualquer órgão da rede de proteção à infância.

Cansaço na gravidez: 4 dicas para lidar com o 3° trimestre

Um momento que envolve descobertas, expectativas, medos, preocupações e dúvidas. Embora cada mulher possa passar por diferentes momentos durante a gestação, alguns cuidados especiais são válidos para todas.

As fases da gravidez

Desde o início, a gestação tem as transformações no decorrer dos dias, semanas e meses, seja no corpo da mãe e no desenvolvimento do bebê. Considerando cada aspecto dessas mudanças, a gestação é dividida em três trimestres, que demarcam e sinalizam todos os fatores envolvidos.

No primeiro trimestre, acontece a transformação do óvulo em embrião, a partir do processo de divisão de células. Já durante o segundo trimestre, o corpo do bebê se desenvolve por inteiro. Mas é só no terceiro e último trimestre que ele ganha altura e peso. E é justamente nesse período também que o corpo da mulher começa a se preparar para a hora tão esperada do parto.

Cansaço na Gravidez

Alterações maternas durante a gravidez. O aumento do volume abdominal e outras alterações podem causar o cansaço.

Como lidar com o ultimo trimestre gestacional?

Vimos, portanto, que o terceiro trimestre é uma fase em que as expectativas para a chegada do novo membro da família aumentam, assim como alguns sintomas, principalmente o cansaço.

É fato que conforme a gravidez decorre, o corpo da mulher precisa se esforçar mais para ter energia suficiente para garantir que o bebê se desenvolva de maneira saudável. E isso decorre devido aos hormônios que agem de forma a preparar o organismo da mulher para tal função.

Sendo assim, diante do cansaço e fadiga decorrentes, algumas dicas de cuidados são essenciais para respeitar o funcionamento do organismo e o relógio biológico, garantindo assim o bem-estar nesse momento especial.

Garanta uma boa noite de sono

Seja com o uso de travesseiros entre as pernas ou alternativas, procure o jeito mais confortável para dormir. Usualmente dormir de lado é mais confortável para a gestante, além de ajudar a evitar a compressão dos vasos sanguíneos. Aproveite para ler nossas 6 dicas de como ter uma boa noite de sono!

Conte com a ajuda de seus familiares

Em qualquer fase da gestação, descansar é preciso. Sendo assim, não precisa tentar dar conta de tudo sozinha. Aceite a contribuição de amigos próximos e familiares, pois seu corpo precisa de repouso.

Faça exercícios físicos adequados

Atividades físicas têm a capacidade de promover benefícios para o melhor funcionamento do corpo e, em consequência, mais disposição. Pilates, yoga, alongamento e outras técnicas podem ser indicadas para gestantes, principalmente no terceiro trimestre. Algumas atividades com impacto também devem ser evitadas. Para ficar por dentro de tudo que você pode e não pode fazer não deixe de ler nosso post sobre atividade física na gestação.

Cansaço na gravidez

Fazer Pilates durante a gestação pode ser uma maneira bastante interessante de se exercitar.

Tranquilize o emocional

Uma mente mais tranquila proporciona mais descanso para o corpo como um todo. Sendo assim, compartilhar seus medos, preocupações e outras questões é essencial, seja com família, amigos e também com algum profissional de saúde mental, quando necessário. As alterações de humor como a depressão são muito comuns nessa fase. Se você estiver se sentindo triste sem motivo não deixe de procurar ajuda!

Cuidado e atenção em todas as fases da gestação

A gestação é um período mágico e encantador da vida da mulher. Porém, vimos que alguns incômodos, preocupações e iscos também podem fazer parte. Sendo assim, além de um acompanhamento médico especializado, a mulher também necessita de exames de alta qualidade para o melhor verificar o desenvolvimento do seu bebê.

E é por esta razão que nós da Fetalmed, clínica especializada no atendimento em medicina fetal, com ênfase em ultrassom para gestantes, atuamos com dedicação e cuidado, oferecendo excelência nos exames que você precisa.

Hidropsia fetal: o que é e como tratar

Hidropsia fetal é uma condição grave onde o feto tem um acúmulo anormal de líquido em duas cavidades do corpo ou apresenta edema de subcutâneo associado a derrame em uma cavidade. A hidropsia fetal não é por si uma doença, mas sim o sintoma (a expressão) de uma doença ou malformação que o feto possa apresentar. Existem diversas causas para a hidropsia fetal.

Classificação

Os quadros de hidropsia fetal são classificados em hidropsia imune e hidropsia não imune, de acordo com o problema que causou o quadro de hidropsia.

Hidropsia fetal imune é aquela que ocorre em decorrência de uma incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto, quadro chamado de isoimunização Rh ou eritroblastose fetal. Essa condição ocorre mais frequentemente quando a mãe é Rh negativo e o feto é Rh positivo. Quando a mãe é previamente sensibilizada ela produz anticorpos que atravessam a placenta e atacam as hemácias fetais. Neste caso o feto torna-se progressivamente anêmico, o que acaba por provocar edema e derrame (acúmulo anormal de líquido) em diferentes cavidades do corpo. Com o desenvolvimento da imunoglobulina anti-Rh na década de 60 cada vez menos observamos quadros de hidropsia fetal imune.

Hidropsia fetal não imune, por outro lado, não tem ligação com a incompatibilidade sanguínea. Este problema ocorre quando o corpo do bebê tem alguma dificuldade para lidar com os fluidos corporais. A hidropsia fetal não imune atualmente responde por cerca de 90% dos quadros de hidropsia fetal. As causas mais frequentes de hidropsia não imune são a insuficiência cardíaca, o derrame pleural, a anemia grave que pode ocorrer em casos de infecção ou talassemia, e problemas genéticos como a Síndrome de Turner.

Como é feito o diagnóstico da Hidropsia fetal

O diagnóstico de hidropsia fetal é feito pelo ultrassom. Não é possível diagnosticar quadros de hidropsia pelo exame físico realizado nas consultas de pré-natal. Durante o exame de ultrassom o médico irá observar mais comumente os seguintes problemas:

  • Edema de subcutâneo
  • Derrame pleural
  • Derrame pericárdico
  • Ascite
  • Aumento do líquido amniótico

Vamos entender o que é cada um destes sinais a seguir:

Edema de subcutâneo

Normalmente abaixo da pele de todos os bebês existe uma quantidade bastante pequena de líquido no tecido subcutâneo. Em casos de hidropisia este líquido aumenta e isso é possível de ser visto no ultrassom. Mais comumente este edema é observado no crânio do bebê. Em situações normais a pele fica bastante próxima do crânio (parte óssea). Em casos onde ocorre o edema de subcutâneo o espaço entre a pele e o osso fica mais pronunciado.

Derrame pleural

Chamamos de derrame pleural quando existe líquido no tórax, em volta dos pulmões. O derrame pleural pode ser tanto a causa do problema como a manifestação de um outro problema. Em casos onde o derrame pleural é muito pronunciado os pulmões e o coração poderão ser comprimidos, causando a insuficiência cardíaca e o quadro de hidropsia.

Escore Cardiovascular na Hidropsia Fetal

Imagem do tórax fetal demonstrando edema de subcutâneo e derrame pleural bilateral.

Derrame pericárdico

Por vezes o líquido poderá se acumular em uma membrana que fica em volta do coração, chamada de pericárdio. Por isso o nome de derrame pericárdico. Assim como no derrame pleural o derrame pericárdico também pode ser a causa do quadro de hidropsia. Se o derrame pericárdico for muito volumoso também irá provocar uma insuficiência cardíaca que poderá levar ao quadro de hidropsia.

Para avaliar o comprometimento da função cardíaca, alguns pesquisadores desenvolveram um escore que permite identificar a gravidade da doença, o Escore de Perfil CardioVascular (EPCV).

Ascite

Quando temos líquido livre na cavidade abdominal chamamos de ascite. O abdômen também é um dos locais onde o líquido poderá se acumular. Diferente dos derrames pleural e cardíaco a ascite não costuma ser uma causa da hidropisia em si.

Aumento do líquido amniótico

Por vezes, associado ao quadro de hidropsia fetal temos o aumento no volume de líquido amniótico, que recebe o nome de polidrâmnio.

O que pode causar a hidropsia fetal?

A hidropsia fetal pode ter diversas causas diferentes, o que muitas vezes faz com que o diagnóstico da problema que está causando o acúmulo de líquido seja difícil. As principais causa de hidropsia fetal são:

  • Causas cardíacas: Taquicardia supraventricular paroxística, hipoplasia do coração esquerdo, defeitos do coxim endocárdico e malformação congênita das vias aéreas pulmonares
  • Anomalias cromossômicas: síndrome de Turner, síndrome de Down e síndrome de Edwards
  • Causas linfáticas: Displasia linfática congênita
  • Infecções: Parvovírus B19 (quinta doença), citomegalovírus e infecções por sífilis em mulheres grávidas
  • Doenças metabólicas: doença de Niemann-Pick tipo C (NPC), doença de Gaucher tipo 2 e deficiência da enzima beta-glucuronidase
  • Tumores: Teratoma (teratoma sacrococcígeo), tumores hepáticos e neuroblastoma
  • Doenças maternas: Diabetes mellitus e hipertireoidismo
  • Causas urinárias: Nefrose congênita e síndrome de prune-belly
  • Causas digestivas: volvo intestinal e peritonite meconial
  • Causas hematológicas: alfa-talassemia, síndrome de transfusão feto-fetal (TTTS) em gestações gemelares monocoriônicas e leucemias
  • Distúrbios do metabolismo dos glóbulos vermelhos: deficiência de glicose fosfato isomerase, deficiência de piruvato quinase e deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD)
  • Distúrbios da produção de eritrócitos: anemia diseritropoiética congênita, síndrome de Diamond-Blackfan e anemia de Fanconi
  • Distúrbios da membrana eritrocitária: esferocitose hereditária, eliptocitose hereditária, piropoiquilocitose hereditária e síndromes de estomatocitose hereditária

Se o seu bebê foi diagnosticado com um quadro de hidropsia fetal recomendamos que faça uma consulta com um especialista em medicina fetal. Por vezes não será possível chegar a um diagnóstico definitivo e estes casos são chamados de idiopáticos.

Hidropsia Fetal

Perfil da face fetal demonstrando importante edema de subcutâneo.

Quais exames normalmente são feitos para investigar o quadro de hidropsia fetal?

O seu médico assistente poderá solicitar exames de sangue para verificar infecções e diabetes. A investigação dos quadros de hidropsia fetal também costuma incluir:

Essa é a investigação básica e como o mecanismo e etiologia do problema pode variar o seu médico poderá solicitar exames individualizados para o seu caso.

Qual é o tratamento para a hidropsia fetal?

O tratamento para a hidropsia fetal irá depender da causa da doença. Por exemplo, se o feto encontra-se hidrópico por um quadro de anemia, o médico irá recomendar a realização de transfusões de sangue para tratar a anemia fetal. Este tratamento é mais comum para casos de incompatibilidade do fator rh.

Já em casos de infecções, como a sífilis, o tratamento é direcionado para a infecção materna e fetal. Fetos que adquiriram sífilis através da mãe durante o período pré natal podem se beneficiar do tratamento com penicilina.

Nos casos de arritmias cardíacas o tratamento é a utilização de drogas para corrigir a arritmia e elas podem ser administradas para a mãe. Excepcionalmente será necessário administrar a medicação diretamente para o feto.

Nas gestações gemelares monocoriônicas complicadas com a síndrome de transfusão feto-feto, o quadro de hidropsia fetal poderá se manifestar, geralmente no feto doador. Nestes casos o tratamento é a cirurgia intra-uterina com laser para interromper a transfusão de sangue entre os bebês.

Quando a causa do problema é o derrame pleural, o médico poderá recomendar a colocação de um dreno para esvaziar o tórax do bebê. Este esvaziamento irá ajudar o coração a funcionar, melhorando o quadro de hidropsia fetal.

Estes são os principais tratamentos utilizados para a hidropisia fetal. Entretanto o médico poderá utilizar outros tratamentos, dependendo da etiologia do quadro.

Existe cura para hidropsia?

Sim, por vezes é possível que a hidropsia fetal regrida espontâneamente. Em outros casos o tratamento instituído, como o antibiótico para infecção ou a colocação de um dreno torácico poderá reverter o quadro de hidropsia. Muitas vezes isto pode ocorrer inclusive ainda no pré-natal.

Qual o prognóstico para um bebê com hidropisia fetal?

Os quadros de hidropsia fetal são bastante graves e a mortalidade é alta, ainda no período da gestação ou logo após o nascimento. Os recém nascidos prematuros com quadros de hidropsia fetal são particularmente mais graves e por isso adiantar o parto nem sempre é uma boa conduta.

Na hidropsia, o acúmulo anormal de líquido pode trazer problemas para a mãe?

A hidropsia fetal não costuma ter repercusões na mãe e por isso na maioria das vezes não irá trazer nenhum tipo de complicação. Em casos muito raros, a mãe poderá apresentar a chamada Síndrome do Espelho (ou Síndrome de Ballantyne).

A síndrome de espelho é uma patologia incomum na qual edema materno é observado em associação com hidropsia fetal e/ou placentária graves. Esta doença pode ser fatal para a mãe e para o feto. Ainda não compreendemos muito bem o que causa esta síndrome, e ela pode ser confundida com a pré-eclâmpsia.

Plano de saúde para gravidez e parto: tudo que você precisa saber

Se estiver grávida ou planear engravidar, é importante que tenha um plano de saúde que cubra a gravidez e o parto. Caso contrário, poderá estar a enfrentar muitas contas médicas caras. Neste post do blogue, discutiremos os diferentes tipos de planos de saúde que cobrem a gravidez e o parto, e também lhe diremos o que deve procurar ao escolher um plano.

Diferença entre plano de saúde e seguro de saúde

Antigamente, nos planos de saúde ofertava-se uma rede de médicos e serviços de saúde credenciados e o beneficiário usaria apenas aquela rede. Por exemplo se você contratasse um plano de saúde, para usufruir dos benefícios dele teria que utilizar a rede credenciada.

Já no seguro de saúde você poderia escolher o médico e os serviços de saúde e receberia um reembolso do valor pago posteriormente. Dessa forma o seguro dava maior possibilidade de escolha ao usuário.

Hoje o entendimento legal é que essas duas categorias são equiparadas e o que diferencia elas na verdade é o contrato. Então você poderia ter um plano de saúde, que oferece uma rede credenciada, mas que oferece reembolso caso você queira escolher um serviço fora da rede.

E também existe o seguro de saúde que oferece a sua rede credenciada, e que poderia limitar o atendimento a essa rede.

Em geral, os contratos dos planos de saúde limitam o atendimento à rede credenciada e o das seguradoras permitem o reembolso. Na hora de fazer a contratação do seu plano ou seguro de saúde tenha bastante atenção para ver se consta ou não uma cláusula de reembolso.

Claro, se você estiver satisfeita com a rede oferecida a cláusula de reembolso não tem importância. Mas se você quiser ter uma possibilidade de escolha mais ampla, escolha um plano ou seguro que tenha essa cláusula no seu contrato.

Também é importante verificar os limites de reembolso. O fato de existir uma cláusula de reembolso não quer dizer que o seguro irá pagar tudo, podem existir limites e inclusive esses limites podem ser muito menos do que se pratica no mercado.

Corpo Clínico do Plano de Saúde

Nem todos os planos de saúde cobrem a gestação e o parto

Por uma questão de mercado, os planos de saúde vendem a cobertura da obstetrícia em separado. Claro, vamos imaginar um homem ou uma mulher que tem problema de infertilidade. Estes dois indivíduos não irão “ficar grávidos” e por isso podem contratar um plano básico, sem cobertura para gravidez e parto, pagando um preço menor.

Já a mulher que pretende engravidar, deverá solicitar a cobertura de obstetrícia no seu plano para que possa ter direito as consultas e exames de pré-natal, além do internamento para a realização do parto e as eventuais complicações da gestação, parto e puerpério.

Portanto, se você pretende ter uma gestação é importante verificar se o seu plano tem obstetrícia ou não.

Existe plano de saúde para gestação

Na realidade não existe plano de saúde específico para a gestação. O que existe é a contratação opcional na cobertura de obstetrícia. Portanto o plano tem um valor básico e se você desejar contratar a cobertura de obstetrícia terá que pagar um valor adicional.

Além disso existem dois tipos de cobertura que podem ser contratadas: ambulatorial e hospitalar. A ambulatorial cobre apenas consultas e exames, enquanto o plano hospitalar dá direito a internações.

Estou grávida, posso contratar a cobertura de obstetrícia?

Sim… mas isso não dará direito a cobertura para a sua gestação atual. A regulamentação do plano de saúde é determinada pela Agência Nacional de Saúde (ANS). Durante a gestação e o parto a utilização do plano é, em média, mais intensa e portanto mais custosa do que o uso fora da gestação.

Portanto, para compensar economicamente, seria necessário que o indivíduo pagasse o plano por um tempo antes de utilizar a obstetrícia. Dessa forma, a ANS regulamentou que o plano de saúde poderia ter uma carência de até 300 dias (ou seja, 10 meses) para dar a cobertura para o parto.

Em situações de emergência essa carência poderia ser reduzida para 180 dias, entretanto a cobertura limitaria-se as primeiras 12 horas de atendimento. Estas regras estão em uma súmula normativa publicada em 2012.

Idealmente então, você deveria planejar a gestação e contratar a cobertura de obstetrícia cerca de um ano antes de engravidar de fato. Lembre-se que planejamento é importante. Aproveite esse tempo para consultar com seu médico, verificar como anda sua saúde e iniciar a medicação ácido fólico, que ajuda a previnir contra malformações.

Se você não tem obstetrícia contratada no seu plano, possivelmente conseguirá fazer as consultas de pré-natal, mas não há garantia de que todos os exames solicitados irão ser cobertos pelo plano, uma vez que alguns como por exemplo a ultrassonografia obstétrica, fazem parte apenas da cobertura de obstetrícia.

Você entretanto negociar com o convênio a cobertura e prazo de carência. Apesar da Agência Nacional de Saúde determinar um prazo de carência esse é o prazo máximo e não existe nenhum impedimento do plano reduzir ou retirar essa carência.

Casal Planejando a Gravidez

Casal planejando a gravidez.

Existem limites no número de exames que eu posso fazer?

A Agência Nacional de Saúde não costuma limitar o número de vezes que você pode realizar determinado exame. Existem sim alguns exames de maior complexidade que são indicados apenas em situações específicas, mas a necessidade destes exames é bastante rara.

Alguns exames de menor complexidade são liberados facilmente e outros o convênio poderá exigir um prazo um pouco maior para a liberação. Os exames ambulatoriais tem um prazo máximo para a liberação de três dias.

Quais exames geralmente não tem cobertura?

A cobertura de exames é atualizada de tempos em tempos ela ANS. Você pode consultar a cobertura mais atualizada no site da ANS. Geralmente em obstetrícia não há cobertura para os seguintes exames e situações:

Em geral a cobertura é bastante ampla e estes adicionais não são necessários na maioria das gestações.

Meu bebê terá cobertura do plano depois do nascimento?

Sim, a cobertura da obstetrícia irá cobrir o recém-nascido por 30 dias. Ou seja, seu bebê poderá ser internado, fazer exames ou cirurgias por um período de 30 dias usando o seu plano. É importante que nesses 30 dias seja feita a inclusão do seu bebê junto a operadora de saúde como dependente. Isso garantirá para ele o atendimento, caso seja necessário, após estes 30 dias.

Caso o plano de saúde esteja no nome do pai, o bebê também terá o mesmo direito de cobertura por 30 dias. Da mesma forma nestes 30 dias deverá sem incluído no plano como dependente.

Como escolher o plano de saúde para gestante

O ideal é que você verifique a rede credenciada para saber se terá acesso aos médicos, clínicas e hospitais a que gostaria. Lembre-se de contratar a cobertura de obstetrícia com pelo menos 10 meses antes de engravidar.

Caso queira ter mais liberdade de escolha dos profissionais, opte por um seguro de saúde, sempre checando se no contrato existe cláusula de reembolso. E não esqueça de verificar também o valor do reembolso e comparar este valor com os valores praticados no mercado.

Lembre-se que existe no mercado uma grande gama de convênios e planos. Um estudo aprofundado da sua necessidade e do que o plano oferece é fundamental para fazer uma boa escolha.

O que é tampão mucoso e o que ele faz?

O tampão mucoso (ou rolha de Schröder) é uma substância produzida pelo colo do útero durante os primeiros meses de gravidez. O seu objetivo é evitar que bactérias e outros microrganismos atinjam o útero e interfiram com o desenvolvimento do bebê.

A sua função é proteger o colo do útero durante a gravidez, criando uma barreira físico-química e imunológica, vedando o acesso impedido a entrada de infecções.

Para isso o tampão está localizado no canal cervical. O canal cervical é o orifício que existe no colo do útero. É por onde entra o espermatozóide para fecundar o óvulo e por onde sai a menstruação quando a mulher não está grávida. Ele fica logo após o canal vaginal.

Tampão Mucoso

Detalhe mostrando o tampão mucoso no colo do útero como uma rolha.

 

Em uma mulher não grávida, o muco cervical seria o análogo do tampão mucoso.

Sua produção pelas glândulas endocervicais

O canal cervical liga o fundo da vagia a cavidade uterina. Suas paredes são revestidas por glândulas, chamadas de glândulas endocervicais. Estas glândulas são responsáveis pela produção de muco cervical. A produção do muco cervical varia de acordo com a fase do ciclo menstrual.

Durante a gestação o muco é produzido e por ação da progesterona torna-se bastante espesso. Dessa forma torna-se uma “rolha”, impedindo que microorganismos penetrem dentro da cavidade uterina durante toda a gestação. Por isso o tampão mucoso também recebe o nome de Rolha de Schröder.

Este processo de vedação com o tampão mucoso é uma proteção para o bebê contra infecções até o nascimento ou a expulsão do tampão mucoso.

A saída do tampão mucoso

Normalmente o tampão mucoso sai quando as contrações tornam-se mais intensas a ponto de provocar alguma alteração no colo uterino. A saída do tampão mucoso é considerado por muitos como um sinal de que o trabalho de parto está próximo.

Entretanto é importante chamar a atenção para o fato de que a mãe poderá perder o tampão mucoso e ainda assim levar muitos dias para o início do trabalho de parto.

Tampão mucoso ou líquido amniótico?

Muitas mulheres ficam se perguntando se o material que estão perdendo é o líquido amniótico ou o tampão mucoso. Bom, a diferença entre os dois é bastante marcante. Enquanto o tampão mucoso é bastante viscoso (consistência parecida com clara de ovo), não tem odor nenhum e sua cor é transparente. Já o líquido amniótico é bem líquido e tem odor de água sanitária. Se você observar estas duas diferenças irá saber dizer quando a bolsa estourou.

Exemplos de como é o tampão mucoso.

Quatro exemplos de como pode ser o aspecto do tampão mucoso.

O início do trabalho de parto

Se você perdeu o tampão mucoso não precisa ir correndo para o hospital. Podem inclusive ainda levar mais alguns dias (talvez semanas) para você entrar em trabalho de parto.

Você está mais próxima de viver o momento mais marcante da sua vida, que é a experiência de dar a luz. Mas lembre-se que algumas mulheres ainda levam semanas para entrar em trabalho de parto.

Lembre-se que o caracteriza o trabalho de parto são as contrações. Quanto mais fortes e frequentes elas forem, maior a chance de você estar em trabalho de parto.

Quanto tempo depois de sair o tampão o bebê nasce?

Isso é bastante variável, mas em geral pode-se esperar o início do trabalho de parto entre 2 dias a duas semanas depois da saída do tampão mucoso. Entretanto este período é bem variável e eventualmente algumas mulheres perdem o tampão mucoso em fases precoces da gestação, sem que isso seja um problema.

Quando perde o tampão tem que ir pro hospital?

Não necessariamente. Apesar de sabermos que o parto pode estar próximo, a perda do tampão mucoso não é um evento que necessite que você vá ao hospital. Se não há perda de líquido amniótico, nem contrações você poderá ficar em casa.

O momento de ir para o hospital

Você deverá ir ao hospital nas seguintes situações:

  • Quando tiver contrações a cada 3 minutos;
  • Quando romper a bolsa amniótica;
  • Quando tiver algum sangramento.

Estes são os principais sinais de que você deve ir ao hospital.

O que fazer depois que o tampão mucoso sai?

Não há necessidade de nenhuma conduta específica quando o tampão sai. Este é um processo fisiológico e bastante comum. Se o bebê estiver mexendo bem e você estiver sem contrações fique tranquila. Você pode informar ao seu médico que perdeu o tampão, mas certamente ele também irá tranquiliza-la.

É importante que você fique atenta aos sintomas de trabalho de parto pois eles podem iniciar em breve. Também observe as características do conteúdo que sai da vagina para diferenciar o tampão mucoso de líquido amniótico no caso de rompimento da bolsa.

Existe alguma relação do tampão mucoso com a dilatação do colo do útero?

Não. A saída do tampão mucoso não significa necessariamente que o colo do útero está dilatado e também não quer dizer que você está em trabalho de parto. O principal sinal de trabalho de parto é a presença de contrações uterinas.

Existe algum risco quando o tampão tem sangue junto?

Em algumas ocasiões o tampão mucoso pode sair com algumas listras de sangue. Nestes casos houve o rompimento de algum pequeno vaso no colo do útero, o que é razoavelmente comum. Você não precisa ficar preocupada.

Preciso ficar em repouso depois que saiu o tampão?

Não precisa ficar em repouso. Depois da saída do tampão você pode continuar fazendo suas atividades normais desde que sinta bem estar físico e psicológico. Realizar exercícios físicos leves, quando não há contraindicação médica, ajuda a liberar endorfinas que ajudam neste processo e fazem com que o trabalho de parto se inicie naturalmente da melhor forma possível.

Evite situações que gerem ansiedade neste momento, tente dormir bem e se alimentar de maneira adequada pois estes e outros assuntos poderão ter um grande impacto na sua saúde e qualidade de vida nestes últimos dias.

Colostro: o primeiro leite do seu bebê

Se você está grávida, deve ter ouvido falar do colostro – o líquido espesso e amarelado que o seu bebê recebe durante as primeiras semanas de vida. O colostro é o primeiro leite que seu seio produz, ainda antes mesmo do seu bebê ter nascido.

O colostro já é produzido a partir de 16 semanas de gestação. Algumas mulheres podem começar a vazar um pouco de colostro pelos seios por volta de 28 semanas. Não se preocupe se isto lhe acontecer – é perfeitamente normal. Se você não tiver colostro durante a gestação não se preocupe. Isso não significa que você não terá leite. Algumas mulheres terão o colostro apenas depois do parto.

Por que o colostro é importante para o recém-nascido?

O colostro está repleto de nutrientes e anticorpos que ajudam a proteger o seu bebê durante essas primeiras semanas de vida. Os anticorpos contidos no colostro servem como vacinas, permitindo que a mãe transmita imunidade ao bebê contra muitos germes que poderiam prejudicá-lo. Há uma concentração muito maior desses anticorpos no colostro do que no leite materno maduro.

Comparação do Colostro com o Leite Maduro

Comparação do aspecto do Colostro com o Leite Maduro

Ele também tem uma composição diferente do leite maduro. Possui menos gordura e é mais rico em lactose do que em leite maduro, o que facilita a digestão do seu bebê. Ele também contém os nutrientes que os recém-nascidos precisam para o desenvolvimento saudável do cérebro, coração e sistema nervoso central. Por isso as vantagens do seu bebê receber colostro são:

O colostro melhora o funcionamento do intestino do bebê e combate as infecções

Enquanto o bebê ainda está em desenvolvimento na barriga da mamãe o seu intestino ainda é imaturo e não tem muita proteção contra bactérias e outros agentes infecciosos. Após o parto, o recém nascido entra em contato com bactérias, vírus e outros agentes agressores.

Nessa hora o sistema imune precisa proteger o bebê de fatores agressores que podem entrar pelo trato gastrointestinal. Basta lembrar que, por mais cuidado que a mamãe tenha um pequeno descuido e o bebê coloca o que vê pela frente na boca. Por isso é muito importante que o intestino possua fatores antimicrobianos, como as imunoglobulinas e glóbulos brancos, presentes no colostro.

O colostro ajuda a evitar a icterícia

O colostro também ajuda a previnir as alergias e diarréias. Ele tem uma atividade laxante, fazendo que o risco de icterícia seja menor. Além disso o colostro atua sobre as células do trato gastrointestinal ajudando na sua maturação e desenvolvimento.

Vitaminas e minerais importantes estão presentes no colostro

O colostro é rico em carotenóides e vitamina A que dão a sua cor amarelada típica. A vitamina A é importante para a visão do bebê, bem como para a manutenção de uma pele saudável e dos sistemas imunológico.

O colostro ajuda o desenvolvimento do bebê como um todo

Os cientistas ainda estão a tentando descobrir o papel de alguns dos nutrientes presentes no colostro. No entanto, é certo que esse líquido amarelo é importante para o desenvolvimento e a saúde do bebê. E como a sua composição é semelhante a do líquido amniótico é uma ótima substância para fazer a transição com os alimentos presentes no mundo exterior.

Reduz a mortalidade infantil

As vantagens da amamentação em geral para o bebê são tantas, que é bastante claro que a amamentação reduz a mortalidade infantil. Por isso comece a amamentar o seu bebê já desde a primeira hora de vida. Se tiver dificuldades em amamentar procure um profissional de saúde para orientações ou um banco de leite humano. Nos bancos de leite os profissionais estão bastante treinados para orientar e ajudar você com a amamentação.

Com quantos meses começa a sair o colostro?

Apesar de já ser produzido desde a metade da gestação, o colostro apenas é expelido pela mama após o parto, quando o bebê começa a sugar o seio da mãe.

É importante saber que a composição do colostro pode variar um pouco de acordo com cada fase da gestação. Portanto é o alimento ideal mesmo para um bebê prematuro.

Sair colostro é sinal de parto?

Como o colostro já é produzido desde a metade da gestação, eventualmente pode ocorrer a saída de uma pequena quantidade de colostro na mama. Isto é considerado normal e não necessariamente é um sinal de parto. Se você acha que pode estar em trabalho de parto recomendamos que leia o post sobre como saber se você está em trabalho de parto.

Quem tem colostro, tem leite materno?

Não necessariamente. Ter colostro não significa que você terá uma boa produção de leite materno. E o inverso também! Se você não tem colostro não se preocupe. Você poderá ter bastante leite materno mesmo que não tenha colostro.

Quanto tempo dura o colostro?

O colostro é produzido por apenas alguns dias após o parto, mas muda gradualmente para leite maduro ao longo de algumas semanas. Aos dez dias pós-parto, a maioria das mães tem muito pouco colostro e os seus seios produzem sobretudo leite maduro.

Qual a composição do colostro

O colostro é constituído por água, lactose, proteínas, gordura, vitaminas e minerais. Contém também imunoglobulinas (anticorpos) que ajudam a proteger o seu bebê de infecções.


Componente Colostro (g/dl) Leite de Transição (g/dl) Leite Maduro (g/dl)
Proteína 3,1 0,9 0,8
Gordura 2,1 3,9 4,0
Lactose 4,1 5,4 6,8
Oligossacarídeos 2,4 1,3

A cor amarelada do colostro é decorrente da presença de carotenóides (um antioxidante) e da vitamina A. A vitamina A desempenha um papel vital na visão, na pele e no sistema imunitário do seu bebê. O colostro também é rico em magnésio, que é importante para o coração e os ossos do bebê, e cobre e zinco, que também atuam na imunidade.

Diferenças entre o colostro e o leite maduro

O leite materno passa por três diferentes fases: o colostro, o leite de transição e leite maduro. A maturação do leite ocorre aos poucos. Como o próprio nome diz, o de transição é produzido no período intermediário entre o colostro e o maduro. Sua composição, portanto, se modifica de forma gradual e progressiva.

Fases do Leite Materno e Colostro

As fases do leite materno e colostro.

As principais diferenças entre o leite materno e o colostro são:

  • O colostro é composto por imunoglobina para estimular o sistema imunológico do bebê e protegê-lo de doenças;
  • O colostro tem duas vezes mais proteína;
  • O colostro tem quatro vezes mais zinco;
  • O colostro é tem menos gordura e açúcar, e por isso é mais fácil de digerir;
  • O colostro é mais espesso e mais amarelado.

Como posso obter colostro para o meu bebê?

A melhor maneira de obter colostro para o seu bebê é amamentá-lo o mais cedo possível após o nascimento. Isto irá fortalecer a saúde do recém nascido.

Por isso a orientação dos médicos de amamentar logo após o nascimento.

Além de ser uma demonstração de carinho esse momento da mulher com o recém nascido é importante e fundamental para redução da morbidade e mortalidade neonatal. O colostro é fundamental para o bebê, já que estimula o sistema imunológico e a saúde do recém nascido.

Conheça os cuidados necessários com a gestação depois dos 40 anos

Apesar das chances de engravidar depois dos 40 anos serem menores, há muitas mulheres que têm filhos na quarta década da vida, pelas mais diferentes questões, seja por questões de conclusão de estudos, estabilidade financeira, entre outras.

O fato é que engravidar após os 40 anos, hoje em dia, é algo que está se tornando comum. Visto isso, vamos falar hoje sobre as características desse tipo de gestação e dos principais cuidados necessários para que a gestação seja tranquila, garantindo a saúde da mãe e do bebê.

Fatores envolvidos numa gestação após os 40 anos

Qualquer idade em que a mulher engravida, este acontecimento tão importante também vem com muitas questões a respeito dos riscos e cuidados. E quando se trata dessa gestação tardia, a atenção a estes fatores deve ser ainda maior, isso porque a partir dos 40 anos, a gravidez já é considerada de risco devido ao funcionamento natural do organismo e o seu processo de envelhecimento.

Engravidar já não é tão fácil após os 40

Nessa idade, o número de óvulos já está reduzido e propenso a riscos maiores para a mãe e para o bebê. Por isso algumas mulheres optam por congelar os óvulos antes dos 35 anos. No entanto, com acompanhamento médico especializado e hábitos saudáveis e específicos podem deixar este momento ainda mais especial e seguro.

Aos quarenta anos a chance de engravidar é em torno de 50%. A medida que o tempo passa a chance de sucesso cai progressivamente. Aos 43 a chance de gestação natural é em torno de 1%. Aos 45 a chance de uma gestação natural é muito baixa.

Por isso muitas mulheres acabam buscando ajuda de especialistas em reprodução humana após os 40 anos de idade. E como a chance de gestação cai progressivamente, se você pretende engravidar o quanto antes melhor! Portanto corra.

Riscos genéticos aumentados

Quando a mulher nasce, ela já tem no seu ovário todos os óvulos que irá liberar em toda a sua vida. No começo da vida reprodutiva provavelmente os óvulos de melhor qualidade serão liberados. Já no fim da sua vida reprodutiva acabam sobrando os óvulos que já não tem uma qualidade tão boa. Por isso a chance de sucesso é menor e o risco de alterações genéticas também aumenta com a idade.

Para exemplificar, o risco de uma mulher de 20 anos ter um bebê com Síndrome de Down é em torno de 1 caso a cada 1.500 gestações. Aos 35 anos aumenta para 1 em 200, aos 40 anos 1 em 100 e aos 45 anos 1 em 20. 

Além disso, os óvulos que são liberados aos 40 anos passaram todo esse tempo expostos a todos os agentes físicos e químicos que a mulher foi exposta em sua vida. Isso também contribui para uma maior chance de problemas.

Se você quiser saber como o seu médico irá fazer o rastreamento da Síndrome de Down durante a gestação, aproveite para ler nosso post sobre o que é a translucência nucal.

O organismo da mulher já não é mais o mesmo

Ora, todos podemos perceber que a medida que envelhecemos nosso organismo muda. Em consequência disso acabamos tendo um maior risco de doenças, inclusive aquelas que podem ocorrer na gravidez. Para exemplificar, podemos citar que o risco de desenvolver pressão alta (pré-eclâmpsia) é maior nas gestantes de mais idade. O chance de desencadear um quadro de diabetes gestacional também é maior.

Vantagens da gestação depois dos 40 anos

Por um outro lado, nem tudo é problema depois dos 40 anos. A mulher com mais idade está mais madura e muito mais preparada para enfrentar os desafios da maternidade. Lembre-se também que a medicina evoluiu muito e, apesar de haverem mais riscos, hoje temos muito mais condições de acompanhar e tratar os problemas que poderão surgir.

Como contribuir para uma gestação tranquila e saudável

Considerando que as mulheres estão cada vez mais esperando mais tempo para se tornarem mães, é necessário ressaltar os hábitos que auxiliam de modo significativo a segurança de uma gestação após os 40 anos.
Posição em que a Grávida Dorme

O primeiro passo é fazer uma consulta pré-concepcional. Isso mesmo, faça uma visita ao seu médico ginecologista e obstetra antes mesmo de engravidar. Nessa consulta ele irá avaliar os seus riscos, solicitar alguns exames para ter certeza que está tudo bem e prescrever o ácido fólico. O ácido fólico é uma medicação que deve ser utilizada por pelo menos 3 meses antes da gestação para reduzir o risco de malformações. Alternativamente algumas mulheres podem substituir o ácido fólico pelo metilfolato.

Além disso, alguns cuidados com seus hábitos de vida também podem ajudar a ter uma gestação saudável depois dos 40 anos. Confira alguns deles:

Alimentação balanceada

Um corpo que está gerando outra vida precisa de todos os nutrientes e vitaminas necessárias para conseguir cumprir a sua função. Quando a mulher já tem 40 anos, essa questão se torna ainda mais importante, tanto para a manutenção de uma gestação saudável, como para o ganho de peso, que também está relacionado ao desenvolvimento de possíveis complicações.

Exercícios físicos regulares

Qualquer tipo de atividade física faz bem para a saúde. E, novamente, numa gestação após os 40, ela se torna fundamental. No entanto, qualquer exercício deve ser feito com orientação profissional, conforme as particularidades da mulher e a situação da gestação.

Cuidar do psicológico

Ter boas noites de sono, controlar o estresse, a ansiedade e outras possíveis questões da saúde mental, como a depressão e outros transtornos é de extrema importância para que a gestação aconteça da maneira mais segura possível. Os transtornos psicológicos durante a gestação e puerpério são muito frequentes e se você tiver um tempinho vale a pena ler o nosso post sobre os transtornos psicológicos na gravidez.

Segurança, bem-estar e tranquilidade para toda a família

É possível afirmar que um bebê a caminho é um acontecimento que mexe com a família como um todo. Sendo assim, para que cada membro possa aproveitar essa fase por inteiro, é preciso que os profissionais envolvidos na gestação sejam capacitados e garantam um atendimento de qualidade.

Como planejar a gravidez

Quem vai planejar uma gravidez tem um universo de assuntos para aprender e colocar em prática. É o planejamento financeiro, exames que a mamãe fará no pré-natal, entre muitos outros aspectos. Então, quando mais aprender sobre o assunto, melhor!

O primeiro passo para planejar a gravidez

Assim que o casal toma a decisão de engravidar, é preciso ir ao médico, antes mesmo de começar com as tentativas. Afinal, as mulheres que tomam o anticoncepcional, por exemplo, costumam receber a orientação de fazer uma pausa e esperar alguns ciclos antes de tentar engravidar.

Também é importante iniciar o uso do ácido fólico cerca de 3 meses antes de engravidar. Essa medicação irá ajudar a evitar algumas malformações no seu bebê, mas só se for tomada antes da gestação.

Além disso, há diversos exames interessantes para fazer nessa fase, a fim de atestar a boa saúde de ambos. Os exames de sangue, de urina e hormonais são fundamentais para isso. Um casal saudável pode demorar até 1 ano de tentativas para engravidar, isso é normal.

Casal Planejando a Gravidez

Casal planejando a gravidez.

Por vezes atualmente o planejamento é tão difícil que as mulheres estão deixando para engravidar mais tarde. Se você já tem mais de 40 anos, leia o nosso post sobre a gravidez depois dos 40 para saber mais sobre a gestação nesse momento especial.

Lembre-se também que a idade ideal para ter uma gestação é antes dos 35 anos. Se você pretende engravidar mais tarde, talvez seja interessante conversar com um médico de reprodução humana para verificar se você pode se beneficiar do congelamento de óvulos.

É preciso ter uma vida saudável

Um corpo mais saudável será mais apto para conseguir conceber, isso vale para os dois lados, homem e mulher. Dessa forma, a dica é começar a praticar atividades físicas, caso ainda não faça, trazendo mais saúde para o corpo, além de prevenir doenças.

Outro ponto importante é a ingestão de alimentos mais saudáveis, porque a comida é o combustível do nosso corpo. Portanto, quando mais qualidade tem o que ingerimos, melhor será o desempenho do organismo.

O planejamento financeiro

O casal deve ter em mente que há também a necessidade de investir dinheiro na criação de um bebê, porque o filho terá diversos custos. Portanto, planejar também a vida financeira evita que o casal tenha dores de cabeça no momento da chegada da criança. Se você está preocupada com o quanto será gasto veja nosso post sobre quanto custa ter um filho.

Dessa forma, quanto melhor vocês se planejarem nesse aspecto, mais tranquilidade terão para curtir o momento com o bebê. O ideal é, então, estudar sobre os gastos em torno de criar um bebê pelo menos nos seus primeiros anos e aos poucos investir no seu futuro conforme suas condições financeiras.

Hora de pensar na rotina

Não é apenas de dinheiro que um filho precisa, ele demanda de muito tempo de atenção e dedicação dos pais, principalmente nos seus primeiros 6 anos. Essa fase é fundamental para desenvolvimento e formação do caráter desse novo ser humano.

Por isso é válido conversar sobre as mudanças de rotina que o casal terá, a fim de se preparar ao máximo. Pensem sem conjunto sobre as adaptações que cada um terá que fazer no dia a dia priorizando o bem-estar da criança.

O casal precisa ter paciência para planejar a gravidez

Não podemos deixar de falar sobre a necessidade de ter paciência quando o assunto é gravidez. As taxas para engravidar não são tão grandes quanto a maioria das pessoas pensam, por isso pode ser que demore alguns ciclos para alguns casais.

É muito importante ter atenção para esse período de 1 ano, aprendendo ao máximo sobre a concepção e dias férteis. Caso passe desse tempo é importante procurar um especialista para evitar frustrações.

Estar preparado é o objetivo máximo de planejar a gravidez, seja em questões emocionais, psicológicas, práticas, financeiras, enfim. Você pode seguir essas dicas para que o processo seja vivido ao máximo, proporcionando suporte para a mamãe e bebê em cada etapa.

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Como evitar Candidíase: O estilo de vida ideal e os hábitos de higiene

A candidíase vaginal é uma infecção causada por um fungo chamado Candida albicans. Este fungo está normalmente presente no corpo sem causar quaisquer sintomas. No entanto, a candidíase pode ocorrer quando há um crescimento excessivo de Candida albicans no corpo. Isto pode acontecer devido a uma série de razões, tais como tomar antibióticos ou esteróides, ter diabetes, ou um sistema imunitário enfraquecido.

Vagina Normal versus com Candidíase

Na candidíase a vagina tem uma secreção branca e grumosa e o principal sintoma é a coceira.

Sintomas da candidíase

O principal sintoma da candidíase na mulher é a coceira vaginal associada a um corrimento esbranquiçado. Esse corrimento geralmente é grumoso, com aspecto de coalhada. Outros sintomas que podem estar associados são a ardência ao urinar e dor durante as relações sexuais.

Como se pega candidíase

A Candida albicans faz parte da flora vaginal. Isso quer dizer que todas as mulheres tem esse fungo na vagina, sem que isso seja um problema. Entretanto em algumas situações esse fungo pode se multiplicar e crescer muito, aí sim causando a candidíase.

A candidíase não é considerada uma Doença Sexualmente Transmisível (DST), já que a mulher poderá ter a doença sem ter relação sexual. As situações que normalmente desencadeiam um episódio de candidíase são:

Uso de antibióticos

O uso de antibióticos para qualquer tipo de infecção irá provocar uma alteração nos microorganismos que compõem a flora vaginal. Nessa situação eventualmente poderá haver um desequilíbrio favorecendo o crescimento da Candida albicans.

Diabetes descompensado

Mulheres diabéticas que não estão devidamente controladas possuem uma grande quantidade de açúcar no seu sangue (glicemia alta). Isto favorece o crescimento de fungos, podendo levar a um quadro de candidíase.

Roupa íntima sintética ou muito apertada

A ventilação e aeração da região genital é muito importante para a saúde da vagina. Roupas sintéticas ou muito apertadas dificultam a ventilação podendo provocar o suor e umidade da pele. A pele úmida torna-se um local propício para o desenvolvimento de fungos.

O estresse

O estresse e a ansiedade atuam diretamente no sistema imunológico fazendo com que o nosso organismo tenha menos condição de defesa contra agentes agressores. Nesse momento uma infecção oportunista como a candidíase poderá ocorrer.

Alterações hormonais

Algumas alterações hormonais, como as que ocorrem por exemplo na gestação, podem provocar o aparecimento da candidíase. Por isso é bastante comum a manifestação dessa doença durante a gravidez. Caso você tenha sintomas de candidíase durante a gestação procure um médico para que o tratamento adequado seja prescrito.

Doenças auto-imunes

As mulheres que são portadoras de doenças que alteram o nosso sistema imulógico, como a artrite reumatóide, lúpus ou HIV, podem desenvolver quadros de candidíase com maior facilidade.

Como o estilo de vida e os hábitos de higiene podem evitar candidíase?

Ajustar os hábitos de vida são a chave de como evitar candidíase. Como vimos até aqui, a cândida está presente na flora normal da vagina. Justamente nossos hábitos de higiene ou estilo de vida é que irão fazer com que ela cresça e cause a doença candidíase. Estima-se que até 75% das mulheres terão candidíase em algum momento da vida!

Para evitar que isto ocorra você pode tomar algumas atitudes simples, vejamos:

Manter higiene adequada

Algumas mulheres utilizam sabonetes bactericidas e fazem uma lavagem “interna” (da vagina). Os sabonetes bactericidas podem alterar as bactérias favorecendo a proliferação da cândida. Especialmente se ele é utilizado dentro da vagina. A maneira correta de manter a higiene genital é tomar banho diariamente, lavando a parte externa (vulva) com sabonete neutro para manter a flora bacteriana natural da vagina.

Evitar roupas apertadas e de material sintético

Manter uma boa ventilação da região genital evita o suor e a umidade local. Sua região íntima precisa respirar! Utilize calcinhas de algodão e roupas frescas e mais largas para permitir a circulação de ar na região íntima.

Durma sem calcinha

Essa é outra dica interessante para manter a saúde da sua região íntima. Dormir sem calcinha também ajuda para que a ventilação na região genital seja mais adequada, pelo menos no período da noite.

Evite comer muitos doces mantendo a dieta equilibrada

A dieta equilibrada é o segredo para a saúde de todo o corpo, não só da região genital. Como você sabe taxas altas de açúcar no sangue podem favorecer o aparecimento da candidíase. Por isso evitar o consumo de doces ou refrigerantes em grande quantidade também podem fazer parte da estratégia que ajuda a evitar a candidíase.

Evite situações de estresse e ansiedade

O estresse e a ansiedade não são bons para a nossa saúde em geral. A candidíase também pode ser favorecida por níveis elevados de cortisol, a hormônio que é liberado em situações de estresse. Por isso manter uma vida emocionalmente equilibrada irá ajudar a fortalecer seu sistema imunológico.

Quanto tempo demora para curar a candidíase?

O tempo necessário para a cura da doença é de 1 dia a duas semanas. Vai depender um pouco da gravidade da doença, da resposta do seu organismo e da medicação que está utilizando. Quando a sintomatologia de coceira e corrimento branco é muito exuberante o tempo até a cura pode ser um pouco maior. Quadros mais leves podem melhorar logo no primeiro dia de tratamento.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da candidíase geralmente é feito clinicamente. A história e o sintoma de prurido são bastante característicos dessa infecção vaginal. Além disso o exame clínico ginecológico com a visualização do corrimento esbranquiçado são indicativos fortes de candidíase.

Corrimento Candidíase

Corrimento da candidíase, branco e grumoso.

Por que a candidíase vai e volta?

Em algumas mulheres, que tem o sistema imunológico mais alterado ou que não observam a adequada higiene genital, os quadros de candidíase podem se tornar repetitivos. Isso é chamado de candidíase de repetição.

O tratamento da candidíase de repetição pode ser um pouco mais complexo pois não envolve apenas tratar o episódio da doença, mas sim ajustar a higiene e os hábitos de vida no sentido de impedir ou mitigar a recorrência da doença.

Porque toda vez que eu transo fico com candidíase?

A relação sexual faz uma alteração temporária da flora que está presente na vagina. Por isso algumas mulheres podem ter episódios de candidíase alguns dias depois de ter relações sexuais. Se isto está ocorrendo com frequência é importante você consultar um ginecologista para que ele possa orientar você em como evitar estes episódios.

Como se trata a candidíase?

A candidíase pode ser tratada com cremes vaginais contendo antifúngicos, comprimidos por via oral ou óvulos vaginais. O tratamento por via oral geralmente é preferido nos casos de candidíase de repetição.

Outras infecções vaginais

Apesar da candidíase ser uma das principais causas de corrimento vaginal nas mulheres, outras infeções também são causas de corrimento ou podem estar associadas com a candidíase. As principais causas de corrimento nas mulheres, além da candidíase são a vaginose bacteriana e a tricomoníase.