(41) 3087 7500
Rua Goiás, 70 — Curitiba

Estou com 40 semanas de gestação e não sinto nada

Se você chegou nas 40 semanas de gestação e nada está acontecendo deve estar se perguntando se há algo de errado. Surge aquele medo misturado com ansiedade. Na primeira consulta de pré-natal o médico anotou na sua carteira a data provável do parto. Ela chegou e nada aconteceu… e agora?

Entendendo a famosa “data provável do parto”

A primeira coisa que você precisa entender é o termo “data provável do parto”. Apesar do nome “sugerir” que o parto irá acontecer nesta data, na verdade não é nada disso. A data provável do parto, ou DPP, nada mais é do que o dia em que você completa 40 semanas de gestação.

Isso não significa que você irá entrar em trabalho de parto nesta data, nem que o nascimento do seu filho irá ocorrer com 40 semanas.

A DPP é apenas o dia em que você completa 40 semanas. Entretanto sabemos que uma gestação normal tem duração variando de 37 a 42 semanas. Portanto é normal que o nascimento do seu bebê ocorra um pouco antes ou um pouco depois da DPP.

40 semanas de gestação

Se você chegou nas 40 semanas de gestação e não está sentindo as contrações ainda não se preocupe, consideramos normal que o parto aconteça entre 37 e 42 semanas de gestação.

Quando o bebê nasce antes de 37 semanas, podemos dizer que ele é prematuro. Por outro lado, a gestação que passa de 42 semanas chama-se gestação prolongada.

Cheguei nas 40 semanas de gestação e nada aconteceu, e agora?

Normalmente os protocolos de pré-natal recomendam que ao chegar na 40ª semana de gestação as consultas devem ser intensificadas. Habitualmente realiza-se 2 consultas por semana.

Além disso exames de vitalidade fetal deverão ser solicitados, como a ultrassonografia e a cardiotocografia. Também é interessante que você comece a controlar o número de vezes que o seu bebê se movimenta durante o dia. Esta é uma avaliação muito prática e barata da vitalidade do seu bebê, conhecida como mobilograma.

Saiba que a principal causa de gestações que passam das 40 semanas é um erro na datação da gravidez. Ou seja, na verdade você ainda não chegou na quadragésima semana, provavelmente existe um erro de alguns dias na sua estimativa de idade gestacional.

Possivelmente quando você atingir 41 semanas seu médico irá recomendar a interrupção da gestação. Isto acontece pois sabemos que se você não entrou em trabalho de parto de maneira espontânea até 41 semanas a chance disto acontecer naturalmente entre 41 e 42 semanas é pequena.

Da mesma forma, é importante ter em mente que após a 42a. semana as chances de ter alguma complicação na gravidez começam a aumentar. Por isso a recomendação de interromper com 41 semanas.

Precisarei fazer uma cesárea?

Definitivamente não. Apesar de você estar com 40 semanas de gestação e não sentir nada, isto não significa que você irá precisar fazer uma cesárea.

O primeiro passo é avaliar com está o seu bebê. Ele está com a cabeça para baixo? Existe alguma dilatação do colo uterino? Ele está com peso adequado e líquido amniótico normal?

Todas estas questões (e outras eventualmente) devem ser avaliadas pelo seu médico antes de tomar alguma decisão. Caso tudo esteja dentro do esperado, seu obstetra poderá recomendar uma indução de trabalho de parto.

Como é feita a indução do trabalho de parto?

A princípio é possível induzir o parto de maneira mecânica ou mais comumente de maneira farmacológica. Para indução farmacológica utilizamos um medicamento chamado ocitocina. A ocitocina é um hormônio produzido pela hipófise que tem a capacidade de induzir as contrações uterinas.

Caso as contrações não iniciem espontaneamente essa medicação pode ser diluída em um soro e infundida para que iniciem as contrações. O médico irá avaliar a resposta do seu útero de tempos em tempos para verificar se precisa aumentar o diminuir a dose de ocitocina que está sendo infundida.

Em alguns casos, quando o colo do útero é “desfavorável”, antes de iniciar a ocitocina é realizado um preparo do colo com outra medicação chamada misoprostol. O misoprostol é um análogo de prostaglandina que utilizado para o tratamento de úlcera gástrica. Entretanto como possui um efeito de produzir contrações uterinas e amolecer o colo do útero essa droga é utilizada para o preparo (amolecimento) do colo antes da indução com ocitocina.

Tipos de Indução do Trabalho de Parto

A indução do trabalho de parto pode ser feita de diversas formas.

A avaliação do colo uterino é feita por meio do toque vaginal. Analisa-se as características colo conforme um esquema de pontuação conhecido como Índice de Bishop.

Por outro lado o seu médico poderá também utilizar medidas mecânicas que induzem o parto. Estas medidas incluem o descolamento das membranas da parede uterina, a rotura da bolsa (amniotomia) ou colocação de um balão para dilatação cervical.

Caso o colo esteja muito desfavorável ou existam sinais de que o bebê não está bem seu médico poderá então optar pela realização de uma cesárea, sem a tentativa prévia de indução.

Quanto tempo leva a indução do parto?

Isto é bastante variável pois algumas pacientes podem responder rapidamente e outras podem levar mais tempo para responder. Se você quer evitar a necessidade de indução do parto talvez seja interessante o consumo de tâmaras. Estudos científicos apontam para o fato de que mulheres que consomem tâmaras tem menos necessidade de indução do parto.

Quais são os riscos de passar das 40 semanas de gestação?

A medida que a gestação passa de 40 semanas existe um pequeno incremento no risco de complicações. Entretanto a maiora das mulheres que tem o parto entre 40 e 42 semanas tem um parto sem complicações e dão a luz a bebês saudáveis. Já ao passar de 42 semanas (gestação pós-termo) estes riscos aumentam substancialmente. Os riscos associados à gravidez pós-termo incluem o seguinte:

  • Óbito fetal ou neonatal por complicações no parto;
  • Macrossomia (feto muito grande);
  • Síndrome de pós-maturidade;
  • O feto poderá aspirar mecônio, o que pode causar sérios problemas respiratórios após o nascimento;
  • Oligodrâmnio (diminuição do volume líquido amniótico);
  • Outros riscos incluem uma maior chance de cesárea ou necessidade da utilização de fórceps.

Também há uma chance maior de infecção e hemorragia pós-parto quando a gravidez ultrapassa a data prevista.

Tâmaras ajudam no trabalho de parto?

Se você está grávida e quer ter um parto normal, já deve ter ouvido falar ou lido em algum canto da internet que comer tâmaras durante a gravidez pode ajudar. Pois bem, se você é essa gestante que ouviu falar sobre o efeito das tâmaras na gravidez, nós escrevemos este texto para te ajudar.

Contudo, antes de plantar uma tamareira em casa vamos compreender de onde vem a idéia de que o consumo de tâmaras poderia ajudar.

De onde vem a história da tâmara no parto?

Em primeiro lugar, a utilização da medicina complementar ou alternativa durante a gravidez é uma situação bastante conhecida. Ao contrário da medicina tradicional, a medicina complementar ou alternativa utiliza práticas de atenção a saúde com base em hábitos culturais.

Enfim, o uso destas práticas é motivado pela crença de que estas condutas são uma alternativa mais segura do que os métodos farmacológicos, preconizados pela medicina tradicional.

Trabalho de Parto

As tâmaras podem ajudar a reduzir a necessidade de indução do parto e fazer com que a duração do trabalho de parto seja menor.

Uso de fitoterápicos na gestação

Em primeiro lugar, a prevalência do uso de fitoterápicos durante a gravidez varia entre os países, sendo de 6 a 9% no Canadá e nos EUA, cerca de 50% na Europa Oriental e Austrália e até 69% na Rússia.

Afinal esses produtos são usados para várias condições médicas em obstetrícia e ginecologia, inclusive para indução do parto.

Sobretudo, a tâmara é um produto com ampla disponibilidade, que contém vários macronutrientes, incluindo um alto teor de açúcar. Estudos demonstraram que os extratos de tâmaras possuem propriedades antibacterianas e antifúngicas, bem como atividade anti-mutagênica e antiaterogênica.

A tâmara ainda exerce efeitos favoráveis sobre o aparelho reprodutor feminino. Vários estudos examinaram a influência do consumo de tâmaras durante o final da gravidez nos resultados do parto, produzindo resultados positivos!

Outro aliado no parto é o chiclete! Sim, pode parecer inacreditável, mas mascar chiclete pode trazer benefícios importantes durante o trabalho de parto. Estudos mostram que o ato de mastigar pode ajudar a reduzir a ansiedade e a dor, funcionando como uma técnica de distração cognitiva. Além disso, para quem passa por uma cesárea, o chiclete pode ser útil na recuperação pós-operatória, ajudando a acelerar o funcionamento do sistema digestivo. É uma solução simples e acessível que pode tornar esse momento tão desafiador um pouco mais fácil.

Como a tâmara influencia o parto normal?

Obviamente muitos pesquisadores procuram formas de melhorar a experiência de um parto normal, tornando ele mais rápido e menos desconfortável para as mulheres.

A indução do trabalho de parto pode ser necessária em até 25% dos casos. Ou seja, cerca de 25% das mulheres chegaram no fim da gestação sem nenhum sintoma de contrações. Será necessário então a indução do parto com medicações.

Entretanto a indução do parto necessita de medicações como a ocitocina para induzir a contração muscular do útero, o que pode provocar fenômenos adversos para a mãe e para o feto.

Por isso caso o consumo de frutos possa reduzir a necessidade de indução do parto, esta é uma informação extremamente importante. De acordo com uma meta-análise publicada em 2020, iremos verificar a ciência por trás do mito que as tâmaras influenciam o parto.

Dados científicos sobre a influência do consumo de tâmaras e o parto normal

Primeiramente é importante comentar que a necessidade de indução do trabalho de parto e a duração do mesmo são duas grandezas que podem ser medidas para identificar se o trabalho de parto é mais “fácil” ou não. Dessa forma, na meta-análise sobre o uso de tâmaras para ajudar no trabalho de parto estas duas grandezas foram estudas em 4 publicações sobre o assunto.

Assim, segundo os dados publicados, o consumo de tâmaras por mulheres que estão grávidas pela primeira vez durante várias semanas antes do parto podem trazer benefícios para estes dois indicadores.

Conforme os achados do estudo, é possível que o consumo da fruta reduza a necessidade de indução do parto em até metade dos casos. Além disso a fruta da tâmara pode ter um efeito benéfico na duração do trabalho de parto, especialmente pelo encurtamento de 4 horas da fase latente.

Entretanto é importante observar que a chance de necessitar de uma cesárea não variou nos grupos que usaram ou não a tâmara.

Quantas tâmaras é preciso consumir para obter este benefício

A princípio, nos estudos incluídos nesta análise, as gestantes foram instruídas a consumir de 6 a 7 pedaços de tâmaras por dia. Ou seja, cerca de 60 a 80 gramas por dia. O consumo deve ser iniciado entre a 36a e 38a semana de gestação.

Tâmaras

Comendo algumas tâmaras após a 36 semana você pode diminuir a necessidade de indução do trabalho de parto.

Composição química da Tâmara

A princípio, a composição química da tâmara varia de acordo com a sua maturação, o ambiente de cultivo e as condições pós-colheita. Igualmente, as atividades nutricionais e medicinais da tâmara, estão relacionadas à sua composição química. Cem gramas de tâmaras fornecem 277Kcal de energia e contém 1,8g de proteína e 6,7g de fibra. Então, a quantidade de outros nutrientes essenciais por 100g de tâmaras é mencionada abaixo:


Composto Recomendação Diária 100 g de Tâmaras
Folato 600 mcg 15 mcg
Ferro 27 mg 0,9 mg
Vitamina K 90 mcg 2,7 mcg
Magnésio 350 a 360 mg 54 mg
Potássio 2.900 mg 696 mg

8 Benefícios do consumo das tâmaras durante a gestação

Mas afinal, quais são os benefícios de consumir a tâmara durante a gravidez? Vamos listar aqui os principais benefícios da tâmara:

  1. Ajudam a fazer o intestino funcionar: como toda gestante sabe, a prisão de ventre é uma queixa comum na gravidez. As tâmaras, por serem ricas em fibras ajudam a manter o intestino saudável e aliviar a constipação associada a gravidez.
  2. São fonte de energia: além das fibras, as tâmaras possuem diversos nutrientes que são fundamentais para a sua alimentação.
  3. Possuem proteínas: as proteínas são formadas pela união de vários aminoácidos. Quando as tâmaras são digeridas as suas proteínas são quebradas em aminoácidos e estes são usados para formar as proteínas do bebê também.
  4. Previne os defeitos congênitos: você já deve ter ouvido que o ácido fólico é importante para a formação do bebê. As tâmaras são uma boa fonte de folato, o que ajuda a previnir os defeitos do tubo neural, como a mielomeningocele.
  5. É uma fonte de vitamina K: a vitamina K é importante para o nosso sistema de coagulação além de ajudar no desenvolvimento ósseo.
  6. A tâmara contém ferro: a suplementação com a fruta tâmara ajuda a repor as reservas de ferro, o que é muito importante para a gestante. Lembre-se que a anemia pode causar uma série de problemas durante a gravidez, inclusive o trabalho de parto prematuro.
  7. Contém ferro: as tâmaras contêm alguma quantidade de ferro e podem ajudar na prevenção da anemia durante a gravidez.
  8. Ajuda a formar os ossos e os dentes do bebê: a presença de magnésio nas tâmaras também é importante. Esse mineral é fundamental para a formação dos dentes e ossos do bebê. Ele também ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial.

Outros benefícios da fruta

E não é só isso! Além disso, a tâmara também é um alimento que possui diversos compostos como outras vitaminas e antioxidantes. Por isso a sua ação vai muito além de manter o nosso bem estar. Então o seu consumo é capaz de ajudar na nossa memória e a fruta ainda possui propriedades anti inflamatórias. Por isso ela pode ser recomendada para melhorar o nosso sistema imunológico. Portanto pode ser recomendada para portadores de doenças neurodegenerativas ou doença de Alzheimer.

Por fim, os antioxidantes presentes no fruto podem inclusive reduzir a propensão a formação de células cancerígenas!

Após todas essas informações positivas aposto que você já está pensando em plantar uma tamareira em casa não é? Mas não precisa se preocupar, ela é facilmente encontrada em supermercados. E então, bora provar uma tâmara?

Referências

  1. 8 Benefits Of Dates During Pregnancy And How They Ease Labor
  2. Sagi-Dain L, Sagi S. The effect of late pregnancy date fruit consumption on delivery progress – A meta-analysis. Explore (NY). 2021 Nov-Dec;17(6):569-573.

Diástase abdominal: o que é e como tratar

Não é nenhuma novidade que o corpo das mulheres passa por diversas transformações durante o período da gestação. Essas mudanças envolvem hormônios, alterações corporais e também emocionais. 

Vamos entender melhor uma dessas mudanças que pode ocorrer: a diástase abdominal.

Além disso, vamos aprender se existe algum tratamento ou maneira de prevenir esse quadro para que, caso aconteça com você, já saiba como lidar.

O que é diástase abdominal?

O músculo reto do abdome ou reto abdominal é um músculo presente verticalmente em cada lado da parede anterior do abdômen.

São dois músculos paralelos, que se unem na linha média do abdômen e são separados por uma faixa de tecido conjuntivo chamada linha alba (linha branca), a linha média do abdome.

Esquema de Diástase Abdominal

Esquema mostrando como é a musculatura abdominal antes da gestação, a diástase que ocorre por distensão do abdômen e o resultado no puerpério.

Em primeiro lugar, uma das alterações fisiológicas que costuma acontecer durante a gravidez é o afastamento da musculatura do abdômen, na sua linha média, juntamente com o tecido conjuntivo. Isto ocorre porque o útero precisa de espaço suficiente para se expandir. Dessa forma leva ao enfraquecimento da região e por vezes provoca saliências acima ou abaixo do umbigo.

Essa condição é chamada de diástase abdominal, com a sigla DMRA (diástase dos músculos retos abdominais) que acontece comumente durante ou após a gestação, mas pode ocorrer por outras causas como a obesidade abdominal ou múltiplas cirurgias abdominais.

Embora raramente, a diástase abdominal também pode estar presente desde o nascimento, sendo chamada de diástase abdominal congênita, e está muitas vezes relacionada ao nascimento prematuro pois os músculos abdominais podem não estar ainda completamente desenvolvidos e fechados.

É uma condição muito frequente em gestantes e puérperas e não é motivo de pânico ou desespero. Cerca de 60% das mulheres grávidas experimentam algum grau de diástase abdominal, já que é um período de expansão da região abdominal como consequência do crescimento do bebê.

Como identificar?

Sobretudo, os dois grandes sintomas da diástase abdominal são a flacidez da região abdominal e o aparecimento de dor na região lombar da coluna. O quadro geralmente aparece no período de puerpério ou entre seis e oito semanas após o parto. 

Geralmente, é considerada anormal uma separação maior de 1,5 a 2 cm. Ainda assim, é possível ter clínica evidente mesmo se a distância entre os retos é menor que 1,5 cm.

O diagnóstico pode ser feito pelo seu ginecologista ou por um cirurgião geral, através do exame físico com as manobras de semiflexão do tronco, avaliando a parede abdominal e a presença ou não de afastamento dos músculos abdominais, além da presença dos sintomas.

Após o exame físico o médico pode solicitar exames de imagem, como a ultrassonografia de parede abdominal para avaliar de forma mais detalhada os músculos abdominais e confirmar o diagnóstico da DMRA.

A tomografia computadorizada do abdômen determina com precisão a distância entre os retos e definir melhor a anatomia da parede abdominal.

Existem algumas condições que são fatores de risco para a diástase abdominal. Podemos citar, entre outras, a obesidade, uma gravidez de gêmeos e a produção de mais líquido amniótico do que o normal. Tudo isso acaba causando uma expansão do músculo além do esperado na gestação.

Gestações seguidas em um curto intervalo de tempo também aumentam as chances da mulher apresentar diástase abdominal, bem como uma vida sedentária após o parto ou mesmo antes cursando principalmente com fraqueza muscular e sedentarismo, além de obesidade.

Como prevenir

A Prevenção da diástase abdominal durante o pré-natal pode consistir da prática regular de atividades físicas com exercícios que fortaleçam a parede abdominal como o pilates e mantendo uma postura correta durante a gestação.

Exercícios para melhorar o IMC

Exercícios físicos regulares ajudam a reduzir o risco de uma diástase abdominal no puerpério.

Além disso, manter uma dieta saudável e equilibrada para evitar o ganho de peso excessivo. Mulheres que já tiveram diástase possuem chances maiores de desenvolver o problema em gestações futuras por isso é recomendável aguardar cerca de dois anos após a ocorrência para engravidar novamente.

Qual o tratamento?

A primeira iniciativa da mulher, em qualquer quadro de saúde, deve ser procurar um médico para avaliação. Somente um profissional de saúde é capaz de fornecer recomendações corretas para a melhor saúde da gestante e da mulher no pós parto. 

No caso específico da diástase abdominal, o que recomenda-se é a fisioterapia aliada a atividade física para diminuir a fraqueza abdominal. Igualmente a perda de peso caso o IMC esteja acima do ideal, aliado a uma avaliação nutricional. Em alguns casos existe a indicação de uma intervenção cirúrgica, a ser avaliada pelo profissional após o término da gestação e normalmente quando o desejo de gestações acabar. 

Se após 8 semanas do parto a mulher ainda tiver sinais de diástase, vários regimes de exercícios podem auxiliar na correção do problema. A maioria concentra-se no fortalecimento dos músculos retos abdominais.

Mas atenção, deve-se evitar fazer exercícios para “fechar a diástase” por conta própria. Alguns deles são contra-indicados e podem piorar o quadro. Isso inclui alguns tipos de abdominais, flexões, pranchas frontais e algumas posturas de ioga, que podem vir a agravar a separação no músculo reto abdominal.

Os exercícios ideais para minimizar os casos de diástase abdominal são específicos. O correto é praticar exercícios hipopressivos, que conseguem proporcionar maior fortalecimento dos músculos do reto abdominal.

Técnica Tupler

Uma aliada nesse contexto é a técnica Tuppler. Ela consiste em uma rotina de exercícios hipopressivos intervalados aliados à técnica de amarração do abdômen com cintas de compressão. 

Alterações do Cabelo Durante a Gestação

Na gestação a mulher passa por inúmeras transformações, tanto no organismo como até em relação ao humor e disposição. Uma das formas de manter a autoestima enquanto cuida do próprio corpo é mantendo os cuidados com o cabelo.

É comum muitas gestantes relatarem que os cabelos ficaram mais bonitos, fortes ou mesmo mudarem um pouco durante esse período tão especial. Isso tem um motivo: o aumento da produção hormonal, que afeta todo o organismo da mulher durante a gestação.

Lembre-se, durante o seu ciclo menstrual os cabelos mudam, podendo apresentar mais ou menos oleosidade. Imagine então agora que seu corpo é um turbilhão de hormônios!

Alterações do Cabelo Durante a Gestação

Durante e após a gestação alterações dos cabelos, como a queda ou o aumento na espessura dos fios, poderá acontecer.

Mudanças durante a gravidez

As mudanças hormonais que ocorrem na gravidez podem fazer com que o seu cabelo cresça mais rápido ou que fique mais grosso. A boa notícia é que essas mudanças geralmente não são permanentes.

Todas as pessoas e perdem alguns fios de cabelo durante o dia. Durante a gravidez, o número de cabelos que caem e são perdidos tende a diminuir. Isso faz com que muitas vezes a futura mamãe perceba um aumento na “grossura” do cabelo. Além disso a gravidez influencia os folículos capilares a ficarem mais tempo que o habitual na sua fase de crescimento.

Também é comum que algumas mulheres percam um pouco do cabelos no período pós-parto ou depois que param de amamentar. Isso é considerado normal, não se apavore. Todo aquele cabelo que cresceu durante a gestação entra agora numa fase em que começa a cair… e logo, logo tudo volta a ser como era antes da gravidez.

Outras mulheres relatam pelos crescendo em lugares indesejados, como no rosto ou na barriga ou ao redor dos mamilos. Mudanças na textura do cabelo podem deixar o cabelo mais seco ou mais oleoso. Algumas mulheres até acham que seus cabelos mudam de cor!

Vamos aprender 4 dicas de como cuidar do cabelo na gravidez para que ele fique sempre saudável e forte, e a mulher com a autoestima lá no alto. Dicas, inclusive, que podem ser adotadas para o resto da vida.

1 – Mantenha a hidratação sempre em dia

Uma das melhores coisas que você pode fazer pelo seu cabelo é manter uma rotina de hidratação para que ele fique sempre forte e saudável. Escolha produtos que sejam compatíveis com o seu tipo de fio, pois isso faz muita diferença nos resultados obtidos.

Existem diversos produtos naturais que podem ser grandes aliados na hora de manter essa hidratação em dia. Aproveite e invista nos seus cabelos. 

2 – Abuse dos produtos naturais

A natureza é fonte de diversos itens que podem agregar saúde e beleza aos seus cabelos, por isso não hesite em optar por produtos com a menor quantidade possível de componentes industrializados na hora do seu tratamento capilar. 

Se você está precisando pintar os cabelos durante a gravidez, evite fazer isso nas primeiras 12 semanas pois esse é o período onde o bebê está se formando e onde há o maior risco de malformações.

Além disso, sempre faça o teste de mecha antes de aplicar qualquer coisa no cabelo todo. Isso garante que você saberá se tiver alergia ou sensibilidade a algum componente da fórmula do produto. 

3 – Alimente-se bem

Pode não parecer, mas a saúde do seu cabelo também está diretamente relacionada com a sua alimentação. Aproveite o período de gestação e tenha uma rotina alimentar equilibrada e balanceada, evitando produtos industrializados e ultraprocessados. A saúde dos seus fios agradece, mas também a sua e a do seu bebê também. 

Lembre-se também que é possível e desejável manter atividades físicas durante a gestação. Essa é uma recomendação médica bastante frequente para esta fase da vida.

4 – Evite chapinha ou secador

Durante a gravidez tente diminuir ou mesmo não usar equipamentos que utilizem calor, como chapinha e secador. Os hormônios típicos do período gestacional podem causar algum grau de ressecamento dos fios, e isso tende a se agravar com o uso desses itens. Por isso, para cuidar do seu cabelo durante a gestação evite a chapinha e o secador!

Posso usar qualquer produto durante a gravidez?

Durante a gestação o recomendado é que a mulher não faça nenhum tratamento que envolva a utilização de produtos químicos. Ou seja, relaxamentos, colorações e permanentes devem ser evitados. Em especial produtos contendo amônia ou formol estão contra-indicados durante a gestação pelo risco de algum efeito no feto.

Alguns dos componentes desses produtos podem chegar até o bebê através da corrente sanguínea da mãe e causar alguns problemas, por isso é tão importante aguardar o final da gravidez. Essa situação é ainda mais grave nos três meses iniciais da gestação, período de formação mais crítico dos bebês. 

Em caso de dúvidas converse com o seu médico dermatologista!

 

Grávida pode pintar o cabelo?

A gravidez é um dos períodos de mais incertezas para as mamães, pois tudo que era comum no seu dia a dia se torna uma grande dúvida. Entre elas, quais ações da rotina ainda posso realizar? 

A ida aos salões de beleza é um dos mais comuns em gerar dúvidas entre as mulheres gestantes. Dessa forma, algumas questões aparecem sobre os produtos que podem ser utilizados ou não. 

Para isso, trouxemos uma dúvida comum entre as futuras mamães e explicamos sobre a possibilidade de coloração do cabelo durante a gestação. 

Pintar o Cabelo na Gestação

Durante a gestação você não precisa deixar de cuidar do seu cabelo.

Posso retocar ou pintar meu cabelo durante a gestação?

De acordo com pesquisas atuais, as mulheres podem pintar o cabelo durante a gravidez. A preocupação se deve a composição das tintas que possuem elementos químicos que podem ser prejudiciais à saúde. 

Um estudo realizado na Dinamarca com 550 cabeleireiras gestantes demonstrou que não existe um risco aumentado para abortamentos, restrição de crescimento ou outras malformações neste grupo de gestantes. Isto é importante pois elas estão expostas aos produtos utilizados para pintar cabelo diariamente durante toda a gestação.

No entanto, segundo estudos, as quantidades de ingredientes tóxicos apresentadas nestes produtos não são consideravelmente altas, de forma que, não é possível uma grande absorção ao ponto de ocasionar malformação ou outros problemas ao feto. 

Ainda sim, a melhor opção é sempre consultar seu médico obstetra para que ele oriente e dê mais informações sobre os riscos envolvidos. 

Pinte o cabelo em um momento seguro

Conforme médicos e profissionais da área de saúde é indicado que a pintura seja feita após o primeiro trimestre de gestação. Isto se deve ao fato de que durante os três primeiros meses estão se formando partes importantes do feto, logo, a manifestação de produtos intoxicantes pode causar riscos ao bebê.

Se você não tem certeza de quanto tempo está grávida, consulte a nossa calculadora de idade gestacional.

Após os meses iniciais a gestante pode pintar o cabelo sem riscos, desde que não tenha contato com o couro cabeludo. Nesta fase, a criança já tem uma sustentação desenvolvida que aumenta sua defesa perante toxinas. 

Qual tinta escolher

Ao decidir pintar o cabelo, é importante tomar cuidado ao escolher as tintas que serão aplicadas. Apesar de todas possuírem componentes tóxicos, alguns não são indicados, por exemplo, formol, parabenos, amônia e metais pesados, por isso, leia atentamente a embalagem da tinta escolhida para garantir que é livre dessas substâncias. Para conhecer todos os produtos que você deve evitar na gravidez, leia nosso post sobre Substâncias Prejudiciais para a Gravidez.

Assim como, o uso de shampoos matizadores e desamareladores são contra indicados durante o período de gestação. 

Uma opção é utilizar produtos de cores mais claras, pois contém menos químicos em sua composição em relação às tintas com cores mais vivas. Outra alternativa mais segura, é aplicar produtos naturais, como a henna ou tinturas vegetais e de preferência hipoalergênicos. Além de, consultar com seu médico para que autorize o uso do produto. 

Para as mulheres que estão se planejando para uma futura gravidez, uma recomendação é começar a fazer uso de produtos de gestantes cerca de dois meses antes do período que tentará engravidar. Além disso se você está planejando a gravidez lembre-se de usar o ácido fólico por 2 a 3 meses antes de engravidar.

Cuidados

Ao observar o texto, podemos concluir que o tingimento do cabelo pode ocorrer durante a gestação, desde que se tenha os devidos cuidados. Diante disso, listamos algumas precauções para se tomar antes de realizar qualquer procedimento. 

  • Garanta que o local esteja bem ventilado;
  • Leia atentamente as instruções da embalagem; 
  • Utilize luvas para evitar o contato com a pele; 
  • Faça um teste de mecha;
  • Siga o tempo mínimo de ação do produto descrito na caixa, ou menos;
  • Enxágüe bem a cabeça para tirar quaisquer resquícios do produto. 

Opte por um lugar ventilado se for pintar o cabelo na gestação

Alguns produtos podem liberar substâncias químicas no ar. Por isso é importante ter atenção para pintar o cabelo em locais bem ventilados. Se você for ao salão peça para sentar próxima a janela. Se pintar o cabelo em casa lembre-se de fazer isso em um local bem arejado.

Existe algum número limite de vezes que posso pintar o cabelo na gestação?

Não há um limite pré-estabelecido. Lembre-se de apenas de evitar de pintar o cabelo na gestação durante as primeiras 12 semanas pois esse é o momento mais crítico para a formação do bebê.

Além disso, estimamos que será necessário pintar o cabelo apenas 3 ou 4 vezes durante a gestação. Isso também é um dado importante a absorção será mínima e a exposição a estes produtos terá um intervalo de 6 a 8 semanas.

Entretanto, se for pintar, prefira sempre a utilização da menor quantidade possível de produtos e sempre produtos naturais.

Há relato de alguma malformação provocada por tinta no cabelo?

Não. Não existem relatos de malformações associadas a tinta de cabelo. Entretanto recomendamos que sejam seguidas sempre as recomendações colocadas aqui neste artigo para minimizar qualquer risco.

Grávida pode alisar o cabelo?

Essa é uma dúvida importante, e o alisamento deve ser evitado durante toda a gestação e amamentação. Essa recomendação advém do fato de que muitos produtos utilizados para o alisamento não possuem estudos do seu efeito sobre a gestação.

Em especial estão contra-indicados os produtos com formol pois existe o risco dele penetrar na corrente sanguínea através do couro cabeludo, podendo atravessar então a placenta e chegar na circulação do feto.

Entretanto, se você alisou o cabelo e não sabia que estava grávida não se preocupe. Um estudo publicado em 1999 demonstrou que mulheres que usaram um alisador de cabelo químico em qualquer momento durante a gravidez ou dentro de 3 meses antes da concepção não tiveram risco maior de parto prematuro ou baixo peso ao nascer.

Pintando o cabelo enquanto você está amamentando

Embora não se encontre muitas informações sobre pintar o cabelo durante a amamentação, acredita-se que não há problema. Quando aquela raiz de cor diferente começar a incomodar, as mães poderão ajeitar o seu visual sem risco para o bebê.

Muito pouco dos produtos químicos usados na tintura de cabelo entram na corrente sanguínea, por isso é muito improvável que uma quantidade significativa seja passada através do leite materno.

O ideal é efetuar os cuidados com os cabelos com profissionais capacitados, para que a gestante tenha menos contato direto com os produtos. Além disso, é necessário consultar seu médico ou médica obstetra para verificar se é recomendado para a sua gestação, em específico.

Quer mais informações sobre os cuidados de beleza durante a gestação? Não deixe de ler o artigo que publicamos sobre Estética na Gestação!

Referências

  1. Zhu JL, Vestergaard M, Hjollund NH, Olsen J. Pregnancy outcomes among female hairdressers who participated in the Danish National Birth Cohort. Scand J Work Environ Health. 2006 Feb;32(1):61-6.
  2. Blackmore-Prince C, Harlow SD, Gargiullo P, Lee MA, Savitz DA. Chemical hair treatments and adverse pregnancy outcome among Black women in central North Carolina. Am J Epidemiol. 1999 Apr 15;149(8):712-6.

O que é o exame HBsAg?

O exame HBsAg é um exame de sangue utilizado para identificar a presença de infecção pelo vírus da Hepatite B. Fazemos este exame rotineiramente no pré-natal.

É importante identificar as gestantes que estão contaminadas com o vírus da Hepatite B pois poderá ocorrer a transmissão do vírus para o bebê durante a gravidez, parto ou mesmo no período de amamentação.

O que significa HBsAg ou Antígeno Austrália?

O HBsAg, também chamado de Antígeno Austrália é uma molécula que existe na superfície do vírus da Hepatite B. Chamamos de antígeno toda a substância que é “estranha” ao nosso corpo.

Vírus da Hepatite B e o HBsAg

HBsAg é um antígeno na superfície do vírus da Hepatite B.

O HBsAg, é o primeiro marcador da doença. É possível detectar a presença deste marcador antes mesmo do indivíduo apresentar qualquer sintoma. Caso ocorra a cura da doença os níveis do HBsAg diminuem em torno de 6 meses. Este é o período de convalescência. Nos casos de doença crônica o HBsAg poderá permanecer positivo na pessoa por mais de 6 meses.

Existem outros exames que devem ser feitos para Hepatite B?

Caso o seu exame de HBsAg tenha resultado positivo, o seu médico irá solicitar outros exames para poder identificar se você realmente está com a doença. A investigação da infecção pelo vírus da Hepatite B poderá incluir também a pesquisa pelo Anti HBc e Anti HBs.

Caso você seja portadora do vírus é importante que informe ao seu pediatra pois ele irá precisar administrar a vacina para Hepatite B e a imunoglobulina ao seu bebê logo após o parto.

Como interpretar o resultado do exame

A interpretação dos exames de hepatite B deve ser realizada conforme a tabela abaixo, conforme recomendação do Ministério da Saúde.


Sorologia (Exames) Interpretação Observação
HBsAg (-)
Anti HBc T (-)
Anti HBs (-)
Suscetível Vacina contra Hepatite B está indicada
HBsAg (-)
Anti HBc T (+)
Anti HBs (+)
Imune Após Infecção Anti HBc IgM (-) e IgG (+), não vacinar
HBsAg (-)
Anti HBc T (-)
Anti HBs (+)
Resposta Vacinal
HBsAg (+)
Anti HBc T (+)
Anti HBs (-)
Hepatite B Aguda Anti HBc IgM (+)
HBsAg (+)
Anti HBc T (+)
Anti HBs (-)
Hepatite B crônica HBsAG positivo por mais de 6 meses, Anti HBc IgM (-) e IgG (+)
HBsAg (-)
Anti HBc T (+)
Anti HBs (-)
  • Infecção resolvida com Anti HBs não detectado
  • Anti HBc Falso Positivo
  • Infecção crônica com HBsAg não detectado

No gráfico a seguir é possível visualizarmos o comportamento dos diferentes antígenos com relação a infecção e sintomas da Hepatite B.

Curso Sorológico da Hepatite B

Curso sorológico da Hepatite B (HBV) e seus diversos marcadores.

O significado destes marcadores é:

  • HBsAg – antígeno presente na superfície do vírus, indica o período de transmissão da doença e caso persista por mais de 6 meses indica doença crônica;
  • Anti-HBs – anticorpo produzido contra o antígeno HBsAg, ele é um marcador de recuperação da doença ou de imunidade induzida pela vacina;
  • HBeAg – antígeno produzido durante a replicação do vírus, indica uma replicação ativa, essa é a fase de maior risco de transmissão da doença;
  • Anti-HBe – anticorpo produzido contra o HBeAg, geralmente indica o início de resolução da doença e redução no risco de infecção;
  • Anti-HBc – é o anticorpo produzido contra proteínas do núcleo do vírus, pode ser dividido nas classes IgM e IgG.

Significado do Anti HBs

O Anti HBs é o anticorpo produzido pelo nosso corpo contra o HBsAg. Nosso sistema imunológico, ao identificar a presença do vírus por meio da proteína HBsAg começa a produzir estes anticorpos para “destruir” o vírus.

Ou seja, nas pessoas que tomaram a vacina para Hepatite B o Anti HBs também poderá ser detectado na circulação sanguínea. Se você não sabe se foi adequadamente vacinado seu médico poderá solicitar ao laboratório de análises clínicas a dosagem do Anti HBs. Caso ele seja negativo você poderá ter que tomar a vacina.

Atualmente, a vacina para a Hepatite B está disponível no Sistema Único de Saúde. Logo você pode tomar sem custo nenhum na Unidade de Saúde próxima a sua casa.

Riscos da Hepatite B durante a gravidez

A Hepatite B é uma doença infecciosa que pode causar problemas no fígado. Ela é a infecção viral hepática mais comum no mundo. Na maioria dos casos ela é assintomática, mas em alguns pacientes ela pode causar problemas hepáticos graves como a cirrose ou o câncer.

É considerada uma doença sexualmente transmissível pois o vírus pode ser encontrado no sêmen. Além disso pode ser adquirida por transfusões de sangue ou pelo compartilhamento de seringas em usuários de drogas injetáveis.

Além disso o uso compartilhado de objetos pessoais com o lâminas de barbear, ou o uso de material contaminado para realização de tatuagens ou colocação de piercing pode ser uma fonte de transmissão da doença entre indivíduos.

Muitas vezes a doença tem apenas uma fase aguda que é auto limitada. Entretanto em alguns casos pode se tornar crônica necessitando acompanhamento prolongado, e aí sim necessitando de maior cuidado e com mais riscos para problemas e alterações na função do fígado.

Por fim, o diagnóstico é feito pela presença do Antígeno Austrália (HBsAg). Este antígeno está presente na superfície do vírus e quando é identificado em exame de sangue permite identificar a infecção pela doença.

Quais são os sintomas da Hepatite B

Apesar de ser muitas vezes assintomática, os principais sintomas de uma infecção pela Hepatite B durante a gravidez são:

Os sintomas mais comuns da hepatite B quando contraída durante a gravidez são os seguintes:

  • Febre;
  • Cansaço;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor no abdômen, especialmente na parte superior direita, onde fica o fígado;
  • Perda do apetite;
  • Amarelão (pele amarelada e o branco dos olhos fica amarelo);
  • Fezes claras, parecendo massa de vidraceiro;
  • Urina escura (colúria).

Em gestantes com a forma crônica da doença não costumam existir sintomas. Entretanto mesmo sendo assintomática o risco para o bebê existe.

Sobretudo, o maior problema da Hepatite B durante a gravidez é a exposição do bebê ao vírus, que geralmente acontece no momento do parto. Para evitar que isso aconteça o pediatra irá administrar a vacina e a imunoglobulina para o recém nascido. Sem a adoção das medidas corretas cerca de 90% das crianças irão desenvolver um quadro de hepatite B aguda após o parto.

Riscos para a Gestante

Já para a gestante os maiores riscos são a cronificação da doença e as formas fulminantes da hepatite. Por isso o conhecimento de que a mulher é portadora do vírus e seguir as orientações médicas é fundamental para o tratamento.

Tratamento da hepatite B na gravidez

Portanto um dos objetivos do  pré-natal é ajudar a identificar as mulheres portadoras da infecção crônica pela Hepatite B. Elas podem ser assintomáticas e no parto transmitir a doença para o recém-nascido.

Nesse sentido, caso o rastreamento para a Hepatite B com o HBsAg tenha sido positivo a gestante deverá fazer pré-natal em serviço de alto risco. Além do HBsAg será necessário a avaliação com HBeAg, carga viral e dosagem de enzimas hepáticas para avaliar o funcionamento do fígado.

Eventualmente o médico irá prescrever durante o pré-natal tratamento com Tenofovir (TDF). O parto deverá ser realizado em local que assegure a administração da vacina para Hepatite B e da imunoglobulina (IGHAHB) para o recém-nascido. Não há uma evidência clara de vantagem na realização de cesariana e o parto poderá ser pela via vaginal.

Atresia de esôfago

Em primeiro lugar vamos entender o que é o esôfago. Ele é um “tubo” que faz o trajeto da boca para o estômago. Chama-se de atresia qualquer descontinuidade que possa ocorrer em qualquer ponto do sistema digestivo (ou digestório, como atualmente chamado).

Anatomia Esôfago

Localização anatômica do esôfago. Observe que é bem próxima a traquéia.

A atresia de esôfago nada mais é do que uma interrupção pode acometer do esôfago.

Como a atresia de esôfago é classificada

Não existe apenas um tipo de atresia de esôfago. Na verdade existem alguns tipos diferentes de atresia, conforme pode ser visto na figura abaixo:

Tipos de Atresia de Esôfago

Tipos de atresia de esôfago e sua frequência.

O tipo mais frequente é o “C”, a atresia com fístula traqueoesofágica distal, correspondendo a 86% dos casos. Nela, ocorre a descontinuidade do esôfago e uma pequena comunicação ligando o coto distal à traqueia. Essa comunicação anômala recebe o nome de fístula traqueoesofágica.

Por outro lado, podemos ter atresia sem fístula (tipo A) que ocorre em 8% dos casos e normalmente está associada a uma grande distância entre os cotos. Outro tipo menos frequente é o “B”, que tem fístula proximal.

Os tipos “E” e “F” são muito raros e não são atresias propriamente ditas, estando na classificação apenas como outras malformações esofagianas. Correspondem, respectivamente, a esôfago com fístula e estenose congênita de esôfago.

É possível descobrir a atresia esofágica durante o pré-natal?

O esôfago é um órgão que habitualmente não é visto durante a ultrassonografia obstétrica ou mesmo durante o ultrassom morfológico. Apesar de não podermos ver o esôfago, é possível suspeitar que exista atresia de esôfago quando o estômago não é visto e o líquido amniótico está aumentado (polidrâmnio). Estes dois achados ocorrem pela impossibilidade do feto em deglutir o líquido que passa a aumentar e o estômago fica sem conteúdo, passando a ser não visualizado. Vale lembrar que o estômago é visualizado ecograficamente pelo seu conteúdo, e não pelo órgão em si.

Entretanto, o tipo mais comum de atresia de esôfago é a que ocorre com fístula traqueoesofágica distal. Esta fístula comunica a parte de baixo à atresia (distal) à traqueia e o coto proximal do esôfago fica fechado em fundo cego.

Como o feto normalmente aspira líquido amniótico para dentro dos pulmões, parte deste líquido volta pela fístula distal ao sistema digestivo e preenche a cavidade gástrica que passa a ser visualizada na ultrassonografia. Nestes casos, justamente os mais frequentes, o líquido amniótico pode ser normal e o estômago visualizado, o que dificulta a suspeita diagnóstica de atresia de esôfago. Portando a maioria das atresias de esôfago passaram desapercebidas pelos exames de ultrassom do pré-natal.

Por fim, devemos lembrar que a ocorrência de polidrâmnio juntamente com a não visualização do estômago significa que o bebê tem entre 30 a 70% de chance de ter atresia de esôfago.

O papel da ressonância magnética nuclear

Em casos duvidosos, a ressonância magnética poderia, em tese, ser útil na elucidação. Entretanto se trata de um exame mais caro, menos acessível e cuja execução e interpretação demandam radiologistas muito experientes na área.

Então como se confirma o diagnóstico da atresia de esôfago?

O diagnóstico da atresia de esôfago deve ser feito ou confirmado em sala de parto, logo após o nascimento do bebê.

Após o nascimento, o bebê com esta malformação começa apresentar uma eliminação de salivação aerada pela boca em moderada a grande quantidade, acompanhada ou não de algum grau de engasgo. A confirmação é feita pela interrupção na passagem de sonda nasogástrica calibrosa ou ela pode enrolar no coto esofágico proximal cuja imagem é detectada na radiografia simples. O uso de contraste deve ser desencorajado pelo risco de aspiração.

O que fazer quando se descobre que o bebê tem atresia de esôfago?

Recém-nascidos com esta malformação congênita devem inicialmente ficar em jejum. Além disso é importante lembrar que ao tentar deglutir o leite materno, este vai rapidamente preencher o fundo cego do esôfago e inundar a traqueia causando sufocação e pneumonia.

Como já falado, os casos com atresia do esôfago mais comuns são com fístula para a traqueia (tipo C). Desta forma os cuidados iniciais, além do jejum, devem ser deixar o bebê com o tronco mais levantado (decúbito elevado).

Por fim, a correção da atresia é feita por meio de cirurgia pediátrica, após a avaliação detalhada do caso. Essa cirurgia habitualmente é realizada eletivamente. Porém é importante que o bebê já nasça no centro onde será feito todo o tratamento.

Cuidados pré-operatórios

Logo depois do nascimento, o bebê deve ser encaminhado à unidade de terapia intensiva neonatal e uma sonda deve ser passada pela boca ou narina para aspiração contínua da saliva. Isso evita que o bebê aspire a saliva para os pulmões.

O cirurgião pediatra deve ser acionado pela UTI neonatal. Assim como deve-se investigar malformações congênitas associadas antes de qualquer procedimento cirúrgico. A associação mais comum é com anomalias cardíacas e vertebrais havendo também anomalias renais e de extremidade. Atresias no intestino delgado, mais especificamente no duodeno podem ocorrer nestes recém-nascidos.

Correção cirúrgica

Em síntese, a reconstrução da atresia esofágica em uma só cirurgia é o tratamento de escolha. Portanto deve ser feito sempre que possível. É o que ocorre nas maiorias dos pacientes.

Entretanto, crianças com segmento atrésico longo entre os cotos esofágicos (“long gap“) podem requerer correções estadiadas (mais de uma cirurgia) e não existe uma “receita de bolo” para o tratamento cirúrgico. A cirurgia pode consistir em realização de gastrostomia e esofagostomia para, futuramente, se construir um tubo que substitua o esôfago com técnicas gástricas ou colônicas.

Além da técnica aberta por toracotomia, a vídeocirurgia tem ganho espaço como procedimento de correção cirúrgica da atresia esofágica. Esta inovação diminui o trauma cirúrgico e o risco de deformidades torácicas.

Complicações

Complicações pós-operatórias precoces como deiscência da anastomose podem ser manuseadas clinicamente. Por outro lado os estreitamentos (estenose) corrigidos com dilatações endoscópicas na maioria das vezes.

O refluxo gastroesofágico é uma complicação muito frequente e precisa ser monitorado. Os cuidados neste sentido incluem: controle clínico com orientações dietéticas e posturais, eventualmente também medicamentoso; e controle anual endoscópico com biópsia da extremidade distal do esôfago.

Prognóstico

Como resultado, o prognóstico da atresia de esôfago melhorou muito nas últimas décadas. Os cuidados pré-operatórios evitam que a criança tenha pneumonia. Além disso a investigação detalhada permite que se detecte as eventuais malformações associadas. Tudo isto que contribui para um melhor resultado.

Atualmente, espera-se sobrevida maior que 90 a 95% dos bebês com esta doença, desde que nascidos em centro terciário e submetidos à correção cirúrgica por especialista em cirurgia pediátrica experiente.

Ultrassom de terceiro trimestre, qual a sua importância?

Durante a gravidez, o médico pode solicitar que você faça uma ou mais ultrassonografias. Enfim, o objetivo deste exame de pré-natal é fornecer informações sobre o seu bebê e cada um deles irá avaliar coisas diferentes ajudarão a cuidar melhor de você e do seu bebê. Nesse aspecto veremos qual a importância do ultrassom de terceiro trimestre.

Embora o ultrassom possa ser solicitado a qualquer momento da gravidez, na maior parte das vezes, é recomendado fazer pelo menos três exames durante a gestação. Estes exames são:

Nesse texto, no entanto, explicaremos a importância de fazer o terceiro e último ultrassom.

Ultrassom de Terceiro Trimestre

Médico realizando ultrassom de terceiro trimestre

O que é um ultrassom obstétrico?

Antes de mais nada vale lembrar que o exame de ultrassom obstétrico é um procedimento indolor. Ele usa ondas sonoras para produzir uma imagem ao vivo do seu bebê no útero que pode ser vista em um monitor. Essas imagens servem para ajudar o médico a avaliar a saúde e o bem-estar do seu bebê.

Com uma ultrassonografia pré-natal, é possível: 

  • Determinar a idade do seu bebê (em dias e semanas) e a data prevista para o parto;
  • Verificar o batimento cardíaco do seu bebê;
  • Observar o tamanho do seu bebê;
  • Verificar se o bebê está se desenvolvendo como deve ou se há alguma preocupação importante;
  • Verificar a quantidade de líquido amniótico ao redor do bebê;
  • Mostrar em que posição o bebê está; ou
  • Verificar se há algum problema com o útero, ovários, colo do útero ou placenta.

Apesar de todas estas variáveis serem observadas no exame pré-natal, cada época irá trazer informações diferentes e complementares. Ou seja, um exame não substitui o outro.

Durante o exame de 11 a 14 semanas, será avaliada a translucência nucal, que é um detalhe bem importante para analisar o chace do seu bebê ter alguma doença genética. Além disso o seu risco para pré-eclâmpsia também será determinado.

Por outro lado, durante o exame morfológico de segundo trimestre é a época em que a anatomia do bebê poderá ser observada em detalhe. Nessa fase o bebê tem um bom tamanho e a quantidade de líquido amniótico é ideal para a realização da ultrassonografia morfológica. Neste estudo diversos parâmetros do bebê serão avaliados.

Para que serve o terceiro ultrassom?

Na ultrassonografia de terceiro trimestre, o seu médico irá receber as seguintes informações:

  • A estimativa de peso do seu bebê;
  • A posição do bebê;
  • A quantidade de líquido amniótico em torno do bebê;
  • A localização da placenta.

Estas informações são de extrema importância para que o médico decida quais serão os passos a serem dados agora no fim da gestação.

A estimativa de peso ajuda o médico a saber se o seu bebê está crescendo de maneira adequada. Essa informação, aliada a medida da altura uterina, permitem identificar os bebês grandes e os bebês pequenos. Se o bebê estiver pequeno o médico poderá suspeitar de problemas com a placenta. Por outro lado um bebê muito grande poderá levantar a suspeita de diabetes gestacional.

É importante que você saiba que muitas vezes a imagem no terceiro trimestre de gestação é pior do que na metade da gravidez. Isso acontece por uma série de fatores, mas talvez o principal deles seja que o bebê acaba ficando apertado. Outras situações com a posição do bebê virado para dentro da barriga também podem comprometer a imagem.

Em alguns casos seu médico poderá também solicitar um exame de terceiro trimestre caso exista alguma suspeita de sofrimento fetal. Frequentemente nestes casos o obstetra irá adicionar ao exame obstétrico um estudo Doppler. Afinal ele é que irá permitir a avaliação do fluxo sanguíneo do bebê permitindo assim identificar como está o funcionamento da placenta.

A avaliação do líquido amniótico no ultrassom de terceiro trimestre

O líquido amniótico é fundamental para proteção e desenvolvimento do bebê. Já de longa data sabemos que alterações no volume de líquido podem estar associadas a problemas.

O exame de ultrassom ainda não consegue calcular o volume total de líquido dentro da bolsa amniótica. Por isso o médico avalia o líquido amniótico por métodos chamados semi-quantititativos.

Um método semi-quantitativo é uma maneira de obter um resultado aproximado de alguma avaliação. Nesse sentido, existem basicamente 2 metodologias para avaliar o líquido amniótico no exame de ultrassom.

A primeira é chamada de medida do maior bolsão. Em síntese, neste método avaliamos, em apenas uma imagem, a medida ântero-posterior do maior bolsão de líquido amniótico e consideramos normal quando este resultado encontra-se entre 2 e 8 cm.

A segunda maneira é a chamada índice de líquido amniótico e consiste em dividir o útero em 4 quadrantes, somando o maior bolsão de cada um destes quadrantes. O resultado geralmente está entre 8 e 22 cm.

A avaliação do bem estar fetal

No terceiro trimestre existe também uma preocupação com com a vitalidade do bebê. Nessa reta final muitas vezes existe uma preocupação pois caso exista algum indício de problemas o obstetra poderá optar por antecipar o parto.

Nesse aspecto, o médico poderá solicitar dois exames de ultrassom diferentes:

  • O Perfil Biofísico Fetal;
  • A Dopplerfluxometria obstétrica.

Estes estudos irão trazer informações importantes sobre o bem estar do bebê dentro do útero.

Quando é feito o ultrassom de terceiro trimestre?

O terceiro ultrassom é feito no terceiro trimestre da gestação, geralmente entre 28 e 32 semanas. Mas lembre-se de que o médico pode solicitar uma ultrassonografia em qualquer momento da gravidez, a depender da necessidade de cada caso.

Por que o terceiro e último ultrassom é importante?

Além de avaliar o tamanho e o crescimento do feto, o terceiro ultrassom desempenha funções importantes. Portanto ele não deve ser negligenciado. Afinal ele permite a detecção de anormalidades fetais, avaliação da placenta e do líquido amniótico, a posição do feto e até mesmo benefícios psicossociais. Como exemplo podemos citar a atresia de esôfago. Por vezes as alterações de líquido amniótico provocadas pela obstrução no esôfago só podem ser vistas no ultrassom de terceiro trimestre.

A ultrassonografia no terceiro trimestre pode ajudar a detectar anormalidades que não foram diagnosticadas no segundo trimestre. Da mesma forma ajuda a diagnosticar aquelas que só se desenvolvem no terceiro trimestre, como acondroplasia (nanismo) ou lisencefalia.

O exame também pode verificar a localização da placenta, o líquido fetal e a posição do feto. Além disso, vários médicos recomendam essa ultrassonografia porque traz benefícios psicossociais: ajuda a promover o vínculo materno e a reduzir a ansiedade ou o estresse com relação ao bem-estar do bebê.

Quando é feito o exame pré-natal de 3D?

A princípio o ultrassom 3D não é um exame de rotina do pré-natal. E geralmente quando você está realizando o exame de terceiro trimestre a imagem já não é a ideal! Então, para saber o melhor momento de realizar um exame de 3D veja nosso post sobre o ultrassom 3D/4D.

Conclusão

Como podemos ver, o ultrassom do terceiro trimestre é importante para o bem-estar tanto do bebê quanto da mamãe, contribuindo com informações que permitem que o médico cuide melhor de ambos.

O que é prolapso de cordão umbilical?

Antes ou durante o parto, o cordão umbilical pode sair através do colo do útero aberto na vagina antes do bebê. Essa complicação recebe o nome de prolapso do cordão umbilical e precisa ser tratada imediatamente para que o feto não fique sem oxigênio.

O que é prolapso do cordão umbilical?

O prolapso do cordão umbilical é uma situação em que o cordão umbilical cai – ou prolapsa – entre o feto e o colo do útero.

Imagine que o cordão umbilical é como um tubo que liga o bebê à mãe. Esse tubo é uma linha de vida do bebê, pois transporta oxigênio para o bebê e retira o gás carbônico que foi gerado no processo de “respiração”. Além disso, ele também traz os nutrientes e leva embora os resíduos do feto.

Portanto o cordão umbilical exerce a função dos pulmões e da nutrição do bebê. Se o fluxo de sangue no cordão umbilical é interrompido é como se nós interrompêssemos o processo de respiração e de alimentação do bebê.

Quando o cordão umbilical fica entre o bebê e o colo do útero, ele pode ficar comprimido, o que pode resultar em perda de oxigênio e até mesmo na morte do feto. Justamente por isso, é uma situação que exige atenção imediata.

Prolapso de Cordão Umbilical

Imagem explicando como é o prolapso de cordão umbilical.

Com relação a função de nutrição o prolapso de cordão não irá causar um problema tão grande. Afinal para que a nutrição do bebê seja comprometida seriam necessários vários dias de compressão do cordão. Muito antes do bebê ter algum prejuízo pela falta de nutrientes o problema da função respiratória já seria muito mais grave.

Quais são os fatores de risco para prolapso do cordão umbilical?

Há algumas situações durante a gravidez que podem aumentar o risco de prolapso de cordão umbilical:

  • Caso a mãe esteja grávida de mais de um bebê (gêmeos, trigêmeos…);
  • No caso de trabalho de parto prematuro;
  • Um bebê com baixo peso ao nascer;
  • Apresentação pélvica (situação em que a posição do bebê está de modo que os pés ou nádegas estão apontados para o canal do parto);
  • Excesso de líquido amniótico (polidrâmnio);
  • A ruptura prematura das membranas amnióticas.

Normalmente a bolsa rompe apenas no final da fase de dilatação do colo uterino, quando a cabeça do bebê já está bem encaixada e baixa. Isso é importante pois a cabeça ajustada na pelve da mãe não permite que o cordão prolapse.

Quando a ruptura da bolsa ocorre numa fase mais inicial do trabalho de parto, ou mesmo antes do trabalho de parto iniciar, há uma chance maior do líquido amniótico carregar consigo parte do cordão, provocando assim o prolapso.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através do exame médico: vendo ou palpando o cordão prolapsado no exame de toque vaginal.

Além disso, o bebê pode apresentar uma frequência cardíaca anormal (inferior a 120 batimentos por minuto). Isso acontece porque o cordão umbilical está sendo esticado e comprimido, o que reduz o fluxo de sangue para o bebê.

Essa redução do fluxo sanguíneo que ocorre no prolapso de cordão irá alterar a frequência cardíaca fetal.

Como o prolapso do cordão umbilical é tratado?

O prolapso de cordão umbilical é uma emergência obstétrica que, embora incomum, quando diagnosticada, necessita de uma ação rápida do obstetra, devido ao grande risco de óbito fetal ou de sequelas neurológicas graves.

Caso o cordão umbilical esteja saindo da vagina, o parto do bebê precisa ser feito o mais imediatamente possível. Se a mãe ainda estiver primeira ou segunda fase do trabalho de parto, o médico poderá optar por fazer uma cesariana. 

Por fim, a assistência nos casos de prolapso do cordão umbilical visa manter a circulação pelo cordão umbilical. O médico vai tentar aliviar a compressão do cordão elevando manualmente a parte da apresentação fetal até que a cesariana seja realizada. A apresentação fetal é a parte do bebê que está aparecendo no canal vaginal. Se o bebê está cefálico é a cabeça e quando o bebê está pélvico (sentado) são as nádegas. O médico utiliza esta manobra para tentar reduzir o risco da perda de oxigênio para o bebê.

Manobras para o Prolapso de Cordão

A, Elevação manual transvaginal. B, Enchimento da bexiga urinária materna. C, Posição joelho-peito. D, Posição de Trendelenburg. E e F, Elevação da
pelve materna em decúbito dorsal e lateral, respectivamente. Fonte: Wong. Umbilical cord prolapse: a revisit. Am J Obstet Gynecol 2021.

Contudo, se o problema do cordão prolapsado for resolvido imediatamente, pode ser possível salvar o bebê sem que ele sofra lesões permanentes.

Mas quanto maior for o atraso, maior será a chance de que a criança nasça com problemas – dano cerebral ou morte.

Complicações que podem ocorrer

A complicação mais temida é o óbito do bebê. Infelizmente isso pode ocorrer em poucos minutos após o prolapso do cordão. Caso a compressão sobre o cordão umbilical permita ainda a circulação de sangue, mas em quantidade insuficiente para a oxigenação do bebê, poderemos ter outras complicações como lesões cerebrais graves decorrentes de hipóxia.

Como eu evito o prolapso de cordão?

Não há como evitar o prolapso de cordão. Também não pode ser previsto. O cordão umbilical se move muito durante a gravidez. Assim sendo, um exame de ultrassom não pode prever se irá ocorrer ou não um prolapso do cordão. Ele pode acontecer em gestantes sem nenhum fator de risco.

Conclusão

Por fim, o prolapso do cordão umbilical é uma situação urgente em que o melhor é agir o mais rápido possível. Essa complicação é muitas vezes imprevisível e por isso a recomendação de que a assistência ao parto normal seja sempre prestada dentro do hospital e por um médico obstetra com condições de realizar uma cesariana de emergência, caso seja necessário.

Não é possível prever se ocorrerá um prolapso de cordão umbilical no período pré-natal. Mesmo que o cordão umbilical esteja em uma posição adequada, o prolapso poderá ocorrer no momento em que a bolsa rompe.

Alimentos para azia na gravidez

A azia na gravidez é mais uma das queixas mais comuns que as mulheres apresentam no período de gestação. Dessa maneira, é comum ir atrás de soluções rápidas como alimentos ou bebidas que podem diminuir o incômodo. 

Explicamos as causas, sintomas e alguns hábitos alimentares que podem ser incluídos para reduzir esse desconforto durante este período.

Quais os sintomas que podem aparecer junto com a azia?

Além da azia, alguns outros sintomas do aparelho digestório podem aparecer durante este período. Entre eles podemos citar a queimação para baixo da garganta, o gosto amargo na boca e impressão de estômago cheio constantemente. 

Além de desconforto no tórax, tosse e produção de saliva em grandes quantidades. E por fim, dificuldades para digerir e engolir os alimentos e pressentimento de acidez na boca.

Causas dos sintomas gastro-intestinais na gravidez

A sensação de azia geralmente ocorre a partir do segundo trimestre durante a gestação. Existem alguns diferentes motivos para isso, sendo uma delas as alterações hormonais que ocorrem nos corpos das mulheres.

O nosso trato gastro-intestinal é provido de músculos que fazem com que o alimento seja transportado e também alguns músculos que atuam como válvulas, impedindo o retorno deste alimento para a porção anterior.

O transporte do alimento é realizado pela musculatura lisa. No intestino, por exemplo, isso é bastante evidente. A musculatura do intestino esta de maneira involuntária constantemente contraindo para empurrar o conteúdo intestinal para frente.

Já os músculos que impedem o retorno dos alimentos se chamam esfíncteres. Na entrada do estômago, na sua transição com o esôfago, existe o esfíncter esofágico, que impede o retorno do alimento do estômago para o esôfago.

Durante a gravidez existe no sangue da gestante um hormônio chamado progesterona. A progesterona tem uma série de efeitos benéficos para a gravidez, mas também possui alguns efeitos colaterais indesejados. Um exemplo destes efeitos indesejados é o relaxamento da musculatura lisa. Logo os esfíncteres ficam mais relaxados e a musculatura do intestino trabalha de forma mais “lenta”.

Em consequência disso, temos o efeito do intestino não funcionar bem, ficar cheio de gases e provocando uma distensão do abdome. Além disso os esfíncteres ficam com menor tônus. Isto causa, por exemplo, o refluxo gastroesofágico pois o esfíncter do esôfago fica mais “relaxado”. Este retorno do conteúdo do estômago para o esôfago causa os sintomas de queimação e azia.

Outro motivo é a evolução natural do bebê, de maneira que, ao crescer na barriga, acaba movendo o estômago para cima, o que resulta na azia.

Alimentos que podem ajudar a reduzir a azia na gravidez

A azia normalmente melhora com mudanças e cuidados na alimentação. Uma opção prática é optar por alimentos que podem auxiliar na diminuição dos sintomas da azia.

Logo, comer frutas que ajudam a controlar a sensação de acidez no estômago, como maçã ou pera, é uma alternativa. Ou, consumir produtos gelados, por exemplo, sorvetes, águas e sucos irão ajudar a aliviar os sintomas.

Alimentação Saudável Ajuda com a Azia na Gravidez

Uma alimentação saudável e balanceada ajuda a reduzir o sintoma de azia na gravidez.

Outra opção caseira, é o suco de melão que apresenta em sua composição o magnésio, um contribuinte que ajuda a diminuir a acidez e melhora os sintomas. 

Também é interessante preparar refeições com temperos perfumados, por exemplo, manjericão e coentro ou louro. Pois, possuem características que diminuem a frequência de espasmos na região do estômago melhorando a sensação de bem estar.

Uma última opção é consumir mel, por ser abundante em substâncias que favorecem a digestão. Incluir banana na dieta também é uma opção, porque apresenta elementos protetores das paredes do estômago e esôfago. 

No caso de nenhuma das opções funcionarem e os sintomas persistirem, é recomendável ir ao seu médico(a) para verificar e possivelmente indicar alguns remédios com base em cálcio ou magnésio. 

Lembrando que, para o uso de medicamentos é necessário o acompanhamento médico para evitar possíveis problemas ao bebê.

Outra dica importante para aliviar a azia é fazer várias refeições durante o dia. Ai invés de fazer uma refeição grande, divida a quantidade de alimento para fazer mais refeições, evitando assim a azia na gravidez.

Alimentos para evitar

Além dos alimentos que ajudam a diminuir os sintomas, uma boa alternativa é prevenir que aconteça as sensações desagradáveis da azia. Dessa forma, alguns alimentos são recomendados a se evitar neste período. 

Um deles são as bebidas com cafeína, pelo motivo de essa substância ser um incentivador do movimento gástrico, de maneira que permite a saída do suco gástrico e pode provocar a azia e sensação de queimação.

Outros alimentos para se esquivar são os temperos ou molhos, por exemplo, pimenta ou mostarda, que acabam por causar irritação e inflamação na barriga. 

Bebidas alcoólicas também estão contra-indicadas na gestação. Além de piorarem o sintoma de azia podem causar a síndrome do alcoolismo fetal.

Chá preto também é responsável por piorar os sintomas de refluxo, e portanto evitar estes chás durante a gravidez, em especial nos períodos de maior azia é bastante interessante.

Evite também gorduras, chocolate, frutas cítricas, tomate, vinagre e bebidas gaseificadas. Estes alimentões são vilões que produzem o sintoma de azia.

Se você tem dúvidas sobre o que consumir uma consulta e acompanhamento com nutricionista também pode ajudar a orientar sua alimentação. Lembre-se que as mamães podem manter o seu bem estar com uma alimentação saudável, evitando ao máximo o uso de medicações.