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Mitos e Verdades: Gatos podem Provocar Aborto?

Muitas pessoas acreditam que gatos podem provocar aborto, porém, isso realmente pode acontecer? Esse mito é transmitido há muito tempo entre os populares, no entanto, não sabem se isso é verdade ou apenas invenção de uma pessoa qualquer.

Obviamente o gato em si não pode provocar aborto. Entretanto o gato pode transmitir uma doença chamada toxoplasmose. Esta doença sim causar problemas como aborto ou alterações na formação do bebê. Portanto hoje vamos abordar um tópico muito discutido e por vezes mal interpretado: a relação entre gatos, gravidez e o risco de aborto ou algum outro problema com o bebê.

Como esse é um tema cercado de mitos e concepções errôneas, e isso acaba gerando uma série de abandonos de gatos durante a gestação, o que, como veremos, é um erro tremendo. Então achamos que é hora de esclarecer as coisas! Para descobrir a resposta de questões relacionadas ao tema, continue a leitura!

Mito: Gatos podem provocar aborto

Uma preocupação comum entre as gestantes é que o contato com gatos possa aumentar o risco de aborto. Essa crença deriva da possibilidade de os gatos serem portadores de um parasita chamado Toxoplasma gondii, que pode causar a toxoplasmose. No entanto, é importante destacar que a presença do gato em si não causa aborto. Portanto se você tem um gato de estimação e está grávida você não precisa se afastar do gato durante a gravidez.

Gatos podem Provocar Aborto é um mito

Apesar dos gatos não causarem diretamente abortamento eles podem transmitir uma doença chamada toxoplasmose.

Conheça a toxoplasmose

Para descobrir se os gatos podem causar aborto, é preciso entender, primeiro, como isso possivelmente acontece. Essa possibilidade pode existir por conta do protozoário chamado Toxoplasma Gondii, responsável pelo desenvolvimento da doença conhecida como toxoplasmose.
Essa doença pode ser transmitida por diversos animais e alimentos, porém, se hospeda com mais frequência em felinos. Ela sim pode ser responsável por um aborto, além de diversas outras complicações de saúde, como problemas neurológicos, por exemplo.Como a infecção pode acontecer

Em geral, a infecção acontece mais pelo consumo de carne que esteja infectada, e que esteja no estado mal passado ou cru. Carne de boi e suína podem ser as principais fontes desse tipo de doença, que, infelizmente, é bastante comum.

Além disso, caso frutas e verduras também estejam infectadas, e não tenham sido higienizadas, a infecção também acontece. Por esse motivo, é muito importante que a limpeza dos alimentos aconteça de maneira correta e sem erros.

Ciclo de Vida do Toxoplama

Ciclo vital do Toxoplasma gondii. Adaptado de: Jones JL, Lopez A, Wilson M. Schulkin J, Gibbs R. Congenital toxoplasmosis: a review. Obstet Gynecol Surv. 2001,56(5):296-305.

E como os gatos podem nos transmitir?

Os gatos podem transmitir a doença para os seres humanos apenas por meio de suas fezes. Para isso, seria necessário que uma pessoa entrasse em contato com as fezes do animal, e então, sem perceber, levasse a mão até a boca.

No entanto, é importante destacar que nem todo gato tem toxoplasmose e, por isso, é bem improvável que isso vá acontecer. Porém, caso acabe acontecendo com você, o melhor é ser feito é que se direcione ao médico mais próximo o quanto antes possível.

Quais são os sintomas da toxoplasmose?

A maioria das pessoas com toxoplasmose não apresenta sintomas. Entretanto em pessoas com o sistema imunológico debilitado a infecção pode causar problemas sérios. No caso das gestantes, se a mulher infectar-se durante a gravidez, há uma chance de o parasita infectar também o feto. Neste caso uma infecção que acomete o bebê no início da gestação poderia causar o aborto. Se adquirida mais tardiamente poderá causar outros problemas como alterações cerebrais (ventriculomegalia) e comprometimento da visão (lesões da retina).

Como o diagnóstico da toxoplasmose é feito?

Como a toxoplasmose na maioria das vezes é assintomática, o diagnóstico é feito pelos exames laboratoriais de rotina. Todas as gestantes devem realizar durante o pré-natal a dosagem de anticorpos contra o toxoplasma para identificar se possuem ou não doença ativa. Em algumas situações será necessário também realizar uma coleta de líquido amniótico (amniocentese) para um exame mais específico chamado PCR.

Em casos mais graves, quando o bebê está com uma infecção importante, algumas alterações podem ser vistas no ultrassom. As principais alterações visíveis no ultrassom quando o feto está contaminado é a alteração no sistema nervoso central (ventriculomegalia) e o espessamento da placenta.

Qual o tratamento para a toxoplasmose durante a gestação?

O tratamento para a toxoplasmose durante a gestação deve ser iniciado o mais breve possível após o diagnóstico. Dependendo da idade gestacional e da presença ou não de evidência de infecção fetal, podemos utilizar dois esquemas terapêuticos.

O primeiro esquema utiliza apenas uma medicação chamada espiramicina. Esta droga trata a mãe, entretanto ela atravessa pouco a barreira placentária e a concentração desta medicação no sangue do bebê acaba ficando baixa. Por isso, não estamos certos de que essa medicação possa tratar o bebê de maneira adequada. Este esquema terapêutico será utilizado apenas no começo e no fim da gestação, pois o outro esquema utilizado pode provocar malformações quando utilizado antes de 17 semanas. Ele também não é utilizado no fim da gestação pois poderá provocar problemas quando utilizado próximo a época do nascimento do bebê.

O segundo esquema é a combinação da sulfadiazina com a pirimetamina. Estas drogas atravessam muito bem a barreira placentária, e portanto considera-se que é o melhor esquema para tratar o bebê. Normalmente associamos estas medicações ao ácido folínico, pois ele pode reduzir a toxicidade delas.

Quais cuidados a gestante deve ter para não adquirir toxoplasmose durante a gravidez?

Precauções Podem Reduzir o Risco de Toxoplasmose.  Se você está grávida, aqui estão algumas medidas que você pode adotar para reduzir o risco de adquirir toxoplasmose:

  1. Evite limpar a caixa de areia do gato, se possível. Se tiver que fazê-lo, use luvas e lave bem as mãos depois.
  2. Alimente seu gato com ração comercial ou carne bem cozida, em vez de carne crua ou mal passada.
  3. Evite o contato direto com o solo do jardim, que pode estar contaminado com fezes de gatos. Use luvas se precisar fazer jardinagem.
  4. Lave bem os alimentos antes de consumi-los para eliminar qualquer possível contaminação.
  5. Evite a ingestão de carne crua ou mal passada.
Alimentação Saudável Evita Problemas na Gravidez

Seguir os cuidados básicos de higiene no preparo das refeições ajuda a evitar doenças como a toxoplasmose.

Portanto não há segredo: basta seguir os cuidados básicos de higiene e limpar sempre as mãos, principalmente após o contato com animais e com terra. Além disso prefira sempre carnes bem cozidas ou bem passadas. Essas medidas já são o suficiente para garantir a sua saúde.

A gestação é um momento especial que envolve muitos cuidados e adaptações. Manter-se informada e tomar as precauções adequadas pode ajudar a garantir que tanto você quanto seu futuro bebê possam desfrutar dessa fase com saúde e segurança – e na companhia de seu adorado felino!

No mais, como podemos ver até aqui, é mito que gatos podem provocar aborto, o que nos deixa mais tranquilos sobre ter os bichinhos em casa. Porém, vimos que infecções podem acontecer; para isso, é preciso conhecer formas de evitar que isso aconteça. Se tiver mais dúvidas sobre o assunto aproveite para ler nosso post sobre Animais de Estimação na Gravidez.

Descubra como tratar a urticária gestacional

Olá, querida futura mamãe! Se você está grávida e enfrentando sintomas de urticária gestacional, gostaríamos de fornecer algumas informações e cuidados essenciais para ajudá-la a entender e lidar com essa condição. Embora seja uma experiência desafiadora, você não está sozinha e existem maneiras de aliviar os sintomas e garantir uma gestação mais tranquila.

O crescimento da barriga e o estiramento da pele que o corpo precisa lidar na gestação pode acarretar em algumas vulnerabilidades. Mas, não se preocupe, vamos entender melhor o que é a urticária gestacional e como tratá-la.

O que é a urticária gestacional?

Esse é nome mais popular para o quadro de Pápulas e Placas Urticariformes Pruriginosas da Gravidez, também conhecido pela sua sigla PPUPG. A principal causa dessa condição é o estiramento que a pele da gestante sofre por estar em um período de expansão, causando a característica coceira.

Sintomas da Urticária Gestacional

Um dos principais sintomas da urticária gestacional é a coceira que mais comumente é nas dobras.

Ela é um problema incomum, acometendo cerca de 1 a cada 200 gestantes. Ela se caracteriza pelo surgimento de erupções cutâneas com coceira intensa. Essas erupções podem se assemelhar a picadas de insetos ou vergões na pele.

Alguns fatores também estão relacionados com a urticária gestacional, como o ganho de peso além do esperado em uma gravidez e a retenção de líquidos. Esses quadros aliados com a coceira são indicativos fortes da condição.

O que causa a urticária durante a gravidez?

A causa exata da urticária gestacional ainda é desconhecida. No entanto, acredita-se que fatores hormonais desempenhem um papel importante no seu desenvolvimento durante a gravidez. Mudanças hormonais, como o aumento dos níveis de estrogênio, podem levar à sensibilidade da pele e desencadear erupções cutâneas.

Como saber se estou com urticária gestacional?

Os sintomas mais comuns da urticária gestacional são:

  • Erupções cutâneas vermelhas ou rosadas na pele, semelhantes a picadas de insetos.
  • Coceira intensa nas áreas afetadas.
  • Aparecimento de lesões elevadas que podem variar de tamanho e forma.

Geralmente as erupções surgem nas áreas do corpo onde há maior estiramento da pele, como abdômen, seios, nádegas e coxas. Os sintomas podem variar de leves a graves, com crises recorrentes ou contínuas.

Mulheres grávidas devem se preocupar com a urticária durante a gravidez?

Embora a urticária gestacional não represente um risco direto para a saúde da mãe ou do bebê, ela pode causar desconforto significativo devido à coceira intensa e às erupções cutâneas. Apesar da maioria das mulheres não apresentar sintomas, caso eles apareçam você deve procurar seu médico obstetra ou dermatologista para que ele possa fazer uma completa. Assim que os sintomas aparecerem é importante consultar para uma avaliação completa.

A urticária gestacional não é a única causa de coceira durante a gravidez. Algumas gestaçÕes podem apresentar alterações diferentes como a coletase e que também podem ter sintomas semelhantes. Por isso a avaliação com um especialista que fará uma anamnese e exame físico é de extrema importância.

Como é o tratamento da urticária gestacional?

Primeiro é necessário ressaltar que existem algumas maneiras de diminuir as chances da urticária gestacional (apesar de não prevenir). A primeira é evitar ingerir alimentos com alto nível de sal, que podem causar um quadro de retenção de líquidos.

Também é importante manter a pele sempre bem hidratada, praticar exercícios que promovam o alongamento do corpo e manter o ganho de peso controlado durante a gestação.

Existem tratamentos caseiros que podem ajudar a melhorar e aliviar a urticária, mas lembramos que é importante conversar com seu médico antes de qualquer coisa.

Hidratação da Pele da Gestante

Manter a pele hidratada pode ajudar a reduzir os sintomas e outras dermatoses.

Utilizar uma compressa fria é uma boa opção, uma vez que isso diminui a irrigação sanguínea no local e ajuda a aliviar a coceira. Outra medida caseira é usar camomila e valeriana no local, calmantes naturais que promovem certo alívio. Outras dicas importantes para reduzir os sintomas são:

  • Mantenha a pele hidratada: O uso de loções ou cremes hidratantes suaves pode ajudar a aliviar a coceira e manter a pele saudável. Evite produtos com fragrâncias fortes, pois podem irritar ainda mais a pele sensível.
  • Evite gatilhos conhecidos: Se você notar que certos alimentos, tecidos, produtos químicos ou condições ambientais desencadeiam suas erupções cutâneas, tente evitá-los. Faça anotações sobre os possíveis gatilhos e compartilhe com seu médico.
  • Use roupas soltas e respiráveis: Opte por roupas feitas de tecidos naturais

Anti-histamínicos podem ser utilizados na gestação?

No que diz respeito a tratamentos medicamentosos, geralmente são utilizados corticoides tópicos, emolientes e anti-histamínicos. Porém o uso dessas opções deve ser feito obrigatoriamente por recomendação de um profissional.

Existem mulheres com sensibilidade aos medicamentos acima. Nesses casos os médicos terão algumas alternativas para aliviar os sintomas da urticária e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

A urticária é perigosa para o bebê?

De modo geral, não é necessário se preocupar em relação a riscos ao bebê ou à mãe. A urticária gestacional tende a desaparecer rapidamente após o parto, no máximo alguns dias após o nascimento.

É possível casos mais graves, porém esses são minoria e devem ser acompanhados de perto por um médico para evitar qualquer tipo de problema futuro. A tranquilidade é fundamental em uma gravidez e não existe com o que se preocupar quando a urticária aparecer.

Na maioria das vezes esta dermatose irá ter uma resolução espontânea. Ou seja, após o parto a tendência é que a urticária melhore espontaneamente.

O ginecologista consegue detectar gravidez no toque?

Será que o ginecologista consegue detectar gravidez no toque? Essa é uma pergunta que escutamos com certa frequência pois logo que atrasa a menstruação e a mulher procura o seu ginecologista é isso que ela quer saber!

Para entender como o seu médico faz o diagnóstico, vamos dividir o diagnóstico da gravidez três maneiras diferentes de fazer esse diagnóstico:

  • Temos inicialmente o diagnóstico clínico: aquele que pode ser feito com base no exame físico realizado pelo ginecologista
  • O laboratorial: aquele que é feito por um exame de laboratório (e aí temos de sangue ou urina)
  • E por fim o diagnóstico ultrassonográfico: aquele feito pelo exame de imagem (ultrassom, ou também chamado de ecografia).
Teste de Gravidez

Teste de gravidez positivo e imagem de ultrassom de gestação inicial.

O diagnóstico clínico se baseia no exame médico. Portanto para responder a pergunta se o ginecologista pode diagnosticar a gravidez pelo toque é nele que vamos concentrar este post.

Neste caso, quando estudamos o diagnóstico clínico de gravidez, aprendemos que existem três tipos de sinais que podem ser observados. Esses sinais são divididos da seguinte maneira:

  • Sinais de presunção: podem surgir em várias outras situações, sendo pouco específicos para utilizar como diagnóstico de gravidez;
  • Sinais de probabilidade: são sinais e sintomas mais evidentes de gravidez, no entanto, sem caracterizá-la com certeza;
  • Sinais de certeza: estes são bastante específicos e aí sim, a chance de ser gravidez é praticamente 100%!

O que o ginecologista consegue identificar gravidez no toque?

O toque vaginal é um passo importante do exame ginecológico. Nele o seu obstetra poderá avaliar alguns detalhes do seu colo uterino. Durante a gestação as principais características que são observadas são:

  • A consistência do colo: se ele está mais endurecido ou mais amolecido;
  • A dilatação cervical: se o orifício do colo está aberto e quão aberto ele está;
  • Nas fases mais iniciais o útero poderá ter um formato um pouco diferente do habitual e isso pode ser percebido no toque;
  • Se é possível sentir o bebê e qual parte do bebê está para baixo;
  • Se o bebê está encaixado ou não.

Então, apesar de poder observar algumas alterações próprias da gravidez durante o exame vaginal, o ginecologista não pode dizer com certeza se você está grávida ou não pelo toque.

Exame de Toque

Ginecologista realizando exame de toque vaginal.

Apesar de poder causar algum desconforto geralmente o exame não causa dor. Portanto não há nenhum risco para uma gestação

Mesmo no exame de uma mulher não grávida o profissional de saúde poderá fazer um toque vaginal para avaliar o colo uterino. Em mulheres que não estão grávidas, além das características do colo observadas ao toque geralmente o ginecologista irá fazer também um exame especular.

No exame especular o médico poderá observar as características visuais do colo e verificar se existe algum corrimento. O exame especular também é necessário para que o exame preventivo seja realizado.

Quais são os principais sinais e sintomas de gravidez?

Sinais de presunção

Como comentamos anteriormente estes sinais e sintomas podem realmente indicar uma gravidez. Entretanto diversas outras condições podem gerar sinais e sintomas semelhantes. Então não é possível dizer que uma mulher está grávida com base neles. Entretanto, quando eles estiverem presentes podemos sim suspeitar de uma gravidez! Vamos ver estes sinais:

  • Atraso menstrual (sinal mais precoce) chamado tecnicamente de amenorréia. Em em geral considera-se como indicando gravidez quando ele é superior a 10 dias. Isto sempre de acordo com o ciclo menstrual habitual da paciente. Se o ciclo é regular (com um intervalo constante entre as menstruações) esse sinal deve ser ainda mais valorizado;
  • Náuseas principalmente no início da manhã, com intolerância a cheiros e alguns alimentos;
  • Congestão mamária, caracterizada por mamas inchadas e doloridas com aumento da sensibilidade nos mamilos;
  • Polaciúria, que é o aumento da quantidade de vezes que a mulher vai ao banheiro urinar em relação ao habitual, causada tanto pelo aumento da função renal tanto pelo aumento do volume uterino que comprime a bexiga;

Sinais de probabilidade

Os sinais e sintomas de probabilidade já são mais específicos de uma gestação. Neste caso estes sinais e sintomas devem ser observados e avaliados por um profissional de saúde. Vamos ver quais são eles?

  • O sinal de Kluge: após a oitava semana a vulva e a vagina incham e tem a sua cor alterada por fora;
  • Sinal de Jacquemier/Chadwick: apresenta uma coloração arroxeada da região externa da vagina (vulva) e meato urinário (saída da urina);
  • Sinal de Osiander: durante o toque vaginal detecta-se presença de pulsação arterial nos fundos de saco laterais e posterior da vagina;
  • Sinal de Hartman: sangramento vaginal em pequena quantidade que pode acontecer no momento da implantação da gestação no útero;
  • Sinal de Hegar: amolecimento do istmo uterino (local estreito entre a porção do colo e o corpo uterino). Também pode ser visto depois da oitava semana de gestação pelo toque vaginal;
  • Sinal de Goodell: amolecimento da textura do colo do útero e da vagina;
  • Sinal de Piskacek: assimetria do útero durante o início da gestação. Ele ocorre pois o útero cresce inicialmente no local onde o embrião implantou-se;
  • Sinal de Nobile-Budin: abaulamento do útero ao toque;
  • Sinal de Hunter: escurecimento dos mamilos.
  • Modificações cutâneas com presença de manchas escurecidas em algumas regiões;
  • Aumento geral dos pelos no corpo (hipertricose)
  • Alterações de pele como as estrias gravídicas;
  • Rede de Haller: aparecimento de uma rede de veias visível sob a pele da mama;
  • Tubérculos de Montgomery: as glândulas nas auréolas dos seios aumentam em número e tamanho, tornando-se salientes e visíveis.

Note que mesmo havendo alterações no toque vaginal, estas alterações são apenas sinais de probabilidade e portanto o ginecologista não pode detectar a gravidez no toque com certeza.

Sinais de certeza

Agora sim! Veja quando o seu ginecologista consegue realmente dizer, sem dúvidas, que você está grávida!

  • Sinal de Puzos: movimento de empurrar o feto dentro do útero pelo toque vaginal.
  • Quando os movimentos fetais ou o batimento cardíaco fetal é detectado!

O diagnóstico laboratorial é mais preciso que tentar diagnosticar gravidez no toque

Dosagem de gonadotrofina coriônica humana (hCG). Este é o teste de sangue, que é mais comumente utilizado e pode ser feito logo que a mulher teve o atraso menstrual.

Detecta-se este hormônio no sangue após 8 dias aproximadamente da fecundação, tendendo a dobrar a cada 2 dias nas primeiras semanas. Portanto muito mais cedo que qualquer outra alteração que possa sugerir gravidez no toque vaginal.

Diagnóstico Ultrassonográfico da Gestação também é mais precoce que o diagnóstico de gravidez no toque

Por mais incrível que possa parecer no ultrassom leva um pouco mais de tempo para podermos ver o bebê. Enquanto que o exame de sangue já consegue identificar a gravidez logo após a menstruação atrasar, o ultrassom leva cerca de 10 dias para que possamos definir tratar-se de uma gravidez. Portanto o ultrassom é mais preciso do que tentar diagnosticar a gravidez no toque vaginal.

Embrião no Ultrassom

Imagem de gestação inicial onde é possível ver o embrião.

A ultrassonografia transvaginal é mais precisa do que a abdominal. Por isso nos primeiros exames se dá preferência para o ultrassom tansvaginal. E não há problema algum em realizar este exame pois não irá fazer mal para o bebê.

Neste exame é possível determinar a idade gestacional pelo ultrassom. E ela é bem confiável! Se você está em dúvida sobre a sua idade gestacional você pode sempre utilizar a nossa calculadora de idade gestacional.

Exame de urina na gravidez

Se você está grávida no momento ou planeja ter um bebê, deve ficar atenta, pois o processo de gerar uma criança exige muitos cuidados como a realização do exame de urina.  Para saber mais sobre este exame e como ele influencia em uma gestação saudável, continue conosco!

As gestantes sofrem diversas alterações durante a gravidez que influenciam o seu sistema urinário. Muitas podem perceber que estão fazendo xixi com mais frequência do que o normal antes mesmo de fazer um teste de gravidez.

Estas alterações ocorrem em parte por conta do hormônio hCG que é produzido após a implantação do embrião no útero. Este hormônio é um dos responsáveis pela vontade frequente de ir ao banheiro.

O hCG (gonadotrofina coriônica humana) é o hormônio dosado no teste sanguíneo de gravidez. O de beta hCG, que pode ser quantitativo ou qualitativo, dando um resultado numérico no primeiro com seus valores relacionados a idade gestacional e positivo ou negativo no segundo caso.

A importância dos exames

Uma gravidez é uma fase muito bonita na vida de uma mulher, mas além da emoção, é preciso estar ciente sobre um aspecto muito importante: a saúde.

Existem cuidados essenciais que irão garantir o bem-estar do bebê que está sendo gerado.

Durante a gestação é preciso realizar diversos exames no pré-natal, pois estes serão necessários para monitoramento da criança.

Por exemplo, além do exame de urina também são feitos: hemograma, tipo sanguíneo e fator Rh (caso a mãe tenha RH negativo e o pai apresente RH positivo pode haver sensibilização do sistema imunológico materno contra o Rh positivo), glicemia, HIV, entre outros.

Logo, vale a pena ressaltar a importância do acompanhamento pré natal para que a criança tenha um bom desenvolvimento.

O papel do exame de urina para a saúde da mãe e seu bebê 

Talvez você não saiba, mas a saúde do seu sistema renal é muito importante para o desenvolvimento fetal.

Em primeiro lugar, na gravidez os rins de uma mulher trabalham não são por ela, mas também pela criança. 

Exame de Urina na Gravidez

O exame de urina durante a gravidez é importante para ajudar a manter a saúde da mãe e do bebê. As infecções urinárias podem ser graves para a gestante e também provocam o trabalho de parto prematuro.

Durante a gravidez, há um aumento geral no volume de sangue circulante e cerca de 25% desse sangue é direcionado para os rins.

Conforme o útero cresce para acomodar o bebê em desenvolvimento, os rins acabam sendo espremidos. Essa condição pode gerar estagnação urinária e infecção do trato urinário.

As infecções do trato urinário, quando não tratadas, podem trazer risco à saúde do bebê, visto que a presença de toxinas pode gerar contrações uterinas, resultando em um parto prematuro.

Também é notado que a infecção urinária está ligada a bebês abaixo do peso, já que esta condição impede que os nutrientes cheguem ao feto.

Também é possível que durante o parto, se a infecção urinária não tiver sido tratada, o bebê posssa contrair a infecção ao ter contato com bactérias causando complicações e doenças perinatais.

Tipos de exame de urina 

Existem três tipos de exame de urina, os quais são:

  1. Tipo 1 
  2. Urocultura 
  3. 24 horas 

O exame tipo 1 é o mais comum, conhecido comumente por urina rotina.

Se este é feito e é constatada a presença de bactérias, é necessário realizar a urocultura, pois é através dela que são identificadas as bactérias e realizado o antibiograma, teste que determina quais antibióticos estão ou não indicados para o tratamento da infecção, sem suscitar dúvidas ao obstetra quanto ao tratamento da bacteriúria.

Quando ainda persistirem dúvidas e sintomas durante as consultas, o obstetra pode solicitar a gestante o exame de 24 horas, pois quando se realiza uma coleta em 24 horas, é mais provável que o paciente não desperdice nenhuma urina importante, garantindo assim um resultado mais acertivo no teste e maior segurança para o bebê e a mamãe.

Fatores que são observados no exame de urina 

Para ter um diagnóstico confiável do estado de saúde da paciente, são estudados diversos aspectos em um exame de urina. Os mais comuns são:

  • Ph da urina: a taxa saudável do Ph da urina está entre 5,5 a 7,0. Se for maior que este valor, pode ser sinal de bactérias. Se for menor que esse valor, pode indicar problemas nos túbulos reais.
  • Proteínas: sugere alterações nos glomérulos ou nos túbulos renais.
  • Bilirrubina: substância produzida pelo fígado, se está em altas concentrações na urina pode indicar doença hepática.
  • Glicose: sinal de problema no funcionamento dos túbulos renais ou diabetes descompensada.
  • Leucócitos: sugere infecção urinária.
  • Corpos cetônicos: diabetes descompensada ou em alguns casos alimentação rica em gorduras.

É importante dizer que um laudo confiável deve ser avaliado por um profissional.

Portanto, após receber seus exames, certifique-se de levá-los ao médico para que ele possa avaliá-los e dar uma posição correta.

Como fazer a coleta ideal 

Agora que você já sabe a importância de fazer exame de urina, deve estar se perguntando qual a maneira correta de realizá-lo para que os seus resultados não sofram qualquer tipo de interferência.

Como coletar exame de urina na gravidez

Informe-se com o laboratório sobre como deverá ser coletado o seu exame de urina na gravidez.

É importante comentar que o primeiro jato de urina do dia não é usado para exames, pois ele vem com contaminações.

Portanto, quando fizer o exame, urine de 2 a 3 segundos normalmente, e apenas depois desse intervalo colete o líquido no recipiente.

Tanto no local do exame quanto em farmácias você consegue achar recipientes próprios para coleta de urina.

Cheque com a clínica qual o volume necessário para a realização dos exames, mas geralmente varia de 30 a 50 ml.

Há um consenso de que a urina só é válida se entregue no máximo após duas horas da coleta.

Dê preferência a realizar a coleta diretamente no laboratório.

Se realizar o procedimento em sua residência, programe-se antecipadamente para conseguir entregar sua coleta no intervalo de tempo recomendado.

Estou com 40 semanas de gestação e não sinto nada

Se você chegou nas 40 semanas de gestação e nada está acontecendo deve estar se perguntando se há algo de errado. Surge aquele medo misturado com ansiedade. Na primeira consulta de pré-natal o médico anotou na sua carteira a data provável do parto. Ela chegou e nada aconteceu… e agora?

Entendendo a famosa “data provável do parto”

A primeira coisa que você precisa entender é o termo “data provável do parto”. Apesar do nome “sugerir” que o parto irá acontecer nesta data, na verdade não é nada disso. A data provável do parto, ou DPP, nada mais é do que o dia em que você completa 40 semanas de gestação.

Isso não significa que você irá entrar em trabalho de parto nesta data, nem que o nascimento do seu filho irá ocorrer com 40 semanas.

A DPP é apenas o dia em que você completa 40 semanas. Entretanto sabemos que uma gestação normal tem duração variando de 37 a 42 semanas. Portanto é normal que o nascimento do seu bebê ocorra um pouco antes ou um pouco depois da DPP.

40 semanas de gestação

Se você chegou nas 40 semanas de gestação e não está sentindo as contrações ainda não se preocupe, consideramos normal que o parto aconteça entre 37 e 42 semanas de gestação.

Quando o bebê nasce antes de 37 semanas, podemos dizer que ele é prematuro. Por outro lado, a gestação que passa de 42 semanas chama-se gestação prolongada.

Cheguei nas 40 semanas de gestação e nada aconteceu, e agora?

Normalmente os protocolos de pré-natal recomendam que ao chegar na 40ª semana de gestação as consultas devem ser intensificadas. Habitualmente realiza-se 2 consultas por semana.

Além disso exames de vitalidade fetal deverão ser solicitados, como a ultrassonografia e a cardiotocografia. Também é interessante que você comece a controlar o número de vezes que o seu bebê se movimenta durante o dia. Esta é uma avaliação muito prática e barata da vitalidade do seu bebê, conhecida como mobilograma.

Saiba que a principal causa de gestações que passam das 40 semanas é um erro na datação da gravidez. Ou seja, na verdade você ainda não chegou na quadragésima semana, provavelmente existe um erro de alguns dias na sua estimativa de idade gestacional.

Possivelmente quando você atingir 41 semanas seu médico irá recomendar a interrupção da gestação. Isto acontece pois sabemos que se você não entrou em trabalho de parto de maneira espontânea até 41 semanas a chance disto acontecer naturalmente entre 41 e 42 semanas é pequena.

Da mesma forma, é importante ter em mente que após a 42a. semana as chances de ter alguma complicação na gravidez começam a aumentar. Por isso a recomendação de interromper com 41 semanas.

Precisarei fazer uma cesárea?

Definitivamente não. Apesar de você estar com 40 semanas de gestação e não sentir nada, isto não significa que você irá precisar fazer uma cesárea.

O primeiro passo é avaliar com está o seu bebê. Ele está com a cabeça para baixo? Existe alguma dilatação do colo uterino? Ele está com peso adequado e líquido amniótico normal?

Todas estas questões (e outras eventualmente) devem ser avaliadas pelo seu médico antes de tomar alguma decisão. Caso tudo esteja dentro do esperado, seu obstetra poderá recomendar uma indução de trabalho de parto.

Como é feita a indução do trabalho de parto?

A princípio é possível induzir o parto de maneira mecânica ou mais comumente de maneira farmacológica. Para indução farmacológica utilizamos um medicamento chamado ocitocina. A ocitocina é um hormônio produzido pela hipófise que tem a capacidade de induzir as contrações uterinas.

Caso as contrações não iniciem espontaneamente essa medicação pode ser diluída em um soro e infundida para que iniciem as contrações. O médico irá avaliar a resposta do seu útero de tempos em tempos para verificar se precisa aumentar o diminuir a dose de ocitocina que está sendo infundida.

Em alguns casos, quando o colo do útero é “desfavorável”, antes de iniciar a ocitocina é realizado um preparo do colo com outra medicação chamada misoprostol. O misoprostol é um análogo de prostaglandina que utilizado para o tratamento de úlcera gástrica. Entretanto como possui um efeito de produzir contrações uterinas e amolecer o colo do útero essa droga é utilizada para o preparo (amolecimento) do colo antes da indução com ocitocina.

Tipos de Indução do Trabalho de Parto

A indução do trabalho de parto pode ser feita de diversas formas.

A avaliação do colo uterino é feita por meio do toque vaginal. Analisa-se as características colo conforme um esquema de pontuação conhecido como Índice de Bishop.

Por outro lado o seu médico poderá também utilizar medidas mecânicas que induzem o parto. Estas medidas incluem o descolamento das membranas da parede uterina, a rotura da bolsa (amniotomia) ou colocação de um balão para dilatação cervical.

Caso o colo esteja muito desfavorável ou existam sinais de que o bebê não está bem seu médico poderá então optar pela realização de uma cesárea, sem a tentativa prévia de indução.

Quanto tempo leva a indução do parto?

Isto é bastante variável pois algumas pacientes podem responder rapidamente e outras podem levar mais tempo para responder. Se você quer evitar a necessidade de indução do parto talvez seja interessante o consumo de tâmaras. Estudos científicos apontam para o fato de que mulheres que consomem tâmaras tem menos necessidade de indução do parto.

Quais são os riscos de passar das 40 semanas de gestação?

A medida que a gestação passa de 40 semanas existe um pequeno incremento no risco de complicações. Entretanto a maiora das mulheres que tem o parto entre 40 e 42 semanas tem um parto sem complicações e dão a luz a bebês saudáveis. Já ao passar de 42 semanas (gestação pós-termo) estes riscos aumentam substancialmente. Os riscos associados à gravidez pós-termo incluem o seguinte:

  • Óbito fetal ou neonatal por complicações no parto;
  • Macrossomia (feto muito grande);
  • Síndrome de pós-maturidade;
  • O feto poderá aspirar mecônio, o que pode causar sérios problemas respiratórios após o nascimento;
  • Oligodrâmnio (diminuição do volume líquido amniótico);
  • Outros riscos incluem uma maior chance de cesárea ou necessidade da utilização de fórceps.

Também há uma chance maior de infecção e hemorragia pós-parto quando a gravidez ultrapassa a data prevista.

Diástase abdominal: o que é e como tratar

Não é nenhuma novidade que o corpo das mulheres passa por diversas transformações durante o período da gestação. Essas mudanças envolvem hormônios, alterações corporais e também emocionais. 

Vamos entender melhor uma dessas mudanças que pode ocorrer: a diástase abdominal.

Além disso, vamos aprender se existe algum tratamento ou maneira de prevenir esse quadro para que, caso aconteça com você, já saiba como lidar.

O que é diástase abdominal?

O músculo reto do abdome ou reto abdominal é um músculo presente verticalmente em cada lado da parede anterior do abdômen.

São dois músculos paralelos, que se unem na linha média do abdômen e são separados por uma faixa de tecido conjuntivo chamada linha alba (linha branca), a linha média do abdome.

Esquema de Diástase Abdominal

Esquema mostrando como é a musculatura abdominal antes da gestação, a diástase que ocorre por distensão do abdômen e o resultado no puerpério.

Em primeiro lugar, uma das alterações fisiológicas que costuma acontecer durante a gravidez é o afastamento da musculatura do abdômen, na sua linha média, juntamente com o tecido conjuntivo. Isto ocorre porque o útero precisa de espaço suficiente para se expandir. Dessa forma leva ao enfraquecimento da região e por vezes provoca saliências acima ou abaixo do umbigo.

Essa condição é chamada de diástase abdominal, com a sigla DMRA (diástase dos músculos retos abdominais) que acontece comumente durante ou após a gestação, mas pode ocorrer por outras causas como a obesidade abdominal ou múltiplas cirurgias abdominais.

Embora raramente, a diástase abdominal também pode estar presente desde o nascimento, sendo chamada de diástase abdominal congênita, e está muitas vezes relacionada ao nascimento prematuro pois os músculos abdominais podem não estar ainda completamente desenvolvidos e fechados.

É uma condição muito frequente em gestantes e puérperas e não é motivo de pânico ou desespero. Cerca de 60% das mulheres grávidas experimentam algum grau de diástase abdominal, já que é um período de expansão da região abdominal como consequência do crescimento do bebê.

Como identificar?

Sobretudo, os dois grandes sintomas da diástase abdominal são a flacidez da região abdominal e o aparecimento de dor na região lombar da coluna. O quadro geralmente aparece no período de puerpério ou entre seis e oito semanas após o parto. 

Geralmente, é considerada anormal uma separação maior de 1,5 a 2 cm. Ainda assim, é possível ter clínica evidente mesmo se a distância entre os retos é menor que 1,5 cm.

O diagnóstico pode ser feito pelo seu ginecologista ou por um cirurgião geral, através do exame físico com as manobras de semiflexão do tronco, avaliando a parede abdominal e a presença ou não de afastamento dos músculos abdominais, além da presença dos sintomas.

Após o exame físico o médico pode solicitar exames de imagem, como a ultrassonografia de parede abdominal para avaliar de forma mais detalhada os músculos abdominais e confirmar o diagnóstico da DMRA.

A tomografia computadorizada do abdômen determina com precisão a distância entre os retos e definir melhor a anatomia da parede abdominal.

Existem algumas condições que são fatores de risco para a diástase abdominal. Podemos citar, entre outras, a obesidade, uma gravidez de gêmeos e a produção de mais líquido amniótico do que o normal. Tudo isso acaba causando uma expansão do músculo além do esperado na gestação.

Gestações seguidas em um curto intervalo de tempo também aumentam as chances da mulher apresentar diástase abdominal, bem como uma vida sedentária após o parto ou mesmo antes cursando principalmente com fraqueza muscular e sedentarismo, além de obesidade.

Como prevenir

A Prevenção da diástase abdominal durante o pré-natal pode consistir da prática regular de atividades físicas com exercícios que fortaleçam a parede abdominal como o pilates e mantendo uma postura correta durante a gestação.

Exercícios para melhorar o IMC

Exercícios físicos regulares ajudam a reduzir o risco de uma diástase abdominal no puerpério.

Além disso, manter uma dieta saudável e equilibrada para evitar o ganho de peso excessivo. Mulheres que já tiveram diástase possuem chances maiores de desenvolver o problema em gestações futuras por isso é recomendável aguardar cerca de dois anos após a ocorrência para engravidar novamente.

Qual o tratamento?

A primeira iniciativa da mulher, em qualquer quadro de saúde, deve ser procurar um médico para avaliação. Somente um profissional de saúde é capaz de fornecer recomendações corretas para a melhor saúde da gestante e da mulher no pós parto. 

No caso específico da diástase abdominal, o que recomenda-se é a fisioterapia aliada a atividade física para diminuir a fraqueza abdominal. Igualmente a perda de peso caso o IMC esteja acima do ideal, aliado a uma avaliação nutricional. Em alguns casos existe a indicação de uma intervenção cirúrgica, a ser avaliada pelo profissional após o término da gestação e normalmente quando o desejo de gestações acabar. 

Se após 8 semanas do parto a mulher ainda tiver sinais de diástase, vários regimes de exercícios podem auxiliar na correção do problema. A maioria concentra-se no fortalecimento dos músculos retos abdominais.

Mas atenção, deve-se evitar fazer exercícios para “fechar a diástase” por conta própria. Alguns deles são contra-indicados e podem piorar o quadro. Isso inclui alguns tipos de abdominais, flexões, pranchas frontais e algumas posturas de ioga, que podem vir a agravar a separação no músculo reto abdominal.

Os exercícios ideais para minimizar os casos de diástase abdominal são específicos. O correto é praticar exercícios hipopressivos, que conseguem proporcionar maior fortalecimento dos músculos do reto abdominal.

Técnica Tupler

Uma aliada nesse contexto é a técnica Tuppler. Ela consiste em uma rotina de exercícios hipopressivos intervalados aliados à técnica de amarração do abdômen com cintas de compressão. 

Grávida pode pintar o cabelo?

A gravidez é um dos períodos de mais incertezas para as mamães, pois tudo que era comum no seu dia a dia se torna uma grande dúvida. Entre elas, quais ações da rotina ainda posso realizar? 

A ida aos salões de beleza é um dos mais comuns em gerar dúvidas entre as mulheres gestantes. Dessa forma, algumas questões aparecem sobre os produtos que podem ser utilizados ou não. 

Para isso, trouxemos uma dúvida comum entre as futuras mamães e explicamos sobre a possibilidade de coloração do cabelo durante a gestação. 

Pintar o Cabelo na Gestação

Durante a gestação você não precisa deixar de cuidar do seu cabelo.

Posso retocar ou pintar meu cabelo durante a gestação?

De acordo com pesquisas atuais, as mulheres podem pintar o cabelo durante a gravidez. A preocupação se deve a composição das tintas que possuem elementos químicos que podem ser prejudiciais à saúde. 

Um estudo realizado na Dinamarca com 550 cabeleireiras gestantes demonstrou que não existe um risco aumentado para abortamentos, restrição de crescimento ou outras malformações neste grupo de gestantes. Isto é importante pois elas estão expostas aos produtos utilizados para pintar cabelo diariamente durante toda a gestação.

No entanto, segundo estudos, as quantidades de ingredientes tóxicos apresentadas nestes produtos não são consideravelmente altas, de forma que, não é possível uma grande absorção ao ponto de ocasionar malformação ou outros problemas ao feto. 

Ainda sim, a melhor opção é sempre consultar seu médico obstetra para que ele oriente e dê mais informações sobre os riscos envolvidos. 

Pinte o cabelo em um momento seguro

Conforme médicos e profissionais da área de saúde é indicado que a pintura seja feita após o primeiro trimestre de gestação. Isto se deve ao fato de que durante os três primeiros meses estão se formando partes importantes do feto, logo, a manifestação de produtos intoxicantes pode causar riscos ao bebê.

Se você não tem certeza de quanto tempo está grávida, consulte a nossa calculadora de idade gestacional.

Após os meses iniciais a gestante pode pintar o cabelo sem riscos, desde que não tenha contato com o couro cabeludo. Nesta fase, a criança já tem uma sustentação desenvolvida que aumenta sua defesa perante toxinas. 

Qual tinta escolher

Ao decidir pintar o cabelo, é importante tomar cuidado ao escolher as tintas que serão aplicadas. Apesar de todas possuírem componentes tóxicos, alguns não são indicados, por exemplo, formol, parabenos, amônia e metais pesados, por isso, leia atentamente a embalagem da tinta escolhida para garantir que é livre dessas substâncias. Para conhecer todos os produtos que você deve evitar na gravidez, leia nosso post sobre Substâncias Prejudiciais para a Gravidez.

Assim como, o uso de shampoos matizadores e desamareladores são contra indicados durante o período de gestação. 

Uma opção é utilizar produtos de cores mais claras, pois contém menos químicos em sua composição em relação às tintas com cores mais vivas. Outra alternativa mais segura, é aplicar produtos naturais, como a henna ou tinturas vegetais e de preferência hipoalergênicos. Além de, consultar com seu médico para que autorize o uso do produto. 

Para as mulheres que estão se planejando para uma futura gravidez, uma recomendação é começar a fazer uso de produtos de gestantes cerca de dois meses antes do período que tentará engravidar. Além disso se você está planejando a gravidez lembre-se de usar o ácido fólico por 2 a 3 meses antes de engravidar.

Cuidados

Ao observar o texto, podemos concluir que o tingimento do cabelo pode ocorrer durante a gestação, desde que se tenha os devidos cuidados. Diante disso, listamos algumas precauções para se tomar antes de realizar qualquer procedimento. 

  • Garanta que o local esteja bem ventilado;
  • Leia atentamente as instruções da embalagem; 
  • Utilize luvas para evitar o contato com a pele; 
  • Faça um teste de mecha;
  • Siga o tempo mínimo de ação do produto descrito na caixa, ou menos;
  • Enxágüe bem a cabeça para tirar quaisquer resquícios do produto. 

Opte por um lugar ventilado se for pintar o cabelo na gestação

Alguns produtos podem liberar substâncias químicas no ar. Por isso é importante ter atenção para pintar o cabelo em locais bem ventilados. Se você for ao salão peça para sentar próxima a janela. Se pintar o cabelo em casa lembre-se de fazer isso em um local bem arejado.

Existe algum número limite de vezes que posso pintar o cabelo na gestação?

Não há um limite pré-estabelecido. Lembre-se de apenas de evitar de pintar o cabelo na gestação durante as primeiras 12 semanas pois esse é o momento mais crítico para a formação do bebê.

Além disso, estimamos que será necessário pintar o cabelo apenas 3 ou 4 vezes durante a gestação. Isso também é um dado importante a absorção será mínima e a exposição a estes produtos terá um intervalo de 6 a 8 semanas.

Entretanto, se for pintar, prefira sempre a utilização da menor quantidade possível de produtos e sempre produtos naturais.

Há relato de alguma malformação provocada por tinta no cabelo?

Não. Não existem relatos de malformações associadas a tinta de cabelo. Entretanto recomendamos que sejam seguidas sempre as recomendações colocadas aqui neste artigo para minimizar qualquer risco.

Grávida pode alisar o cabelo?

Essa é uma dúvida importante, e o alisamento deve ser evitado durante toda a gestação e amamentação. Essa recomendação advém do fato de que muitos produtos utilizados para o alisamento não possuem estudos do seu efeito sobre a gestação.

Em especial estão contra-indicados os produtos com formol pois existe o risco dele penetrar na corrente sanguínea através do couro cabeludo, podendo atravessar então a placenta e chegar na circulação do feto.

Entretanto, se você alisou o cabelo e não sabia que estava grávida não se preocupe. Um estudo publicado em 1999 demonstrou que mulheres que usaram um alisador de cabelo químico em qualquer momento durante a gravidez ou dentro de 3 meses antes da concepção não tiveram risco maior de parto prematuro ou baixo peso ao nascer.

Pintando o cabelo enquanto você está amamentando

Embora não se encontre muitas informações sobre pintar o cabelo durante a amamentação, acredita-se que não há problema. Quando aquela raiz de cor diferente começar a incomodar, as mães poderão ajeitar o seu visual sem risco para o bebê.

Muito pouco dos produtos químicos usados na tintura de cabelo entram na corrente sanguínea, por isso é muito improvável que uma quantidade significativa seja passada através do leite materno.

O ideal é efetuar os cuidados com os cabelos com profissionais capacitados, para que a gestante tenha menos contato direto com os produtos. Além disso, é necessário consultar seu médico ou médica obstetra para verificar se é recomendado para a sua gestação, em específico.

Quer mais informações sobre os cuidados de beleza durante a gestação? Não deixe de ler o artigo que publicamos sobre Estética na Gestação!

Referências

  1. Zhu JL, Vestergaard M, Hjollund NH, Olsen J. Pregnancy outcomes among female hairdressers who participated in the Danish National Birth Cohort. Scand J Work Environ Health. 2006 Feb;32(1):61-6.
  2. Blackmore-Prince C, Harlow SD, Gargiullo P, Lee MA, Savitz DA. Chemical hair treatments and adverse pregnancy outcome among Black women in central North Carolina. Am J Epidemiol. 1999 Apr 15;149(8):712-6.

O que é o exame HBsAg?

O exame HBsAg é um exame de sangue utilizado para identificar a presença de infecção pelo vírus da Hepatite B. Fazemos este exame rotineiramente no pré-natal.

É importante identificar as gestantes que estão contaminadas com o vírus da Hepatite B pois poderá ocorrer a transmissão do vírus para o bebê durante a gravidez, parto ou mesmo no período de amamentação.

O que significa HBsAg ou Antígeno Austrália?

O HBsAg, também chamado de Antígeno Austrália é uma molécula que existe na superfície do vírus da Hepatite B. Chamamos de antígeno toda a substância que é “estranha” ao nosso corpo.

Vírus da Hepatite B e o HBsAg

HBsAg é um antígeno na superfície do vírus da Hepatite B.

O HBsAg, é o primeiro marcador da doença. É possível detectar a presença deste marcador antes mesmo do indivíduo apresentar qualquer sintoma. Caso ocorra a cura da doença os níveis do HBsAg diminuem em torno de 6 meses. Este é o período de convalescência. Nos casos de doença crônica o HBsAg poderá permanecer positivo na pessoa por mais de 6 meses.

Existem outros exames que devem ser feitos para Hepatite B?

Caso o seu exame de HBsAg tenha resultado positivo, o seu médico irá solicitar outros exames para poder identificar se você realmente está com a doença. A investigação da infecção pelo vírus da Hepatite B poderá incluir também a pesquisa pelo Anti HBc e Anti HBs.

Caso você seja portadora do vírus é importante que informe ao seu pediatra pois ele irá precisar administrar a vacina para Hepatite B e a imunoglobulina ao seu bebê logo após o parto.

Como interpretar o resultado do exame

A interpretação dos exames de hepatite B deve ser realizada conforme a tabela abaixo, conforme recomendação do Ministério da Saúde.


Sorologia (Exames) Interpretação Observação
HBsAg (-)
Anti HBc T (-)
Anti HBs (-)
Suscetível Vacina contra Hepatite B está indicada
HBsAg (-)
Anti HBc T (+)
Anti HBs (+)
Imune Após Infecção Anti HBc IgM (-) e IgG (+), não vacinar
HBsAg (-)
Anti HBc T (-)
Anti HBs (+)
Resposta Vacinal
HBsAg (+)
Anti HBc T (+)
Anti HBs (-)
Hepatite B Aguda Anti HBc IgM (+)
HBsAg (+)
Anti HBc T (+)
Anti HBs (-)
Hepatite B crônica HBsAG positivo por mais de 6 meses, Anti HBc IgM (-) e IgG (+)
HBsAg (-)
Anti HBc T (+)
Anti HBs (-)
  • Infecção resolvida com Anti HBs não detectado
  • Anti HBc Falso Positivo
  • Infecção crônica com HBsAg não detectado

No gráfico a seguir é possível visualizarmos o comportamento dos diferentes antígenos com relação a infecção e sintomas da Hepatite B.

Curso Sorológico da Hepatite B

Curso sorológico da Hepatite B (HBV) e seus diversos marcadores.

O significado destes marcadores é:

  • HBsAg – antígeno presente na superfície do vírus, indica o período de transmissão da doença e caso persista por mais de 6 meses indica doença crônica;
  • Anti-HBs – anticorpo produzido contra o antígeno HBsAg, ele é um marcador de recuperação da doença ou de imunidade induzida pela vacina;
  • HBeAg – antígeno produzido durante a replicação do vírus, indica uma replicação ativa, essa é a fase de maior risco de transmissão da doença;
  • Anti-HBe – anticorpo produzido contra o HBeAg, geralmente indica o início de resolução da doença e redução no risco de infecção;
  • Anti-HBc – é o anticorpo produzido contra proteínas do núcleo do vírus, pode ser dividido nas classes IgM e IgG.

Significado do Anti HBs

O Anti HBs é o anticorpo produzido pelo nosso corpo contra o HBsAg. Nosso sistema imunológico, ao identificar a presença do vírus por meio da proteína HBsAg começa a produzir estes anticorpos para “destruir” o vírus.

Ou seja, nas pessoas que tomaram a vacina para Hepatite B o Anti HBs também poderá ser detectado na circulação sanguínea. Se você não sabe se foi adequadamente vacinado seu médico poderá solicitar ao laboratório de análises clínicas a dosagem do Anti HBs. Caso ele seja negativo você poderá ter que tomar a vacina.

Atualmente, a vacina para a Hepatite B está disponível no Sistema Único de Saúde. Logo você pode tomar sem custo nenhum na Unidade de Saúde próxima a sua casa.

Riscos da Hepatite B durante a gravidez

A Hepatite B é uma doença infecciosa que pode causar problemas no fígado. Ela é a infecção viral hepática mais comum no mundo. Na maioria dos casos ela é assintomática, mas em alguns pacientes ela pode causar problemas hepáticos graves como a cirrose ou o câncer.

É considerada uma doença sexualmente transmissível pois o vírus pode ser encontrado no sêmen. Além disso pode ser adquirida por transfusões de sangue ou pelo compartilhamento de seringas em usuários de drogas injetáveis.

Além disso o uso compartilhado de objetos pessoais com o lâminas de barbear, ou o uso de material contaminado para realização de tatuagens ou colocação de piercing pode ser uma fonte de transmissão da doença entre indivíduos.

Muitas vezes a doença tem apenas uma fase aguda que é auto limitada. Entretanto em alguns casos pode se tornar crônica necessitando acompanhamento prolongado, e aí sim necessitando de maior cuidado e com mais riscos para problemas e alterações na função do fígado.

Por fim, o diagnóstico é feito pela presença do Antígeno Austrália (HBsAg). Este antígeno está presente na superfície do vírus e quando é identificado em exame de sangue permite identificar a infecção pela doença.

Quais são os sintomas da Hepatite B

Apesar de ser muitas vezes assintomática, os principais sintomas de uma infecção pela Hepatite B durante a gravidez são:

Os sintomas mais comuns da hepatite B quando contraída durante a gravidez são os seguintes:

  • Febre;
  • Cansaço;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor no abdômen, especialmente na parte superior direita, onde fica o fígado;
  • Perda do apetite;
  • Amarelão (pele amarelada e o branco dos olhos fica amarelo);
  • Fezes claras, parecendo massa de vidraceiro;
  • Urina escura (colúria).

Em gestantes com a forma crônica da doença não costumam existir sintomas. Entretanto mesmo sendo assintomática o risco para o bebê existe.

Sobretudo, o maior problema da Hepatite B durante a gravidez é a exposição do bebê ao vírus, que geralmente acontece no momento do parto. Para evitar que isso aconteça o pediatra irá administrar a vacina e a imunoglobulina para o recém nascido. Sem a adoção das medidas corretas cerca de 90% das crianças irão desenvolver um quadro de hepatite B aguda após o parto.

Riscos para a Gestante

Já para a gestante os maiores riscos são a cronificação da doença e as formas fulminantes da hepatite. Por isso o conhecimento de que a mulher é portadora do vírus e seguir as orientações médicas é fundamental para o tratamento.

Tratamento da hepatite B na gravidez

Portanto um dos objetivos do  pré-natal é ajudar a identificar as mulheres portadoras da infecção crônica pela Hepatite B. Elas podem ser assintomáticas e no parto transmitir a doença para o recém-nascido.

Nesse sentido, caso o rastreamento para a Hepatite B com o HBsAg tenha sido positivo a gestante deverá fazer pré-natal em serviço de alto risco. Além do HBsAg será necessário a avaliação com HBeAg, carga viral e dosagem de enzimas hepáticas para avaliar o funcionamento do fígado.

Eventualmente o médico irá prescrever durante o pré-natal tratamento com Tenofovir (TDF). O parto deverá ser realizado em local que assegure a administração da vacina para Hepatite B e da imunoglobulina (IGHAHB) para o recém-nascido. Não há uma evidência clara de vantagem na realização de cesariana e o parto poderá ser pela via vaginal.

Atresia de esôfago

Em primeiro lugar vamos entender o que é o esôfago. Ele é um “tubo” que faz o trajeto da boca para o estômago. Chama-se de atresia qualquer descontinuidade que possa ocorrer em qualquer ponto do sistema digestivo (ou digestório, como atualmente chamado).

Anatomia Esôfago

Localização anatômica do esôfago. Observe que é bem próxima a traquéia.

A atresia de esôfago nada mais é do que uma interrupção pode acometer do esôfago.

Como a atresia de esôfago é classificada

Não existe apenas um tipo de atresia de esôfago. Na verdade existem alguns tipos diferentes de atresia, conforme pode ser visto na figura abaixo:

Tipos de Atresia de Esôfago

Tipos de atresia de esôfago e sua frequência.

O tipo mais frequente é o “C”, a atresia com fístula traqueoesofágica distal, correspondendo a 86% dos casos. Nela, ocorre a descontinuidade do esôfago e uma pequena comunicação ligando o coto distal à traqueia. Essa comunicação anômala recebe o nome de fístula traqueoesofágica.

Por outro lado, podemos ter atresia sem fístula (tipo A) que ocorre em 8% dos casos e normalmente está associada a uma grande distância entre os cotos. Outro tipo menos frequente é o “B”, que tem fístula proximal.

Os tipos “E” e “F” são muito raros e não são atresias propriamente ditas, estando na classificação apenas como outras malformações esofagianas. Correspondem, respectivamente, a esôfago com fístula e estenose congênita de esôfago.

É possível descobrir a atresia esofágica durante o pré-natal?

O esôfago é um órgão que habitualmente não é visto durante a ultrassonografia obstétrica ou mesmo durante o ultrassom morfológico. Apesar de não podermos ver o esôfago, é possível suspeitar que exista atresia de esôfago quando o estômago não é visto e o líquido amniótico está aumentado (polidrâmnio). Estes dois achados ocorrem pela impossibilidade do feto em deglutir o líquido que passa a aumentar e o estômago fica sem conteúdo, passando a ser não visualizado. Vale lembrar que o estômago é visualizado ecograficamente pelo seu conteúdo, e não pelo órgão em si.

Entretanto, o tipo mais comum de atresia de esôfago é a que ocorre com fístula traqueoesofágica distal. Esta fístula comunica a parte de baixo à atresia (distal) à traqueia e o coto proximal do esôfago fica fechado em fundo cego.

Como o feto normalmente aspira líquido amniótico para dentro dos pulmões, parte deste líquido volta pela fístula distal ao sistema digestivo e preenche a cavidade gástrica que passa a ser visualizada na ultrassonografia. Nestes casos, justamente os mais frequentes, o líquido amniótico pode ser normal e o estômago visualizado, o que dificulta a suspeita diagnóstica de atresia de esôfago. Portando a maioria das atresias de esôfago passaram desapercebidas pelos exames de ultrassom do pré-natal.

Por fim, devemos lembrar que a ocorrência de polidrâmnio juntamente com a não visualização do estômago significa que o bebê tem entre 30 a 70% de chance de ter atresia de esôfago.

O papel da ressonância magnética nuclear

Em casos duvidosos, a ressonância magnética poderia, em tese, ser útil na elucidação. Entretanto se trata de um exame mais caro, menos acessível e cuja execução e interpretação demandam radiologistas muito experientes na área.

Então como se confirma o diagnóstico da atresia de esôfago?

O diagnóstico da atresia de esôfago deve ser feito ou confirmado em sala de parto, logo após o nascimento do bebê.

Após o nascimento, o bebê com esta malformação começa apresentar uma eliminação de salivação aerada pela boca em moderada a grande quantidade, acompanhada ou não de algum grau de engasgo. A confirmação é feita pela interrupção na passagem de sonda nasogástrica calibrosa ou ela pode enrolar no coto esofágico proximal cuja imagem é detectada na radiografia simples. O uso de contraste deve ser desencorajado pelo risco de aspiração.

O que fazer quando se descobre que o bebê tem atresia de esôfago?

Recém-nascidos com esta malformação congênita devem inicialmente ficar em jejum. Além disso é importante lembrar que ao tentar deglutir o leite materno, este vai rapidamente preencher o fundo cego do esôfago e inundar a traqueia causando sufocação e pneumonia.

Como já falado, os casos com atresia do esôfago mais comuns são com fístula para a traqueia (tipo C). Desta forma os cuidados iniciais, além do jejum, devem ser deixar o bebê com o tronco mais levantado (decúbito elevado).

Por fim, a correção da atresia é feita por meio de cirurgia pediátrica, após a avaliação detalhada do caso. Essa cirurgia habitualmente é realizada eletivamente. Porém é importante que o bebê já nasça no centro onde será feito todo o tratamento.

Cuidados pré-operatórios

Logo depois do nascimento, o bebê deve ser encaminhado à unidade de terapia intensiva neonatal e uma sonda deve ser passada pela boca ou narina para aspiração contínua da saliva. Isso evita que o bebê aspire a saliva para os pulmões.

O cirurgião pediatra deve ser acionado pela UTI neonatal. Assim como deve-se investigar malformações congênitas associadas antes de qualquer procedimento cirúrgico. A associação mais comum é com anomalias cardíacas e vertebrais havendo também anomalias renais e de extremidade. Atresias no intestino delgado, mais especificamente no duodeno podem ocorrer nestes recém-nascidos.

Correção cirúrgica

Em síntese, a reconstrução da atresia esofágica em uma só cirurgia é o tratamento de escolha. Portanto deve ser feito sempre que possível. É o que ocorre nas maiorias dos pacientes.

Entretanto, crianças com segmento atrésico longo entre os cotos esofágicos (“long gap“) podem requerer correções estadiadas (mais de uma cirurgia) e não existe uma “receita de bolo” para o tratamento cirúrgico. A cirurgia pode consistir em realização de gastrostomia e esofagostomia para, futuramente, se construir um tubo que substitua o esôfago com técnicas gástricas ou colônicas.

Além da técnica aberta por toracotomia, a vídeocirurgia tem ganho espaço como procedimento de correção cirúrgica da atresia esofágica. Esta inovação diminui o trauma cirúrgico e o risco de deformidades torácicas.

Complicações

Complicações pós-operatórias precoces como deiscência da anastomose podem ser manuseadas clinicamente. Por outro lado os estreitamentos (estenose) corrigidos com dilatações endoscópicas na maioria das vezes.

O refluxo gastroesofágico é uma complicação muito frequente e precisa ser monitorado. Os cuidados neste sentido incluem: controle clínico com orientações dietéticas e posturais, eventualmente também medicamentoso; e controle anual endoscópico com biópsia da extremidade distal do esôfago.

Prognóstico

Como resultado, o prognóstico da atresia de esôfago melhorou muito nas últimas décadas. Os cuidados pré-operatórios evitam que a criança tenha pneumonia. Além disso a investigação detalhada permite que se detecte as eventuais malformações associadas. Tudo isto que contribui para um melhor resultado.

Atualmente, espera-se sobrevida maior que 90 a 95% dos bebês com esta doença, desde que nascidos em centro terciário e submetidos à correção cirúrgica por especialista em cirurgia pediátrica experiente.

Ultrassom de terceiro trimestre, qual a sua importância?

Durante a gravidez, o médico pode solicitar que você faça uma ou mais ultrassonografias. Enfim, o objetivo deste exame de pré-natal é fornecer informações sobre o seu bebê e cada um deles irá avaliar coisas diferentes ajudarão a cuidar melhor de você e do seu bebê. Nesse aspecto veremos qual a importância do ultrassom de terceiro trimestre.

Embora o ultrassom possa ser solicitado a qualquer momento da gravidez, na maior parte das vezes, é recomendado fazer pelo menos três exames durante a gestação. Estes exames são:

Nesse texto, no entanto, explicaremos a importância de fazer o terceiro e último ultrassom.

Ultrassom de Terceiro Trimestre

Médico realizando ultrassom de terceiro trimestre

O que é um ultrassom obstétrico?

Antes de mais nada vale lembrar que o exame de ultrassom obstétrico é um procedimento indolor. Ele usa ondas sonoras para produzir uma imagem ao vivo do seu bebê no útero que pode ser vista em um monitor. Essas imagens servem para ajudar o médico a avaliar a saúde e o bem-estar do seu bebê.

Com uma ultrassonografia pré-natal, é possível: 

  • Determinar a idade do seu bebê (em dias e semanas) e a data prevista para o parto;
  • Verificar o batimento cardíaco do seu bebê;
  • Observar o tamanho do seu bebê;
  • Verificar se o bebê está se desenvolvendo como deve ou se há alguma preocupação importante;
  • Verificar a quantidade de líquido amniótico ao redor do bebê;
  • Mostrar em que posição o bebê está; ou
  • Verificar se há algum problema com o útero, ovários, colo do útero ou placenta.

Apesar de todas estas variáveis serem observadas no exame pré-natal, cada época irá trazer informações diferentes e complementares. Ou seja, um exame não substitui o outro.

Durante o exame de 11 a 14 semanas, será avaliada a translucência nucal, que é um detalhe bem importante para analisar o chace do seu bebê ter alguma doença genética. Além disso o seu risco para pré-eclâmpsia também será determinado.

Por outro lado, durante o exame morfológico de segundo trimestre é a época em que a anatomia do bebê poderá ser observada em detalhe. Nessa fase o bebê tem um bom tamanho e a quantidade de líquido amniótico é ideal para a realização da ultrassonografia morfológica. Neste estudo diversos parâmetros do bebê serão avaliados.

Para que serve o terceiro ultrassom?

Na ultrassonografia de terceiro trimestre, o seu médico irá receber as seguintes informações:

  • A estimativa de peso do seu bebê;
  • A posição do bebê;
  • A quantidade de líquido amniótico em torno do bebê;
  • A localização da placenta.

Estas informações são de extrema importância para que o médico decida quais serão os passos a serem dados agora no fim da gestação.

A estimativa de peso ajuda o médico a saber se o seu bebê está crescendo de maneira adequada. Essa informação, aliada a medida da altura uterina, permitem identificar os bebês grandes e os bebês pequenos. Se o bebê estiver pequeno o médico poderá suspeitar de problemas com a placenta. Por outro lado um bebê muito grande poderá levantar a suspeita de diabetes gestacional.

É importante que você saiba que muitas vezes a imagem no terceiro trimestre de gestação é pior do que na metade da gravidez. Isso acontece por uma série de fatores, mas talvez o principal deles seja que o bebê acaba ficando apertado. Outras situações com a posição do bebê virado para dentro da barriga também podem comprometer a imagem.

Em alguns casos seu médico poderá também solicitar um exame de terceiro trimestre caso exista alguma suspeita de sofrimento fetal. Frequentemente nestes casos o obstetra irá adicionar ao exame obstétrico um estudo Doppler. Afinal ele é que irá permitir a avaliação do fluxo sanguíneo do bebê permitindo assim identificar como está o funcionamento da placenta.

A avaliação do líquido amniótico no ultrassom de terceiro trimestre

O líquido amniótico é fundamental para proteção e desenvolvimento do bebê. Já de longa data sabemos que alterações no volume de líquido podem estar associadas a problemas.

O exame de ultrassom ainda não consegue calcular o volume total de líquido dentro da bolsa amniótica. Por isso o médico avalia o líquido amniótico por métodos chamados semi-quantititativos.

Um método semi-quantitativo é uma maneira de obter um resultado aproximado de alguma avaliação. Nesse sentido, existem basicamente 2 metodologias para avaliar o líquido amniótico no exame de ultrassom.

A primeira é chamada de medida do maior bolsão. Em síntese, neste método avaliamos, em apenas uma imagem, a medida ântero-posterior do maior bolsão de líquido amniótico e consideramos normal quando este resultado encontra-se entre 2 e 8 cm.

A segunda maneira é a chamada índice de líquido amniótico e consiste em dividir o útero em 4 quadrantes, somando o maior bolsão de cada um destes quadrantes. O resultado geralmente está entre 8 e 22 cm.

A avaliação do bem estar fetal

No terceiro trimestre existe também uma preocupação com com a vitalidade do bebê. Nessa reta final muitas vezes existe uma preocupação pois caso exista algum indício de problemas o obstetra poderá optar por antecipar o parto.

Nesse aspecto, o médico poderá solicitar dois exames de ultrassom diferentes:

  • O Perfil Biofísico Fetal;
  • A Dopplerfluxometria obstétrica.

Estes estudos irão trazer informações importantes sobre o bem estar do bebê dentro do útero.

Quando é feito o ultrassom de terceiro trimestre?

O terceiro ultrassom é feito no terceiro trimestre da gestação, geralmente entre 28 e 32 semanas. Mas lembre-se de que o médico pode solicitar uma ultrassonografia em qualquer momento da gravidez, a depender da necessidade de cada caso.

Por que o terceiro e último ultrassom é importante?

Além de avaliar o tamanho e o crescimento do feto, o terceiro ultrassom desempenha funções importantes. Portanto ele não deve ser negligenciado. Afinal ele permite a detecção de anormalidades fetais, avaliação da placenta e do líquido amniótico, a posição do feto e até mesmo benefícios psicossociais. Como exemplo podemos citar a atresia de esôfago. Por vezes as alterações de líquido amniótico provocadas pela obstrução no esôfago só podem ser vistas no ultrassom de terceiro trimestre.

A ultrassonografia no terceiro trimestre pode ajudar a detectar anormalidades que não foram diagnosticadas no segundo trimestre. Da mesma forma ajuda a diagnosticar aquelas que só se desenvolvem no terceiro trimestre, como acondroplasia (nanismo) ou lisencefalia.

O exame também pode verificar a localização da placenta, o líquido fetal e a posição do feto. Além disso, vários médicos recomendam essa ultrassonografia porque traz benefícios psicossociais: ajuda a promover o vínculo materno e a reduzir a ansiedade ou o estresse com relação ao bem-estar do bebê.

Quando é feito o exame pré-natal de 3D?

A princípio o ultrassom 3D não é um exame de rotina do pré-natal. E geralmente quando você está realizando o exame de terceiro trimestre a imagem já não é a ideal! Então, para saber o melhor momento de realizar um exame de 3D veja nosso post sobre o ultrassom 3D/4D.

Conclusão

Como podemos ver, o ultrassom do terceiro trimestre é importante para o bem-estar tanto do bebê quanto da mamãe, contribuindo com informações que permitem que o médico cuide melhor de ambos.