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Diabetes Tipo I e Gravidez

Os avanços no tratamento do diabetes tipo I permitiram que grande parte das diabéticas tenham qualidade de vida muito próxima do normal. Sem tanta preocupação com problemas da própria saúde, surgem desejos naturais, como o de ter um filho. A gestação de mulheres diabéticas é sempre considerada uma gestação de alto risco, no entanto, com um bom acompanhamento pré-natal, os resultados assemelham-se aos de pacientes não diabéticas. Veja aqui algumas dicas para ter uma gravidez saudável!

box_infoEste artigo é voltado para pacientes que tem a diabetes ANTES de engravidar. Para diabetes diagnosticada durante a gravidez veja este artigo: O que é diabetes gestacional?

Diabetes Tipo I e Gravidez

Controle bem o diabetes antes de engravidar

Não espere engravidar para verificar o controle, pois a gravidez em uma diabética mal-controlada aumenta os riscos de aborto nos primeiros 3 meses e também a chance de malformações do bebê. Uma boa medida para avaliar se o seu controle está adequado é a hemoglobina glicada, ou hemoglobina glicosilada, um exame que reflete a média dos controles do açúcar no sangue nos últimos 2 a 3 meses. Atualmente, recomenda-se que a hemoglobina glicada esteja menor ou igual a 6,5% para que a mulher comece a tentar uma gravidez.

Planeje antecipadamente as mudanças necessárias na sua rotina

Isso não serve apenas para a gestação, afinal de contas, você está prestes a ter um bebê! Várias coisas mudarão na sua vida e você precisa ir se preparando. Durante a gestação você deverá respeitar com rigor os horários das refeições e fazer um número maior de refeições por dia (as 3 principais e mais 3 pequenos lanches). Será preciso um maior número de picadas de dedo (dextros) para avaliar as taxas de açúcar no sangue diariamente, durante toda a gravidez. Isso acontece porque a necessidade de insulina vai mudando com o evoluir da gestação, e o médico precisará ir ajustando as doses.

Você deve adotar uma dieta mais saudável, se possível com avaliações frequentes de uma nutricionista, para adequar sua alimentação ao tratamento do diabetes. Portanto, comece a planejar o dia-a-dia, considerando seu trabalho, lazer e outras atividades, para que a gravidez chegue ao final com o melhor resultado possível.

Esteja no peso ideal

Além do bom controle da glicemia, estar no peso adequado ajuda a melhorar os resultados da gravidez para você e para o bebê.

Estabeleça um canal de comunicação entre o seu Endocrinologista e o seu Ginecologista e Obstetra

Durante a gestação, a boa comunicação entre esses profissionais é essencial para a tomada de decisões. Também é importante procurar um obstetra que tenha experiência no tratamento de gestantes diabéticas.

Se possível, faça uma consulta pré-concepcional

Assim o obstetra irá recomendar o uso antecipado de um suplemento nutricional chamado ácido fólico, que ajuda a prevenir malformações na coluna vertebral do bebê. Serão solicitados exames de doenças infecciosas que podem ser transmitidas ao bebê e reavaliados os seus exames do diabetes, para verificar o seu estado de saúde e modificações que possam ser necessárias antes de engravidar. Esse é um bom momento para você tirar todas as dúvidas e sair segura sobre o planejamento da gestação.

box_tipVeja abaixo as dúvidas mais frequêntes entre as futuras mamãe

Posso usar qualquer tipo de insulina na gravidez?

Atualmente existem vários tipos de insulina disponíveis. A maior experiência é com o uso de NPH e insulina regular, entretanto se você usa outras insulinas, como a Lispro, Aspart, Detemir ou Glargina e está bem controlada, poderá continuar utilizando o mesmo tratamento.

Meu bebê vai ter diabetes tipo I?

O risco dos filhos de mães diabéticas desenvolverem diabetes é maior se comparado com mães que não tenham a doença. No entanto, esse risco fica por volta de 3%, o que, em termos absolutos, não é muito. Portanto, o risco de ter um filho que desenvolva o diabetes não deve desencorajar mulheres diabéticas de engravidarem.

Por ser diabética, preciso fazer mais exames durante o pré-natal?

Alguns exames extras estão indicados em diabéticas. Já na primeira consulta, você precisa ter exames do funcionamento dos rins, ecocardiografia e exame do fundo de olho no início da gravidez. Se você tem esses exames recentes, tudo bem. Durante a gestação, o médico acompanhará suas glicemias e pedirá a hemoglobina glicosilada a cada 3 meses, para avaliar a evolução do controle. As ultrassonografias deverão ser mais frequentes, aproximadamente uma por mês, para avaliar o crescimento do bebê e também a quantidade de líquido amniótico. Estão indicadas duas ultrassonografias especiais: a ecocardiografia fetal, que avalia de modo mais completo a formação do coração do bebê e a dopplervelocimetria obstétrica, ou simplesmente ultrassom com doppler. Essa última tem um nome complicado, mas é um exame simples, que avalia a circulação do bebê e da placenta, com o objetivo de identificar se há um problema conhecido como insuficiência placentária (um defeito no funcionamento da placenta que pode dificultar o crescimento adequado do bebê). Outro exame que pedimos em diabéticas com mais frequência é a cultura de urina, pois a doença predispõe a infecções urinárias durante a gravidez.

O parto deverá obrigatoriamente ser cesárea?

Não, caso a gravidez evolua bem e o bebê esteja num tamanho adequado, você poderá ter um parto normal.

O diabetes traz algum risco para a saúde do bebê?

O diabetes mal-controlado pode trazer riscos para a saúde do bebê. No começo da gravidez pode levar a maior risco de malformações, especialmente defeitos na formação do coração fetal. Eleva-se também o risco de aborto. É importante salientar que, apesar de haver aumento no risco dessas condições em comparação à população não diabética, a grande maioria dos bebês de gestantes com diabetes tipo I não apresenta qualquer malformação ao nascimento. Do meio para o final da gestação podem aparecer outros problemas relacionados ao descontrole do diabetes, como por exemplo o crescimento excessivo do bebê, o que chamamos de macrossomia.
Durante o parto, pode haver dificuldades se ele estiver acima do peso e, em alguns casos, será indicada uma cesárea. Além disso, o fato do bebê crescer muito rápido não significa que ele esteja amadurecendo adequadamente. De fato, bebês de mães diabéticas descontroladas podem nascer com bom peso e ainda assim precisarem de cuidados intensivos depois do nascimento, pois o diabetes pode atrasar o amadurecimento dos pulmões. Outra anormalidade que pode ocorrer é o aumento da quantidade de líquido dentro do útero (líquido amniótico), gerando desconforto no abdome da grávida, dificuldade para respirar e até mesmo desencadear um trabalho de parto prematuro pela distensão uterina.

A gravidez pode trazer complicações para a saúde da mãe diabética?

Felizmente, complicações graves não são comuns. As diabéticas que tem algum comprometimento da função dos rins, apresentam maior risco de doenças hipertensivas da gestação, principalmente a pré-eclâmpsia.

Faço contagem de carboidratos. Posso continuar?

Sim, mas haverá menor liberdade na escolha dos alimentos. Por exemplo, se você está acostumada a se esbaldar de chocolates e depois compensar com a insulina, isso não será permitido. Pense que QUALQUER gestante deve ter uma dieta adequada, independentemente de ser ou não diabética. Idealmente, a nutricionista calculará sua necessidade dietética em termos de calorias e carboidratos para cada uma das refeições, e lhe dará várias opções do que comer, com uma dose aproximadamente fixa de insulina para cada refeição. O emprego de correção de glicemia durante a gravidez não é o ideal, pois a gestante pode ficar várias horas com a glicemia elevada até que a correção seja feita. Na gestação, não queremos correr atrás do prejuízo, queremos nos antecipar a ele.

Depois do parto, poderei amamentar?

Sim, mas você deverá ter alguns cuidados. Sempre faça um pequeno lanche antes de cada mamada (como um copo de leite, por exemplo), pois a amamentação pode levar a hipoglicemias súbitas. Logo depois do parto, a necessidade de insulina pode diminuir bastante e as hipoglicemias ficam mais frequentes se a dose não for corrigida. Além disso, uma nutricionista irá orientá-la sobre o aporte calórico extra que você deverá ingerir enquanto estiver amamentando.

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Atresia Duodenal

A atresia de duodeno é uma malformação em que o duodeno (a primeira parte do intestino delgado) não se desenvolveu adequadamente, não estando aberto e não permitindo a passagem do conteúdo abdominal. A atresia duodenal (ou atresia de duodeno) é o tipo mais comum de obstrução congênita do intestino delgado.

Esquema Atresia de Duodeno

A maioria dos casos deve-se a um erro de desenvolvimento, uma falha na recanalização da luz duodenal, durante a oitava e a décima primeira de semanas gestação. Acredita-se que uma lesão do duodeno, como a diminuição do suprimento sangüíneo durante a gestação, faça o duodeno perder tecido, estreitar-se e obstruir-se.

Incidência

A atresia duodenal tem incidência estimada em um caso a cada 8.000 nascidos vivos. A atresia duodenal associa-se frequentemente a outras anomalias, como cardiopatias congênitas, atresia esofágica, ânus imperfurado, atresia de intestino delgado, atresia biliar, anomalias renais e vertebrais. Em torno de 20 a 30% dos fetos com atresia duodenal tem trissomia do 21 (Síndrome de Down).

O diagnóstico pré-natal

Atresia de Duodeno - Ultrassom

Atresia de Duodeno – Ultrassom

Achados ecográficos de polidrâmnio (aumento do líquido amniótico) e o “sinal da dupla bolha” são sugestivos da atresia duodenal. O “sinal da dupla bolha” é produzido por um estômago distendido no quadrante superior esquerdo, ligado a um bulbo duodenal aumentado de volume, à direita.

O diagnóstico pós-natal

Os bebês que nascem com atresia duodenal começam a apresentar vômitos abundantes imediatamente após o nascimento. O vômito pode ser verde (por causa da bile) e o volume freqüentemente é maior do que o ingerido pelo bebê. Ele pode apresentar uma ou duas evacuações de mecônio, mas não mais de duas. Se não forem tratados, esses bebês se desidratam e podem ficar criticamente enfermos muito rapidamente. A atresia duodenal pode ser confirmada após o nascimento com auxílio do raio X.

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Radiografia de Atresia Duodenal: as setas mostram as duas imagens de bolha. A bolha maior (direita) é o estômago dilatado e a menor (esquerda) é a primeira porção do duodeno dilatada. Outras partes do abdome não contém gás. Fonte: http://www.szote.u-szeged.hu/radio/.

Tratamento

Não existe tratamento pré-natal. Todos os neonatos com suspeita de obstrução intestinal deveriam receber tratamento em centro de referência com cirurgião pediátrico. A conduta na obstrução duodenal é cirúrgica, para remover o segmento obstruído do duodeno.

Prognóstico

A atresia duodenal está associada a uma taxa de prematuridade em torno de 46%. As causas mais comuns de morte em bebês com atresia duodenal são prematuridade com doença pulmonar ou associado a anomalias graves, particularmente aos defeitos cardíacos.

Felizmente a sobrevivência de bebês com atresia duodenal tem gradualmente aumentado nos últimos anos, sendo que esta taxa é de aproximadamente 95%. É esperada a recuperação da atresia duodenal após tratamento. Entretanto, podem ocorrer problemas alimentares persistentes de absorção e maior necessidade de vitaminas após a cirurgia. Caso não for tratada a atresia duodenal é fatal.

Contrações de Treinamento (ou Braxton Hicks)

Conforme progride ao longo de sua gravidez, você poderá começar a sentir contrações estranhas em seu abdômen, como uma faixa apertada em toda a sua barriga. Estas contrações não são realmente dores do parto, mas sim as famosas contrações de Braxton Hicks, um dos sintomas mais comuns da gravidez.

O que são as contrações Braxton Hicks?

Nomeado em homenagem ao primeiro cientista a descobri-las, as contrações de Braxton Hicks são normalmente indolores e curtas, durando apenas um minuto ou dois. Elas podem ocorrer em toda a sua gravidez, mas geralmente aumentam no último trimestre. Elas tendem a ocorrer de maneira irregular e, embora desconfortável, elas não devem incomodá-la muito.

braxton hicks

Por que as mulheres têm contrações de Braxton Hicks durante a gravidez?

Apesar de não serem verdadeiras dores do parto, as contrações Braxton Hicks existem para ajudar você a se preparar para o parto. Muitas vezes chamadas de “contrações de prática”, as contrações de Braxton Hicks ajudam seu útero no futuro trabalho de parto. Elas ajudam a amolecer o seu colo uterino e exercitar todos os músculos que você usará para empurrar o bebê para fora. Sem a ajuda das contrações de Braxton Hicks, o trabalho de parto seria uma experiência muito mais difícil e dolorosa.

Quando é que começam as contrações de Braxton Hicks?

Normalmente, você deve começar a sentir as contrações de Braxton Hicks em torno de sua 28 ª semana. Entretanto, as contrações de Braxton Hicks podem começar durante o segundo mês em algumas mulheres. Você pode nem perceber das primeiras vezes que elas acontecerem. Se você já esteve grávida antes, você vai achar as contrações de Braxton Hicks muito mais fortes dessa vez.

As contrações de Braxton Hicks podem ser desencadeadas por alguma coisa?

As contrações de Braxton Hicks começam muitas vezes como um resultado específico de alguma ação. Por exemplo:

  • Atividade física ou esforço
  • Relação sexual
  • Desidratação
  • Tocar seu abdôme
  • O seu bebê que se desloca dentro de seu útero

Qual a diferença entre as contrações Braxton Hicks e as de parto?

Você pode achar que não saberá a diferença entre uma contração de Braxton Hicks e a verdadeira contração uterina; bem, você não é a única. Muitas mulheres preocupam-se em reconhecer os verdadeiros sinais do trabalho de parto. Mantenha estas coisas em mente quando estiver insegura:

  • Ao contrário das dores do parto, as contrações de Braxton Hicks não irão aumentar em intensidade. As dores do parto irão aumentar progressivamente a freqüência.
  • Contrações de Braxton Hicks passam sozinhas. As contrações do trabalho de parto não passam.
  • Contrações de Braxton Hicks tendem a ser irregulares, sem nenhuma característica especifica. Contrações do trabalho de parto são regulares, e progridem no sentido de aumentar a intensidade e frequência com o tempo
  • Contrações de Braxton não são tão dolorosas como as dores do parto.

Algumas dicas para diminuir o desconforto

  • Beba muita água. Desidratação pode gerar espasmos musculares, gerando uma contração.
  • Evite cafeína
  • Mude a posição em que você está ou alterne de atividades durante um tempo quando você tiver uma contração. Uma ligeira mudança no movimento por vezes faz desaparecer as contrações.
  • Urine quando você precisar. A bexiga cheia pode causar contrações de Braxton Hicks

Será que não é trabalho de parto prematuro?

Caso as contrações fiquem muito frequentes e muito fortes, você poderá estar com um trabalho de parto prematuro. Recentemente estratégias como a medida do colo uterino e a utilização de progesterona tem sido empregados para reduzir a incidência de trabalho de parto prematuro. Converse com seu médico pois ele poderá solicitar uma ultrassonografia transvaginal para medir o colo do útero na 20ª semana de gestação, junto com o exame morfológico.]

Estou sentido dores no umbigo, podem ser as contrações de Braxton-Hicks?

Geralmente as contrações de Braxton-Hicks não são dolorosas. Entretanto é relativamente comum sentir dores em dor no umbigo por causa do crescimento uterino.

Quanto de Peso Irei Ganhar na Gravidez?

O objetivo da avaliação do peso durante a gravidez é identificar as situações de problemas nutricionais. Ou seja, quando a mamãe está acima ou abaixo do peso ideal. A variação normal de peso durante uma gestação única oscila entre 6 – 16 kg ao final da gestação. O ideal seria ganhar entre 9 e 12 kg no total. Isso corresponde mais ou menos a um ganho de peso semanal de cerca de 400 g no 2º trimestre e 300 g no 3º trimestre. O aumento máximo de peso ocorre entre 12 e 24 semanas (ou seja, entre o 4º e o 6º mês). O excesso ou a falta do ganho de peso durante a gravidez é um fato de muita relevância para sabermos sobre a saúde da gestante. Podendo estar ligado ao aparecimento de doenças durante a gravidez. Para saber se o seu peso está adequado você pode usar nossa calculadora de IMC de Gestantes.

Para onde vai o peso que eu ganhei durante a gravidez?

Ganhar peso durante a gravidez é algo natural, fisiológico e importante para o bem-estar da futura mamãe e bebê. A distribuição dos quilos extras segue aproximadamente a seguinte regra:

  • Bebê: cerca de 3.000g;
  • Miométrio: o miométrio é o nome que o músculo uterino recebe. Com a evolução da gestação a musculatura uterina aumenta e consequêntemente seu peso aumente cerca de 900g;
  • Placenta: cerca de 600g;
  • Mamas: as mamas pesam cerca de 400g a mais do que em não gestantes;
  • Sangue: o volume de sangue circulando na mamãe aumenta e isso pode contribuir com um aumento de peso de cerca de 1.200g;
  • Líquido: além do líquido amniótico existe também um aumento de líquido no corpo materno, todo este líquido pesa cerca de 2.600g;
  • Gordura: o ganho de gordura é necessário durante a gravidez para garantir um estoque extra de energia para a amamentação, esse aumento é cerca de 2.500g.

Portanto, ao final da gravidez você ganha cerca de 11,2 kg a mais do que pesava antes de engravidar. Claro que estamos falando aqui de um ganho médio, algumas mamães irão ganhar mais peso e outras menos peso. Em verdade espera-se que as mamães mais magrinhas ganhem mais peso (cerca de 12 kg). Por outro lado, as mais gordinhas devem ganhar menos peso (cerca de 8 kg).

Como é avaliado meu peso durante a gravidez?

Na sua primeira consulta devem ser medidos o peso e a altura. A gestante deverá estar em pé, descalça e com roupas leves. Os calcanhares devem estar juntos o mais próximo possível da haste vertical da balança. A paciente deve estar erguida, com os ombros para trás e olhando para frente.

Muito provavelmente seu obstetra irá repetir a pesagem em todas as consultas de pré-natal pois esta é uma recomendação universal para as consultas de pré-natal. Um ganho ou perda de peso repentino devem alertar a gestante e o seu médico para eventuais problemas que poderão estar relacionados.

Já o ganho de peso do bebê é avaliado não só pelo ultrassom como também pela medida da altura uterina.

Quando que o bebê é muito grande?

O feto macrossômico é um termo utilizado para definir um feto grande, mais precisamente aquele cujo peso é superior a 4.000g. Entretanto esta definição não é muito boa para classificar os fetos com baixa idade gestacional (digamos 30 ou 32 semanas) e que estão muito grandes, pois nesta idade mesmo um feto com peso extremamente elevado dificilmente chega a 4.000g.
Quando que o bebê é muito grande?
Para tentar resolver este problema, utilizamos com maior freqüência a definição de Grande para a Idade Gestacional, que significa um feto que está acima do percentil 90 do peso para a sua idade gestacional. Estar acima do percentil 90 para a idade gestacional significa que 90% da população normal tem peso menor do que o do feto em questão; ou seja, não é comum termos um feto com tanto peso. Temos também o outro extremo, aonde o feto é pequeno para a idade gestacional e pode ter sofrido uma restrição de crescimento intra-uterino.

Este peso exagerado não significa necessariamente doença pois cerca de 10% da população normal está acima do percentil 90. Entretanto o médico sempre deverá ter uma atenção especial com os fetos muito grandes ou muito pequenos pois os extremos de peso podem estar associados com algum problema ou doença. Entretanto é importante ressaltar que na maioria das vezes estes indivíduos são normais e não tem nenhuma doença. Se você não sabe se o peso do seu bebê está adequado consulte nossa tabela de peso fetal estimado.

Habitualmente o crescimento fetal está predeterminado genéticamente, entretanto durante a gravidez alguns fatores podem favorecer o crescimento fetal ou inibí-lo. A mãe sofre uma série de modificações metabólicas e vasculares para adaptar-se à gestação, inclusive ocorrendo a liberação de hormônios que predispõe a diabetes. Isto causa um aumento da glicemia materna e consequêncimente um aporte maior de glicose para o feto. Lembre que a glicose é um açúcar e no feto está glicose irá promover o ganho de peso e aumentará a sereção de insulina pelo pâncreas fetal. No feto, diferentemente do adulto, a insulina é um hormônio cuja atuação provoca o crescimento e ganho de peso. E assim, o feto da mãe diabética tem geralmente um peso acima do encontrado nos fetos das mães não diabéticas.

Os fatores de risco para a macrossomia fetal são: obesidade materna, diabetes, história prévia de fetos macrossomicos, gravidez prolongada, ganho de peso materno excessivo durante a gestação, multiparidade e idade materna avançada.

Este incremento do crescimento fetal tem um impacto importante no desfecho da gestação. Os fetos muito grandes tem maior risco de complicações por partos distócicos ou traumáticos.

Nos filhos de mães diabéticas também aumenta a incidência de hipóxia perinatal, aspiração meconial, hipoglicemia neonatal e outras complicações metabólicas.

O método para rastrear crescimento fetal acelerado é a medida da altura uterina (quando o obstetra mede a distância entre o osso da pube materna e o fundo uterino). Quando esta distância está acima do esperado isto pode ser um indício de crescimento fetal acelerado. Para confirmar ou afastar esta hipótese diagnóstica é importante realizar um ultrassom, onde será estimado um peso fetal aproximado.

Cabe mencionar que o cálculo do peso é menos preciso quando se trata de fetos de grande tamanho (quando comparados com fetos de peso próximo a média), sendo os valores preditivos positivos para fetos macrossomicos de cerca de 70%. O valor preditivo positivo de 70% significa que, quando o ultrassom diz que o feto está muito grande, a chance desta informação estar correta é de cerca de 70%.

Deve-se ter em mente que os filhos das mães diabéticas apresentam um importante crescimento do tronco e das vísceras abdominais, enquanto que a taxa de crescimento da cabeça e do cérebro permanecem próximas ao normal. Este aumento de crescimento geralmente só é observado após a 28 semana de gestação. Isto acontece porque o hormônio lactogenio placentário, responsável pela característica diabetogênica da gravidez, começa a ser secretado em grande quantidade após a 25 semana de gestação.

É importante realizarmos a estimativa de peso fetal de maneira adequada pois a conduta obstétrica poderá ser alterada de acordo com a estimativa de peso fetal. Além disso, algumas vezes o teste de tolerância oral à glicose (aquele que tem que tomar um suco bem doce e medir a glicemia depois) pode ter resultados falsos negativos (ou seja, a paciente ter a doença e o teste dar negativo). Na eventualidade de um feto muito grande e a paciente com um teste de tolerância oral à glicose negativo poderá ser necessário a repetição do teste, a critério de seu obstetra.

Gostou deste artigo mas está confusa sobre o que significa o percentil? Não se preocupe, preparamos um post explicando o que é o percentil fetal para você!

Quando eu vou sentir os movimentos do bebê?

Uma dúvida comum de todas as gestantes é sobre a movimentação fetal. Os movimentos do bebê iniciam por volta de 8 semanas, entretanto a gestante irá sentí-los por volta de 16 a 20 semanas.
O bebê se move, chuta, dorme, acorda, engole e urina. Você pode começar a sentir uma sensação leve de movimento na parte baixa de seu abdôme. Esta sensação se parece com bolhas tremulando.

movimentos do bebê

A quantidade de movimentos que o bebê realiza varia de bebê para bebê e também com a idade gestacional. Por volta de 25 semanas o bebê costuma movimentar mais do que com umas 36 semanas, quando o parto está próximo e o bebê, devido ao seu tamanho, fica “apertado” dentro do útero. É normal perceber movimentos em alguns dias e outros dias ficar sem perceber os movimentos fetais.

Isto não quer dizer que o bebê não está mexendo, apenas os movimentos não são sentidos pela mãe. A atividade fetal também é afetada pelo sono, barulho, hora do dia e atividade da mamãe.

Se o bebê não mexer, quando eu devo me preocupar?

Uma maneira de avaliar a saúde do bebê antes do nascimento é contar quantas vezes ele se move em um certo período de cada dia. Este número é a contagem de movimentos fetais.

Como registrar movimentos do bebê

  • Escolha a hora do dia em que seu bebê é mais ativo.
  • Talvez você queira comer ou beber algo antes de fazer a contagem de movimentos fetais. O alimento pode fazer com que o bebê fique mais ativo.
  • O bebê pode ficar mais ativo se você der uma pequena volta antes da contagem.
  • Não fume. Fumar é prejudicial a você e ao bebê. Fumar pode tornar o bebê menos ativo por até 90 minutos.
  • Use uma folha de papel e uma caneta e anote os movimentos.
  • Apoie-se em seu lado esquerdo ou direito. Fique em uma posição confortável.
  • Olhe para o relógio e anote a hora em que você começou a contar.
  • Toda vez que o seu bebê se mover faça uma marca no papel.
  • Conte todos os movimentos do bebê − chutes, rolagens e movimentos grandes e pequenos. Às vezes, você pode ver uma saliência ou depressão em seu abdome quando o seu bebê muda de posição. Algumas mulheres descrevem os movimentos como rolagem, alongamento ou empurrão. Cada mudança de posição sentida é contada como um movimento.
  • Se você não conseguir sentir o bebê se movendo, coloque as mãos delicadamente em sua barriga e verifique se há algum movimento.

Em nosso post sobre o mobilograma existem mais informações sobre como realizar esta avaliação de movimentação fetal.

Quando contatar o médico

Entre em contato com seu médico se:

  • Ocorrerem menos de 10 movimentos em duas horas.
  • Você notar uma grande alteração nos movimentos. Informe seu médico ou enfermeiro quando você sentiu o bebê se movimentando pela última vez e se o movimento mudou lenta ou repentinamente. O médico ou a enfermeira poderá usar outros meios para examinar o seu bebê, como a auscultação ou o monitoramento do padrão de frequência cardíaca ao longo do tempo.
  • Se tiver alguma dúvida ou preocupação, converse com seu médico.

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A técnica de contar os movimentos fetais para avaliar a vitalidade fetal chama-se MOBILOGRAMA. Existem várias maneiras de avaliar e interpretar o mobilograma, se o seu médico orientar a realização do mobilograma de uma maneira distinta, siga a orientação do seu médico.

Grávida pode ter relação sexual?

A sexualidade é uma parte fundamental da vida de todos nós. Contudo, quando a mulher engravida, surgem dúvidas e inseguranças quanto ao prosseguimento normal da sua vida e relação sexual. Muitas mulheres interrompem a vida sexual durante a gravidez, em especial quando a barriga começa a crescer. Será que isso é mesmo necessário? Ou seria muito melhor continuar a ter as relações? Há algum momento em que é recomendável não ter relações sexuais?

É necessário abstinência sexual?
Sexo e Gravidez

Se a gravidez se desenvolve naturalmente, você e seu parceiro podem continuar mantendo uma vida sexual sem problemas. Não há nenhum motivo fisiológico que impeça o sexo durante a gravidez ou prejudique o feto. A única recomendação seria procurar posições que sejam mais cômodas para você e que não pressionem a barriga quando ela aumentar de volume.

Mas, não só as relações sexuais podem acontecer durante a gravidez, como – devido ao alto nível de hormônios sexuais que existem – muitas mulheres têm aumento do seu desejo durante a gravidez e o aproveitam de um modo muito especial.

A vida sexual pode sofrer alterações?

É natural que a sua vida sexual sofra algumas alterações durante a gravidez. Algumas mulheres, quando grávidas, sentem-se mais sensuais, mais interessantes e também com uma maior vontade de fazer amor, já que não se têm que preocupar com a contracepção.

Outras, com as mudanças no seu corpo, sentem-se menos atraentes e, em consequência, com menos interesse por esta vertente da sua vida. Outras, ainda, estão muito cansadas ou enjoadas, especialmente no primeiro e terceiro trimestres.

No segundo trimestre de gestação, os habituais desconfortos como os vômitos, náuseas e fadiga tornam-se menos acentuados ou chegam mesmos a desaparecer, assim a mulher tende a aumentar o seu interesse nas relações sexuais. Por outro lado, diante da gravidez, alguns homens sentem um maior desejo sexual pelas suas companheiras, em particular durante o primeiro trimestre.

Outros, contudo, não sentem qualquer desejo pela mulher grávida, quer porque têm medo de “machucar” o bebê, quer porque deixam de considerar a sua companheira como alguém sexy, uma vez que o volume dos seios e todo o seu peso aumenta, a cintura desaparece e o abdôme cresce, ou ainda porque consideram que o sexo é apenas o meio para atingir o objetivo da procriação e não há razão para continuar a ter relações sexuais.

Relação Sexual na Gravidez

É importante descobrir a conexão, o carinho e o amor na jornada da maternidade.

Resumindo, é importante notar que cada caso é um caso, pois cada pessoa vive a sua sexualidade de forma diferente. Não existem padrões de comportamento certos ou errados.

É normal sentir dor na relação?

A dispareunia, que é a dor durante a relação sexual, é uma queixa comum entre muitas mulheres durante a gravidez. Ela pode ser causada por vários fatores, incluindo alterações hormonais que aumentam a sensibilidade dos tecidos vaginais. Além disso o aumento do fluxo sanguíneo na região pélvica, infecções do trato urinário e, claro, as mudanças físicas resultantes da gravidez. Em alguns casos, a dor pode estar associada a condições mais sérias, como placenta prévia ou vasa prévia. Portanto, qualquer desconforto persistente durante o sexo na gravidez deve ser relatado ao médico ou profissional de saúde que acompanha o pré-natal, para que se possa identificar a causa e, se necessário, estabelecer um tratamento ou orientações adequadas.

Há algum momento em que é recomendável não ter relações sexuais?

Existem situações em que, clinicamente, não é recomendável a prática de relações sexuais, tais como quando há ameaça de aborto espontâneo, placenta prévia, hemorragias vaginais, incompetência istmo-cervical, ou doenças sexualmente transmissíveis.

Se em gestações anteriores a paciente teve filhos que nasceram prematuramente, ou seja, antes do tempo certo, o médico poderá desaconselhar que mantenha relações sexuais pois o esperma possui prostaglandinas que podem estimular as contrações uterinas. Se existe algum problema, será o seu obstetra quem deve desaconselhar a prática das relações sexuais, é sempre conveniente e desejável que a grávida consulte o médico sobre este assunto.

Além disso, a relação sexual não se restringe apenas à penetração. Há outras práticas que podem ser muito prazerosas, como o sexo oral ou a masturbação mútua. E vale lembrar: quem vive bem com a sexualidade durante a gravidez só tem a ganhar!

E a relação sexual após o parto como fica?

Retomar a vida sexual após o parto é um assunto que pode gerar muitas dúvidas e ansiedade em novas mamães. O mais importante a entender é que cada mulher tem seu próprio tempo e ritmo para essa retomada, que é influenciada por diversos fatores, incluindo a recuperação física e emocional, o tipo de parto, a presença de lacerações ou episiotomias, além da adaptação à nova rotina com o bebê. Por isso escrevemos um post só sobre a retomada da vida sexual após o parto. Normalmente, os médicos recomendam um intervalo de seis semanas após o parto para permitir a cicatrização e recuperação do corpo, mas esse tempo pode variar.

A comunicação com o parceiro ou parceira também é crucial nesse período, para que haja entendimento e paciência, já que a mulher passou por grandes transformações em seu corpo e precisa de tempo para se recuperar. Além disso, questões como o retorno da fertilidade e a influência da amamentação no desejo sexual são pontos que devem ser discutidos com um profissional de saúde. A volta à atividade sexual deve acontecer quando a mulher se sentir confortável, pronta e com a autorização do seu médico, sempre priorizando seu bem-estar e conforto.

Como se calcula a Idade Gestacional (Duração da Gestação)?

A gravidez é convencionalmente calculada em semanas, a partir do primeiro dia da última menstruação. A idade gestacional (ou tempo de gravidez) terá que ser contada em semanas e não em meses. Não podemos usar os meses pois eles não tem uma duração fixa. Alguns tem 30, outros tem 31 e temos ainda fevereiro que poderá ter 28 ou 29 dias, dependendo do ano.

Como se calcula a Idade Gestacional (Duração da Gestação)?

Usamos a data da última menstruação para iniciar a contagem. Nos primórdios da medicina, essa era a única data conhecida para estabelecer o início da “contagem de tempo de gravidez”. Imagine que um casal, ao tentar engravidar, possivelmente tinha relação mais de uma vez durante um ciclo menstrual. Portanto era difícil precisar em qual dia tinha ocorrido a concepção.

A Idade Gestacional e a Última Menstruação

A idade gestacional, quando calculada com base na última menstruação, pressupõe que a ovulação e a concepção aconteceram cerca de 14 dias depois da última menstruação. Isto realmente ocorre na maioria dos casos. Para mulheres que tem ciclos menstruais irregulares ou que não ovulam no 14º dia do ciclo, possivelmente o cáculo da idade gestacional será realizado com base no primeiro exame de ultrassom da gravidez, pois quanto mais precoce for o exame menor é a margem de erro.

Isto pode causar um pouco de confusão para aquelas pacientes que tentam estabelecer a data aproximada da concepção com base na idade gestacional. Quando a menstruação está atrasada em 2 semanas (numa mulher com ciclo de 28 dias), a idade gestacional será de 6 semanas. Mas isto não significa que a paciente está gravida há 6 semanas, pois a concepção aconteceu cerca de 14 dias após o início da última menstruação. Dessa forma, a concepção ocorre por volta da “2 semana de gestação”.

Assim sendo, se você está com 6 semanas de gestação a concepção ocorreu há 4 semanas. O período fértil e a fecundação são sempre 2 semanas a menos que a idade gestacional calculada pelo obstetra.

Duração da Gravidez

Outra confusão se dá com relação a duração da gravidez. A duração da gravidez é de cerca de 280 dias que são 40 semanas ou 10 meses lunares (veja aqui o que é o calendário lunar). Isto é um pouco a mais que 9 meses do calendário juliano, que usamos atualmente. Se dividirmos 280 por 30 (para converter em meses) teremos 9,3 meses.

Portanto é extremamente difícil e impreciso dizer de quanto tempo você está grávida em meses, tente calcular em semanas, para que não ocorram confusões. Quando você ouvir o seu médico falar em data provável do parto saiba que nesta data a sua gestação irá completar 40 semanas. Obviamente a duração da gestação pode variar um pouco de pessoa pra pessoa, e portanto nem todos os bebês nascem na 40a semana. Consideramos que o recém-nascido é de termo (ou seja, do tempo certo), quando este nasce entre 37 e 42 semanas de gestação. Bebês que nascem antes da 37a semana são chamados de prematuros. As gestações que ultrapassam de 42 semanas são chamadas de gestações prolongadas (ou seja, que passou do prazo estipulado para o nascimento). Entre a data provável do parto (que é a 40a semana de gravidez) e a 42 semanas a duração da gestação é considerada normal. Ficou confuso? Use nossa calculadora que já resolvemos o problema pra você!

Calculadora de Idade Gestacional

Não sei minha última menstruação, como fazer para calcular a idade gestacional?

Se você não sabe ou não tem certeza de quando foi sua última menstruação existem outros métodos para determinar a idade gestacional. O seu médico irá medir o tamanho do seu útero, o que conhecemos como altura uterina. Este método é bastante prático e permite que o obstetra tenha uma boa idéia de qual é o seu tempo de gravidez.

Outra maneira de tentar estimar a idade gestacional que se usava antigamente era identificar quando a mamãe percebe os movimentos fetais pois isso geralmente ocorre entre 18 e 22 semanas de gravidez. Mas tudo isso é passado. Hoje temos métodos mais precisos para dizer a idade gestacional.

Entretanto o método mais preciso para determinar de quanto tempo você está grávida é o ultrassom. Desde a década de 1960 o ultrassom vem sendo cada vez mais utilizado para dizer o tempo de gravidez. O ultrassom utiliza as medidas do bebê e o princípio de que o tamanho do feto ou embrião tem uma relação bastante precisa com a idade gestacional. Se você quiser saber se o ultrassom é confiável para dizer o tempo de gravidez leia o post que preparamos sobre este assunto.

 

Referências

  1. Como Calcular a Idade Gestacional – Hospital Albert Einstein
  2. Idade gestacional em semanas: entenda como calcular

 

Exame de urina pode determinar o sexo do bebê

Você já ouviu falar de um teste urinário para descobrir o sexo do bebê? Isso mesmo, um teste de farmácia, semelhante ao teste de gravidez urinário, que determina o sexo fetal. Saiba como ele funciona e quais as suas desvantagens em comparação aos demais métodos existentes para revelar o sexo do bebê: a sexagem fetal e a ultrassonografia obstétrica.
O teste foi desenvolvido por uma empresa americana e está sendo vendido sob o nome de IntelliGender. Ele é feito de maneira muito semelhante ao teste de gravidez, de preferência com a primeira urina da manhã. A leitura do resultado se dá após 10 minutos. Se a urina ficar verde indica que o bebê é um menino e se ficar laranja, uma menina.
Exame de urina pode determinar o sexo do bebê

O novo teste só pode ser realizado a partir da 10ª. semana de gravidez e tem índice de acerto de aproximadamente 82%. O Intelligender está sendo comercializado há aproximadamente um ano nos Estados Unidos, México e Portugal, a um custo que varia entre 30 dólares e 70 euros. Ainda não está disponível no Brasil, mas pode ser obtido via importação, por aproximadamente 320 reais.

A empresa não revela qual a substância utilizada no teste por questões relacionadas à patente. No entanto, devido a algumas restrições relacionadas na bula, suspeita-se que se trate da identificação de hormônios masculinos, como a testosterona. Os bebês do sexo masculino produzem hormônios androgênicos desde a sétima semana de gestação. Por esse motivo, é desaconselhado o uso do teste com menos de 48 horas após relações sexuais e também em pacientes com síndrome dos ovários policísticos, uma vez que os níveis de hormônios masculinos nessas pacientes são frequentemente elevados.

Existe outro exame que pode revelar o sexo do bebê antes da ultrassonografia, a chamada sexagem fetal. Ele busca identificar a presença do cromossomo Y no sangue materno. Se o Y estiver presente, a mulher está grávida de um menino. Caso não se identifique o cromossomo Y, espera-se uma menina.

O índice de acerto da sexagem fetal fica acima de 99%, bem superior ao novo teste urinário. Além disso, pode ser feito a partir da oitava semana de gestação, ou seja, duas semanas antes do teste hormonal. Mais um ponto para a sexagem fetal: o custo do exame, por volta de 300 reais, é muito semelhante ao do Intelligender obtido por importação. Para quem tiver um pouquinho mais de paciência, o ultrassom consegue determinar o sexo do bebê a partir de 13 semanas, caso ele esteja numa boa posição.

Menino ou menina, o importante é que venha com muita saúde. Boa sorte!!

Teste de Gravidez

A menstruação atrasou e surgiu a dúvida: será que estou grávida? Quais são as opções para confirmar definitivamente a gestação? Enfim, como saber se estou grávida? Aprenda agora o que você precisa saber sobre o teste de gravidez!

teste de gravidez

Com muita frequência a primeira opção é o tradicional teste de farmácia, pela sua rapidez, ampla disponibilidade e discrição. A base do teste é a detecção do beta-hCG na urina, um hormônio produzido pela placenta durante a gestação. Os testes sanguíneos de gravidez precisam ser solicitados por um médico. Funcionam da mesma maneira que os de urina, detectando a presença do beta-HCG. Eles apresentam sensibilidade maior que os testes de farmácia, pois conseguem detectar quantidades menores do hormônio da gravidez. Um valor de beta-hCG maior que 25 mlU/ml é considerado um teste de gravidez positivo.

Além do teste de sangue, existem outros testes de gravidez?

Além dos testes laboratoriais, existe a possibilidade de se diagnosticar a gravidez pela ultrassonografia. Entretanto a ultrassonografia tem menor sensibilidade (é um teste pior) pelos seguintes motivos:

Em primeiro lugar, para que os sinais de gestação fiquem claros ao ultrassom você precisa estar grávida de 5 ou 6 semanas. No ultrassom transvaginal só vemos o saco gestacional (primeiro sinal de gravidez) com cerca de 5 semanas. No ultrassom realizado por via abdominal é um pouco mais demorado. Os primeiros sinais de gestação só aparecem com cerca de 6 semanas. Por um outro lado, o beta-HCG poderá ficar positivo logo nos primeiros dias de atraso menstrual! Abaixo listamos algumas das dúvidas mais comuns a respeito da confirmação da gravidez.

Em segundo lugar, quando o ultrassom é realizado de maneira muito precoce, sem a realização de um teste sangíneo prévio, a não visualização do saco gestacional poderá levantar a suspeita de uma gravidez ectópica (fora do útero).

Portanto, não tenha pressa. Se você acha que está grávida converse com seu médico ginecologista/obstetra e pergunte qual exame e quando deverá realizá-lo. Abaixo tentamos esclarecer algumas dúvidas comuns.

O teste de farmácia pode dar errado?

Os testes urinários disponíveis atualmente no mercado apresentam grande acurácia para o diagnóstico de gestação, com sensibilidade de aproximadamente 97 a 99,5%. A ocorrência de falsos positivos (quando o exame dá positivo e a mulher não está realmente grávida) é muito pequena para esse tipo de exame. Portanto, se você fez o teste e deu positivo, a chance de não estar grávida é mínima. Inclusive em uma gravidez psicológica (chamada de pseudociese), o teste dá negativo. Algumas condições podem predispor a falso-positivo no teste de farmácia. Por exemplo um aborto recente, a presença grande quantidade de sangue ou infecção na urina e o uso de medicações contendo hormônios semelhantes ao HCG, como alguns usados em tratamentos de fertilidade.

Os falsos-negativos (quando o exame dá negativo e a mulher está grávida) acontecem principalmente em fases muito iniciais da gestação, quando os níveis do hormônio beta-HCG podem estar baixos e não são detectados pelo teste. Outro motivo para um falso-negativo é a urina diluída, portanto evite tomar muita água nas horas que precedem a realização do teste.

Temos um post inteiro sobre a possibilidade do teste de gravidez errado. Se você tem interesse nesse assunto leia nosso post.

A partir de quando posso fazer o teste de farmácia?

Em condições normais, o teste de farmácia deverá ser positivo desde o primeiro dia de atraso menstrual, mas se você conseguir esperar, o ideal é realizá-lo a partir do quinto dia de atraso. Alguns testes podem dar positivo antes do primeiro dia de atraso, mas a sensibilidade na detecção da gravidez melhora a medida que o atraso menstrual aumenta. Se o teste foi negativo e persiste a suspeita de gestação, você pode repetí-lo após 1 semana, pois nesse período a taxa de hormônios pode aumentar e ser detectada na urina. A maioria dos testes disponíveis no mercado brasileiro pode ser feita com a urina de qualquer horário do dia, no entanto, a primeira urina da manhã apresenta melhores resultados, pois é menos diluída e a concentração do beta-HCG fica maior.

Como saber o resultado do teste?

Tenha muita atenção na hora de interpretar o resultado do teste: sempre leia a bula com as instruções antes de começar. Observe rigorosamente o tempo para leitura do resultado. Muitos erros do teste da gravidez são na verdade erros na observação do resultado. Grande parte dos testes disponíveis oferecem o resultado na forma de duas listras verticais. Se aparecer apenas uma listra, o teste foi negativo. Duas listras: teste positivo. Nenhuma listra: provavelmente o teste não funcionou e deve ser repetido. Em alguns casos, durante o tempo correto de leitura do teste, a segunda listra pode ficar mais clara que a primeira, gerando dúvida sobre a positividade do teste. Nesse caso, o teste é geralmente positivo, e a linha ficou provavelmente mais clara pois a quantidade de hormônio ainda não é muito grande. Nesse caso, o ideal é procurar um ginecologista para confirmar o resultado com um teste sanguíneo.

teste-de-gravidezbox_alertAtençãonunca faça a leitura do teste depois do tempo orientado na bula. O aparecimento de uma segunda listra depois do tempo de leitura pode acontecer em alguns casos por evaporação da urina seca na fita.

Como funciona o teste sanguíneo de gravidez?

O teste no sangue segue o mesmo princípio do teste urinário, mas apresenta maior confiabilidade pois os níveis de beta-HCG são maiores na corrente sanguínea e podem aparecer mais cedo do que no teste de urina. Além disso, o teste de gravidez no sangue pode determinar a quantidade do hormônio da gravidez e não apenas dizer se está positivo ou negativo. Essa avaliação quantitativa pode ser uma informação útil para o médico pois um valor muito baixo indica que a gestação ainda está muito no início e seu médico pode querer aguardar alguns dias antes de fazer uma ultrassonografia pois, como foi citado anteriormente, o beta-HCG fica positivo um pouco antes da gestação poder ser identificada no ultrassom.

Posso fazer ultrassom para saber se estou grávida?

O ultrassom pode confirmar a gestação, no entanto para a avaliação inicial, o ideal são os testes laboratoriais que detectam os hormônios da gravidez. O que confirma uma gestação ao ultrassom é a presença de um saco gestacional (pequena bolsa contendo líquido que abriga o bebê) e mais adiante a observação do embrião com batimentos cardíacos presentes. Os testes laboratoriais de gravidez apresentam-se positivos antes desses elementos serem visíveis ao ultrassom. Isso acontece pois seu aparecimento na ultrassonografia segue uma cronologia bem definida. O saco gestacional aparece por volta de 5 semanas depois da última menstruação, o que corresponde aproximadamente a 7 a 10 dias de atraso menstrual. Uma semana depois aparece o embrião, por volta de seis semanas da ultima menstruação. Mais alguns dias e aparecem os batimentos cardíacos do embrião, confirmando, finalmente, que a gravidez é viável.

É comum mulheres fazerem a ultrassonografia com uma ou duas semanas de atraso menstrual e não haver sinal confirmatório de gestação. Nesse caso, deve-se repetir a ultrassonografia 7 a 10 dias depois para reavaliar se não apareceram as imagens do saco gestacional e do embrião. Isso pode acontecer porque em uma de cada três mulheres, o tempo de atraso menstrual não corresponde ao tempo exato da gravidez. Muitas vezes, a data da ovulação pode não corresponder exatamente com os cálculos do ciclo menstrual habitual, especialmente em mulheres com ciclos menstruais irregulares.

Como saber de quanto tempo estou grávida?

A melhora maneira de determinar o tempo exato de gravidez é a ultrassonografia obstétrica. Durante o exame, o médico irá avaliar se o tempo de gravidez calculado pela menstruação está compatível com o crescimento do embrião ao ultrassom. Muitos testes de gravidez no sangue quantitativos (beta-HCG quantitativo) vem com uma tabela que indica a provável idade gestacional de acordo com a quantidade do hormônio detectada no sangue. Não se preocupe se o resultado não estiver batendo com as suas contas, pois isso é muito comum. O cálculo definitivo será feito pelo ultrassom e seu ginecologista irá explicar qual a data a ser seguida.

Você também pode usar nossa supercalculadora usando o link abaixo:

É possível dizer o tempo de gravidez pelo valor do beta-hCG?

Apesar de existirem tabelas que correlacionam o tempo de gravidez com os níveis séricos de beta-hCG, estes valores não são confiáveis para determinar a idade gestacional. A melhor maneira de saber de quanto tempo você está grávida é realizar um ultrassom logo após o teste de gravidez positivo.

Qual é a diferença do beta-hCG Quantitativo e Qualitativo?

O teste qualitativo dá como resultado apenas positivo ou negativo. Mesmo que venha um número nesse teste, geralmente é algo como > 25 (maior que 25). Dessa forma interpreta-se que se o resultado é maior que 25 o teste é positivo e se for menor o teste é negativo. No teste qualitativo jamais será possível saber de é 100 ou 1000.

Já o teste quantitativo terá como resultado um número. Isso é bem importante pois pelo número é possível ter uma idéia se já será possível ver algo no ultrassom ou se ainda é muito cedo e nada poderá ser visto. Além disso em alguns casos como em sangramentos do início da gravidez ou suspeita de gravidez ectópica o valor do beta-hCG será importante para o seu médico. Muitas vezes você terá inclusive que fazer dosagens seriadas com intervalo de 48 horas para ajudar a saber se as coisas estão evoluindo como deveriam.

Fiz vários testes de farmácia negativos, mas continuo sem menstruar. O que está acontecendo?

Há vários motivos para a amenorréia (parada da menstruação), além de gravidez. Eles podem variar de distúrbios hormonais de várias origens até alterações do peso corporal. Portanto, o ideal é procurar um ginecologista para avaliar todas as possibilidades no seu caso e fazer os exames que forem necessários para esclarecer a causa.

Atenção! Não fique viciada em fazer testes de gravidez como essa paciente como essa paciente que fez mais de 400 testes em um ano!

O que fazer se os testes forem positivos?

Procure logo um ginecologista, para que ele possa solicitar os demais exames que confirmam a gestação, tais como o teste sanguíneo e a ultrassonografia obstétrica. Além disso, comece a tomar cuidados especiais com sua saúde, tais como evitar uso de medicações sem a orientação do médico, evitar exercício físicos muito intensos, parar de fumar, entre outras atitudes. Boa sorte!

Vi um teste de gravidez online, isso funciona?

Não. Alguns sites oferecem supostos “teste de gravidez online” mas isso não passa de uma brincadeira. Não é possível afirmar com base em algumas perguntas se você está grávida ou não.