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Placenta Prévia

A placenta prévia é uma complicação obstétrica onde a placenta está inserida numa região próxima ou recobrindo o orifício cervical. O diagnóstico de placenta prévia geralmente é realizado após a 27a semana de gestação pois antes deste período o útero ainda é pequeno e a placenta poderá recobrir toda a parede uterina, do fundo até a região mais próxima do colo.

Excepcionalmente o diagnóstico poderá ser feito mais precocemente quando a placenta recobrir todo o orifício cervical. Existem diversas classificações para placenta prévia, de um modo geral podemos ter placentas que recobrem todo o orifício cervical (placenta prévia total), parcialmente (placenta prévia marginal) ou que apenas estão próximas a ele (placenta baixa). A incidência de placenta prévia é de cerca de 0,5% de todas as gestações.

Como é feito o diagnóstico?

Deve-se suspeitar de placenta prévia em toda paciente que tem sangramentos intermitentes e indolores na segunda metade da gestação (após 20 semanas de gravidez). O exame para confirmar o diagnóstico é a ultrassonografia TRANSVAGINAL (e não abdominal, como geralmente é realizada durante o exame obstétrico). O exame deve ser realizado pela via transvaginal pois o colo uterino é difícil de ser avaliado pela via abdominal na segunda metade da gestação e algumas placentas, em especial as que se inserem na parede uterina posterior, são mais difíceis de serem vistas.

A questão da idade gestacional é de extrema importância no diagnóstico da placenta prévia pois com 16 semanas até 50% das placentas estão inseridas muito próximas ao colo. No terceiro trimestre ocorre o crescimento do útero, em especial numa região chamada de segmento uterino, o que faz com que a placenta “migre”, afastando-se do colo uterino.

Placenta Prévia Total

Além disso a realização do exame transvaginal é muito importante para verificar a presença de outros problemas que podem estar associados como a vasa prévia.

Quais são os fatores de risco conhecidos?

Os principais fatores de risco conhecidos para placenta prévia são: história de placenta prévia em gestação anterior, cesárea ou aborto. O fumo ou uso de cocaína também são considerados como fatores de risco. A placenta prévia por si é um fator de risco para o acretismo placentário.

Qual o tratamento para a placenta prévia?

Não existe tratamento específico para a placenta prévia. Recomenda-se, em casos de sangramento, repouso e abstinência sexual para evitar novos sangramentos. A grande maioria tem boa evolução e não necessita maiores intervenções. Alguns casos onde o sangramento é mais volumoso será necessário reposição sanguínea ou antecipação do parto. Nos casos onde a placenta prévia é total indica-se a cesárea para preservar o bem estar fetal. É importante lembrar que em pacientes com Rh negativo é importante tomar imuniglobulina anti-Rh (vacina contra incompatibilidade sanguínea) toda vez que ocorrer um sangramento e o feto potencialmente puder ser Rh positivo.

Quais complicações podem acontecer?

Em geral a evolução das placentas prévias não tem grandes complicações e o tratamento visa apenas tentar evitar novos episódios de sangramento. Entretanto, quando ocorrem complicações elas podem envolver o feto, causando crescimento intra-uterino restrito devido à perfusão placentária reduzida ou a mãe em decorrência de hemorragia volumosa e da associação comum com o acretismo placentário.

Links Relacionados

Ácido Fólico Previne Malformações

O ácido fólico é uma vitamina do complexo B, necessária para a formação de algumas proteínas. Ele pode ser utilizado para previnir malformações. Especialmente os defeitos abertos do tubo neural, como a mielomeningocele, encefalocele, acrania e anencefalia.

O que é ácido fólico ?

O ácido fólico, folacina ou ácido pteroil-L-glutâmico, também é conhecido como vitamina B9 ou vitamina M. É uma vitamina hidrossolúvel pertencente ao complexo B necessária para a formação de proteínas estruturais e hemoglobina. Portanto ele trabalha na formação de nossos genes, essenciais para a divisão celular e ainda na formação de células sanguíneas na medula óssea. Na gravidez, é especialmente importante na formação do tubo neural do feto, e sua deficiência pode resultar em má formação neural.

Ácido Fólico

Onde o ácido fólico é encontrado?

O ácido fólico pode ser encontrado em vísceras de animais, verduras de folha verde, legumes, feijão, vagens, fava, brócolis, espinafre, gema de ovo, germe de trigo, peixe e em sucos frescos de frutas cítricas como a laranja e limão. Entretanto a quantidade de ácido fólico ingerido na dieta muitas vezes não é suficiente necessitando complementação.
Vale ressaltar que os vegetais verdes-escuro possuem grandes quantidades de ácido fólico. Entretanto devem ser consumidos frescos e in natura, pois o armazenamento, a forma de preparo doméstico ou o processamento destes pode ocasionar grandes perdas deste nutriente.
No Brasil, há uma lei que determina quea farinha de trigo seja enriquecida com ferro e ácido fólico (e produtos derivados, como o pão) para diminuir a ocorrência de anemia principalmente em crianças.
Fontes Ácido Fólico

O que é o tubo neural?

O tubo neural é uma estrutura do embrião que será responsável pela formação do sistema nervoso central. As malformações classificadas no grupo dos defeitos de fechamento do tubo neural incluem desde a anencefalia e encefaloceles até o defeito de fechamento da coluna, chamado de mielomeningocele, spina bifida (ou espinha bífida).
defeitos tubo neural

Os defeitos do tubo neural são comuns?

Estima-se que a prevalência de defeitos do tubo neural seja cerca de 1 caso a cada 1.000 nascimentos. Nos exames de ultrassom o sinal da banana e do limão ajudam a identificar os casos de mielomeningocele.

Existe prevenção para os defeitos do tubo neural?

Sim. A ingesta diária de cerca de 0,4 mg ácido fólico é comprovadamente capaz de reduzir a incidência destes defeitos. Para as pacientes que já tiveram um filho anterior com defeito do tubo neural a quantidade recomendada pode ser maior.

Ajuda tomar o ácido fólico depois que estou grávida?

O tubo neural forma o sistema nervoso central durante os dias 18 e 26 de gestação. Neste período muitas mulheres ainda nem sabem que estão grávidas. Além disso leva algum tempo para que as reservas de ácido fólico sejam repostas. Por isso recomenda-se o seu uso diário por cerca de 3 meses antes de engravidar.

Referências:

  1. Wikipedia
  2. Efeito da fortificação com ácido fólico na redução dos defeitos do tubo neural

Armazenamento de Células Tronco do Cordão Umbilical

Também conhecidas como células-mãe, as células-tronco são células que possuem a melhor capacidade de se dividir. Podendo dar origem a células semelhantes às progenitoras. As células tronco embrionárias possuem ainda a capacidade de transformar-se em outros tecidos do corpo! Podem gerar ossos, nervos, músculos e sangue. O sangue do cordão umbilical é rico em células tronco e o seu armazenamento pode salvar vidas!

As células tronco começaram a ser pesquisadas na década de 50, mas apenas em 1998 é que foi realizado o primeiro tratamento com células tronco do sangue de cordão umbilical para o tratamento de um menino com anemia de Fanconi.

O que são as Células Tronco?

As células tronco são uma classe de células indiferenciadas. Isto significa que a célula tronco, por meio de um processo chamado de “diferenciação celular” poderá se transformar e assumir a função de uma célula de algum tecido do corpo humano. As células tronco são provenientes de duas fontes principais:

  1. Células tronco embrionárias, formadas durante a embriogênese
  2. Células tronco adultas

Estes dois tipos são caracterizados pelo seu potencial de diferenciação em células de diferentes tecidos como pele, músculo, osso, etc.

Portanto, em muitas situações estas células podem ser utilizadas como um “sistema de reparo”. Podendo dividir-se e tomando a função de outras células danificadas. Quando uma célula tronco se divide, cada nova célula poderá permanecer como uma célula tronco (dividindo-se novamente de maneira ilimitada) ou diferenciando-se em algum tipo de célula especializada como músculo, sangue ou neurônios.

Armazenamento de Células Tronco do Cordão Umbilical

Aonde as Células Tronco podem ser encontradas?

As células tronco podem ser encontradas em embriões recém-fecundados (blastocistos); embriões criados por inserção do núcleo celular de uma célula adulta em um óvulo que teve seu núcleo removido – reposição de núcleo celular (denominado clonagem); células germinativas ou órgãos de fetos abortados; células sanguíneas de cordão umbilical no momento do nascimento; alguns tecidos adultos (tais como a medula óssea) e células maduras de tecido adulto reprogramadas para ter comportamento de células-tronco.

Qual é a diferença entre uma célula tronco embrionária e adulta?

A célula tronco embrionária (chamada de pluripotente) é uma célula primitiva (ou seja, indiferenciada). Tem grande potencial para se tornar uma célula especializada de diferentes órgãos e tecidos. Já a célula tronco adulta (chamada de multipotente) é uma célula indiferenciada encontrada em um tecido diferenciado e sua capacidade de renovação é mais limitada.

Qual é a importância da célula tronco na medicina?

As células-tronco podem ser utilizadas para substituir células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, ou em tecidos lesionados ou doentes. As pesquisas com células-tronco sustentam a esperança humana de encontrar tratamento, e talvez até mesmo cura, para doenças que até pouco tempo eram consideradas incontornáveis, como diabetes, esclerose, infarto, distrofia muscular, Alzheimer e Parkinson. O princípio é o mesmo, por exemplo, do transplante de medula óssea em pacientes com leucemia, método comprovadamente eficiente. As células-tronco da medula óssea do doador dão origem a novas células sanguíneas sadias.

Por que é importante armazenar células tronco do cordão umbilical?

Porque no cordão umbilical se encontra um grande número de células-tronco hematopoiéticas, fundamentais no transplante de medula óssea. Se houver necessidade do transplante, essas células de cordão ficam imediatamente disponíveis. Não há necessidade de localizar o doador compatível e submetê-lo à retirada da medula óssea.

Existem hoje vários Bancos Privado de Cordão Umbilical no Brasil. Com o Banco Privado você tem a garantia de utilização imediata das células. Não precisa procurar um doador e nem fazer testes, pois a célula e 100% compatível com você. Segundo o Bone Marrow Donors Worldwide, cerca de 500 mil armazenamentos já foram realizados no mundo. À medida que os estudos avançam fica evidente que as células-tronco serão fundamentais para o futuro da medicina.

Como é o processo de armazenamento?

Se você está grávida e está pensando em armazenar as células tronco do seu bebê, a primeira coisa a fazer é contactar uma empresa que oferece este tipo de serviço. Você poderá verificar isto com o seu obstetra ou a sua maternidade.

Cerca de 30 dias antes do nascimento ou até sete dias depois, você precisará realizar alguns exames de sangue para verificar se não há contra-indicação para o armazenamento. Alguns destes testes, como o de HIV, são rotina no pré-natal, mas mesmo assim os exames de sangue poderão ser repetidos até seis meses após o nascimento do seu bebê, conforme o protocolo de cada serviço.

Próximo ao parto, a sua empresa escolhida enviará para o seu médico ou maternidade um kit para a coleta do material. Esta amostra é então enviada para o laboratório em que as células tronco do seu bebê serão preparadas, congeladas e armazenados.

Existe algum risco envolvido?

Não, o sangue é retirado da parte do cordão umbilical que normalmente é descartada.

O que são os miomas?

Os miomas são tumores benignos (não cancerosos) originados do tecido muscular liso do útero. Também podem ser chamados de leiomiomas ou fibromas.

De acordo com sua localização na parede uterina, podem ser divididos em:

  • Subserosos: localizados na superfície externa do útero, projetanto-se para a cavidade abdominal;
  • Intramurais: localizados dentro da parede muscular do útero;
  • Submucosos: localizados na superfície interna do útero, projetando-se para o interior da cavidade uterina;
  • Miomas Pedunculados: os miomas subserosos ou submucosos podem crescer de maneira a ficarem prezos apenas por um pedículo, sendo então chamados de pedículados. Quando o mioma pediculado cresce até se exteriorizar pelo canal cervical e vagina (como no trajeto do parto normal), ele é chamado de mioma parido.

Qual é a frequência dos miomas?

Os miomas são muito comuns. Pelo menos uma em cada 4 mulheres desenvolvem um ou mais miomas durante a sua vida. Eles geralmente surgem em mulheres entre 30 a 50 anos.

Causas

Não está claro como os miomas se desenvolvem. Os miomas são sensíveis ao estrogênio, o hormônio produzido nos ovários. Eles tendem a aumentar de tamanho quando os níveis de estrogênio estão aumentados, como durante a gestação. Eles tendem a regredir de volume quando os níveis de estrogênio estão baixos, como após a menopausa. A terapia de reposição hormonal pode promover o crescimento de miomas. Sintomas A maioria dos miomas não causa nenhum sintoma. Geralmente são encontrados durante um exame de rotina pelo ginecologista ou durante uma ecografia pélvica. Os sintomas, quando presentes, incluem: Menstruações abundantes e dolorosas Desconforto na região pélvica e aumento do volume abdominal Sintomas urinários ou intestinais Dor durante a relação sexual Infertilidade e abortamento O tipo de sintoma e a sua intensidade dependem do número, do tamanho e da localização dos miomas.

mimosa

Diagnóstico

O ginecologista pode sentir o útero aumentado e irregular durante o exame físico. O ultrassom pélvico confirma o diagnóstico e exclui outros tipos de massas em região pélvica. Outros exames de imagem complementares são histerossalpingografia, histerossonografia e ressonância nuclear magnética.

Tratamento

As mulheres que não têm sintomas geralmente não necessitam de tratamento. Mulheres com sintomas significativos podem tentar tratamento médico ou cirúrgico.

Tratamento Clínico

  • Pílulas anticoncepcionais – podem ser úteis na diminuição do sangramento menstrual aumentado associado aos miomas. As pílulas não reduzem o tamanho do mioma, portanto não são um tratamento efetivo para mulheres com pressão pélvica, dor ou infertilidade;
  • Dispositivo intra-uterino (DIU) com levonorgestrel – o DIU pode reduzir significativamente o sangramento menstrual e fornecer uma forma de anticoncepção efetiva a longo-prazo (até 5 anos);
  • Implantes, injeções e pílulas de progestogênio – os progestogênios reduzem a espessura da camada interna do útero (endométrio), reduzindo o sangramento menstrual;
  • Agonistas do GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) – tratamento clínico mais comum para os miomas. A maioria das mulheres pára de menstruar e tem uma redução significativa no tamanho dos miomas. Os efeitos colaterais deste tratamento incluem ondas de calor e sudorese noturna, similar aos sintomas apresentados por mulheres na menopausa, e perda mineral óssea se utilizado por mais de 12 meses. Trata-se de um tratamento temporário (3 a 6 meses) enquanto a mulher está aguardando e se preparando para o tratamento cirúrgico;
  • Medicações antifibrinolíticas – não tratam os miomas, mas reduzem o sangramento em 30 a 55%.

Os tratamentos com medicamentos conseguem controlar os sintomas, mas não fazem os miomas desaparecerem. Na maioria das vezes são tratamento paliativos.

Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico pode ser recomendado para a melhora a longo-prazo dos sintomas de sangramento e dor. Em outros casos, os procedimentos cirúrgicos são realizados na tentativa de tratar infertilidade. Vários são os tratamentos cirúrgicos disponíveis:

  • Histerectomia – remoção cirúrgica do útero através do abdome ou da vagina;
  • Miomectomia – remoção cirúrgica do mioma. Pode ser realizada por laparotomia (grande incisão na parede abdominal) ou por laparoscopia (várias incisões pequenas na parede abdominal). Se o mioma é submucoso, a miomectomia histeroscópica (por via vaginal, através do colo uterino) pode ser recomendada;
  • Embolização uterina – um pequeno cateter é inserido em um vaso calibroso na região inguinal e é progredido até um vaso próximo ao mioma. Pequenas partículas são liberadas no vaso, ocluindo a vascularização ao mioma;
mimosa removidos em cirurgia

Miomas removidos cirurgicamente

Escolha do Tratamento

Vários fatores influenciam a escolha do tipo de tratamento para cada mulher. Um dos mais críticos fatores é o desejo ou não de futures gestações. Embora a histerectomia ofereça excelente melhora dos sintomas, uma mulher que deseje engravidar no futuro deve considerar a realização de uma miomectomia. Uma mulher com a prole definida, mas que não deseja realizar histerectomia, pode considerar a embolização uterina. Nas mulheres que optam pela histerectomia, temos preferido a realização por laparoscopia, uma via de acesso alternativa à cirurgia aberta que permite uma melhor visualização das estruturas pélvicas, menor dor no pós-operatório, melhor efeito estético, recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades habituais e ao trabalho.

O que é o HPV?

O HPV é um vírus transmitido em praticamente 95-98% das vezes por contato sexual podendo causar as verrugas genitais (conhecidas como “cristas de galo”), as lesões pré-cancerosas e o câncer de colo uterino. Estima-se que quase 75% da população mundial sexualmente ativa entrem em contato com um ou mais tipos de HPV durante a vida. No entanto, a grande maioria dessas infecções é eliminada pelo sistema imune, assim não são ocasionados sintomas no hospedeiro.

Como aparecem as verrugas genitais?

A contaminação ocorre pelo contato direto de pele com pele, pele com mucosa e por meio dos micro-traumatismos durante a relação sexual. O período de incubação desse vírus pode variar de duas semanas a nove meses e está relacionado com a competência imunológica do hospedeiro.

Vírus HPV causador das Verrugas Genitais

Geralmente é difícil determinar quando e de quem se adquiriu o HPV. Até o momento, mais de 120 tipos de HPV já foram descritos e são agrupado em:

  1. HPV cutaneotrópico: afetam áreas não genitais; inclui o HPV 1, 2, 3, 4 e 10; quase sempre associados a lesões verrucosas benignas da pele;
  2. HPV mucoso-genitotrópico: infecta especialmente a mucosa da genitália e pode acometer qualquer outra mucosa do organismo (oral, ocular e/ou respiratória) ; conhecem-se, até o momento, mais de 45 subtipos de HPV que infectam o trato genital humano.

O HPV mucoso-genitotrópico pode ainda ser classificado de acordo com sua capacidade de transformação tumoral:

  1. HPV de baixo risco (tipos 6, 11, 42, 43, 44), relacionados principalmente à verruga genital e lesões intra-epiteliais cervicais de baixo grau (inclui o NIC I e infecção por HPV). Raramente esses tipos virais estão associados a lesões pré-malignas e malignas do colo uterino;
  2. HPV de alto risco (tipos 16, 18, 26, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 53, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), freqüentemente associados às lesões intra-epiteliais cervicais de alto grau – lesões pré-cancerosas (inclui NIC II e NIC III) e tumores malignos do colo uterino.

box_tipO câncer do colo uterino é o único que tem 100% de cura desde que descoberto no início, ou seja, quando ainda está na fase de lesão pré-cancerosa. O importante é prevenir o contágio, através do uso regular de camisinha e o diagnóstico precoce das lesões HPV induzidas realizando periodicamente o seu Papanicolaou (preventivo) e caso esteja com alguma lesão (verruga ou lesões no colo uterino) acompanhar e/ou realizar o tratamento de acordo com o tipo de manifestação que ele esteja causando, mas, SEMPRE seguindo as orientações do seu médico.

Manifestações Clínicas do HPV e Exames de Diagnóstico

A infecção do trato genital inferior pelo HPV é dividida em 3 formas:

  1. Clínica – a forma identificável a olho nu; são os condilomas acuminados ou condilomatose, também chamados de verrugas genitais, popularmente conhecidos como “crista de galo”;
  2. Subclínica – tais alterações são identificáveis apenas através de magnificação (com lente de aumento – colposcopia) com aplicação de ácido acético a 2 ou 5%, assim, o diagnóstico é suspeito pelo Papaniclolaou e confirmado pela Biópsia (histologia);
  3. Latente – forma identificável pelo teste para HPV (Captura Híbrida) em indivíduos sem manifestação clínica e exame colposcópico normal. O HPV, não produz qualquer alteração tecidual. Não se sabe por quanto tempo a infecção latente pode persistir; alguns investigadores acreditam que por toda vida.

Estima-se que cerca de 1 a 2% dos adultos sexualmente ativos apresentem manifestações clínicas do HPV (condiloma acuminado), 4% possuem manifestação subclínica e 10% permaneçam com a forma latente. A maioria das infecções (81%) é eliminada naturalmente pelo sistema imunológico dos indivíduos infectados dentro de nove meses (71%) após o contágio, e no máximo em dois anos (11%). Durante tal período, pode ocorrer reinfecção ou recidiva de qualquer uma das três formas de manifestação causadas pelo HPV.

E como é a doença no homem?

box_alertOs homens podem não apresentar nenhum sintoma, porém, as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais (condilomatose) causadas principalmente, pelos subtipos 6 e 11 do vírus e também adquirir os subtipos considerados de alto risco (16 e 18) que podem causar lesões pré-cancerosas e câncer de pênis como o de região ano-retal.

Fatores de Risco

Mulheres que apresentam os seguintes fatores considerados de risco como: o fumo, o uso de anticoncepcional hormonal prolongado, multiparidade (acima de 3 gestações), promiscuidade, início precoce da atividade sexual, presença e/ou antecedente de doença sexualmente transmissível (DST), deficiência do sistema imunológico (por doença ou por uso de medicamento), deficiências nutricionais, higiene íntima inadequada, e a infreqüência de exames ginecológicos têm uma maior chance de desenvolver as lesões do colo uterino e também a condilomatose.

box_infoDurante a gravidez em decorrência diminuição fisiológica da imunidade, as lesões causadas pelo HPV podem aumentar mais rapidamente de tamanho, principalmente as verrugas, além de reaparecerem com maior freqüência mesmo após tratamento. Entretanto, não interfere com a fertilidade e nem impossibilita o parto vaginal. Raramente o vírus é transmitido da mãe para a criança e, quando isso acontece, caso extremamente incomum, os subtipos 6 e 11 podem ocasionar verrugas na laringe do bebê conhecidas como papiloma de laringe.

Tratamento da Verruga Genital e Prevenção

O que é o HPV? E Verruga Genital?Ainda não existe uma medicação específica para o HPV. As lesões podem ser tratadas de várias formas, dependendo do tipo de lesão e do local acometidos. Hoje já estão sendo comercializadas 2 vacinas anti-HPV para os subtipos mais freqüentes. A vacina bivalente (para os subtipos 16 e 18) e a quadrivalente (para os subtipos 6, 11, 16 e 18). São recomendadas para imunização de mulheres entre 11 e 26 anos e de preferência que ainda não tenham iniciado suas relações sexuais.

É importante salientar que o rastreamento tradicional com o exame de Papanicolaou não deve ser abandonado, pois, detectará infecção produzida pelos subtipos de HPV não incluídos nas vacinas e para os casos em que a vacina não apresente a eficácia desejada.

O que é endometriose?

O que é endometriose?O útero de toda mulher é revestido, internamente, por uma camada de tecido chamado endométrio, local onde o óvulo, quando fecundado, implanta-se para iniciar a gravidez (nidação). Caso a gravidez não ocorra, esta camada é expelida e exterioriza-se pela vagina através da menstruação. Em algumas mulheres, algumas células ou fragmentos deste endométrio são encontrados em outros órgãos, fora do útero, causando a endometriose.

Estes focos de endométrio podem estar presentes mais comumente nos ovários, tubas uterinas, ligamentos que sustentam o útero. Também podem acometer a área entre a vagina e o reto (septo retovaginal), a superfície externa ou na musculatura do útero (adenomiose) e o revestimento da cavidade pélvica (peritôneo). Em alguns casos, também pode atingir outros órgãos. Por exemplo bexiga, intestino, vagina, colo do útero, vulva e cicatrizes cirúrgicas abdominais. As lesões mais profundas são chamadas de endometriose profunda (EP) ou infiltrativa. Para pesquisa de endometriose profunda o exame transvaginal habitualmente realizado não é suficiente, sendo mais indicado um exame chamado mapeamento ou pesquisa de endometriose.

endometrio

Durante o ciclo menstrual, estes focos de endométrio fora do útero, também sofrem a ação dos hormônios (estrógeno e progesterona) e irão se comportar como se estivessem dentro do útero. Em outras palavras, estes focos crescem, se desenvolvem, ficam cheios de sangue e depois descamam. Porém, este sangue não tem para onde sair e fica acumulado dentro do abdome causando muita inflamação, dores e aderências.

Causas da Endometriose

As causas da endometriose ainda não são totalmente conhecidas. As mais prováveis são a genética e o fluxo menstrual retrógrado. Por exemplo o refluxo de uma pequena quantidade de sangue menstrual pelas trompas uterinas.

As principais características comportamentais da mulher moderna que predispõe à doença são, sem dúvida, a idade cada vez mais tardia da maternidade e o pequeno número de gestações, fatos cada vez mais frequentes. Nos dias de hoje, uma mulher está submetida na sua idade fértil a muito mais ciclos menstruais do que as mulheres do início do século passado. Antigamente tinha-se um maior número de gestações. Além disso a mulher de hoje é exposta a maior carga de trabalho e ansiedade. Por exemplo ao disputar o mercado de trabalho com o sexo masculino sem deixar de lado as responsabilidades da família. Isto gera maior nível de estresse e torna a endometriose o mal da mulher moderna.

Costuma provocar cólicas menstruais intensas (dismenorréia), dor pélvica importante, sangramento abundante ou irregular, ou outros sintomas durante as menstruações como náuseas, diarreia, sangue nas fezes, dificuldade de evacuar ou urinar e infertilidade são alguns dos sinais da endometriose. Mas os principais sintomas da doença são a dor durante a menstruação (dismenorréia) e no ato sexual (dispareunia). A endometriose costuma ser bastante sintomática e a profundidade da infiltração está relacionada com o tipo e a severidade dos sintomas. Para ter uma idéia de como a dor pode ser intensa, veja o post A dor da Endometriose Ilustrada.

Como diagnosticar a endometriose?

O diagnóstico pode ser suspeitado pela história clínica. O exame físico é importante principalmente na presença de lesões vaginais, retrocervicais e de ligamentos uterossacros. Porém para o diagnóstico de lesões localizadas em porções mais altas da pelve, nas alças intestinais e no fundo de saco de Douglas necessita de método de imagem complementar.

Apenas cerca de 10% das mulheres não têm sintomas. Isto pode fazer com que a doença evolua e aumente as chances de prejuízo à fertilidade da mulher. Gerando problemas para engravidar devido ao diagnóstico tardio.

Antes de descobrir que têm endometriose, é muito comum que as mulheres passem por um longo período de sofrimento. Infelizmente, o tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico da doença segundo estudos é de cerca de sete anos. Por isso é fundamental aumentar o conhecimento das mulheres a respeito da doença. Estudos indicam que 50% das mulheres que têm endometriose não conseguem engravidar. Só quando buscam ajuda médica para ter filhos, descobrem que são portadoras da doença.

A endometriose pode gerar infertilidade pelo acometimento das trompas. Elas que conduzem o óvulo ao útero. Além disso a endometriose poder se associar a alterações hormonais e imunológicas que dificultam a gestação.

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A melhor prevenção é a mulher ficar atenta à dor, seja durante a menstruação ou nas relações sexuais. E procurar um médico ginecologista o mais rápido possível. Pois quanto mais cedo se detecta a doença, mais rápido um tratamento adequado poderá ser iniciado.

Como é feito o diagnóstico?

Exames complementares como a ultrassonografia pélvica transvaginal com preparo intestinal (mapeamento de endometriose) tem se mostrado exame preferencial para iniciar a investigação da endometriose profunda, visando a determinação da localização das lesões e do grau de profundidade do acometimento, avaliação decisiva para um planejamento terapêutico adequado.

Hoje, a endometriose pode ser tratada de duas formas: cirurgicamente, por meio de laparoscopia, ou por meio de medicações, que bloqueiam a produção dos hormônios femininos, responsáveis pelo ciclo menstrual.

Referências

  1. Endometriose – Dr. Dráuzio Varella

O que é cisto de ovário?

Os cistos ovarianos são formações saculares preenchidas por líquido ou substância semi-sólida que se desenvolvem nos ovários das mulheres. Os cistos ovarianos afetam mulheres de todas as idades. A vasta maioria dos cistos ovarianos é considerada funcional (ou fisiológica). Em outras palavras, eles não estão relacionados a nenhuma doença.

A maioria dos cistos ovarianos é benigna e desaparece sozinha em algumas semanas sem nenhum tratamento. Os cistos ocorrem mais freqüentemente durante o período fértil da mulher. Pode-se dividir os cistos ovarianos em benignos e malignos. São exemplos de cistos benignos de ovário:

  • Cisto folicular – forma-se quando o folículo ovariano cresce mais do que o normal durante o período menstrual e não ocorre a ruptura normal para liberar o óvulo. Geralmente, os cistos foliculares se resolvem espontaneamente em dias ou meses.
  • Cisto de corpo lúteo – o corpo lúteo é uma área de tecido dentro do ovário que aparece após a liberação do óvulo de dentro do folículo. Se não ocorre gravidez, o corpo lúteo geralmente regride e desaparece. No entanto, ele pode ser preenchido de fluido ou de sangue e persistir dentro do ovário. Geralmente este cisto é encontrado em apenas um lado (unilateral) e não produz sintomas.
  • Cisto hemorrágico – este tipo de cisto funcional ocorre quando há sangramento no seu interior devido a lesão de pequenos vasos sangüíneos. Ocasionalmente pode haver dor abdominal do lado em que o cisto está presente.
  • Cisto dermóide – este tipo de cisto geralmente afeta mulheres jovens. Trata-se de um tumor benigno, também chamado de teratoma cístico maduro. Este cisto pode conter gordura, ossos, pêlos e cartilagem no seu interior. A imagem na ecografia pode variar de acordo com o seu conteúdo. A tomografia e a ressonância nuclear magnética podem mostrar a presença de gordura e calcificações.
  • Ovários com aparência policística – ambos os ovários aumentados de volume (geralmente o dobro do normal) com pequenos cistos presentes na superfície externa do ovário. Pode aparecer em mulheres “normais” e também em mulheres com doenças endócrinas. É uma situação diferente da síndrome dos ovários policísticos, que inclui outros sintomas e anormalidades fisiológicas, além da presença de cistos ovarianos. A síndrome dos ovários policísticos envolve riscos metabólicos e cardiovasculares relacionados à resistência insulínica.
  • Endometrioma ou cisto endometrióide – formado quando o tecido endometrial (tecido que recobre a face interna do útero) cresce nos ovários (endometriose). Quando isto ocorre, a área de tecido endometrial pode crescer e sangrar, formando áreas císticas amarronadas, conhecidas como cistos chocolate ou endometriomas. Afeta mulheres durante o período reprodutivo e pode causar dor pélvica crônica durante a menstruação.
  • Cistoadenoma – é um tipo de tumor benigno que se desenvolve no tecido ovariano. Pode ser preenchido por conteúdo seroso ou mucoso e atingir vários centímetros de diâmetro, necessitando de remoção cirúrgica.

Quais são os sintomas de cistos no ovário?

Geralmente os cistos ovarianos não produzem sintomas e são encontrados durante exames físicos de rotina ou são vistos por acaso em ultrassonografias realizadas por outros motivos. No entanto, os seguintes sintomas podem estar presentes:

  • Dor abdominal baixa ou dor pélvica – pode ser causada pela ruptura do cisto, pelo rápido crescimento e estiramento das estruturas ovarianas, por sangramento dentro do cisto ou por torção do pedículo ovariano comprometendo seu suprimento sangüíneo;
  • Sangramento menstrual irregular;
  • Sensação de peso ou desconforto em abdome inferior ou pelve;
  • Dor pélvica durante o período menstrual que pode ser sentida na região lombar baixa;
  • Dor pélvica após exercício intenso ou intercurso sexual;
  • Dor ou pressão ao urinar ou ao evacuar;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Dor vaginal;
  • Infertilidade

Como é feito o diagnóstico dos cistos de ovário?

Algumas vezes os cistos ovarianos podem ser percebidos durante o exame físico abdominal ou o exame de toque vaginal.

Exames de Imagem

O ultrassom transvaginal é o melhor exame de imagem para o diagnóstico de um cisto ovariano. Em grande parte das vezes pode-se diferenciar os cistos pelas características no ultrassom. Este exame é indolor e lembra um exame ginecológico. Um pequeno transdutor é inserido dentro da vagina (protegido por um preservativo) e é direcionado para o útero e os ovários. Com isso se pode avaliar o conteúdo do cisto e categorizar em simples (apenas preenchido por fluido), complexo (com áreas de fluido misturadas com material sólido) ou completamente sólido (sem fluido visível). A tomografia de pelve auxilia na avaliação da extensão do cisto. A ressonância nuclear magnética pode ser indicada em algumas ocasiões especiais para diferenciar alguns tipos de cistos.

Dosagem de Ca-125

O Ca-125 é um marcador sangüíneo para o câncer ovariano. É utilizado para a avaliação do câncer ovariano epitelial e pode ajudar a determinar se uma massa ovariana tem risco de ser maligna. Em algumas ocasiões condições benignas podem acarretar níveis elevados de Ca-125, portanto um valor elevado não significa necessariamente um tumor ovariano maligno.

Teste de Gravidez (beta-hCG)

Uma gravidez ectópica (gravidez fora do útero) deve ser descartada porque alguns dos sintomas de gravidez ectópica podem ser semelhantes aos dos cistos ovarianos.

Como são tratados os cistos de ovário?

Os cistos ovarianos funcionais são os tipos mais comuns de cistos ovarianos. Eles geralmente desaparecem sozinhos e na maioria das vezes não necessitam de tratamento. Algumas vezes podem crescer e tomar grandes dimensões ou permanecer aumentados por vários meses. Nesses casos devem ser removidos para determinar se são realmente benignos.

Os anticoncepcionais orais podem ajudar a regular o ciclo menstrual e evitar a formação de folículos que possam se transformar em novos cistos. Os anti-inflamatórios podem ajudar a reduzir a dor pélvica.

Em alguns casos poderá ser indicada cirurgia. Atualmente a via de acesso padrão ouro para qualquer procedimento cirúrgico é a laparoscopia. Praticamente qualquer cirurgia pode ser realizada por acesso laparoscópico. O cirurgião identifica o cisto e procede a remoção do mesmo. Na ausência de suspeita de malignidade, a cirurgia inclui apenas a remoção do cisto, sendo que o restante do ovário é preservado. Nos casos de torção do cisto ovariano, ocorre dor abdominal severa associada a náuseas e vômitos. Trata-se de uma emergência e a cirurgia é indispensável.

O que é Cirurgia Laparoscópica?

O advento da laparoscopia foi um grande marco que revolucionou a cirurgia moderna. Desde a descrição da primeira colecistectomia laparoscópica em 1987, por Phillipe Mouret (Lyon, França), as técnicas cirúrgicas e os equipamentos laparoscópicos têm evoluído continuamente, sendo que atualmente os cirurgiões podem acessar praticamente todos os órgãos do corpo humano com câmeras e monitores de vídeo.

Resumidamente, a técnica cirúrgica consiste da insuflação de dióxido de carbono dentro da cavidade abdominal a fim de a expandir e criar um campo de trabalho para se realizar a cirurgia. Uma incisão de 10mm na região umbilical é realizada para a inserção de uma ótica conectada a uma câmera de vídeo. Outras incisões adicionais são realizadas para a introdução dos instrumentos cirúrgicos. O número de incisões depende do tipo de cirurgia proposta e da sua complexidade, mas habitualmente varia de 3 a 5.

cirurgia laparoscopica

Trata-se de uma via de acesso cirúrgica minimamente invasiva que tem os benefícios de menor trauma cirúrgico, menor sangramento intra-operatório, menos dor pós-operatória, diminuição da quantidade de analgésicos após a cirurgia, recuperação pós-operatória mais rápida com retorno precoce às atividades habituais e ao trabalho, e melhor efeito cosmético.

Outra vantagem desta via de acesso é a redução da taxa de infecção. Isto ocorre porque os tecidos intra-abdominais não são expostos ao ar ambiente durante longos períodos de tempo, como ocorre quando o abdome é aberto em cirurgias tradicionais. A magnificação da imagem também oferece ao cirurgião melhor exposição dos órgãos doentes e suas estruturas adjacentes, vasos sanguíneos e nervos. Como resultado, manobras delicadas podem ser realizadas para proteger estruturas vitais durante a remoção ou o reparo dos órgãos doentes. Em mulheres, isto é muito importante, visto que a laparoscopia promove menor ocorrência de aderência pós-operatória, que é uma das causas de infertilidade feminina.

As óticas utilizadas nestas cirurgias são extremamente pequenas. Para se ter uma idéia, em Cirurgia Fetal utiliza-se óticas de cerca de 1,3 mm!

As desvantagens da laparoscopia incluem os custos dos equipamentos necessários para a sua realização e a necessidade de treinamento especial dos cirurgiões para a realização de procedimentos cirúrgicos mais complexos. Mesmo cirurgiões experientes e habilidosos em técnicas cirúrgicas abertas necessitam de treinamento especial para transferir todas as suas habilidades cirúrgicas para a técnica laparoscópica.

Hoje em dia praticamente todas a cirurgias ginecológicas podem ser realizadas por laparoscopia. As principais indicações incluem as doenças anexiais (cistos de ovário, dilatação das trompas, torção de ovário, gravidez ectópica, etc.), investigação de infertilidade, realização de laqueaduras, tratamento de endometriose leve a avançada, miomectomias, etc. A histerectomia (retirada do útero) também pode ser realizada com segurança por laparoscopia, assim como o tratamento de prolapsos de órgãos pélvicos (prolapso de útero, cistocele, retocele).

O futuro ainda está aberto para esta nova e revolucionária via de acesso cirúrgica. Novas gerações de cirurgiões ginecologistas têm realizado treinamento específico para este tipo de cirurgia, que tem um benefício incontestável às nossas pacientes.

Como escolher o melhor método anticoncepcional?

Muitas mulheres enfrentam dificuldades na hora de escolher um método anticoncepcional. Diariamente, os ginecologistas se deparam com pacientes que utilizaram diversos métodos, desistindo de cada um deles, sucessivamente, por motivos variados. Esse tipo de situação, além de expor a mulher ao risco de uma gestação indesejada, gera ansiedade e pode até mesmo prejudicar a vida sexual de um casal. Existem atualmente no mercado inúmeros métodos anticoncepcionais, o que torna a possibilidade de que uma mulher não se adapte a nenhum deles extremamente remota.

Pílula Anticoncepcional (Anticoncepcional Hormonal Oral)

Todas as pílulas anticoncepcionais são compostas de hormônios semelhantes aos hormônios femininos produzidos pelos ovários. Existem hormônios de dois tipos: o ESTROGÊNIO, principal hormônio da mulher e que nos confere as características femininas; e a PROGESTERONA, hormônio responsável pela manutenção da gravidez. Todas as pílulas anticoncepcionais são compostas por um desses hormônios, ou pela combinação dos dois (que corresponde à maioria das pílulas). Portanto, estamos falando de medicações hormonais, que carregam consigo diversas vantagens e desvantagens, das quais falaremos a seguir. A pílula é um método anticoncepcional de alta eficácia, com taxa de falha menor que 1% quando utilizada corretamente.

Há diversas vantagens no uso da pílula, além do fato de evitar a gravidez: ela regula o ciclo menstrual, tornando-o previsível. Diminui a intensidade do sangramento na menstruação e também as cólicas menstruais. Com frequência, observa-se melhora no aspecto da pele e redução da acne. Essa melhora acontece com todas as pílulas, mas algumas combinações específicas dos hormônios estrogênio e progesterona podem trazer benefícios maiores para a pele. Ainda em relação ao aspecto estético, a pílula pode diminuir os pelos corporais. Além disso, a maioria das mulheres que usam a pílula têm diminuição nos sintomas da TPM.

Os efeitos colaterais mais comuns da pílula anticoncepcional são transitórios, tais como enjôos ou irritabilidade, que podem aparecer nas primeiras semanas de uso, melhorando logo que o organismo se adapte aos hormônios. Algumas mulheres podem notar diminuição da libido ou alterações do humor. Diversos mitos envolvem efeitos colaterais da pílula, como os exemplificados a seguir:

A pílula engorda?

Em termos gordura propriamente dita, a resposta é não! A maioria das pílulas com dose hormonal baixa não causa alteração considerável do peso, embora possa se notar alguma retenção de líquido. O que fazer para evitar esse efeito colateral tão temido? A boa e velha combinação: exercícios físicos, dieta equilibrada e diminuir a quantidade de sal da dieta (pois isso contribui para a retenção hídrica).

A pílula causa varizes?

Essa é uma afirmação comum, no entanto as varizes são causadas por predisposição genética. Em pacientes predispostas, a pílula pode contribuir para o aumento de varizes ou varicoses, mas não é o único fator. Ganho de peso e sedentarismo são fatores que também contribuem.

A pílula pode afetar minha fertilidade?

Não, as pílulas anticoncepcionais não alteram a fertilidade. O que se observa, em alguns casos, é que pacientes que utilizaram pílula durante período longo de tempo podem demorar alguns meses (poucos) para regularização dos ciclos menstruais após pararem de usar a medicação. No entanto, isso não tem relação com a capacidade de engravidar.

Devo fazer pausa da pílula?

Muitas mulheres acreditam que não se deve usar a pílula durante muitos meses consecutivos. Isso, no entanto, não tem nenhum embasamento científico. Parar o uso da pílula para “desintoxicar o organismo” não trará nenhum benefício, além de levar ao risco de uma gravidez indesejada. Quando paramos o uso da pílula e retomamos logo a seguir, nosso organismo terá que se readaptar aos hormônios novamente.

Há contra-indicação para a pílula anticoncepcional?

Mulheres que têm antecedente pessoal de trombose (trombose na perna, infarto, derrame) não devem utilizar medicações hormonais. Isso também vale se a mulher tem familiares próximos que tiveram esses mesmos problemas numa idade jovem. O tabagismo e o uso concomitante da pílula aumentam o risco de problemas relacionados com a trombose, portanto se você fuma e usa pílula, mais um motivo para abandonar o vício.

A mulher pode utilizar a pílula em qualquer idade?

As pesquisas mais recentes a esse respeito, dizem que mesmo mulheres acima dos 35 anos podem utilizar pílula, sempre avaliadas pelo médico. Para essas mulheres, deve-se dar preferência a pílulas com menores doses de hormônios. Nas mulheres fumantes acima de 35 anos, o risco de problemas relacionados à pílula aumenta e deve-se repensar o seu uso. Falando sobre doses de hormônios na pílula, as pílulas modernas possuem uma dosagem hormonal muito menor se comparadas às primeiras pílulas, aquelas responsáveis pela revolução sexual feminina. Hoje, contamos com medicações muito mais modernas, com doses menores e com uma ampla gama de possibilidades, cuja melhor escolha só pode ser avaliada pelo seu ginecologista. Converse com seu médico!!

Esqueci de tomar meu anticoncepcional e tive uma relação posso usar a pílula do dia seguinte?

Sim, a pílula do dia seguinte pode ser utilizada caso você tenha esquecido de tomar o seu anticoncepcional. Caso isso ocorra você deve retomar o uso do seu anticoncepcional nas 12h seguintes ao uso da pílula do dia seguinte. Além disso você deve utilizar nos próximos 7 dias um método de barreira (camisinha) além do anticoncepcional hormonal.

A menstruação atrasou?

Caso a sua menstruação esteja atrasada (não venha na pausa do anticoncepcional), é interessante fazer um teste de gravidez. Caso ele de positivo parabéns! Do contrário é importante investigar com seu médico.

Placenta Acreta

Acrestismo placentário é quado a placenta se fixa profundamente na parede uterina, ultrapassando o limite normal de fixação. Ela pode ser classificada em acreta (quando está inserida profundamente na decídua – camada interna do útero), increta (quando chega a musculatura uterina) ou percreta (quando ultrapassa a musculatura uterina podendo invadir até órgãos adjacentes, como a bexiga).
A decídua (camada mais interna do útero gravídico) é constituída por duas camadas: uma camada mais externa, chamada de esponjosa e outra mais interna, chamada de compacta. Tal conformação tem especial importância no momento após o parto em que ocorre o despendimento da placenta (chamado de dequitação). Por ser constituída por tecido frouxo (semelhante a um rendilhado), a camada esponjosa facilita a separação natural da placenta logo após ao parto.

O acretismo placentário é uma patologia não fuito frequente, afetando cerca de 1 a cada 2.500 partos. A placenta acreta é muito raramente reconhecida antes do nascimento, sendo muito difícil de ser diagnosticada. Enquanto ela pode causar algum sangramento vaginal durante o terceiro trimestre, ela é mais comumente associada com os fatores que desencadeiam a condição.

Após o parto, a placenta geralmente se despreende da parede uterina de forma relativamente fácil. Nos casos de acretismo não existe plano de clivagem entre a placenta e a parede uterina o que dificulta e às vezes até torna impossível o desprendimento da placenta, podendo causar grave hemorrgia no período após o parto.

O tratamento do acretismo placentário vai depender da situação encontrada. Na maioria dos casos o descolamento é mais difícil, entretanto é possível resolver o problema com uma curetagem uterina. Nos casos mais graves poderá ser necessária a realização de cirurgia de histerectomia, com retirada do útero. Nos casos de placenta percreta poderá ser necessário intervenção cirúrgica nos órgãos comprometidos, como bexiga e intestino. Alternativamente poderá ser realizado o parto deixando-se a placenta aderida ao útero. Nestes casos usa-se uma medicação chamada de metotrexate, que deve reduzir progressivamente o tamanho da placenta.

O principal fator de risco é a placenta prévia. Cerca de 10% das placentas prévias possuem algum grau de acretismo. Outros fatores de risco incluem a presença de cicatriz uterina prévia (cesárea) e curetagem uterina prévia.

Placenta Acreta
Tipos de acretismo placentário. Fonte: http://portalcodgdh.min-saude.pt/index.php/Ficheiro:Acreta.PNG

Quais são os riscos para o bebê?

A maior preocupação com relação ao bebê é geralmente relacionado com a prematuridade. A placenta prévia comumente se localiza no segmento uterino e pode provocar sangramentos e determinar a necessidade de um parto antes da data prevista.

Quais são os riscos para a mãe?

Usualmente é mais difícil de separar a placenta do útero. O médico pode se defrontar com um sangramento abundante durante o período em que a placenta é removida. Este sangramento poderá colocar em risco a vida da mãe e eventualmente será necessária uma histerectomia (retirada do útero) para controlar o sangramento. Entretanto é importante observar que existem diversos graus diferentes de acretismo, e muitas vezes o procedimento de retirada da placenta pode ser simples.

Não existe tratamento específico para a placenta acreta. Seu médico poderá recomendar repouso durante a gestação para evistar sangramentos.

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