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Gravidez após Cirurgia Bariátrica

Na atualidade a obesidade tem sido um problema de saúde crescente em nossa população. A principal causa de obesidade é a alimentação inadequada ou excessiva. A bariátrica tem sido cada vez mais utilizada para tratar casos de obesidade grave ou associada com complicações como a hipertensão e diabetes. Dessa forma é cada dia mais comum que pacientes em idade fértil sejam submetidas a esse procedimento para tentar levar uma vida mais saudável. Hoje estima-se que as mulheres em idade reprodutiva correspondem a quase 50% das pacientes submetidas à cirurgia bariátrica.

A cirurgia é recomendada para indivíduos obesos com IMC acima de 40 (se você quer calcular o seu utilize a nossa Calculadora de IMC) com doenças associadas, como diabetes, colesterol alto, hipertensão, hérnia de disco, esteatose hepática, entre outras.

Normalmente depois da operação e com uma dieta saudável existe um aumento da fertilidade. Isso acontece pois o tecido gorduroso em excesso pode produzir hormônios semelhantes aos produzidos pelos ovários. Essa produção hormonal no tecido adiposo pode provocar uma dificuldade em ovular, o que impede ou dificulta muitas vezes a mulher de engravidar. Não raramente podemos ter inclusive suspensão dos ciclos menstruais em mulheres pelo excesso de peso. Dessa maneira, após a redução e o retorno a um peso corporal adequado tende a melhorar o funcionamento ovariano e as chances de engravidar.

Além disso o bebê também poderá ter sua saúde comprometida. No pós-operatório, mesmo com todos os cuidados, a redução de peso nos primeiros 18 meses é bastante significativa e isso poderá comprometer o desenvolvimento do bebê. Não é incomum que pacientes, mesmo após um longo tempo de cirurgia, tenham bebês pequenos. Portanto o acompanhamento médico por todo esse processo é fundamental após a redução de estômago.

A mulher que deseja engravidar após a bariátrica deverá tomar alguns cuidados, entre eles fazer um acompanhamento com seu obstetra, aguardar um período mínimo de 12 a 18 meses entre a operação e a gestação.

Preparando para Gravidez Após Cirurgia Bariátrica

O que muda na gravidez após a cirurgia bariátrica?

Quando a operação para perda de peso é realizada antes da gravidez ela pode contribuir para reduzir o risco de problemas relacionados à obesidade, incluindo:

  • Diabetes gestacional
  • Hipertensão
  • Pré-eclâmpsia e eclâmpsia
  • Bebês grandes para a idade gestacional
  • Hemorragias puerperais
  • Incidência de cesáriana

No entanto, durante a gestação podemos esperar o aumento de algumas complicações relacionadas a redução do estômago e a síndromes disabsortivas, como:

  • A restrição de crescimento intra-uterino
  • O parto prematuro
  • Bebês pequenos para a idade gestacional

Alguns estudos apontam risco de 50% de nascimentos prematuros quando a gestante engravida antes de completar um ano da cirurgia, além dos riscos de baixo peso do feto ao nascer. Por isso o acompanhamento médico especializado por toda a gestação depois da bariátrica é extremamente importante. Entretanto os riscos associados a este procedimento não superam os benefícios. Ou seja, a intenção de engravidar não deve nunca contra-indicar a cirurgia.

Será necessário durante o pré-natal que as futuras mamães façam um acompanhamento nutricional e se for necessário que seja feita a suplementação com vitaminas. Alguns dos nutrientes mais afetados pela bariátrica e que, normalmente, precisam ser suplementados são:

  • Vitamina B12
  • Ferro
  • Cálcio
  • Vitamina D

É necessário algum cuidado especial antes de engravidar?

Antes de engravidar é importante consultar o seu obstetra. A gravidez poderá ser mais saudável quando a mulher se cerca dos cuidados necessários para esse período. A gravidez de uma mulher que já foi submetida à bariátrica é considerada mais segura e com menos riscos de complicações do que a de uma paciente obesa.

Além dos cuidados com o equilíbrio nutricional, a gestante deve acompanhar o ganho de peso para evitar que volte a desenvolver obesidade durante a gravidez.

O controle alimentar é fundamental durante toda a gravidez, sendo necessário fazer refeições mais frequentes e e preferir alimentos com alto valor nutricional, evitando o açúcar. É possível que a gravidez após a cirurgia bariátrica apresente sintomas como azia, vômito, dores abdominais e hipoglicemia com maior frequência do que quem não passou por esse tratamento. O acompanhamento nutricional com os cuidados de uma dieta equilibrada e fracionada devem ajudar a reduzir os desconfortos para a mãe. Uma alimentação saudável ajuda a reduzir os sintomas de azia na gravidez.

Quais são as chances de engravidar após a cirurgia bariátrica?

Após a cirurgia bariátrica e com a perda de peso ocorre um aumento da fertilidade. Dessa forma podemos dizer que após o tratamento para obesidade existe uma maior chance de gravidez. Além disso a melhora na auto-estima com a satisfação pela imagem corporal tem uma influência positiva na vida sexual da paciente, o que também implica numa maior chance de gravidez.

Quanto tempo depois da cirurgia bariátrica a mulher pode engravidar?

Em geral é indicado que se espere um período de um a dois anos após a cirurgia bariátrica para engravidar. Nos primeiros meses após a cirurgia ocorre uma redução muito rápida de peso e isso pode trazer riscos para a gestação e para o bebê. O corpo da mulher precisa se adaptar a redução do estômago por alguns meses para que a gravidez ocorra de uma maneira saudável.

Nos primeiros meses depois da bariátrica, o corpo perde muito peso e também vitaminas e eletrólitos (sais minerais). É preciso que a mulher aguarde um tempo para que seu metabolismo volte ao normal. Não é recomendável engravidar com essa instabilidade do organismo, porque a mãe pode ficar sem uma reserva para nutrir adequadamente o bebê durante a gestação.

A futura mãe deverá manter um acompanhamento com seu médico além de manter uma dieta com alto valor nutricional antes de engravidar. Se for indicado deverá ainda fazer uma suplementação com vitaminas.

Quem tem cirurgia bariátrica pode ter parto normal?

A bariátrica não deve afetar o manejo do trabalho de parto e do parto. Embora as taxas de cesárea sejam maiores em mulheres que fizeram cirurgia bariátrica, ela não é uma indicação cesárea. Se um paciente passou por uma cirurgia abdominal extensa e complicada devido a procedimentos para perda de peso, uma consulta com o médico que realizou a cirurgia pode ser importante para esclarecer sobre qual via de parto será mais segura.

Quem fez bariátrica pode amamentar?

Sim, quem fez bariátrica pode e deve amamentar. Sua alimentação durante este período é extremamente especial. Se você tem níveis baixos de nutrientes ou vitaminas em seu corpo eles também podem estar baixos no leite, mas isso é muito raro.

Algumas mulheres com cirurgia bariátrica ainda podem estar com sobrepeso ou obesas o que pode atrasar um pouco a descida do leita (lactogênese). Entretanto com a orientação adequada você poderá obter sucesso na amamentação.

Quem fez cirurgia bariátrica pode tomar anticoncepcional oral?

É importante lembrar que existem basicamente dois tipos de cirurgia bariátrica. A primeira é a cirurgia restritiva (redução do estômago ou gastroplastia). Neste caso não há uma grande alteração na absorção de nutrientes e medicações e o anticoncepcional hormonal oral poderá ser utilizado pois terá efetividade semelhante a de uma mulher que não realizou a cirurgia bariátrica.

Por outro lado, aquelas pacientes submetidas a uma cirurgia que altera a absorção de nutrientes (bypass) terão uma absorção errática do anticoncepcional hormonal oral. Dessa forma é possível que a sua efetividade seja comprometida. É como se ao invés de tomar um comprimido inteiro você tomasse apenas parte dele.

Portanto as pacientes que foram submetidas a um procedimento disabsortivo devem conversar com o seu obstetra para escolher um método anticoncepcional diferente da pílula. As principais recomendações nestes casos são:

  • O dispositivo intra-uterino (DIU)
  • O anticoncepcional injetável
  • O anel vaginal
  • O implante hormonal
  • Ou mesmo o preservativo

Com quantos meses aparece a barriga de grávida

A barriga de grávida é para muitas mulheres uma característica física muito desejada, que marca um importante estágio de sua vida e a realização de um sonho. Mas, vem cá, você sabe com quantos meses a barriga de grávida aparece? Essa é, sem dúvida alguma, a pergunta que passa na mente de muitas mamães.

Pensando nelas, elaboramos este conteúdo que pode te ajudar a entender o essencial a respeito do crescimento da barriga durante a gestação. Confira também nosso post sobre altura uterina se você quer entender melhor o ponto de vista técnico desta questão!

Afinal, com quantos meses de gestação a barriga tende a aparecer?

A primeira coisa que você precisa saber é que não existe um padrão para se começar a observar o crescimento da barriga durante a gestação. No entanto, em geral, costuma-se perceber a saliência da barriga da gestante entre a 16º e a 20º semana, ou seja, entre o quarto e o quinto mês da gestação. É mais ou menos nessa fase que você também começa a perceber os movimentos fetais.

Mas é no oitavo mês que a barriga da mamãe chega à altura máxima, ficando assim muito mais saliente. Por isso, se você planeja registrar fotografias desse momento importante de sua vida, os últimos meses da gestação é o melhor período para isso.

Porém, no nono mês, a barriga tende a reduzir de tamanho, pois é nesse período que acontece a descida e o encaixe do bebê na pelve materna, processo que ocorre para que ele finalmente venha ao mundo, nascendo.

Barriga de mulheres que já estiveram grávidas

Como dissemos, não existe um padrão para que a barriga da gestante se torne saliente, vindo a ser notada de forma mais fácil. Um exemplo que podemos destacar nesse sentido é o caso das mulheres que já têm filhos, ou seja, que já engravidaram (e estão de novo grávidas).

Nessa situação, a barriga pode aparecer por volta da 12º semana, ou seja, com três meses. Existe uma explicação biológica para isso. Com a primeira gestação, a musculatura uterina e a região pélvica se tornam mais flácidas, sendo, assim, distendidas com mais facilidade na segunda gestação.

Quando aparece a barriga da grávida?

Fatores que podem influenciar o crescimento da barrida da gestante

Além dos aspectos biológicos que são próprios do período de gestação, existem alguns fatores que podem influenciar o tamanho da barriga durante a gestação. São estes:

  • Se a gravidez é de gêmeos ou múltipla, o tamanho da barriga pode crescer de forma mais rápida, bem como aparecer;
  • Mamães acima do peso também podem apresentar uma barriga maior em menor tempo, mas, nesse caso, a saliência é por conta da gordura abdominal;
  • Grávidas que apresentam um biótipo magro, podem apontar maior saliência da barriga mais cedo.

A partir do exposto, nota-se que existem alguns fatores que podem influenciar o aparecimento da barriga de grávida, para algumas mulheres isso pode acontecer cedo, para outras, tarde. No entanto, não existe uma regra específica que aponte o momento em que a barriga aparecerá. É bom que tenha isso em mente e que realize o pré-natal para acompanhar não apenas a evolução do seu bebê, mas também para proteger a sua e a saúde dele.

Com quantas semanas o bebê começa a mexer na barriga?

Um dos momentos mais emocionantes da gravidez é quando a mãe sente o bebê mexer na barriga. Porém, antes disso acontecer o pequeno já iniciou seus movimentos dentro do útero. Veja neste artigo com quantas semanas o bebê começa a mexer e quantos movimentos são esperados.

Quando o bebê começa de fato a se movimentar?

Por incrível que pareça o bebê começa a se mexer quando ainda tem o tamanho de uma uva. Isso mesmo, lá pela 8ª semana de gestação que o pequeno dá os seus primeiros passeios pelo útero. É nesse momento que os bracinhos começam a se desenvolver de fato.

Bebê começa a mexer - ultrassom com 9 semanas

Ultrassom de bebê de 9 semanas mostrando seus primeiros movimentos, ainda na fase embrionária.

Nessa fase a mãe não sente nada. Isso porque o líquido amniótico protege o feto e faz com que seus movimentos não sejam perceptíveis. Ainda assim, o médico consegue identificar os movimentos dele por meio do ultrassom.

Ultrassom de feto de 12 semanas se movimentando (deglutindo)

Com quantas semanas a mãe sente o bebê mexer?

Para as mães de primeira viagem o primeiro movimento pode ser sentido com cerca de 16 semanas. A maioria das mães, porém, sente o bebê por volta da 18ª semana. No entanto, não é incomum que a mulher sinta os movimentos apenas por volta das 24 semanas. Isso tudo varia por alguns motivos. 

Mulheres com menos gordura abdominal podem ter mais sensibilidade aos movimentos fetais. Além disso, mães que têm uma rotina muito agitada podem acabar não percebendo quando o nenê se mexe.

A sensação é única, mas algumas mulheres descrevem como se peixes estivessem andando na barriga. Algumas comparam os movimentos com bolhas estourando, tremidas ou até mesmo gases.

Algumas vezes a mamãe poderá perceber movimentos rítmicos do bebê. Na verdade esses movimentos ritmados são apenas soluços. Durante o desenvolvimento do diafragma é bastante comum que os soluços do bebê ocorram.

Quando a mãe de segunda viagem sente o bebê mexer?

As mamães que já passaram por uma gravidez geralmente percebem os movimentos mais cedo. É comum que por volta da 16ª semana a maioria já sinta o bebê. Vale lembrar, porém, que a sensação varia de mulher para mulher. Especialmente quem tem mais gordura abdominal pode demorar mais tempo para sentir o feto mexer.

Como fazer o bebê se movimentar

Geralmente, as mães sentem os bebês mais ativos durante a noite. Esse é um bom momento para prestar atenção. Uma dica é deitar-se com a barriga para cima para identificar melhor os movimentos. Caso a mãe fique preocupada com a falta de movimentos é possível recorrer a um velho truque. Ingerir açúcar pode fazer com que o bebê se mexa. Por isso, muitas mães comem um chocolatinho antes do ultrassom. Entretanto saiba de comer o chocolate não melhora a imagem nem facilita a identificação do sexo fetal. Já exploramos isso no texto sobre comer chocolate antes do ultrassom.

Quando devo me preocupar?

Alguns bebês mexem mais do que outros e isso é perfeitamente normal. O que indica a boa saúde deles são os batimentos cardíacos medidos pelo médico. Porém, caso a mãe sinta que tem algo errado é importante contar os movimentos. Se o bebê está há muito tempo sem mexer vale recorrer às técnicas do tópico acima.

É necessário deitar-se com a barriga para cima e contar os movimentos. Se o bebê não realizou cerca de 10 movimentos em duas horas é bom procurar auxílio médico. Em gestações de alto risco não é incomum que o médico solicite para a futura mamãe a realização de um controle caseiro da movimentação fetal. Este controle se chama mobilograma. Em nosso aplicativo disponibilizamos uma ferramenta para esse controle! Basta procurar na App Store ou no Google Play por Fetalmed. Você pode encontrar também os links diretos nesta página.

Qual a diferença entre parto normal e parto humanizado?

Muitas gestantes, no início da gravidez ou já nas suas últimas semanas, questionam-se como terão o bebê. Assim, dentro desse contexto, surge a dúvida sobre a diferença entre parto normal e parto humanizado. Apesar de parecerem ‘quase a mesma coisa’, possuem singularidades bem claras.

Entender esse contexto é importante para a decisão das futuras mamães que não querem realizar uma intervenção cirúrgica – a cesariana. Para isso, trazemos esse artigo especial para que você saiba a diferença entre parto normal e parto humanizado, decidindo como seu bebê virá ao mundo.

Parto normal: o método tradicional

É o método que gerações após gerações dos nossos antepassados utilizavam antes das ações médicas modernas, como a cesárea. Aqui, a intervenção é com procedimentos obstétricos tradicionais que podem variar de acordo com a gestante.

Mas, geralmente, o parto normal conta com um jejum horas antes do parto, a dilatação de cerca de seis a oito centímetros após rompimento da bolsa, raspagem dos pêlos púbicos, entre outras medidas. Aqui, vale ressaltar, pode-se ter a administração de alguns anestésicos e medicamentos que ajudam com as dores naturais deste momento.

Parto Normal e Parto Humanizado

Parto humanizado: o foco na mamãe

O parto humanizado é um conceito relativamente novo, mas que não para de crescer. Em linhas gerais, este tipo de concepção é aquele onde a mulher define como será seu parto, sem intervenções ou situações que a coloquem sob carga de cansaço, estresse e irritação.

Ou seja, não há nenhuma ação que intervenha na forma mais natural de conduzir o parto. Salvo as exceções que sejam visando a saúde da mamãe e do bebê.

Assim, ela decide escolher o que pode e o que não pode. Inclusive decidindo até mesmo o local do nascimento, como a própria casa. Tomando medidas diferentes para aliviar as dores naturais deste momento: caminhadas, banhos, repouso, etc.

Vantagens do normal e humanizado

Vale destacar que todo parto humanizado será, consequentemente, normal em determinadas circunstâncias. Contudo, ambos são os mais recomendados para a gestante e o recém-nascido.
Primeiramente, a recuperação em relação a intervenção da cesariana é muito mais rápida; na sequência, há a liberação de hormônios naturais da mãe quando a criança sai pelo canal vaginal, o que gera a produção do leite materno; e, por fim, a criança nasce ‘no momento certo’, com seu sistema imunológico muito mais apto a enfrentar este novo mundo.

E afinal qual escolher?

A decisão fica por conta das próprias mamães. O normal permite que haja uma assistência médica durante todo o tempo até o nascimento, o que pode trazer mais tranquilidade para quem tem receios de complicações ou até mesmo que tem dificuldade com as dores.

Já o humanizado é um método que aproxima toda a família, gera um ambiente propício para a mãe ter as condições que julga serem as mais necessárias possíveis.

Só para se ter uma idéia de como as possibilidades são bastante amplas, ao contrário do que muita gente pensa é possível fazer parto normal em gestações gemelares inclusive.

E, para complementar, em alguns casos, quando há necessidade de intervenção, pode-se fazer uma cesárea humanizada, respeitando sempre os desejos da mãe quanto ao nascimento de seu bebê. No estado do Paraná inclusive existe uma lei que garante o direito de escolher o tipo de parto.

Gestantes podem receber vacinas contra a COVID-19?

Com o início da aplicação das diferentes vacinas para o COVID-19 é natural que se questione se as mulheres grávidas podem ou não utilizar a vacina. Ao contrário do que se achava inicialmente, hoje sabemos que gestantes e lactantes fazem parte do grupo de risco para COVID-19. Será que a vacina conta a covid tem alguma contra-indicação para este grupo? Descubra o que sabemos no momento sobre este assunto.

Grávida Vacina Covid-19

Gestantes possuem um risco aumentado para desenvolverem doença grave se adquirirem a infecção pela COVID-19

Os dados observacionais obtidos até a data de hoje (08/02/2021) demonstram que, embora as chances desses efeitos graves para a saúde sejam baixas, as gestantes com COVID-19 têm um risco aumentado de doença grave, incluindo doença que resulta em admissão na UTI, ventilação mecânica e morte em comparação com mulheres não grávidas em idade reprodutiva. Além disso, as grávidas com COVID-19 podem estar em maior risco de resultados adversos da gravidez, como parto prematuro, em comparação com mulheres grávidas sem COVID-19.

Por que os testes com a vacina não incluem mulheres grávidas?

Em qualquer estudo sobre medicamentos, vacinas ou mesmo intervenções cirúrgicas, as gestantes geralmente não são incluídas nos primeiros trabalhos. Isto acontece pois existe uma preocupação maior com relação ao efeito que a vacina possa ter sobre o feto. Será que ela causa malformações? Será que ela provoca parto prematuro?

Então, antes de expor as grávidas e os seus bebês a um estudo sobre o assunto, os ensaios realizados até o momento não incluíram as gestantes nos grupos de estudo. Portanto, atualmente existem dados limitados sobre a toxidade sobre as gestantes e seus conceptos. Até o momento nenhuma preocupação foi demostrada com relação a toxidade reprodutiva em animais, mas ainda carecemos de estudos clínicos em seres humanos. Situação semelhante aconteceu com a vacina para o H1N1 há alguns anos.

Quando os dados provavelmente estarão disponíveis?

Possivelmente será muito difícil, neste momento, realizar um estudo com gestantes e lactantes sobre alguma vacina contra a COVID-19. Isto deve-se ao fato de que caso alguém aceite participar do estudo não poderá escolher se irá tomar a vacina ou não. Ao participar do estudo o indivíduo é aleatoriamente alocado em um grupo que irá tomar placebo ou uma vacina. Portanto, com os dados que temos até hoje acreditamos que a maioria das pessoas (gestantes inclusive) irá fazer uma decisão pessoal entre tomar ou não a vacina. E isso irá dificultar bastante o recrutamento de gestantes para testes de segurança e eficácia sobre a vacinação conta a COVID-19.

Mas como descobriremos se a vacina é segura para gestantes e seus bebês?

Infelizmente ira demorar algum tempo. O que irá acontecer agora é que algumas mulheres grávidas nos grupos prioritários possivelmente irão tomar a vacina. Ou por que não sabiam que estavam grávidas ou por que pesaram os riscos e benefícios e optaram por utilizar a vacina. Dentro de vários meses (possivelmente alguns anos) teremos relatos sobre o que aconteceu com essas pessoas. E este será o dado que teremos disponível para tomar uma decisão sobre a vacinação ou não de gestantes.

Entretanto, já existem algumas evidências da passagem de anticorpos contra o COVID-19 da mãe para o feto. Além disso alguns estudos pequenos já estão sendo publicados sobre a resposta imunológica à vacina da gestante.

Ser vacinada é uma escolha pessoal para pessoas que estão grávidas

Pessoas que estão grávidas e fazem parte de um grupo recomendado para receber a vacina COVID-19, como profissionais de saúde, podem optar pela vacinação. Uma conversa entre a gestante e seu médico pode ajudá-la a decidir se deve ser vacinada com uma vacina que foi autorizada para uso sob a Autorização de Uso de Emergência. A decisão de vacinar ou não deve ser compartilhada entre a mulher e seu obstetra após pesar os riscos e benefícios e ser realizada após avaliação do caso individualmente.

Posso tomar vacina contra a COVID-19 se estiver grávida ou amamentando?

A recomendação da FEBRASGO (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia) é que a vacina poderá ser realizada após a mulher e seu médico tomarem uma decisão compartilhada sobre o assunto. As principais considerações que pacientes grávidas devem discutir com seu provedor de saúde incluem:

  • Risco de exposição ao SARS-CoV-2, o vírus que causa COVID-19;
  • Riscos do COVID-19 para elas e riscos potenciais para seus fetos;
  • O que se sabe sobre a vacina: quão bem ela funciona para desenvolver proteção no corpo, efeitos colaterais conhecidos da vacina e falta de dados durante a gravidez.

Apenas após uma profunda discussão sobre estes tópicos, avaliar se a gestante pertence a um grupo de risco e os riscos e benefícios da vacina é que a vacinação poderá ser realizada.

As gestantes que decidirem ser vacinadas devem continuar a seguir as diretrizes para previnir a disseminação de COVID-19 após serem vacinadas. Que significa manter todas as medidas de proteção:

  • Usar máscara;
  • Ficar a pelo menos 1,5m de distância de outras pessoas;
  • Evitar aglomerações;
  • Fazer higiene das mãos: lavar bem as mãos com água e sabão por 20 segundos ou usar desinfetante para as mãos com pelo menos 60% de álcool;
  • Seguir as orientação de quarentena após exposição ao COVID-19.

Atualmente qual é o risco da vacina contra COVID-19 para mulheres grávidas?

As vacinas atualmente estão classificadas com medicação de Risco B. O que isso significa? Significa que não há estudos adequados em mulheres grávidas. Estudos em animais não foram encontrados riscos, mas obviamente isso não significa que algum efeito colateral não possa ser identificado no futuro em gestantes e lactantes. As mulheres grávidas, puérperas e lactantes devem ser informadas sobre a segurança da vacina e tomar uma decisão compartilhada entre o médico e a paciente.

O que é a medida do colo uterino na gravidez?

Nos últimos anos a medida do colo uterino vem progressivamente ganhando espaço nos exames de pré-natal. Ela deve ser realizada na época do exame morfológico de segundo trimestre, entre 20 e 24 semanas. Com a medida do colo uterino é possível identificar quais pacientes possuem risco aumentado para parto prematuro.

A partir desta informação é possível administrar uma medicação chamada progesterona que pode ajudar a reduzir a incidência de prematuridade.

O que é o colo uterino?

O colo do útero (ou colo uterino) é a sua porção mais inferior que liga a cavidade uterina a vagina. Ele possui um orifício em seu interior, chamado de canal cervical. Durante a gestação o colo uterino permanece fechado, e isso faz com que o bebê fique dentro da cavidade uterina.

Ilustração do Colo do Útero na Gravidez

Em mulheres que não estão grávidas o colo uterino tem uma consistência fibrosa. Com a evolução da gestação o colo uterino amolece e vai progressivamente se tornando mais curto. Durante o trabalho de parto o encurtamento do colo é bem evidente. Muitas vezes ele fica fino como um papel. Depois de encurtar o colo uterino começa progressivamente a dilatar. Na imagem abaixo é possível compreender como isso acontece.

Apagamento e Dilatação do Colo Uterino
 Por que é importante medir o colo uterino?

Durante a década de 90 observou-se que existe uma relação inversa entre o comprimento do colo uterino e a idade gestacional em que acontece o parto. Isso significa que quanto menor o colo uterino, maior a chance do bebê nascer prematuro.

Entretanto para se fazer esta avaliação é necessário que:

  • A medida seja feita por um exame transvaginal;
  • A paciente esteja com a bexiga vazia;
  • A idade gestacional seja entre 20 e 24 semanas (na mesma época do exame morfológico).
MEDIDA DO COLO UTERINO

Colo uterino normal e colo uterino curto ao ultrassom.

Qual o tamanho ideal do colo do útero na gravidez?

Espera-se que o colo uterino tenha, pelo menos, 25 mm de comprimento. Medidas menores significam um risco aumentado para o parto prematuro. É possível calcular o risco individualizado de parto prematuro para cada paciente, para isto basta utilizar a calculadora da Fetal Medicine Foundation.

Também é possível consultar nossa Tabela de Medida do Colo Uterino.

Qual é a importância da Avaliação do Colo Uterino em Gestantes?

A importância da medida do colo uterino dá-se pelo fato de que uma vez identificada a paciente com alto risco para parto prematuro podemos administrar uma medicação chamada progesterona. A progesterona é capaz de reduzir a chance de parto prematuro em cerca de 45% dos casos. Entretanto para que possamos identificar quem deve fazer o uso da progesterona é necessário primeiro avaliar o comprimento do colo uterino.

Quem deve fazer a medida do colo uterino?

Uma dúvida muito frequente é se todas as pacientes precisam medir o colo uterino ou se apenas um grupo especial, como por exemplo as pacientes que tiveram parto prematuro anterior. Hoje a recomendação é que TODAS as pacientes deveriam medir o colo uterino. Isto se deve ao fato de que o principal fator de risco para parto prematuro é a história obstétrica da paciente. Ou seja, pra identificar quem tem risco ou não é necessário que a paciente tenha tido partos anteriores. Como um grande número de gestantes não possui história obstétrica (pois está na primeira gestação), a recomendação é que a medida seja feita para todas as gestantes, junto ao exame morfológico de segundo trimestre.

Referência

  1. Vaginal progesterone for preventing preterm birth and adverse perinatal outcomes in singleton gestations with a short cervix: a meta-analysis of individual patient data.

Os primeiros sintomas da gravidez

Acha que pode estar grávida? Se sim, é importante estar ciente dos primeiros sinais e sintomas da gravidez. Muitas mulheres só se apercebem de que estão grávidas quando começam a sentir estes sintomas. A gravidez é um momento incrível na vida de uma mulher. Também pode ser um tempo de confusão e incerteza, pois muitas mulheres não têm a certeza do que esperar. Aprender a identificar estes sinais e sintomas desde cedo pode ajudar a tornar a experiência um pouco menos confusa!

O que são sinais e sintomas de gravidez?

Durante a gestação o corpo da mulher é modificado para receber uma nova vida. Estas mudanças vão desde características físicas, como o aumento do volume uterino, até mudanças hormonais. Toda essa “preparação” do corpo provoca na mulher uma série de modificações que podem ser sentidas ou observadas.

Em medicina chamamos de “sinais” o que pode ser “visto”, como o aumento do volume abdominal. Por outro lado “sintomas” são o que pode ser sentido pela gestante, como por exemplo as alterações no apetite que ocorrem durante a gravidez.

Se você está em dúvida, descubra aqui se o ginecologista consegue identificar a gravidez no toque vaginal!

Todas as mulheres tem sintomas de gravidez?

Cada mulher irá experimentar a gravidez de uma maneira diferente. Existem mulheres que terão mais sintomas e outras que não irão apresentar sintoma algum. Nestes casos, onde não existem sintomas, chamamos de gravidez silenciosa.

Mas afinal, quais são os principais sintomas de gravidez?

Um dos primeiros sintomas de gravidez é o atraso menstrual. Possivelmente esta é a primeira alteração que a gestante irá perceber e isto ocorre em 100% das gestações, ou seja, não é possível menstruar grávida.

Logo após o atraso menstrual a mulher poderá perceber os seguintes sintomas:

Pequeno Sangramento Vaginal

No momento em que o ovo fecundado adeque ao útero a mulher poderá observas um pequeno sangramento vaginal. Por coincidência isso ocorre mais ou menos quando ela deveria estar menstruando o que muitas vezes pode confundir com uma menstruação. Este momento é conhecido por nidação.

Cólicas Abdominais

A medida em que o útero cresce dentro do vente materno ele irá distender. Da mesma forma as estruturas que ligam o útero a pelve da mãe, como o ligamento redondo, também será distendido. Essa distensão das estruturas da pelve podem provocar cólicas leves ou uma pequena dor. Este é um sintoma normal da gestação.

Dor nos seios

Durante a gestação as mamas se preparam para poder nutrir o bebê após o nascimento. Esta preparação incluí a hipertrofia (crescimento) da mama. Portanto o aumento do volume mamário, associado ou não a uma dor ou desconforto também podem ser sinais de gestação.

Enjoo matinal

Com certeza, esse é o sintoma mais conhecido. Relatos de mulheres que começaram a sentir enjoos por volta da 2ª ou da 3ª semana de gestação são muito comuns. Mas por que mulheres grávidas enjoam?

Apesar de parecer muito cedo para que o organismo reaja a outro organismo, o corpo humano já sofre alterações desde o momento da fecundação. Tais alterações se manifestam no aumento dos níveis hormonais, como os níveis de HCG e progesterona.

É o hormônio HCG que causa sensação de náusea e, muitas vezes, vômitos. Toda essa mudança hormonal leva a dificuldade na digestão e torna os sentidos mais apurados. Tudo fica mais forte e enjoar é quase inevitável. Se você está sofrendo com este sintoma veja nossas 8 dicas para reduzir os enjoos na gravidez!

Sintomas da Gravidez: Enjoo

Os enjoos e as náuseas são alguns dos sintomas mais comuns na gravidez.

Salivação

O aumento da produção de saliva é conhecido tecnicamente como sialorréia. Ele ocorre em também em função da alteração hormonal provocada pela gravidez. Esse aumento na salivação também pode contribuir para o sintoma de enjoo e náuseas. Uma dica interessante para tentar reduzir este sintoma é chupar algumas gotas ou bala de limão. O gosto ácido tente a reduzir a salivação.

Intestino Preso e Aumento de Gases

Muitas mulheres irão sofrer durante a gestação com constipação intestinal e aumento na quantidade de gases intestinais. Estes sintomas são provocados especialmente pelo hormônio conhecido como progesterona. A progesterona reduz a movimentação do intestino. Nosso intestino possui movimentos involuntários, chamados de peristaltismo. O peristaltismo é responsável por “empurrar” o bolo fecal pra frente e eliminar gases. Quando o peristaltismo reduz durante a gravidez o bolo fecal fica mais ressecado e a quantidade de gases aumenta, provocando então o sintoma de prisão de ventre e aumento na quantidade de gases.

Uma dica interessante se você está com constipação intestinal é comer ameixa seca preta diariamente. A ameixa além de saborosa contribui para a nutrição e bem estar da grávida ao reduzir o sintoma de constipação intestinal.

Barriga inchada

O sintoma da barriga inchada pode aparecer já nos primeiros meses de gravidez. A “barriguinha” saliente nos primeiros meses da gestação não é na verdade o bebê. Geralmente o útero fica bastante perceptível por volta do quinto mês de gestação. Quando a barriga fica saliente antes do quinto mês geralmente é por causa da prisão de ventre e acúmulo de gases, que como falamos anteriormente, é causada pela alteração hormonal da gravidez.

Vontade Frequente de Urinar

Um dos sintomas mais comuns, a vontade de urinar acompanha a gestante em diversos momentos. Acontece no início, mas também faz parte da reta final em razão da pressão causada pelo encaixe da cabeça do bebê.

No começo da gravidez o simples fato de o útero crescer já é suficiente para pressionar a bexiga, fazendo com que a mulher tenha vontade de urinar diversas vezes no dia. Esse sintoma costuma aparecer por volta da 5ª semana. Ele ocorre em função da proximidade da bexiga com o útero.

Fadiga e o Sono

O cansaço frequente que vem junto com a gravidez por volta da 6ª semana. É causado, para variar, pelo nível elevado de diversos hormônios. Como já podemos perceber, a gestação é um festival de hormônios e a mulher sente diversas alterações.

A progesterona é o principal hormônio responsável pela sonolência excessiva das gestantes. A concentração de progesterona chega a ser cinco vezes maior do que a sua concentração em condições normais! Entretanto esta alteração é essencial para a saúde do bebê.

Esse hormônio age diretamente no sistema nervoso e o organismo gasta muita energia no desenvolvimento da placenta. O resultado só poderia ser muito, mas muito sono e cansaço.

Tonturas

Um outro sintoma de gravidez bastante frequente são as tonturas. Na primeira metade da gravidez espera-se que ocorra uma redução na pressão arterial e esta redução pode ser um sinal de que você está grávida. Fique atenta para não cair e se machucar!

Alterações do Humor

Entre a sexta e décima semana de gestação a mulher poderá observar alterações no humor. Uma hora está rindo de algo que não tem tanta graça e alguns minutos depois está chorando compulsivamente. Novamente o culpado é o turbilhão de alterações hormonais que ocorre durante a gravidez.

Estas alterações podem ser mais ou menos intensas, a depender de cada caso. Em geral gestantes que possuem uma boa rede de suporte familiar tem uma maior estabilidade no humor.

Dor de cabeça

A gravidez pode ou não vir acompanhada de dores de cabeça. Ela é mais comum no primeiro trimestre e a sua causa pode ser hormonal também. Entretanto sabemos que outros fatores como o cansaço, a fome, o estresse psicológico também podem contribuir para o surgimento da dor de cabeça.

Apesar deste sintoma não ser muito preocupante no primeiro trimestre, quando dor de cabeça aparece no fim da gestação ela pode estar associada a pressão arterial elevada. Por isso toda gestante com dor de cabeça na segunda metade da gravidez deverá medir a pressão arterial. Caso a dor de cabeça esteja relacionada com a pressão alta, procure o seu médico o mais rapidamente possível.

Quais são os principais sinais de gravidez?

Se por um lado falamos até agora dos sintomas, os sinais de gravidez também podem ser observados por seu médico ou até mesmo por você. Geralmente a discussão sobre os sinais de gravidez é mais técnica e voltada para profissionais de saúde. Mas talvez algumas delas você possa perceber. Vamos conhecer os principais?

Aumento da secreção vaginal

Todas as mulheres possuem alguma secreção vaginal, o que é absolutamente normal. A vagina é uma mucosa (como na nossa boca), e como tal possui a característica de secretar o liquido que lubrifica e humedece a vagina. Durante a gestação essa secreção aumenta. Isto faz com que inclusive a queixa de “corrimento vaginal” seja bastante comum entre as gestantes. Entretanto muitas vezes este corrimento não passa da secreção fisiológica da vagina. Os corrimentos causados por infecções geralmente possuem um odor fétido ou causam algum sintoma desagradável como coceira. O aumento da secreção vaginal sem odor ou coceira na maioria das vezes será apenas uma secreção fisiológica.

Cloasma Gravídico

Você já deve ter percebido que algumas mulheres durante a gravidez ficam com manchas no rosto. A pele durante a gravidez é bastante sensível a luz e manchas podem aparecer na testa ou na parte superior da bochecha. Essa sensibilidade da pele a manchar é provocada pela alteração hormonal da gravidez. Essa alteração é chamada de cloasma gravídico.

Linha Nigra

Algumas mulheres poderá notar que na linha média do abdômen aparece uma linha negra. Essa linha recebe o nome de “linha nigra”. Ela geralmente aparece após o 5º mês de gestação, entretanto pode surgir mais cedo se não for a primeira gravidez da mulher. Essa linha permanece durante toda a gestação e existe uma tendência a desaparecer em 3 ou 4 meses após o parto.

Linea Nigra

Linea Nigra – uma linha vertical na linha média que aparece na barriga da grávida.

Ela ocorre pois o estrogênio provoca um aumento na produção do hormônio melanócito estimulante, o responsável pela produção de melanina. Como na linha média do abdômen existe um número maior de melanócitos, essa linha acaba aparecendo em cerca de 90% das gestantes.

Quando posso fazer um exame para confirmar a gravidez?

Atualmente os testes de gravidez de farmácia e de sangue podem dar positivo logo após o atraso menstrual. Portanto, se você teve relações sexuais no seu período fértil e a menstruação atrasou, você pode estar no início da gravidez e o teste de gravidez de sangue ou mesmo o de farmácia poderá ajudar a descobrir se você está grávida.

Já o exame de ultrassom poderá demorar um pouco mais de tempo. Muitas vezes, na quarta semana de gestação (calculada pelo atraso menstrual), já podemos ver uma pequena bolinha preta dentro do útero. Entretanto para ter certeza de que trata-se de uma gravidez inicial é preciso ver o embrião.

Na quinta semana o embrião geralmente é visível. Mas cuide pois se você fizer o exame muito cedo poderá ver o embrião mas os batimentos cardíacos ainda poderão não estar visíveis. Por isso sugerimos que você faça o ultrassom apenas se tem 6 semanas ou mais de gravidez. Converse com o seu médico obstetra de confiança antes de fazer um exame de ultrassom para que ele possa orientar você sobre o melhor momento para a realização do exame.

Busque a melhor assistência para acompanhar seus sintomas da gravidez

Apesar da importância em estar atenta aos sintomas iniciais da gravidez, o ideal é fazer um exame de sangue e uma ultrassonografia para ter certeza o mais rápido possível e começar os cuidados com a saúde. Se você chegou até aqui aproveite para ler nosso post sobre a importância dos exames durante a gravidez. Fique atenta também para algumas dores que podem indicar problemas na gravidez!

Somos uma clínica voltada especialmente para gestantes! Portanto nada melhor do que contar com a segurança de uma assistência de qualidade desde o início, não é?

Referências

  1. Conheça os 14 primeiros sintomas de gravidez semana a semana
  2. Sintomas de gravidez: 7 sinais de que pode ter um bebê a caminho

7 dicas pra acabar com o gosto amargo na boca na gravidez

O gosto metálico na boca é um sintoma comum na gravidez durante o primeiro trimestre. Algumas mamães dizem que parece que tem moedas na boca, ou que tomaram água em um copo metálico. Embora possa ser difícil expressar em palavras se você está lendo este texto percebeu algo estranho. Mais estranho que esse sintoma em si é o nome que ele recebe: disgeusia.

O que causa o gosto amargo?

Apesar de não ter causas muito claras, já se sabe que a disgeusia está relacionada com alterações hormonais comuns que acontecem durante a gestação. Alguns estudos também apontam como motivo um aumento das papilas gustativas durante esse período, o que causaria uma distorção do sabor dos alimentos e um sabor metálico na boca.

Na gestação normal, o corpo sofre uma série de alterações nos níveis hormonais que podem afetar os sentidos do olfato e paladar (acredita-se que o aumento da produção de estrógeno desempenhe um papel importante). Alguns estudos também mostram que as papilas gustativas na língua crescem mais durante a gestação, o que provocaria a alteração gustativa. O uso de vitaminas pré-natais, pílulas hormonais e antibióticos, entre outros medicamentos, durante a gravidez também pode causar como efeito colateral um gosto ruim ou metálico na boca.

Gosto Amargo

Como diminuir o gosto amargo na boca?

Do ponto de vista médico não há tratamento específico para a eliminar o gosto metálico que você sente durante a gravidez. Esse sintoma costuma passar com o fim do primeiro trimestre da gestação. Se está difícil suportar esse sintoma, algumas medidas podem ajudar a mitigar o gosto ruim na boca:

  • Mascar chicletes ou comer balas sem açúcar;
  • Comer coisas bem geladas, como pedaços de gelo ou picolé;
  • Beliscar algumas bolachas de água e sal;
  • Caprichar na pimenta pra disfarçar o gosto na boca;
  • Consumir alimentos ácidos, como picles e maçãs verdes;
  • Beber sucos cítricos;
  • Marinar as carnes no vinagre.

Uma boa hidratação com líquidos ajuda a evitar o ressecamento da boca, reduzindo a sensação metálica também. Usar talheres de plástico, evitando os de metal é uma idéia que pode ajudar em alguns casos.

Por fim, mas não menos importante, uma higiene oral adequada ajuda a manter os sabores desagradáveis à distância. Além de escovar os dentes e usar fio dental você também pode escovar um pouco a língua pra se livrar do gosto metálico.

Outras causas de gosto metálico na boca

Apesar de na gravidez o gosto metálico ser perfeitamente normal, existem outras causas de sabor metálico na boca. Algumas medicações podem causar esse sintoma como antibióticos (por exemplo o metronidazol), remédios para pressão (captopril), medicações para glaucoma e osteoporose. Pacientes que estão em tratamento com quimioterapia ou radiação também costumam queixar-se desse sabor estranho na boca.

Problemas nos seios nasais também podem ser a causa do gosto amargo. O sentido do cheiro está intimamente ligado ao sentido do sabor. Portanto problemas nasais também podem deixar um gosto estranho na boca.

Dor Pélvica na Gravidez (Dor no Ligamento Redondo)

A gestação é um momento maravilhoso, mas infelizmente alguns dos sintomas que acompanham a gravidez podem ser um pouco chatos. Além da dor no umbigo, é muito comum a queixa de um pouco de dor ou pressão na parte baixa do abdome nas primeiras semanas de gestação. Entenda o motivo pelo qual isso acontece com as futuras mamães.

Logo após a implantação o seu bebê começa a crescer e o útero precisa crescer também para acomodar o bebê. O útero é preso na pelve por estruturas chamadas de ligamentos. Os ligamentos que prendem o útero a pelve são:

  1. Ligamento largo do útero
  2. Ligamento redondo do útero
  3. Ligamento útero-sacral

Com relação aos sintoma de dor ou pressão pélvica, o ligamento mais importante é o ligamento redondo. O ligamento redondo é um tecido conjuntivo liga a lateral do útero até os grandes lábios (na vulva), passando pelo canal inguinal. Cada mulher possui dois ligamentos redondos, um do lado esquerdo e outro do lado direito.

Dor do Ligamento Redondo

Ligamento redondo e a localização da dor por estiramento do ligamento redondo.

Com o crescimento do útero que naturalmente ocorre durante a gravidez, o ligamento redondo é estirado, causando um pouco de dor e desconforto. A dor do ligamento geralmente é descrita como uma dor aguda, geralmente aparecendo após a movimentação. Ela acomete desde a parte inferior do abdomen até a virilha.

É normal sentir muita dor no pé da barriga na gravidez?

Apesar do incômodo esse sintoma é bastante normal. Pode acometer até 30% das gestantes e costuma ser inofensivo, apesar de perturbador. Ele costuma passar com a evolução da gravidez, entretanto demora um pouco. Geralmente esse incomodo passa até a 24ª semana de gestação.

Alguns movimentos podem desencadear a dor, entre eles:

  • Caminhar
  • Rolar na cama
  • Espirros
  • Tosse
  • Risos
  • Outros movimentos bruscos

Para ajudar diminuir o desconforto é recomendado que a gestante não fique muito tempo em pé nem caminhe por muito tempo sem descanso. Também é possível usar bolsas térmicas ou banhos quentes para tentar amenizar os sintomas. Aproveite para ler sobre as 6 dores que não são normais na gravidez

Como saber se o útero está crescendo?

Para avaliar o crescimento do útero o seu médico irá medir a altura uterina durante os exames de pré-natal. A altura uterina é a distância medida do osso da pelve até o fundo do útero. É uma maneira indireta de avaliar se o bebê está crescendo bem ou se existe algum distúrbio no volume de líquido amniótico (como líquido aumentado ou diminuído).

Existem outras causas de dor no pé da barriga durante a gravidez?

Sim. Outra causa muito comum de cólica no começo da gravidez são gazes. É muito comum que a mulher sofra um pouco com má digestão, especialmente de alimentos como feijão e brócolis. Então, evitar alimentos conhecidos por causar gazes é a melhor saída.

Entretanto caso a dor seja muito forte e persistente é importante conversar com o seu médico. Existem outras causas de dor pélvica que eventualmente podem preocupar. Por exemplo, a gravidez ectópica (fora do útero) ou as ameaças de abortamento podem apresentar sintomas semelhantes de dor pélvica. Se você tiver algum sangramento deverá entrar em contato com seu médico ou o pronto socorro imediatamente.

Gostou deste post? Leia também o que escrevemos sobre as dores abdominais durante a gravidez!

Formigamento e dormência nas mãos e pés

A gravidez é um momento especial na vida de uma mulher, cheia de expectativas e preocupações em relação à saúde do bebê. Entretanto, a saúde da gestante também precisa de cuidados e atenção.

Uma reclamação muito frequente entre as gestantes, principalmente a partir do quinto mês de gravidez, é o formigamento e dormência nas mãos e pés que pode gerar muita insegurança.

Formigamento e Dormência nas Mãos e Pés

O que causa a sensação de formigamento e dormência nas mãos e nos pés?

Em ambos os casos a causa costuma ser comum da gravidez, os inchaços e a retenção de líquidos que acabam comprimindo os nervos das mãos ou dos pés.

No caso da dormência e formigamento nas mãos o problema é conhecido como a Síndrome do Túnel do Carpo, que acontece quando o nervo mediano, que passa pelo pulso e base da mão, é comprimido. Também podem acontecer pequenos “choques” nas mãos, principalmente nos dedos.

O “carpo” é a estrutura óssea do punho, que conecta o antebraço à mão. Nessa estrutura passa o nervo mediano que é responsável pelo movimento de tato do polegar, do dedo médio e indicador.

O problema também pode ser resultado da má circulação sanguínea, mais uma vez causada pela compressão. Essa costuma ser a causa das sensações desagradáveis nos pés.

Mas é importante manter atenção aos sintomas e sempre procurar o médico caso a dormência e o formigamento sejam muito desconfortáveis ou se outros sintomas surgirem, principalmente se aparecem dores, vertigens e aumento de pressão sanguínea.

A preocupação é para o risco da pré-eclâmpsia, que acontece em cerca de 5% das gravidezes.

O que fazer para minimizar a dormência e o formigamento?

Quando a dormência e o formigamento são causados pelo inchaço e pela retenção de líquidos comum da gravidez, os sintomas desaparecem naturalmente após o parto.

Entretanto, como normalmente esses desconfortos surgem ainda no quinto ou sexto mês de gravidez, a gestante pode pedir orientações ao médico para minimizar o problema.

Em geral, as recomendações são as mesmas para quem sofre de retenção de líquidos fora da gravidez, como:

  • Fazer repouso sempre que possível;
  • Praticar exercícios leves e terapêuticos, evitando movimentos repetitivos;
  • Reduzir a quantidade de sal na alimentação;
  • Aumentar o consumo de água durante o dia;
  • Manter as pernas e as mãos elevadas quando em repouso;
  • Evitar dormir com as mãos embaixo do corpo;
  • Fazer drenagem linfática;

Os sintomas desaparecem, em média, 10 dias após o parto, conforme o inchaço diminui. Se não acontecer é importante procurar o médico para verificar as causas e os possíveis tratamentos.

É possível prevenir?

Cuidar da alimentação desde o início da gestação é a melhor forma de prevenir a dormência e o formigamento nas mãos e nos pés. Comer alimentos saudáveis e funcionais, evitar o excesso de sal e ingerir bastante água são as dicas mais eficientes.

Além disso, é preciso também ter cuidado com os movimentos repetitivos na região do punho e com os esforços excessivos no dia a dia.

Gostou deste post? Aproveite para ler sobre as 6 dores que não são normais na gravidez!

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