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Atividade Física na Gestação

gravidez-exercicio

Antes de iniciar um programa de atividade física (sair correndo por aí), a mulher grávida deve passar por um exame médico completo, realizado por seu médico, para descartar complicações que possam tornar o exercício inadequado e para que lhe sejam fornecidas informações específicas sobre sinais e sintomas a serem observados durante a gravidez.  Além do início das atividades físicas é importante o cuidado com a alimentação.

Contra-indicações para Atividades Físicas

Exemplos de contra indicações absolutas para o exercício aeróbio durante a gravidez, incluem: hipertensão induzida pela gravidez, diabetes do tipo 1, histórico de dois ou mais abortos espontâneos, restrição de crescimento intra-uterino, sangramento persistente do segundo para o terceiro trimestre, gravidez múltipla, tabagismo e ingestão excessiva de álcool. As contra indicações relativas incluem: histórico de trabalho de parto prematuro, anemia, obesidade, diabetes do tipo 2 e aptidão física muito ruim antes da gravidez.

Em geral, as principais adaptações cardiovasculares e metabólicas da gravidez em comparação com a não gravidez são as seguintes:

  • O volume de sangue é aumentado de 40 a 50%.
  • O consumo de oxigênio (taxa que o organismo de um indivíduo tem de captar e utilizar o oxigênio do ar que está inspirando para gerar trabalho) é discretamente maior em repouso e durante o exercício submáximo.
  • O consumo de oxigênio no exercício com suporte de peso é acentuadamente aumentado.
  • As freqüências cardíacas são maiores em repouso e durante o exercício submáximo.
  • O débito cardíaco (quantidade de sangue bombeada pelo coração) é maior em repouso e durante o exercício submáximo nos dois primeiros trimestres. Isso significa que a mulher grávida se cansa com mais facilidade, porque aumenta a necessidade de oxigênio (tanto para a mãe quanto para o feto) e porque o trabalho extra de respiração, à medida que o útero cresce, pressiona o diafragma. No terceiro trimestre, o débito cardíaco é menor e a possibilidade de hipotensão arterial (pressão arterial baixa) é maior.
  • Os vasos sanguíneos ficam mais flexíveis e distendidos para acomodar o aumento no volume de sangue, podendo resultar em veias varicosas, hemorróidas e inchaço. Em alguns casos os vasos não se distendem e, em vez disso, se contraem e causam a elevação da pressão sanguínea. Se essa elevação ocorre durante a gravidez ela é chamada de hipertensão induzida pela gravidez – uma doença séria e que pode ser fatal.

Recomendações de Atividade Física

Diante dessas alterações fisiológicas, foram desenvolvidas orientações iniciais estabelecidas pelo American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), como por exemplo: não se exercitar com uma freqüência cardíaca superior a 140bpm. Porém em orientações mais recentes, são enfatizadas que devido à possibilidade de alteração entre a freqüência cardíaca e o VO2 (consumo de oxigênio) durante a gravidez, sugere-se que a melhor escolha para classificar a intensidade do exercício seja através do esforço subjetivo (sensação do esforço percebido pela mulher grávida- leve, moderado, cansativo).

Gravidez

Gravidez

Além disso, a ACOG salienta a necessidade de se evitar a realização de exercício na posição supina (abdômen para cima), após o primeiro trimestre e a modificação da intensidade dos exercícios de acordo com os sintomas de cansaço, além de não forçar até a exaustão. As atividades com sustentação do peso corporal (ciclismo, natação) são estimuladas em razão do menor risco de lesão. Em contrapartida, qualquer tipo de exercício que envolva a possibilidade de trauma abdominal e perda de equilíbrio, deve ser evitado. Deve-se ter a atenção na necessidade de hidratação, vestimenta apropriada e condições ambientais ótimas para a manutenção da temperatura corporal dentro da faixa normal associada ao exercício. Com relação à duração do estímulo, afirma-se que o exercício de curta duração e de baixa intensidade parece não acarretar conseqüências negativas durante a gravidez. No entanto, dados sugerem que o treinamento de longa duração ou de alta intensidade deve ser evitado.

Os benefícios potenciais citados comumente em um programa bem elaborado de exercícios pré-natais incluem:

  • Aptidão aeróbica e muscular aprimorada,
  • Facilitação da recuperação após o trabalho de parto,
  • Maior bem estar psicológico materno que pode ajudar a combater as sensações de estresse, de ansiedade e/ou depressão, experimentadas freqüentemente durante a gravidez,
  • Estabelecimento de hábitos permanentes de um estilo de vida saudável,
  • Retorno mais rápido ao peso, a força e a flexibilidade pré-gravidez,
  • Menor intervenção obstétrica,
  • Fase ativa mais curta do trabalho de parto e menos dor,
  • Menor aumento de peso,
  • Digestão melhorada e constipação reduzida,
  • Lombalgia reduzida durante a gravidez.

É extremamente importante que ao se exercitarem as mulheres grávidas estejam cientes dos sinais e sintomas que tornam necessária a interrupção do exercício e a procura de aconselhamento médico, dentre elas:

  • Quaisquer sinais de secreção sanguinolenta proveniente da vagina,
  • Qualquer “jato” de liquido proveniente da vagina (ruptura prematura das membranas),
  • Edema (inchaço) súbito dos tornozelos, mãos ou da face,
  • Cefaléias (dores de cabeça) intensas e persistentes e/ou distúrbios visual; episódio inexplicável de tontura ou vertigem,
  • Dor e vermelhidão na panturrilha de uma única perna (flebite),
  • Elevação da freqüência de pulso ou da pressão arterial que persiste após o exercício,
  • Fadiga excessiva, palpitações, dor torácica,
  • Contrações persistentes (> 6-8/h) que podem sugerir o início de um trabalho prematuro,
  • Dor abdominal inexplicável,
  • Aumento insuficiente de peso (menos de 1 kg/mês durente os últimos dois trimestres).

Algumas pacientes com obesidade muito grave ou associada a outros problemas de saúde podem ter indicação inclusive para realização de cirurgia bariátrica para aumentar a sua fertilidade ou até para reduzir riscos da obesidade durante a gravidez.

Também é importante informar que alguns sintomas normais da gravidez, como a dor por estiramento do ligamento redondo, pode ser exacerbada pela atividade física. Sempre é bom ter o acompanhamento do seu médico para esclarecer estes detalhes.

Referências

  1. Howley, Edward. T. Powers, Scott. K. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho . Editora Manole, 2005.
  2. American College of Sports Medicine. Diretrizes do ACSM para os Testes de Esforço e sua Prescrição. Editora Gunabara Koogan, 2007
  3. Botogoski, Sheldon R.; Amaral, Vivian Ferreira. Guia da Gestante Saudável. Editora Juruá, 2008.

Alimentação na Gravidez e Lactação

A gestante deve seguir uma dieta equilibrada e variada, priorizando a qualidade e não a quantidade. A idéia de que na gravidez deve-se comer por dois é totalmente incorreta. Além disso, o excesso de peso nesta fase pode levar à patologias como diabete gestacional e hipertensão arterial. O ganho de peso aceitável varia de acordo com o peso pré-gestacional e o estágio da gestação. Assim como a alimentação a atividade física durante a gestação também é importante.

Peso pré-gestacional
(IMC*)

Ganho total no
1o trimestre
Ganho semanal no
2o e 3o trimestres
Ganho total na
gestação
Baixo Peso
(IMC < 19,8)
2,3 Kg 0,5 Kg 12,5 – 18,0 Kg
Peso Normal
(IMC entre 19,8 – 26)
1,6 Kg 0,4 Kg 11,5 – 16,0 Kg
Sobrepeso
(IMC entre 26 e 29)
0,9 Kg 0,3 Kg 7,0 – 11,5 Kg
Obesa
(IMC > 29)
—- 0,3 Kg 7,0 Kg

 

IMC

Peso aproximado dos produtos da gestação

  • Feto: 3,2 Kg
  • Placenta: 0,5 Kg
  • Líquido Amniótico: 1,0 Kg
  • Útero: 1,0 Kg
  • Aumento do volume sanguíneo: 1,0 Kg
  • Aumento das mamas: 1,0 Kg

Portanto, aproximadamente 7 Kg resultam diretamente da gravidez. O restante deve-se ao depósito de gordura materna.

Calorias

O aumento no aporte calórico durante a gravidez vai depender, além do peso pré-gestacional, da atividade física da mulher e de seu metabolismo basal. De um modo geral, um acréscimo de 10% nas calorias diárias, durante o 2º e o 3º trimestres, é o suficiente. Então se a mulher consumia 2000 cal/dia deverá acrescentar à sua dieta 200 cal/dia.

Proteínas

As proteínas magras devem estar presentes em todas as refeições, pois são essenciais para o desenvolvimento dos tecidos que vão formar o bebê e também na formação da placenta e do sangue materno e fetal. Boas fontes de proteína são: carnes magras, leite, queijos, ovos, iogurte e feijão.

Cálcio

Participa do desenvolvimento dos dentes e ossos do bebê, ajuda a regular os batimentos cardíacos e a contração muscular, atua na coagulação sanguínea e auxilia na regulação da pressão arterial. É importante principalmente nos últimos meses de gravidez quando a formação dos ossos é finalizada. Na mãe a carência pode levar à gengivite e cãibras. Se a mãe não estiver ingerindo cálcio suficiente o feto vai utilizar as reservas maternas para o seu desenvolvimento e isto poderá comprometer a saúde futura da mãe. Recomenda-se o consumo de 1200mg/dia para suprir as demandas do feto.

Alimento

Quantidade de Cálcio
Leite desnantado (copo grande) 297,6 mg
Queijo minas (1 fatia média) 205,5 mg
Iogurte (200 ml) 240 mg
Espinafre cozido (4 colheres de sopa) 160 mg
Iogurte (200 ml) 240 mg
Couve refogada (2 colheres de sopa) 164 mg

A absorção de cálcio pode ser prejudicada por alguns fatores, como a presença de ferro, presente em carnes e ovos principalmente. Por isso procure não consumir alimentos ricos em ferro junto com alimentos ricos em cálcio, como por exemplo: carne bovina e leite desnatado.

Ferro

É um mineral essencial na formação da hemoglobina (responsável por carregar oxigênio no sangue). Sua deficiência provoca anemia. A demanda deste mineral na gestação é muito grande, sendo ainda maior no último trimestre quando o bebê começa a acumular para utilizar nos seus primeiros meses de vida. Mesmo com uma alimentação adequada é difícil obter toda quantidade de ferro requisitada neste período e provavelmente seu médico recomendará uma suplementação deste mineral no 2º e 3º trimestres. São alimentos ricos em ferro: fígado, carnes, ovos, feijão e hortaliças folhosas. Para melhorar a absorção do ferro consuma junto com alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, tomate, couve-flor, brócolis) e evite fonte de cálcio na mesma refeição.

Ácido Fólico

Atua na divisão celular e na síntese protéica. A ingestão de ácido fólico antes da concepção até a 10º semana de gestação ajuda a prevenir malformações do sistema nervoso central do feto. Comece a suplementação com a recomendação do seu médico e inclua na dieta alimentos ricos em ácido fólico com vegetais verdes escuros, frutas cítricas, gérmen de trigo, ricota, iogurte e pães integrais.

Outras Recomendações

  • Limitar o consumo diário de café em 200 a 300 ml
  • Abster-se de bebidas alcoólicas e do tabagismo
  • Carpaccios, sushis e sashimis devem ser evitados, principalmente nos 3 primeiros meses de gravidez, pois a carne crua pode transmitir doenças como a toxoplasmose
  • Evite enlatados, condimentos e gorduras
  • Evite o consumo de adoçantes ou produtos dietéticos durante a gravidez e amamentação. No caso de diabéticas ou controle de peso opte pelo aspartame. Não há estudos conclusivos sobre o risco de malformação no feto pelo uso de sacarina e ciclamatos, especialmente até a 10º semana de gestação
  • Alimente-se a cada 3 horas para evitar tonturas e mal estar
  • Escolha uma poltrona de amamentação confortável!

Alimentando-se de forma saudável e equilibrada você garante um bom desenvolvimento para o seu bebê, uma gestação mais tranqüila e facilita a recuperação da boa forma após o parto.

Vacina contra H1N1 pode ser administrada com segurança em gestantes

O Comitê Consultivo em Práticas de Imunizações (ACIP), do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, afirma que a vacina contra a influenza H1N1 pode ser administrada com segurança durante qualquer trimestre da gravidez, já que estudos demonstram que não há risco de complicações maternas ou desfechos fetais inconvenientes associados à vacina.

Nem mesmo o fato de a vacina conter thiomersal – composto contendo mercúrio que tem sido usado em algumas vacinas para reduzir a probabilidade de crescimento biológico – deve ser motivo de preocupação. Segundo o CDC, não existe evidência científica de que isso cause eventos adversos em crianças nascidas de mulheres que receberam vacina durante a gestação.

Estudos têm mostrado que o etilmercúrio – um produto da decomposição do thimerosal – não acumula e causa dano ao cérebro fetal como o metilmercúrio – forma mais tóxica do mercúrio. Por isso, segundo o ACIP: “Os benefícios da vacinação contra a Influenza para todos os grupos recomendados, incluindo as gestantes e as crianças jovens, sobrepõem as preocupações baseadas em um risco teórico da exposição ao thimerosal”.

A recomendação do comitê para que as gestantes sejam imunizadas é feita com base no fato de a gravidez, ao aumentar as chances de complicações devido à influenza, colocar mulheres saudáveis em risco. Estudo feito pelo CDC entre 15 de abril e 18 de maio de 2009 confirma isso. Neste período, foram reportados ao Comitê 34 de Influenza H1N1 em gestantes.

Destas, 32% precisaram de hospitalização, o que significa que a necessidade de internação de grávidas foi 4 vezes maior que da população em geral. Além disso, 13% de óbitos registrados no período foram de gestantes, mesmo que a maior parte delas estivesse saudável antes de contrair o vírus.

Leia mais:

Fonte: http://www.vacinacaoinfluenza.com.br

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O que as mulheres grávidas precisam saber sobre o novo vírus da gripe A (H1N1)

As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A(H1N1), da mesma forma que acontece com a gripe sazonal, mas não há evidência que tenham maior probabilidade de contrair esta infecção. Se ficar doente deverá fazer o mesmo tratamento que o resto da população. Disponibilizamos este guia para que você posso tomar conhecimento das precauções necessárias para proteger você e o seu bebê. Se você está procurando informações sobre o Coronavírus veja esse post.

O que posso eu fazer para me proteger, proteger meu bebê e família?

Em primeiro lugar atualize a sua vacinação (veja nosso post sobre a vacinação em gestantes). Além disso as medidas preventivas são muito importantes. Siga estes passos para prevenir a propagação do vírus e proteger a sua saúde:

  • Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel sempre que for tossir, espirrar ou alguém o fizer perto de você;
  • Descarte o lenço no lixo após a utilização;
  • Lave frequêntemente as mãos, com água quente e sabão, durante 40 a 60 segundos, especialmente depois de um espirro ou tosse;
  • Se utilizar um gel de lavagem de mãos à base de álcool, não adicione água e espalhe o gel nas mãos até que evapore/seque;
  • Em ambientes muito movimentados, evite tocar nos olhos, nariz e boca, antes de lavar as mãos – o vírus também se propaga deste modo
  • Evite o contato com pessoas doentes – reduza as suas saídas de casa;
  • Se for indicada a sua utilização, use corretamente as máscaras faciais.

Existe alguma orientação quanto aos exames de pré-natal?

Não, os exames de pré-natal continuaram iguais, apenas serão solicitados exames complementares para as pacientes que apresentarem sintomas suspeitos de gripe. Algumas orientações são importantes para as gestantes que irão realizar exames de ultrassom (ecografia):

  • Se estiver sentido sintomas de gripe e se exame não for emergência, adie o exame em 7 a 10 dias, esperando os sintomas passarem. Se você estiver com a gripe e for fazer o exame você poderá contaminar outras gestantes;
  • Antes de comparecer a clínica ou hospital ligue para saber como está funcionando o atendimento e se existe alguma recomendação especial;
  • Evite levar acompanhantes! A sala de ultrassom normalmente é fechada e nela passa diariamente um volume grande de pacientes. Quanto mais gente estiver passando pela sala de ultrassom maior o risco de contaminação;
  • Se a clínica disponibilizar máscaras, utilize-á. A máscara é uma forma de proteção para você e para outras pessoas que circulam pela clínica;
  • Se estiver doente e tiver que fazer o exame, ligue antes para a clínica ou hospital e pergunte qual protocolo está sendo seguido. Algumas clínicas poderão estar solicitando que pacientes doentes realizem o exame diretamente em hospitais de referência.

Lembre-se, estes cuidados simples são a melhor forma de combater a pandemia de gripe. Epidemias de gripe podem eventualmente ter complicações maiores em grávidas.

Quais os sintomas de gripe A(H1N1)?

O que as mulheres grávidas precisam saber sobre o novo vírus da gripe A (H1N1)
As mulheres grávidas têm maior probabilidade de ter complicações graves com a nova gripe A(H1N1), da mesma forma que acontece com a gripe sazonal, mas não há evidência que tenham maior probabilidade de contrair esta infecção. Se ficar doente deverá fazer o mesmo tratamento que o resto da população. Disponibilizamos este guia para que você posso tomar conhecimento das precauções necessárias para proteger você e o seu bebê

Existe alguma orientação quanto aos exames de pré-natal?

Não, os exames de pré-natal continuaram iguais, apenas serão solicitados exames complementares para as pacientes que apresentarem sintomas suspeitos de gripe. Algumas orientações são importantes para as gestantes que irão realizar exames de ultrassom (ecografia):

  • Se estiver sentido sintomas de gripe e se exame não for emergência, adie o exame em 7 a 10 dias, esperando os sintomas passarem. Se você estiver com a gripe e for fazer o exame você poderá contaminar outras gestantes;
  • Antes de comparecer a clínica ou hospital ligue para saber como está funcionando o atendimento e se existe alguma recomendação especial;
  • Evite levar acompanhantes! A sala de ultrassom normalmente é fechada e nela passa diariamente um volume grande de pacientes. Quanto mais gente estiver passando pela sala de ultrassom maior o risco de contaminação;
  • Se a clínica disponibilizar máscaras, utilize-á. A máscara é uma forma de proteção para você e para outras pessoas que circulam pela clínica;
  • Se estiver doente e tiver que fazer o exame, ligue antes para a clínica ou hospital e pergunte qual protocolo está sendo seguido. Algumas clínicas poderão estar solicitando que pacientes doentes realizem o exame diretamente em hospitais de referência.
  • Lembre-se, estes cuidados simples são a melhor forma de combater a pandemia de gripe. Epidemias de gripe podem eventualmente ter complicações maiores em grávidas.

Quais os sintomas de gripe A(H1N1)?

Os sintomas são parecidos com os da gripe sazonal habitual e incluem:

  • Febre;
  • Tosse;
  • Dores de garganta;
  • Dores musculares;
  • Dores de cabeça;
  • Erupções cutâneas;
  • Arrepios e fadiga;
  • Por vezes, diarreia e vômitos.

O que devo fazer se ficar doente?

Se sentir sintomas leves de gripe ou tiver contato próximo com alguém infectado com a gripe A, permaneça em casa, limite o contato com outras pessoas. Entre em contato com o Disque Saúde do Ministério da Saúde 0800 61 1997 e se necessário procure um serviço de referência para avaliação (clique aqui para ver a lista de hospitais de referência no Paraná).

Como é tratada esta gripe?

Trate a febre. Mantenha a temperatura dentro dos seus valores habituais, isso é muito importante para o seu bebê. O paracetamol é o melhor tratamento para a febre durante a gravidez e pode ser tomado na dose de 500mg de 6 em 6 horas. Se tiver dúvidas lige para o Disque Saúde do Ministério da Saúde 0800 61 1997. Beba água e outros líquidos, em abundância para repor o que perdeu por estar doente. Os medicamentos antivirais como o Tamiflu® (oseltamivir) só devem ser utilizados sob prescrição médica. Não estão descritas complicações na grávida ou no feto com a utilização destes farmacos.

O que posso fazer para proteger o meu bebê deste vírus?

Tenha um cuidado extra em lavar frequentemente as mãos, com água e sabão ou com uma solução alcoólica; Mantenha o bebê afastado de pessoas doentes ou áreas afetadas; Limite a permuta de brinquedos com outras crianças, sobretudo se os levam à boca; Lave frequentemente com água e sabão quaisquer objetos que o bebê ponha na boca.

Amamentar protege os bebês desta nova gripe?

Os bebês não amamentados estão mais vulneráveis à infecção e à hospitalização, por doença respiratória grave, do que os amamentados; Os recém-nascidos não amamentados têm menor capacidade de se defenderem da infecção, pois não dispõem dos anticorpos protetores que passam no leite das mães; Como se trata de um vírus novo não se conhece ainda a proteção específica para esta situação.

E se eu estiver doente? Posso amamentar o meu bebê?

Sim. O aleitamento materno deve ser apoiado também perante esta doença, porque protege os bebês de infecções respiratórias. A mãe doente com (H1N1) deve ser encorajada a fazer a extração do seu leite. Durante o período de contágio, o bebê deverá receber o leite que a mãe extraiu, dado por uma pessoa/familiar não doente.

Poderei continuar a amamentar se estiver a tomar medicamentos para prevenir ou tratar esta gripe?

Sim. O tratamento ou profilaxia com medicação antiviral não constitui contra-indicação para a amamentação.

Interrompo a amamentação se suspeitar que tive contacto com o vírus da gripe A (H1N1)?

Não. As mães produzem anticorpos para combater as infecções com as quais entram em contato e o seu leite fica adequado a debelar as mesmas infecções nos seus filhos. O aleitamento materno também ajuda a desenvolver a capacidade do bebê para se defender das doenças infecciosas. Deve-se, no entanto, utilizar as medidas preventivas acima descritas.

E se o meu bebê ficar doente, posso amamentá-lo?

Sim. O melhor que pode fazer pelo seu bebê doente é manter o aleitamento. Ofereça-lhe a mama com maior frequência.

Os bebês que estão doentes têm maior necessidade de líquidos. O que obtêm quando mamam é superior a qualquer outro líquido, melhor que a água, suco ou soluções de reposição hidroeletrolítica, porque também ajuda a proteger o sistema imunológico do bebê; Se o seu filho está tão doente que não consegue mamar, pode-se oferecer leite em copo, seringa ou conta gotas.

Hospitais de Referência no Paraná

  • Hospital de Clínicas da UFPR R. General Carneiro, 181 – (41) 3360-1800/1805
  • Hospital do Trabalhador Av. República Argentina, 4.406 – (41) 3212- 5709/5710

Postos de saúde em Curitiba

  • Boa Vista – Av. Monteiro Tourinho, 478 – (41) 3257-9329/3357-4624
  • Boqueirão – R. Maria Assumpção, 2.590 – (41) 3217-1801
  • Cajuru – R. Eng. Benedito Mário da Silva, esq. Ceilão – (41) 3226-4069
  • CIC – R. Senador Accioly Fº, 3.370 – (41) 3314- 5109
  • Fazendinha – R. Carlos Klemtz, ao lado da RC – (41) 3576-1974
  • Pinheirinho – R. Leon Nicolas, esq Av. W. Churchill – (41) 3212-1472
  • Sítio Cercado – R. Levy Buquera, 158 – (41) 3379-2051
  • Campo Comprido – R. Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 3.495 – (41) 3373-1332

Foz de Iguaçu

  • Hospital Ministro Costa Cavalcanti Av. Gramado, 580 – Vila A – (45) 3576- 8082/8060/8000

Londrina

  • Hospital Universitário da UEL Av. Robert Koch, 60 – (43) 3371-2229

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Conheça o Seu Filho Antes Dele Nascer!

Melody Shiue, um designer industrial, da Universidade de Nova Gales do Sul idealizou um produto chamado PreVue. Ele é um acessório que poderá ser usado no abdômem da gestante fazendo com que outras pessoas tenham um contato melhor com o bebê por um display.

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O PreVue lhe dá a oportunidade de interagir mais com o bebê e acompanhar o seu crescimento dentro da barriga da sua mãe. Porém, mais importante que isso, ele também serve como uma ferramenta para entender a personalidade do seu bebê. Com o PreVue você pode ver se o bebê está cochilando, bocejando ou sorrindo. Dessa forma você acaba se aproximando mais dele, mesmo antes dele estar em seus braços.

O produto ainda é um conceito, longe da realidade, mas quando estiver pronto, pretende manter a mãe em um estado de espírito otimista, pois ele expande a ligação materno-fetal. Há quem diga de que o projeto mereça prêmios de designer por se tratar de algo que ninguém jamais tinha visto antes, além de ajudar no processo de gravidez.

De acordo com estudos feitos pela Universidade, quanto mais cedo uma ligação materna for criada com a criança, maiores são as chances dela nascer mais saudável. Por isso eles consideram muito importante ter essa ligação desde quando o bebê é um feto. Além do pai ter a oportunidade de ver como o seu filho está dentro da barriga da mãe, ele também pode participar do processo de interação antes do parto, criando um laço melhor ainda com os pais da criança.

O PreVue vem com algumas recomendações, uma delas é fazer com que o bebê reconheça a voz da mãe o quanto antes. Estudos já revelaram que o bebê é capaz de reconhecer a voz da sua mãe a partir da 18ª semana, ou seja, em torno do 5º mês. Isso significa que o bebê começa a aprender desde quando está no útero. Por isso o PreVue também sugere que as mães tentem educar o feto através de uma música enquanto batem sobre a barriga, durante o processo eles ainda podem acompanhar as reações que são exibidas no display.

A faculdade também pesquisou sobre músicas especificas que as mães cantam durante a gravidez, eles acabaram descobrindo que a mãe pode acabar usando a mesma melodia para acalmar o bebê após o parto e durante uma parte da sua infância.

Conceitualmente o projeto é ótimo, mas será que na prática ele vai se sair tão bem quanto no papel? Vamos esperar ele começar a ser produzido para tirarmos nossas próprias conclusões.

Fonte: TechTudo

Procedimento de Medicina Fetal é realizado pelo SUS no Hospital de Clínicas da UFPR

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Médicos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná realizaram procedimento de transfusão intrauterina em paciente do Sistema Único de Saúde.

Uma grávida que já havia perdido três bebês anteriormente foi submetida a um procedimento de transfusão intrauterina (seu tipo sanguineo é incompatível com o do feto), no Setor de Unidade Fetal do Hospital de Clínicas, ligado à Tocoginecologia (Ginecologia e Obstetricia) da UFPR e a Unidade da Mulher e do Recém-Nascido do HC. É um procedimento ainda incomum pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e foi realizado no último dia 16 de abril no hospital.

Apesar do procedimento ter um risco de perda fetal considerável (3 a 5%), se não for realizado em tempo, a doença é fatal para o feto. O procedimento realizado foi um sucesso devido à equipe que contou ainda com o médico residente Régis Yukio Cho e com o apoio de Newton Carvalho, chefe do Departamento de Tocoginecologia da UFPR. Mãe e feto passam bem, mas precisam retornar para novos procedimentos.

“O procedimento é semelhante ao de uma transfusão comum, entretanto para levar o sangue até o feto o médico precisa colocar a agulha dentro de uma minúscula veia do cordão umbilical, que se encontra cerca de 5 a 7cm de distância da pele da mãe. Para isso é necessário guiar a agulha com um aparelho de ultrassom”, afirmou Rafael Frederico Bruns, responsável pela realização do procedimento ao lado de Luiz Fernando Hilbert, especilistas em medicina fetal e únicos a realizar este procedimento pelo SUS em Curitiba.

Medicina Fetal

É uma subespecialidade da ginecologia e obstetrícia que tem como objetivo a assistência ao feto, realizando diagnóstico e terapia pré-natal. “Até hoje, o obstetra era o médico da mãe, durante a gravidez e após o parto; e o pediatra, da criança, desde seu nascimento; porém, o feto não tinha um especialista que focasse no seu atendimento”, afirmou Bruns.

A Medicina Fetal cuida das complicações do feto tais como as alterações no crescimento (fetos que não ganham peso ou ganham peso demais); as doenças genéticas e as más formações.

O especialista pode tratar a anemia fetal, como no caso atendido no HC, em que foi realizada uma cordocentese (punção do cordão umbilical) para transfundir sangue para o feto.

Existem ainda outros procedimentos que podem ser realizados como o tratamento com laser para gêmeos com transfusão feto-fetal; a colocação de balão endotraqueal em fetos com hérnia diafragmática; o procedimento chamado EXIT (ex-utero intrapartum treatment) para fetos com tumores que obstruem as vias aéreas; além de outros ainda em fase experimental.

Leticia Hoshiguti, com informações da Assessoria de Marketing do HC
Procedimento de medicina fetal é realizado no Hospital de Clínicas
Autor: Laércio Carlos Ribeiro dos Santos / MKT-HC
Fonte

Gestantes com gripe por H1N1 devem iniciar tratamento antiviral o mais breve possível

Artigo publicado online pelo The Lancet mostra que as gestantes são mais suscetíveis a complicações da gripe pelo H1N1. Além disso, o estudo mostra que a taxa de hospitalização para gestantes é 4 vezes maior que a da população em geral. Gestantes com gripe por H1N1 devem iniciar o tratamento antiviral o mais breve possível, enquanto que as gestantes saudáveis devem ser imunizadas assim que a vacina estiver disponível.
Segundo os autores, apesar de haver uma taxa de internação de gestantes significativamente maior quando comparada com as gripes sazonais de anos anteriores, isto pode não ter muita importância pois o internamento da gestante é algo complicado e certamente envolve muito mais coisas do que a gravidade do quandro em si. Entretanto o fato de que mais de 10% das mortes aconteceram em gestantes é certamente preocupante.

Nas pandemias por influenza que ocorreram em 1918 e 1957 a mortalidade foi aparentemente maior em gestantes. Durante a pandemia de 1957, 50% das mortes em Minnesota em mulheres na faixa etária de idade reprodutiva ocorreram em gestantes.

A recomendação do CDC é que pacientes grávidas iniciem a terapia antiviral assim que os sintomas de gripe por influenza iniciarem. Idealmente o tratamento deve ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início da sintomatologia.

Os autores ainda ponderam que o risco da pandemia de influenza é superior ao risco potencial que a medicação tem sobre o feto. Com relação a vacina os autores acreditam que ela será parte importante da resposta da saúde pública a esta pandemia de influenza e as gestantes deverão receber prioridade na vacinação.

Confira as recomendações do CDC para evitar a gripe:

  1. Evite contato muito próximo com pessoas doentes e mantenha distância dos outros caso a pessoa infectada seja você.
  2. Fique em casa se estiver doente. Assim você ajudanda a não disseminar a doença
  3. Cubra sua boca e seu nariz ao tossir ou espirrar.
  4. Lave as mãos, sempre, para prevenir contato com germes.
  5. Evite encostar em seus olhos, seu nariz ou sua boca com as mãos sujas, para não que não sirvam de porta de entrada para os vírus.
  6. Tenha outros bons hábitos, como dormir bem, fazer atividade física, controlar o estresse, beber líquidos e ingerir alimentos saudáveis.

Como a gripe suína se espalha entre os humanos:

  • O vírus da gripe suína tipicamente afeta porcos, não humanos. A maioria dos casos ocorre quando pessoas têm contato com porcos infectados ou objetos contaminados circulando entre pessoas e porcos.
  • A transmissão entre humanos é mais difícil do que em uma gripe convencional.
  • Os sintomas da gripe suína em humanos são similares àqueles da gripe convencional – febre repentina, tosse, dores musculares e cansaço extremo. Este novo surto, aparentemente, também causa mais diarreia e vômitos que a gripe convencional.
  • Vacinas estão disponíveis aos porcos para a prevenção da gripe suína. Não há vacina para humanos, embora o CDC esteja formulando uma.
  • Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos.

Artigo Original :H1N1 2009 influenza virus infection during pregnancy in the USA

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A Formação do Bebê Fotografada no Útero

Lennart Nilsson (nascido em 1922) é um fotógrafo e cientista sueco. Ele é famoso por suas fotografias in vivo de fetos humanos e outros temas médicos antes considerados “infotografáveis” de maneira geral por suas fotografias em macro extrema.
Ele é considerado um dos primeiros fotojornalistas Suécos. Quando imagens de embriões tiradas por Lennart Nilsson foram publicadas na revista Life em 1965, causou furor. Dentro de dias, toda a edição de oito milhões havia esgotado. Mais de 40 anos depois, as fotografias não perderam nada de seu poder.

A tecnologia avançada permite imagens mais claras e ampliadas. Algumas destas fotos foram tiradas com câmeras convencionais com lentes macro, enquanto outras foram tiradas com o uso de um endoscópio. Um Microscópio eletrônico permitiu a Nilsson tirar fotos com uma ampliação de centenas de milhares de vezes.

Veja abaixo mais uma amostra do trabalho de Lennart Nilsson. Caso queira adquirir o livro, visite o site da Amazon.

Por Trás da Lente: Entrevista com Lennart Nilsson

NOVA: Fale-me sobre a primeira vez que utilizou um endoscópio [um instrumento utilizado para visualizar o interior de uma cavidade do corpo ou de um órgão oco].

LN: Na primavera de 65, a revista Life publicou uma história sobre a reprodução humana, uma capa e dezesseis páginas. Eu trabalhei por 12 anos sobre esta história. Uma das fotos era o rosto de um embrião dentro do útero tiradas com um endoscópio com um flash eletrônico. E eu me lembro que os editores queriam ter uma testemunha para dizer que este foi realmente o caso, porque era uma imagem muito nítida do rosto e da cabeça do feto dentro do útero. Mas esta não era minha primeira foto endoscópica. A primeira eu fiz 1957, mas nesta foto eu não consegui a imagem do rosto. Eu só tinha as pernas, mãos, pés, órgãos sexuais e assim por diante. Mas eu estava tentando pegar o rosto. E eu lembro que tinha uma iluminação muito especial com um strobe na frente do endoscópio, foi um endoscópio americano. E quando eu vi o feto, eu lembro que era um feto de cerca de 15 semanas de idade, chupando o polegar e quando tentei pressionar o botão da câmera, o flash não funcionou. Havia algo de errado com ele! Levou muitos anos antes de eu ter outra chance.

NOVA: Parece que os endoscópios melhoraram muito…

LN: Sim. Houve uma revolução por uma empresa alemã chamada óptica Storz. Eles fizeram um endoscópio com diâmetro de 0,6 milímetros e um de 0,8 milímetros. Então agora podemos ver o embrião humano de uma forma muito suave e muito agradável.

NOVA: Você passa o endoscópio através do colo do útero?

LN: Não, não o colo do útero. Fazemos uma espécie de laparoscopia através da parede uterina. Você sabe quando os médicos estão verificando os genes com a amniocentese? Temos feito alguns casos aqui na Suécia e na Europa durante a amniocentese. E lá tivemos a oportunidade de tirar fotos maravilhosas dos fetos.

Leia a entrevista na íntegra no site da NOVA.
Visite o site de Lennart Nilsson.

Quando o bebê vai encaixar?

Uma dúvida frequênte das gestantes no terceiro trimestre e com relação ao bebê estar ou não encaixado. Para podermos explicar um pouco sobre este assunto, vamos primeiro definir algumas questões com relação a nomenclatura dos termos médicos pois, o que vemos ocorrer no dia-a-dia é uma confusão com relação ao termo “apresentação” e “insinuação” (ou encaixamento).

Estática Fetal

O termo estática fetal é usado para descrever como o feto se encontra dentro do ventre materno. As relações do feto com a bacia e com o útero constituem a estática fetal. Seu estudo permite o conhecimento da nomenclatura obstétrica. Não vamos entrar em muitos detalhes, mas é necessário que se entenda pelo menos 2 conceitos com relação a estática fetal

  • SITUAÇÃO: é a relação entre o maior eixo da mãe e do feto. Chamamos de SITUAÇÃO LONGITUDINAL quando os eixos coincidem (por exemplo, quando a cabeça está para baixo e a nádega para cima) e SITUAÇÃO TRANSVERSAL quando os eixos não coincidem (por exemplo, quando o feto está “atravessado”)
  • APRESENTAÇÃO: é a região fetal que se encontra mais próxima da bacia materna (parte do corpo que irá nascer primeiro). Por exemplo, chamamos de APRESENTAÇÃO CEFÁLICA quando o feto está com a cabeça para baixo e APRESENTAÇÃO PÉLVICA quando o feto está com a cabeça para cima e portanto irá nascer de nádegas.

Vamos tentar entender isso observando a figura abaixo, onde podemos observar o feto e a bacia óssea materna:

Apresentação Fetal

As diferentes apresentações fetais.

Com relação a SITUAÇÃO, nas figuras A e B a situação é longitudinal, pois o maior eixo do feto coincide com o maior eixo materno. Na figura C a situação é transversal, pois o feto está “atravessado”.

Se formos determinar a APRESENTAÇÃO, na figura A a apresentação é cefálica, pois a cabeça irá nascer primeiro. Na figura B a apresentação é pélvica, pois as nádegas irão nascer primeiro. A apresentação na figura C é chamada de córmica (quando o feto está atravessado e neste caso ele não passa normalmente pela bacia materna).

É possível virar o bebê de pélvico para cefálico?

Quando falamos sobre apresentação fetal, estamos nos referindo à posição em que o bebê se encontra no útero nas últimas semanas de gestação. Na maioria dos casos, o bebê se posiciona com a cabeça para baixo, pronta para o nascimento – é a chamada apresentação cefálica. No entanto, em algumas situações, o feto pode se posicionar com os pés ou o bumbum para baixo – é a chamada apresentação pélvica.

É importante saber que, mesmo se o bebê estiver em apresentação pélvica, existem técnicas médicas que podem ajudar a virá-lo para a posição cefálica. Uma dessas técnicas é a Versão Cefálica Externa (VEC). Este procedimento não cirúrgico é realizado por um profissional de saúde treinado e envolve a aplicação de pressão externa no abdômen da mãe para virar o bebê no útero.

Insinuação Fetal (O “Encaixar”)

Muito bem, agora que entendemos um pouco sobre a apresentação e situação fetal, poderemos definir o que é a insinuação (também conhecido por encaixe ou encaixamento). A insinuação fetal nada tem haver com a parte do feto que está para baixo (lembre, isso é a apresentação fetal). A insinuação ou encaixe é a ALTURA DA APRESENTAÇÃO, com relação a bacia materna.

Imagine que durante a gestação o feto está bem acima da bacia, o que chamamos de feto alto. Quando chega o fim da gestação e o trabalho de parto está próximo a apresentação fetal (e aí pode ser a cabeça ou a nádega fetal) se insinuam para dentro da bacia óssea materna. Este processo sim é chamado de insinuação. Veja a figura abaixo:

Feto Encaixar

Na figura acima podemos observar o (A) feto alto (ainda acima da pelve) e (B) feto encaixado (dentro da pelve óssea).

Compare a figura A com a figura B. Na figura A o feto está alto e na figura B o feto está insinuado ou “encaixado”. A insinuação fetal ocorre geralmente cerca de 2 semanas antes do parto nas primigestas (mulheres que estão grávidas pela primeira vez). E cerca de 2 a 5 dias antes do parto nas multíparas (mulheres com vários partos anteriores). Mas lembre que estes números não são uma regra, e podem variar.

A mãe normalmente sente uma pressão maior na vagina e a barriga “baixar”. O feto tem menos espaço para se movimentar e portanto a percepção de movimentos fetais diminui, isso é normal. Quando o médico for medir a altura uterina (medida da pube até o fundo do útero), irá perceber uma redução desta medida em relação a consulta anterior. Esta redução pode chegar até 4 cm.

Por que é importante diferenciar isto?

É muito comum que a grávida queira entender o que está acontecendo com ela, e por isso procura em livros, revistas e internet toda a informação disponível sobre o assunto. Muitas vezes ela poderá encontrar a informação de que quando o feto “encaixa” o parto está próximo. Pois bem, aqui está o problema.

Depois de 28 semanas de gestação a grande maioria dos fetos está em apresentação cefálica. Quando a mamãe descobre que o bebê está com a cabeça para baixo poderá ficar preocupada com a proximidade do parto, uma vez que o bebê ainda não está pronto para nascer. Entenda que a apresentação cefálica não significa que o feto está encaixado e também não quer dizer que o parto está próximo. Portanto é importante não confundir estes dois termos.

Gostou deste artigo? Aproveite para ler sobre as 6 dores que não são normais na gravidez e o que fazer com elas!

O Bebê está com o Cordão Enrolado no Pescoço? Não tem Problema!

Uma dúvida freqüente das gestantes é com respeito as circulares de cordão, em especial as da região cervical (“cordão enrolado no pescoço“). As circulares de cordão umbilical estão presentes em 20-40% de todas as gestações. Trata-se de fenômeno natural que ocorre durante a gestação no qual o cordão umbilical envolve o pescoço do concepto. De um modo geral são consideradas condições benignas e excepcionalmente relacionadas a complicações perinatais.

Cordão Enrolado no Pescoço - Circular de Cordão e Alça de Cordão

O cordão umbilical é uma estrutura não inervada composta de duas artérias e uma veia. Circundando estes vasos existe uma substância mucóide, chamada de Gelatina de Wharton, que é constituída principalmente de mucopolissacarídeo. A função desta gelatina é de sustentação e proteção dos vasos contra compressões e possíveis roturas.

Ultimamente tem sido cada vez mais freqüente o diagnóstico ultrassonográfico de circular de cordão umbilical, isto decorre basicamente de dois fatores:

  • Sistematização pelo profissional que realiza o exame de ultrassom;
  • Maior disponibilidade de aparelhos com recursos técnicos avançados.

Qual o risco do cordão umbilical enrolado no pescoço?

Até o momento a literatura apresenta relatos de complicações perinatais sem significância estatística. Miser, 1992 relata que os efeitos da circular cervical sobre a evolução da gestação e do parto são ainda controversas. Não encontrou associação entre circular cervical e aumento da morbidade e mortalidade neonatal. Larson e cols, 1995 em seus estudos concluíram que não existe aumento importante dos riscos de um resultado neonatal adverso associados à presença de múltiplas circulares cervicais de cordão.

Em um grupo de 70 recém natos que cursavam com circular cervical durante a gestação, Strong, 1992 observou que somente naquelas gestações que apresentavam oligodrâmnio (redução do volume de líquido amniótico) intraparto, houve aumento significativo de incidência de líquido amniótico meconial, desacelerações variáveis graves e bradicardia fetal (sinais de sofrimento fetal). Sadovsky 1997, documentou sofrimento fetal intra-parto em 17% das parturientes que apresentavam fetos com circulares cervicais ao passo que 83% dos fetos com a mesma situação foram assintomáticos, concluindo que o sofrimento fetal foi achado incidental no parto.

O que significa nascer com o cordão umbilical enrolado no pescoço?

Na ausência de alteração da freqüência cardíaca fetal intraparto, a circular cervical não está diretamente associada aos aumentos das taxas de morbiletalidade perinatal, assim como com o comprometimento neurológico tardio ou as seqüelas no seu desenvolvimento (Sherer & Manning, 1999).

Com relação a via de parto, Feisntein e col. não consideram que a circular cervical por si só, justifique a indicação de cesárea. Em nosso meio Barini acredita que a circular cervical não é razão suficiente para indicação de parto cesarea considerando conduta desnecessária e incorreta, pelo menos até que estudos prospectivos possam concluir em contrário.

O Professor Ricardo Barini (Unicamp) relata: ” … no momento onde a comunidade médica e de um modo geral, os profissionais envolvidos com a área de saúde tentam unir esforços para reduzir o número de cesareanas desnecessárias no Brasil, é preocupante esta nova informação presente nos laudos de ultrassonografia obstétrica, e principalmente sua utilização como JUSTIFICATIVA para intervenções obstétricas extemporâneas. Inegavelmente, este diagnóstico, mesmo sem ter o objetivo de determinar condutas, cria no mínimo uma sensação de insegurança entre as gestantes e seus familiares, e até provavelmente entre os próprios obstetras, frente ao trabalho de parto, ao parto via vaginal e até à continuidade da gestação. É perfeitamente compreensível que este fato possa gerar indicações de cesareanas de maneira precipitada ou até desnecessárias.”

O que fazer quando o bebê estiver enrolado no cordão umbilical?

A circular cervical de cordão umbilical é um dos achados mais comuns no ultrassom e discutido nos exames perinatais, causando ansiedade desnecessária na família e divergências na conduta médica. Na gestação de evolução normal, sem a existência de fatores de risco, a família pode ser tranqüilizada, pois a presença isolada de circular cervical não parece aumentar os riscos para os fetos, especialmente porque muitas dessas poderão desfazer-se espontaneamente. Ainda não existem evidências científicas sólidas que demonstrem riscos da presença de circular cervical diagnosticada durante a gravidez.

Referências:

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  4. Jauniaux E, Mawissa C, Peerlaerts C, Rodesch F. Nuchal cord in normal third-trimester pregnancy: a color Doppler imaging study. Ultrasound Obstet Gynecol 1992; 2:417-19.
  5. Jauniaux E, Ramsay B, Peerlaerts C, Scholler Y. Perinatal features of pregnancies complicated by nuchal cord. Am J Perinatol 1995; 12:255-30.
  6. Larson JD, Rayburn WF, Harlan VL. Nuchal cord entanglements and gestational age. Am J Perinatol 1997; 14:555-7.
  7. Larson JD, Rayburn WF, Crosby S., Thurnau GR. Nuchal cord entanglements and intrapartum complications. Am J Obstet Gynecol 1995; 173:1228-31.
  8. Miser WF. Outcome of infants born with nuchal cords. J Fam Pract 1992; 34:441-5.
  9. Feinstein SJ, Lodeiro JG, Vintzileos AM, Weinbaum PJ, Campbell WA, Nochimson DJ. Intrapartum ultrasound diagnosis of nuchal cord as a decisive factor in managment. Am J Obstet Gynecol 1985; 153(3): 308-309.
  10. Sørnes T. Umbilical cord encirclements and fetal growth restriction. Obst Gynecol 1995; 86:725-8.
  11. Strong TH, Sarno A, Paul RH. Significance of intrapartum amniotic fluid volume in the presence of nuchal cords. J Reprod Med 1992; 37:718-20.