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O que é o Assoalho Pélvico?

O assoalho pélvico é um grupo de músculos, ligamentos e tecido conjuntivo que se prende aos ossos pélvicos. Esses músculos e tecidos sustentam os órgãos pélvicos, incluindo a bexiga, o útero e o reto.

A fraqueza ou dano aos músculos do assoalho pélvico pode levar a problemas como incontinência ou prolapso. Exercícios para o assoalho pélvico podem ajudar a prevenir ou melhorar estes problemas.

Qual a importância do assoalho pélvico para a saúde da mulher?

O assoalho pélvico é importante para a saúde da mulher porque suporta os órgãos pélvicos e ajuda a controlar a micção e os movimentos intestinais. Ele também desempenha um papel importante na função sexual.

Se não fosse pelo assoalho pélvico nossos órgãos da pelve não teriam sustentação pois a nossa bacia óssea é “furada” na parte inferior. Esse furo é importante inclusive para a nossa reprodução pois faz parte do trajeto do parto.

No momento do nascimento o bebê irá passar pela pelve óssea e por isso é importante que exista este trajeto.

Exercícios para o Assoalho Pélvico

Exercícios para o fortalecimento do assoalho pélvico.

E aqui já entendemos a importância do nosso assoalho pélvico. Toda a pressão que existe na nossa pelve e os órgãos como útero, bexiga e outras estruturas são mantidos no lugar pelo assoalho pélvico.

Além disso, quando espirramos a musculatura do assoalho pélvico é o que mantém as coisas no lugar. No assoalho pélvico, por exemplo, está a musculatura que nos permite controlar a micção. Problemas no assoalho pélvico também podem causa incontinência urinária.

Durante a gestação o assoalho pélvico tem papel determinante, pois é responsável por suportar o peso do feto, placenta e líquido amniótico. Mais tarde, durante o parto, é o assoalho pélvico que auxilia nos movimentos do trabalho de parto e na expulsão do bebê.

Normalmente, estamos acostumadas a dar atenção e valor às partes externas do nosso corpo, que esteticamente saltam aos olhos, mas não adianta que a região exterior esteja impecável se a estrutura interna (muscular) não for saudável o suficiente para cumprir sua missão e fazer o suporte adequado.

Quais são os músculos do assoalho pélvico?

Existem camadas musculares que formam o assoalho pélvico. A primeira camada é chamada de camada muscular superior, sendo formada pelos músculos levantadores do ânus e o músculo coccígeo.

Os músculos levantadores do ânus são o principal grupo muscular do assoalho pélvico. Apresenta dupla função, sustentação dos órgãos pélvicos e deslocamento anterior ou posterior dos órgãos pélvicos, permitindo a abertura ou fechamento da uretra, vagina e ânus.

Músculos do Assoalho Pélvico

Músculos do Assoalho Pélvico.

A camada muscular média é formada pelo músculo longitudinal do ânus. Ele contribui tanto para os mecanismo de continência quando de micção e evacuação.

Já a camada inferior é composta pelos músculos isquiocavernosos, bulbocavernosos, transverso superficial e profundo do períneo e esfíncter anal externo. A episiotomia, insição cirúrgica para ampliar o canal do parto é realizada nos músculos bulbocavernosos e transverso superficial do períneo, podendo estender-se até os levantadores do ânus.

O que é disfunção do assoalho pélvico?

Disfunção do assoalho pélvico é um termo geral usado para descrever problemas com o músculos do assoalho pélvico. Estes problemas podem incluir dor pélvica, incontinência urinária ou fecal, prolapso de órgãos pélvicos e disfunção sexual.

A disfunção do assoalho pélvico pode ser causada por uma variedade de coisas, incluindo gravidez, parto, obesidade, tosse crônica ou espirros, e prisão de ventre.

Quais são os sintomas de disfunção do assoalho pélvico?

Os sintomas de disfunção do assoalho pélvico podem variar, dependendo da causa. Alguns dos sintomas mais comuns incluem:

  • Dor nas costas ou nas nádegas
  • Dor durante a relação sexual-Dor ao urinar
  • Incontinência urinária ou fecal
  • Sensação de peso ou pressão na região vaginal ou anal
  • Prolapso de órgãos pélvicos

Como é tratada a disfunção do assoalho pélvico?

O tratamento da disfunção do assoalho pélvico depende do problema específico. As opções de tratamento podem incluir exercícios para o assoalho pélvico, biofeedback, estimulação elétrica e cirurgia.

Os exercícios para o assoalho pélvico são freqüentemente a primeira linha de tratamento para a disfunção do assoalho pélvico. Estes exercícios podem ajudar a tonificar e fortalecer os músculos do assoalho pélvico. O biofeedback é uma técnica que pode ajudar pessoas a controlar seus músculos do assoalho pélvico. A estimulação elétrica é outra opção de tratamento que pode ajudar as pessoas a ter maior controle sobre os músculos do assoalho pélvico. Em alguns casos, a cirurgia é necessária para corrigir as disfunções do assoalho pélvico.

Grávida pode dormir de barriga para cima?

Durante a gestação, o corpo da mulher passa por muitas mudanças. A partir do quarto mês, essas mudanças começam a ser mais efetivas, e já se percebe de forma bem acentuada o aumento da barriga e dos seios.

Com isso, começam a surgir alguns incômodos, principalmente na hora de dormir. E, diante desse cenário muitas mamães se perguntam se há uma posição mais indicada para dormir. E mais, há também a grande preocupação em se a posição que a grávida dorme pode influenciar a saúde do bebê.

São justamente essas perguntas que queremos responder nesse artigo. Fique com a gente!

A posição que a grávida dorme pode influenciar a saúde do bebê?

Essa é uma dúvida muito comum entre as gestantes, afinal, durante a gravidez o peso da barriga e o aumento dos seios fazem com que dormir seja um grande desafio.

Se você já está nos últimos meses de gestação, provavelmente já passou algumas noites sem dormir por não encontrar uma posição confortável. Muitas vezes quando a grávida dorme de barriga para cima pode sentir falta de ar. Isso acontece pois o útero gravídico comprime os maiores vasos sanguíneos do corpo contra a coluna materna, gerando um mal estar.

Mas, além do conforto, alguns outros pontos devem ser considerados na hora de dormir, pois, segundo um estudo publicado em uma revista científica pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, a posição que a grávida dorme pode sim influenciar a saúde do bebê, aumentando, inclusive, as chances de morte prematura.

Este foi o primeiro estudo relacionando esses dois assuntos. Entretanto esta mesma publicação já aponta que o problema deve ser melhor estudado antes de uma conclusão definitiva.

Mas, calma! A gente vai te explicar direitinho os resultados desta pesquisa e te dar algumas dicas para dormir melhor e, obviamente, garantir a saúde do seu bebê.

Como a posição que a grávida dorme influencia a saúde do bebê?

Segundo este estudo, as posições menos indicadas para as grávidas dormirem são sobre o lado direito ou com a barriga para cima.

Isso acontece porque nessas posições aumentam-se as chances de o bebê comprimir a veia cava inferior da mãe.

dormir do lado esquerdo

Esta veia é a principal responsável por transportar o sangue venoso do abdômen e dos membros inferiores para o coração.

Todos nós temos dois tipos de sangue circulando em nosso organismo: o venoso, citado acima, e o arterial.

O sangue venoso carrega o gás carbônico que posteriormente será liberado pelo pulmão. Já o sangue arterial é aquele que sai do coração e é o responsável por levar oxigênio para todos os órgãos do corpo humano.

Nosso corpo funciona como uma grande engrenagem. Assim, ao pressionar a veia cava inferior, não é diminuído apenas o sangue que chega ao coração, mas aquele que sai dele. Ou seja, menos oxigênio chegará em seus órgãos e, consequentemente, para o bebê.

Com isso, pode ocorrer sofrimento fetal e, em casos mais graves, a morte prematura do bebê.

Então, quais as melhores posições para a grávida dormir?

Já sabemos que dormir sobre o lado direito e com a barriga para cima não é indicado. Sendo assim, as grávidas devem dar preferência para dormir sobre o lado esquerdo.

Também é possível dormir de bruços, mas apenas até o quinto mês de gestação. No entanto, veja com seu obstetra se esta posição é aconselhável, pois ela não é indicada para gravidez de risco.

Além disso, há alguns truques que podem te deixar mais confortável como elevar as pernas, usar muitos travesseiros e claro, ter um bom colchão. Você pode conhecer mais dicas sobre como ter uma boa noite de sono no post que já preparamos sobre esse assunto.

Mas lembre-se após o 4 mês de gestação as mulheres grávidas devem preferir dormir viradas para o lado esquerdo. Uma outra boa idéia para ajudar no bem estar é colocar um travesseiro entre as pernas. Isso ajuda a gestante a ter uma boa noite de sono e evita desconforto.

É possível machucar o bebê enquanto dorme?

Toda gestante é bastante preocupada com a saúde do seu filho. Eventualmente a preocupação de machucar o bebê durante o sono, talvez em uma virada mais brusca na cama, pode passar pela sua cabeça. Mas não se preocupe, você a princípio não existe relação entre dormir na gravidez e alguma situação que possa machucar o bebê diretamente.

Dormir de barriga para cima pode comprimir o cordão umbilical?

Não isso é um mito. O cordão encontra-se distribuído por toda a cavidade uterina pois ele é bastante longo. Entretanto o peso do feto não é suficiente e o jeito que a gestante dorme não são suficientes para produzir uma compressão a ponto causar algum desconforto ou de interromper a circulação sanguínea.

Esperamos que tenhamos esclarecido as suas dúvidas sobre a melhor posição para dormir e como isso afeta a saúde do bebê. Continue acompanhando os nossos artigos para mais dicas.

Episiotomia: quando ela é necessária e quando não é?

Você sabe o que é episiotomia? Será que esse procedimento acontece em qualquer parto? Como isso é feito? De maneira geral, alguns questionamentos ficam borbulhando na cabeça de quem vai dar à luz e é essencial acabar com essas dúvidas.

Em suma, não é algo com que você deve se preocupar, pois, deveria acontecer apenas quando extremamente necessário e com a sua autorização. Continue acompanhando a postagem e entenda tudo sobre o assunto.

Afinal, o que é episiotomia? Entenda

A episiotomia é um corte bem pequeno feito no períneo, a área entre o ânus e a vagina, com o propósito de aumentar o canal de parto. O procedimento é cirúrgico e é realizado na parte final do segundo estágio do trabalho de parto para que a passagem do bebê seja bem mais fácil.

Em outras palavras, é o corte que auxilia a abertura vaginal no momento em que a cabeça do bebê está pronta para descer. Sobretudo, é uma forma de evitar prejuízos graves no períneo.

Ainda que essa técnica seja usada em muitos partos normais para não deixar o rompimento da pele ocorrer, algo que pode acontecer com o esforço do parto, hoje em dia, conforme explica a Federação Brasileiras das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a episiotomia não deve ser feita rotineiramente.

Contudo, em alguns cenários, a episiotomia é uma recomendação dos médicos especialistas, o obstetra deve fazer a indicação da episiotomia de maneira seletiva, quando for imprescindível.

Tipos de Episiotomia

Tipos de Episiotomia: mediana (na linha média em direção ao ânus) e médio-lateral (no desenho realizada para o lado direito).

A “tradição” da episiotomia

Por muito tempo, a episiotomia foi realizada rotineiramente para ajudar a prevenir lacerações vaginais mais extensas durante o parto. Além disso, como o corte da episiotomia tem bordas mais lisas, a sua cicatrização, em geral, é melhor do que o de uma laceração que pode ocorrer naturalmente durante o parto. O procedimento também foi pensado para ajudar a preservar o suporte do tecido muscular e conjuntivo do assoalho pélvico.

Hoje, no entanto, pesquisas sugerem que as episiotomias de rotina não previnem esses problemas, afinal. Atualmente a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que durante o parto a prática da episiotomia não seja realizada de maneira rotineira.

O que ocorre quando a episiotomia não é feita?

Na maioria das vezes em que a episiotomia não é feita, nada irá ocorrer! Sim, nada. Entretanto, apesar do parto ser um processo fisiológico ele também tem alguns riscos, como naturalmente ocorre em qualquer aspecto da nossa vida.

Eventualmente um pequeno “rasgo” irá ocorrer caso não exista elasticidade suficiente da pele e do tecido muscular. Estes “rasgos” recebem o nome técnico de laceração. A laceração, na maioria das vezes, deve ser vista como parte do processo natural do nascimento.

Os riscos envolvidos em uma laceração espontânea do períneo são:

  • Infecção durante a fase de cicatrização, embora uma boa higiene seja normalmente suficiente para evitar isso;
  • Sangramento, muitas vezes bem menor que o provocado por uma episiotomia de rotina;
  • Um pequeno risco de laceração de terceiro ou quarto grau, mas isso raramente ocorre com lacerações naturais onde não há episiotomia;
  • A necessidade de pontos (sutura), geralmente menos do que após uma episiotomia;
  • Danos nos nervos e tecidos, se uma laceração ocorrer em direção à uretra.

As lacerações são ainda dividas (ou graduadas) conforme a sua gravidade e os tecidos que acometem, conforme podemos ver abaixo:

  • Lacerações de 1º grau: são superficiais acometendo apenas a mucosa da vagina e, muitas vezes, não necessitam de pontos, pois cicatrizam sozinhas;
  • Lacerações de 2º grau: são um pouco mais profundas, acometendo parte de tecido muscular, e normalmente precisam de pontos para ajudar na cicatrização;
  • Lacerações de 3º e 4º graus: são lesões que caminham em direção ao ânus, acometendo esfíncter e mucosa anal, respectivamente. A aproximação dos tecidos é realizada com pontos por um profissional capacitado, com cuidado rigoroso no pós-parto.
Tipos de Laceração Perineal

Tipos de Laceração Perineal

Quais são os riscos da episiotomia?

A episiotomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns no mundo. Entretanto, embora seja considerado por alguns como um pequeno “pique”, ainda é uma incisão cirúrgica. E, como em todos os procedimentos, existem riscos. É importante conhecer os riscos para que você possa decidir se os benefícios do procedimento superam os riscos potenciais. Os riscos de uma episiotomia incluem:

  • Infecção;
  • Sangramento;
  • Danos ao tecido muscular, devido a uma ruptura de terceiro ou quarto grau que podem ocorrer mesmo após a episiotomia;
  • Incontinência urinária, devido a uma laceração mais profunda, especialmente de quarto grau;
  • Cura pós-natal mais prolongada;
  • Danos nos nervos;
  • Dor, desconforto e inchaço;
  • Necessidade de pontos, muitas vezes mais do que o necessário para lacerações naturais;
  • Relações sexuais dolorosas, devido ao tecido cicatricial resistente após a cura.

O que é melhor, a laceração natural ou a episiotomia?

As evidências atuais não suportam o uso de episiotomia de rotina. Na maioria das situações, se ocorrer alguma larecação, a laceração tem menos riscos e geralmente cicatriza melhor.

A episiotomia de rotina aumenta o risco de lacerações graves e danos a longo prazo no períneo, na vagina, no assoalho pélvico e no esfíncter anal.

Uma episiotomia raramente tem benefícios sobre uma laceração natural. Há duas exceções: no caso de emergência médica, onde o bebê precisa nascer rapidamente; ou onde uma laceração natural pode ocorrer em direção à uretra.

Quando a episiotomia é necessária? Descubra

Em geral, o médico irá realizar a episiotomia apenas em alguns casos, ok? Entretanto não é possível muitas vezes definir previamente quais serão os casos que necessitarão de episiotomia. Em geral a episiotomia é indicada nas seguintes situações:

  • Quando há sofrimento fetal;
  • Quando a evolução do trabalho de parto não é adequada (parto distócico);
  • Quando há risco de grandes lacerações espontâneas que poderiam acometer uma grande extensão do períneo ou atingir o intestino;
  • Quando o feto for prematuro;
  • Quando o peso estimado do bebê for superior a 4 kg;
  • Quando há suspeita da possibilidade de distócia de ombro;
  • Quando o parto necessitar da ajuda de fórceps ou vácuo-extrator.

Ou seja, em situações diferentes das listadas acima, a episiotomia não é necessária. Portanto, é algo para ser realizado unicamente em último caso e isso só acontece quando o bebê está perto de sair, quando está “coroando” (fase em que a cabeça do bebê está quase saindo da vagina da mãe).

Atualmente os médicos residentes são treinados para não realizar episiotomia de rotina. Portanto espera-se que gradativamente as taxas de partos sem episiotomia venha progressivamente caindo.

O processo de fazer ou não a episiotomia

Acima de tudo, a episiotomia é algo que a equipe de médicos vai decidir ao decorrer do parto. Contudo, a pessoa deve concordar com tal procedimento e idealmente é importante dar o consentimento previamente para a realização ou não da episiotomia.

Entretanto note que algumas das indicações de episiotomia só podem ser de fato analisadas quando o bebê estiver nascendo, portanto o ideal é você procurar um médico obstetra de sua confiança para fazer seu parto. Ele deverá usar as melhores evidências científicas para determinar se durante o nascimento do seu bebê intervenções como a realização da episiotomia são de fato ou não necessárias.

Como esse procedimento é feito?

A episiotomia deve ser realizada apenas após a dilatação total do colo uterino, quando o feto encontra-se no período expulsivo. Antes do corte, é feita uma anestesia local, igual a que fazemos no dentista.

A técnica mais recomendada para esse procedimento é a mediolateral. Nesse caso, é feito um pequeno corte na parte lateral da área do períneo, consequentemente, a possibilidade de rompimento da região do ânus é bem menor.

Há também a possibilidade de se fazer a episiotomia na região medial, entre a vagina e o ânus, entretanto esta técnica não é a mais utilizada pois o risco de lesões acometendo o esfíncter anal ou mesmo a mucosa do intestino é maior.

Sutura da Episiotomia

Como é suturada a episiotomia: primeiro a mucosa vaginal (a), depois a camada muscular (b) e por último ocorre o fechamento da pele (c).

Dá para evitar a episiotomia?

A massagem perineal, ou seja, a massagem da região muscular por onde o feto irá passar na pelve pode ajudar a amolecer os tecidos, fazendo com que o risco de lacerações seja menor.

O uso de compressas quentes durante o segundo estágio do trabalho de parto também pode ajudar a evitar lacerações.

Além disso a prática exercícios para fortalecer a musculatura do períneo, conhecidos como exercícios de Kegel, ajudam a fazer com que a pelve tenha uma maior resistência, evitando assim os riscos de grandes lacerações e a necessidade de uma incisão para aumentar o canal vaginal.

Durante o período expulsivo, tente ficar na posição vertical e deixe a gravidade ajudar. Escolher uma posição diferente da deitada de costas, como ajoelhada de quatro ou deitada de lado, pode ajudá-la a dar à luz sem a necessidade de uma episiotomia. Entretanto algumas posições de agachamento profundo, no entanto, podem aumentar a probabilidade de lacerações.

Converse com seu médico obstetra durante o pré-natal sobre os seus desejos e expectativas para o parto. Assim vocês poderão trabalhar juntos para reduzir a necessidade da episiotomia.

Constipação na Gravidez

A constipação (ou prisão de ventre) na gravidez infelizmente é algo comum, por conta principalmente do hormônio chamado progesterona. A progesterona reduz a motilidade do intestino, fazendo com que o trânsito do alimentos se torne mais demorado. Isso acaba por produzir fezes mais ressecadas, o que por fim leva a prisão de ventre. Além disso alguns segmentos do intestino podem ficar comprimidos pelo útero. Afinal, é preciso dar lugar ao útero que estará em grande expansão, a fim de promover um espaço agradável para crescimento do seu bebê.

E uma pessoa constipada não é aquela que simplesmente não vai ao banheiro. Há também sintomas como inchaço abdominal, fezes sólidas e até movimentos irregulares do intestino. Normalmente é um quadro que gera grande desconforto e até mau humor.

Constipação na Gravidez

A maioria destes sintomas de constipação intestinal são causadas pelo ritmo intestinal que fica lentificado. Assim o sistema digestivo da gestante tem que lidar com sintomas como a distensão abdominal, redução na frequência de evacuações. Também podem aparecer hemorróidas e eventualmente algum sangramento ao evacuar em função da presença de fissuras na região anal.

A boa notícia é que manter hábitos de visa saudáveis pode ajudar bastante a lidar com a constipação na gravidez. Se este sintoma está prejudicando a sua gestação procure orientação médica.

A constipação pode diminuir com uma boa dieta de fibras

Para todas as pessoas as fibras são essenciais para o funcionamento do intestino, para as gestantes podem combater a constipação. Encontramos as fibras em alimentos como frutas, vegetais, verduras, grãos, enfim, alimentos naturais que possuem esse nutriente.

Isso porque são substâncias que não são totalmente digeridas pelo nosso intestino. O resultado é que elas ajudam a incorporar as fezes e estimular a evacuação.

O problema pode reduzir com consumo de água

As fibras trabalham em conjunto com a ingestão de água. Ao incorporar nas fezes as fibras necessitam de água para que formem a textura que o organismo precisa para melhorar o trânsito. Beber água, portanto, deve estar nas suas atividades diárias.

Principalmente porque as alterações no organismo, como mais hormônios, maior fluxo sanguíneo, entre outras, demandam mais água. Uma dica é permanecer sempre com uma garrafa ao lado para não esquecer e beber bastante durante o dia.

Consumir fermentados ajuda combater a constipação na gravidez

O nosso intestino possui uma série de pequenos organismos benéficos, responsáveis por ajuda na digestão. Então, alimentos que ajudam nessa flora intestinal são aliados para o bom funcionamento do órgão.

Bons exemplos são os iogurtes, kombucha, kefir, entre outros. Em geral são alimentos com fermentação, que ajudam a alimentar a flora intestinal, também chamados de produtos probióticos.

Prática de atividade física

A atividade física é uma ótima ferramenta para manter o funcionamento de todo o organismo. Inclusive quando o assunto é trânsito intestinal, afinal, produzimos uma série de substâncias benéficas durante e ao final da atividade, além de melhorar o fluxo sanguíneo nos órgãos.

Claro que precisamos considerar o quadro atual da gestante, sendo as atividades recomendadas pelo médico que a acompanhe a melhor opção. É preciso que você escolha atividades que sejam autorizadas e que não faça nada com muita intensidade.

Uso de medicamentos

Quando a situação da gestante está causando muitos transtornos há medicamentos que especialistas podem recomendar. Isso ajuda a acelerar o processo e diminuir todo o desconforto que a constipação causa, tanto fisicamente quanto o humor.

Mas também precisamos ressaltar que todo medicamento ou suplemento ingerido pela gestante precisa ser recomendação médica. É o profissional que vai te avaliar e saber o que é melhor para seu caso e do seu bebê.

Agora você sabe como diminuir a constipação na gravidez de maneiras naturais e outras opções caso esteja com muito desconforto, como é o caso dos medicamentos. É muito importante prestar atenção nos hábitos porque eles podem intensificar o problema ou ajudar a resolvê-lo.

Dicas para soltar o intestino na gravidez

Durante a gestação é importante evitar o uso de medicações. Por isso conseguir fazer o seu intestino trabalhar bem sem usar medicações é uma medida bastante interessante. Portanto tente ajustar os seus hábitos de vida e converse com o seu obstetra, ele poderá ajudá-la a resolver o problema.

Algumas dicas de ouro para ajudar a soltar o intestino durante a gravidez são:

  • Ingerir ameixa preta seca diariamente
  • Ingerir grandes quantidades de fibras
  • Fazer exercícios regulares
  • Ingerir bastante água, não só água mineral mas também na forma de alimentos como frutas e sopas

É perigoso fazer muita força para evacuar na gravidez?

Não, o aumento da pressão abdominal causado pelo esforço para evacuar, não costuma causar problemas para a gestação em si. Ele certamente não tem relação nenhuma com abortamento e portanto você pode ficar tranquila com relação a isso.

Quanto tempo dura uma constipação na gravidez?

Infelizmente a constipação intestinal pode acompanhar a gestante por toda a gravidez. Ela pode começar já nos primeiros meses e eventualmente quando o útero aumenta bastante de tamanho poderá piorar significativamente. Isso ocorre pois o próprio útero irá comprimir parte do aparelho digestivo em especial o intestino. Veja também nossas dicas para evitar o intestino preso na gravidez.

Alterações de humor na gravidez

Um dos fenômenos mais comuns durante a gravidez é a oscilação e a mudança repentina de humor ao longo do dia. Ao contrário do que muitos pensam, essas alterações não ocorrem apenas por conta dos hormônios. 

Na verdade, os principais culpados pelas oscilações no humor durante a gestação são a ansiedade, o medo e as diversas mudanças no físico da mulher. Segundo especialistas na área de obstetrícia, o lado emocional pesa muito mais para o humor do que os hormônios.

Confira esses e outros fatos a respeito das alterações de humor na gravidez.

O que são alterações de humor?

O nosso humor flutua conforme as situações da nossa vida vão acontecendo. No entanto, uma alteração brusca de humor que ocorre repetidas vezes pode sinalizar que algo não vai tão bem no corpo e na mente do indivíduo. O mau humor, a irritabilidade, a fadiga e a impaciência podem estar querendo mandar uma mensagem. Também algumas instabilidades comportamentais repentinas podem indicar problemas graves, como a depressão ou a ansiedade generalizada.

Alterações de Humor

Quando começam as alterações de humor na gravidez?

As mudanças de humor podem ocorrer em qualquer estágio da gravidez, mas são mais comuns no primeiro e terceiro trimestres. No primeiro trimestre, a ansiedade sobre as mudanças que ocorrem no corpo e o medo de abortar são causas comuns de oscilações de humor.

No terceiro trimestre, à medida que a data de vencimento se aproxima, muitos as mulheres experimentam o que é chamado de “instinto de nidificação” ou síndrome do ninho arrumado. Isto é quando uma mulher sente a necessidade de limpar e organizar sua casa em preparação para a chegada do bebê. O instinto de nidificação pode levar a mudanças de humor por causa do aumento dos níveis de ansiedade e estresse.

Quais são os sintomas mais comuns de alterações de humor na gravidez?

Os sintomas mais comuns de as mudanças de humor na gravidez são:

  • Ansiedade
  • Depressão
  • Irritabilidade
  • Humor
  • Vontade de chorar

O que causa alterações de humor na gravidez?

A causa mais comum das mudanças de humor na gravidez são as mudanças bruscas e dramáticas nos níveis hormonais. Essas mudanças podem levar a sentimentos de ansiedade, depressão e irritabilidade. Vejamos a seguir as principais causas das alterações de humor na gravidez.

Preocupações

Se mesmo as mães mais precavidas e com um planejamento mais estruturado são pegas de surpresa durante a gestação, é preciso ter calma ao longo desse processo e lidar com uma etapa de cada vez.

As maiores preocupações que afligem as mães envolvem o futuro da família, principalmente em relação ao financeiro. Mas isso não pode afetar o emocional da gestante de forma exagerada. Ao se tratar tudo com a devida calma, a fase será vivida da forma certa e com o mínimo de estresse possível.

Se você está preocupada com o futuro financeiro, saiba que já preparamos um post sobre quanto custa ter um filho para que você tenha uma idéia do que virá após a gestação.

Outros sintomas

As alterações no humor podem também ser geradas ou agravadas por outros sintomas comuns à gravidez, como a náusea. Isso pode ser um dos maiores problemas durante os primeiros três meses da gravidez, privando a gestante do prazer de saborear uma boa refeição.

É muito comum que estes sintomas estejam relacionados com as emoções que este momento da vida trazem para a futura mãe. Portanto a chegado do novo filho está cercada de sentimentos novos que você e todas as outras grávidas irão experimentar com a chegada do bebê.

Outros sintomas que podem piorar a situação emocional são causados pelas rápidas mudanças no corpo, como inchaço no pé e dores nas costas, bem como má digestão e azia. Tudo para complicar ainda mais o dia a dia.

Hormônios

Embora não sejam os principais causadores das mudanças de humor, os hormônios também desempenham um importante papel para as oscilações. Altos níveis de estrogênio e progesterona, por exemplo, trazem sintomas parecidos aos da tensão pré-menstrual.

Em todo caso, os hormônios são responsáveis pelo natural desenvolvimento do bebê durante a gravidez, e os efeitos que provoca no corpo são uma parte importante do processo. Portanto essa montanha russa de emoções é um fator bastante característico do período pré-natal.

Irritabilidade - Alterações do Humor na Gravidez

Alterações do Humor na Gravidez, um desafio compartilhado pelo casal. Ambos podem sentir o impacto, evidenciando a importância do apoio mútuo e do cuidado profissional durante essa fase.

É normal se sentir irritada durante a gravidez?

É bastante normal sentir-se mais irritável durante a gravidez. Afinal de contas, o corpo passa por muitas mudanças e isto pode ter seu preço.

A melhor maneira de lidar com isso é tentar ficar calma e relaxada. Se você descobrir que suas mudanças de humor estão afetando seu dia-a-dia, então vale a pena conversar com seu médico obstetra ou mesmo procurar ajuda de um psiquiatra. Eles podem ser capazes de oferecer algum conselho ou apoio. Eventualmente o sintoma de irritabilidade pode ser parte de um quadro de depressão, bastante comum na gravidez ou no puerpério.

Há algumas coisas que você pode fazer para ajudar a administrar suas mudanças de humor durante a gravidez:

  • Tente descansar e dormir bastante
  • Tenha uma dieta saudável e equilibrada
  • Evite cafeína e álcool
  • Mantenha-se sempre bem hidratada
  • Tire algum tempo para você mesmo todos os dias para fazer algo que você gosta
  • Pratique exercícios de uma maneira regular, você não precisa virara atleta de elite, mas uma boa caminhada diária já irá ajudar
  • Fale com seu parceiro, família e amigos sobre como você está se sentindo, procurar ajuda e dividir os problemas irão melhorar o seu bem estar

Depressão Pós-parto: A Onda de Sentimentos Oculta após o Nascimento

A depressão pós-parto é uma condição que afeta muitas mulheres após o nascimento de um bebê, e faz parte do espectro de transtornos de humor na gravidez e no pós-parto. Embora seja normal sentir uma mistura de emoções após o parto – alegria, ansiedade, exaustão – para algumas mulheres, esses sentimentos podem evoluir para algo mais intenso e persistente: a depressão pós-parto.

Esse transtorno pode aparecer logo após o parto ou até um ano depois, caracterizando-se por uma tristeza profunda, desesperança, falta de interesse em atividades prazerosas, problemas de sono, alterações no apetite e possíveis pensamentos de autoagressão ou até mesmo de prejudicar o bebê. O isolamento social e a falta de apoio podem agravar esses sintomas.

No entanto, a depressão pós-parto é tratável com a combinação correta de terapia, medicamentos e suporte. A compreensão e a aceitação desses sentimentos como parte de um transtorno e não como uma falha pessoal, são o primeiro passo para a recuperação. E lembre-se, é essencial procurar ajuda profissional se você ou alguém que conhece está lutando contra a depressão pós-parto.

Dicas

Algumas atitudes podem contribuir para a gestante diminuir o incômodo emocional gerado pelas oscilações intensas de humor na gravidez.

Uma dica básica mas que funciona é evitar um pouco notícias muito tristes, especialmente se envolverem bebês ou crianças. Esse tipo de notícia pode mexer com o emocional de qualquer um, o que dirá das futuras mães que já passam por um alto nível de estresse!

Outra coisa: não se deixe assustar pela ansiedade em relação ao parto em si ou pela vontade incontrolável de conhecer o seu neném! Na última parte do processo, dar à luz pode provocar oscilações intensas no humor, mas tudo não passa de ansiedade positiva para ver o rosto do seu filhote e segurá-lo no colo!

Conclusão

O essencial para lidar com as alterações de humor durante a gravidez é manter um olhar positivo sobre todo o processo. Não se deixe abater pelo lado ruim da experiência! Busque distrações que ajudem a aliviar o estresse e também não dispense a ajuda de familiares e amigos, para conversar sobre tudo que está sentindo durante esse período!

Enquanto que as mudanças de humor são comuns na gravidez, a depressão ou a ansiedade são questões diferentes. Depressão e ansiedade não são o mesmo que “mudanças de humor”.

Depressão ou ansiedade durante a gravidez podem aumentar o risco de depressão ou ansiedade após o parto. É importante que você converse com seu médico sobre seus problemas emocionais se achar que pode estar deprimida. Seu médico pode ajudar, então, por favor, fale. Você não precisa sofrer em silêncio.

Caso você tenha dúvidas sobre os sentimentos que está tendo, utilize nossa ferramenta para ajudar a detectar depressão puerperal.

Como ter gêmeos naturalmente: qual a probabilidade e como melhorar suas chances?

Além da gravidez, muitas mulheres têm o sonho de ter gêmeos naturalmente, idênticos ou não. Assim, buscam dicas para gravidez de gêmeos, fazendo tudo o que podem para que consigam ter sua gestação gemelar. Entretanto apenas cerca de 1% das gestações naturalmente concebidas serão gemelares.

Não há uma técnica que garanta isso, mas várias ações podem fazer diferença nesse tipo de concepção. E elencamos algumas aqui, leia e fique por dentro!

Gêmeos idênticos ou diferentes?

A primeira coisa que você precisa compreender é que existem diferentes tipos de gestações gemelares. Já escrevemos um post sobre os tipos de gestação gemelares se você quiser ler um pouco mais sobre o assunto. De uma maneira resumida, os gêmeos podem ser idênticos ou diferentes.

No caso de gêmeos idênticos (monozigóticos), temos apenas um óvulo que foi fecundado por um espermatozóide. Após este evento, ocorre uma divisão das células que iriam formar apenas um indivíduo. Essa divisão faz com que agora dois indivíduos, geneticamente idênticos sejam formados.

Já no caso de gêmeos que não são idênticos (dizigóticos), a mulher ovulou dois óvulos diferentes e cada um destes óvulos foi fecundado por um espermatozóide diferente. O resultado são dois indivíduos geneticamente diferentes.

Gêmeos Diferentes Vs Idênticos

Tipos de gêmeos

Quantas placentas e bolsas tem na gestação gemelar?

Existe também uma classificação com relação ao número de bolsas e placentas que a gestação gemelar poderá ter. Nas gestações de gêmeos diferentes, as dizigóticas, sempre cada bebê terá a sua própria placenta e sua bolsa. Estas gestações serão chamadas de dicoriônicas.

O nome “córion” vem do vocábulo grego “khórion”, que pode ser traduzido como “membrana”. Na embriologia o córion é uma membrana que envolve a bolsa amniótica e contribui para o desenvolvimento da placenta. Por isso quando existem duas placentas classificamos a gestação como dicoriônica.

Por outro lado, quando existe apenas uma placenta, chamamos a gestação de monocoriônica. Quando a gestação gemelar tem apenas uma placenta, cada bebê poderá ter a sua bolsa independente ou eles poderão dividir uma bolsa única. Quando cada bebê tem a sua bolsa chamamos de diamniótica. Já quando existe apenas uma bolsa a gestação é classificada como monoamniótica.

É importante comentar que todas as gestações dicoriônicas serão diamnióticas. Ou seja, não é necessário especificar o número de bolsas nas dicoriônicas pois sempre serão duas. Já nas monocoriônicas é preciso informar se tem uma bolsa (monoamniótica) ou duas bolsas (diamniótica).

Um outro detalhe importante é que é bastante comum confundir dicoriônica com dizigótica. Isso nem sempre é verdade. Mesmo numa gestação monozigótica (gêmeos idênticos) é possível que cada um tenha sua placenta e portanto seja classificada como dicoriônica.

Pronto, agora que você já sabe bastante sobre gêmeos, vamos compreender um pouco mais sobre os fatores que aumentam a chance da mulher ter uma gestação gemelar!

Ter histórico de gêmeos na família

Todas as mulheres têm a mesma chance de engravidar de gêmeos idênticos, porque esse processo ocorre de maneira aleatória, quando o zigoto se divide. Entretanto, quando a mulher ao ovular libera dois óvulos, isso é uma característica que possui um fator hereditário.

Ou seja, se alguém na família da mulher tem histórico de gêmeos diferentes, isso aumenta a chance da mulher ter a característica de eventualmente ovular mais de um óvulo naquele ciclo menstrual. E nesse caso ela tem uma chance um pouco maior que a população em geral de ter gêmeos dizigóticos.

Idade maior do que 30 anos

Mulheres com mais de 30 anos começam a produzir muito mais uma substância chamada hormônio folículo estimulante (FSH). Ela é responsável por ajudar na maturação dos óvulos, que serão liberados e que podem ser fecundados.

Então, com o aumento desse hormônio há maiores chances de que a mulher engravide de gêmeos, novamente do tipo dizigótico.

Ingerir alimentos que ajudam na ovulação

Além de questões ligadas à produção de hormônio, alguns alimentos podem influenciar nessa liberação de dois óvulos por ciclo. É o caso de inhame e batata doce – não é à toa que mulheres tentando engravidar passam a tomar o famoso suco de inhame. O inhame possui um fito-hormônio chamado diosgenina, que no organismo é transformado em DHEA (desidroepiandrosterona) e estimula a liberação de mais de 1 óvulo pelos ovários.

Claro que não se trata de uma fórmula mágica, apesar de sabermos da presença do DHEA no inhame isso não significa que ingerir o inhame possa fornecer a quantidade suficiente para que tenhamos uma ovulação de mais de um óvulo. Entretanto existe essa crendice.

Uso de medicamentos

As mulheres que estão em tratamento para engravidar costumam consumir substâncias como clomifeno ou letrozol, receitados por médicos especialistas. Estes medicamentos ajudam a ovular e ocasionalmente pode ocorrer a ovulação de dois ou mais óvulos.

Apesar da idéia do uso desses medicamentos não ser provocar uma gestação múltipla, esse é um efeito colateral bastante conhecido. Além deste efeito colateral existem outros que podem ser bastante graves para a mulher, com a síndrome de hiperestimulação ovariana. Portanto, jamais use esses medicamentos por conta própria ou sem acompanhamento de um médico.

Fazer reprodução assistida

A reprodução assistida é outro processo para quem está em tratamento para engravidar, a diferença é que a fecundação é feita externamente. São exemplos a fertilização in vitro e a inseminação artificial.

Dependendo de alguns fatores, como a idade materna, o médico em conjunto com a paciente poderá optar por transferir mais de um embrião. Nos casos onde a transferência de mais de um embrião é realizada as chances de uma gestação gemelar aumenta. Não é regra, mas as chances são maiores.

É recomendado ter gestação de gêmeos?

Em nossa espécie, uma gestação múltipla não é considerado normal. Existem vários riscos associados a gestações múltiplas, como o aumento da pressão arterial, o risco de desenvolver diabetes gestacional e outras complicações maternal. Já do ponto de vista fetal, temos que considerar que é mais comum observarmos casos de restrição de crescimento fetal e prematuridade quando temos gestações múltiplas.

Além disso, quando os bebês dividem a mesma placenta existem doenças específicas como a transfusão feto-feto que podem ocorrer com certa frequência.

Por isso, a recomendação médica sempre será de gestar apenas um bebê por vez!

Anotou as dicas sobre gravidez de gêmeos? O ideal é se divertir durante o processo e se os gêmeos vierem, comemorar. Caso contrário, é importante saber que nem sempre estamos no controle, muito menos quanto a engravidar.

Febre na Gravidez: Tudo o que precisa de saber

A febre na gravidez é uma condição de que não se fala frequentemente. Entretanto pode ser um problema grave tanto para a mãe como para o bebê. Neste post, discutiremos o que é a febre de gravidez, o que a causa, e como tratá-la. Daremos também algumas dicas para se manter você e o seu bebê em segurança durante a gravidez.

Febre na Gravidez

Febre nada mais é do que quando o corpo atinge uma temperatura maior do que 38 °C. Associado ao aumento da temperatura do corpo da mulher geralmente temos sintomas de mal estar, dores e indisposição. Este quadro clínico é chamado de síndrome febril.

Esse quadro clínico pode ter diversas etiologias. Por exemplo, infecções por vírus ou bactérias podem causar elevação da temperatura do corpo da mulher. Portanto se você tem uma infecção viral, como um simples resfriado, isso ser a causa da sua febre. Além das infecções as doenças autoimunes, como a artrite reumatóide, também podem estar associadas ao quadro febril. Não podemos esquecer também que se você usa alguma medicação ela também pode ser uma das causas do seu aumento de temperatura corporal.

Como devo fazer para medir a temperatura corretamente?

A temperatura corporal pode ser aferida em diferentes locais. Os mais usuais são as axilas, a testa, a boca, o ouvido ou o reto. O ponto de corte para dizermos que a pessoa tem febre pode variar conforme o local onde a temperatura está sendo checada. Os pontos de corte são:

  • Axila, testa ou boca: habitualmente considera-se febra quando temperatura está acima de 38 °C.
  • Reto ou ouvido: aqui o ponto de corte é ligeiramente mais alta, sendo febre quando a temperatura está 38,3 °C ou maior.

Os termômetros mais confiáveis são aqueles analógicos com mercúrio. Apesar de serem mais precisos é um pouco mais demorado para obter o resultado e por vezes pode ser difícil de fazer a leitura.

Como a febre pode afetar o bebê?

Apesar de existirem alguns trabalhos relatando um maior risco de malformações fetais quando a mãe apresenta quadros febris no início da gravidez, isto parece não se confirmar em estudos maiores.

A febre durante a gravidez também pode ser um sinal de algumas doenças infecciosas que podem ser transmitidas ao bebê, tais como a toxoplasmose ou a infecção por citomegalovírus.

É importante lembrar que estas infecções são geralmente adquiridas pela mãe antes da gravidez, e que durante o pré-natal o seu médico irá solicitar logo nas primeiras semanas de gestação exames para identificar estas doenças.

Estou com febre, preciso buscar atendimento médico?

Caso você tenha febre, associada ou não a outro sintoma, recomendamos que converse com o seu médico o mais brevemente possível.

Assim como a febre pode ser algo passageiro e sem maior importância, também pode ser sinal de alguma infecção e manter o seu médico informado sobre este sintoma é importante.

Eventualmente seu médico poderá solicitar exames para ajudar a identificar a causa da febre. Você deve buscar ajuda médica principalmente se apresentar um dos sintomas abaixo:

  • Febre mas não tem nenhum outro sinal que sugira um resfriado.
  • Se você apresenta sinais de febre por mais de 24 horas
  • Calafrios muito importantes
  • Sinais de desidratação (sede intensa, redução do volume de urina, urina escura)
  • Corrimento vaginal em quantidade aumentada ou com odor fétido
  • Se você tem alguma doença crônica como a asma ou diabetes
  • Caso perceba alguma redução na movimentação fetal

Se tiver algum destes sintomas, procure atenção médica o mais rapidamente possível.

A febre durante a gravidez é geralmente benigna e auto-limitada, mas também pode ser um sinal de alguma condição mais grave. É por isso que é importante manter o seu médico informado sobre este sintoma.

Quais remédios para febre podem ser usados na gravidez?

Como cuidados gerais é sempre importante manter-se hidratada, por isso tomar bastante água é uma das medidas mais importantes. Além disso medidas não farmacológicas como um banho com água fria também pode ajudar a baixar a temperatura sem trazer nenhum risco para a futura mamãe ou bebê.

É sempre importante buscar a causa da febre, pois se é uma infecção bacteriana, como uma infecção de urina, o seu médico poderá prescrever antibióticos. Já para a maioria das infecções virais não há tratamento específico e muitas vezes você terá que esperar a infecção curar sozinha usando apenas medicamentos para aliviar os sintomas da infecção.

Do ponto de vista medicamentoso o seu médico poderá prescrever paracetamol ou eventualmente dipirona pois estes medicamentos são seguros para o uso durante a gravidez. Evite usar o ibuprofeno pois ele deve ser evitado durante a gestação. O ibuprofeno quanto usado no terceiro trimestre poderá provocar problemas nos rins ou coração fetal.

É possível previnir quadros febris durante a gestação?

A melhor maneira de prevenir a febre é evitar infecções. As medidas preventivas eficazes incluem o seguinte:

  • Lavar as mãos com frequência
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes sempre que possível
  • Tomar a vacina contra a gripe

Febre e o COVID-19 na Grávida

Se você tem sintomas de febre, tosse ou alterações na percepção de odores é importante verificar a possibilidade de infecção pelo vírus SARS-CoV-2. Converse com seu médico para identificar a infecção o mais breve possível.

Sofrimento fetal, o que é e o que fazer?

Apesar do nome sofrimento fetal nos remeter a imaginar algo como o feto sentindo dor ou vivendo uma experiência emocionalmente aversiva, o termo sofrimento fetal não tem relação com isso. O quadro conhecido como sofrimento fetal refere-se a situações que podem ocorrer quando o fornecimento de nutrientes e oxigênio ao feto é insuficiente devido à má perfusão vascular materna e/ou extração ineficiente de oxigênio e nutrientes pela placenta.

O que pode causar sofrimento fetal para o feto?

Causas de falta de Oxigênio no Sofrimento Fetal

A falta de oxigênio para o feto pode ocorrer basicamente por dois problemas distintos. Eles podem ocorrer separadamente ou em conjunto. O primeiro problema que pode ocorrer é uma perfusão sanguínea inadequada para o útero. Quando a mulher não está grávida o fluxo sanguíneo para o seu útero é de cerca de 50ml/min. Já no fim da gestação o fluxo será de aproximadamente 500 ml/min, ou seja, 10 vezes maior.

O aumento de fluxo sanguíneo para o útero

Esse aumento no fluxo de sangue para o útero ocorre em função de um processo desencadeado pela placenta, chamado de invasão trofoblástica. Numa gestação normal, a artéria espiralada (aquela que fica na parte mais interna do útero) tem um diâmetro relativamente pequeno. Quando a placenta está se formando, algumas células dela chamadas de trofoblasto, invadem a parede do útero e “destroem” a camada muscular das artérias espiraladas. Isso faz com que o diâmetro dessas artérias aumente consideravelmente com a idade gestacional. Essa condição faz com que o fluxo de sangue para o útero aumente consideravelmente, permitindo o desenvolvimento adequado do bebê.

Invasão do Trofoblasto em Gestação Normal versus Pré-Eclâmpsia ou Restrição de crescimento.

Em casos onde a invasão do trofoblasto não ocorre de maneira adequada, a quantidade de sangue transportada para o útero da mãe é menor, sendo que essa alteração uma das causas de restrição de crescimento fetal e sofrimento fetal crônico.

Por um outro lado, a placenta pode ser incapaz de transportar a quantidade necessária de oxigênio, assim com nutrientes. Nessa situação, mesmo que o fluxo sanguíneo para o útero seja adequado, a placenta não consegue transportar esse fluxo para o bebê. Como consequência nestes casos ele também recebe uma quantidade reduzida de oxigênio e nutrientes.

Como muitas vezes não é possível identificar se o problema está no aporte sanguíneo para o útero ou na capacidade da placenta de transferir oxigênio e nutrientes para o bebê, muitas vezes optamos por chamar este quadro de insuficiência útero-placentária.

Quais são os sinais de sofrimento fetal?

Em primeiro lugar é importante frisar que quando estamos diante de um diagnóstico médico de de sofrimento fetal isso não significa que o bebê está sentindo dor, seja ela física ou emocional. A gestante não percebe nenhum sintoma diferente. Entretanto alguns sinais podem ser observados por seu médico ou até mesmo pela futura mamãe e familiares.

  • Redução da movimentação fetal: um dos principais sinais de boa vitalidade do bebê é a sua movimentação. Em casos onde existe uma insuficiência útero-placentária uma situação que pode ser observada é a redução na quantidade de movimentos fetais durante o dia. Mas atenção, é importante que você converse com seu médico a respeito da movimentação fetal pois existem épocas onde o bebê pode mexer mais ou menos. Nem toda redução de movimentação significa um problema. Para maiores informações sobre como funcionam os movimentos fetais durante a gestação leia nosso post sobre esse assunto.
  • A altura uterina está abaixo do esperado: lembra que o médico mede o tamanho da sua barriga nas consultas de pré-natal? Pois bem, essa medida é uma maneira indireta do seu médico avaliar o crescimento fetal durante a gestação. Caso a altura uterina esteja incompatível com a idade gestacional isso pode indicar um comprometimento do crescimento fetal. Nestes casos o seu médico poderá pedir para que você faça um exame de ultrassonografia para avaliar como está o peso fetal estimado.

Alterações observadas no ultrassom

A mãe ou o médico podem não perceber diretamente algumas alterações que podem estar associadas ao sofrimento fetal. Elas apenas podem ser vistas no ultrassom.

  • Peso fetal estimado abaixo do esperado: durante os exames de ultrassom que você faz na gestação o médico irá estimar o peso do bebê. Caso o peso do bebê esteja abaixo do esperado, isso pode ser um sinal de que a placenta não está funcionando como deveria. Entretanto se o peso do seu bebê não está adequado, antes de ficar preocupada converse com seu médico, pois nem todo bebê pequeno é um problema.
  • O volume de líquido amniótico está abaixo do esperado: uma das alterações que podem ser encontradas em casos de sofrimento fetal por insuficiência útero-placentária é o volume de líquido amniótico. Sabemos que o líquido amniótico é produzido, na sua maioria, pela urina do bebê. Em situações onde o bebê recebe poucos nutrientes e oxigênio, ele lança mão de um mecanismo de defesa chamado “centralização fetal”. A centralização nada mais é do que desviar o fluxo sanguíneo para áreas mais “nobres” do corpo, como o sistema nervoso central, em detrimento de outras regiões, como por exemplo os rins. Quando esse desvio ocorre, protege-se o cérebro, porém a produção de urina diminui consideravelmente, resultando na redução do volume de líquido amniótico.

Qual a diferença entre sofrimento fetal agudo e sofrimento fetal crônico?

De uma maneira geral chamamos de sofrimento fetal agudo aquele que acontece subitamente durante o trabalho de parto. Já o sofrimento fetal crônico é aquele que acontece durante a gestação, antes mesmo do trabalho de parto ter iniciado.

Essa distinção é importante pois muitas vezes a função da circulação útero-placentária durante a gestação é adequada, porém muito próxima do mínimo necessário. Durante o trabalho de parto as contrações uterinas provocam uma redução no fluxo sanguíneo da mãe para o feto. Lembre-se de que o útero é um músculo e, quando ele contrai, também comprime os vasos sanguíneos que atravessam a parede do útero, reduzindo consideravelmente a quantidade de sangue transportada.

Não acredita? Feche a sua mão com força por alguns segundos e depois abra ela. Observe como quando você abriu ela estava pálida e após abrir a mão ela foi progressivamente se tornando vermelha. Pois bem, é bem isso que ocorre durante uma contração uterina.

Como identificar o sofrimento fetal?

Caso exista algum indício de sofrimento fetal durante a sua gestação, possivelmente o seu obstetra poderá solicitar um dos seguintes exames:

  • Doppler obstétrico (ou Dopplerfluxometria): este exame de ultrassom com Doppler serve para avaliar os fluxos sanguíneos para o bebê. Os vasos habitualmente estudados são as artérias uterinas, a artéria umbilical (um dos vasos do cordão umbilical) e a artéria cerebral média (um vaso do cérebro do bebê.
  • Perfil Biofísico Fetal (ou PBF): este também é um exame de ultrassom, entretanto ao invés de analisar fluxos sanguíneos o médico irá observar algumas características biofísicas do bebê, como a presença de movimentos fetais, movimentos respiratórios, o tônus muscular do feto e a quantidade de líquido amniótico. A análise destes parâmetros permite identificar como está a saúde do seu bebê.
  • Cardiotocografia (ou CTG): neste exame será feito o registro da frequência cardíaca fetal por cerca de 10 a 20 minutos. A análise do padrão de frequência cardíaca do bebê também permite ao obstetra ter uma idéia de como está a saúde do seu bebê e se existe algum sinal de sofrimento mais grave.

O que a falta de oxigênio pode causar para o feto?

Na maioria das vezes que temos sofrimento fetal ele ocorre de uma maneira bastante branda e no fim da gestação. Na maioria das vezes o quadro não será grave e haverá reversão do mesmo ao nascimento.

Portanto, se o seu bebê está com o peso um pouco baixo em função de uma insuficiência útero-placentária leve ao nascer esse fator limitante será removido. Após o nascimento do bebê a possibilidade de uma vida normal é muito grande.

Entretanto existem casos de sofrimento fetal muito grave e que iniciam de maneira bastante precoce. Nestas situações podem ocorrer situações de hipóxia grave (falta de oxigênio) que poderão provocar o que chamamos de acidose metabólica. A acidose metabólica nada mais é do que o efeito produzido pela falta de troca de gases na placenta. A concentração de gás carbônico aumenta deixando o sangue mais ácido.

Em situações bastante incomuns poderá ocorrer uma diminuição tão severa de oxigênio que irá provocar uma lesão cerebral. Felizmente esta situação é bastante rara. Ela geralmente está associada com as restrições de crescimento fetal que são diagnosticadas muito precocemente, ainda no segundo trimestre da gestação.

Como podemos tratar o sofrimento fetal?

Quando temos o diagnóstico de sofrimento fetal infelizmente não há um tratamento específico. Em situações mais extremas pode ser necessário a antecipação do parto para que o recém-nascido possa receber a quantidade adequada de oxigênio e nutrientes.

A ausência do fator limitante para a nutrição e oxigenação do bebê irá permitir que ele se desenvolva de maneira adequada, possivelmente atingindo um peso normal na sua vida adulta.

Cordão umbilical no pescoço pode causar sofrimento fetal?

Apesar de ser uma crença comum que o cordão em volta do pescoço possa trazer algum prejuízo para o feto, na prática isso não é verdade. É relativamente comum que o cordão umbilical, quando bastante longo, esteja próximo ou até mesmo enrolado no pescoço do feto.

Entretanto isso não é um problema pois como o cordão é naturalmente longo ele não é apertado, nem mesmo durante o trabalho de parto. Portanto, apesar de existirem diversos motivos para o sofrimento fetal, ter o cordão enrolado no pescoço não é um deles.

Como identificar o sofrimento fetal durante o trabalho de parto?

Em algumas situações o trabalho de parto é um momento crítico para o surgimento do sofrimento fetal. Lembre-se que durante o trabalho de parto ocorre uma situação singular que é a presença das contrações uterinas com maior frequência e intensidade.

Ao ocorrem contrações uterinas, o fluxo de sangue da mãe para o útero é reduzido, o que pode causar o surgimento de sofrimento fetal que antes não era possível de ser diagnosticado. É como se o trabalho de parto fosse uma teste de estresse para a vitalidade do bebê e todo o sistema que leva oxigênio e nutrientes para ele.

Portanto, durante o trabalho de parto, precisamos realizar avaliações para garantir que tudo está ocorrendo como esperado. Identificar problemas rapidamente neste momento permite a tomada de medidas para preservar a saúde fetal.

Dessa forma dispomos de duas maneiras de controlar a vitalidade do bebê durante o trabalho de parto. A primeira delas, e a mais utilizada, é a ausculta intermitente dos batimentos cardíacos do bebê. Por isso o seu obstetra irá de tempos em tempos auscultar a frequência cardíaca fetal. A identificação de padrões alterados deverá dar um sinal de alerta de que algo não está como deveria.

A segunda maneira de controlar a vitalidade fetal durante o trabalho de parto é por meio da utilização de um sistema de cardiotocografia contínua, chamada cardiotocografia intra-parto.

Por que usamos o termo sofrimento fetal?

A tradução livre de “fetal distress” é “sofrimento fetal”, um termo que se usa na língua inglesa. Apesar de distress ter como principal tradução para o português sofrimento, neste caso a tradução mais adequada seria perigo ou dificuldade. Neste caso, seria um perigo de uma lesão pela falta de oxigênio comprometendo o bem estar fetal. Sendo esse perigo causado pela dificuldade em receber oxigênio, ou pela insuficiência placentária ou pela vascularização uterina não adequada.

6 Dores que NÃO são normais na Gravidez – E o que fazer com elas

Sentir algumas dores, como cólicas abdominais, não é necessariamente um motivo de preocupação durante a gestação. Isto porque as próprias alterações da gravidez podem causar um pouco de dor ou desconforto. Entretanto, embora uma boa parte das dores sejam normais e esperadas, como a dor no umbigo, existem algumas situações que merecem atenção. Podem ser sinais de algo mais grave e portanto vamos mostrar para você 6 dores que não são normais na gravidez!

Durante a gestação você precisa se acostumar com algum desconforto. Os seios aumentam de tamanho e ficam dolorosos. Para equilibrar a barriga é necessário encurvar a coluna para trás, causando um pouco de dor lombar. O próprio crescimento do útero para acomodar o bebê pode causar um pouco de cólica. Entenda neste post quando você precisa se preocupar.

Sentir cólica na gravidez é normal?

Qual grávida ainda não se perguntou se é normal ter cólica na gravidez? Um pouco de cólica abdominal é bastante comum e não é um sinal para se preocupar. Na verdade, como já falamos em outro post, o crescimento do útero faz com que alguns ligamentos fiquem estirados, provocando um pouco de dor e desconforto, por vezes associado a alguma cólica. Essa é a principal causa daquelas fisgadas no início da gravidez.

Da mesma forma, na metade da gravidez, as contrações de treinamento, chamadas de contrações de Braxton Hicks, podem até mesmo confundir a gestante fazendo ela achar que está em trabalho de parto. Estas situações são normais e você precisa se acostumar com elas.

Já no fim da gestação é comum ouvir uma mãe reclamar que sente pontadas na barriga lado direito ou dor na costela na gravidez. Estas dores, por sua vez, são causadas pela compressão das vísceras quando o útero cresce. Muitas vezes o útero pode crescer tanto a ponto de causar falta de ar!

Enfim, mulheres grávidas sentem cólica durante toda a gestação, por motivos diferentes. Entretanto é importante que essa cólica ou desconforto não seja muito grande. Afinal, dores muito exacerbadas podem ser sinal de algum problema, como o trabalho de parto prematuro. Portanto, se você está muito desconfortável com as dores que está sentindo é importante buscar ajuda médica.

Problemas como a infecção do trato urinário, o aborto, trabalho de parto prematuro ou pré-eclâmpsia podem provocar sintomas semelhantes. É sempre importante faze um contato com o seu médico sobre qualquer sintoma que a preocupe. Vejamos como identificar as principais causas de dor que podem estar associadas a problemas na gravidez!

Dores que NÃO são normais na Gravidez

Dores que são comuns na gravidez

Durante a gravidez, uma série de mudanças corporais pode levar a diferentes sensações e desconfortos. Uma dor intensa no pé da barriga ou dores fortes no pé da barriga podem ser sentidas, especialmente durante o crescimento do útero, e não são geralmente motivo de preocupação. A cólica no inicio da gravidez é outra sensação comum, e ocorre pelo aumento do volume do útero que “estica” as estruturas presas nele. Além disso algumas mulheres queixam de uma dor embaixo da costela direita, possivelmente devido à expansão dos órgãos e ao movimento do bebê que “cutuca” o fígado da mamãe.

A prisão de ventre e constipação intestinal são outros problemas frequentes na gravidez, contribuindo para a dor abdominal. Mudanças hormonais, juntamente com o consumo insuficiente de fibra e líquidos, podem levar a essas condições. Um exame clínico com um profissional de saúde pode ajudar a avaliar esses sintomas e fornecer orientações adequadas.

Além disso, a relação sexual durante a gravidez pode ser uma causa de desconforto para algumas mulheres, principalmente devido às alterações físicas e emocionais que ocorrem durante esse período.

Dores que não são normais na Gravidez

1 – Cólicas de Abortamento

Na eventualidade de ocorrer um abortamento, é bastante comum o sintoma de cólicas uterinas. Geralmente as cólicas uterinas são mais fortes do que aquelas que são sentidas quando o útero está crescendo. Elas geralmente são percebidas no abdômen e região pélvica e podem irradiar também para as costas. Em alguns casos podem estar associadas ainda com sangramentos vaginais de intensidade variada. Como o abortamento é comum, essa possivelmente é uma das principais dores que não são normais na gravidez.

Mas atenção, nem todos as formas de abortamento causam dores ou sangramento. Em algumas situações, pode ocorrer o óbito do embrião sem nenhum tipo de sintoma apresentado pela mãe. Esta forma de abortamento também é conhecida como aborto retido.

2 – Dor da Gravidez Ectópica

Chamamos de gravidez ectópica quando o embrião e o saco gestacional estão implantados em um local diferente que não seja a cavidade uterina. Neste tipo de situação a gravidez geralmente ocorre na trompa uterina. E ela poderá romper provocando um sangramento para dentro da cavidade abdominal.

Uma gravidez ectópica nas suas fases mais iniciais costuma ser assintomática. Entretanto quando ocorre a rotura da trompa, geralmente por volta da oitava semana de gestação, inicia-se um quadro de dor abdominal importante.

Como após a rotura da gravidez ectópica existe um sangramento para dentro da cavidade abdominal, esta situação pode estar acompanhada de sintomas com a pressão baixa ou palidez.

3 – Infecção do Trato Urinário

Chamamos de infecção do trato urinário quando alguma bactéria contamina a bexiga ou rins, multiplicando-se e causando algum problema. As mulheres em geral são mais propensas a terem infecções urinárias pois possuem a uretra mais curta.

Durante a gravidez os riscos de uma infecção urinária aumentam. As alterações hormonais provocadas pela gravidez favorecem a ocorrência de infecções urinárias. Por isso durante as consultas de pré-natal seu obstetra deverá solicitar exames de urina em cada trimestre da gravidez.

Habitualmente os sintomas de uma infecção urinária são o aumento da frequência de vezes que a mulher vai ao banheiro urinar e ardência ao urinar. Durante a gravidez é relativamente difícil o diagnóstico da infecção urinária pois meio dos sintomas pois a compressão que o útero faz sobre a bexiga provoca o aumento do número de micções, sem que haja necessariamente uma infecção.

A infecção urinária pode ainda desencadear o trabalho de parto prematuro. Por isso é imprescindível que durante o pré-natal sejam feitos os exames de urina.

Caso a infecção urinária acometa os rins o quadro passa a ser mais grave e gestante irá apresentar um quadro de febre e dor lombar, na região dos rins. Especialmente neste caso você deve procurar seu médico com a maior brevidade possível pois o tratamento com antibióticos é fundamental para preservar a mãe e o concepto.

4 – Descolamento prematuro de placenta

O descolamento prematuro da placenta ocorre quando a placenta se separa da parede uterina de maneira abrupta, provocando um quadro de dor bastante forte associada a sangramento vaginal importante. Apesar de incomum, o descolamento prematuro da placenta pode ser uma das dores que não são normais na gravidez.

O descolamento prematuro da placenta é um problema que ocorre na segunda metade da gravidez e geralmente está associado a picos de hipertensão ou trauma abdominal (batida muito grave no útero). Também pode ocorrer o descolamento prematuro da placenta quando algumas drogas ilícitas como a cocaína ou o crack são utilizados pela gestante.

Trata-se de uma emergência obstétrica e neste caso a gestante deverá ir ao hospital o mais breve possível para que o devido atendimento médico possa ser iniciado.

A dor geralmente é bastante importante. Ela ocorre em função de uma contração uterina bastante intensa e duradoura, chamada de hipertonia uterina. Ao palparmos o abdômen de uma gestante com o útero em hipertonia a impressão é de que ele é tão duro que parece um tronco.

5 – A pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma doença complexa, caracterizada pelo aumento da pressão arterial acima de 140 x 90 mmHg na segunda metade da gravidez. Trata-se de um problema obstétrico grave e que só tem o tratamento definitivo após o parto.

Muitas vezes a pré-eclâmpsia pode apresentar-se com quadros graves, associados a edema cerebral ou aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia). Nestas duas situações existem alguns sintomas dolorosos que devem ser considerados. 

A paciente com pré-eclâmpsia grave que apresenta edema cerebral geralmente queixa-se de dores de cabeça. Por um outro lado, o aumento no tamanho do fígado poderá provocar dores no estômago da gestante. Portanto a gestante com pressa alta que apresente sintomas de dor de cabeça ou dor de estômago deve procurar o serviço médico. A dor no estômago na gravidez pode ser decorrente da distenção hepática provocada pela pré-eclâmpsia.

6 – O trabalho de parto prematuro

Em algumas situações o útero da futura mamãe poderá começar a apresentar contrações fortes antes da hora. Isto pode ser um trabalho de parto prematuro. Sempre que a gestante perceber que o útero está contraindo é importante ver com que frequência isto está acontecendo. A cólica na gravidez no final do terceiro trimestre pode ser trabalho de parto.

A presença de 2 ou mais contrações que duram cerca de 30 segundos ou mais num intervalo de 10 minutos podem indicar um trabalho de parto prematuro. Caso você perceba que isto está acontecendo com você é importante que procure atendimento médico para verificar se realmente é um quadro de trabalho de parto ou se são apenas contrações de treinamento. Para isso sugerimos que leia nosso post sobre como saber se você está em trabalho de parto.

Dores que não são normais na gravidez: Quando procurar atendimento médico?

Para evitar qualquer problema é interessante que você converse com o seu médico sobre qualquer dor que possa parecer mais preocupante. É razoavelmente difícil diferenciar a dor normal de uma dor que deve preocupar para um leito. Muitas vezes até mesmo para o médico. Por isso é importante você estar atenta a estas dores que não são normais na gravidez.

É prudente entrar em contato com a equipe que estiver assistindo você nas seguintes situações:

  • Dor abdominal importante não diminui (mesmo que não seja acompanhada de sangramento)
  • Dor de cabeça intensa que não desaparece, alterações na visão, inchaço súbito e/ou ganho de peso inexplicável (que são sintomas de pré-eclâmpsia)
  • Febre ou calafrios
  • Sangramento intenso, ou sangramento com cólicas ou dor intensa na parte inferior do abdômen
  • Dor ou ardor ao urinar, dificuldade em urinar ou sangue na urina
  • Tonturas ou sensação de desmaio
  • Duas ou três contrações a cada 10 minutos, principalmente se isto ocorrer antes de 37 semanas 

Na maioria das vezes as dores serão “normais” e não estarão associadas a nenhum problema. Entretanto é importante conhecer quais são as principais dores que devem fazer você procurar o seu médico.

Idade gestacional pelo ultrassom é confiável?

Quando uma mulher descobre que está grávida, uma das primeiras coisas que ela quer saber é de quanto tempo está grávida. Isto pode ser determinado por uma série de métodos, mas um dos mais confiáveis é a ultrassonografia. Utilizando a biometria fetal, ou medidas do bebê, um exame de ultrassonografia pode calcular a idade gestacional com uma margem de erro de apenas 3 a 5 dias. Isto significa que a idade gestacional pelo ultrassom é bastante confiável, desde que o exame seja realizado de maneira adequada.

Como o médico determina a idade gestacional?

Atualmente o primeiro método utilizado para determinar a idade gestacional é a data da última menstruação. O seu médico obstetra irá fazer essa pergunta na sua primeira consulta de pré-natal. Para calcular a idade gestacional ele irá contar quantos dias se passaram desde a última menstruação e irá dividir por 7 para transformar este números em semanas. Se você quiser calcular sua idade gestacional utilize nossa calculadora de idade gestacional.

O segundo método utilizado atualmente é a medida da altura uterina. Durante a gravidez o útero da gestante aumenta de tamanha de uma forma mais ou menos regular. Até 12 semanas ele encontra-se dentro da bacia e não é palpável pelo abdômen da mamãe. Com 20 semanas de gravidez ele encontra-se mais ou menos na altura do umbigo e depois cresce cerca de 1 cm por mês. É por isso que seu obstetra mede a altura uterina em cada consulta.

Apesar destes dois métodos serem muito utilizados eles podem ser imprecisos. Para se ter uma idéia cerca de 40% das gestantes não sabem informar a última menstruação ou não a informam com precisão. A altura uterina, apesar de ser um método razoavelmente bom, pode produzir uma idade gestacional errada em situações como gestações gemelares. Além disso alterações no volume de líquido amniótico ou a presença de miomas uterinos podem também provocar erro na determinação da idade gestacional por este método.

Atualmente o método mais utilizado é a ultrassonografia. Logo na primeira consulta de pré-natal é rotina solicitar um exame de ultrassonografia que irá ajudar a determinar se está tudo bem com o bebê. Além disso o exame de ultrassom irá trazer no seu resultado a idade gestacional estimada da gravidez.

Como a idade gestacional é determinada no ultrassom?

No exame de ultrassom o médico irá fazer algumas medidas do bebê. A idade gestacional será determinada com base no conhecimento de que o tamanho do embrião ou feto é consistente com a sua idade.

Ou seja, um embrião pequeno tem menos idade gestacional do que um embrião um pouco maior. Por exemplo, um embrião de 10 mm tem aproximadamente 7 semanas e 1 dia, entanto que um de 20 mm tem 8 semanas e 4 dias.

Já num feto de maior idade gestacional utilizamos a biometria fetal média para determinar a idade gestacional. O médico irá medir a cabeça (diâmetro biparietal e circunferência craniana), o abdômen e o fêmur. Para cada medida desta haverá uma idade gestacional correspondente. A idade gestacional final será calculada utilizando a média de todas as medidas.

biometria

Biometria fetal – Na figura acima o polo cefálico é medido. Como resultado das medidas podemos ver a idade gestacional estimada no canto inferior direito.

Qual o melhor ultrassom para saber a idade gestacional?

Sempre o exame mais precoce é o mais preciso para determinar a idade gestacional. Isto ocorre pois lá no começo da gestação, quando somos apenas uma célula, todos temos quase que o mesmo tamanho. A medida que o tempo passa sofremos influência do meio em que estamos inseridos e também da nossa genética para nos tornarmos maiores ou menores.

Como o ultrassom determina a idade gestacional pelo nosso tamanho (biometria), é de se esperar que o exame feito no começo da gravidez seja mais preciso do que um realizado no fim.

Portanto, se você tiver um exame de 8 semanas e um realizado com 34 semanas o seu médico irá utilizar o primeiro exame, com 8 semanas, para calcular a sua idade gestacional atual.

CCN medido errado

No exemplo acima vemos como, para errar em uma semana, a medida é bem diferente no primeiro trimestre.

Porque no ultrassom dá uma data diferente da calculada pela menstruação?

É natural que exista uma pequena diferença entre a idade gestacional calculada pelo ultrassom e aquela determinada pelas medidas do bebê. Nem todo mundo cresce exatamente na média. Por isso é esperado, por exemplo, que a mulher tenha 6 semanas e 4 dias de idade gestacional e a medida do bebê estime a idade gestacional em 6 ou sete semanas. Neste exemplo estamos falando de uma pequena diferença de 3 ou 4 dias.

Além disso em cada exame as medidas são realizadas novamente e pequenas diferenças são esperadas. Também é bem comum que, por exemplo, nas medidas da cabeça a idade gestacional seja um pouco maior e no fêmur por exemplo seja um pouco menor. Novamente isso acontece pois ninguém cresce de maneira simetricamente perfeita. Sempre tem aquele indivíduo com uma cabeça um pouco maior e uma perna um pouco mais curta! Isto não é um sinal de problema.

Entretanto se a diferença é muito grande, por exemplo, você tem 6 semanas mas o ultrassom estima a idade gestacional em 8 semanas, o médico irá confiar no ultrassom. Na primeira metade da gravidez se a diferença é de mais de 7 dias, o médico deverá utilizar o ultrassom para calcular a sua idade gestacional com maior precisão.

Já nos exames de ultrassom do terceiro trimestre, caso a diferença seja muito grande, isto pode ser um sinal de que o bebê está grande ou pequeno. Converse com o seu médico caso tenha dúvidas sobre estas diferenças. Ele é a pessoa mais indicada para ajudar você a entender o resultado do seu exame.

Quanto tempo o ultrassom pode errar?

Isto varia um pouco com a idade gestacional. No começo da gravidez a margem de erro é menor que no fim da gravidez. E por isso o seu médico irá sempre usar o primeiro ultrassom para calcular sua idade gestacional.

Em linhas gerais podemos dizer que no primeiro trimestre da gravidez a margem de erro é de até uma semana. Já no segundo trimestre podemos esperar até 2 semanas de margem de erro. E no fim da gravidez, durante o terceiro trimestre, o erro pode ser de até 3 semanas. Entretanto é importante frisar que estes erros habitualmente ocorrem quando existe algum desvio de crescimento.

Caso o seu bebê esteja crescendo de maneira adequada, o que ocorre na maioria das vezes, o ultrassom é confiável para dizer a sua idade gestacional com uma boa precisão.

Quais são as chances de uma ultrassom dar errado?

O ultrassom é um método muito confiável para calcular a idade gestacional do seu bebê. Em geral, a margem de erro é pequena. Entretanto erros podem acontecer quando, por exemplo, o laudo contém algum erro de digitação.

Também, em situações pouco frequentes, durante a medida do bebê pode ter acontecido algum erro como o médico selecionar a medida do úmero enquanto media o fêmur ou algo assim. Portanto, apesar de muito incomum, erros podem acontecer.

Por isso é sempre importante que o exame de ultrassom seja acompanhado de documentação por imagens das medidas. Dessa forma, caso alguma coisa pareça estar errada, o médico poderá rever as imagens e identificar se houve algum erro.

Referências

  1. Determination of Gestational Age by Ultrasound