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Adenomiose: uma doença que você nunca ouviu falar, mas deveria conhecer

Se nunca ouviu falar de adenomiose, não se preocupe, você não está sozinha. Esta doença é relativamente desconhecida, apesar de ser muito comum. A adenomiose é uma condição caracterizada pela infiltração do endométrio (tecido que recobre o útero internamente) nos músculos do útero (miométrio). Ela é uma condição que é frequentemente subdiagnosticada e subtratada.

A adenomiose guarda alguma semelhança com a endometriose. No caso da endometriose o tecido do endométrio está fora do útero. Já na adenomiose ele encontra-se no útero, mas em local diferente de onde é normalmente localizado.

Exemplo de Útero com Adenomiose

Exemplo de útero normal versus com adenomiose.

O que causa a adenomiose?

A causa exata da adenomiose não é conhecida. Duas teorias tentam explicar o aparecimento do endométrio no miométrio: o crescimento invasivo do tecido endometrial para dentro do músculo e a metaplasia (transformação do tecido miometrial em endometrial).

Riscos da Adenomiose

A adenomose é mais comum em mulheres em idade fértil, entre os 30 e 50 anos de idade. O principal sintoma é uma hemorragia uterina anormal, que pode ser pesada e prolongada. A adenomiose também pode afetar a concepção, causando dificuldade em engravidar e abortos espontâneos de repetição. Assim, caso você tenha sintomas de adenomiose é necessário consultar um especialista para realizar o diagnóstico e tratamento adequado.

Sintomas de Adenomiose

Os sintomas de adenomiose também são muito semelhantes aos sintomas da endometriose. Entre eles podemos destacar:

  • Útero amolecido e doloroso;
  • Cólicas menstruais;
  • Sangramento uterino anormal;
  • Dor pélvica, em especial no período menstrual;
  • Aumento do fluxo menstrual;
  • Alterações gastro-intestinais;
  • Infertilidade.

A dor da adenomiose e da endometriose pode ser muito importante. A maquiadora Andrea Baines fez um ensaio fotográfico tentando demonstrar a dor da endometriose.

Como é feito o diagnóstico

O diagóstico é suspeitado com a história clínica da paciente. Exames de imagem com a ultrassonografia e a ressonância ajudam a complementar o diagnóstico. Existe inclusive uma classificação ultrassonográfica dos achados associados a adenomiose.

Com relação ao exame de imagem a ressonância nuclear magnética parece ter melhor acurácia no diagnóstico da adenomiose. Entretanto nenhum método de imagem é capaz de diagnosticar 100% dos casos.

O diagnóstico definitivo geralmente é feito pelo exame histopatológico quando a paciente realiza a retirada do útero (histerectomia).

Opções de tratamento

A adenomose pode ser tratada clínica, hormonal ou cirurgicamente. O tratamento clínico é realizado com analgésicos e anti-inflamatórios prescritos pelo médico para melhorar a dor causada pela adenomiose.

O tratamento hormonal tem como objetivo reduzir o fluxo menstrual e para tal utiliza-se o anticoncepcional contínuo, o injetável ou os sistemas intra-uterinos como o Mirena que libera projesterona e interrompe a menstruação.

Em casos mais graves e quando os outros tratamentos não são eficazes um opção seria a cirurgia, onde geralmente é feita a retirada do útero.

Pode comprometer a gravidez?

A adenomose não afeta diretamente a gravidez, ou seja, não causa quaisquer complicações para o feto ou torna a gravidez uma gravidez de alto risco. No entanto, pode criar dificuldades em engravidar e anexar o embrião, aumentando as hipóteses de aborto espontâneo. Assim, depois de a gravidez ser estabelecida, não há riscos relacionados com a adenomiose.

Diferença entre adenomiose e endometriose

A principal diferença entre as duas doenças é que a adenomiose afeta o músculo uterino (miométrio) enquanto que a endometriose não o faz. Entretanto é possível, e até comum, que as duas doenças coexistam numa mesma paciente.

O que é pior, endometriose ou adenomiose?

Não há uma resposta fácil a esta pergunta. Tanto a adenomiose como a endometriose podem causar dores pélvicas, hemorragia menstrual intensa, e dificuldade em engravidar. A endometriose, entretanto, é mais comumente causa de infertilidade pois causa obstrução das trompas uterinas.

Referência

  1. Adenomyosis

O que é o percentil fetal?

Esta é uma dúvida que muitas mamães têm, um dos rituais da gravidez é estimar o tamanho e peso do bebê – todo mundo tem uma opinião. O percentil fetal é uma medida estatística utilizada para dividir uma amostra de valores, ordenados em ordem ascendente, em cem partes. De uma maneira simples podemos dizer que é uma maneira de dizer se o seu bebê é pequeno, médio ou grande em relação a outros bebês com a mesma idade.

Como é calculado o percentil

Com já dissemos o percentil é uma medida estatística. Vamos imaginar que você tenha que estudar o peso dos bebês ao nascerem para determinar o que seria o peso esperado ao nascimento.

Você vai até uma maternidade, espera os bebês nascerem e registra, por exemplo, o peso de 10 bebês: 2795 g, 2950 g, 3870 g, 2650 g , 3100 g, 3750 g 4500 g, 2735 g, 4800 g, 2550 g.

Para calcular, por exemplo, o percentil 90, o primeiro passo seria ordenar estes pesos em ordem crescente, ou seja: 2550 g, 2650 g, 2735 g, 2795 g, 2950 g, 3100 g, 3750 g, 3870 g, 4500 g, 4800 g.

Pronto, para descobrir agora o percentil 90 basta identificar qual peso veio em 9º lugar, ou seja, em que peso fica 90º da amostra para baixo e 10º da amostra para cima. O resultado do percentil 90 neste exemplo é 4500 g.

Já o percentil 50 seria o valor mais no meio da amostra. O percentil 50 também pode ser chamado de mediana (o valor mais do meio). Ele expressa um valor de tendência central da amostra, assim como a média que calculamos, por exemplo, quando queremos saber a nossa média na escola.

Curva de Percentil Fetal do Peso

Exemplo de curva de percentil de peso fetal estimado. Na bolinha em amarelo vemos o peso no percentil 50. Em verde o peso no percentil 90 e em vermelho no percentil 10.

Um detalhe importante é que o percentil não é usado apenas no peso. Para todas as medidas fetais é possível calcular o percentil para saber se aquele parâmetro é grande ou pequeno.

Por que usar o percentil 50 e não a média

A resposta para essa questão está ligada a estatística. Quando temos uma amostra que tem uma distribuição chamada normal, usamos a média para exprimir um valor de tendência central. Já no caso de distribuições chamadas “não normais” a média pode ser muito influenciada por valores extremos.

Vamos ver um exemplo. Se no caso acima um bebê tivesse nascido muito grande ou muito pequeno, ele “puxaria” a média para cima ou para baixo. Entretanto o percentil 50 ficaria no mesmo lugar.

O que é considerado um percentil normal?

Não existe um percentil normal e outro “anormal”. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que seja considerada como referência de peso esperado os percentis 10 e 90. Ou seja, quando o peso do bebê está entre o percentil 10 e 90 ele é considerado adequado.

Os bebês que estão abaixo do percentil 10 são bebês chamados pequenos para a idade gestacional, enquanto que os que estão acima do percentil 90 são considerados grandes para a idade gestacional.

Entretanto é importante ressaltar que essa classificação deveria ser feita com uma curva de peso da população que estamos estudando e no ultrassom habitualmente utilizamos uma curva americana, a curva de peso de Hadlock.

Qual é o percentil ideal para um bebê?

Essa é a pergunta de ouro… e a mais difícil de responder (talvez impossível). Não podemos esperar que todos os bebês cresçam de maneira igual, portanto esperar que todos os bebês fiquem muito próximo da “media” (percentil 50) é uma expectativa irreal. Sempre existirão os bebês menores e bebês maiores, sem que isso seja um problema.

É muito difícil definir o que seria o ideal para um casal também pois para isso talvez precisássemos que o casal tivesse cerca de umas 100 ou 200 gestações para montarmos uma curva de referência para aquela casal… outra expectativa irreal.

Então o que nos resta é comparar o seu bebê com o de outras pessoas e tentar dizer se ele é grande ou pequeno. E, novamente, a expectativa é que ele fique entre o percentil 10 e o percentil 90. Mas lembre-se, estar fora destes percentis não significa necessariamente um problema. Além disso as curvas de peso mais adequadas possivelmente são específicas para cada população. Caso queira dar uma olhada temos uma curva de referência de peso com fetos de Curitiba.

Meu bebê está acima do percentil 90, isso é um problema?

Não necessariamente. Se o peso estimado do seu bebê está acima do percentil 90 sabemos que ele é um bebê grande. Entretanto existem bebês grandes que não tem absolutamente nenhum problema, são apenas grandes. Caso o seu bebê esteja acima do percentil 90, recomendamos que leia o post Quando que o bebê é muito grande?

Meu bebê está abaixo do percentil 10, isso é um problema?

Não necessariamente. Se o peso estimado do seu bebê está abaixo do percentil 10 significa que ele é um bebê bem pequeno. Mas novamente, ser pequeno não significa necessariamente algum problema. Existem indivíduos que são constitucionalmente pequenos e mais magros, sem que isso tenha nenhuma repercussão.

A principal preocupação com os bebês pequenos é que eles possam ter uma Restrição de Crescimento Intra-Uterino, e nestes casos o seu médico poderá solicitar um exame de Ultrassom com Doppler para analisar o funcionamento da placenta.

O percentil do meu bebê baixou, isso é um problema?

O exame de ultrassom tem uma grande variabilidade nas estimativas de peso. Por isso se você fizer dois exames no mesmo dia provavelmente a estimativa de peso será diferente e consequentemente o percentil estimado do peso. Além disso, no começo da gestação os bebês pequenos e bebês grandes tem peso muito próximo pois a variabilidade é pequena. A medida que a gestação evolui os bebês pequenos e grandes começam a ficar diferentes. Por isso é relativamente comum que um bebê esteja no percentil 50 no começo da gravidez e depois esse percentil caia ou suba um pouco até o fim da gestação.

Se tiver qualquer dúvida com relação ao peso do seu bebê ou como interpretar o percentil do seu bebê fale com seu médico, ele é a pessoa mais indicada para esclarecer as suas dúvidas sobre este assunto.

Engravidar amamentando é possível?

É possível engravidar durante o aleitamento materno, mas isso não é muito provável. As mamãe que amamentam a livre demanda, ou seja toda a vez que o bebê quer, e que o bebê está em amamentação exclusiva, tem uma chance muito baixa de gestação.

Isso ocorre pois sucção da mama estimula a produção de prolactina, uma hormônio responsável pela produção de leite que também suprime a atividade ovariana. Ou seja, enquanto os níveis de prolactina estiverem elevados o ovário deixa de funcionar.

Entretanto, embora a amamentação ofereça alguma protecção contra a ovulação, é possível ovular e engravidar antes mesmo de menstruar depois do parto. As “gestações surpresa” do período de amamentação costumam ocorrer quando se introduz outros alimentos na dieta do bebê.

Recomenda-se, portanto, começar a usar a pílula contraceptiva novamente 15 a 40 dias após o parto. Não utilizar nenhum método contraceptivo durante a amamentação não é muito seguro, pois há dados de que cerca de dois a quinze por cento das mulheres engravidam desta forma.

Portanto, se estiver amamentando e não quiser engravidar, é importante usar alguma forma de contracepção.

Engravidar Amamentando é possível

Engravidar amamentando é possível, apesar de improvável.

Quando meu médico irá conversar sobre contracepção após o parto?

O pré-natal não acaba com o parto. Após o parto habitualmente são realizadas ainda duas consultas de pré-natal, chamadas de consultas puerperais. Puerpério é o período após o parto em que o organismo da mulher volte às condições normais de antes da gestação.

A primeira consulta puerperal geralmente é marcada com uma semana após o parto e nela o médico irá verificar a sua condição geral, se tudo está correndo bem. Ele deve perguntar se você está conseguindo amamentar, examinar os seios para ver se existem machucados. Ele também deve perguntar sobre o sangramento (lóquios) e verificar se existe algum sinal de infecção na cicatriza da sua cesárea ou episiotomia.

A segunda consulta puerperal é geralmente feita com 30 a 40 dias após o parto e ela é feita especificamente para escolher um método de anticoncepção pra você.

Os métodos mais comumente utilizados são a mini-pílula e os dispositivos intra-uterinos (DIUs) são todos seguros para serem utilizados durante a amamentação. Os anticoncepcionais hormonais combinados, aqueles que contém estrógeno, não são utilizados durante a amamentação. O estrógeno pode reduzir a quantidade de leite materno produzido e comprometer a lactação.

Estou amamentando e minha menstruação não vem, isso é normal?

Não é raro que as mulheres que amamentam tenham ciclos menstruais irregulares ou fiquem sem menstruar. De fato, é considerado normal não menstruar durante todo o período de amamentação!

Sim, os hormônios responsáveis pela amamentação, oxitocina e prolactina, podem impedir que a menstruação ocorra normalmente.

O que acontece com o leite de quem está amamentando e engravida?

Não haverá nenhuma mudança significativa com as características do leite. Desde que a mulher mantenha-se hidratada a produção de leite poderá continuar igual. Durante a gravidez o leite fica um pouco mais salgado e eventualmente o bebê poderá perceber essa alteração.

É importante lembrar que se estiver grávida e continuar a amamentar precisará de mais energia e nutrientes, por isso é essencial ter uma boa dieta e descansar quando possível.

É possível amamentar 2 bebês com idades diferentes caso eu engravide amamentando?

Sim, é possível amamentar dois bebês em idades diferentes caso você engravide durante a amamentação. No entanto, pode ser muito cansativo para a mãe. Portanto, recomenda-se desmamar o bebê mais velho se já tiver completado dois anos de idade.

Quais são os sintomas de quem está grávida amamentando?

São iguais aos sintomas de uma gestação normal. Sendo eles alterações no apetite, náuseas, quedas na pressão arterial, tonturas, sonolência, aumento do volume abdominal, e após alguns meses, movimentos do bebê.

Se acredita que possa estar grávida durante a amamentação, é importante falar com o seu médico o mais depressa possível. Ele poderá confirmar se está grávida e aconselhá-la sobre as medidas a tomar a seguir.

O que é o colo do útero e o que é que ele faz?

Você sabe o que é o colo do útero e o que ele faz? Se não, não se preocupe – a maioria das pessoas não sabe! O colo do útero é a parte mais baixa do útero, que se estende até à vagina e liga o útero ao topo da parede vaginal.

É uma estrutura pequena em forma de donut que pode ser sentida na parte superior da vagina se inserir os dedos médio e índice. O colo do útero tem duas aberturas: uma abertura externa (o pequeno orifício no centro do colo do útero) e uma abertura interna (que não é visível no exame do espéculo).

O canal interno do colo do útero é revestido por glândulas que produzem secreções que variam em consistência e qualidade ao longo do ciclo e durante a gravidez. Estas glândulas produzem o muco cervical.

Qual a diferença entre o útero e colo do útero?

Enquanto que o útero é o orgão inteiro, o colo do útero é apenas uma pequena parte do colo. Conforme ilustrado na figura abaixo o colo é a parte que liga o corpo do útero com o terço superior da vagina.

Anatomia Útero e Colo do Útero

Desenho anatômico indicando o colo uterino.

No centro do colo do útero existe um canal que faz a ligação entre vagina e cavidade uterina. Esse canal é chamado de canal cervical.

Importância do Colo do Útero

O colo do útero é uma estrutura importante pois desempenha um papel fundamental na reprodução feminina. Ele separa a porção interna do aparelho reprodutor da sua porção externa.

Durante o ciclo menstrual é o colo que produz o muco cervical, responsável por ajudar os espermatozóides a chegarem na cavidade uterina, além de ajudar na nutrição deles. Também protege o útero de bactérias e outros agentes agressores que podem estar presentes na vagina.

Durante a gestação o colo do útero mantêm-se fechado, suportando o peso do bebê e do líquido amniótico. Isso é importante para que o bebê possa se desenvolver e crescer dentro do útero. Quando a gestação termina as contrações uterinas fazem com que o colo do útero dilate permitindo então a passagem e o nascimento do bebê.

Além disso o colo uterino pode ser utilizado para identificar o grupo de gestantes que tem alto risco para o trabalho de parto prematuro. A medida do colo uterino deve ser feita junto com o ultrassom morfológico de segundo trimestre e as mulheres com colo curto devem receber progesterona para reduzir o risco de prematuridade.

O colo do útero também é uma região importante para a a vida sexual da mulher. Algumas mulheres experimentam o orgasmo com a estimulação do colo uterino durante a relação.

Como deve ser o colo do útero?

O colo do útero tem forma cilíndrica, com comprimento variável entre 2,5 e 3 cm. A sua consistência em uma mulher não gestante é cartilaginosa, semelhante a nossa cartilagem do nariz. Durante a gestação o colo torna-se mais amolecido, ficando com uma consistência mais próxima do nosso lábio. A coloração do colo uterino também muda na gestação, tornando-se mais arroxeado.

Problemas mais comuns do colo do útero

Câncer do Colo do Útero

Os problemas mais comuns identificados no colo do útero são, em primeiro lugar, o câncer de colo do útero. Esta é uma doença muito grave, mas é também um dos cânceres mais evitáveis e curáveis. No Brasil, o câncer do colo do útero é o quarto câncer mais comum nas mulheres.

O outro problema principal que pode afectar o colo do útero é a infecção pelo HPV (papilomavírus humano). Este vírus é transmitido através do contato sexual e, em alguns casos, pode levar ao desenvolvimento do cancro do colo do útero. Contudo, a infecção por HPV é muito comum e não significa necessariamente que irá desenvolver câncer do colo do útero.

Como toda mulher deve saber, para que o diagnóstico do câncer seja feito de maneira precoce é necessário que regularmente a mulher faça o seu exame de Papanicolau (exame preventivo de colo de útero).

Incompetência Istmo-cervical

Outro problema que pode afetar o colo do útero é a incompetência istmo-cervical (IIC). Esta é uma condição em que o colo do útero tem uma consistência mais elástica e não consegue suportar o peso do bebê durante a gestação, abrindo-se prematuramente.

Trata-se de um problema grave, onde a prematuridade é extrema o que faz com que o risco de óbito ou sequelas para o recém-nascido seja muito alto.

Muitas vezes é difícil fazer o diagnóstico da incompetência istmo-cervical de maneira precoce e, por vezes, o diagnóstico só é feito quando já ocorreu a perda da gestação.

Cervicite: A Infecção do Colo Uterino

Outro problema que pode afetar o colo do útero é a cervicite, que é uma inflamação. Esta pode ser causada por infecção (bacteriana ou viral), por trauma (por exemplo, durante a relação sexual) ou pelo uso de certos medicamentos.

A cervicite é uma doença muito comum e muitas vezes não tem sintomas. Quando tem sintomas, são geralmente corrimento vaginal e/ou hemorragia após as relações sexuais.

A cervicite não tratada pode levar a problemas mais graves, tais como doença inflamatória pélvica ou infertilidade.

Ultrassom com Doppler: o que é e como é usado na gestação

Ultrassom com Doppler é uma técnica de imagem médica utilizada para visualizar o fluxo sanguíneo nas artérias e veias. Recebe este nome em homenagem ao físico austríaco Christian Doppler, que descreveu o fenômeno do efeito Doppler em 1842.

O ultrassom com Doppler é utilizado para analisar o fluxo sanguíneo da mãe para o bebê, na placenta, e no sistema nervoso central do bebê. É utilizado como teste para analisar o bem-estar fetal em casos de suspeita de sofrimento fetal.

Como o Doppler é feito

É um exame indolor e não invasivo, que pode ser realizado em qualquer idade gestacional. O aparelho utilizado é o mesmo que se utiliza para o exame de ultrassom normal. A diferença quando fazemos uma ultrassonografia com Doppler é que a função de medir os fluxos sangüíneos é ativada. Veja abaixo um pequeno vídeo demonstrando com o Doppler é utilizado para identificar vasos sanguíneos do cordão umbilical e da superfície da placenta.

Efeito Doppler

O efeito Doppler é a mudança de frequência de uma onda (som, luz ou ondas de água) quando a fonte e/ou o observador está em movimento. O efeito Doppler pode ser observado quando se está na calçada e se ouve a aproximação de uma ambulância. O som do sirene parede ter uma frequência maior à medida que a ambulância se aproxima, e depois a frequência parece ser menor quando se afasta.

Isto acontece porque as ondas sonoras são comprimidas à medida que se aproximam, e esticadas à medida que se afastam. O mesmo princípio aplica-se às ondas de luz e às ondas de água.

Efeito Doppler

Ilustração sobre o funcionamento do efeito Doppler.

O efeito Doppler é utilizado na gravidez para avaliar o fluxos sanguíneos. Quando queremos saber se o fluxo sanguíneo de um determinado vaso está bom ou não, podemos estudar a quantidade de fluxo dentro do vaso utilizando o fenômeno Doppler.

Para que serve ultrassom com Doppler colorido na gravidez

Apesar do nome “colorido”, o ultrassom com Doppler não tem nenhuma relação com as imagens em 3D que as mamães costumam adorar.

O Doppler irá na verdade estudar basicamente os fluxos sanguíneos e ao fazer isso é possível verificar os seguintes pontos:

  • A função da placenta – ao analisarmos o fluxo sanguíneo no cordão umbilical, podemos inferir como está o funcionamento da placenta;
  • A resposta fetal frente a falta de oxigênio – quando analisamos o fluxo de sangue na artéria cerebral média e no ducto venoso do feto podemos verificar como está a resposta do sistema vascular fetal nos casos onde existe algum grau de falta de oxigênio para o feto;
  • A adaptação do organismo materno à gestação – a avaliação das artérias uterinas permite sabermos como o organismo materno está se adaptando a gestação e assim permite determinar o risco de algumas doenças como a pré-eclâmpsia.

Quando o Doppler é indicado em Obstetrícia

Nem todas as pacientes irão fazer o estudo com Doppler na gestação. Existem algumas situações específicas onde avaliar o fluxo sanguíneo será importante. Vejamos estes casos a seguir.

Exame morfológico de primeiro trimestre

Quando a gestante está com idade gestacional entre 11 e 14 semanas, o seu médico irá solicitar a realização de um exame para avaliar os riscos fetais. Esse exame poderá ser o exame mais simples, que é a medida da translucência nucal, ou o exame mais completo, chamado de morfológico de primeiro trimestre.

Nestas duas situações o médico irá obter informações sobre bebê e medir a translucência nucal. Entretanto no exame morfológico, além de utilizar a medida da translucência nucal, será feita a avaliação com Doppler de um vaso chamado ducto venoso. Isso possibilita que o exame seja mais preciso, identificadndo fatores de risco para doenças como a pré-eclâmpsia. Em casos onde o risco da pré-eclâmpsia for maior o médico obstetra poderá, por exemplo, recomendar o uso de aspirina para reduzir a chance de hipertensão arterial na gravidez.

Casos de restrição de crescimento

Nos casos onde o crescimento do bebê está abaixo do esperado eventualmente seu obstetra irá solicitar uma ecografia com Doppler. O estudo da circulação sanguínea com o Doppler fetal é um dos exames que permite avaliar a função da placenta para saber se o bebê está sendo bem nutrido e se está recebendo oxigênio na quantidade adequada.

O exame de Doppler atualmente é um dos exames de maior importância na avaliação da saúde do bebê, sendo indicado não só na restrição de crescimento mas também em outras condições que podem comprometer a vitalidade fetal.

Suspeita de anemia fetal

Em casos onde os pais podem ter uma incompatibilidade de grupos sanguíneos o exame de Doppler pode ser vital no acompanhamento da gestação. Por meio da medida do pico de velocidade sistólica da artéria cerebral média é possível identificar os bebê com maior risco de anemia.

Gestações Gemelares

Na gestação múltipla a avaliação da função da placenta e do volume de líquido amniótico é fundamental durante o pré-natal. Especialmente nos casos onde os dois bebês dividem a mesma placenta (monocoriônica).

Nestes casos, quando os bebês dividem a mesma placenta, é quase como se eles dividissem um órgão. E na verdade estão dividindo um órgão: a placenta, que é responsável pela nutrição e oxigenação do bebê.

Nestes casos exame com Doppler permite avaliar com bastante precisão se os bebês está sendo bem nutridos pela placenta e se não há nenhum sinal de anemia entre os bebês.

Quais os principais tipos de Ultrassom com Doppler?

Atualmente durante o exame de ultrassom com Doppler obstétrico existem 3 tipos de Doppler que o médico poderá utilizar. O primeiro deles é chamado de “Doppler Color”, e basicamente é uma função que irá “pintar” os vasos sanguíneos da região que está sendo estudada.

Caso o fluxo de sangue seja em direção ao transdutor ele normalmente é colorido com vermelho. Por outro lado os fluxos que se afastam do transdutor são coloridos em azul.

Exemplo de Ultrassom com Doppler

Ultrassom com Doppler – Exemplo

Alguns aparelhos também possuem a função de “Power Doppler”. Neste caso os vasos serão coloridos conforme a amplitude dos sinais recebidos, indicando o número de células em movimento, tornando-o mais sensível para avaliar pequenos vasos e baixas velocidades.

O terceiro tipo de Doppler, bastante utilizado em obstetrícia, é o “Doppler Pulsado”, onde o aparelho gera imagens da velocidade de fluxo dentro do vaso – a chamada “Onda de Variação de Fluxo” (OVF).

Vasos estudados em Obstetrícia

Um exame de Doppler Obstétrico habitualmente irá fazer a análise dos seguintes vasos:

  • Artérias uterinas;
  • Artéria umbilical;
  • Artéria cerebral média.

Em algumas situações específicas o médico poderá necessitar da análise do fluxo do ducto venoso ou de mais algum outro vaso.

Como é o resultado do exame?

O resultado da análise de fluxo destes vasos será representado geralmente por um índice que poderá ser o IR (índice de resistência) ou o IP (índice de pulsatilidade). Atualmente a maioria dos serviços tem utilizado mais o índice de pulsatilidade dos vasos por esse parâmetro ser mais adequado para sistemas biológicos.

A interpretação do exame deverá ser realizada pelo seu médico pois ela é bastante complexa. Os princípios desta interpretação podem ser observados na nossa ferramenta calculadora de Doppler obstétrico.

Cuidados com a pele na gravidez: como prevenir cloasmas e estrias

A gravidez é uma fase linda. No entanto, além da alegria e expectativa com a chegada do bebê, ela também pode trazer algumas preocupações, principalmente quando se pensa em como ficará o corpo, sobretudo a pele, após tantas mudanças. Obviamente a preocupação da mulher com estética é bastante comum nessa fase.

Cuidados com a Pele na Gravidez

Os cuidados com a pele na gravidez são fundamentais para evitar manchas e estrias.

O que pode acontecer com a pele na gravidez?

Os principais vilões da pele durante a gravidez são o cloasma e as estrias. Mas não se preocupe! A gente vai explicar direitinho para você como eles surgem e quais os cuidados você precisa ter com a sua pele para evitá-los na gravidez.

O que é o cloasma e como preveni-lo?

O cloasma trata-se daquelas manchas escuras que aparecem na pele durante a gravidez e, infelizmente, na maioria das vezes, no rosto. Talvez você conheça essas manchas pelo nome de melasma… mas não tem problema, cloasma é o melasma que aparece na gravidez!

Também é comum que algumas partes do corpo fiquem mais escurecidas, como os mamilos, a vulva e a linha do meio da barriga, chamada Linha Nigra.

Tudo isso acontece devido ao estímulo de hormônios nesta fase. Por isso, as grávidas devem usar protetor solar com FPS acima de 50 todos os dias, mesmo em lugares fechados.

Para uma proteção maior para a pele, é indicado que as grávidas utilizem chapéus quando saírem no sol e deem preferência por roupas com proteção UV.

Além dos protetores solares a recomendação médica é de proteger-se do sol com uma barreira física, como um guarda sol. Além disso usar óculos escuros pode ajudar a preservar os seus olhos.

E as estrias, podem ser prevenidas?

As temidas estrias aparecem na pele principalmente devido ao ganho excessivo de peso. Normalmente, elas surgem nos seios e na barriga e podem afetar a autoestima da mulher durante e após a gestação.

Por isso, é indispensável que os cuidados com a pele na gravidez sejam redobrados. Lembre-se de incluir uma rotina de hidratação logo nos primeiros meses, preferencialmente, utilizando cremes hidratantes próprios para grávidas.

Os ativos mais indicados para os cuidados com a pele na gravidez são: a água termal, a manteiga de karité, a glicerina, o óleo de amêndoas e o ácido hialurônico.

Uma observação importante: certifique-se que não há ureia na composição dos cremes hidratantes, pois ela pode trazer riscos para você e seu bebê.

Mas, os cuidados não se limitam à hidratação da pele. É preciso controlar a alimentação, be

Hidratação é fundamental

Sim, a hidratação é importante para tua saúde sempre… durante a gestação principalmente. Manter-se hidratada ajuda o bebê a crescer com saúde, mantém o volume de líquido amniótico normal e ajuda o bebê a se desenvolver durante a gestação.

Hidratar-se também ajuda com os cuidados com a pele na gravidez uma vez que uma pele mais úmida permite uma maior elasticidade em todo o corpo.

Além disso as mulheres devem beber bastante água e fazer atividades físicas, para que o ganho de peso seja proporcional ao período de gestação.

O que passar na pele durante a gravidez?

Assim como são necessários ajustes na dieta nessa fase da vida, alguns ajustes no ritual de beleza da mulher também são necessários. Substitua maquiagens e filtro solar que deixa a pele oleosa. Faça sempre uma boa limpeza da pele e hidratação da barriga, seios e pernas. Óleos e hidratantes com colágeno, vitamina C, vitamina E e elastina são fundamentais. E não esqueça de tomar aquelas vitaminas que o seu obstetra receitou! Se possível converse com um dermatologista também no início do seu pré-natal.

Cautela com os tratamentos

Qualquer tratamento agora deve ser acompanhado por um dermatologista. Não inicie novos tratamento sem o acompanhamento médico necessário para manter o seu bem estar e o do seu bebê.

O que a grávida não pode passar no rosto?

Cosméticos que contenham hidroquinona, tretinoína, adapaleno e isotretinoína são contra-indicações. Protetores solares com metoxicinamato de octila também não são seguros durante a gravidez, fique de olho nos rótulos e opte por opções com óxido de zinco.

É verdade que a drenagem linfática ajuda a pele na gravidez?

A drenagem linfática é um procedimento que ajuda a reduzir a retenção de líquidos, evitando aquele inchaço, tão comum durante a gravidez.

Outro benefício da drenagem é que ela melhora a circulação sanguínea, prevenindo a celulite e as varizes.

Mas atenção: o procedimento só pode ser feito após o quarto mês de gravidez e com a indicação do seu médico.

Há algum cuidado com a pele que deve ser evitado na gravidez?

Durante a gravidez devem ser evitados todos os procedimentos agressivos na pele. Assim, produtos anti acne e anti-idade que possuam ácido salicílico ou retinoico não devem ser usados.

Esses ácidos são aqueles que promovem a descamação da pele. E, como a pele da grávida fica mais reativa, esses estímulos podem aumentar a dilatação dos vasos sanguíneos, deixando a pele ainda mais sensível.

Com estes cuidados, sua pele se manterá linda e saudável durante toda a gravidez.

Ajudando a compreender quando a imagem do ultrassom não é boa

Conforme já comentamos em outro post, nem sempre a imagem do exame de ultrassom é tão boa. Em especial quando comparamos com o que vemos na internet. Diversos fatores podem comprometer a qualidade de imagem. Isso deixa a percepção para a futura mamãe que a imagem do ultrassom está ruim.

Pesquisadoras inglesas desenvolveram um pôster para explicar para as mamães sobre os fatores que podem comprometer a qualidade da imagem. Segundo o estudo aproximadamente 91% das entrevistadas acharam que o pôster trazia informações claras. Além disso ajudava a compreender o motivo pelo qual a imagem do ultrassom não estava legal. O artigo original chama-se Helping expectant mothers understand inadequate ultrasound images.

A importância da comunicação e aconselhamento

A comunicação clara ajuda as gestantes a compreender por que os exames podem ser diferentes com relação a qualidade da imagem. As mamães que fazem exames obstétricos têm uma expectativa muito alta de um bom resultado, tanto em termos de confirmação de que está tudo bem com a gravidez quanto em poder “ver seu bebê”.

Em um número significativo de casos, a expectativa não pode ser atendida porque a imagem obtida não permite uma visão clara do bebê. Isso pode ser devido à posição do feto dentro do útero ou devido à má penetração do feixe de ultrassom. Também pode ocorrer a distorção do feixe sonoro devido aos efeitos físicos do tecido gorduroso. Isso é particularmente frustrante quando a paciente vai realizar um exame de 3D/4D.

No caso de um feto mal posicionado, eventualmente isso pode ser resolvido esperando que o feto se mova ou fazendo um novo exame em outra data. Entretanto, quando é um caso de baixa qualidade de imagem devido aos efeitos de distorção do tecido gorduroso, é menos provável que um novo exame melhore a situação.

Por que o ultrassom pode não mostrar tudo que você quer ver

Por que o ultrassom pode não mostrar tudo que você quer ver, adaptado de Helping expectant mothers understand inadequate ultrasound images.

Muitas pacientes que fazem exames pré-natais não têm uma ideia clara de como funciona um aparelho de ultrassom e por que as imagens podem fichar chateadas quando as imagens não são boas. Elas podem então culpar o ultrassonografista por não estar à altura da tarefa e por produzir imagens ruins. Eventualmente culpam também a clínica ou os equipamentos de ultrassom.

É importante compreender que não é a obesidade em si que é a causa da imagem ruim. É o tipo de tecido adiposo que é o problema, ou seja, tecido adiposo não uniforme que possui uma matriz de gordura menos densa. Má qualidade de imagem pode ser vista em alguém com IMC baixo e uma fina camada desse tecido, ou imagens perfeitamente nítidas podem ser vistas em alguém com IMC mais alto. Algumas pessoas têm esse tipo de tecido, outras não. Esta é uma fonte de mal-entendidos entre aqueles que estão sendo escaneados, como é evidenciado por fóruns de discussão na internet.

Para ajudar a futura mamãe a descobrir o melhor momento de fazer o ultrassom 3D e se ele irá dar certo, criamos a calculadora da chance do ultrassom 3D dar certo.

 

O que é o Calendário Lunar

O calendário lunar é um assunto curioso quando se trata de gravidez, já que muitas gestantes acreditam que o momento do parto pode sofrer influência das mudanças da lua. Outras tem a percepção de que os sintomas da gravidez também podem ser influenciados pelo calendário lunar.

Afinal, o que é o calendário lunar?

O calendário lunar é um modo de contar as datas através dos meses da lua. Ele possui aproximadamente 29 dias e 12 horas. Além disso, as fases da lua indicam o início e o final do processo de lunação.

Os calendários conhecidos estabelecem a sua organização a partir de astros observáveis a olho nu, e sobretudo a partir das posições do Sol ou as fases da Lua.

Os calendários baseados na fase da lua já foram identificados em registros datados de mais de 20 mil anos; escavações nas paredes, em ossos ou na madeira correspondendo aos dias entre as fases da Lua.

Calendário Lunar Antigo

Marcação do Calendário Lunar; 29 marcações que correspondem a um ciclo lunar completo. Crédito: Hans Erren, CC-BY-SA-3.0. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Aspeberget_calendar_man.jpg.

Como já é observado desde a antiguidade a lua exerce grande influência sobre diversas situações em nosso cotidiano. Por exemplo, a distância entre a lua e a terra influencia o nível do mar. O calendário lunar tem 28 dias, coincidindo com o ciclo menstrual.

Dessa forma é natural que diversos mitos e crendices existam em torno do calendário lunar e sua influência em nossa vida.

Como as fases da lua influenciam o parto?

É muito comum escutar relatos de gestantes que foram influenciadas pelas mudanças na lua em seus partos. Portanto existe uma crença popular de que as trocas de lua poderiam indicar que a gestante irá entrar em trabalho de parto.

Como isso é possível? Uma explicação é que a lua influencia os fluxos corporais da mulher através das marés, já que a lua cheia faz as marés subirem de nível.

Entretanto, do ponto de vista científico, não existe nenhuma evidência de que a lua possa interferir no momento do parto. Se você gostaria de saber mais sobre esse assunto leia nosso post sobre a influência da lua sobre o momento do parto.

Apesar de eventualmente em uma situação ou outra termos a impressão que um número grande de gestantes entra em trabalho de parto em determinadas fases da lua, quando analisamos milhares de partos e o calendário lunar observamos que isso não passa de uma coincidência.

Como contar a gravidez através da lua?

Uma fase lunar dura cerca de 28 dias, então, uma gestação completa acompanha cerca de 10 fases lunares.

Para saber como contar a sua gravidez, busque saber em qual fase a lua estava na sua última menstruação. Feito isso, conte mais nove períodos lunares (de 28 dias).

Fácil, não é? Embora a data provável do parto por meio do calendário lunar seja uma perspectiva, ela geralmente funciona até melhor que o calendário normal. Isso por que enquanto o calendário lunar tem meses sempre com o mesmo número de dias.

Entretanto lembre que no calendário lunar a gestação teria 10 meses lunares, que correspondem a 280 dias ou 40 semanas. Sim 40 semanas, conforme o seu médico conta! Nosso posto sobre como a idade gestacional é calculada explica toda essa história com mais detalhes.

Crenças sobre as fases da lua e o momento do parto

Lembra-se que as informações abaixo são apenas crenças populares e não existe nenhuma comprovação científica delas. Em verdade as fases da lua não tem nenhum efeito sobre a evolução do trabalho de parto nem sobre o momento em que ele irá acontecer.

Acredita-se que a lua nova indica um parto rápido e sem problemas. Já a lua cheia apresenta partos difíceis e com longa duração. Se o seu parto for realizado na lua minguante, provavelmente será cesariano.

Supostamente o parto mais tranquilo seria o da lua crescente. Por isso muitas gestantes esperam ganhar seus bebês nessa fase da lua.

Estas crenças sobre como as fases da lua influenciariam o parto eram muito fortes no passado. E embora não tenha um embasamento científico muito extenso, o calendário lunar e a gravidez são uma relação que caiu na graça do povo.

Lua Cheia e a Gravidez

Com relação a fertilidade existe também uma crença de que a mulher seria mais fértil durante a lua cheia. Possivelmente essas associações da fertilidade com a lua sejam decorrentes do fato de que o ciclo menstrual tem aproximadamente 28 dias, assim como o mês lunar.

Entretanto sabemos que a fertilidade é mais relação com a ovulação em si e não com o calendário lunar. Para as tentantes que gostariam de identificar o seu período de maior fertilidade recomendamos utilizar nossa ferramenta para calcular o período fértil.

Influências da Lua Nova

Como já falamos existe a crença de que a lua nova esteja associada a um parto rápido e sem problemas – sonho de consumo de toda gestante! Existe também a crença de que a lua nova influencie a personalidade do bebê. Os bebês que nascem na lua nova seriam mais criativos, curiosos e receptivos a aprendizados.

Como garantir um parto tranquilo independente da fase da lua

O acompanhamento médico é o que garante a saúde do seu bebê e a naturalidade do seu parto. Por isso recomendamos que inicie o seu pré-natal antes mesmo de engravidar! A consulta pré-concepcional, apesar de pouco realizada, é importante para identificar eventuais problemas de saúde que possam ser corrigidos antes mesmo da gravidez.

Se não deu tempo da consulta pré-concepcional é importante começar o pré-natal o quanto antes. Se você estiver com um tempo veja o nosso post sobre a importância do pré-natal. Durante as consultas o médico obstetra irá solicitar diversos exames laboratoriais e exames de ultrassom para verificar a sua saúde e a do seu bebê.

Acompanhar a gravidez é um desafio, você se apega em mitos, dados científicos e intuições corporais. O importante é não ficar sozinha, buscar apoio familiar e, principalmente, uma clínica especializada para cada uma das necessidades de uma gestante.

Muco cervical: suas variações e como identificar a ovulação

O muco cervical é um líquido produzido no colo do útero. O colo do útero possui uma camada de células glandulares no seu interior e essas glândulas são responsáveis pela produção do muco.

O muco cervical tem duas funções importantes na reprodução humana. A primeira delas é facilitar a passagem dos espermatozóides para dentro da cavidade uterina. Segunda função do muco cervical é nutrir os espermatozóides. O muco cervical pode ainda ajudar na lubrificação da vagina.

Onde é produzido o muco cervical?

O muco cervical é produzido nas glândulas que existem dentro do colo uterino, chamadas glândulas endocervicais.

Os hormônios femininos fazem com que o muco cervical tenha diferentes características com relação a sua consistência e volume durante o ciclo menstrual. Estas alterações são bastante perceptíveis durante toda a idade reprodutiva da mulher.

À medida que a ovulação se aproxima, por exemplo, os níveis de estrogênio começam a aumentar, o que faz com que a produção de muco cervical no colo uterino aumente. Esta alteração do fluido cervical é importante para ajudar na fertilidade.

Características do Muco Cervical no Ciclo Menstrual

Logo após a menstruação, o muco cervical é seco ou pastoso. Depois ele passa para uma textura um pouco mais cremosa. Quando a ovulação está próxima o muco fica mais úmido, elástico e escorregadio. Próximo ao período ovulatório o aspecto do muco cervical é semelhante a uma clara de ovo, essa é a fase mais fértil do período menstrual. Caso você queira engravidar essa é o momento do seu ciclo menstrual mais fértil. Depois da ovulação o muco cervical volta a ser espesso e seco.

Aspectos do muco cervical ao longo do período menstrual

Aspectos do muco cervical durante o ciclo menstrual.

No período fértil muitas mulheres podem achar que estão com corrimento vaginal pois o volume de muco produzido pelo colo do útero é grande. Nem todas as mulheres tem o muco cervical igual. Durante o ciclo menstrual ele pode ter as seguintes características:

  • Ser bastante seco ou ausente
  • Pegajoso e grosso como uma pasta, podendo ser mais branco ou amarelado
  • Cremoso como iogurte, de textura lisa e geralmente branco
  • Escorregadio e elástico, lembrando uma clara de ovo
  • Úmido e aguado

Se você quer tentar engravidar o seu período fértil é quando o muco está mais semelhante a uma clara de ovo. Portanto essa é a melhor época para ter relações sexuais.

Uma outra maneira de observar se você está ovulando é fazer o controle da temperatura basal. No dia da ovulação geralmente o corpo da mulher tem um pequeno aumento da temperatura. Controlar a temperatura corporal basal diariamente pode ajudar a identificar o momento da ovulação junto com as características do muco cervical.

Como encontrar e sentir o seu muco cervical

O método mais utilizado para avaliar o muco cervical é o auto exame. A mulher deve estar nua e introduzir o dedo indicador na vagina para coletar uma amostra do conteúdo da vagina. Se você está no período fértil a lubrificação vaginal será boa e você não terá dificuldade. Ao retirar o dedo você deve esfregar o indicador em outros dedos para observar o aspecto do muco cervical, como no vídeo abaixo, produzido pela Dra. Amanda Loretti

Se você gostou do vídeo você também pode seguir a Dra. Amanda no Instagram @draamandaloretti.

Quanto tempo dura o muco com aspecto de clara de ovo?

O muco cervical do período fértil geralmente dura cerca de 4 dias. Para uma mulher que tem o ciclo de 28 dias, o muco cervical com aspecto de clara de ovo deve estar presente do 10 ao 14 dias do ciclo, sendo esse o seu período fértil. Lembre-se que durante um ciclo menstrual de 28 dias a mulher irá ovular aproximadamente no 14 dia do ciclo.

Então o ciclo menstrual pode ser dividido em duas metades, uma antes e outra depois da ovulação. A primeira metade é chamada de fase folicular e a segunda metade chamada de fase lútea. Para compreender um pouco mais sobre o seu ciclo menstrual leia nosso post com as 5 coisas para observar durante o ciclo menstrual.

É possível avaliar o muco cervical no colo do útero pelo ultrassom?

Sim, durante o exame de controle de ovulação, utilizado na avaliação de mulheres com queixa de infertilidade feminina podemos observar a presença ou não de muco cervical no colo uterino. Veja na imagem abaixo como é o aspecto do muco cervical durante o exame de ultrassom.

O exame de controle de ovulação é feito realizando-se o ultrassom transvaginal cerca de 3 ou 4 ao longo do ciclo menstrual. O objetivo dele é observar a ovulação em todas as suas fases. Desde o crescimento do óvulo até o rompimento dele e aparecimento do corpo lúteo.

Muco Cervical

Muco cervical visto no colo uterino ao ultrassom. A seta assinala a área escura que representa o muco dentro do canal endocervical.

O muco cervical e a fertilidade

Como dissemos inicialmente o muco cervical tem papel importante na fertilidade feminina. Além de nutrir os espermatozoides o muco cervical pode ajudar os espermatozoides a se moverem mais rápido pelo trajeto do colo uterino. Isso faz com que eles consigam chegar nas trompas de Falópio que é o local onde ocorre a fecundação durante o período fértil.

Portanto a produção de muco cervical ao longo do ciclo é de fundamental importância para que o colo do útero se torne receptivo aos espermatozoides.

Como saber se o muco é de gravidez?

Após a ovulação, o muco cervical habitualmente engrossa ou seca e depois de alguns dias a mulher irá menstruar. No entanto, se você teve relação sexual e engravidou, ainda pode produzir algum muco cervical. Portanto a produção de muco cervical após a ovulaçÃo pode ser um sinal de que o seu corpo está se adaptando para uma gestação.

Neste caso você deverá perceber ainda um atraso na menstruação. Algumas mulheres ainda podem perceber um pequeno sangramento, chamado de sangramento de nidação. Neste caso o muco cervical é tingido de marrom ou rosa.

É importante notar que cada pessoa é diferente e nem todos têm sangramento de implantação ou alterações perceptíveis no muco cervical.

Corrimento Vaginal ou Muco Cervical?

Muitas vezes a mulher pode estar se perguntando se a secreção que está aparecendo na calcinha é o muco cervical ou algum corrimento vaginal. A maneira mais simples de diferenciar estas duas situações é observar a coloração e o odor da secreção.

Enquanto que o muco cervical tem uma coloração mais clara e esbranquiçada, o corrimento vaginal geralmente é mais amarelado ou esverdeado. O muco cervical geralmente não tem nenhum odor mais forte, enquanto o corrimento vaginal tem um odor fétido que por vezes pode se assemelhar a cheiro de peixe podre.

Caso você perceba essas alterações de cor e odor da secreção vaginal é importante consultar com um médico ginecologista para que ele possa examinar o corrimento e caso seja necessário prescrever alguma medicação. Estas alterações da secreção vaginal podem ser por exemplo vaginose bacteriana ou tricomoníase.

Existe ainda uma outra infecção vaginal chamada candidíase que pode se comportar de uma uma maneira um pouco diferente. O corrimento vaginal da candidíase habitualmente não tem odor fétido e ter cor mais esbranquiçada. Entretanto é fácil identificar o corrimento da candidíase pois ele é associado com bastante prurido (coceira) na vagina.

Métodos Naturais para Escolher o Sexo do Bebê

Não é de hoje que as pessoas tentam escolher o sexo do bebê na fase da concepção. Podemos encontrar alguns truques desde a Grécia Antiga, por outro lado, alguns métodos naturais foram, ao longo do tempo, mostrando que não são eficazes, outros possuem até base científica.

O fato é que nada impede de tentar outro método para que a fase seja ainda mais gostosa, de criar uma questão lúdica sobre o sexo do bebê. Como não há evidências sólidas para o uso destes métodos, recomendamos que não levem eles a sério. Tenham em mente que a chance é sempre em torno de 50%. Entretanto não há mal nenhum em experimentá-los…

Entendendo como o sexo do bebê é determinado

Todos nós temos 2 cromossomos sexuais, um herdado da mãe e outro herdado do pai. Os cromossomos sexuais podem ser do tipo X ou Y. As mulheres tem dois cromossomos X enquanto os homens tem um cromossomo X e outro cromossomo Y.

Portanto sempre iremos herdar um cromossomo X da nossa mãe, e quem irá definir o nosso sexo genético será o nosso pai. Quando recebermos um cromossomo X do pai, teremos dois cromossomos X e portanto nosso gênero genético será feminino.

Por outro lado quando recebemos um cromossomo Y do nosso pai teremos os cromossomos sexuais X (da mãe) e Y (do pai), formando um indivíduo do sexo masculino.

Genética da Determinação do Sexo

Como o sexo genético é determinado com base nos cromossomos X e Y que recebemos de nossos pais.

Em conclusão, quem determina o nosso sexo é o nosso pai ao enviar um cromossomo X ou Y no espermatozóide. Lembre se que apenas um espermatozóide pode entrar no óvulo. Portanto o primeiro sortudo que fecundar o óvulo irá determinar o sexo do indivíduo. Tenha isso em mente para entender os métodos abaixo.

Método 1 – O momento da Relação Sexual

O espermatozóide que carrega um cromossomo X é um pouco mais pesado, porém vive mais tempo que o espermatozoide que carrega o cromossomo Y. Então, se você tiver relações alguns dias antes da ovulação e depois não tiver mais relações sexuais isso deve aumentar a chance de ter uma menina.

Por outro lado os espermatozóides que carregam um cromossomo Y são mais leves e mais rápidos. Portanto se você tiver relação sexual bem próximo ao dia da ovulação isso irá aumentar as suas chances de ter um menino.

O Dr. Landrum Shettles desenvolveu essa teoria nos EUA na década de 1960 e por isso esse método recebe o nome de método Shettles. Ele também pode ser complementado pelo Método Billings, que trata de programar a relação sexual em função da consistência do muco cervical.

Quando o muco cervical é mais fino e claro, isso significa que está próximo da ovulação e portanto a chance de conceber um menino é maior. Já quando o mudo é mais espesso e pegajoso a chance de conceber uma menina seria maior. Estes métodos requerem um conhecimento do ciclo menstrual para tentar programar a relação sexual.

Lembre-se também que o espermatozoide pode sobreviver por até 5 dias. Ou seja, se você tiver relações 5 dias antes da ovulação ainda assim pode engravidar. Para ajudar você a saber quando está ovulando, colocamos em nosso site uma calculadora do período fértil que indica o seu dia de ovulação e todos os seus dias férteis.

Método 2 – A posição durante a relação sexual

Este método está baseado em dois fatos. O primeiro é que a vagina é mais ácida na sua porção mais externa enquanto se torna mais alcalina quando chega próxima ao colo do útero. Isso faz com que a porção mais externa da vagina seja mais hostil aos espermatozoides enquanto a sua porção mais interna é mais receptiva.

Posição Sexual ajuda a Determinar o Sexo do Bebê

A posição sexual pode ajudar a determinar o sexo do bebê.

Por outro lado, o espermatozóide que carrega o cromossomo Y, aquele que gera um menino, é mais vulnerável e sensível ao pH da vagina. Portanto, ele tem mais chance de sobreviver quando é colocado no fundo da vaginal.

Então, quem quer uma menina pode aproveitar a posição clássica, papai e mamãe, na hora do sexo. Isso porque a penetração acaba sendo mais superficial, depositando os espermatozoides na porção mais ácida da vagina e portanto deixando o ambiente inóspito para o cromossomo Y.

Por outro lado, quem tem preferência por um menino deve seguir o contrário da dica anterior. Agora é preciso pensar em uma posição em que os espermatozoides sejam depositados mais profundamente, que é a posição de quatro apoios.

Dessa forma os espermatozóides são depositados mais profundamente na vagina, em um pH mais alcalino o que melhora as chances do cromossomo Y. Lembre que ele também chega mais rápido ao óvulo pois tem menor peso.

Método 3 – A alimentação

Pensando em regular o nível de acidez do corpo, também precisamos falar sobre a alimentação. É fato que um alimento ou outro não vai determinar uma gravidez, muito menos o sexo. Porém, é interessante perceber o efeito que cada um tem no organismo.

Por exemplo, dietas ricas em potássio, encontrado em carnes vermelhas, pode ajudar a ter um menino. Ao passo que comer bastante cálcio e magnésio, presentes em leite e cereais, ajuda a ter uma menina.

Não há dados científicos em humanos para apoiar as teorias de potássio ou magnésio, embora os especialistas digam que a dieta parece desempenhar algum papel na seleção de gênero.

Método 4 – Orgasmo também poderia influenciar

Vimos que o canal da vagina pode ser bem ácido e isso prejudica a sobrevivência de espermatozoides masculinos. Dessa forma, se a ejaculação do homem for antes da mulher ter um orgasmo, permanecem essas as chances maiores para menina, visto o ambiente ácido.

Aos que querem aumentar as chances de um menino, é interessante aguardar o orgasmo feminino, visto que o ambiente fica mais alcalino. Em outras palavras, menos ácido.

Entretanto as chances de sucesso são pequenas e não há nenhuma evidência científica da taxa de sucesso deste método. As preliminares prolongadas têm o mesmo efeito de aumentar as secreções vaginais, o que pode ser tão eficaz na redução de sua acidez – mas ninguém sugeriu as preliminares femininas como um método para conceber meninos.

Método 5 – Abstinência sexual do homem

Praticar abstinência sexual por alguns dias faz com que a quantidade de espermatozóides aumente, e consequentemente o número de espermatozoides com o cromossomo Y. Dessa forma seria possível escolher o sexo do bebê aumentando as chances de meninos quando o homem fica alguns dias em abstinência sexual antes de ter relação com o objetivo de conceber.

Especialistas informam que não existem estudos comprovando a eficácia desta técnica e portanto também não passa de uma hipótese.

Método 6 – Duchas vaginais

Em primeiro lugar informamos que técnicas que utilizam duchas vaginais não são recomendadas por médicos. Isso ocorre pois a utilização deste método pode levar a uma alteração significativa do pH da vagina o que poderá ocasionar a morte dos espermatozoides ou ainda provocar doenças como infecção vaginais.

Entetanto, como sabemos o pH da vagina pode, pelo menos em tese, aumentar a chance dos casais de escolha do sexo do bebê. Portanto técnicas de banho de assento com uma solução de bicarbonato de sódio, ou mesmo colocar um pouco desta solução na vagina deixaria o pH mais alcalino.

Essa alcalinização da vagina permitiria ao casal ter uma maior chance de gestaçÃo de uma criança do sexo masculino. Há uma quantidade muito pequena de evidências médicas que respaldam essa teoria. E não custa dizer novamente, é arriscado usar esse método pois pode comprometer a sua saúde.

E se eu fizer fertilização in vitro, posso escolher o sexo do bebê?

Não, quando você utiliza métodos de reprodução assistida o médico especialista em reprodução humana está impedido de escolher o sexo do embrião que irá implantar. A prática é proibida no nosso país pelo Conselho Federal de Medicina – CFM, sendo aceita apenas em casos específicos como para evitar a transmissão de doenças genéticas determinadas pelo sexo.

Agora você conhece métodos naturais para escolher o sexo do bebê e tornar o momento ainda mais divertido. Sabemos que no fim das contas são outras as prioridades, mas nada que te impeça de tentar influenciar esse aspecto.

Quando eu consigo confirmar o sexo do bebê?

Hoje você já pode fazer o teste de sangue para saber o sexo do bebê a partir de 8 semanas. Além disso já é possível determinar o sexo do bebê no ultrassom com cerca de 13 ou 14 semanas de gestação.

Gostou deste post? Aproveite também para se divertir com a nossa ferramenta para descobrir o sexo do bebê com a tabela chinesa!