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Hidropsia fetal: o que é e como tratar

Hidropsia fetal é uma condição grave onde o feto tem um acúmulo anormal de líquido em duas cavidades do corpo ou apresenta edema de subcutâneo associado a derrame em uma cavidade. A hidropsia fetal não é por si uma doença, mas sim o sintoma (a expressão) de uma doença ou malformação que o feto possa apresentar. Existem diversas causas para a hidropsia fetal.

Classificação

Os quadros de hidropsia fetal são classificados em hidropsia imune e hidropsia não imune, de acordo com o problema que causou o quadro de hidropsia.

Hidropsia fetal imune é aquela que ocorre em decorrência de uma incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto, quadro chamado de isoimunização Rh ou eritroblastose fetal. Essa condição ocorre mais frequentemente quando a mãe é Rh negativo e o feto é Rh positivo. Quando a mãe é previamente sensibilizada ela produz anticorpos que atravessam a placenta e atacam as hemácias fetais. Neste caso o feto torna-se progressivamente anêmico, o que acaba por provocar edema e derrame (acúmulo anormal de líquido) em diferentes cavidades do corpo. Com o desenvolvimento da imunoglobulina anti-Rh na década de 60 cada vez menos observamos quadros de hidropsia fetal imune.

Hidropsia fetal não imune, por outro lado, não tem ligação com a incompatibilidade sanguínea. Este problema ocorre quando o corpo do bebê tem alguma dificuldade para lidar com os fluidos corporais. A hidropsia fetal não imune atualmente responde por cerca de 90% dos quadros de hidropsia fetal. As causas mais frequentes de hidropsia não imune são a insuficiência cardíaca, o derrame pleural, a anemia grave que pode ocorrer em casos de infecção ou talassemia, e problemas genéticos como a Síndrome de Turner.

Como é feito o diagnóstico da Hidropsia fetal

O diagnóstico de hidropsia fetal é feito pelo ultrassom. Não é possível diagnosticar quadros de hidropsia pelo exame físico realizado nas consultas de pré-natal. Durante o exame de ultrassom o médico irá observar mais comumente os seguintes problemas:

  • Edema de subcutâneo
  • Derrame pleural
  • Derrame pericárdico
  • Ascite
  • Aumento do líquido amniótico

Vamos entender o que é cada um destes sinais a seguir:

Edema de subcutâneo

Normalmente abaixo da pele de todos os bebês existe uma quantidade bastante pequena de líquido no tecido subcutâneo. Em casos de hidropisia este líquido aumenta e isso é possível de ser visto no ultrassom. Mais comumente este edema é observado no crânio do bebê. Em situações normais a pele fica bastante próxima do crânio (parte óssea). Em casos onde ocorre o edema de subcutâneo o espaço entre a pele e o osso fica mais pronunciado.

Derrame pleural

Chamamos de derrame pleural quando existe líquido no tórax, em volta dos pulmões. O derrame pleural pode ser tanto a causa do problema como a manifestação de um outro problema. Em casos onde o derrame pleural é muito pronunciado os pulmões e o coração poderão ser comprimidos, causando a insuficiência cardíaca e o quadro de hidropsia.

Escore Cardiovascular na Hidropsia Fetal

Imagem do tórax fetal demonstrando edema de subcutâneo e derrame pleural bilateral.

Derrame pericárdico

Por vezes o líquido poderá se acumular em uma membrana que fica em volta do coração, chamada de pericárdio. Por isso o nome de derrame pericárdico. Assim como no derrame pleural o derrame pericárdico também pode ser a causa do quadro de hidropsia. Se o derrame pericárdico for muito volumoso também irá provocar uma insuficiência cardíaca que poderá levar ao quadro de hidropsia.

Para avaliar o comprometimento da função cardíaca, alguns pesquisadores desenvolveram um escore que permite identificar a gravidade da doença, o Escore de Perfil CardioVascular (EPCV).

Ascite

Quando temos líquido livre na cavidade abdominal chamamos de ascite. O abdômen também é um dos locais onde o líquido poderá se acumular. Diferente dos derrames pleural e cardíaco a ascite não costuma ser uma causa da hidropisia em si.

Aumento do líquido amniótico

Por vezes, associado ao quadro de hidropsia fetal temos o aumento no volume de líquido amniótico, que recebe o nome de polidrâmnio.

O que pode causar a hidropsia fetal?

A hidropsia fetal pode ter diversas causas diferentes, o que muitas vezes faz com que o diagnóstico da problema que está causando o acúmulo de líquido seja difícil. As principais causa de hidropsia fetal são:

  • Causas cardíacas: Taquicardia supraventricular paroxística, hipoplasia do coração esquerdo, defeitos do coxim endocárdico e malformação congênita das vias aéreas pulmonares
  • Anomalias cromossômicas: síndrome de Turner, síndrome de Down e síndrome de Edwards
  • Causas linfáticas: Displasia linfática congênita
  • Infecções: Parvovírus B19 (quinta doença), citomegalovírus e infecções por sífilis em mulheres grávidas
  • Doenças metabólicas: doença de Niemann-Pick tipo C (NPC), doença de Gaucher tipo 2 e deficiência da enzima beta-glucuronidase
  • Tumores: Teratoma (teratoma sacrococcígeo), tumores hepáticos e neuroblastoma
  • Doenças maternas: Diabetes mellitus e hipertireoidismo
  • Causas urinárias: Nefrose congênita e síndrome de prune-belly
  • Causas digestivas: volvo intestinal e peritonite meconial
  • Causas hematológicas: alfa-talassemia, síndrome de transfusão feto-fetal (TTTS) em gestações gemelares monocoriônicas e leucemias
  • Distúrbios do metabolismo dos glóbulos vermelhos: deficiência de glicose fosfato isomerase, deficiência de piruvato quinase e deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD)
  • Distúrbios da produção de eritrócitos: anemia diseritropoiética congênita, síndrome de Diamond-Blackfan e anemia de Fanconi
  • Distúrbios da membrana eritrocitária: esferocitose hereditária, eliptocitose hereditária, piropoiquilocitose hereditária e síndromes de estomatocitose hereditária

Se o seu bebê foi diagnosticado com um quadro de hidropsia fetal recomendamos que faça uma consulta com um especialista em medicina fetal. Por vezes não será possível chegar a um diagnóstico definitivo e estes casos são chamados de idiopáticos.

Hidropsia Fetal

Perfil da face fetal demonstrando importante edema de subcutâneo.

Quais exames normalmente são feitos para investigar o quadro de hidropsia fetal?

O seu médico assistente poderá solicitar exames de sangue para verificar infecções e diabetes. A investigação dos quadros de hidropsia fetal também costuma incluir:

Essa é a investigação básica e como o mecanismo e etiologia do problema pode variar o seu médico poderá solicitar exames individualizados para o seu caso.

Qual é o tratamento para a hidropsia fetal?

O tratamento para a hidropsia fetal irá depender da causa da doença. Por exemplo, se o feto encontra-se hidrópico por um quadro de anemia, o médico irá recomendar a realização de transfusões de sangue para tratar a anemia fetal. Este tratamento é mais comum para casos de incompatibilidade do fator rh.

Já em casos de infecções, como a sífilis, o tratamento é direcionado para a infecção materna e fetal. Fetos que adquiriram sífilis através da mãe durante o período pré natal podem se beneficiar do tratamento com penicilina.

Nos casos de arritmias cardíacas o tratamento é a utilização de drogas para corrigir a arritmia e elas podem ser administradas para a mãe. Excepcionalmente será necessário administrar a medicação diretamente para o feto.

Nas gestações gemelares monocoriônicas complicadas com a síndrome de transfusão feto-feto, o quadro de hidropsia fetal poderá se manifestar, geralmente no feto doador. Nestes casos o tratamento é a cirurgia intra-uterina com laser para interromper a transfusão de sangue entre os bebês.

Quando a causa do problema é o derrame pleural, o médico poderá recomendar a colocação de um dreno para esvaziar o tórax do bebê. Este esvaziamento irá ajudar o coração a funcionar, melhorando o quadro de hidropsia fetal.

Estes são os principais tratamentos utilizados para a hidropisia fetal. Entretanto o médico poderá utilizar outros tratamentos, dependendo da etiologia do quadro.

Existe cura para hidropsia?

Sim, por vezes é possível que a hidropsia fetal regrida espontâneamente. Em outros casos o tratamento instituído, como o antibiótico para infecção ou a colocação de um dreno torácico poderá reverter o quadro de hidropsia. Muitas vezes isto pode ocorrer inclusive ainda no pré-natal.

Qual o prognóstico para um bebê com hidropisia fetal?

Os quadros de hidropsia fetal são bastante graves e a mortalidade é alta, ainda no período da gestação ou logo após o nascimento. Os recém nascidos prematuros com quadros de hidropsia fetal são particularmente mais graves e por isso adiantar o parto nem sempre é uma boa conduta.

Na hidropsia, o acúmulo anormal de líquido pode trazer problemas para a mãe?

A hidropsia fetal não costuma ter repercusões na mãe e por isso na maioria das vezes não irá trazer nenhum tipo de complicação. Em casos muito raros, a mãe poderá apresentar a chamada Síndrome do Espelho (ou Síndrome de Ballantyne).

A síndrome de espelho é uma patologia incomum na qual edema materno é observado em associação com hidropsia fetal e/ou placentária graves. Esta doença pode ser fatal para a mãe e para o feto. Ainda não compreendemos muito bem o que causa esta síndrome, e ela pode ser confundida com a pré-eclâmpsia.

O que é tampão mucoso e o que ele faz?

O tampão mucoso (ou rolha de Schröder) é uma substância produzida pelo colo do útero durante os primeiros meses de gravidez. O seu objetivo é evitar que bactérias e outros microrganismos atinjam o útero e interfiram com o desenvolvimento do bebê.

A sua função é proteger o colo do útero durante a gravidez, criando uma barreira físico-química e imunológica, vedando o acesso impedido a entrada de infecções.

Para isso o tampão está localizado no canal cervical. O canal cervical é o orifício que existe no colo do útero. É por onde entra o espermatozóide para fecundar o óvulo e por onde sai a menstruação quando a mulher não está grávida. Ele fica logo após o canal vaginal.

Tampão Mucoso

Detalhe mostrando o tampão mucoso no colo do útero como uma rolha.

 

Em uma mulher não grávida, o muco cervical seria o análogo do tampão mucoso.

Sua produção pelas glândulas endocervicais

O canal cervical liga o fundo da vagia a cavidade uterina. Suas paredes são revestidas por glândulas, chamadas de glândulas endocervicais. Estas glândulas são responsáveis pela produção de muco cervical. A produção do muco cervical varia de acordo com a fase do ciclo menstrual.

Durante a gestação o muco é produzido e por ação da progesterona torna-se bastante espesso. Dessa forma torna-se uma “rolha”, impedindo que microorganismos penetrem dentro da cavidade uterina durante toda a gestação. Por isso o tampão mucoso também recebe o nome de Rolha de Schröder.

Este processo de vedação com o tampão mucoso é uma proteção para o bebê contra infecções até o nascimento ou a expulsão do tampão mucoso.

A saída do tampão mucoso

Normalmente o tampão mucoso sai quando as contrações tornam-se mais intensas a ponto de provocar alguma alteração no colo uterino. A saída do tampão mucoso é considerado por muitos como um sinal de que o trabalho de parto está próximo.

Entretanto é importante chamar a atenção para o fato de que a mãe poderá perder o tampão mucoso e ainda assim levar muitos dias para o início do trabalho de parto.

Tampão mucoso ou líquido amniótico?

Muitas mulheres ficam se perguntando se o material que estão perdendo é o líquido amniótico ou o tampão mucoso. Bom, a diferença entre os dois é bastante marcante. Enquanto o tampão mucoso é bastante viscoso (consistência parecida com clara de ovo), não tem odor nenhum e sua cor é transparente. Já o líquido amniótico é bem líquido e tem odor de água sanitária. Se você observar estas duas diferenças irá saber dizer quando a bolsa estourou.

Exemplos de como é o tampão mucoso.

Quatro exemplos de como pode ser o aspecto do tampão mucoso.

O início do trabalho de parto

Se você perdeu o tampão mucoso não precisa ir correndo para o hospital. Podem inclusive ainda levar mais alguns dias (talvez semanas) para você entrar em trabalho de parto.

Você está mais próxima de viver o momento mais marcante da sua vida, que é a experiência de dar a luz. Mas lembre-se que algumas mulheres ainda levam semanas para entrar em trabalho de parto.

Lembre-se que o caracteriza o trabalho de parto são as contrações. Quanto mais fortes e frequentes elas forem, maior a chance de você estar em trabalho de parto.

Quanto tempo depois de sair o tampão o bebê nasce?

Isso é bastante variável, mas em geral pode-se esperar o início do trabalho de parto entre 2 dias a duas semanas depois da saída do tampão mucoso. Entretanto este período é bem variável e eventualmente algumas mulheres perdem o tampão mucoso em fases precoces da gestação, sem que isso seja um problema.

Quando perde o tampão tem que ir pro hospital?

Não necessariamente. Apesar de sabermos que o parto pode estar próximo, a perda do tampão mucoso não é um evento que necessite que você vá ao hospital. Se não há perda de líquido amniótico, nem contrações você poderá ficar em casa.

O momento de ir para o hospital

Você deverá ir ao hospital nas seguintes situações:

  • Quando tiver contrações a cada 3 minutos;
  • Quando romper a bolsa amniótica;
  • Quando tiver algum sangramento.

Estes são os principais sinais de que você deve ir ao hospital.

O que fazer depois que o tampão mucoso sai?

Não há necessidade de nenhuma conduta específica quando o tampão sai. Este é um processo fisiológico e bastante comum. Se o bebê estiver mexendo bem e você estiver sem contrações fique tranquila. Você pode informar ao seu médico que perdeu o tampão, mas certamente ele também irá tranquiliza-la.

É importante que você fique atenta aos sintomas de trabalho de parto pois eles podem iniciar em breve. Também observe as características do conteúdo que sai da vagina para diferenciar o tampão mucoso de líquido amniótico no caso de rompimento da bolsa.

Existe alguma relação do tampão mucoso com a dilatação do colo do útero?

Não. A saída do tampão mucoso não significa necessariamente que o colo do útero está dilatado e também não quer dizer que você está em trabalho de parto. O principal sinal de trabalho de parto é a presença de contrações uterinas.

Existe algum risco quando o tampão tem sangue junto?

Em algumas ocasiões o tampão mucoso pode sair com algumas listras de sangue. Nestes casos houve o rompimento de algum pequeno vaso no colo do útero, o que é razoavelmente comum. Você não precisa ficar preocupada.

Preciso ficar em repouso depois que saiu o tampão?

Não precisa ficar em repouso. Depois da saída do tampão você pode continuar fazendo suas atividades normais desde que sinta bem estar físico e psicológico. Realizar exercícios físicos leves, quando não há contraindicação médica, ajuda a liberar endorfinas que ajudam neste processo e fazem com que o trabalho de parto se inicie naturalmente da melhor forma possível.

Evite situações que gerem ansiedade neste momento, tente dormir bem e se alimentar de maneira adequada pois estes e outros assuntos poderão ter um grande impacto na sua saúde e qualidade de vida nestes últimos dias.

Colostro: o primeiro leite do seu bebê

Se você está grávida, deve ter ouvido falar do colostro – o líquido espesso e amarelado que o seu bebê recebe durante as primeiras semanas de vida. O colostro é o primeiro leite que seu seio produz, ainda antes mesmo do seu bebê ter nascido.

O colostro já é produzido a partir de 16 semanas de gestação. Algumas mulheres podem começar a vazar um pouco de colostro pelos seios por volta de 28 semanas. Não se preocupe se isto lhe acontecer – é perfeitamente normal. Se você não tiver colostro durante a gestação não se preocupe. Isso não significa que você não terá leite. Algumas mulheres terão o colostro apenas depois do parto.

Por que o colostro é importante para o recém-nascido?

O colostro está repleto de nutrientes e anticorpos que ajudam a proteger o seu bebê durante essas primeiras semanas de vida. Os anticorpos contidos no colostro servem como vacinas, permitindo que a mãe transmita imunidade ao bebê contra muitos germes que poderiam prejudicá-lo. Há uma concentração muito maior desses anticorpos no colostro do que no leite materno maduro.

Comparação do Colostro com o Leite Maduro

Comparação do aspecto do Colostro com o Leite Maduro

Ele também tem uma composição diferente do leite maduro. Possui menos gordura e é mais rico em lactose do que em leite maduro, o que facilita a digestão do seu bebê. Ele também contém os nutrientes que os recém-nascidos precisam para o desenvolvimento saudável do cérebro, coração e sistema nervoso central. Por isso as vantagens do seu bebê receber colostro são:

O colostro melhora o funcionamento do intestino do bebê e combate as infecções

Enquanto o bebê ainda está em desenvolvimento na barriga da mamãe o seu intestino ainda é imaturo e não tem muita proteção contra bactérias e outros agentes infecciosos. Após o parto, o recém nascido entra em contato com bactérias, vírus e outros agentes agressores.

Nessa hora o sistema imune precisa proteger o bebê de fatores agressores que podem entrar pelo trato gastrointestinal. Basta lembrar que, por mais cuidado que a mamãe tenha um pequeno descuido e o bebê coloca o que vê pela frente na boca. Por isso é muito importante que o intestino possua fatores antimicrobianos, como as imunoglobulinas e glóbulos brancos, presentes no colostro.

O colostro ajuda a evitar a icterícia

O colostro também ajuda a previnir as alergias e diarréias. Ele tem uma atividade laxante, fazendo que o risco de icterícia seja menor. Além disso o colostro atua sobre as células do trato gastrointestinal ajudando na sua maturação e desenvolvimento.

Vitaminas e minerais importantes estão presentes no colostro

O colostro é rico em carotenóides e vitamina A que dão a sua cor amarelada típica. A vitamina A é importante para a visão do bebê, bem como para a manutenção de uma pele saudável e dos sistemas imunológico.

O colostro ajuda o desenvolvimento do bebê como um todo

Os cientistas ainda estão a tentando descobrir o papel de alguns dos nutrientes presentes no colostro. No entanto, é certo que esse líquido amarelo é importante para o desenvolvimento e a saúde do bebê. E como a sua composição é semelhante a do líquido amniótico é uma ótima substância para fazer a transição com os alimentos presentes no mundo exterior.

Reduz a mortalidade infantil

As vantagens da amamentação em geral para o bebê são tantas, que é bastante claro que a amamentação reduz a mortalidade infantil. Por isso comece a amamentar o seu bebê já desde a primeira hora de vida. Se tiver dificuldades em amamentar procure um profissional de saúde para orientações ou um banco de leite humano. Nos bancos de leite os profissionais estão bastante treinados para orientar e ajudar você com a amamentação.

Com quantos meses começa a sair o colostro?

Apesar de já ser produzido desde a metade da gestação, o colostro apenas é expelido pela mama após o parto, quando o bebê começa a sugar o seio da mãe.

É importante saber que a composição do colostro pode variar um pouco de acordo com cada fase da gestação. Portanto é o alimento ideal mesmo para um bebê prematuro.

Sair colostro é sinal de parto?

Como o colostro já é produzido desde a metade da gestação, eventualmente pode ocorrer a saída de uma pequena quantidade de colostro na mama. Isto é considerado normal e não necessariamente é um sinal de parto. Se você acha que pode estar em trabalho de parto recomendamos que leia o post sobre como saber se você está em trabalho de parto.

Quem tem colostro, tem leite materno?

Não necessariamente. Ter colostro não significa que você terá uma boa produção de leite materno. E o inverso também! Se você não tem colostro não se preocupe. Você poderá ter bastante leite materno mesmo que não tenha colostro.

Quanto tempo dura o colostro?

O colostro é produzido por apenas alguns dias após o parto, mas muda gradualmente para leite maduro ao longo de algumas semanas. Aos dez dias pós-parto, a maioria das mães tem muito pouco colostro e os seus seios produzem sobretudo leite maduro.

Qual a composição do colostro

O colostro é constituído por água, lactose, proteínas, gordura, vitaminas e minerais. Contém também imunoglobulinas (anticorpos) que ajudam a proteger o seu bebê de infecções.


Componente Colostro (g/dl) Leite de Transição (g/dl) Leite Maduro (g/dl)
Proteína 3,1 0,9 0,8
Gordura 2,1 3,9 4,0
Lactose 4,1 5,4 6,8
Oligossacarídeos 2,4 1,3

A cor amarelada do colostro é decorrente da presença de carotenóides (um antioxidante) e da vitamina A. A vitamina A desempenha um papel vital na visão, na pele e no sistema imunitário do seu bebê. O colostro também é rico em magnésio, que é importante para o coração e os ossos do bebê, e cobre e zinco, que também atuam na imunidade.

Diferenças entre o colostro e o leite maduro

O leite materno passa por três diferentes fases: o colostro, o leite de transição e leite maduro. A maturação do leite ocorre aos poucos. Como o próprio nome diz, o de transição é produzido no período intermediário entre o colostro e o maduro. Sua composição, portanto, se modifica de forma gradual e progressiva.

Fases do Leite Materno e Colostro

As fases do leite materno e colostro.

As principais diferenças entre o leite materno e o colostro são:

  • O colostro é composto por imunoglobina para estimular o sistema imunológico do bebê e protegê-lo de doenças;
  • O colostro tem duas vezes mais proteína;
  • O colostro tem quatro vezes mais zinco;
  • O colostro é tem menos gordura e açúcar, e por isso é mais fácil de digerir;
  • O colostro é mais espesso e mais amarelado.

Como posso obter colostro para o meu bebê?

A melhor maneira de obter colostro para o seu bebê é amamentá-lo o mais cedo possível após o nascimento. Isto irá fortalecer a saúde do recém nascido.

Por isso a orientação dos médicos de amamentar logo após o nascimento.

Além de ser uma demonstração de carinho esse momento da mulher com o recém nascido é importante e fundamental para redução da morbidade e mortalidade neonatal. O colostro é fundamental para o bebê, já que estimula o sistema imunológico e a saúde do recém nascido.

Adenomiose: uma doença que você nunca ouviu falar, mas deveria conhecer

Se nunca ouviu falar de adenomiose, não se preocupe, você não está sozinha. Esta doença é relativamente desconhecida, apesar de ser muito comum. A adenomiose é uma condição caracterizada pela infiltração do endométrio (tecido que recobre o útero internamente) nos músculos do útero (miométrio). Ela é uma condição que é frequentemente subdiagnosticada e subtratada.

A adenomiose guarda alguma semelhança com a endometriose. No caso da endometriose o tecido do endométrio está fora do útero. Já na adenomiose ele encontra-se no útero, mas em local diferente de onde é normalmente localizado.

Exemplo de Útero com Adenomiose

Exemplo de útero normal versus com adenomiose.

O que causa a adenomiose?

A causa exata da adenomiose não é conhecida. Duas teorias tentam explicar o aparecimento do endométrio no miométrio: o crescimento invasivo do tecido endometrial para dentro do músculo e a metaplasia (transformação do tecido miometrial em endometrial).

Riscos da Adenomiose

A adenomose é mais comum em mulheres em idade fértil, entre os 30 e 50 anos de idade. O principal sintoma é uma hemorragia uterina anormal, que pode ser pesada e prolongada. A adenomiose também pode afetar a concepção, causando dificuldade em engravidar e abortos espontâneos de repetição. Assim, caso você tenha sintomas de adenomiose é necessário consultar um especialista para realizar o diagnóstico e tratamento adequado.

Sintomas de Adenomiose

Os sintomas de adenomiose também são muito semelhantes aos sintomas da endometriose. Entre eles podemos destacar:

  • Útero amolecido e doloroso;
  • Cólicas menstruais;
  • Sangramento uterino anormal;
  • Dor pélvica, em especial no período menstrual;
  • Aumento do fluxo menstrual;
  • Alterações gastro-intestinais;
  • Infertilidade.

A dor da adenomiose e da endometriose pode ser muito importante. A maquiadora Andrea Baines fez um ensaio fotográfico tentando demonstrar a dor da endometriose.

Como é feito o diagnóstico

O diagóstico é suspeitado com a história clínica da paciente. Exames de imagem com a ultrassonografia e a ressonância ajudam a complementar o diagnóstico. Existe inclusive uma classificação ultrassonográfica dos achados associados a adenomiose.

Com relação ao exame de imagem a ressonância nuclear magnética parece ter melhor acurácia no diagnóstico da adenomiose. Entretanto nenhum método de imagem é capaz de diagnosticar 100% dos casos.

O diagnóstico definitivo geralmente é feito pelo exame histopatológico quando a paciente realiza a retirada do útero (histerectomia).

Opções de tratamento

A adenomose pode ser tratada clínica, hormonal ou cirurgicamente. O tratamento clínico é realizado com analgésicos e anti-inflamatórios prescritos pelo médico para melhorar a dor causada pela adenomiose.

O tratamento hormonal tem como objetivo reduzir o fluxo menstrual e para tal utiliza-se o anticoncepcional contínuo, o injetável ou os sistemas intra-uterinos como o Mirena que libera projesterona e interrompe a menstruação.

Em casos mais graves e quando os outros tratamentos não são eficazes um opção seria a cirurgia, onde geralmente é feita a retirada do útero.

Pode comprometer a gravidez?

A adenomose não afeta diretamente a gravidez, ou seja, não causa quaisquer complicações para o feto ou torna a gravidez uma gravidez de alto risco. No entanto, pode criar dificuldades em engravidar e anexar o embrião, aumentando as hipóteses de aborto espontâneo. Assim, depois de a gravidez ser estabelecida, não há riscos relacionados com a adenomiose.

Diferença entre adenomiose e endometriose

A principal diferença entre as duas doenças é que a adenomiose afeta o músculo uterino (miométrio) enquanto que a endometriose não o faz. Entretanto é possível, e até comum, que as duas doenças coexistam numa mesma paciente.

O que é pior, endometriose ou adenomiose?

Não há uma resposta fácil a esta pergunta. Tanto a adenomiose como a endometriose podem causar dores pélvicas, hemorragia menstrual intensa, e dificuldade em engravidar. A endometriose, entretanto, é mais comumente causa de infertilidade pois causa obstrução das trompas uterinas.

Referência

  1. Adenomyosis

O que é o percentil fetal?

Esta é uma dúvida que muitas mamães têm, um dos rituais da gravidez é estimar o tamanho e peso do bebê – todo mundo tem uma opinião. O percentil fetal é uma medida estatística utilizada para dividir uma amostra de valores, ordenados em ordem ascendente, em cem partes. De uma maneira simples podemos dizer que é uma maneira de dizer se o seu bebê é pequeno, médio ou grande em relação a outros bebês com a mesma idade.

Como é calculado o percentil

Com já dissemos o percentil é uma medida estatística. Vamos imaginar que você tenha que estudar o peso dos bebês ao nascerem para determinar o que seria o peso esperado ao nascimento.

Você vai até uma maternidade, espera os bebês nascerem e registra, por exemplo, o peso de 10 bebês: 2795 g, 2950 g, 3870 g, 2650 g , 3100 g, 3750 g 4500 g, 2735 g, 4800 g, 2550 g.

Para calcular, por exemplo, o percentil 90, o primeiro passo seria ordenar estes pesos em ordem crescente, ou seja: 2550 g, 2650 g, 2735 g, 2795 g, 2950 g, 3100 g, 3750 g, 3870 g, 4500 g, 4800 g.

Pronto, para descobrir agora o percentil 90 basta identificar qual peso veio em 9º lugar, ou seja, em que peso fica 90º da amostra para baixo e 10º da amostra para cima. O resultado do percentil 90 neste exemplo é 4500 g.

Já o percentil 50 seria o valor mais no meio da amostra. O percentil 50 também pode ser chamado de mediana (o valor mais do meio). Ele expressa um valor de tendência central da amostra, assim como a média que calculamos, por exemplo, quando queremos saber a nossa média na escola.

Curva de Percentil Fetal do Peso

Exemplo de curva de percentil de peso fetal estimado. Na bolinha em amarelo vemos o peso no percentil 50. Em verde o peso no percentil 90 e em vermelho no percentil 10.

Um detalhe importante é que o percentil não é usado apenas no peso. Para todas as medidas fetais é possível calcular o percentil para saber se aquele parâmetro é grande ou pequeno.

Por que usar o percentil 50 e não a média

A resposta para essa questão está ligada a estatística. Quando temos uma amostra que tem uma distribuição chamada normal, usamos a média para exprimir um valor de tendência central. Já no caso de distribuições chamadas “não normais” a média pode ser muito influenciada por valores extremos.

Vamos ver um exemplo. Se no caso acima um bebê tivesse nascido muito grande ou muito pequeno, ele “puxaria” a média para cima ou para baixo. Entretanto o percentil 50 ficaria no mesmo lugar.

O que é considerado um percentil normal?

Não existe um percentil normal e outro “anormal”. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que seja considerada como referência de peso esperado os percentis 10 e 90. Ou seja, quando o peso do bebê está entre o percentil 10 e 90 ele é considerado adequado.

Os bebês que estão abaixo do percentil 10 são bebês chamados pequenos para a idade gestacional, enquanto que os que estão acima do percentil 90 são considerados grandes para a idade gestacional.

Entretanto é importante ressaltar que essa classificação deveria ser feita com uma curva de peso da população que estamos estudando e no ultrassom habitualmente utilizamos uma curva americana, a curva de peso de Hadlock.

Qual é o percentil ideal para um bebê?

Essa é a pergunta de ouro… e a mais difícil de responder (talvez impossível). Não podemos esperar que todos os bebês cresçam de maneira igual, portanto esperar que todos os bebês fiquem muito próximo da “media” (percentil 50) é uma expectativa irreal. Sempre existirão os bebês menores e bebês maiores, sem que isso seja um problema.

É muito difícil definir o que seria o ideal para um casal também pois para isso talvez precisássemos que o casal tivesse cerca de umas 100 ou 200 gestações para montarmos uma curva de referência para aquela casal… outra expectativa irreal.

Então o que nos resta é comparar o seu bebê com o de outras pessoas e tentar dizer se ele é grande ou pequeno. E, novamente, a expectativa é que ele fique entre o percentil 10 e o percentil 90. Mas lembre-se, estar fora destes percentis não significa necessariamente um problema. Além disso as curvas de peso mais adequadas possivelmente são específicas para cada população. Caso queira dar uma olhada temos uma curva de referência de peso com fetos de Curitiba.

Meu bebê está acima do percentil 90, isso é um problema?

Não necessariamente. Se o peso estimado do seu bebê está acima do percentil 90 sabemos que ele é um bebê grande. Entretanto existem bebês grandes que não tem absolutamente nenhum problema, são apenas grandes. Caso o seu bebê esteja acima do percentil 90, recomendamos que leia o post Quando que o bebê é muito grande?

Meu bebê está abaixo do percentil 10, isso é um problema?

Não necessariamente. Se o peso estimado do seu bebê está abaixo do percentil 10 significa que ele é um bebê bem pequeno. Mas novamente, ser pequeno não significa necessariamente algum problema. Existem indivíduos que são constitucionalmente pequenos e mais magros, sem que isso tenha nenhuma repercussão.

A principal preocupação com os bebês pequenos é que eles possam ter uma Restrição de Crescimento Intra-Uterino, e nestes casos o seu médico poderá solicitar um exame de Ultrassom com Doppler para analisar o funcionamento da placenta.

O percentil do meu bebê baixou, isso é um problema?

O exame de ultrassom tem uma grande variabilidade nas estimativas de peso. Por isso se você fizer dois exames no mesmo dia provavelmente a estimativa de peso será diferente e consequentemente o percentil estimado do peso. Além disso, no começo da gestação os bebês pequenos e bebês grandes tem peso muito próximo pois a variabilidade é pequena. A medida que a gestação evolui os bebês pequenos e grandes começam a ficar diferentes. Por isso é relativamente comum que um bebê esteja no percentil 50 no começo da gravidez e depois esse percentil caia ou suba um pouco até o fim da gestação.

Se tiver qualquer dúvida com relação ao peso do seu bebê ou como interpretar o percentil do seu bebê fale com seu médico, ele é a pessoa mais indicada para esclarecer as suas dúvidas sobre este assunto.

Engravidar amamentando é possível?

É possível engravidar durante o aleitamento materno, mas isso não é muito provável. As mamãe que amamentam a livre demanda, ou seja toda a vez que o bebê quer, e que o bebê está em amamentação exclusiva, tem uma chance muito baixa de gestação.

Isso ocorre pois sucção da mama estimula a produção de prolactina, uma hormônio responsável pela produção de leite que também suprime a atividade ovariana. Ou seja, enquanto os níveis de prolactina estiverem elevados o ovário deixa de funcionar.

Entretanto, embora a amamentação ofereça alguma protecção contra a ovulação, é possível ovular e engravidar antes mesmo de menstruar depois do parto. As “gestações surpresa” do período de amamentação costumam ocorrer quando se introduz outros alimentos na dieta do bebê.

Recomenda-se, portanto, começar a usar a pílula contraceptiva novamente 15 a 40 dias após o parto. Não utilizar nenhum método contraceptivo durante a amamentação não é muito seguro, pois há dados de que cerca de dois a quinze por cento das mulheres engravidam desta forma.

Portanto, se estiver amamentando e não quiser engravidar, é importante usar alguma forma de contracepção.

Engravidar Amamentando é possível

Engravidar amamentando é possível, apesar de improvável.

Quando meu médico irá conversar sobre contracepção após o parto?

O pré-natal não acaba com o parto. Após o parto habitualmente são realizadas ainda duas consultas de pré-natal, chamadas de consultas puerperais. Puerpério é o período após o parto em que o organismo da mulher volte às condições normais de antes da gestação.

A primeira consulta puerperal geralmente é marcada com uma semana após o parto e nela o médico irá verificar a sua condição geral, se tudo está correndo bem. Ele deve perguntar se você está conseguindo amamentar, examinar os seios para ver se existem machucados. Ele também deve perguntar sobre o sangramento (lóquios) e verificar se existe algum sinal de infecção na cicatriza da sua cesárea ou episiotomia.

A segunda consulta puerperal é geralmente feita com 30 a 40 dias após o parto e ela é feita especificamente para escolher um método de anticoncepção pra você.

Os métodos mais comumente utilizados são a mini-pílula e os dispositivos intra-uterinos (DIUs) são todos seguros para serem utilizados durante a amamentação. Os anticoncepcionais hormonais combinados, aqueles que contém estrógeno, não são utilizados durante a amamentação. O estrógeno pode reduzir a quantidade de leite materno produzido e comprometer a lactação.

Estou amamentando e minha menstruação não vem, isso é normal?

Não é raro que as mulheres que amamentam tenham ciclos menstruais irregulares ou fiquem sem menstruar. De fato, é considerado normal não menstruar durante todo o período de amamentação!

Sim, os hormônios responsáveis pela amamentação, oxitocina e prolactina, podem impedir que a menstruação ocorra normalmente.

O que acontece com o leite de quem está amamentando e engravida?

Não haverá nenhuma mudança significativa com as características do leite. Desde que a mulher mantenha-se hidratada a produção de leite poderá continuar igual. Durante a gravidez o leite fica um pouco mais salgado e eventualmente o bebê poderá perceber essa alteração.

É importante lembrar que se estiver grávida e continuar a amamentar precisará de mais energia e nutrientes, por isso é essencial ter uma boa dieta e descansar quando possível.

É possível amamentar 2 bebês com idades diferentes caso eu engravide amamentando?

Sim, é possível amamentar dois bebês em idades diferentes caso você engravide durante a amamentação. No entanto, pode ser muito cansativo para a mãe. Portanto, recomenda-se desmamar o bebê mais velho se já tiver completado dois anos de idade.

Quais são os sintomas de quem está grávida amamentando?

São iguais aos sintomas de uma gestação normal. Sendo eles alterações no apetite, náuseas, quedas na pressão arterial, tonturas, sonolência, aumento do volume abdominal, e após alguns meses, movimentos do bebê.

Se acredita que possa estar grávida durante a amamentação, é importante falar com o seu médico o mais depressa possível. Ele poderá confirmar se está grávida e aconselhá-la sobre as medidas a tomar a seguir.

O que é o colo do útero e o que é que ele faz?

Você sabe o que é o colo do útero e o que ele faz? Se não, não se preocupe – a maioria das pessoas não sabe! O colo do útero é a parte mais baixa do útero, que se estende até à vagina e liga o útero ao topo da parede vaginal.

É uma estrutura pequena em forma de donut que pode ser sentida na parte superior da vagina se inserir os dedos médio e índice. O colo do útero tem duas aberturas: uma abertura externa (o pequeno orifício no centro do colo do útero) e uma abertura interna (que não é visível no exame do espéculo).

O canal interno do colo do útero é revestido por glândulas que produzem secreções que variam em consistência e qualidade ao longo do ciclo e durante a gravidez. Estas glândulas produzem o muco cervical.

Qual a diferença entre o útero e colo do útero?

Enquanto que o útero é o orgão inteiro, o colo do útero é apenas uma pequena parte do colo. Conforme ilustrado na figura abaixo o colo é a parte que liga o corpo do útero com o terço superior da vagina.

Anatomia Útero e Colo do Útero

Desenho anatômico indicando o colo uterino.

No centro do colo do útero existe um canal que faz a ligação entre vagina e cavidade uterina. Esse canal é chamado de canal cervical.

Importância do Colo do Útero

O colo do útero é uma estrutura importante pois desempenha um papel fundamental na reprodução feminina. Ele separa a porção interna do aparelho reprodutor da sua porção externa.

Durante o ciclo menstrual é o colo que produz o muco cervical, responsável por ajudar os espermatozóides a chegarem na cavidade uterina, além de ajudar na nutrição deles. Também protege o útero de bactérias e outros agentes agressores que podem estar presentes na vagina.

Durante a gestação o colo do útero mantêm-se fechado, suportando o peso do bebê e do líquido amniótico. Isso é importante para que o bebê possa se desenvolver e crescer dentro do útero. Quando a gestação termina as contrações uterinas fazem com que o colo do útero dilate permitindo então a passagem e o nascimento do bebê.

Além disso o colo uterino pode ser utilizado para identificar o grupo de gestantes que tem alto risco para o trabalho de parto prematuro. A medida do colo uterino deve ser feita junto com o ultrassom morfológico de segundo trimestre e as mulheres com colo curto devem receber progesterona para reduzir o risco de prematuridade.

O colo do útero também é uma região importante para a a vida sexual da mulher. Algumas mulheres experimentam o orgasmo com a estimulação do colo uterino durante a relação.

Como deve ser o colo do útero?

O colo do útero tem forma cilíndrica, com comprimento variável entre 2,5 e 3 cm. A sua consistência em uma mulher não gestante é cartilaginosa, semelhante a nossa cartilagem do nariz. Durante a gestação o colo torna-se mais amolecido, ficando com uma consistência mais próxima do nosso lábio. A coloração do colo uterino também muda na gestação, tornando-se mais arroxeado.

Problemas mais comuns do colo do útero

Câncer do Colo do Útero

Os problemas mais comuns identificados no colo do útero são, em primeiro lugar, o câncer de colo do útero. Esta é uma doença muito grave, mas é também um dos cânceres mais evitáveis e curáveis. No Brasil, o câncer do colo do útero é o quarto câncer mais comum nas mulheres.

O outro problema principal que pode afectar o colo do útero é a infecção pelo HPV (papilomavírus humano). Este vírus é transmitido através do contato sexual e, em alguns casos, pode levar ao desenvolvimento do cancro do colo do útero. Contudo, a infecção por HPV é muito comum e não significa necessariamente que irá desenvolver câncer do colo do útero.

Como toda mulher deve saber, para que o diagnóstico do câncer seja feito de maneira precoce é necessário que regularmente a mulher faça o seu exame de Papanicolau (exame preventivo de colo de útero).

Incompetência Istmo-cervical

Outro problema que pode afetar o colo do útero é a incompetência istmo-cervical (IIC). Esta é uma condição em que o colo do útero tem uma consistência mais elástica e não consegue suportar o peso do bebê durante a gestação, abrindo-se prematuramente.

Trata-se de um problema grave, onde a prematuridade é extrema o que faz com que o risco de óbito ou sequelas para o recém-nascido seja muito alto.

Muitas vezes é difícil fazer o diagnóstico da incompetência istmo-cervical de maneira precoce e, por vezes, o diagnóstico só é feito quando já ocorreu a perda da gestação.

Cervicite: A Infecção do Colo Uterino

Outro problema que pode afetar o colo do útero é a cervicite, que é uma inflamação. Esta pode ser causada por infecção (bacteriana ou viral), por trauma (por exemplo, durante a relação sexual) ou pelo uso de certos medicamentos.

A cervicite é uma doença muito comum e muitas vezes não tem sintomas. Quando tem sintomas, são geralmente corrimento vaginal e/ou hemorragia após as relações sexuais.

A cervicite não tratada pode levar a problemas mais graves, tais como doença inflamatória pélvica ou infertilidade.

Ultrassom com Doppler: o que é e como é usado na gestação

Ultrassom com Doppler é uma técnica de imagem médica utilizada para visualizar o fluxo sanguíneo nas artérias e veias. Recebe este nome em homenagem ao físico austríaco Christian Doppler, que descreveu o fenômeno do efeito Doppler em 1842.

O ultrassom com Doppler é utilizado para analisar o fluxo sanguíneo da mãe para o bebê, na placenta, e no sistema nervoso central do bebê. É utilizado como teste para analisar o bem-estar fetal em casos de suspeita de sofrimento fetal.

Como o Doppler é feito

É um exame indolor e não invasivo, que pode ser realizado em qualquer idade gestacional. O aparelho utilizado é o mesmo que se utiliza para o exame de ultrassom normal. A diferença quando fazemos uma ultrassonografia com Doppler é que a função de medir os fluxos sangüíneos é ativada. Veja abaixo um pequeno vídeo demonstrando com o Doppler é utilizado para identificar vasos sanguíneos do cordão umbilical e da superfície da placenta.

Efeito Doppler

O efeito Doppler é a mudança de frequência de uma onda (som, luz ou ondas de água) quando a fonte e/ou o observador está em movimento. O efeito Doppler pode ser observado quando se está na calçada e se ouve a aproximação de uma ambulância. O som do sirene parede ter uma frequência maior à medida que a ambulância se aproxima, e depois a frequência parece ser menor quando se afasta.

Isto acontece porque as ondas sonoras são comprimidas à medida que se aproximam, e esticadas à medida que se afastam. O mesmo princípio aplica-se às ondas de luz e às ondas de água.

Efeito Doppler

Ilustração sobre o funcionamento do efeito Doppler.

O efeito Doppler é utilizado na gravidez para avaliar o fluxos sanguíneos. Quando queremos saber se o fluxo sanguíneo de um determinado vaso está bom ou não, podemos estudar a quantidade de fluxo dentro do vaso utilizando o fenômeno Doppler.

Para que serve ultrassom com Doppler colorido na gravidez

Apesar do nome “colorido”, o ultrassom com Doppler não tem nenhuma relação com as imagens em 3D que as mamães costumam adorar.

O Doppler irá na verdade estudar basicamente os fluxos sanguíneos e ao fazer isso é possível verificar os seguintes pontos:

  • A função da placenta – ao analisarmos o fluxo sanguíneo no cordão umbilical, podemos inferir como está o funcionamento da placenta;
  • A resposta fetal frente a falta de oxigênio – quando analisamos o fluxo de sangue na artéria cerebral média e no ducto venoso do feto podemos verificar como está a resposta do sistema vascular fetal nos casos onde existe algum grau de falta de oxigênio para o feto;
  • A adaptação do organismo materno à gestação – a avaliação das artérias uterinas permite sabermos como o organismo materno está se adaptando a gestação e assim permite determinar o risco de algumas doenças como a pré-eclâmpsia.

Quando o Doppler é indicado em Obstetrícia

Nem todas as pacientes irão fazer o estudo com Doppler na gestação. Existem algumas situações específicas onde avaliar o fluxo sanguíneo será importante. Vejamos estes casos a seguir.

Exame morfológico de primeiro trimestre

Quando a gestante está com idade gestacional entre 11 e 14 semanas, o seu médico irá solicitar a realização de um exame para avaliar os riscos fetais. Esse exame poderá ser o exame mais simples, que é a medida da translucência nucal, ou o exame mais completo, chamado de morfológico de primeiro trimestre.

Nestas duas situações o médico irá obter informações sobre bebê e medir a translucência nucal. Entretanto no exame morfológico, além de utilizar a medida da translucência nucal, será feita a avaliação com Doppler de um vaso chamado ducto venoso. Isso possibilita que o exame seja mais preciso, identificadndo fatores de risco para doenças como a pré-eclâmpsia. Em casos onde o risco da pré-eclâmpsia for maior o médico obstetra poderá, por exemplo, recomendar o uso de aspirina para reduzir a chance de hipertensão arterial na gravidez.

Casos de restrição de crescimento

Nos casos onde o crescimento do bebê está abaixo do esperado eventualmente seu obstetra irá solicitar uma ecografia com Doppler. O estudo da circulação sanguínea com o Doppler fetal é um dos exames que permite avaliar a função da placenta para saber se o bebê está sendo bem nutrido e se está recebendo oxigênio na quantidade adequada.

O exame de Doppler atualmente é um dos exames de maior importância na avaliação da saúde do bebê, sendo indicado não só na restrição de crescimento mas também em outras condições que podem comprometer a vitalidade fetal.

Suspeita de anemia fetal

Em casos onde os pais podem ter uma incompatibilidade de grupos sanguíneos o exame de Doppler pode ser vital no acompanhamento da gestação. Por meio da medida do pico de velocidade sistólica da artéria cerebral média é possível identificar os bebê com maior risco de anemia.

Gestações Gemelares

Na gestação múltipla a avaliação da função da placenta e do volume de líquido amniótico é fundamental durante o pré-natal. Especialmente nos casos onde os dois bebês dividem a mesma placenta (monocoriônica).

Nestes casos, quando os bebês dividem a mesma placenta, é quase como se eles dividissem um órgão. E na verdade estão dividindo um órgão: a placenta, que é responsável pela nutrição e oxigenação do bebê.

Nestes casos exame com Doppler permite avaliar com bastante precisão se os bebês está sendo bem nutridos pela placenta e se não há nenhum sinal de anemia entre os bebês.

Quais os principais tipos de Ultrassom com Doppler?

Atualmente durante o exame de ultrassom com Doppler obstétrico existem 3 tipos de Doppler que o médico poderá utilizar. O primeiro deles é chamado de “Doppler Color”, e basicamente é uma função que irá “pintar” os vasos sanguíneos da região que está sendo estudada.

Caso o fluxo de sangue seja em direção ao transdutor ele normalmente é colorido com vermelho. Por outro lado os fluxos que se afastam do transdutor são coloridos em azul.

Exemplo de Ultrassom com Doppler

Ultrassom com Doppler – Exemplo

Alguns aparelhos também possuem a função de “Power Doppler”. Neste caso os vasos serão coloridos conforme a amplitude dos sinais recebidos, indicando o número de células em movimento, tornando-o mais sensível para avaliar pequenos vasos e baixas velocidades.

O terceiro tipo de Doppler, bastante utilizado em obstetrícia, é o “Doppler Pulsado”, onde o aparelho gera imagens da velocidade de fluxo dentro do vaso – a chamada “Onda de Variação de Fluxo” (OVF).

Vasos estudados em Obstetrícia

Um exame de Doppler Obstétrico habitualmente irá fazer a análise dos seguintes vasos:

  • Artérias uterinas;
  • Artéria umbilical;
  • Artéria cerebral média.

Em algumas situações específicas o médico poderá necessitar da análise do fluxo do ducto venoso ou de mais algum outro vaso.

Como é o resultado do exame?

O resultado da análise de fluxo destes vasos será representado geralmente por um índice que poderá ser o IR (índice de resistência) ou o IP (índice de pulsatilidade). Atualmente a maioria dos serviços tem utilizado mais o índice de pulsatilidade dos vasos por esse parâmetro ser mais adequado para sistemas biológicos.

A interpretação do exame deverá ser realizada pelo seu médico pois ela é bastante complexa. Os princípios desta interpretação podem ser observados na nossa ferramenta calculadora de Doppler obstétrico.

Ajudando a compreender quando a imagem do ultrassom não é boa

Conforme já comentamos em outro post, nem sempre a imagem do exame de ultrassom é tão boa. Em especial quando comparamos com o que vemos na internet. Diversos fatores podem comprometer a qualidade de imagem. Isso deixa a percepção para a futura mamãe que a imagem do ultrassom está ruim.

Pesquisadoras inglesas desenvolveram um pôster para explicar para as mamães sobre os fatores que podem comprometer a qualidade da imagem. Segundo o estudo aproximadamente 91% das entrevistadas acharam que o pôster trazia informações claras. Além disso ajudava a compreender o motivo pelo qual a imagem do ultrassom não estava legal. O artigo original chama-se Helping expectant mothers understand inadequate ultrasound images.

A importância da comunicação e aconselhamento

A comunicação clara ajuda as gestantes a compreender por que os exames podem ser diferentes com relação a qualidade da imagem. As mamães que fazem exames obstétricos têm uma expectativa muito alta de um bom resultado, tanto em termos de confirmação de que está tudo bem com a gravidez quanto em poder “ver seu bebê”.

Em um número significativo de casos, a expectativa não pode ser atendida porque a imagem obtida não permite uma visão clara do bebê. Isso pode ser devido à posição do feto dentro do útero ou devido à má penetração do feixe de ultrassom. Também pode ocorrer a distorção do feixe sonoro devido aos efeitos físicos do tecido gorduroso. Isso é particularmente frustrante quando a paciente vai realizar um exame de 3D/4D.

No caso de um feto mal posicionado, eventualmente isso pode ser resolvido esperando que o feto se mova ou fazendo um novo exame em outra data. Entretanto, quando é um caso de baixa qualidade de imagem devido aos efeitos de distorção do tecido gorduroso, é menos provável que um novo exame melhore a situação.

Por que o ultrassom pode não mostrar tudo que você quer ver

Por que o ultrassom pode não mostrar tudo que você quer ver, adaptado de Helping expectant mothers understand inadequate ultrasound images.

Muitas pacientes que fazem exames pré-natais não têm uma ideia clara de como funciona um aparelho de ultrassom e por que as imagens podem fichar chateadas quando as imagens não são boas. Elas podem então culpar o ultrassonografista por não estar à altura da tarefa e por produzir imagens ruins. Eventualmente culpam também a clínica ou os equipamentos de ultrassom.

É importante compreender que não é a obesidade em si que é a causa da imagem ruim. É o tipo de tecido adiposo que é o problema, ou seja, tecido adiposo não uniforme que possui uma matriz de gordura menos densa. Má qualidade de imagem pode ser vista em alguém com IMC baixo e uma fina camada desse tecido, ou imagens perfeitamente nítidas podem ser vistas em alguém com IMC mais alto. Algumas pessoas têm esse tipo de tecido, outras não. Esta é uma fonte de mal-entendidos entre aqueles que estão sendo escaneados, como é evidenciado por fóruns de discussão na internet.

Para ajudar a futura mamãe a descobrir o melhor momento de fazer o ultrassom 3D e se ele irá dar certo, criamos a calculadora da chance do ultrassom 3D dar certo.

 

O que é o Calendário Lunar

O calendário lunar é um assunto curioso quando se trata de gravidez, já que muitas gestantes acreditam que o momento do parto pode sofrer influência das mudanças da lua. Outras tem a percepção de que os sintomas da gravidez também podem ser influenciados pelo calendário lunar.

Afinal, o que é o calendário lunar?

O calendário lunar é um modo de contar as datas através dos meses da lua. Ele possui aproximadamente 29 dias e 12 horas. Além disso, as fases da lua indicam o início e o final do processo de lunação.

Os calendários conhecidos estabelecem a sua organização a partir de astros observáveis a olho nu, e sobretudo a partir das posições do Sol ou as fases da Lua.

Os calendários baseados na fase da lua já foram identificados em registros datados de mais de 20 mil anos; escavações nas paredes, em ossos ou na madeira correspondendo aos dias entre as fases da Lua.

Calendário Lunar Antigo

Marcação do Calendário Lunar; 29 marcações que correspondem a um ciclo lunar completo. Crédito: Hans Erren, CC-BY-SA-3.0. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Aspeberget_calendar_man.jpg.

Como já é observado desde a antiguidade a lua exerce grande influência sobre diversas situações em nosso cotidiano. Por exemplo, a distância entre a lua e a terra influencia o nível do mar. O calendário lunar tem 28 dias, coincidindo com o ciclo menstrual.

Dessa forma é natural que diversos mitos e crendices existam em torno do calendário lunar e sua influência em nossa vida.

Como as fases da lua influenciam o parto?

É muito comum escutar relatos de gestantes que foram influenciadas pelas mudanças na lua em seus partos. Portanto existe uma crença popular de que as trocas de lua poderiam indicar que a gestante irá entrar em trabalho de parto.

Como isso é possível? Uma explicação é que a lua influencia os fluxos corporais da mulher através das marés, já que a lua cheia faz as marés subirem de nível.

Entretanto, do ponto de vista científico, não existe nenhuma evidência de que a lua possa interferir no momento do parto. Se você gostaria de saber mais sobre esse assunto leia nosso post sobre a influência da lua sobre o momento do parto.

Apesar de eventualmente em uma situação ou outra termos a impressão que um número grande de gestantes entra em trabalho de parto em determinadas fases da lua, quando analisamos milhares de partos e o calendário lunar observamos que isso não passa de uma coincidência.

Como contar a gravidez através da lua?

Uma fase lunar dura cerca de 28 dias, então, uma gestação completa acompanha cerca de 10 fases lunares.

Para saber como contar a sua gravidez, busque saber em qual fase a lua estava na sua última menstruação. Feito isso, conte mais nove períodos lunares (de 28 dias).

Fácil, não é? Embora a data provável do parto por meio do calendário lunar seja uma perspectiva, ela geralmente funciona até melhor que o calendário normal. Isso por que enquanto o calendário lunar tem meses sempre com o mesmo número de dias.

Entretanto lembre que no calendário lunar a gestação teria 10 meses lunares, que correspondem a 280 dias ou 40 semanas. Sim 40 semanas, conforme o seu médico conta! Nosso posto sobre como a idade gestacional é calculada explica toda essa história com mais detalhes.

Crenças sobre as fases da lua e o momento do parto

Lembra-se que as informações abaixo são apenas crenças populares e não existe nenhuma comprovação científica delas. Em verdade as fases da lua não tem nenhum efeito sobre a evolução do trabalho de parto nem sobre o momento em que ele irá acontecer.

Acredita-se que a lua nova indica um parto rápido e sem problemas. Já a lua cheia apresenta partos difíceis e com longa duração. Se o seu parto for realizado na lua minguante, provavelmente será cesariano.

Supostamente o parto mais tranquilo seria o da lua crescente. Por isso muitas gestantes esperam ganhar seus bebês nessa fase da lua.

Estas crenças sobre como as fases da lua influenciariam o parto eram muito fortes no passado. E embora não tenha um embasamento científico muito extenso, o calendário lunar e a gravidez são uma relação que caiu na graça do povo.

Lua Cheia e a Gravidez

Com relação a fertilidade existe também uma crença de que a mulher seria mais fértil durante a lua cheia. Possivelmente essas associações da fertilidade com a lua sejam decorrentes do fato de que o ciclo menstrual tem aproximadamente 28 dias, assim como o mês lunar.

Entretanto sabemos que a fertilidade é mais relação com a ovulação em si e não com o calendário lunar. Para as tentantes que gostariam de identificar o seu período de maior fertilidade recomendamos utilizar nossa ferramenta para calcular o período fértil.

Influências da Lua Nova

Como já falamos existe a crença de que a lua nova esteja associada a um parto rápido e sem problemas – sonho de consumo de toda gestante! Existe também a crença de que a lua nova influencie a personalidade do bebê. Os bebês que nascem na lua nova seriam mais criativos, curiosos e receptivos a aprendizados.

Como garantir um parto tranquilo independente da fase da lua

O acompanhamento médico é o que garante a saúde do seu bebê e a naturalidade do seu parto. Por isso recomendamos que inicie o seu pré-natal antes mesmo de engravidar! A consulta pré-concepcional, apesar de pouco realizada, é importante para identificar eventuais problemas de saúde que possam ser corrigidos antes mesmo da gravidez.

Se não deu tempo da consulta pré-concepcional é importante começar o pré-natal o quanto antes. Se você estiver com um tempo veja o nosso post sobre a importância do pré-natal. Durante as consultas o médico obstetra irá solicitar diversos exames laboratoriais e exames de ultrassom para verificar a sua saúde e a do seu bebê.

Acompanhar a gravidez é um desafio, você se apega em mitos, dados científicos e intuições corporais. O importante é não ficar sozinha, buscar apoio familiar e, principalmente, uma clínica especializada para cada uma das necessidades de uma gestante.