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Dá Licença, Eu Sou Pai!

Todo mundo conhece os direitos e benefícios que as mulheres tem quando grávidas ou recém tornadas mamãe mas, e os papais? Quais os direitos que o homem tem na paternidade? A licença-paternidade é um benefício desconhecido pela maioria dos trabalhadores. Ele é concedido aos funcionários assalariados de uma empresa devido ao nascimento de seu filho. Isto possibilita que os mesmos possam dar uma assistência maior as suas mulheres, que são mães durante o período de puerpério e aos seus filhos recém nascidos.

Dá Licença, Eu Sou Pai!É claro que não é a mesma quantidade de dias que as mães recebem, mas mesmo assim já é uma ajuda para que os pais também possam se adequar melhor à chegada de um novo membro da família. Nos termos do art. 7º, inciso XIX da CF/88 c/c art. 10, § 1º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da CF/88, o prazo de licença-paternidade é de cinco dias.

A concessão dessa licença representou uma enorme inovação na Constituição de 1988.  Antes, nenhuma Constituição Brasileira tratava sobre o tema, sendo assim considerado um avanço na ordem jurídica. 

Apesar de guardar forte analogia com o que já havia sido legislado, ampliou o disposto no artigo 473 da CLT, elevando a matéria a nível constitucional.

A Licença-Paternidade

A licença-paternidade possibilita o trabalhador ausentar-se do serviço, para auxiliar a mãe de seu filho, que não precisa ser necessariamente sua esposa, no período de puerpério (período que se segue ao parto até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher retornem à normalidade) e também registrar seu filho.

O trabalhador não pode sofrer qualquer tipo de prejuízo econômico, mas precisa ficar atento para garantir o cumprimento desse direito. Por falta de conhecimento dos funcionários e má vontade da parte do patrão, a licença paternidade não é levada em consideração em muitas empresas. Ou pior, o trabalhador é liberado com desconto no salário.

Assim sendo, logo após o nascimento de um filho, o trabalhador deve comunicar o fato a diretoria da empresa. Esta então deverá conceder o direito a folga e, caso esteja de férias, a licença começará a ser contada após esse período. Esse projeto deve ter o maior alcance social possível, contribuindo para o fortalecimento da família brasileira, mesmo sofrendo fortes críticas por parte das indústrias, que alegam aumento do custo das empresas.

Como preparar o Chá de Bebê

Um Chá de Bebê é uma festa onde a futura mãe recebe presentes para seu bebê que está chegando. Normalmente, a festa é organizada entre o 6o e 8o mês da gestação. É uma tradição popular no Brasil, Estados Unidos (em inglês Baby shower) e alguns outros paises.
Você deve enviar os convites com cerca de 2 semanas de antecedência e o horário ideal para iniciar o Chá de Bebê é por volta das 16 horas (a duração média é de 3 horas). Você pode deixar a lista de presentes em alguma loja ou pedir os presentes individualmente para cada convidado (faça isso escrevendo o presente no convite). A festa pode ser realizada na sua casa ou no salão de festas do seu prédio. A brincadeira mais comum é fazer com que a grávida tente acertar o que é o presente sem vê-lo. Para cada chute errado a grávida terá que pagar um mico – geralmente alguém escreve algo com batom na barriga dela. Confira abaixo uma lista com algumas sugestões do que pedir no seu Chá de Bebê:

Atalhos:

Banho e toalete

01 banheira
01 cesto toalete (Cesto de vime ou madeira para se colocar produtos de higiene)
01 espuma para banheira (Para ser colocada dentro da banheira evitando que o bebê escorregue. )
01 suporte
01 termômetro para banho (Para medir a temperatura da água.)
03 toalhas com capuz
03 toalhas fralda
01 trocador (Tipo de colchonete plastificado ou emborrachado para se trocar a criança.)

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Higiene

01 caixa de hastes flexíveis (Popularmente conhecido como Cotonetes.)
01 colônia
01 conjunto para manicure (Composto por uma tesoura para unhas, um cortador de unha tipo trin e uma lixa)
02 cremes para assaduras
01 escovas para cabelo
02 fitas crepe
01 lavanda
01 loção higienizante
01 massageador de gengiva (Acessório feito de silicone, para massagear a gengiva do bebê.)
01 óleo
04 pacote fralda descartável P
06 pacotes de algodão
02 potes de lenço umedecido
01 sabonete liquido
01 saboneteira
03 sabonetes neutros
02 talcos

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Para mamãe

30 absorventes para seios (Em formato de concha, é feito de algodão e serve para absorver o excesso de leite.)
01 almofada para amamentar (Almofada em formato especial para o colo da mãe durante a amamentação, proporcionando uma posição mais cômoda.)
01 almofada para barriga
01 concha para seios (Feita de silicone, serve para corrigir os bicos que estejam invertidos e aceleram a cicatrização de bicos rachados.
02 protetores para seios (Feito de silicone, protege o bico do seio da saliva do bebê, evitando rachaduras.)
01 tira leite (Aparelho que pode ser manual ou elétrico, serve para retirar o excesso de leite e armazená-lo.)

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Passeio

01 bebê conforto (Tipo de cadeira em formato de concha para transportar o bebê nos primeiros 8 meses.
02 capas para carrinho
01 carrinho passeio
01 colchonete para carrinho
01 encosto para cabeça (Para usar no carrinho ou no bebê-conforto. Feito de tecido, serve para acomodar de forma segura a cabeça do bebê.
03 jogos de lençol para carrinho
01 moisés (Tipo de cesto em tecido comum, plastificado ou emborrachado para transportar a criança.)
01 sacola para roupinhas
01 sacola pequena (frasqueira)
01 travesseiro

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Quartos

01 berço
01 cesto para roupas
02 cobertores de berço
02 cobertores de enrolar (Cobertor mais fino para envolver a criança.
01 colchão de berço
02 colchas
03 fronhas avulsas
04 jogos de lençol para berço
02 kit de fralda de boca c/ 5
02 kits para berço (Geralmente contém um edredom, um protetor de berço – tecido colocado em toda lateral do berço para evitar que o bebê se machuque – e um trocador.)
01 móbile (Um tipo de brinquedo geralmente musical para ser usado no berço.)
01 mosquiteiro
01 posicionador para dormir (Protege a criança e a mantém na mesma posição evitando que role no berço durante a noite.)
01 protetor de colchão
01 saia de berço
02 travesseiros anti-sufocantes

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Roupinhas

06 babadouros (Popularmente chamados de babador.)
06 bodys manga curta (Tipo de camisa que se abotoa por entre as pernas.)
06 bodys manga longa
02 casaquinhos de lã
02 casaquinhos de linha
06 conjuntos pagão (Composto geralmente de uma camiseta regata, um casaquinho e uma calça de malha.
03 cueiros (Tecido de flanela que serve para enrolar a criança.)
06 culotes (mijão) (Calça para bebês, geralmente de malha ou em outro tecido fino.
05 fraldas de tecido
06 macacões
02 mantas luxo
02 mantas simples
03 pares de luva
06 pares de meia 00
01 saída de maternidade (veja nossas dicas pra saída de maternidade)
04 sapatinhos
02 toucas
03 vira manta (Tecido de algodão usado atrás do pescoço da criança para evitar o contato com outros tecidos que possam dar alergia.)

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Diversos

01 aquecedor de mamadeiras
01 aspirador nasal (Serve para limpar o nariz do bebê (sucção))
04 bicos de mamadeira
01 canguru (Tipo de colete que, preso a um adulto, serve para carregar a criança de forma mais cômoda.)
02 chupetas
01 conjunto de coador e funil
01 conta gotas
01 escorredor para mamadeiras
01 escova para mamadeira
01 esterilizador
01 garrafa térmica
48 lembranças
03 mamadeiras grande
02 mamadeiras média
01 mamadeiras pequena
01 mordedor
01 pinça higiênica (Pinça plástica para pegar os itens já esterilizados.)
01 porta chupetas
01 porta mamadeira térmico
02 prendedores de chupeta
01 termômetro clínico
01 vaporizador

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Estética na Gestação

Estética na Gestação

A gravidez é um período de novidades e felicidade, mas que exige cuidados redobrados com o corpo da mulher, incluindo pele e cabelo. Dá vontade de fazer atividade física e cuidar da sua beleza! Veja aqui algumas dicas de estética.

Algumas mulheres ganham muito peso durante a gravidez, e isso não é bom. Dar atenção ao peso durante a gestação é fundamental para controlar o surgimento de estrias e outros problemas.

Lembre-se que a mulher deve engordar, no máximo, 15 kg durante a gestação. A partir deste ganho, a probabilidade de surgir estrias é maior. Além disso, este aumento de peso deve ser gradual e não de uma só vez. Mulheres com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 27 devem optar por emagrecer um pouco antes de engravidar. Cuide da sua saúde, se você fuma pare ou tente reduzir ao mínimo possível.

Os problemas de pele que surgem neste período ocorrem porque, além da maior presença de hormônios femininos ( principalmente a progesterona) e da pele mais oleosa e esticada, os nutrientes, entre eles as vitaminas necessárias à saúde da pele e cabelos, precisam ser divididos entre mãe e filho. Manchas, celulite, estrias, acne, estes são os problemas estéticos que mais preocupam as mulheres grávidas. Se você tem um tempinho leia nosso post específico sobre os cuidados com a pele na gestação.

box_alert  Mas não se preocupe: para cada um destes problemas existe um ou mais tratamentos estéticos que ajudam a preveni-los, combatê-los ou amenizá-los.

Durante os três primeiros meses é natural o aumento na oleosidade da pele, o que pode gerar o surgimento da acne. A saída é realizar uma limpeza de pele por mês e aplicar produtos que contenham na sua composição peróxido de benzoila e ácido glicólico, sempre prescritos por um dermatologista.

acne

Podem também ser realizados peelings de cristal e de frutas, que realizam apenas uma leve esfoliação. O Peeling de cristal é realizado com um aparelho que possibilita uma abrasão leve à moderada para a retirada de tecido morto e a paciente pode retomar suas atividades logo após a realização do procedimento ele também ajuda a combater as estrias e pode ser utilizado durante a gravidez, pois não são utilizadas substâncias que podem ser absorvidas pela pele, sendo somente um peeling mecânico.

Os cremes clareadores, por sua vez, devem ser usados com cautela, pois os produtos que contêm vitamina A e derivados na sua composição podem causar danos graves ao feto. A oleosidade tende a ser menor nos últimos meses da gestação, podem ser usados eventualmente sabonetes a base de enxofre, mas não é recomendado o uso de remédios para tratamento da acne, eles só devem ser usados sob orientação médica, porque alguns podem ser teratogênicos e causar sérios danos ao feto mesmo quando usados em pequenas quantidades ou doses únicas.

Uma vilã que surge ou se agrava durante a gestação é a celulite. Para saber como combater a celulite, primeiro é preciso saber o que provoca este mal, e a resposta vem sob a forma de retenção de líquido nos tecidos maternos (inchaço), um problema bastante comum na gravidez, principalmente nas mulheres acima do peso. A retenção de líquidos acontece por causa da alteração hormonal e piora a celulite – especialmente no último trimestre.

A solução mais indicada é a drenagem linfática, que deve ser realizada por um profissional qualificado. O tratamento contribui para a diminuição do inchaço e consequentemente diminui o aparecimento da celulite, além do controle de peso, obviamente.

Para a gestante que não gosta de massagem manual, a dermotonia, uma técnica francesa, pode ser a alternativa. É aplicada por profissional treinado, com um aparelho que faz uma levíssima sucção na pele, com os mesmos efeitos da drenagem manual. É a única técnica com aparelho que pode ser usada pela gestante. Se é a opção para você, cuidado: não a confunda com a endermologia, método semelhante, mas feito com sucção bem mais forte, imprópria para o período de gravidez. A aspiração pode causar varizes pois na gestação, os vasos ficam mais frágeis, devido ao aumento de volume sanguíneo.

Outro problema que incomoda as mulheres é o surgimento de estrias ou flacidez na região do abdome, mamas, coxas, nádegas e quadril. As estrias surgem entre 50% e 90% das mulheres grávidas e costumam aparecer no último trimestre e são motivadas pelo estiramento mecânico da pele. Fatores como a hereditariedade e a influência hormonal são determinantes, observe na família se as mulheres tem predisposição ao surgimento de estrias, principalmente na gravidez e, para se prevenir, massagens à base de cremes específicos, com centella asiática, colágeno e elastina são os mais indicados: o segredo no caso das estrias, é a hidratação local.

O tratamento para estrias – Intradermo com Vit C – com intervenções imediatas no local do surgimento das estrias, é possível reduzi-las ou até mesmo fazê-las desaparecer. Este tratamento não tem contra-indicação no período da gestação bem como no período da amamentação.

Para o tratamento de estrias preexistentes você pode também apelar para tratamentos com lasers, peelings, Subcision (técnica cirúrgica desenvolvida para amenizar depressões profundas na pele) e cremes indicados por dermatologistas, mas isto somente antes ou depois da gestação, não durante.

Quanto às manchas na pele do rosto (melasma), aréolas mamárias escurecidas e a “linha nigra” (aparecimento de uma linha escura na linha média do abdome), todos tendem a desaparecer sozinhos depois do fim da gestação, porém o melasma pode permanecer, portanto, o ideal é evitar que ele apareça, utilizando filtro solar.

melasma

O melasma ocorre em até 75% das gestantes. Geralmente tem início no segundo trimestre da gestação, sendo mais comum em mulheres da raça negra. Seu padrão de acometimento na gestação é o usual, sendo mais comum o centrofacial (63%), seguindo-se o malar e o mandibular. Ele costuma desaparecer completamente em prazo de até um ano após o parto, mas até 30% das pacientes evoluem com alguma seqüela da mancha. O tratamento inclui fotoproteção, bem como evitar a exposição solar exagerada. Fórmulas com corticóides, hidroquinona e tretinoína podem ser utilizadas no pós-parto. Por isso, gestantes podem aproveitar o sol, mas com uso de proteção solar em gel ou oil free com fator 25, 30 ou acima disto.

A depilação pode ser feita normalmente, com exceção da técnica a laser, que deve ser evitada durante toda a gestação.

As varicosidades acometem mais de 40% das gestantes, sendo mais comuns nas pernas e na região anal (hemorróidas). Surgem a partir do terceiro mês de gestação e apresentam etiologia multifatorial, incluindo tendência familiar, fragilidade do tecido elástico e aumento da pressão venosa devido à compressão venosa pelo útero em crescimento na gestação. Tendem a regredir no pós-parto, e pode ser realizada prevenção com o uso de meia elástica, repouso com elevação dos membros inferiores ou em decúbito lateral, sendo recomendával evitar a posição ortostática (em pé) por períodos prolongados.

As unhas também podem ficar fracas e quebradiças, por isso é recomendável uma manipulação de base de esmalte contendo vitaminas para uso semanal e hidratação com uréia.Em relação aos pés, o uso de cremes hidratantes contendo uréia diariamente e peeling de cristais quinzenais deixarão os pés lisinhos.

Há ainda os cuidados com o cabelo. Para mantê-lo bonito, não é preciso fugir de tinturas; basta ter cuidado na aplicação. Os produtos de coloração atuais têm composição menos tóxica e grande parte deles são livres de amônia e metais pesados, mas há necessidade de cuidados pois gestantes são mais propensas a alergias, por isso é recomendável realizar um teste com o produto em pequena porção da pele 24 horas antes de aplicá-lo totalmente, para verificar se o organismo terá alguma reação, além de não aplicar o produto rente à raiz dos cabelos.Aplicar tonalizantes naturais, por exemplo à base de hena, evita riscos à saúde, especialmente se for um procedimento seguido de hidratação.

A queda de cabelo ou eflúvio telógeno ocorre entre o 1º e 5º mês pós-parto e, geralmente, ocorre recuperação completa em até um ano. Se não houver melhora poderá ser usada uma loção capilar específica para estimular o crescimento do cabelo e tomar polivitamínicos.

Mas lembre-se: no caso de qualquer tratamento estético durante a gestação, é recomendável realizá-lo sempre em clínicas com profissionais qualificados, sempre comunicando a vigência da gestação e mantendo seu ginecologista informado sobre os eventuais tratamentos que vc esteja realizando.

E não se esqueça da alimentação saudável e da ingestão de grande quantidade de líquido: eles são fundamentais para a beleza da pele e do cabelo, além de trazer muito mais disposição, deixando a gestante ainda mais bonita.

Procedimentos de Estética na Gestação

Toxina botulínica

Existem vários relatos na literatura sobre o uso da toxina botulínica do tipo A durante a gravidez, para o tratamento de enfermidades (como distonia cervical, blefaroespasmo e acalasia) ou para fins estéticos – em quase todos não são apontadas anormalidades ao nascimento ou no desenvolvimento das crianças. A toxina botulínica do tipo A é droga da categoria C, e não é indicada durante a amamentação, já que não se sabe se poderia ser excretada no leite materno.37 Apesar da existência de vários relatos sugerindo sua segurança durante a gestação, a melhor conduta ainda é evitar seu uso para fins estéticos nesse período.

Preenchimentos

Não existem estudos sobre o uso de preenchedores durante a gravidez. Não foram relatadas complicações nos casos em que gestantes receberam aplicações de colágeno ou de ácido hialurônico.Teoricamente não existiriam riscos para o ácido hialurônico, dada sua composição idêntica à do ácido hialurônico humano; a recomendação mais sensata, entretanto, sugere evitar o uso dessas substâncias para fins cosméticos durante a gravidez.

Luzes e Laser

Apesar da grande disseminação e popularização dos procedimentos estéticos com lasers ou outras fontes de energia, ainda não existem estudos científicos que justifiquem seu uso durante a gravidez.Também não existem relatos sobre efeitos adversos que tenham sido relacionados com o estado gestacional. Recomenda-se evitar a aplicação do laser na região abdominal e intravaginal em mulheres grávidas. Porém, se considerarmos a maior susceptibilidade das gestantes à cicatrização lenta, hiperpigmentação pós-inflamatória e piora de queloides, seria mais prudente que todos os procedimentos estéticos com luzes ou laser, independente da região tratada, fossem adiados até o período pós-parto, visando a melhor cicatrização.

Peelings

A gravidez representa contraindicação relativa à realização de peelings químicos, tendo em vista que substâncias tópicas como o ácido retinoico, o ácido salicílico e o enxofre são classificados como medicamentos de categoria C pelo FDA. Apesar da ausência de relatos de complicações provocadas por seu uso tópico, a melhor conduta evita essas substâncias durante a gestação. Por outro lado, o uso tópico do ácido glicólico, assim como sua utilização em peelings químicos, representa alternativa segura durante a gravidez, não estando contraindicado, tal como, aliás, a microdermoabrasão com cristais de alumínio (peeling físico) – ainda assim, cabe lembrar o que já foi dito sobre a cicatrização mais lenta da gestante e sobre o risco aumentado de hiperpigmentação. Considera-se prudente optar por procedimentos muito superficiais para minimizar os riscos durante a gestação.

Pintar o Cabelo

Sim, pintar o cabelo é possível. Desde que você siga algumas recomendações como evitar as primeiras 12 semanas que é o período onde o bebê está se formando. Além disso produtos como a amônia e o formol estão proibidos! Para saber tudo sobre o assunto não deixe de ler nosso post Grávida pode pintar o cabelo?

Outros Procedimentos

A eletrocoagulação, a crioterapia, o uso de ácido tricloroacético e a desobstrução mecânica da acne para remoção de comedões (sem aplicação prévia de substâncias ceratolíticas ou de aparelhos com corrente elétrica) são procedimentos considerados seguros durante a gestação. De qualquer forma, em se tratando de objetivos estéticos, o custo/benefício é aspecto a ser necessariamente avaliado.

Referências

  1. Newman WJ, Davis TL, Padaliya BB, Covington CD, Gill CE, Abramovitch AI, et al.Botulinum toxin type A therapy during pregnancy.Mov Disord. 2004;19(11):1384–5.
  2. Bodkin CL, Maurer KB, Wszolek ZK. Botulinum toxin type A therapy during pregnancy. Mov Disord. 2005;20(8):1081- 2.
  3. Nussbaum R, Benedetto AV. Cosmetic aspects of pregnancy. Clin Dermatol. 2006;24(2):133–41.
  4. Manela-Azulay M, Issa MCA, Tamler C, Pinheiro AMC, Costa A. Procedimentos estéticos. In: Costa A, Alves G, Azulay L, editores. Dermatologia e gravidez. Rio de Janeiro. Elsevier; 2009. p. 449-453.
  5. Navratil L, Kymplova J. Contraindications in Noninvasive Laser Therapy: Truth and Fiction. J Clin Laser Med Surg. 2002;20(6):341-3.
  6. Tung RC, Bergfeld WF, Vidimos AT, Remzi BK. Hydroxy Acid–Based Cosmetic Procedures Guidelines For Patient Management. Am J Clin Dermatol. 2000;1(2): 81-8.
  7. Bhalla M, Thami GP. Microdermabrasion: Reappraisal and Brief Review of Literature. Dermatol Surg. 2006;32(6):809–14.
  8. Grimes PE. Microdermabrasion. Dermatol Surg. 2005;31(9 pt 2):1160-5.

Corrida e Gravidez

corrida e gravidez

A mulher que tem por hábito praticar a corrida como atividade física, pode ver a gestação como um período de grande impacto sobre a sua “carreira” de atleta.

Em gestações não patológicas, nas quais não hajam contra-indicações para a continuidade da prática dos exercícios, a gestante poderá manter a corrida, em um ritmo mais leve, sem a necessidade de se afastar, o que tornaria o retorno à atividade após o nascimento do bebê muito mais difícil e o período da gestação mais estressante. Temos um post inteiro sobre atividade física na gestação.

A mulher corredora deve informar seu obstetra sobre o ritmo de sua atividade física antes da gestação, para que juntos possam programar o melhor ritmo a ser mantido. Cada gestante tem de ter a sua atividade avaliada de forma personalizada, pois cada gestação tem suas particularidades. É provável que o obstetra prefira não interferir muito com as orientações a respeito da sua prática esportiva, porém vai querer certificar-se de que você não se esforce demasiadamente. Esse é a mais válida recomendação, porém, frequentemente deixada de lado, pois o esforço excessivo geralmente só é percebido após a instalação da fadiga. Portanto, a gestante corredoraé o mais sábio conselho, mas freqüentemente difícil de seguir porque o esforço demasiado geralmente só é percebido depois do fato, quando a fadiga já se instalou. A gestante corredora deve encarar a corrida cuidadosamente.

Muitas vezes a gestação não é diagnosticada logo no início, fato muito freqüente entre atletas, uma vez que elas têm ciclos menstruais mais irregulares. Ao primeiro sinal de gestação, deve-se obter uma confirmação, consultar um médico, fazer os exames necessários e iniciar o acompanhamento pré-natal.

Deve-se ressaltar que o organismo não pode fazer muito mais coisas do que já faz normalmente ao mesmo tempo, ou seja, o corpo da mulher concentrará suas energias para o desenvolvimento e crescimento do feto, o que, indubitavelmente levará a uma diminuição da performance da corredora nas corridas, portanto, se a participação em provas for muito importante para a atleta, o foco no resultado não deverá ser.

As mamas além de terem seu volume aumentado, tornam-se mais doloridas durante a gestação, portanto a utilização de tops com sustentação extra são indispensáveis.

Muitas vezes as náuseas e a indisposição matinais afastam a corredora de suas atividades, o que não é nenhum grande problema, pois geralmente são sintomas passageiros. Se as orientações do obstetra ou mesmo as medicações que possam ser prescritas não forem suficientes, talvez a opção seja uma caminhada. Ah, e não se esqueça de sempre treinar em lugares nos quais haja um banheiro acessível, pois a freqüência urinária aumenta significativamente durante esse período.

Quando a fadiga e a sonolência do início da gestação e as náuseas matinaisnão são problemas, a futura mamãe deve se manter ativa. O que se recomenda é uma diminuição gradual na quilometragem e se evitar os treinos anaeróbios (intervalados/tiros), pois há acúmulo de ácido lático e elevação acentuada da freqüência cardíaca.

Com o passar do tempo, os sintomas de indisposição, náuseas e sonolência, muito comuns no primeiro trimestre, tendem a diminuir. O volume uterino vai aumentando e é justamente no segundo trimestre a fase em que a mulher sente-se melhor e mais disposta, porém, com mais susceptibilidade à fadiga. Aí vai uma dica, mantenha um volume menor de treinamento, que só deverá ser drasticamente reduzido caso a gestante não se sinta bem.

Lembre sempre, dar uma parada na corrida não causará nenhum dano permanente para a carreira da corredora, portanto, sempre se deve estar atenta aos sinais do corpo, mantendo o ritmo se tudo estiver indo bem, diminuindo ou mesmo se sentir que essa é a necessidade. Moderação é a palavra-chave. Relaxamento é um aspecto importante da corrida – e ainda mais durante a gravidez.

O alongamento tem seus benefícios amplamente reconhecidos, portanto deve ser realizado com extrema cautela na gestação. As gestantes apresentam uma frouxidão ligamentar fisiológica, pois o organismo torna-se mais “elástico” para facilitar a passagem do bebê pelo canal do parto. Essa maior elasticidade dos ligamentos torna a gestante mais propensa a lesões articulares e ligamentares. Outro ponto importante é que o centro de equilíbrio da mulher muda durante a gestação, com isso há uma maior tendência da mulher a se desequilibrar, o que pode resultar em quedas, o que pode causar danos à gestante e ao seu bebê.

Todas as mulheres quando engravidam devem incrementar a sua dieta em algumas calorias, e esse incremento deve ser ainda maior para a gestante corredora. Deve-se procurar manter uma dieta balanceada e nutritiva.

Em relação ao sono, a regra é a mesma que para qualquer pessoa: quantidade adequada aliada à qualidade. O que a grávida tem de vantagem, é que a sonolência faz parte do início da gestação, então, se o sono bater, tire os tênis e dê uma boa cochilada…

No terceiro trimestre, quase no término da gestação, tudo vai ficando mais difícil para a gestante, inclusive a corrida. A vontade de correr diminui proporcionalmente e fica mais e mais difícil… O volume de treinamento se reduz a praticamente um quarto do inicial, o fôlego fica muito curto (com o grande volume do útero, o diafragma não tem mais espaço suficiente para movimentar-se amplamente), as idas ao banheiro tornam-se mais freqüentes (o útero pesa sobre a bexiga), a lombalgia em função da lordose fisiológica da gestação, as noites de sono cada vez mais mal dormidas (não há mais uma boa posição, muitas idas ao banheiro, falta de ar), ou seja, está chegando o grande dia…

Vários são os sinais de alerta, indicando PARE: sangramento, perda de líquido, aumento da pressão arterial, ganho de peso excessivo ou muito abaixo do esperado, renteção de líquidos (edema). O obstetra será o melhor juiz das contra-indicações, e deve ser consultado freqüentemente.

É fundamental prevenir-se do superaquecimento ingerindo bastante líquidos, evitando correr em dias com temperaturas muito elevadas e não se exercitando muito vigorosamente. Esse é o momento de correr “light”, de relaxar, uma vez que o relaxamento é uma preparação importante para o parto.

Preparar-se para o parto é muito parecido com o preparo para uma maratona, ou prova importante. Deve-se canalizar o lado emocional de forma construtiva. Calma e concentração são palavras fundamentais. O trabalho de parto não é mais fácil para a mulher corredora do que para a que não corre, porém, a atleta saberá utilizar de sua força física quando necessária, saberá a hora de perseverar!

Após o período de recuperação, a agora Mamãe, estará de volta às pistas. Perceberá que os antigos percursos tornaram-se incrivelmente mais longos, e que suas pernas parecem estar mais lentas do que nunca. Calma, novamente pedimos “calma”! Leva-se algum tempo para retomar a forma de antes. Mas, saibam que muitas mulheres apresentaram resultados melhores em corridas após tornarem-se mães, ou seja, amadureceram como pessoas e como atletas.

O hábito de correr pode se tornar ainda mais importante na vida da mulher após a maternidade. Pois, inevitavelmente há alguma perda de sua liberdade/individualidade com as novas responsabilidades. A corrida permitirá que ela continue dedicando um tempo especial do seu dia a si mesma, o que mantém a auto-estima em dia, além da saúde física, mental, do casal, enfim, da família que acaba de nascer.

Atividade Física na Gestação

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Antes de iniciar um programa de atividade física (sair correndo por aí), a mulher grávida deve passar por um exame médico completo, realizado por seu médico, para descartar complicações que possam tornar o exercício inadequado e para que lhe sejam fornecidas informações específicas sobre sinais e sintomas a serem observados durante a gravidez.  Além do início das atividades físicas é importante o cuidado com a alimentação.

Contra-indicações para Atividades Físicas

Exemplos de contra indicações absolutas para o exercício aeróbio durante a gravidez, incluem: hipertensão induzida pela gravidez, diabetes do tipo 1, histórico de dois ou mais abortos espontâneos, restrição de crescimento intra-uterino, sangramento persistente do segundo para o terceiro trimestre, gravidez múltipla, tabagismo e ingestão excessiva de álcool. As contra indicações relativas incluem: histórico de trabalho de parto prematuro, anemia, obesidade, diabetes do tipo 2 e aptidão física muito ruim antes da gravidez.

Em geral, as principais adaptações cardiovasculares e metabólicas da gravidez em comparação com a não gravidez são as seguintes:

  • O volume de sangue é aumentado de 40 a 50%.
  • O consumo de oxigênio (taxa que o organismo de um indivíduo tem de captar e utilizar o oxigênio do ar que está inspirando para gerar trabalho) é discretamente maior em repouso e durante o exercício submáximo.
  • O consumo de oxigênio no exercício com suporte de peso é acentuadamente aumentado.
  • As freqüências cardíacas são maiores em repouso e durante o exercício submáximo.
  • O débito cardíaco (quantidade de sangue bombeada pelo coração) é maior em repouso e durante o exercício submáximo nos dois primeiros trimestres. Isso significa que a mulher grávida se cansa com mais facilidade, porque aumenta a necessidade de oxigênio (tanto para a mãe quanto para o feto) e porque o trabalho extra de respiração, à medida que o útero cresce, pressiona o diafragma. No terceiro trimestre, o débito cardíaco é menor e a possibilidade de hipotensão arterial (pressão arterial baixa) é maior.
  • Os vasos sanguíneos ficam mais flexíveis e distendidos para acomodar o aumento no volume de sangue, podendo resultar em veias varicosas, hemorróidas e inchaço. Em alguns casos os vasos não se distendem e, em vez disso, se contraem e causam a elevação da pressão sanguínea. Se essa elevação ocorre durante a gravidez ela é chamada de hipertensão induzida pela gravidez – uma doença séria e que pode ser fatal.

Recomendações de Atividade Física

Diante dessas alterações fisiológicas, foram desenvolvidas orientações iniciais estabelecidas pelo American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), como por exemplo: não se exercitar com uma freqüência cardíaca superior a 140bpm. Porém em orientações mais recentes, são enfatizadas que devido à possibilidade de alteração entre a freqüência cardíaca e o VO2 (consumo de oxigênio) durante a gravidez, sugere-se que a melhor escolha para classificar a intensidade do exercício seja através do esforço subjetivo (sensação do esforço percebido pela mulher grávida- leve, moderado, cansativo).

Gravidez

Gravidez

Além disso, a ACOG salienta a necessidade de se evitar a realização de exercício na posição supina (abdômen para cima), após o primeiro trimestre e a modificação da intensidade dos exercícios de acordo com os sintomas de cansaço, além de não forçar até a exaustão. As atividades com sustentação do peso corporal (ciclismo, natação) são estimuladas em razão do menor risco de lesão. Em contrapartida, qualquer tipo de exercício que envolva a possibilidade de trauma abdominal e perda de equilíbrio, deve ser evitado. Deve-se ter a atenção na necessidade de hidratação, vestimenta apropriada e condições ambientais ótimas para a manutenção da temperatura corporal dentro da faixa normal associada ao exercício. Com relação à duração do estímulo, afirma-se que o exercício de curta duração e de baixa intensidade parece não acarretar conseqüências negativas durante a gravidez. No entanto, dados sugerem que o treinamento de longa duração ou de alta intensidade deve ser evitado.

Os benefícios potenciais citados comumente em um programa bem elaborado de exercícios pré-natais incluem:

  • Aptidão aeróbica e muscular aprimorada,
  • Facilitação da recuperação após o trabalho de parto,
  • Maior bem estar psicológico materno que pode ajudar a combater as sensações de estresse, de ansiedade e/ou depressão, experimentadas freqüentemente durante a gravidez,
  • Estabelecimento de hábitos permanentes de um estilo de vida saudável,
  • Retorno mais rápido ao peso, a força e a flexibilidade pré-gravidez,
  • Menor intervenção obstétrica,
  • Fase ativa mais curta do trabalho de parto e menos dor,
  • Menor aumento de peso,
  • Digestão melhorada e constipação reduzida,
  • Lombalgia reduzida durante a gravidez.

É extremamente importante que ao se exercitarem as mulheres grávidas estejam cientes dos sinais e sintomas que tornam necessária a interrupção do exercício e a procura de aconselhamento médico, dentre elas:

  • Quaisquer sinais de secreção sanguinolenta proveniente da vagina,
  • Qualquer “jato” de liquido proveniente da vagina (ruptura prematura das membranas),
  • Edema (inchaço) súbito dos tornozelos, mãos ou da face,
  • Cefaléias (dores de cabeça) intensas e persistentes e/ou distúrbios visual; episódio inexplicável de tontura ou vertigem,
  • Dor e vermelhidão na panturrilha de uma única perna (flebite),
  • Elevação da freqüência de pulso ou da pressão arterial que persiste após o exercício,
  • Fadiga excessiva, palpitações, dor torácica,
  • Contrações persistentes (> 6-8/h) que podem sugerir o início de um trabalho prematuro,
  • Dor abdominal inexplicável,
  • Aumento insuficiente de peso (menos de 1 kg/mês durente os últimos dois trimestres).

Algumas pacientes com obesidade muito grave ou associada a outros problemas de saúde podem ter indicação inclusive para realização de cirurgia bariátrica para aumentar a sua fertilidade ou até para reduzir riscos da obesidade durante a gravidez.

Também é importante informar que alguns sintomas normais da gravidez, como a dor por estiramento do ligamento redondo, pode ser exacerbada pela atividade física. Sempre é bom ter o acompanhamento do seu médico para esclarecer estes detalhes.

Referências

  1. Howley, Edward. T. Powers, Scott. K. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho . Editora Manole, 2005.
  2. American College of Sports Medicine. Diretrizes do ACSM para os Testes de Esforço e sua Prescrição. Editora Gunabara Koogan, 2007
  3. Botogoski, Sheldon R.; Amaral, Vivian Ferreira. Guia da Gestante Saudável. Editora Juruá, 2008.

Alimentação na Gravidez e Lactação

A gestante deve seguir uma dieta equilibrada e variada, priorizando a qualidade e não a quantidade. A idéia de que na gravidez deve-se comer por dois é totalmente incorreta. Além disso, o excesso de peso nesta fase pode levar à patologias como diabete gestacional e hipertensão arterial. O ganho de peso aceitável varia de acordo com o peso pré-gestacional e o estágio da gestação. Assim como a alimentação a atividade física durante a gestação também é importante.

Peso pré-gestacional
(IMC*)

Ganho total no
1o trimestre
Ganho semanal no
2o e 3o trimestres
Ganho total na
gestação
Baixo Peso
(IMC < 19,8)
2,3 Kg 0,5 Kg 12,5 – 18,0 Kg
Peso Normal
(IMC entre 19,8 – 26)
1,6 Kg 0,4 Kg 11,5 – 16,0 Kg
Sobrepeso
(IMC entre 26 e 29)
0,9 Kg 0,3 Kg 7,0 – 11,5 Kg
Obesa
(IMC > 29)
—- 0,3 Kg 7,0 Kg

 

IMC

Peso aproximado dos produtos da gestação

  • Feto: 3,2 Kg
  • Placenta: 0,5 Kg
  • Líquido Amniótico: 1,0 Kg
  • Útero: 1,0 Kg
  • Aumento do volume sanguíneo: 1,0 Kg
  • Aumento das mamas: 1,0 Kg

Portanto, aproximadamente 7 Kg resultam diretamente da gravidez. O restante deve-se ao depósito de gordura materna.

Calorias

O aumento no aporte calórico durante a gravidez vai depender, além do peso pré-gestacional, da atividade física da mulher e de seu metabolismo basal. De um modo geral, um acréscimo de 10% nas calorias diárias, durante o 2º e o 3º trimestres, é o suficiente. Então se a mulher consumia 2000 cal/dia deverá acrescentar à sua dieta 200 cal/dia.

Proteínas

As proteínas magras devem estar presentes em todas as refeições, pois são essenciais para o desenvolvimento dos tecidos que vão formar o bebê e também na formação da placenta e do sangue materno e fetal. Boas fontes de proteína são: carnes magras, leite, queijos, ovos, iogurte e feijão.

Cálcio

Participa do desenvolvimento dos dentes e ossos do bebê, ajuda a regular os batimentos cardíacos e a contração muscular, atua na coagulação sanguínea e auxilia na regulação da pressão arterial. É importante principalmente nos últimos meses de gravidez quando a formação dos ossos é finalizada. Na mãe a carência pode levar à gengivite e cãibras. Se a mãe não estiver ingerindo cálcio suficiente o feto vai utilizar as reservas maternas para o seu desenvolvimento e isto poderá comprometer a saúde futura da mãe. Recomenda-se o consumo de 1200mg/dia para suprir as demandas do feto.

Alimento

Quantidade de Cálcio
Leite desnantado (copo grande) 297,6 mg
Queijo minas (1 fatia média) 205,5 mg
Iogurte (200 ml) 240 mg
Espinafre cozido (4 colheres de sopa) 160 mg
Iogurte (200 ml) 240 mg
Couve refogada (2 colheres de sopa) 164 mg

A absorção de cálcio pode ser prejudicada por alguns fatores, como a presença de ferro, presente em carnes e ovos principalmente. Por isso procure não consumir alimentos ricos em ferro junto com alimentos ricos em cálcio, como por exemplo: carne bovina e leite desnatado.

Ferro

É um mineral essencial na formação da hemoglobina (responsável por carregar oxigênio no sangue). Sua deficiência provoca anemia. A demanda deste mineral na gestação é muito grande, sendo ainda maior no último trimestre quando o bebê começa a acumular para utilizar nos seus primeiros meses de vida. Mesmo com uma alimentação adequada é difícil obter toda quantidade de ferro requisitada neste período e provavelmente seu médico recomendará uma suplementação deste mineral no 2º e 3º trimestres. São alimentos ricos em ferro: fígado, carnes, ovos, feijão e hortaliças folhosas. Para melhorar a absorção do ferro consuma junto com alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, tomate, couve-flor, brócolis) e evite fonte de cálcio na mesma refeição.

Ácido Fólico

Atua na divisão celular e na síntese protéica. A ingestão de ácido fólico antes da concepção até a 10º semana de gestação ajuda a prevenir malformações do sistema nervoso central do feto. Comece a suplementação com a recomendação do seu médico e inclua na dieta alimentos ricos em ácido fólico com vegetais verdes escuros, frutas cítricas, gérmen de trigo, ricota, iogurte e pães integrais.

Outras Recomendações

  • Limitar o consumo diário de café em 200 a 300 ml
  • Abster-se de bebidas alcoólicas e do tabagismo
  • Carpaccios, sushis e sashimis devem ser evitados, principalmente nos 3 primeiros meses de gravidez, pois a carne crua pode transmitir doenças como a toxoplasmose
  • Evite enlatados, condimentos e gorduras
  • Evite o consumo de adoçantes ou produtos dietéticos durante a gravidez e amamentação. No caso de diabéticas ou controle de peso opte pelo aspartame. Não há estudos conclusivos sobre o risco de malformação no feto pelo uso de sacarina e ciclamatos, especialmente até a 10º semana de gestação
  • Alimente-se a cada 3 horas para evitar tonturas e mal estar
  • Escolha uma poltrona de amamentação confortável!

Alimentando-se de forma saudável e equilibrada você garante um bom desenvolvimento para o seu bebê, uma gestação mais tranqüila e facilita a recuperação da boa forma após o parto.