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Comprimento do Osso Nasal Fetal — Mazzoni 2006

Tabela de referência para comprimento do osso nasal fetal de Mazzoni 2006, valores normais por idade gestacional de 12 a 40 semanas
Osso Nasal mm 12–40 semanas
Importante: As tabelas aqui descritas são de valores de referência. Valores acima ou abaixo dos limites esperados não significam necessariamente anormalidade. Sempre consulte seu médico para interpretação adequada.

O comprimento do osso nasal fetal é um importante parâmetro biométrico utilizado na avaliação ultrassonográfica de rotina durante o pré-natal. Este osso, localizado na face fetal, tem sua mensuração considerada fundamental para o rastreamento de cromossomopatias, particularmente a trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down), na qual frequentemente se observa hipoplasia ou ausência do osso nasal.

Os valores de referência de Mazzoni et al. (2006) têm a vantagem de derivar de população brasileira (com grande miscigenação étnica): 625 fetos medidos entre a 10ª e a 39ª semana de gestação, com uma medida por indivíduo, excluídos os malformados. A medida é obtida em corte sagital estrito da face, com o feixe acústico incidindo a 45° ou 135° em relação ao plano da face (insonação de 90° com o osso nasal).

Como interpretar esta tabela

Os valores estão em milímetros, organizados por percentis (2,5 · 5 · 10 · 50 · 90 · 95 · 97,5) para cada semana gestacional. O percentil 50 (P50) é a mediana; o intervalo de referência da normalidade vai do percentil 2,5 ao 97,5. No rastreamento, o percentil 5 costuma ser adotado como limite inferior: medidas abaixo dele — ou a ausência do osso nasal — sugerem hipoplasia e maior risco de cromossomopatias (sobretudo síndrome de Down), exigindo avaliação complementar. A variabilidade das medidas cresce com a gestação (a diferença entre os percentis 2,5 e 97,5 vai de ~1,1 mm na 11ª semana a ~3,9 mm na 39ª). A coluna n traz o número de fetos por semana; nos extremos (poucos casos) os percentis são menos estáveis.

IG
(semanas)
n Comprimento do Osso Nasal (mm) — Percentil
P2,5 P5 P10 P50 P90 P95 P97,5
1080,50,60,71,01,31,41,5
11381,01,01,11,51,92,02,1
12831,41,51,62,02,42,52,6
13481,92,02,12,53,03,13,2
14162,32,42,63,03,53,63,7
1562,72,93,03,54,04,14,2
16173,23,33,44,04,54,64,8
17203,63,73,94,45,05,15,3
18173,94,14,34,85,45,65,7
19104,34,54,65,35,96,16,2
20254,74,85,05,76,36,56,7
21565,05,25,46,16,87,07,1
22545,45,55,76,57,27,47,6
23345,75,96,16,87,67,88,0
24136,06,26,47,28,08,28,4
25106,36,56,77,58,38,68,8
2696,56,87,07,88,78,99,2
27136,87,07,38,29,09,39,5
28167,17,37,58,59,49,69,9
29117,37,57,88,89,710,010,2
30147,57,88,09,010,010,310,5
31157,78,08,39,310,310,610,8
32147,98,28,59,510,610,911,1
33118,18,48,79,810,811,111,4
34118,38,68,910,011,111,411,7
35138,48,79,010,211,311,711,9
36128,68,99,210,411,611,912,2
37138,79,09,410,611,812,112,4
38138,89,19,510,712,012,312,6
3958,99,29,610,912,212,512,8

Para uma avaliação biométrica completa e cálculo automatizado dos percentis, utilize nossa calculadora de biometria fetal, que integra múltiplos parâmetros ultrassonográficos para uma análise abrangente do crescimento fetal.

Referência
Mazzoni GT Jr, Faria M, Castro MJBV, Chaves AS, Teixeira LS, Correa MD Jr, Pettersen H. Avaliação ultra-sonográfica do osso nasal fetal: evolução das medidas ao longo da gestação. Rev Bras Ginecol Obstet. 2006;28(3):151-157.
Dr. Rafael Frederico Bruns — Médico especialista em Medicina Fetal, Curitiba
Dr. Rafael Frederico Bruns
Médico CRM-PR 18.582
Medicina Fetal RQE 238

Conteúdo revisado por um médico especialista em medicina fetal. As informações têm caráter educacional e não substituem a consulta médica.

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