O Bebê
Seu bebê está praticamente pronto para nascer! Com cerca de 2,7 quilos e medindo entre 45 e 48 centímetros, ele já atingiu um tamanho considerável e seus sistemas estão funcionando de forma coordenada. A maioria dos órgãos, incluindo os sistemas circulatório e músculo-esquelético, está preparada para a vida fora do útero.
Nesta semana, a gordura continua se acumulando, especialmente preenchendo os ombros e joelhos do bebê, além de formar dobrinhas características no pescoço e na cintura. Essas reservas de gordura são fundamentais para regular a temperatura corporal após o nascimento. As gengivas estão endurecendo progressivamente, preparando-se para a futura erupção dos primeiros dentinhos.
O sistema digestivo do seu bebê representa uma das últimas fronteiras do desenvolvimento. Embora já esteja funcionalmente preparado, ele ainda não foi testado na prática. Toda a nutrição chegou até agora através do cordão umbilical, sem necessidade de processamento digestivo. Assim que ele mamar pela primeira vez no seu peito ou na mamadeira, esse sistema será ativado pela primeira vez.
O espaço uterino está cada vez mais apertado, e se o bebê ainda não se posicionou de cabeça para baixo (posição cefálica), as chances de ele conseguir se virar diminuem significativamente. A partir desta semana, ele pode “encaixar” no canal de parto a qualquer momento, iniciando sua descida em direção à pelve materna.
Você sabia? As unhas do seu bebê já cresceram tanto que ele pode nascer precisando cortá-las logo nos primeiros dias de vida para evitar que se arranhe!
A Futura Mamãe
Esta é uma fase de intensos preparativos para o grande momento. As consultas pré-natais agora se tornam semanais, permitindo um acompanhamento mais próximo do seu bem-estar e do desenvolvimento do bebê. Seu obstetra monitora sinais vitais, posição fetal e sinais precoces de trabalho de parto.
Você provavelmente está sentindo as famosas “dores de acomodação” – desconfortos intensos causados pela pressão do bebê contra seus órgãos internos e pela expansão do útero. Essas dores podem ser particularmente intensas nas costelas, na região lombar e na pelve. O peso do bebê também pode causar sensação de pressão na bexiga, aumentando a frequência urinária.
Muitas gestantes começam a experimentar contrações de Braxton Hicks mais frequentes e intensas nesta fase. Essas contrações “de treinamento” preparam o útero para o trabalho de parto real, mas são irregulares e geralmente cessam com mudança de posição ou repouso.
Sinais de Alerta
Fique atenta a sinais que podem indicar o início do trabalho de parto prematuro: contrações regulares e dolorosas, sangramento vaginal, perda de líquido amniótico ou diminuição significativa dos movimentos fetais. Qualquer um desses sintomas requer avaliação médica imediata.
Dica: Alguns estudos sugerem que consumir tâmaras a partir desta semana pode reduzir a necessidade de indução do parto. Converse com seu obstetra sobre incluí-las na sua dieta!
Exames e Consultas
A partir da 36ª semana, as consultas pré-natais se tornam semanais até o parto. Durante essas consultas, seu médico realizará:
- Verificação da pressão arterial e peso materno
- Medição da altura uterina
- Avaliação da posição fetal através do exame físico
- Ausculta dos batimentos cardíacos fetais
- Pesquisa de edema (inchaço) nas extremidades
Dependendo da sua situação específica, podem ser solicitados exames complementares como cardiotocografia para avaliar o bem-estar fetal ou dopplerfluxometria para verificar o fluxo sanguíneo materno-fetal.
Este também é o momento ideal para finalizar os exames laboratoriais pré-parto, incluindo hemograma completo e coagulograma, que ajudarão a equipe médica a se preparar adequadamente para o seu parto.
O Futuro Papai
Este é o momento perfeito para participar das aulas de preparação para o parto, se ainda não o fez. Essas aulas são desenhadas para ambos os pais e ajudam você a se sentir parte fundamental da equipe de parto. Você aprenderá técnicas de respiração, posições que podem ajudar durante o trabalho de parto e como ser um apoio efetivo para sua companheira. Lembre-se: seu papel vai muito além de segurar a mão – você será o coach mais importante durante todo o processo!
Conteúdo revisado por um médico especialista em medicina fetal. As informações têm caráter educacional e não substituem a consulta médica.
