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Veia Umbilical Direita Persistente

 O diagnóstico pré-natal desempenha um papel fundamental na detecção de anomalias vasculares raras, como a Veia Umbilical Direita Persistente (VUDP). Este artigo tem como objetivo fornecer informações relevantes aos médicos que realizam acompanhamento pré-natal e ultrassom para diagnóstico, sobre a incidência e a importância clínica da VUDP.

Em um estudo realizado na Turquia, envolvendo 10.743 gestantes, 0,11% apresentaram VUDP. Todas as gestantes diagnosticadas tinham o tipo intra-hepático da anomalia, sendo que o ducto venoso estava presente em todos os casos. A maioria das gestantes tinha VUDP isolada, mas também foram observados casos com anomalias concomitantes, sendo as alterações cardiovasculares as mais comuns.

Importância Clínica e Resultados Fetais da Veia Umbilical Direita Persistente

Em geral, o prognóstico para os casos de VUDP isolada é bom. No entanto, é importante ressaltar que a presença de anomalias concomitantes, especialmente doenças cardíacas congênitas, pode levar a desfechos neonatais adversos. Estudos anteriores também relatam maior risco de doenças cardíacas congênitas na presença de VUDP e artéria umbilical única (AUU). Portanto, é essencial o diagnóstico pré-natal e avaliação especializada, como a ecocardiografia fetal, para a detecção precoce de anomalias associadas e a prestação do cuidado adequado a gestações afetadas.

Achados Ultrassonográficos

O diagnóstico pré-natal da VUDP é relativamente fácil por meio de exames ultrassonográficos. Os critérios de diagnóstico incluem o curso anormal da veia porta em direção ao estômago e a localização da veia umbilical no lado direito médio da vesícula biliar. A visualização desses achados ultrassonográficos permite o diagnóstico da VUDP.

Veia Umbilical Direita Persistente

O diagnóstico da Veia Umbilical Direita Persistente pode ser feito pela posição da veia umbilical e da vesícula biliar. Em casos alterados a veia umbilical fica mais à direita da vesícula biliar. Ainda é possível notar que a curva da veia umbilical é para a esquerda, e não para a direita como em casos normais.

Na literatura, a realização de testes invasivos durante a gestação é sugerida em casos acompanhados por indicações obstétricas, como a presença de anomalias associadas. Portanto, é importante considerar as indicações clínicas para a realização desses testes.

O diagnóstico pré-natal e a avaliação da VUDP são de suma importância para entender sua relevância clínica e fornecer o cuidado adequado às gestações afetadas. É essencial realizar um acompanhamento detalhado e especializado, incluindo exames ultrassonográficos completos e, quando necessário, outras avaliações, como a ecocardiografia fetal. A maioria dos casos de VUDP isolada possui um bom prognóstico, mas a presença de anomalias associadas, especialmente doenças cardíacas congênitas, requer atenção especializada e cuidados adicionais. Portanto, é fundamental que médicos que realizam pré-natal e ultrassom para diagnóstico estejam cientes da existência e importância clínica da VUDP e de suas possíveis associações.

Referência

  1. Gulsah Dagdeviren, Ayse Keles , Ozge Yu€ cel Celik, Aykan Yucel and Dilek Sahin. Departamento de Perinatologia, Etlik Zubeyde Hanim Women’s Health Care, Training and Research Hospital, University of Health Sciences, Ankara, Turquia.

O que é o cisto da bolsa de Blake?

A bolsa de Blake

A bolsa de Blake é uma estrutura embriológica normal. Ela aparece de uma maneira transitória que inicialmente não se comunica com o espaço subaracnoídeo. Posteriormente a bolsa apresenta perfurações que formam o Forame de Magendie.

Bolsa de Blake

Sequencia embriologia do desenvolvimento do teto do IV ventrículo. O plexo coróide divide o teto do quarto ventrículo em uma área membranosa anterior e outra área membranosa posterior (a). O vérmis cerebelar se origina da área membranosa anterior (b), que eventualmente desaparece. A bolsa de Blake surge como uma protusão da área membranosa posterior (c), que posteriormente se comunica com o espaço subaracnóideo formando o forame de Magendie (d). AM Anterior: área membranosa anterior; AM Posterior: área membranosa posterior.

Cisto de Blake ou Cisto da Bolsa de Blake

Os cistos da bolsa de Blake surgem quando a perfuração da bolsa de Blake não ocorre ou ocorre de maneira insuficiente. Dessa forma o forame de Magendie é não é eficaz em comunicar a bolsa de Blake com o espaço subaracnoídeo. Portanto a bolsa de Blake persiste formando uma imagem cística que parece uma projeção em forma de dedo comunicando o IV ventrículo com a cisterna magna.

Vídeo cortesia do Dr. Jader Cruz – The Fetal Medicine Foundation

O cisto da bolsa de Blake ocorre em cerca de 1 a cada 1.000 nascimentos, e geralmente é um achado isolado. O prognóstico é bom, sendo o desenvolvimento neurológico normal em cerca de 90% dos casos. Quando isolado não aumenta o risco de recorrência em gestações futuras.

Diagnósticos Diferenciais

Os principais diagnósticos diferenciais do cisto da bolsa de Blake são:

  • A megacisterna magna – situação aonde apenas o tamanho da cisterna magna está aumentado, sem alterações na posição ou tamanho do cerebelo.
  • A malformação de Dandy-Walker e suas variantes – aonde associado ao aumento da cisterna magna podemos ver diferentes graus de hipoplasia do vermis cerebelar.

Válvula de Uretra Posterior

A válvula de uretra posterior representa a causa mais freqüen-te de obstrução uretral em crianças. Incide no sexo masculino, a cada cinco a oito mil nascimentos, representando dois a oito novos doentes por ano em unidades de referência de urologia pediátrica.

válvula de uretra posterior - esquema

A maior parte dos diagnósticos é feita durante o pré-natal pois a bexiga fetal torna-se bastante dilatada e com um aspecto de “fechadura” de porta (Keyhole sign). A válvula pode romper parcialmente ainda intra-útero e tornar-se patente ou permanecer não patente até o fim da gestação. Os casos aonde a válvula fica completamente obstruída são os mais graves pois o acúmulo de urina irá levar a dilatação renal e comprometimento da sua função.

válvula de uretra posterior

Já os casos aonde a válvula é patente a função renal pode ser preservada e ter um prognóstico melhor. É possível ainda, nos casos aonde a válvula não é patente realizar uma cirurgia intra-uterina para colocar um dreno na bexiga ou para desobstruir a válvula. A chance de sucesso é relativamente pequena mas existe e está relacionada principalmente com a abordagem precoce do problema.

Rim Multicísitico

Entre as malformações renais císticas congênitas, o rim displásico multicístico (veja a classificação de Potter para doença cística renal) é a mais frequente, sendo diagnosticado ainda intra-útero por meio da ultrassonografia fetal.

Sua incidência é estimada em 1:1.000 a 1:4300 de nascidos vivos. Sua etiologia, ainda é desconhecida. Pode estar relacionada à obstrução completa ou atresia do ureter proximal, levando à falha de desenvolvimento do parênquima renal. No ultrassom é possível ver diversas áreas císticas, de tamanho variado. Geralmente são unilaterais.

Rim multicísitco

A ultrassonografia pode evidenciar envolvimento unilateral com cistos, quantidade variável de estroma hiperecogênico, ausência de córtex ou medula normal e contorno renal irregular. Ainda no período neonatal, pode ocorrer a regressão e reabsorção do rim acometido, resultando em agenesia renal unilateral. Pode estar associada a outras anormalidades urológicas, como as estenoses das junções urétero-pélvica (JUP) e urétero-vesical (JUV) e refluxo vésico-ureteral.

Lábio Leporino

Lábio Leporino

Fenda lábio-palatina é um grupo de condições em que se inclui a fenda labial, a fenda palatina e ambas. O lábio leporino é caracterizado por uma abertura que começa na lateral do lábio superior, que o divide em duas partes.

A falha no fechamento das estruturas pode afetar apenas o lábio ou se estender até o sulco entre os dentes incisivo lateral e canino, atingir a gengiva, o maxilar superior e chegar o nariz.

No caso da fenda palatina, a abertura pode atingir todo o céu da boca e a base do nariz, estabelecendo comunicação direta entre um e outro. Pode também aparecer dividida a úvula (campainha da garganta), resultando em úvula bífida.

Fenda Labial (lábio Leporino) visto entre 11 e 14 semanas de gestação

 

Fenda labial (lábio leporino) unilateral – Visto no Exame de Segundo Trimestre

Etiologia

Todos os fetos têm uma abertura no lábio e palato durante o estágio inicial da gravidez. No desenvolvimento fetal normal, estas aberturas fecham durante a gravidez. Se uma dessas aberturas, ou ambas, não fecharem, o resultado é uma fissura oral-facial. A causa exata é desconhecida. A fenda labial pode ocorrer isoladamente ou em conjunto com a fenda palatina em cerca de 1 em cada 750 nascimentos de bebês caucasianos. A fenda palatina afeta 1 em 2.500 nascimentos caucasianos.

Veja Também

  1. AFISSUR – Associação de Reabilitação e Promção Social do Fissurado Lábio Palatal
  2. AFISSUR – Facebook
  3. CAIF – Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Labiopalatal

Malformação de Dandy-Walker

A malformação de Dandy-Walker é uma malformação cerebral caracterizada por hipoplasia ou agenesia do vérmis cerebelar e dilatação do quarto ventrículo, com formação cística na fossa posterior. O diagnóstico é realizado, na maioria dos casos, no período prénatal ou na primeira infância, decorrente de anormalidades no desenvolvimento fetal ou de sinais e/ou sintomas de hidrocefalia. Raros casos assintomáticos são descritos no adulto, quase sempre diagnosticados casualmente a partir de exames de imagem. Um diagnóstico diferencial importante da malformação de Dando-Walker é o cisto da bolsa de Blake.

Dandy Walker

Vídeo Malformação de Dandy-Walker

Encefalocele

A encefalocele é um defeito do tubo neural, doença na qual ocorre a herniação do cérebro e das meninges por aberturas no crânio.

Encefalocele

Encefalocele Vídeo Ultrassom

No vídeo abaixo vemos como é a apresentação ultrassonográfica deste defeito.

Referências

  1. Barreto, Eduardo, Barbosa, Jackeline, & Telles, Carlos. (1993). Classificação anatômica das encefaloceles anteriores. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 51(1), 107-111.

Onfalocele

Onfalocele é uma herniado das vísceras abdominais através de um defeito central do abdômen, no local de inserção do cordão umbilical. As vísceras herniadas são compostas por 3 camadas: peritônio, âmnio e geléia de Wharton. A onfalocele difere da gastrosquise por ser coberta por membrana que recobre o conteúdo abdominal e por ser mais frequentemente associada com alterações cromossômicas.

Como a onfalocele se forma: embriologia em linguagem acessível

Para entender a onfalocele, é útil conhecer um processo normal do desenvolvimento fetal. Por volta da 6ª semana de gestação, o intestino médio cresce rapidamente e, temporariamente, se projeta para fora da cavidade abdominal — dentro do próprio cordão umbilical. Isso é completamente fisiológico. Na 10ª semana, a cavidade abdominal já é suficientemente grande para receber esses órgãos de volta, e o retorno acontece normalmente.

Na onfalocele, esse retorno não ocorre de forma completa. Os órgãos abdominais — intestino, fígado, estômago — permanecem herniados através do defeito na parede abdominal e ficam contidos dentro de um saco membranoso composto por peritônio e âmnio. Essa membrana é a principal característica que distingue a onfalocele de outros defeitos da parede abdominal.

Onfalocele ao ultrassom: o que o exame mostra

A onfalocele é identificada ao ultrassom como uma massa heterogênea na linha média do abdômen fetal, na base de inserção do cordão umbilical. O diagnóstico pré-natal é possível em mais de 90% dos casos, sendo que:

  • Onfaloceles contendo apenas intestino podem ser diagnosticadas de forma confiável após a 12ª semana — antes disso, é difícil diferenciá-las da hérnia fisiológica normal do intestino médio
  • Onfaloceles contendo fígado podem ser detectadas já entre 9 e 10 semanas, pois a presença do fígado no saco é sempre um achado patológico
  • A membrana intacta ao redor do conteúdo herniado é o sinal ultrassonográfico mais característico
  • O cordão umbilical se insere diretamente no ápice do saco onfalocélico

O tamanho da onfalocele varia amplamente. Aproximadamente 80% das onfaloceles contêm parte do fígado. As chamadas “onfaloceles gigantes” — que contêm a maior parte do fígado ou medem mais de 5 cm — representam um subgrupo com desafios cirúrgicos e prognóstico específicos.

Onfalocele × Gastrosquise: como diferenciar ao ultrassom

Essa é uma das distinções mais importantes na medicina fetal, pois as duas condições têm causas, associações e condutas muito diferentes:

Característica Onfalocele Gastrosquise
Localização do defeito Linha média — base do cordão umbilical Paraumbilical, geralmente à direita
Membrana cobrindo vísceras Presente (peritônio + âmnio) Ausente — órgãos expostos ao líquido amniótico
Inserção do cordão No ápice do saco Normal, lateral ao defeito
Fígado herniado Possível (em ~80%) Raro
Associação com aneuploidias Alta (30–50% dos casos) Baixa
Associação com síndromes genéticas Alta (Beckwith-Wiedemann, Pentalogy of Cantrell) Muito baixa

Associação com cromossomopatias e síndromes genéticas

A onfalocele tem associação significativa com anomalias cromossômicas — essa é uma das razões pelas quais o diagnóstico pré-natal tem tanto impacto no planejamento clínico. Os dados mais relevantes:

  • Em onfaloceles diagnosticadas entre 11 e 13 semanas com conteúdo exclusivamente intestinal, a taxa de defeitos cromossômicos pode chegar a 30–50%, predominando a Trissomia 18 (Síndrome de Edwards) e a Trissomia 13 (Síndrome de Patau)
  • Vale notar que onfaloceles intestinais detectadas no primeiro trimestre têm resolução espontânea em até 90% dos casos — é o retorno tardio do intestino ao abdômen
  • Onfaloceles contendo fígado têm menor taxa de aneuploidia, mas maior associação com a Síndrome de Beckwith-Wiedemann — condição genética de hipercrescimento fetal presente em cerca de 10% dos casos
  • Anomalias estruturais associadas são encontradas em 35 a 70% dos casos, incluindo cardiopatias congênitas, anomalias genitourinárias, defeitos do tubo neural e malformações gastrointestinais

Por isso, o diagnóstico de onfalocele ao ultrassom deve sempre motivar uma investigação complementar estruturada: avaliação morfológica fetal completa, ecocardiograma fetal e discussão sobre cariótipo fetal (amniocentese ou biópsia de vilo corial).

Conduta e acompanhamento durante a gestação

Após o diagnóstico, o acompanhamento é realizado por uma equipe multidisciplinar — especialista em medicina fetal, neonatologista e cirurgião pediátrico — e inclui:

  • Avaliação morfológica detalhada para identificar malformações associadas
  • Ecocardiograma fetal — cardiopatias estão entre as anomalias mais frequentemente associadas
  • Investigação genéticaamniocentese ou biópsia de vilo corial para cariótipo e, conforme indicado, pesquisa de Síndrome de Beckwith-Wiedemann
  • Ultrassonografias seriadas a cada 3–4 semanas para monitorar o crescimento fetal e o volume de líquido amniótico
  • Vigilância fetal intensificada a partir de 32 semanas (cardiotocografia ou perfil biofísico semanal), pois fetos com onfalocele têm maior risco de morte fetal tardia

O planejamento do parto deve incluir a transferência para um centro terciário com UTI neonatal e bloco cirúrgico pediátrico. O parto prematuro eletivo não traz benefícios para o recém-nascido e está associado a maior morbimortalidade. A via de parto segue critérios obstétricos habituais; a cesariana é reservada para onfaloceles gigantes com risco de ruptura de membrana ou distocia.

Tratamento após o nascimento

O tratamento da onfalocele é cirúrgico, realizado pela equipe de cirurgia pediátrica. A abordagem depende principalmente do tamanho do defeito e da presença de outras condições associadas:

  • Fechamento primário: indicado para onfaloceles pequenas (defeito menor que 2 cm), realizável nas primeiras horas após o nascimento
  • Fechamento em etapas com silo: para onfaloceles maiores, um envoltório artificial protege o conteúdo herniado enquanto ele é gradualmente reduzido para a cavidade abdominal ao longo de dias a semanas
  • Fechamento após epitelização: em casos selecionados de onfaloceles gigantes, a membrana é tratada topicamente até que ocorra epitelização espontânea, com reparo cirúrgico definitivo em um segundo tempo

Além da cirurgia, os cuidados neonatais incluem suporte respiratório, nutrição parenteral, controle térmico e prevenção de infecções. O prognóstico é determinado principalmente pela presença e gravidade das anomalias associadas — não pela onfalocele em si.

Perguntas frequentes sobre onfalocele

A onfalocele tem cura?

Sim. A onfalocele tem tratamento cirúrgico estabelecido. O prognóstico depende principalmente do tamanho do defeito e da presença de outras malformações ou cromossomopatias associadas. Onfaloceles isoladas, sem anomalias associadas, têm boas perspectivas com cirurgia pediátrica especializada.

Qual a diferença entre onfalocele e gastrosquise?

As duas são defeitos da parede abdominal fetal, mas diferem em localização, anatomia e associações. Na onfalocele, o defeito é na linha média (base do cordão umbilical) e os órgãos são cobertos por uma membrana. Na gastrosquise, o defeito é lateral ao cordão, os órgãos ficam expostos ao líquido amniótico sem membrana protetora, e a associação com cromossomopatias é muito menor.

A onfalocele sempre indica problema cromossômico?

Não necessariamente. A associação com cromossomopatias existe e é significativa — especialmente com Trissomia 18 e Trissomia 13 — mas não é universal. Onfaloceles contendo fígado têm menor risco de aneuploidia e maior associação com síndromes genéticas como Beckwith-Wiedemann. A investigação genética é sempre recomendada, mas o resultado pode ser completamente normal.

Em que semana é possível diagnosticar a onfalocele ao ultrassom?

Onfaloceles contendo fígado podem ser detectadas já a partir de 9 a 10 semanas. Onfaloceles apenas com intestino são diagnosticadas de forma confiável após a 12ª semana — antes disso, podem ser confundidas com a hérnia intestinal fisiológica, que é um processo normal do desenvolvimento fetal.

O bebê com onfalocele vai precisar de cirurgia ao nascer?

Sim, o tratamento é cirúrgico em todos os casos. O momento e a técnica dependem do tamanho da onfalocele e das condições gerais do recém-nascido. Onfaloceles pequenas podem ser fechadas nas primeiras horas de vida; onfaloceles maiores podem exigir abordagem em etapas ao longo de dias ou semanas.

Gastrosquise

Gastrosquise é um raro defeito de fechamento da parede abdominal no qual os intestinos se projetam. Geralmente está localizada à direita da inserção do cordão umbilical. A gastrosquise pode ser detectada pelo ultrassom pré-natal, geralmente por volta de 18 a 20 semanas de gestação. Embora a causa exata seja desconhecida, a explicação mais provável é a multifatorial (predisposição genética associada a fatores ambientais) O tratamento é cirúrgico, devolvendo o conteúdo abdominal para a cavidade e com o fechamento da parede. Como principais diagnósticos diferenciais temos: onfalocele e anomalia de body-stalk.

Cavalgamento de Aorta

O cavalgamento de aorta ou aorta cavalgante é um defeito cardíaco congênito, onde a aorta é posicionada diretamente sobre um defeito do septo ventricular (CIV), em vez de  estar sobre o ventrículo esquerdo. O resultado é que a aorta recebe um pouco de sangue do ventrículo direito, causando mistura de sangue oxigenado e desoxigenado, reduzindo assim a quantidade de oxigênio entregue aos tecidos. No vídeo abaixo ainda é possível ver um Golf Ball no ventrículo esquerdo.

É um dos quatro achados da tetralogia de Fallot clássica. Os outros três achados são obstrução da via de saída do ventrículo direito (na maioria das vezes estenose subpulmonar), hipertrofia ventricular direita e comunicação interventricular.

Cavalgamento de Aorta