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De onde vem a dor no umbigo durante a gravidez?

Sentir dor no umbigo ou dor na virilha durante a gestação são sintomas muito comuns. Podem ocorrer em qualquer fase da gestação mas é mais comum quando o útero está um pouco maior. Ocorre principalmente devido às alterações no corpo para se adaptar ao crescimento do bebê.

dor no umbigo

O umbigo (como é conhecido popularmente) é tecnicamente uma cicatriz. Após o parto o cordão umbilical “perde a utilidade”, então ele é cortado e ligado. Com o tempo o coto do cordão fica ressecado e cai, deixando uma pequena cicatriz que chamamos de umbigo.

coto cordão umbilical

Imagem mostrando o coto do cordão umbilical de um recém nascido. Note que por transparência é possível ver os vasos sanguíneos que existem no cordão.

Assim como existem vasos sanguíneos no cordão na parte externa ao corpo, existem vasos sanguíneos que percorrem a parte interna do nosso corpo durante a nossa vida fetal. Quando nascemos e o cordão é cortado, esses vasos não “desaparecem”. Como eles não terão mais fluxo eles obliteram e se tornam ligamentos. A veia umbilical vira o ligamento falciforme enquanto as artérias umbilicais passam a ser os ligamentos umbilicais mediais. Existe ainda no cordão uma outra estrutura chamada alantóide que irá formar o ligamento umbilical mediano, ligando o topo da bexiga a cicatriz umbilical.

vasos do cordão umbilical

Ultrassom mostrando os vasos do cordão umbilical na parte externa do feto e continuando na parte interna do feto.

Por quê ocorre a dor no umbigo?

Durante a gestação o útero aumenta de tamanho (por isso seu obstetra mede o tamanho da barriga em cada consulta). Com o crescimento do útero durante a gestação estes ligamentos serão progressivamente estirados (alongados) e isso poderá causar dor em volta do umbigo. No entanto, essa dor não é constante, e aparece principalmente quando a mulher curva o corpo, faz esforço ou pressiona o local. Algumas pacientes poderão também se queixar de inchaço ou de sentirem “puxões” quando o bebê se movimenta.

Mudança da Altura Uterina durante a gravidez

Crescimento uterino durante a gestação. Os números correspondem aos meses de gestação.

Entretanto, se a dor surgir no final da gravidez, se espalhar pelo abdômen e for acompanhada de contrações uterinas, pode ser sinal de trabalho de parto, por isso é importante saber identificar quais os sinais do trabalho de parto e as contrações de treinamento.

Gostou deste post? Então leia também sobre 6 Dores que NÃO são normais na Gravidez – E o que fazer com elas!

8 dicas para reduzir os enjoos na gravidez

O enjoo matinal é geralmente um dos primeiros sintomas da gestação. Podem começar já na 5ª semana da gravidez e geralmente melhoram em torno da 16ª semana. Eles são um dos sintomas clássicos da gestação, acometendo de 70% a 80% das gestantes, em diferentes graus de intensidade e duração. Podem ser um mal-estar leve ou vir acompanhados de vômitos e cansaço, tornando o período em que duram bem penoso.

Enjoo Matinal na Gravidez

O que causa o enjoo e os vômitos?

Durante a gestação uma séria de alterações ocorrem no organismo materno. O estômago produz mais ácido, a digestão se torna mais lenta, por exemplo. Além disso existe uma grande alteração hormonal. Acredita-se que os enjoos e vômitos tenham uma relação com os níveis do hormônio beta-hCG (o mesmo que o utilizado no teste de gravidez de sangue). Sabe-se que quanto maior o nível de bata-hCG maior a chance da ocorrência de náuseas e vômitos durante a gestação.

Os enjoos e vômitos podem ser um problema?

Geralmente não, apesar de comuns não costumam prejudicar a evolução da gravidez. Entretanto, caso a frequência dos vômitos seja muito alta, isso poderá caracterizar um problema chamado hiperêmese gravídica. A Hiperêmese gravídica é quando os vômitos se tornam tão frequentes que causam desidratação e alterações eletrolíticas. Eventualmente seu médico poderá prescrever medicações para a reduzir os sintomas.

Como evitar os enjoos?

Não existe nenhuma solução milagrosa, entretanto algumas atitudes podem reduzir os enjoos e deixar eles mais toleráveis. Seguem algumas dicas que você poderá seguir:

1. Evitar cheiros e comidas fortes ou que causem náusea.
Durante a gestação, as mulheres tendem a ficar mais sensíveis a sabores e odores, por isso, evite, na medida do possível, cheiros e comidas com odores muito fortes que possam ou que já causaram náusea.

2. Preferir o consumo de alimentos mais frios e menos temperados.
Opte por alimentos leves, não muito temperados e em temperatura ambiente, ou frios, assim eles exalam menos cheiro e causam menos mal estar.

3. Deixar uma bolacha, lanchinho ou água com sal sempre a mão para ingerir ao acordar.
Ao acordar pela manhã, ingerir algum alimento leve e aguardar uns 20 ou 30 minutos, para então se levantar da cama.

4. Fazer refeições pequenas de 3 em 3 horas.
O estômago vazio piora a náusea, por isso evite ficar muitas horas sem comer. Coma com intervalos curtos e regulares, nem que seja uma fruta ou uma barrinha de cereal.

5. Incluir gengibre na alimentação.
Comer um pedacinho de gengibre ou chupar balas de gengibre ajuda na hora da digestão, diminuindo a irritação da parede do estômago.

6. Manter-se hidratada.
Água é sempre o melhor remédio! Beba água de tempo em tempo, mas evite beber líquidos durante as refeições.

7. Praticar exercícios de acordo com a indicação médica.
Se movimentar é sempre bom, colaborando com a qualidade de vida e o bem estar. E isso não seria diferente durante a gestação. Mas vale lembrar que é importante consultar o seu médico, temos um post sobre isso também: Atividade Física na Gestação.

8. Cheirar limão ou chupar um picolé de limão.
O limão pode ajudar a amenizar a náusea. Por isso, uma dica é tomar chá gelado com limão, colocar rodelas de limão na água com gás, chupar um picolé ou, até, cheirar o limão.