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Procedimento de Medicina Fetal é realizado pelo SUS no Hospital de Clínicas da UFPR

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Médicos do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná realizaram procedimento de transfusão intrauterina em paciente do Sistema Único de Saúde.

Uma grávida que já havia perdido três bebês anteriormente foi submetida a um procedimento de transfusão intrauterina (seu tipo sanguineo é incompatível com o do feto), no Setor de Unidade Fetal do Hospital de Clínicas, ligado à Tocoginecologia (Ginecologia e Obstetricia) da UFPR e a Unidade da Mulher e do Recém-Nascido do HC. É um procedimento ainda incomum pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e foi realizado no último dia 16 de abril no hospital.

Apesar do procedimento ter um risco de perda fetal considerável (3 a 5%), se não for realizado em tempo, a doença é fatal para o feto. O procedimento realizado foi um sucesso devido à equipe que contou ainda com o médico residente Régis Yukio Cho e com o apoio de Newton Carvalho, chefe do Departamento de Tocoginecologia da UFPR. Mãe e feto passam bem, mas precisam retornar para novos procedimentos.

“O procedimento é semelhante ao de uma transfusão comum, entretanto para levar o sangue até o feto o médico precisa colocar a agulha dentro de uma minúscula veia do cordão umbilical, que se encontra cerca de 5 a 7cm de distância da pele da mãe. Para isso é necessário guiar a agulha com um aparelho de ultrassom”, afirmou Rafael Frederico Bruns, responsável pela realização do procedimento ao lado de Luiz Fernando Hilbert, especilistas em medicina fetal e únicos a realizar este procedimento pelo SUS em Curitiba.

Medicina Fetal

É uma subespecialidade da ginecologia e obstetrícia que tem como objetivo a assistência ao feto, realizando diagnóstico e terapia pré-natal. “Até hoje, o obstetra era o médico da mãe, durante a gravidez e após o parto; e o pediatra, da criança, desde seu nascimento; porém, o feto não tinha um especialista que focasse no seu atendimento”, afirmou Bruns.

A Medicina Fetal cuida das complicações do feto tais como as alterações no crescimento (fetos que não ganham peso ou ganham peso demais); as doenças genéticas e as más formações.

O especialista pode tratar a anemia fetal, como no caso atendido no HC, em que foi realizada uma cordocentese (punção do cordão umbilical) para transfundir sangue para o feto.

Existem ainda outros procedimentos que podem ser realizados como o tratamento com laser para gêmeos com transfusão feto-fetal; a colocação de balão endotraqueal em fetos com hérnia diafragmática; o procedimento chamado EXIT (ex-utero intrapartum treatment) para fetos com tumores que obstruem as vias aéreas; além de outros ainda em fase experimental.

Leticia Hoshiguti, com informações da Assessoria de Marketing do HC
Procedimento de medicina fetal é realizado no Hospital de Clínicas
Autor: Laércio Carlos Ribeiro dos Santos / MKT-HC
Fonte

Gestantes com gripe por H1N1 devem iniciar tratamento antiviral o mais breve possível

Artigo publicado online pelo The Lancet mostra que as gestantes são mais suscetíveis a complicações da gripe pelo H1N1. Além disso, o estudo mostra que a taxa de hospitalização para gestantes é 4 vezes maior que a da população em geral. Gestantes com gripe por H1N1 devem iniciar o tratamento antiviral o mais breve possível, enquanto que as gestantes saudáveis devem ser imunizadas assim que a vacina estiver disponível.
Segundo os autores, apesar de haver uma taxa de internação de gestantes significativamente maior quando comparada com as gripes sazonais de anos anteriores, isto pode não ter muita importância pois o internamento da gestante é algo complicado e certamente envolve muito mais coisas do que a gravidade do quandro em si. Entretanto o fato de que mais de 10% das mortes aconteceram em gestantes é certamente preocupante.

Nas pandemias por influenza que ocorreram em 1918 e 1957 a mortalidade foi aparentemente maior em gestantes. Durante a pandemia de 1957, 50% das mortes em Minnesota em mulheres na faixa etária de idade reprodutiva ocorreram em gestantes.

A recomendação do CDC é que pacientes grávidas iniciem a terapia antiviral assim que os sintomas de gripe por influenza iniciarem. Idealmente o tratamento deve ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início da sintomatologia.

Os autores ainda ponderam que o risco da pandemia de influenza é superior ao risco potencial que a medicação tem sobre o feto. Com relação a vacina os autores acreditam que ela será parte importante da resposta da saúde pública a esta pandemia de influenza e as gestantes deverão receber prioridade na vacinação.

Confira as recomendações do CDC para evitar a gripe:

  1. Evite contato muito próximo com pessoas doentes e mantenha distância dos outros caso a pessoa infectada seja você.
  2. Fique em casa se estiver doente. Assim você ajudanda a não disseminar a doença
  3. Cubra sua boca e seu nariz ao tossir ou espirrar.
  4. Lave as mãos, sempre, para prevenir contato com germes.
  5. Evite encostar em seus olhos, seu nariz ou sua boca com as mãos sujas, para não que não sirvam de porta de entrada para os vírus.
  6. Tenha outros bons hábitos, como dormir bem, fazer atividade física, controlar o estresse, beber líquidos e ingerir alimentos saudáveis.

Como a gripe suína se espalha entre os humanos:

  • O vírus da gripe suína tipicamente afeta porcos, não humanos. A maioria dos casos ocorre quando pessoas têm contato com porcos infectados ou objetos contaminados circulando entre pessoas e porcos.
  • A transmissão entre humanos é mais difícil do que em uma gripe convencional.
  • Os sintomas da gripe suína em humanos são similares àqueles da gripe convencional – febre repentina, tosse, dores musculares e cansaço extremo. Este novo surto, aparentemente, também causa mais diarreia e vômitos que a gripe convencional.
  • Vacinas estão disponíveis aos porcos para a prevenção da gripe suína. Não há vacina para humanos, embora o CDC esteja formulando uma.
  • Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos.

Artigo Original :H1N1 2009 influenza virus infection during pregnancy in the USA

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A Formação do Bebê Fotografada no Útero

Lennart Nilsson (nascido em 1922) é um fotógrafo e cientista sueco. Ele é famoso por suas fotografias in vivo de fetos humanos e outros temas médicos antes considerados “infotografáveis” de maneira geral por suas fotografias em macro extrema.
Ele é considerado um dos primeiros fotojornalistas Suécos. Quando imagens de embriões tiradas por Lennart Nilsson foram publicadas na revista Life em 1965, causou furor. Dentro de dias, toda a edição de oito milhões havia esgotado. Mais de 40 anos depois, as fotografias não perderam nada de seu poder.

A tecnologia avançada permite imagens mais claras e ampliadas. Algumas destas fotos foram tiradas com câmeras convencionais com lentes macro, enquanto outras foram tiradas com o uso de um endoscópio. Um Microscópio eletrônico permitiu a Nilsson tirar fotos com uma ampliação de centenas de milhares de vezes.

Veja abaixo mais uma amostra do trabalho de Lennart Nilsson. Caso queira adquirir o livro, visite o site da Amazon.

Por Trás da Lente: Entrevista com Lennart Nilsson

NOVA: Fale-me sobre a primeira vez que utilizou um endoscópio [um instrumento utilizado para visualizar o interior de uma cavidade do corpo ou de um órgão oco].

LN: Na primavera de 65, a revista Life publicou uma história sobre a reprodução humana, uma capa e dezesseis páginas. Eu trabalhei por 12 anos sobre esta história. Uma das fotos era o rosto de um embrião dentro do útero tiradas com um endoscópio com um flash eletrônico. E eu me lembro que os editores queriam ter uma testemunha para dizer que este foi realmente o caso, porque era uma imagem muito nítida do rosto e da cabeça do feto dentro do útero. Mas esta não era minha primeira foto endoscópica. A primeira eu fiz 1957, mas nesta foto eu não consegui a imagem do rosto. Eu só tinha as pernas, mãos, pés, órgãos sexuais e assim por diante. Mas eu estava tentando pegar o rosto. E eu lembro que tinha uma iluminação muito especial com um strobe na frente do endoscópio, foi um endoscópio americano. E quando eu vi o feto, eu lembro que era um feto de cerca de 15 semanas de idade, chupando o polegar e quando tentei pressionar o botão da câmera, o flash não funcionou. Havia algo de errado com ele! Levou muitos anos antes de eu ter outra chance.

NOVA: Parece que os endoscópios melhoraram muito…

LN: Sim. Houve uma revolução por uma empresa alemã chamada óptica Storz. Eles fizeram um endoscópio com diâmetro de 0,6 milímetros e um de 0,8 milímetros. Então agora podemos ver o embrião humano de uma forma muito suave e muito agradável.

NOVA: Você passa o endoscópio através do colo do útero?

LN: Não, não o colo do útero. Fazemos uma espécie de laparoscopia através da parede uterina. Você sabe quando os médicos estão verificando os genes com a amniocentese? Temos feito alguns casos aqui na Suécia e na Europa durante a amniocentese. E lá tivemos a oportunidade de tirar fotos maravilhosas dos fetos.

Leia a entrevista na íntegra no site da NOVA.
Visite o site de Lennart Nilsson.