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Aliviando Náuseas e Vômitos na Gravidez com Acupuntura

A gravidez é um momento de alegria e expectativa, mas também pode trazer consigo alguns desconfortos comuns, como náuseas e vômitos. Mais conhecidas como enjoos matinais, essas aflições atingem a maioria das gestantes em algum momento da gravidez. Em alguns casos mais extremos pode até ocorrer uma doença chamada hiperêmese gravídica. Hoje, vamos explorar como a acupuntura, uma prática da medicina tradicional chinesa, pode ajudar a aliviar esses sintomas e proporcionar maior bem-estar durante a gestação.

Como é o tratamento tradicional das náuseas e vômitos

Na medicina tradicional, as náuseas e vômitos da gravidez, frequentemente conhecidos como enjoos matinais, são comumente tratados através de uma combinação de ajustes na dieta e medicamentos. No que diz respeito à dieta, aconselha-se que as grávidas comam pequenas refeições frequentes ao longo do dia, optem por alimentos secos e evitem alimentos gordurosos ou muito condimentados.

É recomendado também que as gestantes mantenham-se hidratadas bebendo líquidos ao longo do dia, preferencialmente entre as refeições. Quanto aos medicamentos, existem diversos aprovados e seguros para utilização durante a gravidez que podem ser prescritos por um profissional de saúde.

Medicina Tradicional Chinesa

A acupuntura é um método terapêutico milenar que se baseia na inserção de agulhas finas em pontos específicos do corpo para promover saúde e equilíbrio. Essa técnica tem se mostrado eficaz em diversas condições de saúde, inclusive no alívio dos sintomas de náuseas e vômitos durante a gravidez.

Náuseas e vômitos são sintomas comuns nas primeiras etapas da gravidez, frequentemente relacionados a mudanças hormonais. Eles podem ser desconfortáveis e, às vezes, debilitantes, mas é importante lembrar que, na maioria dos casos, são normais e não apresentam riscos para a mãe ou o bebê.

Acupuntura Alivia Náuseas e Vômitos na Gravidez

Encontrando alívio através da sabedoria milenar: uma futura mamãe recorre à acupuntura para controlar as náuseas e vômitos comuns na gravidez, promovendo bem-estar e equilíbrio em sua jornada para a maternidade.

No entanto, o alívio desses sintomas pode proporcionar um maior conforto e qualidade de vida para a gestante. E é aqui que a acupuntura entra. Essa prática, ao equilibrar a energia, conhecida como Qi, pode ajudar a aliviar o desconforto causado pelas náuseas e pelos vômitos. Diversos estudos mostram que a acupuntura pode ser uma alternativa natural e eficaz para o manejo desses sintomas.

Acupuntura para náuseas na gravidez

Um estudo publicado no Journal of American Medical Association (JAMA) mostrou que as mulheres que receberam acupuntura tiveram uma redução significativa nas náuseas e vômitos em comparação com as que não receberam. Outros estudos também confirmaram a eficácia da acupuntura nesse contexto.

Além de aliviar as náuseas e vômitos, a acupuntura também pode proporcionar outros benefícios durante a gravidez. Ela pode ajudar a melhorar o sono, a reduzir o estresse e a ansiedade, e a aliviar dores nas costas e dores de cabeça, que são comuns durante a gravidez.

No entanto, é fundamental que a acupuntura seja realizada por um profissional qualificado. O acupunturista deve ter conhecimento dos pontos de acupuntura que são seguros durante a gravidez. Deve-se evitar alguns pontos que podem estimular contrações uterinas.

Acupuntura para as Mulheres grávidas

Também é importante lembrar que, enquanto a acupuntura pode ser eficaz no alívio de sintomas incômodos durante a gravidez, ela não substitui os cuidados pré-natais convencionais. É importante manter as consultas regulares com seu médico ou parteira, e discutir quaisquer sintomas ou preocupações que você tenha.

A acupuntura é uma técnica segura e natural que pode oferecer alívio para náuseas e vômitos, além de outros desconfortos comuns durante a gravidez. Para mais informações sobre como a acupuntura pode auxiliar na gestação e na preparação para a concepção, leia nosso artigo sobre acupuntura para engravidar.

Em resumo, a acupuntura pode ser uma excelente adição ao seu plano de cuidados durante a gravidez. Com sua capacidade de aliviar náuseas e vômitos, além de promover o bem-estar geral, pode proporcionar uma jornada mais tranquila para a maternidade.

 

Acupuntura para Engravidar

A acupuntura é uma terapia milenar chinesa que apresenta diversos benefícios ao corpo. Essa técnica promove saúde e bem-estar ao cuidar de doenças e problemas através dos pontos de energia. Estes pontos liberam efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, e relaxam o corpo.

Desvendamos o mito por trás da informação que a acupuntura não auxilia no processo de gravidez. Trouxemos também algumas informações que te ajudam a entender o motivo dessa terapia ser importante para dar início à gestação.

A Medicina Tradicional Chinesa na Gravidez

Na medicina milenar chinesa, a acupuntura é uma técnica frequentemente utilizada para promover a saúde e o bem-estar. Também auxilia nos processos de fertilidade e gravidez. Esta prática centenária se baseia na crença de que a energia vital, chamada “Qi” (pronuncia-se “chi”), flui através do corpo ao longo de trajetos conhecidos como meridianos. A interrupção ou desequilíbrio do fluxo de Qi pode resultar em várias condições de saúde, incluindo dificuldades de fertilidade. A acupuntura visa restaurar este equilíbrio, inserindo agulhas finas em pontos específicos do corpo.

Acupuntura para Engravidar

Encontrando equilíbrio e bem-estar na jornada para a maternidade, uma sessão de acupuntura pode ser um passo poderoso rumo à concepção.

No contexto da gravidez, a acupuntura prepara o corpo da mulher para a concepção. Ela ajuda a equilibrar os hormônios e melhora a circulação sanguínea, especialmente para o útero e os ovários. Acredita-se que isso possa aumentar a probabilidade de concepção e contribuir para uma gravidez saudável. Além disso, muitas mulheres recorrem à acupuntura para ajudar a aliviar os sintomas comuns da gravidez, como náuseas e dores nas costas. É importante lembrar, contudo, que a acupuntura deve ser realizada por um profissional qualificado, idealmente com experiência na área da saúde reprodutiva, para garantir a segurança e eficácia do tratamento.

Acupuntura para Engravidar

A acupuntura pode auxiliar no processo de gravidez ao alinhar os pontos de fluxo de energia do corpo, por exemplo, o ciclo menstrual irregular. Além disso, pode contribuir para a regularização do período fértil, aumentando assim as chances de concepção. Dessa maneira, tem como objetivo agir nos chamados pontos de energia, que incluem os rins, coração e o fígado, sendo estes uma influência direta ao ciclo reprodutivo.

Ao longo do tratamento, será possível ver progresso nas condições do óvulo, as paredes do útero apresentam mais saúde e o ciclo menstrual se equilibra, além de ajudar na estabilidade hormonal.

Lembre-se, a acupuntura complementa o tratamento da infertilidade. Para garantir a eficácia, recomendamos que se faça acompanhado do processo de reprodução assistida. Portanto, um casal infértil nunca deve usar a acupuntura para engravidar como tratamento exclusivo.

Benefícios

Os benefícios da acupuntura na reprodução humana são inúmeros, tanto para a saúde reprodutiva quanto para o bem-estar físico e mental, de maneira que diminui o estresse e a ansiedade. Esses são dois fatores importantes que não podem ficar se alterando durante o tratamento de reprodução assistida.

Para o processo de gravidez, além de regular o ciclo menstrual, a acupuntura para engravidar também aumenta a quantidade de fluxo sanguíneo no sistema reprodutivo. Assim como ajuda a regular os níveis hormonais.

Outro fator é realizar a terapia também com seu parceiro, pois o sucesso da gravidez não depende unicamente das mulheres. Ou seja: a acupuntura também tem um efeito positivo na reprodução masculina.

Atuações

A acupuntura possui diferentes modos de atuação e pode assistir diversos problemas que o corpo apresenta. Assim, mulheres com Síndrome de Ovários Policísticos, ou com problemas de endometriose e baixa reserva ovariana, podem optar pelo tratamento da acupuntura para ajudar seus ciclos.

No caso dos homens, a acupuntura também tem seus benefícios com o crescimento da locomoção dos espermatozoides, ajuda na disfunção erétil e no tratamento da varicocele.

Dessa forma, ao se ter o acompanhamento de um acupunturista profissional e capacitado que irá realizar os incentivos de forma correta, a probabilidade de se obter sucesso com o uso do tratamento assistido é maior.

Quanto tempo de terapia é necessário de acupuntura para engravidar

Cada corpo é um caso diferente, então a quantidade de sessões necessárias varia. Portanto, é importante fazer exames antes de iniciar suas sessões de acupuntura para obter um resultado conclusivo das questões a serem examinadas.

Neste caso, os períodos variam podendo ser de uma ou duas sessões por semana ou dependendo da fase que está ocorrendo no corpo feminino existe a possibilidade de serem indicadas mais sessões. Assim como, com alguns procedimentos da reprodução assistida, a acupuntura pode ter início antes do tratamento a ser realizado.

A acupuntura também pode ajudar quem faz fertilização in vitro

A acupuntura tem sido cada vez mais considerada como uma abordagem complementar para pacientes que se submetem à fertilização in vitro (FIV). Embora a ciência médica moderna ainda esteja avaliando a extensão exata dos benefícios, vários estudos sugerem que a acupuntura pode desempenhar um papel valioso durante o processo de FIV.

Acredita-se que a acupuntura possa beneficiar as pacientes que realizam a FIV de várias maneiras. Primeiro, pode ajudar a aliviar o estresse e a ansiedade frequentemente associados a este processo. A FIV pode ser um processo emocional e fisicamente desafiador. A acupuntura promove o relaxamento e reduz o estresse, podendo ser muito útil. Além disso, há evidências que sugerem que a acupuntura pode melhorar o fluxo sanguíneo para o útero. O que pode potencialmente aumentar as chances de implantação bem-sucedida do embrião.

Alguns estudos também indicam que a acupuntura pode aumentar as taxas de sucesso da FIV quando utilizada imediatamente antes e depois da transferência do embrião. No entanto, é importante notar que as pesquisas nessa área ainda estão em andamento, e mais estudos são necessários para confirmar definitivamente essas descobertas.

Por fim, ao considerar a acupuntura como um complemento à FIV, é essencial buscar um profissional qualificado e experiente. Uma comunicação aberta entre o profissional de acupuntura e a equipe de FIV também pode ser útil. Pois garante que os tratamentos sejam sincronizados de maneira eficaz com o ciclo de FIV.

Como fica o útero na gravidez? Entenda essa transformação!

O corpo humano é, sem dúvida, uma obra-prima da natureza. Um exemplo disso é a capacidade do corpo feminino de acomodar uma nova vida durante a gestação. Esta incrível jornada envolve uma série de alterações, principalmente no útero, o lar temporário do bebê. Neste post, vamos explorar a fascinante transformação do útero durante a gravidez.

A gravidez é um processo biológico complexo e fascinante, e o útero, uma espécie de berço materno, desempenha um papel central nisso. Dessa forma, para entender como o útero se altera durante a gravidez, é importante começar com uma breve revisão de sua estrutura e função em condições normais.

Anatomia do Útero

O útero é um órgão muscular do tamanho e formato de uma pera invertida. Em seu estado normal, não-gravídico, tem cerca de 7,5 centímetros de comprimento, 5 centímetros de largura e 2,5 centímetros de espessura. Durante o período fértil da mulher, o útero se prepara para uma possível gravidez. O endométrio, camada interna do útero, fica mais espesso para acolher um possível embrião.

Anatomia Útero e Colo do Útero

Desenho anatômico indicando o colo uterino.

Quando ocorre a fecundação, o zigoto (ovo fertilizado) começa a sua jornada até o útero, onde se fixará e começará a crescer. A partir daqui, o útero começará a passar por uma série de transformações surpreendentes para acomodar e nutrir o feto em desenvolvimento.

O útero na gravidez

Durante a primeira fase da gravidez, o corpo começa a produzir o hormônio chamado progesterona, essencial para a manutenção da gravidez. Ele é responsável por evitar contrações uterinas que poderiam interromper a gravidez e também promove o crescimento do endométrio, criando um ambiente seguro e nutritivo para o feto.

Conforme a idade gestacional avança, o útero aumenta de tamanho para acomodar o feto em crescimento. No terceiro mês de gravidez, o útero é aproximadamente do tamanho de uma toranja. Até o final da gravidez, pode chegar ao tamanho de uma melancia, estendendo-se até o final do abdômen da mulher. Esta expansão incrível é possível graças à elasticidade do tecido muscular uterino.

Comparação do útero gravídico com o útero não gravídico.

Comparação do útero gravídico com o útero não gravídico.

A parede uterina também engrossa durante a gravidez, principalmente devido ao aumento do fluxo sanguíneo. Na verdade, ao final da gravidez, o útero recebe cerca de 20% do débito cardíaco da mãe, garantindo que o bebê receba todos os nutrientes e oxigênio de que necessita para se desenvolver.

É importante notar que, além do crescimento, o útero também passa por alterações posicionais durante a gravidez. No início, o útero está inclinado para a frente, para o abdômen. À medida que o feto cresce, o útero tende a se inclinar para trás, para a coluna vertebral.

Entendendo o que é o colo uterino

O colo do útero, também conhecido como cérvice ou cervix, é a parte inferior e estreita do útero que se conecta à vagina. Portanto, em um estado não-grávido, ele tem a forma de um cilindro e mede cerca de 2 a 3 centímetros de comprimento. A sua principal função é permitir o fluxo de menstruação do útero para a vagina e direcionar os espermatozoides que entram pela vagina para o útero.

Colo uterino

Colo uterino normal e colo encurtado.

Ao longo da gravidez, o colo do útero experimenta uma série de alterações significativas. Especificamente, nos dias iniciais após a concepção, o colo do útero se torna mais macio em resposta ao aumento dos níveis hormonais. Este fenômeno, conhecido como Sinal de Goodell, é considerado um dos primeiros indicadores de uma gravidez.

À medida que a gravidez avança, o colo do útero se torna mais firme e se fecha para formar uma barreira protetora conhecida como tampão mucoso. Esse tampão funciona como uma barreira protetora para o feto, impedindo a entrada de bactérias e outras substâncias estranhas no útero.

Além disso, o colo do útero também se alonga e engrossa, preparando-se para o parto. No entanto, conforme se aproxima o momento do parto, o colo do útero começa a “amadurecer”, ou seja, torna-se mais curto e mais fino (ou “apaga”), e começa a dilatar para permitir a passagem do bebê. Assim este é um processo gradual que pode levar várias semanas.

A medida do colo uterino

Durante o pré-natal, o médico pode medir o comprimento do colo do útero, especialmente no segundo trimestre da gravidez. Esta medida é importante porque um colo do útero que se torna curto cedo demais pode ser um sinal de parto prematuro. Se detectado a tempo, podem-se tomar medidas para tentar prevenir um parto prematuro, como a administração de medicamentos para inibir as contrações uterinas ou até mesmo a realização de um procedimento cirúrgico chamado cerclagem cervical.

O útero e o parto

Ao final da gravidez, o útero, agora muito expandido e com paredes mais finas, começa a se contrair ritmicamente. Estas são as contrações de trabalho de parto que, juntamente com a pressão exercida pelo feto, ajudarão a guiar o bebê pelo canal do parto.

O útero no puerpério

Após o parto, o útero não retorna imediatamente ao seu tamanho e forma normais. Ele leva cerca de seis semanas para se contrair e retornar ao seu tamanho normal, um processo conhecido como involução uterina. Durante esse tempo, o fluxo sanguíneo também diminui gradualmente. Esse período de retorno ao estado pré-gravídico é conhecido como puerpério.

Portanto, a gravidez é realmente um milagre da natureza, envolvendo uma transformação incrível do útero para acomodar, proteger e nutrir uma nova vida. Desde o início da fecundação até o nascimento, e mesmo após o parto, o útero passa por uma série de mudanças que são fundamentais para o desenvolvimento saudável do bebê. Compreender essas mudanças pode ajudar as futuras mães a apreciar ainda mais o milagre da vida e a maravilha do corpo humano.

Quanto tempo após o parto é possível retomar a vida sexual?

Retomar a vida sexual após o parto faz parte do retorno a vida normal após a gestação. A gestação é um período com muitas alegrias e muitas dúvidas, tudo ao mesmo tempo. A intensidade hormonal potencializa as emoções e é normal que surjam muitas questões sobre o próprio corpo. O corpo feminino muda, a mente se prepara para receber um novo ser e, entre um ultrassom e outro, a mulher se transforma em mãe. Assim como a vida sexual é diferente durante a gestação ela é no pós-parto!

Vamos conversar sobre uma dúvida muito comum para a mulher que acabou de ter um filho: com quanto tempo após o parto é possível retomar a vida sexual? Para responder essa pergunta vamos tratar o assunto sem tabus e com naturalidade.

Primeiramente, é fundamental lembrar que cada mulher é única e que a volta à atividade sexual pode variar bastante. Vários fatores influenciam essa decisão, como o tipo de parto, a presença ou não de lacerações (cortes), a recuperação física e emocional, o cansaço e o próprio desejo sexual (libido). Por isso, não se compare a outras mamães. Cada uma tem seu tempo e sua maneira de retomar essa área da vida.

Posso fazer sexo a partir de quantos dias?

Essa recomendação deve ser feita em conjunto com o médico que já acompanha a mulher e é muito pessoal. Essa parceria é super recomendada pois esse profissional é quem melhor conhece as condições da nova mamãe e sabe como foi a gestação e principalmente o parto.

De modo geral, o resguardo de sexo ocorre durante entre 40 e 60 dias após o parto. Essa duração não muda, necessariamente, se for parto normal ou cesárea. O período é importante para que o útero consiga ter uma boa cicatrização.

Além disso esse nestes primeiros dias após o nascimento o útero irá sangrar, o que pode tornar o ato sexual pouco prazeroso para a mulher.

Outro motivo desses dias sem sexo é permitir que o útero retorne ao seu tamanho original. Nesse tempo o colo se fecha e ocorre a eliminação da loquiação, que é o sangramento que ocorre pela vagina depois do parto. Isso tudo diminui o risco de a mulher desenvolver uma infecção vaginal.

Esse período de retorno do tamanho do útero ao volume normal e sangramento é chamado de puerpério e temos um post bem interessante sobre isso se você quiser saber mais.

As primeiras relações após o parto

É primordial respeitar o período sem relações sexuais que citamos acima, porém ele não garante que não possa acontecer algum desconforto durante as primeiras atividades sexuais após o parto.

O estrogênio é um hormônio importante para as relações sexuais, sendo responsável por conferir a lubrificação vaginal, entre outras atividades. Acontece que após o parto a mulher tem os níveis de um outro hormônio elevado. Ele se chama prolactina, age na amamentação e tem atuação antagonista ao estrogênio.

O que acontece se eu tiver relações sexuais antes dos 40 dias após o nascimento do bebê?

Nos primeiros 40 dias após o parto não é recomendado que a mulher tenha relações sexuais. Isso acontece por que nesse período o útero e o corpo feminino estão retornando ao seu estado pré-concepcional. Ter relações sexuais nesse período poderá aumentar o risco de uma complicação chamada de infecção puerperal.

Não se preocupe, a libido (desejo sexual) vai voltar

É muito comum uma queda na libido da mulher após o parto. São muitas questões envolvidas, como a redução do estrogênio com queda de lubrificação, cansaço e problema de autoestima pelas transformações que o corpo acabou de passar.

A perda da libido pode dificultar o retorno da vida sexual após o parto.

É natural que logo após o parto a mulher tenha a libido reduzida. Entretanto com o tempo a libido poderá retornar.

Mas, é preciso ter sempre em mente que essa situação é totalmente efêmera e com a volta da menstruação o balanço hormonal tende a se reequilibrar. A lubrificação também logo retorna e a vida sexual seguirá como era antes.

Uma boa opção para o momento em que a lubrificação ainda não está totalmente normalizada é utilizar lubrificantes íntimos. Opte sempre por produtos à base d’água, uma vez que eles não causam problemas em contato com o látex do preservativo e não alteram o pH vaginal, além de não danificarem eventuais brinquedos eróticos (totalmente liberados).

Quando o momento certo chegar, é provável que haja um misto de ansiedade e expectativa. O corpo não é mais o mesmo, e as sensações também podem ser diferentes. Além disso, é comum que a mulher sinta dor ou desconforto nas primeiras vezes. Se isso acontecer, não se preocupe. Vá com calma, use lubrificantes se necessário e explore diferentes posições que sejam confortáveis.

Também é importante lembrar que o sexo não se resume à penetração. Beijos, carícias e massagens podem ajudar a restabelecer a conexão entre o casal e a retomar a intimidade. Além disso, esse pode ser um momento de redescobrir o próprio corpo e o do parceiro ou parceira.

O tipo de parto pode influenciar o retorno a vida sexual?

Claro, a forma como ocorreu o parto pode, sim, interferir na retomada da atividade sexual. No caso de parto vaginal, podem ocorrer lacerações ou episiotomias (cortes realizados para ampliar o canal de parto), que necessitam de tempo para cicatrizar completamente. A sensação de desconforto ou dor durante o sexo pode ser maior em algumas mulheres que passaram por essas situações. No entanto, com o tempo, a paciência e a delicadeza, esses incômodos tendem a diminuir e, eventualmente, desaparecer. Além disso, em alguns casos, podem ocorrer alterações no assoalho pélvico que podem afetar a sensação durante o sexo. Lembre-se de discutir qualquer desconforto com seu médico.

Em contrapartida, o parto cesárea também tem suas peculiaridades. A cicatrização da incisão cirúrgica pode levar algum tempo e pode haver dor ao redor da área da cicatriz, que também pode se estender à região abdominal. Algumas mulheres relatam sentir-se menos confortáveis na posição de “papai e mamãe” devido à pressão sobre a cicatriz. É importante ressaltar que, apesar de não haver lacerações na região vaginal, a recuperação interna do útero e a regularização hormonal seguem o mesmo tempo médio do parto normal.

Sem importar a forma como o bebê chegou ao mundo, é recomendável seguir a chamada “quarentena” após o nascimento. A orientação é respeitar o intervalo de 40 dias, também conhecido como puerpério, durante o qual se aconselha que a mulher se abstenha de relações sexuais. Portanto, independentemente do tipo de parto, a regra de ouro é a mesma: a volta à atividade sexual deve acontecer apenas quando a mulher se sentir confortável e pronta, sempre com a autorização do médico.

A amamentação pode interferir na vida sexual após o parto?

Com certeza, a amamentação é um aspecto que pode influenciar na vida sexual após o parto. Quando uma mulher está amamentando, seu corpo produz altos níveis de prolactina, um hormônio responsável pela produção de leite. Esta prolactina, ao mesmo tempo em que estimula a produção de leite, pode também suprimir os níveis de estrogênio, o que pode resultar em uma diminuição do desejo sexual, ressecamento do canal vaginal e, consequentemente, desconforto na relação. Esses são efeitos completamente normais e devem ser entendidos como parte do processo de adaptação do corpo feminino após a gravidez.

A amamentação por interferir no retomar a vida sexual após o parto

A amamentação pode interferir no retorno da vida sexual após o parto.

Adicionalmente, a própria dinâmica da amamentação pode interferir na vida sexual do casal. A amamentação pode exigir muito do tempo da mãe, principalmente nas primeiras semanas, e o cansaço resultante pode influenciar na disposição para a atividade sexual. A nova função dos seios, agora como fonte de alimento para o bebê, também pode afetar a forma como a mulher se percebe sexualmente. Portanto, é crucial que o casal converse abertamente sobre suas expectativas e sentimentos, buscando maneiras de manter a intimidade durante este período de adaptação.

Posso engravidar logo após ter um parto?

Após o parto, sim, existe risco de uma nova gravidez, mesmo nos primeiros meses. A fertilidade feminina pode retornar rapidamente após o nascimento do bebê, mesmo antes do reinício dos ciclos menstruais. Por isso, é fundamental conversar com o seu médico sobre métodos contraceptivos adequados para esse período, evitando uma gravidez não planejada durante a fase de recuperação pós-parto.

No entanto, a amamentação pode ter um efeito natural de supressão da ovulação, uma condição conhecida como amenorreia da lactação. Isso ocorre porque a produção de prolactina para a amamentação pode inibir a liberação dos hormônios que desencadeiam a ovulação. Mas, é importante frisar que essa não é uma regra e nem pode ser considerada um método contraceptivo totalmente confiável.

Em geral após o parto uma consulta é marcada com 40 dias para discutir com a mulher um método anticoncepcional. O retorno da fertilidade varia muito de mulher para mulher e pode ser influenciado por vários fatores, incluindo a frequência e exclusividade da amamentação. Algumas mulheres podem começar a ovular poucas semanas após o parto, mesmo amamentando, enquanto outras podem levar vários meses. Mais uma vez, a melhor orientação virá do seu médico ou profissional de saúde, que pode oferecer aconselhamento personalizado para sua situação específica.

Mitos e Verdades: Gatos podem Provocar Aborto?

Muitas pessoas acreditam que gatos podem provocar aborto, porém, isso realmente pode acontecer? Esse mito é transmitido há muito tempo entre os populares, no entanto, não sabem se isso é verdade ou apenas invenção de uma pessoa qualquer.

Obviamente o gato em si não pode provocar aborto. Entretanto o gato pode transmitir uma doença chamada toxoplasmose. Esta doença sim causar problemas como aborto ou alterações na formação do bebê. Portanto hoje vamos abordar um tópico muito discutido e por vezes mal interpretado: a relação entre gatos, gravidez e o risco de aborto ou algum outro problema com o bebê.

Como esse é um tema cercado de mitos e concepções errôneas, e isso acaba gerando uma série de abandonos de gatos durante a gestação, o que, como veremos, é um erro tremendo. Então achamos que é hora de esclarecer as coisas! Para descobrir a resposta de questões relacionadas ao tema, continue a leitura!

Mito: Gatos podem provocar aborto

Uma preocupação comum entre as gestantes é que o contato com gatos possa aumentar o risco de aborto. Essa crença deriva da possibilidade de os gatos serem portadores de um parasita chamado Toxoplasma gondii, que pode causar a toxoplasmose. No entanto, é importante destacar que a presença do gato em si não causa aborto. Portanto se você tem um gato de estimação e está grávida você não precisa se afastar do gato durante a gravidez.

Gatos podem Provocar Aborto é um mito

Apesar dos gatos não causarem diretamente abortamento eles podem transmitir uma doença chamada toxoplasmose.

Conheça a toxoplasmose

Para descobrir se os gatos podem causar aborto, é preciso entender, primeiro, como isso possivelmente acontece. Essa possibilidade pode existir por conta do protozoário chamado Toxoplasma Gondii, responsável pelo desenvolvimento da doença conhecida como toxoplasmose.
Essa doença pode ser transmitida por diversos animais e alimentos, porém, se hospeda com mais frequência em felinos. Ela sim pode ser responsável por um aborto, além de diversas outras complicações de saúde, como problemas neurológicos, por exemplo.Como a infecção pode acontecer

Em geral, a infecção acontece mais pelo consumo de carne que esteja infectada, e que esteja no estado mal passado ou cru. Carne de boi e suína podem ser as principais fontes desse tipo de doença, que, infelizmente, é bastante comum.

Além disso, caso frutas e verduras também estejam infectadas, e não tenham sido higienizadas, a infecção também acontece. Por esse motivo, é muito importante que a limpeza dos alimentos aconteça de maneira correta e sem erros.

Ciclo de Vida do Toxoplama

Ciclo vital do Toxoplasma gondii. Adaptado de: Jones JL, Lopez A, Wilson M. Schulkin J, Gibbs R. Congenital toxoplasmosis: a review. Obstet Gynecol Surv. 2001,56(5):296-305.

E como os gatos podem nos transmitir?

Os gatos podem transmitir a doença para os seres humanos apenas por meio de suas fezes. Para isso, seria necessário que uma pessoa entrasse em contato com as fezes do animal, e então, sem perceber, levasse a mão até a boca.

No entanto, é importante destacar que nem todo gato tem toxoplasmose e, por isso, é bem improvável que isso vá acontecer. Porém, caso acabe acontecendo com você, o melhor é ser feito é que se direcione ao médico mais próximo o quanto antes possível.

Quais são os sintomas da toxoplasmose?

A maioria das pessoas com toxoplasmose não apresenta sintomas. Entretanto em pessoas com o sistema imunológico debilitado a infecção pode causar problemas sérios. No caso das gestantes, se a mulher infectar-se durante a gravidez, há uma chance de o parasita infectar também o feto. Neste caso uma infecção que acomete o bebê no início da gestação poderia causar o aborto. Se adquirida mais tardiamente poderá causar outros problemas como alterações cerebrais (ventriculomegalia) e comprometimento da visão (lesões da retina).

Como o diagnóstico da toxoplasmose é feito?

Como a toxoplasmose na maioria das vezes é assintomática, o diagnóstico é feito pelos exames laboratoriais de rotina. Todas as gestantes devem realizar durante o pré-natal a dosagem de anticorpos contra o toxoplasma para identificar se possuem ou não doença ativa. Em algumas situações será necessário também realizar uma coleta de líquido amniótico (amniocentese) para um exame mais específico chamado PCR.

Em casos mais graves, quando o bebê está com uma infecção importante, algumas alterações podem ser vistas no ultrassom. As principais alterações visíveis no ultrassom quando o feto está contaminado é a alteração no sistema nervoso central (ventriculomegalia) e o espessamento da placenta.

Qual o tratamento para a toxoplasmose durante a gestação?

O tratamento para a toxoplasmose durante a gestação deve ser iniciado o mais breve possível após o diagnóstico. Dependendo da idade gestacional e da presença ou não de evidência de infecção fetal, podemos utilizar dois esquemas terapêuticos.

O primeiro esquema utiliza apenas uma medicação chamada espiramicina. Esta droga trata a mãe, entretanto ela atravessa pouco a barreira placentária e a concentração desta medicação no sangue do bebê acaba ficando baixa. Por isso, não estamos certos de que essa medicação possa tratar o bebê de maneira adequada. Este esquema terapêutico será utilizado apenas no começo e no fim da gestação, pois o outro esquema utilizado pode provocar malformações quando utilizado antes de 17 semanas. Ele também não é utilizado no fim da gestação pois poderá provocar problemas quando utilizado próximo a época do nascimento do bebê.

O segundo esquema é a combinação da sulfadiazina com a pirimetamina. Estas drogas atravessam muito bem a barreira placentária, e portanto considera-se que é o melhor esquema para tratar o bebê. Normalmente associamos estas medicações ao ácido folínico, pois ele pode reduzir a toxicidade delas.

Quais cuidados a gestante deve ter para não adquirir toxoplasmose durante a gravidez?

Precauções Podem Reduzir o Risco de Toxoplasmose.  Se você está grávida, aqui estão algumas medidas que você pode adotar para reduzir o risco de adquirir toxoplasmose:

  1. Evite limpar a caixa de areia do gato, se possível. Se tiver que fazê-lo, use luvas e lave bem as mãos depois.
  2. Alimente seu gato com ração comercial ou carne bem cozida, em vez de carne crua ou mal passada.
  3. Evite o contato direto com o solo do jardim, que pode estar contaminado com fezes de gatos. Use luvas se precisar fazer jardinagem.
  4. Lave bem os alimentos antes de consumi-los para eliminar qualquer possível contaminação.
  5. Evite a ingestão de carne crua ou mal passada.
Alimentação Saudável Evita Problemas na Gravidez

Seguir os cuidados básicos de higiene no preparo das refeições ajuda a evitar doenças como a toxoplasmose.

Portanto não há segredo: basta seguir os cuidados básicos de higiene e limpar sempre as mãos, principalmente após o contato com animais e com terra. Além disso prefira sempre carnes bem cozidas ou bem passadas. Essas medidas já são o suficiente para garantir a sua saúde.

A gestação é um momento especial que envolve muitos cuidados e adaptações. Manter-se informada e tomar as precauções adequadas pode ajudar a garantir que tanto você quanto seu futuro bebê possam desfrutar dessa fase com saúde e segurança – e na companhia de seu adorado felino!

No mais, como podemos ver até aqui, é mito que gatos podem provocar aborto, o que nos deixa mais tranquilos sobre ter os bichinhos em casa. Porém, vimos que infecções podem acontecer; para isso, é preciso conhecer formas de evitar que isso aconteça. Se tiver mais dúvidas sobre o assunto aproveite para ler nosso post sobre Animais de Estimação na Gravidez.

Descubra como tratar a urticária gestacional

Olá, querida futura mamãe! Se você está grávida e enfrentando sintomas de urticária gestacional, gostaríamos de fornecer algumas informações e cuidados essenciais para ajudá-la a entender e lidar com essa condição. Embora seja uma experiência desafiadora, você não está sozinha e existem maneiras de aliviar os sintomas e garantir uma gestação mais tranquila.

O crescimento da barriga e o estiramento da pele que o corpo precisa lidar na gestação pode acarretar em algumas vulnerabilidades. Mas, não se preocupe, vamos entender melhor o que é a urticária gestacional e como tratá-la.

O que é a urticária gestacional?

Esse é nome mais popular para o quadro de Pápulas e Placas Urticariformes Pruriginosas da Gravidez, também conhecido pela sua sigla PPUPG. A principal causa dessa condição é o estiramento que a pele da gestante sofre por estar em um período de expansão, causando a característica coceira.

Sintomas da Urticária Gestacional

Um dos principais sintomas da urticária gestacional é a coceira que mais comumente é nas dobras.

Ela é um problema incomum, acometendo cerca de 1 a cada 200 gestantes. Ela se caracteriza pelo surgimento de erupções cutâneas com coceira intensa. Essas erupções podem se assemelhar a picadas de insetos ou vergões na pele.

Alguns fatores também estão relacionados com a urticária gestacional, como o ganho de peso além do esperado em uma gravidez e a retenção de líquidos. Esses quadros aliados com a coceira são indicativos fortes da condição.

O que causa a urticária durante a gravidez?

A causa exata da urticária gestacional ainda é desconhecida. No entanto, acredita-se que fatores hormonais desempenhem um papel importante no seu desenvolvimento durante a gravidez. Mudanças hormonais, como o aumento dos níveis de estrogênio, podem levar à sensibilidade da pele e desencadear erupções cutâneas.

Como saber se estou com urticária gestacional?

Os sintomas mais comuns da urticária gestacional são:

  • Erupções cutâneas vermelhas ou rosadas na pele, semelhantes a picadas de insetos.
  • Coceira intensa nas áreas afetadas.
  • Aparecimento de lesões elevadas que podem variar de tamanho e forma.

Geralmente as erupções surgem nas áreas do corpo onde há maior estiramento da pele, como abdômen, seios, nádegas e coxas. Os sintomas podem variar de leves a graves, com crises recorrentes ou contínuas.

Mulheres grávidas devem se preocupar com a urticária durante a gravidez?

Embora a urticária gestacional não represente um risco direto para a saúde da mãe ou do bebê, ela pode causar desconforto significativo devido à coceira intensa e às erupções cutâneas. Apesar da maioria das mulheres não apresentar sintomas, caso eles apareçam você deve procurar seu médico obstetra ou dermatologista para que ele possa fazer uma completa. Assim que os sintomas aparecerem é importante consultar para uma avaliação completa.

A urticária gestacional não é a única causa de coceira durante a gravidez. Algumas gestaçÕes podem apresentar alterações diferentes como a coletase e que também podem ter sintomas semelhantes. Por isso a avaliação com um especialista que fará uma anamnese e exame físico é de extrema importância.

Como é o tratamento da urticária gestacional?

Primeiro é necessário ressaltar que existem algumas maneiras de diminuir as chances da urticária gestacional (apesar de não prevenir). A primeira é evitar ingerir alimentos com alto nível de sal, que podem causar um quadro de retenção de líquidos.

Também é importante manter a pele sempre bem hidratada, praticar exercícios que promovam o alongamento do corpo e manter o ganho de peso controlado durante a gestação.

Existem tratamentos caseiros que podem ajudar a melhorar e aliviar a urticária, mas lembramos que é importante conversar com seu médico antes de qualquer coisa.

Hidratação da Pele da Gestante

Manter a pele hidratada pode ajudar a reduzir os sintomas e outras dermatoses.

Utilizar uma compressa fria é uma boa opção, uma vez que isso diminui a irrigação sanguínea no local e ajuda a aliviar a coceira. Outra medida caseira é usar camomila e valeriana no local, calmantes naturais que promovem certo alívio. Outras dicas importantes para reduzir os sintomas são:

  • Mantenha a pele hidratada: O uso de loções ou cremes hidratantes suaves pode ajudar a aliviar a coceira e manter a pele saudável. Evite produtos com fragrâncias fortes, pois podem irritar ainda mais a pele sensível.
  • Evite gatilhos conhecidos: Se você notar que certos alimentos, tecidos, produtos químicos ou condições ambientais desencadeiam suas erupções cutâneas, tente evitá-los. Faça anotações sobre os possíveis gatilhos e compartilhe com seu médico.
  • Use roupas soltas e respiráveis: Opte por roupas feitas de tecidos naturais

Anti-histamínicos podem ser utilizados na gestação?

No que diz respeito a tratamentos medicamentosos, geralmente são utilizados corticoides tópicos, emolientes e anti-histamínicos. Porém o uso dessas opções deve ser feito obrigatoriamente por recomendação de um profissional.

Existem mulheres com sensibilidade aos medicamentos acima. Nesses casos os médicos terão algumas alternativas para aliviar os sintomas da urticária e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

A urticária é perigosa para o bebê?

De modo geral, não é necessário se preocupar em relação a riscos ao bebê ou à mãe. A urticária gestacional tende a desaparecer rapidamente após o parto, no máximo alguns dias após o nascimento.

É possível casos mais graves, porém esses são minoria e devem ser acompanhados de perto por um médico para evitar qualquer tipo de problema futuro. A tranquilidade é fundamental em uma gravidez e não existe com o que se preocupar quando a urticária aparecer.

Na maioria das vezes esta dermatose irá ter uma resolução espontânea. Ou seja, após o parto a tendência é que a urticária melhore espontaneamente.

O ginecologista consegue detectar gravidez no toque?

Será que o ginecologista consegue detectar gravidez no toque? Essa é uma pergunta que escutamos com certa frequência pois logo que atrasa a menstruação e a mulher procura o seu ginecologista é isso que ela quer saber!

Para entender como o seu médico faz o diagnóstico, vamos dividir o diagnóstico da gravidez três maneiras diferentes de fazer esse diagnóstico:

  • Temos inicialmente o diagnóstico clínico: aquele que pode ser feito com base no exame físico realizado pelo ginecologista
  • O laboratorial: aquele que é feito por um exame de laboratório (e aí temos de sangue ou urina)
  • E por fim o diagnóstico ultrassonográfico: aquele feito pelo exame de imagem (ultrassom, ou também chamado de ecografia).
Teste de Gravidez

Teste de gravidez positivo e imagem de ultrassom de gestação inicial.

O diagnóstico clínico se baseia no exame médico. Portanto para responder a pergunta se o ginecologista pode diagnosticar a gravidez pelo toque é nele que vamos concentrar este post.

Neste caso, quando estudamos o diagnóstico clínico de gravidez, aprendemos que existem três tipos de sinais que podem ser observados. Esses sinais são divididos da seguinte maneira:

  • Sinais de presunção: podem surgir em várias outras situações, sendo pouco específicos para utilizar como diagnóstico de gravidez;
  • Sinais de probabilidade: são sinais e sintomas mais evidentes de gravidez, no entanto, sem caracterizá-la com certeza;
  • Sinais de certeza: estes são bastante específicos e aí sim, a chance de ser gravidez é praticamente 100%!

O que o ginecologista consegue identificar gravidez no toque?

O toque vaginal é um passo importante do exame ginecológico. Nele o seu obstetra poderá avaliar alguns detalhes do seu colo uterino. Durante a gestação as principais características que são observadas são:

  • A consistência do colo: se ele está mais endurecido ou mais amolecido;
  • A dilatação cervical: se o orifício do colo está aberto e quão aberto ele está;
  • Nas fases mais iniciais o útero poderá ter um formato um pouco diferente do habitual e isso pode ser percebido no toque;
  • Se é possível sentir o bebê e qual parte do bebê está para baixo;
  • Se o bebê está encaixado ou não.

Então, apesar de poder observar algumas alterações próprias da gravidez durante o exame vaginal, o ginecologista não pode dizer com certeza se você está grávida ou não pelo toque.

Exame de Toque

Ginecologista realizando exame de toque vaginal.

Apesar de poder causar algum desconforto geralmente o exame não causa dor. Portanto não há nenhum risco para uma gestação

Mesmo no exame de uma mulher não grávida o profissional de saúde poderá fazer um toque vaginal para avaliar o colo uterino. Em mulheres que não estão grávidas, além das características do colo observadas ao toque geralmente o ginecologista irá fazer também um exame especular.

No exame especular o médico poderá observar as características visuais do colo e verificar se existe algum corrimento. O exame especular também é necessário para que o exame preventivo seja realizado.

Quais são os principais sinais e sintomas de gravidez?

Sinais de presunção

Como comentamos anteriormente estes sinais e sintomas podem realmente indicar uma gravidez. Entretanto diversas outras condições podem gerar sinais e sintomas semelhantes. Então não é possível dizer que uma mulher está grávida com base neles. Entretanto, quando eles estiverem presentes podemos sim suspeitar de uma gravidez! Vamos ver estes sinais:

  • Atraso menstrual (sinal mais precoce) chamado tecnicamente de amenorréia. Em em geral considera-se como indicando gravidez quando ele é superior a 10 dias. Isto sempre de acordo com o ciclo menstrual habitual da paciente. Se o ciclo é regular (com um intervalo constante entre as menstruações) esse sinal deve ser ainda mais valorizado;
  • Náuseas principalmente no início da manhã, com intolerância a cheiros e alguns alimentos;
  • Congestão mamária, caracterizada por mamas inchadas e doloridas com aumento da sensibilidade nos mamilos;
  • Polaciúria, que é o aumento da quantidade de vezes que a mulher vai ao banheiro urinar em relação ao habitual, causada tanto pelo aumento da função renal tanto pelo aumento do volume uterino que comprime a bexiga;

Sinais de probabilidade

Os sinais e sintomas de probabilidade já são mais específicos de uma gestação. Neste caso estes sinais e sintomas devem ser observados e avaliados por um profissional de saúde. Vamos ver quais são eles?

  • O sinal de Kluge: após a oitava semana a vulva e a vagina incham e tem a sua cor alterada por fora;
  • Sinal de Jacquemier/Chadwick: apresenta uma coloração arroxeada da região externa da vagina (vulva) e meato urinário (saída da urina);
  • Sinal de Osiander: durante o toque vaginal detecta-se presença de pulsação arterial nos fundos de saco laterais e posterior da vagina;
  • Sinal de Hartman: sangramento vaginal em pequena quantidade que pode acontecer no momento da implantação da gestação no útero;
  • Sinal de Hegar: amolecimento do istmo uterino (local estreito entre a porção do colo e o corpo uterino). Também pode ser visto depois da oitava semana de gestação pelo toque vaginal;
  • Sinal de Goodell: amolecimento da textura do colo do útero e da vagina;
  • Sinal de Piskacek: assimetria do útero durante o início da gestação. Ele ocorre pois o útero cresce inicialmente no local onde o embrião implantou-se;
  • Sinal de Nobile-Budin: abaulamento do útero ao toque;
  • Sinal de Hunter: escurecimento dos mamilos.
  • Modificações cutâneas com presença de manchas escurecidas em algumas regiões;
  • Aumento geral dos pelos no corpo (hipertricose)
  • Alterações de pele como as estrias gravídicas;
  • Rede de Haller: aparecimento de uma rede de veias visível sob a pele da mama;
  • Tubérculos de Montgomery: as glândulas nas auréolas dos seios aumentam em número e tamanho, tornando-se salientes e visíveis.

Note que mesmo havendo alterações no toque vaginal, estas alterações são apenas sinais de probabilidade e portanto o ginecologista não pode detectar a gravidez no toque com certeza.

Sinais de certeza

Agora sim! Veja quando o seu ginecologista consegue realmente dizer, sem dúvidas, que você está grávida!

  • Sinal de Puzos: movimento de empurrar o feto dentro do útero pelo toque vaginal.
  • Quando os movimentos fetais ou o batimento cardíaco fetal é detectado!

O diagnóstico laboratorial é mais preciso que tentar diagnosticar gravidez no toque

Dosagem de gonadotrofina coriônica humana (hCG). Este é o teste de sangue, que é mais comumente utilizado e pode ser feito logo que a mulher teve o atraso menstrual.

Detecta-se este hormônio no sangue após 8 dias aproximadamente da fecundação, tendendo a dobrar a cada 2 dias nas primeiras semanas. Portanto muito mais cedo que qualquer outra alteração que possa sugerir gravidez no toque vaginal.

Diagnóstico Ultrassonográfico da Gestação também é mais precoce que o diagnóstico de gravidez no toque

Por mais incrível que possa parecer no ultrassom leva um pouco mais de tempo para podermos ver o bebê. Enquanto que o exame de sangue já consegue identificar a gravidez logo após a menstruação atrasar, o ultrassom leva cerca de 10 dias para que possamos definir tratar-se de uma gravidez. Portanto o ultrassom é mais preciso do que tentar diagnosticar a gravidez no toque vaginal.

Embrião no Ultrassom

Imagem de gestação inicial onde é possível ver o embrião.

A ultrassonografia transvaginal é mais precisa do que a abdominal. Por isso nos primeiros exames se dá preferência para o ultrassom tansvaginal. E não há problema algum em realizar este exame pois não irá fazer mal para o bebê.

Neste exame é possível determinar a idade gestacional pelo ultrassom. E ela é bem confiável! Se você está em dúvida sobre a sua idade gestacional você pode sempre utilizar a nossa calculadora de idade gestacional.

Herpes Simples e Gestação

O herpes é uma infecção causada pelo Herpes simplex virus tipo 1 (HSV 1) e tipo 2 (HSV 2), e é bastante contagiosa. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma inativa, até que venha a ser reativado.

Herpes Labial

Mulher passando pomada para tratar Herpes Labial.

A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como:

  • Exposição à luz solar intensa;
  • Fadiga física e mental;
  • Estresse emocional;
  • Febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica.

Algumas pessoas têm maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento. Por nem sempre manifestar sintomas, muitas pessoas acabam disseminando a doença sem saber.

Quais as diferenças entre os vírus HSV-1 e o HSV-2?

Geralmente, o vírus HSV-1 está mais relacionado aos casos de infecções orais do herpes e o HSV-2 aos casos de infecções genitais. Por isso existe uma propensão que uma infecção genital causada por herpes vírus tipo 1 reative menos que uma por herpes vírus 2 e vice-versa.

É possível identificar o vírus em um exame de sangue?

Existe uma sorologia (exame de sangue) anti HSV-1 e anti HSV-2, mas não é altamente específica, ou seja, o exame pode mostrar se uma pessoa tem imunidade a um dos dois tipos de vírus, mas alguém com o vírus HSV-1 pode também ter imunidade ao HSV-2 e vice-versa. 

A sorologia, portanto, só tem real utilidade quando o médico está em dúvida sobre o diagnóstico.

Este exame não é feito de rotina porque não há uma conduta específica a ser tomada em caso de resultado positivo já que não há um tratamento para acabar com o vírus.

Como o Herpes de Manifesta

As lesões mais frequentemente aparecem nos lábios e na região genital. Entretanto podem aparecer em qualquer lugar da pele. As lesões geralmente apresentam as seguintes características:

  • Coçam ou ardem antes de surgir;
  • Depois surgem pequenas bolhas agrupadas sobre a região que está avermelhada e inchada;
  • As bolhas se rompem e o líquido  liberado de dentro dela tem intensa concentração de vírus;
  • Em seguida se forma uma ferida. Esta é a fase de maior perigo na transmissão da doença;
  • A ferida começa a secar formando uma crosta que enfim dará início à fase de cicatrização.

Usualmente a duração deste ciclo da doença é de 5 a 10 dias. Nesse período os seguintes cuidados devem ser observados:

  • Inicia-se o tratamento o mais breve possível, assim o surto poderá ser de menor intensidade e duração;
  • Não fure as vesículas;
  • Evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial;
  • Evite relações sexuais se a localização for genital;
  • Lavar frequentemente as mãos após manipular as feridas. Isto é importante pois os vírus podem ser transmitidos para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.

Quem tem herpes uma vez tem sempre?

Uma vez que a herpes não tem cura, a pessoa portadora do vírus apresenta sempre alguma chance de passar o vírus para outras. No entanto, esse risco é maior na fase de bolhas e feridas na pele, já que o vírus pode ser transmitido através do líquido liberado por estas bolhas.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que 99% da população brasileira adulta já tenha adquirido imunidade contra o herpes simplex na infância ou na adolescência, provavelmente por meio de uma infecção sem sintomas ou com um único episódio que resultou em resistência ao vírus por toda a vida.

A frequência de reativação está ligada a fatores individuais de cada organismo, como: tendência genética, situação do sistema imunológico e idade (já que as crises se tornam menos frequentes após os 35 anos). A herpes não reduz a sua fertilidade e não dificulta uma gravidez.

É normal sair herpes genital na gravidez?

As pacientes que estão em período de gestação são mais propensas ao surgimento do herpes. Isto acontece porque gestantes em geral apresentam baixa imunidade, fator que é essencial para a ativação do vírus.

Apesar disso, a transmissão nem sempre acontece e muitas mulheres com herpes genital inativo no momento da passagem do bebê pelo canal de parto têm bebês saudáveis.

No entanto, para as mulheres que apresentam herpes genital ativa no momento do parto, recomenda-se que seja realizada a cesariana para evitar a infecção do bebê.

Herpes durante a gestação: como evitar?

Para evitar a manifestação do herpes durante a gestação é preciso cuidar do sistema imunológico.

Assim sendo, experimente adotar uma dieta balanceada, repleta de vitaminas. Além disso, é indicada a prática de atividades físicas, de forma adequada e frequente.

Alimentação Saudável Ajuda com a Azia na Gravidez

Uma alimentação saudável e balanceada ajuda a reduzir uma série de problemas na gravidez.

A futura mamãe também deve assegurar a boa qualidade do sono, desfrutando de noites tranquilas e bem dormidas. Em suma, manter hábitos saudáveis ajuda a prevenir o aparecimento dessa doença no período gestacional.

Por isso, vale a pena enfatizar a necessidade de se afastar dos cigarros e das bebidas alcoólicas por esse e claramente outros motivos.

Também recomenda-se evitar situações estressantes. Ainda mais se levarmos em consideração que o estresse tende a estimular a presença do vírus, de modo a torná-lo mais ativo. 

Obviamente, outro cuidado consiste em evitar os contatos íntimos durante os surtos da doença genital sem preservativo.

Em contrapartida, se a futura mamãe perceber os sintomas da patologia, deve procurar um médico imediatamente.

Atualmente, recomenda-se o uso de pomadas antivirais para aliviar os sintomas dos efeitos locais, como o formigamento e o prurido.

Prevenção e tratamento do herpes labial durante a gravidez

A opção de tratamento mais comum para o herpes labial é um creme tópico de venda livre, composto por um medicamento antiviral. Em geral, o herpes labial é mais um incômodo para a gestante do que um risco para o bebê em desenvolvimento.

Tenha atenção à fase após o parto. Se estiver com uma ferida de herpes, evite beijar o bebé e lave sempre as mãos antes de lhe tocar para não transmitir o vírus. Aconselha-se ainda o uso de adesivos, de modo a evitar o contágio acidental.

Pode também ficar descansada quanto à amamentação. O herpes labial não se transmite através do leite, mas é importante que siga as regras de higiene indicadas acima para evitar o contágio.

Herpes na Gestação: quais são os riscos para o bebê?

Quando há um surto de herpes recorrente (ou seja, a infecção não foi adquirida pela primeira vez durante a gravidez), é provável que não haja impacto no crescimento do bebê.

Em geral, por se tratar de uma infecção localizada, o vírus não atravessa a placenta e não chega ao bebê.

Em contraste, quando o vírus é contraído pela primeira vez durante a gravidez, a situação é totalmente diferente. O corpo da mãe ainda não terá gerado anticorpos contra esse agente infeccioso, então é possível infectar o feto.

O herpes adquirido ao nascimento (ou congênito) é uma doença potencialmente grave e o risco de contraí-la é maior quando a mãe adquire o vírus no terceiro trimestre da gravidez.

Principalmente no caso da variante genital, pois, no momento do parto, o bebê contamina-se por meio do contato direto com a mucosa infectada.

Os riscos da transmissão do vírus para o bebê incluem o aborto, ocorrência de malformações, como problemas de pele, olhos e boca, infecções do sistema nervoso, como encefalite ou hidrocefalia e hepatite.

Em situações mais extremas, também é possível ocorrer o óbito. Em contrapartida, em muitas ocasiões, não ocorre a contaminação do bebê.

Até porque as mulheres que apresentam o herpes genital no estado inativo no momento do parto na maioria das vezes têm filhos considerados saudáveis.

Já se a gestante está passando por um surto, ou seja, com o vírus ativo na hora do nascimento do bebê, deve optar pela cesariana.

Além disso, as pessoas que possuem herpes labial devem evitar beijos no recém-nascido. Caso ele seja contaminado poderá desenvolver um quadro grave da doença já que não tem o sistema imunológico completamente desenvolvido. Veja mais sobre este assunto no post “É perigoso beijar recém-nascido?“.

Exame de urina na gravidez

Se você está grávida no momento ou planeja ter um bebê, deve ficar atenta, pois o processo de gerar uma criança exige muitos cuidados como a realização do exame de urina.  Para saber mais sobre este exame e como ele influencia em uma gestação saudável, continue conosco!

As gestantes sofrem diversas alterações durante a gravidez que influenciam o seu sistema urinário. Muitas podem perceber que estão fazendo xixi com mais frequência do que o normal antes mesmo de fazer um teste de gravidez.

Estas alterações ocorrem em parte por conta do hormônio hCG que é produzido após a implantação do embrião no útero. Este hormônio é um dos responsáveis pela vontade frequente de ir ao banheiro.

O hCG (gonadotrofina coriônica humana) é o hormônio dosado no teste sanguíneo de gravidez. O de beta hCG, que pode ser quantitativo ou qualitativo, dando um resultado numérico no primeiro com seus valores relacionados a idade gestacional e positivo ou negativo no segundo caso.

A importância dos exames

Uma gravidez é uma fase muito bonita na vida de uma mulher, mas além da emoção, é preciso estar ciente sobre um aspecto muito importante: a saúde.

Existem cuidados essenciais que irão garantir o bem-estar do bebê que está sendo gerado.

Durante a gestação é preciso realizar diversos exames no pré-natal, pois estes serão necessários para monitoramento da criança.

Por exemplo, além do exame de urina também são feitos: hemograma, tipo sanguíneo e fator Rh (caso a mãe tenha RH negativo e o pai apresente RH positivo pode haver sensibilização do sistema imunológico materno contra o Rh positivo), glicemia, HIV, entre outros.

Logo, vale a pena ressaltar a importância do acompanhamento pré natal para que a criança tenha um bom desenvolvimento.

O papel do exame de urina para a saúde da mãe e seu bebê 

Talvez você não saiba, mas a saúde do seu sistema renal é muito importante para o desenvolvimento fetal.

Em primeiro lugar, na gravidez os rins de uma mulher trabalham não são por ela, mas também pela criança. 

Exame de Urina na Gravidez

O exame de urina durante a gravidez é importante para ajudar a manter a saúde da mãe e do bebê. As infecções urinárias podem ser graves para a gestante e também provocam o trabalho de parto prematuro.

Durante a gravidez, há um aumento geral no volume de sangue circulante e cerca de 25% desse sangue é direcionado para os rins.

Conforme o útero cresce para acomodar o bebê em desenvolvimento, os rins acabam sendo espremidos. Essa condição pode gerar estagnação urinária e infecção do trato urinário.

As infecções do trato urinário, quando não tratadas, podem trazer risco à saúde do bebê, visto que a presença de toxinas pode gerar contrações uterinas, resultando em um parto prematuro.

Também é notado que a infecção urinária está ligada a bebês abaixo do peso, já que esta condição impede que os nutrientes cheguem ao feto.

Também é possível que durante o parto, se a infecção urinária não tiver sido tratada, o bebê posssa contrair a infecção ao ter contato com bactérias causando complicações e doenças perinatais.

Tipos de exame de urina 

Existem três tipos de exame de urina, os quais são:

  1. Tipo 1 
  2. Urocultura 
  3. 24 horas 

O exame tipo 1 é o mais comum, conhecido comumente por urina rotina.

Se este é feito e é constatada a presença de bactérias, é necessário realizar a urocultura, pois é através dela que são identificadas as bactérias e realizado o antibiograma, teste que determina quais antibióticos estão ou não indicados para o tratamento da infecção, sem suscitar dúvidas ao obstetra quanto ao tratamento da bacteriúria.

Quando ainda persistirem dúvidas e sintomas durante as consultas, o obstetra pode solicitar a gestante o exame de 24 horas, pois quando se realiza uma coleta em 24 horas, é mais provável que o paciente não desperdice nenhuma urina importante, garantindo assim um resultado mais acertivo no teste e maior segurança para o bebê e a mamãe.

Fatores que são observados no exame de urina 

Para ter um diagnóstico confiável do estado de saúde da paciente, são estudados diversos aspectos em um exame de urina. Os mais comuns são:

  • Ph da urina: a taxa saudável do Ph da urina está entre 5,5 a 7,0. Se for maior que este valor, pode ser sinal de bactérias. Se for menor que esse valor, pode indicar problemas nos túbulos reais.
  • Proteínas: sugere alterações nos glomérulos ou nos túbulos renais.
  • Bilirrubina: substância produzida pelo fígado, se está em altas concentrações na urina pode indicar doença hepática.
  • Glicose: sinal de problema no funcionamento dos túbulos renais ou diabetes descompensada.
  • Leucócitos: sugere infecção urinária.
  • Corpos cetônicos: diabetes descompensada ou em alguns casos alimentação rica em gorduras.

É importante dizer que um laudo confiável deve ser avaliado por um profissional.

Portanto, após receber seus exames, certifique-se de levá-los ao médico para que ele possa avaliá-los e dar uma posição correta.

Como fazer a coleta ideal 

Agora que você já sabe a importância de fazer exame de urina, deve estar se perguntando qual a maneira correta de realizá-lo para que os seus resultados não sofram qualquer tipo de interferência.

Como coletar exame de urina na gravidez

Informe-se com o laboratório sobre como deverá ser coletado o seu exame de urina na gravidez.

É importante comentar que o primeiro jato de urina do dia não é usado para exames, pois ele vem com contaminações.

Portanto, quando fizer o exame, urine de 2 a 3 segundos normalmente, e apenas depois desse intervalo colete o líquido no recipiente.

Tanto no local do exame quanto em farmácias você consegue achar recipientes próprios para coleta de urina.

Cheque com a clínica qual o volume necessário para a realização dos exames, mas geralmente varia de 30 a 50 ml.

Há um consenso de que a urina só é válida se entregue no máximo após duas horas da coleta.

Dê preferência a realizar a coleta diretamente no laboratório.

Se realizar o procedimento em sua residência, programe-se antecipadamente para conseguir entregar sua coleta no intervalo de tempo recomendado.

Tudo sobre o ensaio gestante

O ensaio gestante é um ensaio fotográfico para registrar a fase da espera do bebê. Está chegando o novo e mais fofo integrante da família. E conforme ele cresce, você terá vontade de fazer vários registros de cada fase ao longo da vida.

E o ensaio de gestante é o grande início, e pode ser feito de várias maneiras e estilos. Tudo vai depender da sua escolha, do seu olhar e da sua personalidade. Até porque há tipos de ensaios dos mais variados estilos. Pode ser feito só da mãe, do casal ou com os filhos mais velhos. Pode até incluir seus pets, isso vai depender como a mulher ou o casal deseja que seja o seu ensaio.

E aí, como você quer o seu ensaio gestante?

Antes de começar a escolher, é importante saber que existem vários estilos de fotografia de gestante. São vários tipos de ensaios, seja pelo olhar do fotógrafo(a), do local escolhido, e até dos looks usados. Para escolher o seu tipo preferido precisa olhar tudo, para entender como funciona, e aí saber qual você gosta e se identifica mais.

O ensaio gestante é um momento muito importante para a mulher. Ao descobrir que está grávida logo começa a ter o sonho de fazer esse ensaio. Por isso as fotos precisam ser especiais! Até porque essas fotos guardarão essa fase para sempre, para mostrar para o filho e ajudar a contar sua história. Por conta disso te daremos algumas dicas para que seu ensaio seja mais do perfeito.

Como escolher o fotógrafo?

Aqui vamos nos referir ao fotógrafo(a), mas ele(a) pode trabalhar sozinho(a), ou até ser ou ter uma empresa de vários fotógrafos. Que podem fazer um mesmo estilo de ensaio ou não, cada um pode ter o seu estilo. O que importa saber é que o modelo de empresa ou profissional liberal não interfere na qualidade de seu trabalho.

O que vamos falar aqui é do estilo, e da qualidade da fotografia que é ditada pelo olhar do fotógrafo(a), e pelo olhar de quem a vê. Cada um tem uma linguagem, uma forma diferente de ver o mundo, há quem se identifique mais com um estilo ou com outro.

Primeiro passo: Avalie o Portfólio!

Antes de escolher, navegue pelos sites e portfólios dos fotógrafos da sua cidade, veja qual estilo de ensaio de gestante você gosta mais. Mesmo que não entenda muito de fotografia, você vai sentir e perceber o que te agrada ou não nas fotos, quais emoções elas te trazem. Observe a iluminação das imagens, se a claridade é como você gosta. Veja o estilo de corte da foto, enquadramento, te interessa, e aí por diante.

Ensaio Gestante

Fotografia de Ensaio Gestante, produzida pela Dos Anjos Fotografia.

Muitas vezes avaliar e fazer uma listinha dos seus preferidos é o melhor começo. Então entre em contato, para tirar dúvidas e observar o atendimento. No atendimento você já vai perceber o comprometimento, agilidade, e forma de tratar o cliente. Acredite, essas observações são valiosas. No atendimento inicial você terá uma base de como você será tratada em todo o processo, do ensaio a entrega das suas fotos.

Veja como o material será entregue

As fotos são entregues digitalmente ou impressas? Existe um album ou algum produto incluso e veja o que mais te agrada. O ensaio será para registrar sua gravidez mas o resultado das fotos ficarão guardadas para sempre.

Pense também nas roupas que vai querer usar, já vamos falar sobre isso, mas já vai analisando se pra você é importante que o estúdio/fotógrafo(a) ceda algumas ou todas as roupas que você vai usar, ou não. 

Pensar em tudo antes, para que tudo saia como você sempre sonhou, pasra que isso aconteça é bom ver todos os detalhes com antecedência. Por exemplo o marido nem sempre se sente muito à vontade de fazer poses em fotos. Mas se você escolher um fotógrafo(a) que tiver jeito, vai saber como conduzir seu marido. Ele se sentirá à vontade ao participar do ensaio, e assim fazer vários registros lindos de casal.

Tente pensar em tudo, em cada detalhe, anote tudo e faça suas anotações. Feito isso, você já terá afunilado bastante as suas opções, e então escolha o que mais te agrada.

O que usar no ensaio gestante?

Uma grande dúvida da gestante ao pensar em como será o seu ensaio, é pensar nas roupas, até porque seu corpo está mudando, então é preciso pensar em qual maneira ela se sentirá bem, o que usar para que seu ensaio de gestante fique especial.

Antes mesmo de pensar apenas em que roupa usar, a mamãe precisar pensar no seu estilo, como vai se sentir bem e a vontade, para escolher peças que realcem a sua beleza. Você até pode querer comprar uma peça ou outra para compor seus looks, como também pode aproveitar e usar suas próprias roupas.

Aproveitando o que eu tenho em casa

Mesmo que sua sensação seja de que não tem roupa alguma para o ensaio. Vou te contar que na verdade você pode ter sim! Não é preciso ter top ou croped necessariamente para exibir o barrigão no seu ensaio. Uma blusinha normal pode ser usada, e você pode por exemplo dobrar para deixá-la mais curtinha na barriga. Ou então usar uma camisa, mesmo que não feche na parte de baixo você pode amarrar as pontas na cintura, faz um estilo diferente e exibe a barriguinha. Lembre-se que seu útero irá crescer durante a gestação. Por isso o tamanho da barriga estará ideal entre 28 e 32 semanas.

Se ainda servir alguma calça ou shorts também pode usar, mesmo que o zíper já não feche mais, você poderá enconde-lo com algumas poses, ou não também, porque é legal exibir que ainda usa o mesmo jeans de antes de engravidar, e que apenas a barriguinha que cresceu. Vestidos e saias além de confortáveis, destacam e evidenciam as novas curvas do corpo das mamães.

Mas também há a opção de você escolher fazer seu ensaio onde forneças roupas para gestantes. Você pode usar só as roupas do estúdio ou pode mesclar com as suas também, vai do seu gosto.

O mais importante de tudo é você se sentir bem, durante o seu ensaio e também com o resultado das fotos, porque o que fica na memória e podemos compartilhar são fotos dos momentos importantes.

Qual o melhor lugar para realizar sua sessão?

Quando você tem o sonho de fazer um ensaio gestante, nada mais importante do que escolher o local que será feito o suas fotos, o cenário ajuda a compor as imagens. Então pode ser algo mais clean como um estúdio, ou mais arborizado como um parque, ou até mais aconchegante como a casa do casal.

Essa escolha precisa ser de acordo com o que você e seu marido se sente à vontade, porque tudo tem seus prós e contras, por isso o melhor local para fazer o seu ensaio de gestante é o lugar que mais te agrada.

Dicas para o seu ensaio de gestante

Vamos te dar algumas dicas sobre o que pensar na hora de escolher o local do seu ensaio. Se for no estúdio, por exemplo, não precisa ter preocupações como a luz do ambiente, temperatura, ou até o clima, tudo no estúdio é controlado, porém o ambiente é mais básico dando destaque apenas para a família nas fotos.

Já um ensaio externo, em um parque, praia, praça por exemplo, você acaba contracenando com o cenário, o resultado fica lindíssimo porque além de você e do seu marido ou sua família você tem a natureza pra compor suas fotos. Porém ensaios ao ar livre podem ter um fator preocupante que é o clima, que precisará ser observado. Se sua cidade é mais fria ou chuvosa uma preocupação será a previsão do tempo, e outra o melhor horário para fazer o ensaio, pois a luz do ambiente é um fator determinante para o resultado das fotos.

Posso fazer o ensaio em casa?

Sim! Você pode optar por fazer seu ensaio em sua casa, você estará confortável em seu ambiente, e nem terá que se preocupar com o clima, porém é importante conversar com o fotógrafo(a) sobre a luz do seu ambiente, pra que ele possa se preparar. Você pode fazer algumas fotos no seu celular e enviar para o fotógrafo, para mostrar a luz ambiente do seu espaço, assim ele verá se será necessário levar algum material extra de iluminação ou não, garantindo assim um resultado de qualidade no seu ensaio.

Se você pensar em todos os detalhes antes, enquanto está fazendo o planejamento do seu ensaio, pensar no que você gosta, em como você e seu marido ou sua família se sentem a vontade é um passo super importante e determinante para o sucesso do seu ensaio, assim você pode ter certeza que ele ficará lindo, no seu estilo. Independente de qual cenário você escolher para fazer suas fotos, tenha certeza que esse registro ficará lindo e você terá muito orgulho de mostrar para o seu filho depois.

Quando fazer o ensaio fotográfico da gestante?

Algumas mulheres desejam esperar o máximo possível para fazer a sua sessão de ensaio gestante, para que a barriga fique bem grandinha e evidente. Porém essa espera não é ideal por vários motivos, a começar que devemos fazer em uma idade gestacional segura, onde não corra o risco do bebê nascer antes das fotos. 

Outro motivo, que não é aconselhável esperar tanto, é que apesar da barriguinha ficar mais evidente ao final da gestação, há outros fatores que acompanham esse momento, como os possíveis inchaços, e até a elevação do ganho de peso. Lembre-se, o momento do ensaio gestante é especial, a mulher precisa estar se sentindo linda, esperar muito tempo pode fazer com que ela não se goste nas fotos, por conta das mudanças do seu corpo, naturais da evolução da gestação.

A fase ideal para fazer o seu ensaio é entre 28 a 32 semanas de gestação, por ser a fase onde a barriguinha está bem evidente, porém ainda não aconteceram os possíveis inchaços e até cansaços do final da gestação. A mulher está linda, se sente confortável, com sua fisionomia natural e bem disposta. Além disso, muitas das suas roupas ainda estão servindo, caso você queira usar no ensaio, mesmo que com algumas pequenas adaptações.

É muito importante que você se sinta bem no dia do seu ensaio, e ame o resultado das fotos depois!