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Bolsa Maternidade: como organizar e o que levar

A Bolsa Maternidade é um acessório indispensável e vai acompanhar você nos momentos mais importantes da gravidez e dos primeiros meses do bebê. Depois de usar ela no dia em que você for para a maternidade, irá também aproveitar a bolsa para visitinhas, passeios e viagens. As bolsas podem ser compradas avulsas ou em conjuntos completos. Mas como escolher e preparar a bolsa maternidade?

Como escolher a bolsa maternidade?

Existem diversas opções no mercado de bolsas maternidade, com cores, tamanhos e formatos diferentes. Escolha uma que seja mais adequada para a sua necessidade levando em conta as seguintes características:

  1. Escolha Bolsas com Materiais Leves e Duráveis.
  2. Escolha o Tipo de Bolsa Adequada para a Sua Rotina.
  3. Divisões, Bolsos Térmicos e Impermeabilidade. Atenção aos Aspectos Funcionais!
  4. Verifique os Acessórios Extras Inclusos.
  5. Prefira Bolsas com Cores e Design Mais Neutro.

O que levar na bolsa maternidade?

Lembre-se que a maioria dos internamentos para partos duram de 2 a 3 dias. Você precisa manter o bebê limpinho e quentinho. Se o parto for numa época mais fria lembre-se de levar toucas, luvas e cobertores.

O recém nascido tem dificuldade em controlar a temperatura corporal. Por isso não leve roupas curtas, ainda não é o momento de deixar o bebê muito exposto. Abaixo temos uma lista de sugestão. O ideal é que você entre em contato com a maternidade aonde ocorrerá o parto e pergunte se eles tem alguma sugestão do que levar. Lembre-se que neste momento os itens de decoração são dispensáveis.

Itens para o bebê

  • 6 body
  • 6 mijões
  • 6 macacões
  • 6 pares de meia
  • fraldas de boca
  • 2 casaquinhos com botões na frente
  • 1 xale ou cobertor
  • 1 conjunto de roupa para saída da maternidade
  • 2 mantas
  • 1 pacote de fralda descartável
  • 1 escova para cabelo
  • 2 toalhas fraldas (algumas maternidades oferecem as toalhas de banho, mas caso precise, esse modelo é o indicado para a pele sensível do bebê)
  • sabonete líquido de glicerina (PH neutro)
  • cotonetes
  • álcool 70%
  • bolinhas de algodão
  • pomada para assadura
  • 1 sacolinha para roupas sujas

Itens para a mamãe

  • 2 ou mais camisolas, ou pijamas com abertura frontal
  • 1 roupão
  • calcinhas confortáveis
  • meias
  • sutiãs próprios para amamentação
  • absorventes para os seios
  • produtos de higiene pessoal, incluindo absorvente noturno
  • chinelo para o banho
  • chinelo ou pantufa para o quarto (opte por modelos que sejam fáceis de calçar e não sejam escorregadios)
  • 1 muda de roupa para a saída da maternidade
  • 1 cinta pós-parto
  • produtos de higiene pessoal, como escova de dentes, creme e fio dental, shampoo, condicionador, sabonete, desodorante, hidratante e escova de cabelo
  • kit maquiagem (batom, rímel ou delineador, blush, demaquilante)
  • presilhas, caso você tenha cabelo longo
  • 1 sacola para roupas sujas

Quando começar a arrumar a bolsa maternidade?

A gestação é um período que pode ser de muitas surpresas. Apesar de esperamos que o bebê nasça a termo, alguns imprevistos podem acontecer e exigir que o parto aconteça antes do esperado.

Por isso, a dica é começar a preparar a mala três meses antes da data prevista para o parto. Pelo menos com um mínimo de itens, como garantia. Assim, caso você seja pega de surpresa, os itens essenciais da maternidade já estarão organizados.

Se você ainda não conhece os sinais do trabalho de parto leia o nosso post sobre o assunto.

O que não pode esquecer de levar para a maternidade?

Claro, além dos itens acima que devem compor a bolsa da maternidade não esqueça de levar seus documentos pessoais, cartão do convênio e a carteirinha de gestante. Se você fez um plano de parto leve-o junto também!

Outros itens indispensáveis são: celular e carregador, câmera fotográfica, bebê conforto, lembrancinhas e o álcool gel.

8 dicas para reduzir os enjoos na gravidez

O enjoo matinal é geralmente um dos primeiros sintomas da gestação. Podem começar já na 5ª semana da gravidez e geralmente melhoram em torno da 16ª semana. Eles são um dos sintomas clássicos da gestação, acometendo de 70% a 80% das gestantes, em diferentes graus de intensidade e duração. Podem ser um mal-estar leve ou vir acompanhados de vômitos e cansaço, tornando o período em que duram bem penoso.

Enjoo Matinal na Gravidez

O que causa o enjoo e os vômitos?

Durante a gestação uma séria de alterações ocorrem no organismo materno. O estômago produz mais ácido, a digestão se torna mais lenta, por exemplo. Além disso existe uma grande alteração hormonal. Acredita-se que os enjoos e vômitos tenham uma relação com os níveis do hormônio beta-hCG (o mesmo que o utilizado no teste de gravidez de sangue). Sabe-se que quanto maior o nível de bata-hCG maior a chance da ocorrência de náuseas e vômitos durante a gestação.

Os enjoos e vômitos podem ser um problema?

Geralmente não, apesar de comuns não costumam prejudicar a evolução da gravidez. Entretanto, caso a frequência dos vômitos seja muito alta, isso poderá caracterizar um problema chamado hiperêmese gravídica. A Hiperêmese gravídica é quando os vômitos se tornam tão frequentes que causam desidratação e alterações eletrolíticas. Eventualmente seu médico poderá prescrever medicações para a reduzir os sintomas.

Como evitar os enjoos?

Não existe nenhuma solução milagrosa, entretanto algumas atitudes podem reduzir os enjoos e deixar eles mais toleráveis. Seguem algumas dicas que você poderá seguir:

1. Evitar cheiros e comidas fortes ou que causem náusea.
Durante a gestação, as mulheres tendem a ficar mais sensíveis a sabores e odores, por isso, evite, na medida do possível, cheiros e comidas com odores muito fortes que possam ou que já causaram náusea.

2. Preferir o consumo de alimentos mais frios e menos temperados.
Opte por alimentos leves, não muito temperados e em temperatura ambiente, ou frios, assim eles exalam menos cheiro e causam menos mal estar.

3. Deixar uma bolacha, lanchinho ou água com sal sempre a mão para ingerir ao acordar.
Ao acordar pela manhã, ingerir algum alimento leve e aguardar uns 20 ou 30 minutos, para então se levantar da cama.

4. Fazer refeições pequenas de 3 em 3 horas.
O estômago vazio piora a náusea, por isso evite ficar muitas horas sem comer. Coma com intervalos curtos e regulares, nem que seja uma fruta ou uma barrinha de cereal.

5. Incluir gengibre na alimentação.
Comer um pedacinho de gengibre ou chupar balas de gengibre ajuda na hora da digestão, diminuindo a irritação da parede do estômago.

6. Manter-se hidratada.
Água é sempre o melhor remédio! Beba água de tempo em tempo, mas evite beber líquidos durante as refeições.

7. Praticar exercícios de acordo com a indicação médica.
Se movimentar é sempre bom, colaborando com a qualidade de vida e o bem estar. E isso não seria diferente durante a gestação. Mas vale lembrar que é importante consultar o seu médico, temos um post sobre isso também: Atividade Física na Gestação.

8. Cheirar limão ou chupar um picolé de limão.
O limão pode ajudar a amenizar a náusea. Por isso, uma dica é tomar chá gelado com limão, colocar rodelas de limão na água com gás, chupar um picolé ou, até, cheirar o limão.

 

Quais vacinas a gestante deve tomar?

Vacinas Recomendadas

Influenza (gripe)

A vacina contra a gripe é uma das mais importantes durante a gestação. Além de imunizar contra o vírus da gripe, também protege de quadros mais graves com pneumonia. O risco de pneumonia na gestante é maior, devido à queda da imunidade. A vacina contra a gripe é a única que pode ser tomada em qualquer período da gestação. Deve ser aplicada mesmo que a mulher já tenha sido vacinada na gravidez anterior.

Quando tomar: a dose da vacina da influenza pode ser prescrita em qualquer mês da gravidez ou em até 45 dias após o nascimento do bebê, para aquelas que não tomaram durante os nove meses, em uma dose única. Caso a gestante tenha suspeita de gripe deve iniciar o tratamento o mais breve possível.

Além da vacina da gripe, se você está grávida no inverno temos outras dicas importantes para você! Basta ler nosso post sobre Gravidez durante o Inverno.

H3 Tríplice bacteriana (dTpa-difteria, tétano e coqueluche)

A vacina Tríplice Bacteriana Adulta (DTPa) protege contra Coqueluche, Tétano e Difteria. A Coqueluche é a quinta maior causa de morte em crianças, sendo especialmente grave em bebês até seis meses. O Tétano é uma doença conhecida no período pré-natal devido à contaminação do cordão umbilical. Já a Difteria é uma doença que pode causar obstrução respiratória, tendo alta taxa de mortalidade entre os recém-nascidos.

Quando tomar: a gestante deve tomar essa vacina no período entre a 27ª e a 36ª semanas, pois qualquer vacina demora de 7 a 15 dias para poder desenvolver os anticorpos no indivíduo. É fundamental que a mãe tome a vacina no prazo, para que haja tempo de criar e transmitir os anticorpos para o feto. Se acontecer de ela ter seu bebê prematuramente, este já terá recebido a proteção da mãe.

Hepatite B

A doença não apresenta sintomas bem definidos, mas o indivíduo que a contrai pode ter vômito, dores musculares, náuseas e mal-estar (sintomas pertinentes a outras complicações também). A infecção durante a gravidez é uma via comum de transmissão, então é importante evitar que a mãe se infecte e não transmita ao feto ou ao recém-nascido. 

A vacinação contra a Hepatite B também é muito importante. No caso de transmissão perinatal, quase 25% das crianças contaminadas desenvolverão infecção hepática crônica. Os bebês podem vir a morrer de carcinoma hepato-celular (um tipo de câncer que acomete o fígado) ou de uma cirrose.

A vacinação contra Hepatite B está no calendário oficial infantil e quem toma as três doses, em geral, já está protegido por toda a vida. Entretanto, é importante a mulher, até mesmo antes de engravidar, ter certeza se já foi ou não vacinada. Caso não tenha tomado as três doses (ou não tenha certeza disso), ela deve realizar a sorologia da doença para se certificar se está imunizada.

Quando tomar: a vacina contra hepatite B deve ser administrada em três doses, preferencialmente a partir do segundo trimestre da gestação. Se a gestante já foi vacinada anteriormente, não há necessidade de reforço.

vacinas na gestação

Recomendadas em situações especiais

Hepatite A e hepatite A e B

Como no Brasil as situações de risco de exposição ao agente transmissor da hepatite A são frequentes, a vacinação deve ser considerada. Além disso, por se tratar de vacina inativada, não tem contraindicação.

Pneumocócicas

Esquema sequencial de vacinas pneumocócicas pode ser feito em gestantes de risco para doença pneumocócica invasiva.

Meningocócica conjugada ACWY e meningocócica B

Neste caso, considera-se a situação epidemiológica, que varia de região para região.

Febre amarela

Normalmente é contraindicada para gestantes. Porém, em situações em que o risco da infecção supera os riscos potenciais da vacinação, pode ser feita durante a gravidez.

Contraindicadas para grávidas

As mulheres gestantes não podem tomar vacinas de vírus e bactérias vivos, como é o caso da Tríplice Viral – que combate o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola –, Varicela (Catapora), Febre Amarela e BCG (contra a Tuberculose). Essas vacinas são elaboradas a partir do vírus ou da bactéria (no caso da BCG) vivos e atenuados. Por isso há o risco, mesmo que seja baixo, de a mulher grávida, que já está com a imunidade alterada por conta da gestação, desenvolver a doença.

Tríplice viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola)

A vacina tríplice viral não pode ser tomada por gestantes, mas pode ser aplicada no puerpério e durante a amamentação.

HPV e varicela (Catapora)

Também só podem ser aplicadas no puerpério e durante a amamentação.

Dengue

Esta é contraindicada não só para gestantes, mas também durante a amamentação.

Calendário de Vacinação da Gestante

Veja abaixo o calendário vacinal recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações:

calend-sbim-gestante

Substâncias Prejudiciais para a Gravidez

Algumas substâncias são prejudiciais a saúde independente da fase da vida. Outras são particularmente prejudiciais durante a gestação, podendo trazer riscos para a mãe e para o bebê. Veja abaixo algumas orientações gerais sobre o que usar e o que não usar durante a gestação.

substâncias prejudiciais na gravidez

Cigarro

O fumo é um hábito prejudicial em qualquer momento da vida. Fumar durante a gestação pode trazer complicações tanto para a grávida quanto para seu bebê.

Você sabia que 87% das fumantes que engravidam não abrem mão do cigarro durante a gestação? Se este dado, por si só, assusta, o cenário se agrava ainda mais ao incluirmos as mulheres que até conseguem dar uma pausa no vício, mas o retomam em até seis meses após o parto, elevando a estatística para 94%.

Durante a gestação as substâncias ingeridas e inaladas passam da mãe para o bebê. E assim como a nicotina é ruim para você ela também é ruim para o bebê. É esperado que o peso do bebê da mãe que fuma seja ligeiramente menor do que os bebês de mães não fumantes.

Um estudo realizado por cientistas das Universidades de Durham e Lancaster, na Inglaterra, observou durante ultrassonografias em 4-D fetos entre 24 semanas e 36 semanas de gestação. Eles identificaram diferenças nas reações de fetos de mães fumaram. Eles dizem que suas descobertas aumentam a evidência de que fumar pode prejudicar um feto em desenvolvimento.

“Os padrões de movimentos faciais fetais diferem significativamente entre os fetos de mães que fumaram, em comparação com as mães que não fumaram”, disse a principal autora, Nadja Reissland, do Departamento de Psicologia da Universidade de Durham. Veja abaixo como a movimentação do feto da mãe fumante é bem maior que o do feto da mãe não fumante.

fumar na gravidez ou gestação

Imagens de 4D de um feto de 32 semanas de uma mãe fumante (linha superior) e um feto de 32 semanas de uma mãe não fumante (linha inferior) durante um período de 10 segundos de observação.

Álcool

A ingestão de bebida alcoólica durante a gestação pode gerar danos irreversíveis ao bebê, como a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Essa doença não tem cura e é capaz de causar retardo mental e outras anomalias na criança. Estudos comprovam que único gole pode colocar a saúde do recém-nascido em risco, afetando principalmente o cérebro e o coração. Pois o álcool atravessa a placenta e atinge o feto, inclusive pelo líquido amniótico, que funciona como um reservatório para o álcool.

Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica.

Alguns sinais da SAF durante a gestação são: pouco crescimento do bebê, deformidade na face e comprometimento do sistema nervoso central. Após o seu nascimento, ele também pode apresentar problemas na motricidade; comprometimento de funções nervosas e musculares; dificuldades no aprendizado, de memória, no relacionamento com outras pessoas e na fala; hiperatividade, déficit de atenção e desordens auditivas.

Além do fumo e do álcool, algumas substâncias utilizadas em cosméticos também devem ser evitadas durante a gestação. Veja abaixo os principais princípios ativos para serem abolidos durante a gravidez.

6 Princípios Ativos para Abolir na Gravidez por Serem Prejudiciais

  1. Óleo mineral e outros derivados do petróleo: dão a falsa impressão de hidratação e impedem que a pele seja, de fato, umectada. Além disso, podem causar alergia, entupir os poros e piorar um problema comum para as gestantes, a acne. Evite produtos com os termos paraffin oil, mineral oil e paraffinum liquidun.
  2. Benzofenonas e Derivados da Cânfora: comumente encontradas nos filtros solares, essas substâncias podem imitar o hormônio estrogênio. Para reconhecê-los, procure pelos termos benzophenone e 3-(4-methyl-benzylidene) no rótulo.
  3. Conservantes liberadores de formol: você já deve ter ouvido que o formol representa um perigo para a saúde. Além de irritar a pele, alguns estudos associam a substância ao aparecimento de câncer. Procure no rótulo e evite: Quáternium-15, diazolidinil urea, imidazodinil urea e DMDM Hidantoin.
  4. Conservantes Parabenos: alguns estudos mostram que os parabenos podem se ligar aos receptores de estrogênio no organismo, evitando que este hormônio conecte-se a esses receptores e aumentando seus níveis livres. Câncer de mama é uma das possíveis consequências. Fique atenta à inscrição “Paraben” no rótulo.
  5. Uréia: ela penetra profundamente na pele e pode, inclusive, ultrapassar a barreira da placenta. A Anvisa determina que produtos com uréia em concentração acima de 3% tenham a inscrição: “Não utilizar durante a gravidez”. São proibidos os que possuem ureia acima de 10%.
  6. Propilenoglicol: usado como diluente de outras substâncias, ele pode desencadear alergias e irritações. Para saber se o produto contém, procure por “Propyleneglycol” no rótulo.

Veja Também

  1. Lista de produtos ‘perigosos’ na gravidez abre polêmica

 

Laudo Online – Pacientes

As pacientes que fazem exames na Fetalmed podem ter acesso a seus laudos online. Durante 30 dias os laudos ficam disponíveis e basta ter acesso à internet para pegar uma nova cópia, baixar as imagens e também ter acesso ao vídeo do exame. O vídeo do exame é disponível apenas para pacientes que contrataram este serviço antes da realização do mesmo.

Mas lembre-se, tudo fica disponível por apenas 30 dias, então se você deseja guardar por mais tempo as imagens ou o vídeo, é importante que você baixe uma cópia para seu computador.

Preparamos um pequeno tutorial (que você pode baixar clicando aqui), caso prefira ler as instruções. Se você prefere assistir um pequeno vídeo de demonstração basta clicar no vídeo abaixo!

É perigoso beijar recém-nascido?

Recentemente um post no Facebook de uma mãe alerta sobre os riscos de beijar recém-nascido. Pode parecer totalmente inocente mas o contato com o recém-nascido, tanto um toque quanto um beijo, pode esconder um grande perigo.

beijar recém-nascido

No momento em que você vê um bebezinho aconchegado e fofo, você fica instantaneamente sobrecarregada e cheia de carinho. Não podemos deixar de querer beijar e nos aconchegar com o bebê recém-nascido. Todos nós estamos familiarizados com o sentimento e o fazemos desde sempre. Embora façamos isso puramente por amor, sabemos que podemos estar, sem querer, prejudicando o bebê ao fazê-lo. Beijar um bebê nos lábios ou mais perto da boca pode resultar na propagação do vírus herpes simples tipo 1 (HSV 1), pois este é um dos germes mais comuns encontrados na nossa boca. É inofensivo para adultos, mas pode levar a herpes labial, bolhas perto ou dentro da boca ou até mesmo infecções graves, como doenças cerebrais, pulmonares e hepáticas em recém-nascidos.

“Parem de querer beijar bebê que não é seu” — este é o pedido de Rafaela Moreira feito em um post no Facebook no início do ano. Ela afirma que o filho, Gustavo, foi infectado com herpes aos 17 dias de vida — por causa do beijo de uma visita. A publicação viralizou, com mais de 185 mil compartilhamentos e 25 mil “likes”.

Post Rafaela Moreira

Segundo a Organização Mundial da Saúde, até dois terços das pessoas com menos de 50 anos, ou 67% da população, estão infectadas pelo herpes simples tipo 1. Em muitos casos, as pessoas que são infectadas têm sintomas muito leves ou mesmo são assintomáticas, portanto podem até não saber que são portadoras do vírus. Além da herpes, outras doenças podem ser transmitidas ao recém-nascido durante o parto ou nos primeiros meses de vida, como o citomegalovírus  ou o HPV.

O Sistema de Defesa dos Bebês

Para entender como um simples beijo pode afetar um bebê, precisamos compreender como funciona nosso sistema imunológico. Possuímos uma imunidade inata, entretanto ela é eficaz contra um número bastante limitado de infecções. Ao longo da vida desenvolvemos uma imunidade adquirida ao tomar contato com germes (vírus e bactérias). Além disso o uso das vacinas faz com que o sistema imunológico, de forma induzida, produza anticorpos para defesa contra infecções específicas. Portanto germes que para os adultos não são grande problema podem ser muito graves quando  bebê entra em contato muito cedo com eles, principalmente nos 3 primeiros meses de vida.

Por isso, ao visitar um recém-nascido, é fundamental higienizar as mãos, mesmo se não for segurá-lo. Evite fumar por, no mínimo, quatro horas antes do encontro e, se estiver doente, a dica é postergar a visita. O cuidado deve ser maior se o bebê tiver algum tipo de imunodeficiência, como portadores de doenças crônicas ou prematuros.

Dicas para Visitar o Bebê

1. Pergunte para os pais o melhor momento para a visita

Não é a todo o momento que os pais querem receber visitas. Algumas pessoas irão preferir o hospital, outras irão preferir visitas em casa. Dessa forma é interessante ligar antes para perguntar qual é o melhor momento para fazer a visita.

2. Não leve crianças

Crianças perdem o interesse rapidamente pelo bebê. Além disso as mãos das crianças costumam carregar mais germes que a dos adultos. Dessa forma para segurança do bebê é interessante evitar a visita de outras crianças.

3. Não vá se estiver doente

Não corra o risco de levar com você alguma infecção que pode ser grave para o bebê. A herpes não é a única doença que pode ser transmitida. Se você estiver doente é mais seguro postergar a visita.

4. Tome cuidados de higiene

Lave bem as mãos, lembre-se que isso protege o bebê. Se tiver um frasco de álcool-gel utilize ele nas mãos ao entrar no ambiente aonde o bebê se encontra, isso não é frescura nem exagero.

5. Não fume nem use perfumes ou cremes

O olfato do bebê é muito sensível e possivelmente se ele tem alguma alergia poderá apresentar ela ao entrar em contato com alguma substância que compõe estes produtos.

6. Não pegue na mão do bebê, não beije e nem pegue no colo, caso a mãe não queira

O contato com o bebê pode eventualmente contaminar ele com algum germe. Quanto menor o contato menor a chance de transmissão de germes.

7. Faça visitas rápidas

Visitar o bebê e a família é uma demonstração de carinho. Mas não precisa ficar horas e horas!

8. Hora de amamentar = hora de ir embora

 

Deu vontade de limpar a casa? Pode ser o parto se aproximando….

Segundo um estudo publicado na revista Evolution & Human Behaviour, o desejo de uma gestante limpar, organizar e colocar a sua vida em ordem pode ser um instinto primitivo que objetiva proteger o bebê que vai chegar em breve. Este impulso é conhecido por síndrome do ninho arrumado.

ninho arrumado

A síndrome do ninho pode ser definida como um estado de hiperatividade, muito frequente nas últimas semanas de gravidez, especialmente em mães de primeira viagem que estão prestes a entrar em trabalho de parto. Estas mães fazem todo o tipo de trabalhos de casa, que anteriormente nunca tinham feito, para que, quando o bebê chegar, tudo esteja “preparado”. Por exemplo, limpar tetos, polir o chão, arrumar os armários de uma maneira diferente ou pintar os quartos de outras cores.

As mulheres também se tornam mais seletivas em relação a suas companhias, preferindo apenas passar tempo com as pessoas em quem confiam. Em resumo, ter controle sobre o ambiente parece ser um ponto chave para a maternidade, incluindo decisões sobre aonde o parto irá acontecer assim como quem poderá acompanhar o parto.

Aparentemente esse impulso é mais intensificado no terceiro trimestre. No reino animal outras fêmeas, como pássaros, tem comportamento semelhante, fazendo seus ninhos (por isso pode ser também chamado de nidificação ou aninhamento). Embora para cada mulher seja diferente e isso possa experimentado em diferentes níveis de intensidade ou não, é comum este sentimento em muitas gestantes.

Como saber se você tem está com a síndrome do ninho arrumado?

Algumas situações são comuns em mães que apresentam a síndrome do ninho arrumado. Entre elas podemos citar:

  • Uma baixa vontade de fazer faxina
  • Vontade de mudar a mobília de lugar
  • Você vira um eremita e não quer ficar com ninguém além dos familiares mais próximos
  • Você tem uma super energia (só pra fazer faxina mesmo)
  • Você está jogando tudo que não tem utilidade no lixo
  • Você evita qualquer coisa arriscada
  • Você se sente inundada por diferentes emoções

É muito importante que as mães saibam que, se fazer tudo isto as faz ficarem mais calmas, podem fazê-lo com normalidade. Mas nunca é bom ficarem obcecadas. O ideal é darem prioridade às coisas importantes e pedirem ajuda com as tarefas domésticas para não fazerem esforços em excesso. Ainda, as últimas semanas de gravidez devem ser dedicadas, principalmente, a cuidarem de si e a prepararem-se para o parto.

Se você tem a síndrome do ninho arrumado, o melhor será encarar o assunto com naturalidade usando o instinto mas tentando canalizar essa hiperatividade para não acabar esgotada.

Referências

  1. Evidence of a nesting psychology during human pregnancy
  2. VIX – Mães dizem que vontade de arrumar a casa é um dos sinais de que o bebê vai nascer

Ácido Fólico Previne Malformações

O ácido fólico é uma vitamina do complexo B, necessária para a formação de algumas proteínas. Ele pode ser utilizado para previnir malformações. Especialmente os defeitos abertos do tubo neural, como a mielomeningocele, encefalocele, acrania e anencefalia.

O que é ácido fólico ?

O ácido fólico, folacina ou ácido pteroil-L-glutâmico, também é conhecido como vitamina B9 ou vitamina M. É uma vitamina hidrossolúvel pertencente ao complexo B necessária para a formação de proteínas estruturais e hemoglobina. Portanto ele trabalha na formação de nossos genes, essenciais para a divisão celular e ainda na formação de células sanguíneas na medula óssea. Na gravidez, é especialmente importante na formação do tubo neural do feto, e sua deficiência pode resultar em má formação neural.

Ácido Fólico

Onde o ácido fólico é encontrado?

O ácido fólico pode ser encontrado em vísceras de animais, verduras de folha verde, legumes, feijão, vagens, fava, brócolis, espinafre, gema de ovo, germe de trigo, peixe e em sucos frescos de frutas cítricas como a laranja e limão. Entretanto a quantidade de ácido fólico ingerido na dieta muitas vezes não é suficiente necessitando complementação.
Vale ressaltar que os vegetais verdes-escuro possuem grandes quantidades de ácido fólico. Entretanto devem ser consumidos frescos e in natura, pois o armazenamento, a forma de preparo doméstico ou o processamento destes pode ocasionar grandes perdas deste nutriente.
No Brasil, há uma lei que determina quea farinha de trigo seja enriquecida com ferro e ácido fólico (e produtos derivados, como o pão) para diminuir a ocorrência de anemia principalmente em crianças.
Fontes Ácido Fólico

O que é o tubo neural?

O tubo neural é uma estrutura do embrião que será responsável pela formação do sistema nervoso central. As malformações classificadas no grupo dos defeitos de fechamento do tubo neural incluem desde a anencefalia e encefaloceles até o defeito de fechamento da coluna, chamado de mielomeningocele, spina bifida (ou espinha bífida).
defeitos tubo neural

Os defeitos do tubo neural são comuns?

Estima-se que a prevalência de defeitos do tubo neural seja cerca de 1 caso a cada 1.000 nascimentos. Nos exames de ultrassom o sinal da banana e do limão ajudam a identificar os casos de mielomeningocele.

Existe prevenção para os defeitos do tubo neural?

Sim. A ingesta diária de cerca de 0,4 mg ácido fólico é comprovadamente capaz de reduzir a incidência destes defeitos. Para as pacientes que já tiveram um filho anterior com defeito do tubo neural a quantidade recomendada pode ser maior.

Ajuda tomar o ácido fólico depois que estou grávida?

O tubo neural forma o sistema nervoso central durante os dias 18 e 26 de gestação. Neste período muitas mulheres ainda nem sabem que estão grávidas. Além disso leva algum tempo para que as reservas de ácido fólico sejam repostas. Por isso recomenda-se o seu uso diário por cerca de 3 meses antes de engravidar.

Referências:

  1. Wikipedia
  2. Efeito da fortificação com ácido fólico na redução dos defeitos do tubo neural

Armazenamento de Células Tronco do Cordão Umbilical

Também conhecidas como células-mãe, as células-tronco são células que possuem a melhor capacidade de se dividir. Podendo dar origem a células semelhantes às progenitoras. As células tronco embrionárias possuem ainda a capacidade de transformar-se em outros tecidos do corpo! Podem gerar ossos, nervos, músculos e sangue. O sangue do cordão umbilical é rico em células tronco e o seu armazenamento pode salvar vidas!

As células tronco começaram a ser pesquisadas na década de 50, mas apenas em 1998 é que foi realizado o primeiro tratamento com células tronco do sangue de cordão umbilical para o tratamento de um menino com anemia de Fanconi.

O que são as Células Tronco?

As células tronco são uma classe de células indiferenciadas. Isto significa que a célula tronco, por meio de um processo chamado de “diferenciação celular” poderá se transformar e assumir a função de uma célula de algum tecido do corpo humano. As células tronco são provenientes de duas fontes principais:

  1. Células tronco embrionárias, formadas durante a embriogênese
  2. Células tronco adultas

Estes dois tipos são caracterizados pelo seu potencial de diferenciação em células de diferentes tecidos como pele, músculo, osso, etc.

Portanto, em muitas situações estas células podem ser utilizadas como um “sistema de reparo”. Podendo dividir-se e tomando a função de outras células danificadas. Quando uma célula tronco se divide, cada nova célula poderá permanecer como uma célula tronco (dividindo-se novamente de maneira ilimitada) ou diferenciando-se em algum tipo de célula especializada como músculo, sangue ou neurônios.

Armazenamento de Células Tronco do Cordão Umbilical

Aonde as Células Tronco podem ser encontradas?

As células tronco podem ser encontradas em embriões recém-fecundados (blastocistos); embriões criados por inserção do núcleo celular de uma célula adulta em um óvulo que teve seu núcleo removido – reposição de núcleo celular (denominado clonagem); células germinativas ou órgãos de fetos abortados; células sanguíneas de cordão umbilical no momento do nascimento; alguns tecidos adultos (tais como a medula óssea) e células maduras de tecido adulto reprogramadas para ter comportamento de células-tronco.

Qual é a diferença entre uma célula tronco embrionária e adulta?

A célula tronco embrionária (chamada de pluripotente) é uma célula primitiva (ou seja, indiferenciada). Tem grande potencial para se tornar uma célula especializada de diferentes órgãos e tecidos. Já a célula tronco adulta (chamada de multipotente) é uma célula indiferenciada encontrada em um tecido diferenciado e sua capacidade de renovação é mais limitada.

Qual é a importância da célula tronco na medicina?

As células-tronco podem ser utilizadas para substituir células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, ou em tecidos lesionados ou doentes. As pesquisas com células-tronco sustentam a esperança humana de encontrar tratamento, e talvez até mesmo cura, para doenças que até pouco tempo eram consideradas incontornáveis, como diabetes, esclerose, infarto, distrofia muscular, Alzheimer e Parkinson. O princípio é o mesmo, por exemplo, do transplante de medula óssea em pacientes com leucemia, método comprovadamente eficiente. As células-tronco da medula óssea do doador dão origem a novas células sanguíneas sadias.

Por que é importante armazenar células tronco do cordão umbilical?

Porque no cordão umbilical se encontra um grande número de células-tronco hematopoiéticas, fundamentais no transplante de medula óssea. Se houver necessidade do transplante, essas células de cordão ficam imediatamente disponíveis. Não há necessidade de localizar o doador compatível e submetê-lo à retirada da medula óssea.

Existem hoje vários Bancos Privado de Cordão Umbilical no Brasil. Com o Banco Privado você tem a garantia de utilização imediata das células. Não precisa procurar um doador e nem fazer testes, pois a célula e 100% compatível com você. Segundo o Bone Marrow Donors Worldwide, cerca de 500 mil armazenamentos já foram realizados no mundo. À medida que os estudos avançam fica evidente que as células-tronco serão fundamentais para o futuro da medicina.

Como é o processo de armazenamento?

Se você está grávida e está pensando em armazenar as células tronco do seu bebê, a primeira coisa a fazer é contactar uma empresa que oferece este tipo de serviço. Você poderá verificar isto com o seu obstetra ou a sua maternidade.

Cerca de 30 dias antes do nascimento ou até sete dias depois, você precisará realizar alguns exames de sangue para verificar se não há contra-indicação para o armazenamento. Alguns destes testes, como o de HIV, são rotina no pré-natal, mas mesmo assim os exames de sangue poderão ser repetidos até seis meses após o nascimento do seu bebê, conforme o protocolo de cada serviço.

Próximo ao parto, a sua empresa escolhida enviará para o seu médico ou maternidade um kit para a coleta do material. Esta amostra é então enviada para o laboratório em que as células tronco do seu bebê serão preparadas, congeladas e armazenados.

Existe algum risco envolvido?

Não, o sangue é retirado da parte do cordão umbilical que normalmente é descartada.

Teste do Olhinho

Os primeiros cuidados com a saúde ocular do bebê começam desde cedo. O teste do olhinho é o primeiro exame oftalmológico realizado no recém-nato. Este teste é um direito garantido por Lei no Paraná, desde 2004.

Realizado pelo próprio pediatra, consiste em incidir a luz de um aparelho chamado oftalmoscópio direto através das pupilas do bebê. A luz atravessa todos os meios transparentes do olho – córnea, humor aquoso, cristalino e vítreo – e chega até a retina. Como a retina é vascularizada, o reflexo dos vasos retinianos dá a cor avermelhada observada ao exame.
Teste do Olhinho

Se houver qualquer alteração nos meios transparentes do olho, haverá alteração do reflexo vermelho e é necessária pronta avaliação com o oftalmologista.

O teste do olhinho é de extrema importância para a saúde ocular, pois através dele podemos diagnosticar doenças que, se não tratadas precocemente, podem levar à perda visual para o resto da vida. Alguns exemplos dessas doenças seriam a catarata congênita, inflamações e tumores retinianos, além de doenças infecciosas como a toxoplasmose congênita, rubéola e sífilis.

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Se houver qualquer alteração no exame, o pediatra encaminhará o bebê para o oftalmologista, que fará um mapeamento de retina com dilatação de pupilas para esclarecimento do diagnóstico. Vale lembrar que também é muito importante fazer o mapeamento de retina em todo bebê que tenha nascido com baixo peso, principalmente se for prematuro ou se recebeu oxigênio no hospital. Qualquer dúvida em relação à visão do bebê, não hesite em procurar um oftalmologista; doenças precocemente diagnosticadas têm maior chance de cura.

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Além do teste do olhinho outros testes de triagem neonatal como o teste do Pezinho, Linguinha, Orelhinha e Coraçãozinho também poderão ser realizados.

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