| 01 Agosto 2009
Todos sabem que os gêmeos podem ser idênticos ou não. Os gêmeos idênticos são chamados de monozigóticos (por resultarem da fertilização de apenas um óvulo) e os gêmeos diferentes são conhecidos como dizigóticos (resultam da fertilização de dois óvulos por dois espermatozóides distintos).
Os gêmeos monozigóticos são geneticamente idênticos e possuem características físicas semelhantes. As pequenas diferenças dos gêmeos monozigóticos são produto da interferência do fator ambiental sobre o desenvolvimento dos mesmos. Já os gêmeos dizigóticos podem ter até sexo diferete e não são geneticamente mais parecidos do que qualquer outro de seus irmãos.

Além disso, as gestações gemelares são também classificadas de acordo com o número de placentas e bolsas. Os fetos podem ter bolsas e placentas independentes ou compartilhar a mesma bolsa e placenta. No caso de gemelaridade dizigótica teremos invariavelmente duas placentas, duas bolsas e dois fetos. Já nas gestações gemelares monozigóticas poderemos ter: (1) uma placenta, uma bolsa e dois fetos ou; (2) uma placenta, duas bolsas e dois fetos ou; (3) duas placentas, duas bolsas e dois fetos. Dessa forma, utilizamos o radical "córion" para designar o número de placentas e "amnio" para o número de bolsas. Assim sendo, as gestações gemelares poderão ser classificadas como monocoriônicas ou dicoriônicas com relação ao número de placentas e monoamnióticas ou diamnióticas de acordo com o número de bolsas (veja figura ilustrativa abaixo).
O fato de existirem gêmeos monozigóticos na família não aumenta a chance de uma gestação gemelar para a paciente. Já no caso de gêmeos dizigóticos existe um aumento de risco. Isto acontece pois para termos gêmeos dizigóticos a mulher precisa ovular mais de um óvulo num mesmo ciclo menstrual e isto não é o habitual. Esta característica de ovular mais de um óvulo em alguns ciclos pode ser geneticamente herdada e portanto passar para outros membros na família.
Portanto, a única situação que nos permite dizer, com certeza, que os gêmeos são diferentes é quando vemos no ultrassom que o sexo dos gêmeos é diferente (um menino e uma menina). Como é pouco comum que as gestações monozigóticas tenham duas placentas, quando vemos duplicidade de todas as estruturas existe uma chance maior de estarmos diante de uma gestação dizigótica.
O fato de existirem gêmeos monozigóticos na família não aumenta a chance de uma gestação gemelar para a paciente. Já no caso de gêmeos dizigóticos existe um aumento de risco. Isto acontece pois para termos gêmeos dizigóticos a mulher precisa ovular mais de um óvulo num mesmo ciclo menstrual e isto não é o habitual. Esta característica de ovular mais de um óvulo em alguns ciclos pode ser geneticamente herdada e portanto passar para outros membros na família.
Portanto, a única situação que nos permite dizer, com certeza, que os gêmeos são diferentes é quando vemos no ultrassom que o sexo dos gêmeos é diferente (um menino e uma menina). Como é pouco comum que as gestações monozigóticas tenham duas placentas, quando vemos duplicidade de todas as estruturas existe uma chance maior de estarmos diante de uma gestação dizigótica.

|




