Diagnóstico da Altura e da Variedade da Apresentação do Polo Cefálico Fetal no Segundo Período do Trabalho de Parto com a Ultrassonografia Translabial

Escrito por Dr. Rafael Frederico Bruns em 28 de Julho de 2011. Publicado em Artigos Médicos

Durante o segundo período do trabalho de parto a altura da apresentação fetal é avaliada para identificação de distócia. A apresentação fetal também é avaliada com relação a sua variedade de posição (rotação em relação ao eixo materno). Estes dados são muito importantes para diagnóstico de distócia e para condução do parto. Entretanto esta avaliação é extremamente subjetiva e depende muito da experiência do examinador. O trabalho aqui citado utiliza a ultrassonografia translabial para avaliar estes dados, tornando-os mais objetivos e reprodutíveis.

O estudo incluiu 60 mulheres no segundo período do trabalho de parto, onde foram realizados 168 exames clínicos e ultrassonográficos. Em um corte sagital da pelve materna a direção do polo cefálico foi observada e categorizada em descentente, horizontal e ascendente. Rodando o transdutor para o plano transversal da pelve o eco da linha média (foice cerebral) foi identificado para determinar a variedade da apresentação.

Observou-se que quando o polo cefálico estava em direção descendente, a altura da apresentação determinada clinicamente era ≤ + 1 cm da espinha isquiática; quando a direção do polo cefálico era horizontal a altura da apresentação era ≤ + 2 cm e quando a direção do polo cefálico era ascendente, a altura da apresentação determinada clinicamente era ≥ +3 cm.

Não foi possível observar a linha média ou a rotação era de mais de 45 graus quando a altura da apresentação estava abaixo do plano + 2 cm em 95% dos exames. Por um outro lado, uma rotação menor que 45 graus foi associada com o plano + 3 cm ou mais em quase 70% dos casos. Todas as comparações entre os achados clínicos e ultrassonográficos foram estatisticamente significante.

O estudo permitiu concluir que a ultrassonografia translabial permite diagnosticar a altura da apresentação com acurácia semelhante ao exame clínico e além disso fornece informações que podem auxiliar no diagnóstico de distócia.

 

Referência


  1. T. Ghi, A. Farina, A. Pedrazzi, N. Rizzo, G. Pelusi, G. Pilu. Diagnosis of station and rotation of the fetal head in the second stage of labor with intrapartum translabial ultrasound. Ultrasound Obstet Gynecol. 2009 Mar; 33(3): 331-6.

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Autor

Dr. Rafael Frederico Bruns

Professor Assistente do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Paraná

Graduado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba

Pós-graduação em Genética Humana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Mestre em Ciências pela Disciplina de Medicina Fetal do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina (veja a tese de mestrado sobre Translucência Nucal)

Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) pela FEBRASGO/AMB

Certificado de Atuação em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO/CBR/AMB

Certificado de Atuação em Medicina Fetal pela FEBRASGO/AMB

Membro Coligado do Colégio Brasileiro de Radiologia

Membro da Sociedade Internacional de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia

  Research papers by Rafael Bruns

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