14 de Novembro - Dia Mundial do Diabetes

Escrito por Cristiane S. Fernandes Heusi em 14 de Novembro de 2011. Publicado em Pacientes

Diabetes Gestacional - Cuidados e Prevenção

14 de Novembro - Dia Mundial do Diabetes

No Dia Mundial do Diabetes, dia 14 de Novembro, a sociedade se mobiliza em torno da prevenção e tratamento dos tipos de Diabetes. Ações em várias cidades do Brasil marcam o dia e a Sociedade Brasileira de Diabetes desenvolveu materiais específicos para a data.

Entre os tipos de diabetes está o Diabetes Gestacional. Você sabe o que isso significa numa gravidez?

O Diabetes Gestacional pode ocorrer em duas situações: a mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto. A gravidez de uma mulher diabética pode apresentar complicações, mas não significa que em todos os casos as complicações venham acontecer.

Em todas as formas de prevenção as atitudes da futura mãe são um fator decisivo. Controlar a gravidez é primordial. E como você pode fazer isso? Siga as recomendações médicas e controle a glicemia. A medicina aponta que as mulheres diabéticas devem procurar médicos ao decidirem engravidar, pois antecipando os cuidados, a gravidez será muito mais confortável. Mas e quando isso não é possível? Não precisa se desesperar. Procure um endocrinologista e um obstetra de confiança, faça todos os exames solicitados e siga à risca as recomendações.

A endocrinologista Ingeborg Christa Laun, especialista no assunto, explica a importância da programação da gravidez: "Todas as malformações que acontecem nos filhos de mães diabéticas afetam órgãos que se formam nas oito primeiras semanas de vida intra-uterina. Ou seja, quando a mulher às vezes nem sabe que está grávida. É importante programar a gravidez para que a paciente esteja muito bem controlada, pelo menos nos seis meses anteriores".O controle da glicemia durante a gravidez diminui a probabilidade de a criança ter diabetes, um dos maiores temores da mãe diabética. Esse controle minimiza as chances do bebê desenvolver o diabetes tipo 2 na vida adulta. As chances de uma mãe diabética tipo 1 ter um filho com essa doença, chega a 1% ou 2% com o controle na gestação. Além da glicemia, as mães precisam controlar também a ansiedade, medo e apreensão. Todos esses sentimentos dificultam o controle glicêmico. Muitas mães diabéticas contam com o suporte de um psicólogo. Leve isso em consideração.

O controle glicêmico é feito também em casa, através dos testes de glicemia capilar, em média 4 vezes ao dia. Alguns exames solicitados pelos médicos são Hemoglobina Glicosilada mensalmente, Microalbuminúria (verifica o estado dos rins) e Exame de Fundo de Olhos a cada trimestre, mapa da pressão arterial e as ultrassonografias. A medicação para o controle glicêmico é feito com insulina, que não apresenta risco ao bebê, pois não passa pela placenta. A glicose da mãe estando controlada oferece uma gestação confortável ao bebê. Caso esteja alta, o pâncreas do feto responderá a essa hiperglicemia aumentado a produção da insulina, o que pode acarretar hiperinsulinemia, responsável por algumas complicações.

O controle da glicemia depende da mãe, das suas atitudes perante a ansiedade e alimentação, e dos cuidados clínicos. Uma mãe que se cuida bem corre um risco menor de perder o bebê, de ter um prematuro ou uma criança com problemas. Com controle, as mães diabéticas enfrentam o mesmo índice de complicações verificado entre a população em geral.

Procure um médico de confiança e obedeça as recomendações!

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