Morfológico de 1º trimestre

Este exame é realizado entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias, mais precisamente quando o bebê estiver medindo entre 45mm e 84mm de comprimento da cabeça à nádega. O exame pode ser realizado por via abdominal, entretanto algumas vezes pode ser complementado pela via transvaginal, que permite imagens de maior qualidade.

Neste exame é realizada a medida da translucência nucal. A translucência nucal será utilizada como principal indicador para dizer se o bebê tem um risco alto ou baixo para ter alguma síndrome genética.

Além da translucência nucal e do osso nasal, outros marcadores poderão ser avaliados, conforme a requisição do seu médico obstetra, dentre eles o fluxo do ducto venoso e das artérias uterinas.

Objetivos do Exame

  • Datar a gestação com precisão. Isto é particularmente importante para aquelas pacientes que não lembram com exatidão a data da sua última menstruação, para as que tem ciclos menstruais irregulares e para as que conceberam durante a amamentação ou logo após interromper o uso de pílulas anticoncepcionais. Neste exame realizamos a medida do comprimento fetal e com este dado é possível determinar com relativa precisão o tempo de gestação.
  • Avaliar o risco para Síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas.
  • Diagnosticar casos de gestação múltipla (gemelaridade). Aproximadamente 1 a 2% das gestações concebidas naturalmente e 10% das gestações assistidas são gemelares. O exame de ultrassom pode determinar se ambos os bebês estão se desenvolvendo normalmente e também se eles dividem a mesma placenta o que pode levar a alguns problemas durante a gestação.
  • Diagnosticar algumas anomalias graves que podem ser identificadas já nessa fase.
  • Por meio da história clínica, exames bioquímicos, exame físico materno, avaliação do Doppler das Artérias Uterinas e o cruzamento dessas informações com software licenciado, é possível identificar 90% das gestantes que terão Pré-Eclâmpsia Precoce e possibilitar o tratamento preventivo o que pode reduzir o risco da apresentação grave dessa doença pela metade.
  • Permite identificar bebês que têm uma chance maior de apresentar malformações cardíacas.
  • Diagnosticar abortamentos.

Avaliação de Risco Personalizada

A grande maioria dos bebês é normal. Independente da idade, qualquer gestante pode ter um bebê com alguma anomalia. Em alguns casos a causa dessa anomalia é uma alteração no número de cromossomos, como por exemplo a Síndrome de Down.

A única maneira de saber com absoluta certeza se o feto tem uma anomalia cromossômica é realizando um teste invasivo, como a amniocentese ou a biópsia de vilosidade coriônica. Entretanto estes testes invasivos têm um risco de perda da gestação de cerca de 1%.

Cabe ao casal a decisão de realizar ou não um teste invasivo para ter certeza se o bebê tem alguma alteração cromossômica. Em linhas gerais a recomendação atual é que os testes invasivos sejam realizados para as pacientes que possuem o risco individualizado maior que 1 em 300.

A maneira mais precisa de estimar o risco de ter um feto com Síndrome de Down é realizada associando informações sobre:

  • Idade materna;
  • Medida da Translucência Nucal (quantidade de fluido acumulado na nuca do feto);
  • Presença ou ausência do Osso Nasal;
  • Frequência cardíaca fetal;
  • Fluxo sanguíneo através da válvula tricúspide;
  • Fluxo sanguíneo através do ducto venoso;
  • Presença de outras anomalias anatômicas;
  • Dosagem de 2 hormônios na circulação materna (fração livre de β-hCG e PAPP-A).

Após o exame de ultrassom, com base nos fatores acima, o risco estimado para a Síndrome de Down poderá ser calculado de forma individualizada, através de um software licenciado. Após receber estas informações você poderá decidir se deseja ou não realizar um teste invasivo.

Independente do resultado deste exame ou da realização do teste invasivo, recomendamos que entre 20 e 24 semanas de gestação seja realizado o exame de ultrassonografia morfológica.