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As displasias esqueléticas constituem um grupo heterogêneo de doenças nas quais encontramos alterações da forma, tamanho e constituição dos ossos e/ou cartilagens. O diagnóstico ultrassonográfico depende de adequada datação da gestação e geralmente torna-se evidente apenas no segundo ou terceiro trimestres da gestação.

Durante o exame ultrassonográfico deveremos dar especial importância aos seguintes íntens:
  1. Dimensões do Tórax - dimensões torácicas reduzidas sugerem letalidade da doença. Quando existe hipoplasia torácica ele é extremamente evidente ao se comparar visualmente as dimensões do tórax com o abdome fetal. Poderemos ainda usar os ínidices Circunferência Torácica / Circunferência Abdominal (normal de 0,77 a 1,01) ou Circunferência Torácica / Circunferência Craniana (normal de 0,56 a 1,04) para orientar sobre o adequamento das dimensões torácicas.
  2. Comprimento dos Ossos Longos - ossos longos extremamente encurtados também são sugestivos de letalidade.
  3. Ossificação Craniana - a ossificação da calota craniana é um bom parâmetro para avaliar a calcificação óssea. Quando a calcificação é normal, temos dificuldade em visualizar o hemisfério cerebral anterior devido a reverberação produzida. Quando temos facilidade em visualizar ambos hemisférios cerebrais ou a calota craniana é facilmente deformada pela pressão do transdutor sobre o abdome materno estes sinais indicam calcificação óssea deficiente.
  4. Pés e Mãos - polidactilia ou deformidades das mãos e pés podem auxiliar no diagnóstico diferencial.
  5. Volume de Líquido Amniótico - um volume de líquido amniótico aumentado também é sugestivo de letalidade.
Existem centenas de displasias esqueléticas. Entretanto devido a sua extrema raridade citaremos aqui apenas as mais freqüêntes. Para auxiliar ainda o raciocínio diagnóstico, iremos dividir inicialmente as displasias em 2 grupos: Letais e Não Letais, com maior atenção aos tipos que são diagnosticados no período pré-natal.
  • Displasias Esqueléticas Letais (prevalência)
    • Displasia Tanatofórica (1/10.000)
    • Acondrogênese (1/40.000)
    • Osteogênese Imperfeita Tipo II (1/60.000)
    • Displasia Campomélica (1/150.000)
    • Hipofosfatasia Congênita (1/100.000)Síndrome da Costela Curta e Polidactilia (1/200.000)

  • Displasias Esqueléticas Não Letais
    • Acondroplasia
    • Hipocondroplasia
    • Displasia Torácica Asfixiante (Distrofia Torácica de Jeune)
    • Displasia Condroectodérmica (Síndrome de Ellis-van-Creveld)
    • Displasia Diastrófica
    • Displasia AcromesomélicaDisplasia de Kniest

Fluxogramas de Raciocínio Clínico

Veja abaixo alguns fluxogramas de raciocínio diagnóstico, escolha qual é o sinal mais marcante ao ultrassom (você pode abrir e fechar os fluxogramas clicando no menu abaixo) :

Micrognatia
Displasias Esqueléticas
Hipomineralização
Displasias Esqueléticas
Micromelia
Displasias Esqueléticas
Hipoplasia Torácica
Displasias Esqueléticas



rafa_auEste artigo foi escrito pelo Dr. Rafael Frederico Bruns.

O Dr. Rafael é médico, com especialização em Ginecologia e Obstetrícia e habilitação em Medicina Fetal. É também professor do departamento de tocoginecologia da Universidade Federal do Paraná. Atualmente realiza exames de ultrassonografia e medicina fetal no IDEPI em Curitiba.
Para agendar um exame entre em contato pelo telefone (41) 3302 - 7000. Veja outros artigos do Dr. Rafael.