Dúvidas Comuns

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Definição

Doença em que o duodeno (a primeira parte do intestino delgado) não se desenvolveu adequadamente, não estando aberto e não permitindo a passagem do conteúdo abdominal. A atresia duodenal (ou atresia de duodeno) é o tipo mais comum de obstrução congênita do intestino delgado.

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O HPV é um vírus transmitido em praticamente 95-98% das vezes por contato sexual podendo causar as verrugas genitais (conhecidas como “cristas de galo”), as lesões pré-cancerosas e o câncer de colo uterino. Estima-se que quase 75% da população mundial sexualmente ativa entrem em contato com um ou mais tipos de HPV durante a vida. No entanto, a grande maioria dessas infecções é eliminada pelo sistema imune, assim não são ocasionados sintomas no hospedeiro. A contaminação ocorre pelo contato direto de pele com pele, pele com mucosa e por meio dos micro-traumatismos durante a relação sexual. O período de incubação desse vírus pode variar de duas semanas a nove meses e está relacionado com a competência imunológica do hospedeiro.

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Chama-se gravidez ectópica quando o ovo fertilizado é implantado em outro local que não é a cavidade uterina. A maioria das gravidezes ectópicas ocorrem na trompa de falópio e é chamada gravidez tubária, porém a implantação do ovo também pode ocorrer no cérvix, ovários e abdôme.

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O Comitê Consultivo em Práticas de Imunizações (ACIP), do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, afirma que a vacina contra a influenza H1N1 pode ser administrada com segurança durante qualquer trimestre da gravidez, já que estudos demonstram que não há risco de complicações maternas ou desfechos fetais inconvenientes associados à vacina. 

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Uma dúvida frequênte das gestantes no terceiro trimestre e com relação ao bebê estar ou não encaixado. Para podermos explicar um pouco sobre este assunto, vamos primeiro definir algumas questões com relação a nomenclatura dos termos médicos pois, o que vemos ocorrer no dia-a-dia é uma confusão com relação ao termo "apresentação" e "insinuação" (ou encaixamento):

 

Estática Fetal

O termo estática fetal é usado para descrever como o feto se encontra dentro do ventre materno. As relações do feto com a bacia e com o útero constituem a estática fetal. Seu estudo permite o conhecimento da nomenclatura obstétrica. Não vamos entrar em muitos detalhes, mas é necessário que se entenda pelo menos 2 conceitos com relação a estática fetal

  • SITUAÇÃO: é a relação entre o maior eixo da mãe e do feto. Chamamos de SITUAÇÃO LONGITUDINAL quando os eixos coincidem (por exemplo, quando a cabeça está para baixo e a nádega para cima) e SITUAÇÃO TRANSVERSAL quando os eixos não coincidem (por exemplo, quando o feto está "atravessado")
  • APRESENTAÇÃO: é a região fetal que se encontra mais próxima da bacia materna (parte do corpo que irá nascer primeiro). Por exemplo, chamamos de APRESENTAÇÃO CEFÁLICA quando o feto está com a cabeça para baixo e APRESENTAÇÃO PÉLVICA quando o feto está com a cabeça para cima e portanto irá nascer de nádegas.

Vamos tentar entender isso observando a figura abaixo, onde podemos observar o feto e a bacia óssea materna:

Com relação a SITUAÇÃO, nas figuras A e B a situação é longitudinal, pois o maior eixo do feto coincide com o maior eixo materno. Na figura C a situação é transversal, pois o feto está "atravessado".

Se formos determinar a APRESENTAÇÃO, na figura A a apresentação é cefálica, pois a cabeça irá nascer primeiro. Na figura B a apresentação é pélvica, pois as nádegas irão nascer primeiro. A apresentação na figura C é chamada de córmica (quando o feto está atravessado e neste caso ele não passa normalmente pela bacia materna).

 

Insinuação Fetal (O "Encaixar")

Muito bem, agora que entendemos um pouco sobre a apresentação e situação fetal, poderemos definir o que é a insinuação (também conhecido por encaixe ou encaixamento). A insinuação fetal nada tem haver com a parte do feto que está para baixo (lembre, isso é a apresentação fetal). A insinuação ou encaixe é a ALTURA DA APRESENTAÇÃO, com relação a bacia materna.

Imagine que durante a gestação o feto está bem acima da bacia, o que chamamos de feto alto. Quando chega o fim da gestação e o trabalho de parto está próximo a apresentação fetal (e aí pode ser a cabeça ou a nádega fetal) se insinuam para dentro da bacia óssea materna. Este processo sim é chamado de insinuação. Veja a figura abaixo:

Compare a figura A com a figura B. Na figura A o feto está alto e na figura B o feto está insinuado ou "encaixado". A insinuação fetal ocorre geralmente cerca de 2 semanas antes do parto nas primigestas (mulheres que estão grávidas pela primeira vez). E cerca de 2 a 5 dias antes do parto nas multíparas (mulheres com vários partos anteriores). Mas lembre que estes números não são uma regra, e podem variar.

A mãe normalmente sente uma pressão maior na vagina e a barriga "baixar". O feto tem menos espaço para se movimentar e portanto a percepção de movimentos fetais diminui, isso é normal. Quando o médico for medir a altura uterina (medida da pube até o fundo do útero), irá perceber uma redução desta medida em relação a consulta anterior. Esta redução pode chegar até 4 cm.

 

Por que é importante diferenciar isto?

É muito comum que a grávida queira entender o que está acontecendo com ela, e por isso procura em livros, revistas e internet toda a informação disponível sobre o assunto. Muitas vezes ela poderá encontrar a informação de que quando o feto "encaixa" o parto está próximo. Pois bem, aqui está o problema.

Depois de 28 semanas de gestação a grande maioria dos fetos está em apresentação cefálica. Quando a mamãe descobre que o bebê está com a cabeça para baixo poderá ficar preocupada com a proximidade do parto, uma vez que o bebê ainda não está pronto para nascer. Entenda que a apresentação cefálica não significa que o feto está encaixado e também não quer dizer que o parto está próximo. Portanto é importante não confundir estes dois termos.

rafa_auEste artigo foi escrito pelo Dr. Rafael Frederico Bruns.

O Dr. Rafael é médico, com especialização em Ginecologia e Obstetrícia e habilitação em Medicina Fetal. É também professor do departamento de tocoginecologia da Universidade Federal do Paraná. Atualmente realiza exames de ultrassonografia e medicina fetal no IDEPI em Curitiba.
Para agendar um exame entre em contato pelo telefone (41) 3302 - 7000. Veja outros artigos do Dr. Rafael.